Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador gay. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gay. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de março de 2017

A Geni da vez

No Rio de Janeiro, um jovem foi encontrado nu na praia, com marcas de violência, infelizmente ele veio a falecer no hospital. Amigos disseram em sua página do Facebook que ele sempre teve medo de ser vítima de homofobia. Infelizmente, nos, LGBT, somos a Geni da vez. 

Enquanto não houver a criminalização da Homofobia e Transfobia esses crimes ficarão impunes e continuarão a jogar pedra, água e bosta na gente, achando que somos feitos para apanhar e bons para cuspir. 

Segundo a OMS, o Brasil é o 11º país com mais crimes de homicídios, é um dado alarmante e qualquer pessoa poder falar que viver no Brasil é perigoso para qualquer pessoa, sendo hétero, homossexual, travestis ou transexual, mas segundo Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o país que mais mata lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, superando índices de países do Oriente Médio e da África, que pune com pena de morte a homossexualidade.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Sobre beijo gay na Disney e irmãos disputando o mesmo boy na Coca-Cola

Enquanto as pautas progressistas vem sendo atacadas nos espaços políticos, as empresas estão cada vez mais voltando a sua comunicação para os mais diversos segmentos, sobretudo para aqueles que tem pouca representatividade nos parlamentos. ´

Ontem foi a vez do Canal Disney Channel mostrar o seu apoio, exibindo o primeiro beijo gay em um desenho animado. Foi no episodio "Just Friends", da sério "Star vs. A Força do Mal", exibida no Disney XD.


Hoje foi a vez da Coca-Cola, lançando mais um comercial da série "Taste the Felling", retratando com leveza e bom humor a disputa de uma irmã e um irmão o mesmo boy, mas na corrida ambos se dão mal e se deparam com a mãe saciando a sede do limpador de piscina.


O Pastor Silas Malafaia, indiciado na Operação Timóteo, por lavagem de dinheiro, pediu para os seus fies o boicote à Disney, vamos acompanhar se ele também lançará um boicote a Coca-Cola.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Encontros de Carnaval

- Eu já fiquei com você - disse a meretriz depois que me deu o primeiro beijo.

- Comigo? Onde ficamos? - perguntei assustado.

- Isso não vou lembrar - respondeu como responderia qualquer outra meretriz.

- Como você se chama? - perguntei enquanto tirava sua peruca.

- Diego e você, como se chama? - perguntou me dando outro beijo.

- Marcos... agora eu me lembro de você, ficamos numa rave.

O encontro na rave tem mais de 5 anos, foi em Sorocaba, numa festa predominantemente hétero. Eu lá estava com os meus amigos, quando vi um cara bonito e barbudo parado, me olhando. Ele foi se aproximando aos poucos, veio por trás e disse ao pé do meu ouvido:

- Que sorte encontrar um ursão desses por aqui - disse enquanto eu virava para o beijar.

- E eu pensando que não rolaria nada nessa festa - disse entre um beijo e outro. 

Ele me levou para área de camping, estava procurando por um barraca, senti que ele estava um pouco perdido, mas achei natural depois de tantas bebidas e talvez um alucinógeno. 

- Aqui está! - disse ele entrando na barraca.

- Que bacana, estava querendo acampar aqui, mas meus amigos não toparam - respondi enquanto ele me puxava para dentro da barraca. 

O sexo rolou ali mesmo, dentro da barraca, ao som da rave e dos acampados ao redor. Transar ao som de trance e dentro de um camping, é uma experiência única e indescritível. Diego era todo peludo, era um pelo alto e macio, ele também tinha muitos pelos nas pernas, se não fosse pelo rosto, de longe seria difícil falar que ele era branco, seus pelos pretos tomavam todo o seu corpo.

- Posso saber o que significa isso? - perguntou um rapaz ao abrir a entrada da barraca.

- Se vista logo! - disse Diego enquanto subia as calças.

- O que está acontecendo? - perguntei confuso.

- Agora não posso explicar, apenas corre - e foi o que fizemos em meio as barracas, com calças caindo, bunda a mostra, sem camisetas e ao som de protestos do rapaz da barraca.

- Filhos da Puta, filhos da puta - ele gritava enquanto o pessoal das barracas davam risadas.

Depois de muito correr, nos jogamos na grama, próximo do palco das atrações, ficamos ali por alguns minutos, nos recompondo, vendo um nascer do sol maravilhoso e toda energia positiva que aquele lugar nos estavam proporcionando. Nos despedimos da mesma forma que nos conhecemos. Estava com meus amigos e ele chegou por trás e disse:

- Tchau, ursão - me envolvendo em seu peito peludo.

