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domingo, 7 de dezembro de 2014

Chile pode ser o quarto país da América Latina a legalizar casamento igualitário

O Chile está prestes a entrar numa lista que o coloca em 4º lugar na América Latina e em 21º no mundo: o de países onde o casamento gay é permitido.

Antes do fim da próxima semana, um grupo de parlamentares se comprometeu a apresentar um projeto de lei sobre o assunto. O grupo reúne representantes do Partido Democrata Cristão, Partido Socialista, Partido para a Democracia e do movimento Amplitude.

Antes de sua reeleição em março deste ano, a presidente Michelle Bachelet disse que é a favor do casamento igualitário, porém seu governo ainda está por resolver a questão, que ela diz apoiar desde 2006, durante seu primeiro mandato como presidente.

Em entrevista, o deputado Gabriel Silber, democrata Cristão, disse que era importante que "sentimentos iguais tivessem direitos iguais". "Não há nenhuma razão para ter cidadãos de primeira e de segunda classe", declarou. "Esperamos que o governo apoie a iniciativa e impulsione seu progresso, dando-lhe a prioridade adequada. Nós vamos nos encontrar com ministros do governo para apresentar o projeto de lei e esperamos contar com seu apoio."

Argentina, Uruguai e Brasil são os países sul-americanos que já permitem que casais do mesmo sexo se casem.

O Chile está na frente do Brasil com relação à criminalização da homofobia, que foi aprovada no país vizinho em 2012, quando o então presidente, Sebastián Piñera, apoiou o projeto de lei contra homofobia depois do assassinato do jovem Daniel Zamudio. Zamudio, gay de 24 anos, foi torturado por um grupo de jovens neonazistas, que o espancaram, mutilaram e desenharam a faca sinais da suástica em seu corpo.

Na ocasião, a atitude do presidente Piñera, de direita, chamou atenção pelo empenho com que ele defendeu pessoalmente a criminalização. O fato foi usado para cobrar uma postura do governo brasileiro, que apela ao argumento de que o chefe do Executivo nada pode fazer para ajudar na aprovação de uma lei desse tipo, já que tudo dependeria apenas do Congresso. Acontece que o presidente tem força pra unir suas bases, pedir apoio e cobrar a aprovação. A Argentina teve na presidente Cristina Kirchner apoio fundamental para reconhecer o Casamento Civil Igualitário.

Durante o discurso de aprovação à criminalização da homofobia, Piñera destacou-se também pelo uso correto dos termos, como orientação sexual e identidade de gênero, e ainda homenageou Zamudio: “Lembramos de Daniel e queremos dizer a seus pais que sua morte não foi em vão e que seu sacrifício está produzindo frutos abundantes”…“é preciso promover uma verdadeira e ampla cultura de tolerância à diversidade.”

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