Só quando eu estava no meio do caminho eu percebi que não havia pego o telefone do rapaz e nem eu tinha dado o meu, mas se fosse para nos reencontramos, com certeza a vida se encarregaria de nos proporcionar novos encontros.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O Filho da Irmã Benedita

Foi a primeira vez que fomos numa feira de sexo, aquela era considerada a maior da América Latina, um galpão enorme, totalmente destinada ao sexo. A feira era bem voltada para o público heterossexual, mas haviam alguns apelos para gays e lésbicas, principalmente para as lésbicas, pois duas mulheres juntas fazem parte do apelo heterossexual masculino. 

Participamos de várias brincadeiras na feira, passamos por uma parede onde podíamos colocar nossas mãos por buracos que davam acesso a outro corredor e lá tinha pessoas que poderiam ser tocadas; pagamos um strip tease particular e assistimos um show ao vivo de sexo lésbico, com a apresentação da posição tesoura. 

O movimento tesoura consistia com o entrelaçamento das pernas das duas parceiras, formando uma espécie de tesoura no órgão genital. Eu tentei a posição com outro cara, a sensação é gostosa, mas com homem deve ser informação demais, com bolas, pintos e sacos se misturando. 

Compramos vários brinquedos, eu levei uns vibrados e ele outro, também compramos anéis penianos, géis e óleos, cuecas e suportes atléticos – um tipo de cueca, usada por atletas, com abertura na parte de trás, que servem para sustentação das bolas. Usamos muito os suportes atléticos, mas nunca para fim esportivo. 

Nossa maior preocupação era onde esconder os suportes atléticos, eu sempre enviava os meus no fundo das gavetas, mas tenho certeza que minha mãe já se deparou com aquilo e deve estar até hoje se perguntando que raios era aquilo. O dele foi colocado dentro de um tênis antigo, pois tinha certeza que sua mãe não mexeria lá. 

Antes de eu passar na casa dele ele foi procurar o tênis, mas não encontrava. Foi perguntar para mãe onde havia parado aquele par de tênis velho e a mãe responde: 

- Dei para o filho da irmã Benedita.

- Como assim mãe? A Sra. não pode sair dando as minhas coisas assim. 

- Mas você nem usava, o tênis estava velho e o menino precisava. 

Passando pela rua, de carro, em direção para o motel, lá estava o filho da irmã Benedita, jogando futebol, com o par de tênis velho. Ele acenou para nós com um sorriso e uma pegadinha de leve sobre os shorts. Naquele momento tivemos certeza que ele sabia que o suporte atlético não era para fins esportivos.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O Trio de Muhammed

Existem algumas regras de conduta para pegação virtual que, se seguidas a risca, evitam muitos desconfortos. As mais eficientes são a "cutuca que te cutuco" e a "curta que eu curto". A probabilidade de incômodos na paquera, com a aplicação dessas regras, é quase nula.

João Vitor, experiente no ambiente virtual, aplicou as duas técnicas conjuntas com Muhammed. Meia hora depois Muhammed já havia retribuído a cutucada e as curtidas. Sem pensar duas vezes João Vitor já enviou um "olá" por mensagem instantânea e sem ter tempo de fechar a janela de bate papo, já visualizou a notificação que Muhammed estava respondendo.

Muhammed era um refugiado Sírio. Veio para o Brasil por conta de divergências políticas e sociais. Como se não bastasse a sua família ser de oposição ao Governo, Muhammed também era gay e teve que fugir do seu país para não ser morto.  João Vitor era filho de baiano com uma pernambucana, tinha uma testosterona natural dos nordestinos, mesmo nascendo em São Paulo, tinha calor correndo pelo sangue.

As conversas fluíram muito rápido, Muhammed prezava pela boa comunicação, além de ser muito desconfiado, talvez pelo fato de ter fugido de um país, onde vizinhos e familiares poderiam se revelar como o seu mais cruel inimigo.

Muhammed e João Vitor foram se conheceram no Parque do Ibirapuera. Parecia um sonho para Muhammed, finalmente ele estava em paz, seguro e com alguém que ele poderia amar. No final daquela tarde, depois de caminharem de mãos dadas pelo parque e tomaram sorvete, envolvidos pela vista do pôr do sol proporcionada pelo lago, Muhammed pediu João Vitor em namoro. João Vitor não disse sim, mas também não disse não, apenas respondeu com um beijo e disse que ele era um dos seus melhores presentes.

Foi numa das infinitas conversar que tudo ruiu, ou quase ruiu. Muhammed perguntou para o João Vitor se ele já tinha feito "trio". João Vitor sem entender o questionamento, pediu explicações, até descobrir que o "trio" se tratava de "sexo à três". João Vitor pensou em responder qualquer coisa, mas optou pela sinceridade e disse "sim". Muhammed desolado respondeu que era difícil achar alguém sério no Brasil e que todo mundo já havia feito "trio".

A imagem do "trio" não saia da cabeça de Muhammad, como ele poderia amar uma pessoa que já fez "trio"? João Vitor tentou argumentar, disse que tudo o que ele viveu o transformou naquele homem que o amava, mas Muhammad estava convicto de que homem que faz "trio" não era homem para ele.  

João Vitor fez uma proposta para Muhammed e sugeriu um último encontro e se após este encontro a imagem do "trio" ainda atormentasse a cabeça de Muhammed, cada um seguiria o seu destino e assim foi feito. 

Eles foram num motel, pois apesar de Muhammed ser resolvido, ele vinha de uma cultura muito reprimida, o sexo ainda não havia acontecido entre eles. Tudo foi louco e intenso, ambos transaram como duas cadelas no cio, parando apenas para tomarem banho e fumar um cigarro.  

Quando sairiam do motel, João Vitor perguntou se a imagem do "trio" havia saído da cabeça de Muhammed. Ele muito triste respondeu que não e que ambos deveriam ser apenas amigos. João Vitor não ficou triste, mas também não ficou alegre. Ele perdeu Muhammed, mas poderia pintar, quando chegasse em sua casa, um mapa de colorir afixado na parede do seu quarto, contornando as delimitações da Síria. A marcação seria num tom verde claro, mas a esperança de se tornar um verde escuro era muito grande

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Paqueras Liquidas

A paquera para o ser humano é o equivalente a dança do acasalamento para outras espécies, aquele momento de tudo ou nada, onde em alguns instantes saberemos se seremos ou não agraciados pela concessão da copulação com a presa almejada. 
Segundo o dicionário “paquera” significa o “ato ou efeito de paquerar, tentativa de namoro, paquerador”.

Os recursos visuais e gestuais sempre foram aliados de uma boa paquera. Dizem que ao passar por uma pessoa pela rua, quando os olhares se cruzaram, bastam apenas três segundos para ela olhar pra trás e confirmar o interesse.

Algumas paqueras servem apenas para massagear o ego, tem pessoas que passarão a vida inteira cruzando por outras pessoas nas ruas e olhando para trás, mas a ação de parar, observar e chegar no alvo, é um ato de coragem. Numa fase do ápice do amor liquido, qualquer atitude sem o recurso de alguma tecnologia, é um ato inovador. 

Após o expediente, como era de costume, Luís Fernando saiu do trabalho e foi para a faculdade. Pegava todos os dias o ônibus que seguia para as Perdizes, ali mesmo na Paulista com a Consolação. As 18h30m o movimento era intenso, vários ônibus parando no ponto, pessoas correndo para embarcar, se esbarrando com as pessoas que desembarcava. 

No meio daquele vai e vem de pessoas, Luís Fernando avistou um homem barbudo – não tanto quanto ele – parado, como se estivesse em câmera lenta, não sendo abalado pela agitação social que São Paulo passa para todos os seus filhos. Os dois se olhavam em meio à multidão, tentando descobrir um meio de se aproximarem, mas impedidos pela penetração dos olhares, que deixou ambos constrangidos. 

O ônibus do homem barbudo encostou na plataforma, Luís Fernando avistava o homem seguindo seu destino, mas preocupado com quem vinha atrás, preocupado se Luís Fernando também seguiria o mesmo destino.

Com o ônibus partindo, Luís Fernando ficou procurando o homem barbudo dentro do ônibus, o olhar que momentos antes era de esperança, transformou-se em despedida... até lembrar-se que naquela mesma tarde ele havia baixado um aplicativo de celular, esses que cruzam pessoas com localizações, onde a paquera rola de forma não presencial. Luís Fernando era o terceiro da lista, estava lá com aquela barba farta e sorriso fechado, exatamente que forma que atraiu o outro homem barbudo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Os Dez Mandamentos do Relacionamento Gay

1 - Antes de começar um relacionamento, espere terminar a vez do seu coleguinha.

2 - Se for amor a primeira vista, diga isso o segundo ou terceiro encontro.

3 - Fale do seu ex apenas para sua terapeuta ou advogada. 

4 - Se não for responder, não visualiza.

5 - Terceiros só serão aceitos quando convidado por ambas as partes.

6 - Redes sociais de casais só tá valendo se for de gêmeos siameses.

7 - Deixe as pesquisas do passado para os museólogos.

8 - Melhor estar ao lado de sapo desencanado ao invés de um principie (des)encantado.

9 - Comunique imediatamente a outra parte o início e o término do relacionamento.

10 - Se você não for correspondido, ame o próximo.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Frequência "Gay"

O Portal MixBrasil, em parceria com a Rádio 89 FM, lançou uma campanha intitulada "Frequência Gay", que alerta para as alarmantes estatísticas de assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, por motivação de ódio, no Brasil. Apesar da campanha exibir os dados como só fossem gays assassinados no Brasil, isso é um equivoco, essa estatística é contabilizada pelo Grupo Gay da Bahia e nela entra todos os crimes contra a população LGBT.

No filme, a Rádio 89 FM avisou que a música a ser tocada a seguir estaria em uma frequência que, segundo foi descoberto, somente homossexuais poderiam ouvir. Para registrar a reação de algumas pessoas, foram instaladas câmeras escondidas em um táxi com a estação sintonizada.

Apesar de a música tocada ser ouvida por todos, poucos passageiros assumiram que estavam ouvindo, alguns revoltados com o fato. Ao final, os ouvintes eram comunicados que, na verdade, a Frequência Gay não existe, afinal, somos todos iguais, independentemente da orientação sexual.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

O Ravengar da minha infância

O grande papel da arte é nos sensibilizar, mexer com o nosso imaginário, muitas das vezes criando outra realidade. Quando eu era criança, na época que a novela "Que rei sou eu?" era exibida, morava um homem na minha rua que se parecia muito com o Ravengar, personagem de Antônio Abujamra, pai do Clayton, meu melhor amigo.

Eu tinha uma rotina muito definida. Dormia muito cedo, para acordar às 6 da manhã, assistir Vovó Mafalda, Jaspion, Power Rangers e Thundercats. Depois ia pra rua e passava na casa do Cleyton, filho do "Ravengar", na maioria das vezes ficávamos brincando na casa dele e as vezes chamávamos os outros meninos para brinca também. Nos dias que eu não passava na casa do Clayton, ele sempre passava na minha.

Nessa época tive que militar no Movimento LGBT pela primeira vez, os meninos da rua me chamavam de "Marcos Bicha", eu reclamei e de forma muito natural eles justificaram que era pelo fato de ter outro Marcos na mesma rua e que ele morava lá antes de mim e por isso ele tinha o direito de ser chamado de Marcos.

Fiquei alguns dias sem sair na rua, o apelido me incomodava. Como pedido de desculpas, todos os meninos se reuniram e foram me chamar em casa. Falaram que iriam me chamar de "Marcos da Esquina". Achei melhor, mas se fosse hoje eu também questionaria. Nunca fiz ponto na esquina para me chamarem assim.

Hoje, refletindo sobre o assunto, percebo que a minha relação com o Clayton era muito conturbada. Brigávamos muito e depois das brigas eu sempre ia pra minha casa e as vezes a mãe dele ia me chamar, falava que nos éramos amigos e não podíamos brigar. Ela pedia para eu ir lá na casa dela, fazer as pazes e pedir para ele sair debaixo do carro. Ele saia e íamos brincar novamente. Só teve um vez que entramos em confronto corporal, quando ele me chamou de "Filho da Puta".

Sempre que ia na casa dele, ia embora quando o pai dele chegava. Tinha muito medo. Enxergava aquele homem como o próprio Ravengar. Na maioria das vezes ia correndo, chegava em casa cansado e gritando "Ravengar, Ravengar". Minha mãe mandava eu parar de ser besta, dizendo que ele não era o "Ravengar".

Me mudei de Santo André ainda muito pequeno, com uns 12 anos, nunca mais vi o Clayton, mas a morte do ator e diretor Antônio Abujamra me trouxeram essas maravilhosas lembranças, provando que ele cumpriu sua missão como artista, mexendo com o imaginário de pessoas de todas as idades.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Por iguais oportunidade de trabalho

A nova capa da "Revista Época" vem para contribuir positivamente no que se tem discutido sobre a equanimidade nas condições de trabalho e no acesso ao emprego no que diz respeito a população LGBT. Parece inadmissível cogitarmos isso, mas ainda existem chefes que estão preocupados com quem os seus subordinados dividem a cama.

No ano passado conheci um cara pela internet, marcamos de tomar um café e durante a conversa ele comentou que toda sua família e amigos sabiam da sua sexualidade, ele só mantinha segredo no trabalho e não era apenas um simples segredo, ele fazia questão de reafirmar sempre uma falsa heterossexualidade, comentando sobre meninas e falando de experiencias sexuais que ele nunca teve.

Não estamos no papel de julgar esse tipo de comportamento, sabemos que a homofobia, lesbofobia e transfobia, no ambiente corporativo é muito grande, é fruto de uma sociedade machista e patriarcal, que tem o papel de repudiar tudo aquilo que não é considerado "padrão" e "heteronormativo". O mesmo preconceito que restringe os direitos das mulheres no mercado de trabalho, também restringe da população LGBT.

Embora gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais venham conquistando espaço nas grandes mídias e ganhando notoriedade nas telenovelas, é preciso que as pessoas entendam que a vida deles não se circunscreve ao sexo, nem tampouco ao aspecto comportamental. Quando falamos dessas pessoas, muitas vezes parece que sua vida se limita ao aspecto privado, íntimo, pessoal.

Não vemos muito frequentemente professores se assumirem LGBT com naturalidade, funcionários trabalharem travestidos sem que isso se torne a primeira coisa a chamar a atenção, e não o trabalho desempenhado pela pessoa, em si. Deveria ser normal vermos empresários transexuais numa reunião de trabalho abordando assuntos que em nada se referem a sexo, e sem que ninguém reparasse nisso. 

Recentemente o Carrefour lançou um manual de “Como tratar pessoas LGBT?”, são perguntas e respostas, que levam instruções aos colaboradores da empresa, maneiras de combater o preconceito em suas lojas. No manual a empresa ressalta que a discriminação e posturas intolerantes por parte de qualquer pessoa, seja colaborador, cliente ou qualquer público, não estão em sintonia com os valores da empresa". Outro avanço muito importante é no que diz respeito ao nome social, possibilitando que colaboradores e colaboradoras, figurem o seu nome social no crachá, independente de cirurgia ou decisão judicial, respeitando as liberdades e escolhas individuais. 

No Governo do Estado de São Paulo, no âmbito da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, temos o "Selo Paulista da Diversidade", que tem o objetivo de destacar boas práticas empresariais como ação estratégica pela igualdade de direitos e cidadania. Essas práticas são relacionadas a inclusão das temáticas das pessoas com deficiência, e as questões étnicas, raciais, de gênero, idade, orientação sexual e identidade de gênero, e para difundir a cultura de respeito, valorização e promoção da igualdade nos ambientes de trabalho.

O que é necessário mudar no ambiente corporativo, está relacionado a “Acessibilidade Atitudinal”, um termo amplamente explorado e defendido pelo Movimento das Pessoas com Deficiência, mas que podemos projetar para todos os outros movimentos de minorias. Enquanto nos e as empresas não mudarem o modo de pensar, de ver o outro, estaremos apenas num discurso infundado e vazio que pede respeito, mas não mostra como ou porque. 

Precisamos ver as pessoas além do privado, pois os talentos não estão expostos em características físicas, raça, credo, orientação sexual ou identidade de gênero. Infelizmente a atitude generalizada é censurante e opressora e enquanto não mudarmos o comportamento corporativo não sairemos da base do discurso.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Puro Êxtase: Um episódio de dor e prazer

Imagine: você, uma cadeira, uma mesa e um tatuador. Algo simples, aparentemente. Agora acrescente o desafio de ser estimulado sexualmente, sem perder a compostura, enquanto faz a tatuagem. Pois foi exatamente o que Tomie Akemi fez para o segundo episódio de Puro Êxtase.

A proposta do projeto é a desconstrução do erotismo, colocando os participantes em situações corriqueiras, enquanto são estimulados sexualmente. O desafio é conter o orgasmo. O que não deve ter sido uma tarefa fácil para Tomie, levando em consideração que a dor é um estimulo sexual para muitas pessoas.

O prazer é a dor sempre teve uma linha muito tênue, provocar a dor para estimular o prazer é uma pratica muito recorrendo e ganha casa vez mais adeptos e quando falo em dor, não me refiro apenas aos sadomasoquistas convictos, me refiro também as mordidas e apertões para obtenção do prazer.

Em conversa com o Pedro Paulo Vieira, idealizador do projeto "Puro Êxtase", questionei sobre a participação masculina nos próximos episódios, sem dar muitos detalhes, ele garantiu que está preparando uma grande surpresa. Também teremos novidades que envolve a Diversidade Sexual, em comemoração ao mês do Orgulho LGBT, que acontece em junho.

 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Homem Feminista

Já fui muito criticado por feministas ao dizer que eu era um homem feminista. E o discurso foi o mesmo de sempre, apontando que os homens não podem protagonizar uma luta de mulheres. Antes de ser homem, sou filho, neto, irmão e amigo de muitas mulheres que tem seus direitos negados numa sociedade machista, heteronormativa e patriarcal. 

Não precisamos ter uma identidade de gênero feminina, para lutarmos contra o machismo. O machismo é um preconceito tão enraizado na sociedade, que não abrange só os mulheres, a luta contra a homofobia, lesbofobia e transfobia, protagonizadas pelo Movimento LGBT, são variações do machismo da nossa sociedade.

Nossos algozes superaram essa discussão de legitimidade e protagonismo, eles tem um objetivo e se algum setor da sociedade puder se unir a eles, será muito bem vindo. Podemos usar como exemplo os conchavos que a Bancada Evangélica, do Congresso Nacional, faz com a Bancada Ruralista, votando em conjunto suas pautas, ganhando força e travando as pauta progressistas dos Movimentos Sociais e as pautas de pautas de proteção ao meio ambiente.

Os homens sensíveis a causa do Movimento Feminista, não quer protagonizar a pauta do movimento, quer apenas unir forças para acabar com o Machismo que destrói nossa sociedade, colocando mulheres, que são maioria absoluta, numa situação de submissão social. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Resistência à homofobia é tema de espetáculo na SP Escola de Teatro

Inspirado nas diversas notícias de homens que foram agredidos e assassinados por conta de sua orientação sexual, a A Inacabada Cia. estreia o espetáculo "Meninos também amam - um poema manifesto cênico", que integra artes visuais, dança, teatro e performance, buscando compartilhar a não aceitação da violência contra homossexuais.

A montagem pode ser conferida nos finais de semana entre os dias 13 e 21, sábados, às 20h30, e domingos, às 19h30, na SP Escola de Teatro, com entrada no esquema "pague o quanto puder". 

Criada a partir de um poema do ator, diretor e dramaturgo Rafael Guerche, a montagem apresenta como manifesto cênico o corpo masculino desnudo, que é sempre alvo de retaliação nos casos de violências aos homossexuais. Em cena, a arte homoerótica e o afeto entre duas pessoas convidam o espectador para fazer uma reflexão e promover a resistência à homofobia. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

IBGE divulga dados sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo

Pela primeira vez o IBGE divulgou dados sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. No ano passado, para cada mil casamentos heterossexuais, houve três uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. Quase metade dos casamentos homossexuais foram realizados em São Paulo. 

Muitos desses casais são formados por pessoas que já estavam juntas há muito tempo, mas só puderam oficializar a união depois que o Conselho Nacional de Justiça autorizou o casamento entre homossexuais, no ano passado. 

Pela primeira vez o IBGE analisou os números de casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. No ano passado, ocorreram 3.701 uniões entre pessoas do mesmo sexo, o que representa 0,35% do total de casamentos no país. 

São Paulo foi o estado que registrou o maior número de uniões entre casais do mesmo sexo, seguido pelo Rio de Janeiro e por Minas Gerais.  A maioria dessas uniões gays no país foi entre mulheres: 52%. 

Outros dados da pesquisa do IBGE também mostram que o Brasil registrou mais casamentos e menos divórcios no ano passado. Foram 1,052 milhão casamentos, 1,1% a mais do que em 2012. A idade média para casar aumentou. Nas mulheres passou de 25 para 27 anos. Nos homens de 28 para 30 anos, isso em um espaço e uma década. 

Já número de divórcios diminuiu. Foram 16.679 separações a menos em 2013, uma queda de quase 5 % em relação ao ano anterior. E mais pessoas estão casando pela segunda vez. No ano passado, o recasamento representou 23% do total da uniões. Dez anos antes, significavam 13%.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

SBT corta cenas e transforma casal gay de novela em heterossexuais

O SBT está transformando um casal gay de uma novela mexicana em dois garanhões heterossexuais. Na dublagem de Sortilégio, que exibe há um mês na faixa das 16h, a emissora trocou todas as insinuações gays por diálogos de contexto hétero. Cenas da intimidade dos personagens Ulisses (Julián Gil) e Roberto (Marcelo Córdoba), que evidenciariam a orientação sexual de ambos, foram eliminadas na edição. Eles apenas trocam gracejos e se entreolham. 

Em Sortilégio, Ulisses e Roberto são bissexuais e têm um caso, mas fingem ser apenas bons amigos héteros. Eles têm namoradas. Na versão original mexicana, apareceram nus trocando carícias na cama e falando abertamente sobre sexualidade. 

No capítulo 16, exibido pelo SBT em 17 de novembro, Ulisses e Roberto preparam um drink enquanto estão conversando. O SBT cortou a cena quando os dois foram para a janela e se entreolharam com cumplicidade. 

No dia seguinte, uma cena romântica do casal gay foi mutilada. Na versão mexicana, enquanto caminham e fumam charuto, Ulisses diz a Roberto que gosta de homens e mulheres. Depois, os dois param. Roberto, em um gesto de carinho, pega o colar de Ulisses, que responde passando o charuto no lábio com sensualidade. 

Enquanto isso, no Brasil, o texto em que Ulisses diz que gosta de meninos e meninas foi trocada pela dublagem por “Namorei bastante lá. Eu ia para as festas e arranjava namorada”. As carícias, o charuto e a troca de olhares foram suprimidos. No capítulo de 20 de novembro, metade da cena do casal em uma banheira de hidromassagem também foi cortada, apesar de os dois nem se tocarem na versão da Televisa. 

Em 21 de novembro, o SBT transformou Roberto em hétero. Na versão mexicana, ele diz a Ulisses, em tom jocoso, que vai ver a sua “mulher”. A dublagem trocou “mulher” por “Raquel”, nome da falsa namorada, e fez o personagem suspirar, como se estivesse apaixonado por ela. Trocou a ironia original por uma declaração de amor velada. 

Procurado, o SBT disse que “todas as edições feitas são para adequar a novela à classificação indicativa para o horário de exibição, de acordo com a lei”. A trama mexicana é imprópria para menores de dez anos, mas o Ministério da Justiça não veta insinuações homossexuais. O mais curioso é que cenas mais pesadas, como o sexo na sombra entre os protagonistas Alessandro (William Levy) e Maria José (Jacqueline Bracamontes) foram ao ar. 

No capítulo com previsão para ir ao ar em 22 de dezembro, Ulisses e Roberto aparecerão na cama, nus, cobertos apenas com um lençol. Se os cortes persistirem, essa cena não irá ao ar no SBT.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Chile pode ser o quarto país da América Latina a legalizar casamento igualitário

O Chile está prestes a entrar numa lista que o coloca em 4º lugar na América Latina e em 21º no mundo: o de países onde o casamento gay é permitido.

Antes do fim da próxima semana, um grupo de parlamentares se comprometeu a apresentar um projeto de lei sobre o assunto. O grupo reúne representantes do Partido Democrata Cristão, Partido Socialista, Partido para a Democracia e do movimento Amplitude.

Antes de sua reeleição em março deste ano, a presidente Michelle Bachelet disse que é a favor do casamento igualitário, porém seu governo ainda está por resolver a questão, que ela diz apoiar desde 2006, durante seu primeiro mandato como presidente.

Em entrevista, o deputado Gabriel Silber, democrata Cristão, disse que era importante que "sentimentos iguais tivessem direitos iguais". "Não há nenhuma razão para ter cidadãos de primeira e de segunda classe", declarou. "Esperamos que o governo apoie a iniciativa e impulsione seu progresso, dando-lhe a prioridade adequada. Nós vamos nos encontrar com ministros do governo para apresentar o projeto de lei e esperamos contar com seu apoio."

Argentina, Uruguai e Brasil são os países sul-americanos que já permitem que casais do mesmo sexo se casem.

O Chile está na frente do Brasil com relação à criminalização da homofobia, que foi aprovada no país vizinho em 2012, quando o então presidente, Sebastián Piñera, apoiou o projeto de lei contra homofobia depois do assassinato do jovem Daniel Zamudio. Zamudio, gay de 24 anos, foi torturado por um grupo de jovens neonazistas, que o espancaram, mutilaram e desenharam a faca sinais da suástica em seu corpo.

Na ocasião, a atitude do presidente Piñera, de direita, chamou atenção pelo empenho com que ele defendeu pessoalmente a criminalização. O fato foi usado para cobrar uma postura do governo brasileiro, que apela ao argumento de que o chefe do Executivo nada pode fazer para ajudar na aprovação de uma lei desse tipo, já que tudo dependeria apenas do Congresso. Acontece que o presidente tem força pra unir suas bases, pedir apoio e cobrar a aprovação. A Argentina teve na presidente Cristina Kirchner apoio fundamental para reconhecer o Casamento Civil Igualitário.

Durante o discurso de aprovação à criminalização da homofobia, Piñera destacou-se também pelo uso correto dos termos, como orientação sexual e identidade de gênero, e ainda homenageou Zamudio: “Lembramos de Daniel e queremos dizer a seus pais que sua morte não foi em vão e que seu sacrifício está produzindo frutos abundantes”…“é preciso promover uma verdadeira e ampla cultura de tolerância à diversidade.”

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

País alto índice de homofobia lidera "pornô gay" em sites de buscas

Um país com leis anti-gay e constante ataques aos homossexuais parece estar bem curioso sobre como é que funciona essa coisa de sexo entre dois homens ou duas mulheres. De acordo com o site de buscas Google, o Quénia, situado no continente africano, lidera as pesquisas pelas expressões 'fotos de sexo gay' e 'fotos pornô gay' feitas entre 2004 até o presente.

De acordo com o site inglês PinkNews, 92% dos quenianos concordam que a homossexualidade é inaceitável. Ter relações homoafetivas no país é contra a lei e pode acarretar em uma pena de até 21 anos na prisão.

Parlamentares do Quénia têm discutido uma lei ainda mais pesada contra quem cometer atos homossexuais, com penas que variam de prisão perpétua até morte por apedrejamento. 

Outros países com altos índices de ataques homofóbicos completam o top 5 de buscas por pornografia gay: a África do Sul, Nigéria, Paquistão e Índia, respectivamente. 

Filipinas, Austrália, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá ocupam do 6º ao 10º lugar no ranking, respectivamente.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vídeo com Beijo Gay do “Parafernalha” Gera Comentários Homofóbicos

O canal de humor “Parafernalha” foi alvo de comentários homofóbicos na internet. Após publicar um vídeo  de humor sobre os piores momentos para uma festa surpresa, a página recebeu citações negativas sobre dois atores se beijam.

O vídeo já teve mais de 800 mil visualizações pelo YouTube. Nele, os atores brincam com várias situações vistas como ruins para ser surpreendido com uma festa de aniversário, e, no fim, mostram dois casais se beijando. Só que o que revoltou alguns internautas foi o grupo exibir uma cena de uma relação entre homossexuais.

O ator e empresário Felipe Neto, idealizador do "Parafernalha", repudiou as manifestações homofóbicos e frisou que "apesar do vídeo ter uma cena quase explícita de sexo heterossexual (o que colocamos de propósito), as críticas avassaladoras são contra um beijo gay que acontece na cena seguinte. Ninguém comenta a cena de sexo, apenas ficam ofendidos pelo beijo homossexual".

O canal já publicou outros dois vídeos com beijo gay, no qual também causou manifestações homofóbicas por parte dos internautas. Num vídeo em que ensina 'como não terminar um namoro', os atores Daniel Curi e Victor Lamoglia interpretam um casal de namorados. Já em outro vídeo, fala sobre "coisas de carnaval", o comediante Lucas Salles dá um beijo por engano em Daniel Curi, que está fantasiado de mulher.

 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Todos Podem ser Frida no Museu da Diversidade Sexual

“Todos podem ser Frida” é o do projeto da fotógrafa Camila Fontenele, inspirado na pintora mexicana Frida Kahlo, que tem a proposta de transformar os homens em Frida a partir dos cinco principais sentimentos e acontecimentos que marcaram a vida da artista: amor, dor, inteiro, cores e aborto. Para fotografar ela utiliza locações abandonadas ou casa de amigos, para cada fragmento é chamado um homem para posar, um artista plástico e um maquiador para fazer a parte visual. 

Frida Khalo começou a pintar aos 18 anos, quando estava se recuperando de um acidente entre um bonde e um trem. Esse acidente deixou ela entre a vida e a morte. A partir disso, ela passou o resto da vida com fortes dores pelo corpo e teve que usar coletes ortopédicos, pois o para-choque atravessou sua pélvis. Outro acidente na vida de Frida foi seu relacionamento com o também pintor mexicano Diego Rivera. Eles foram casados, e Frida descobriu que Diego tinha um caso com sua irmã Cristina, com quem teve 6 filhos.

O projeto "Todos poder ser Frida"entra em temporada gratuita no Museu da Diversidade de 12 de novembro de 2014 a 28 de novembro de 2015, com intervenção fotográfica com o público, permitindo que os visitantes se transformem em Frida e depois tenha seu retrato incluso na exposição. Para os interessados, os maquiadores estarão no Museu no dias 15, 16, 22, 23 e 30 de novembro e 06, 07, 13 e 14 de dezembro, entre 14h e 19h.

Serviço:

Todos Podem ser Frida
Endereço: Museu da Diversidade Sexual - Metrô República - Piso Mezanino
Data: de 12 de novembro a 28 de fevereiro
Horário de Funcionamento: de Terça a Domingos, das 10h às 20h

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Trailler da Comédia Gay "O Casamento de Gorete"

Foi divulgado o trailler do filme "O Casamento de Gorete", que conta a história de uma popular apresentadora de radio, que recebe a inesperada herança de seu pai, há anos ausente em sua vida. Porém, nossa personagem só poderá tomar posse do dinheiro sob uma condição: casar-se.

O que poderia ser o sonho de qualquer mulher é, entretanto, o pesadelo da caricata Gorete, que permanece apaixonada por seu grande e perdido amor de infância. Um torneio para escolha de seu futuro marido, um casamento nada tradicional, absurdas tentativas de assassinato e as inseparáveis amigas, Domitila e Marivalda, completam o cenário dessa história de amor.

O grande ponto alto do filme é a interpretação do ator Carlos Bonow, que vive o papel do grande e perdido amor de infância de Gorete, com seu charme e boa forma consegue arrancar suspiros em todas as suas aparições.

No inicio de setembro, Letícia Spiller, que vive uma drag queen no filme e também trabalhou como produtora, fez uma apresentação exclusiva para comunidade LGBT, ocasião que eu tive a oportunidade de assistir o filme. O longe metragem estreia nos cinemas no dia 27 de novembro.