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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Boulevard São João recebe shows em comemoração ao Dia Nacional do Samba

A Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Secretaria Municipal de Participação e Parceria, trará para o Boulevard São João, próximo ao Vale do Anhangabaú (entre o Vale do Anhangabaú e a Av. São João), uma programação especial dedicada ao Dia Nacional do Samba, comemorado oficialmente no dia 2 de dezembro. O evento acontecerá no próximo sábado, dia 3, das 14h às 22h, e contará com atrações como Duda Ribeiro, Originais do Samba, Velha Guarda Camisa Verde e Branco, Samba da Tenda e Pagode no Cafofo, dentre outras. Todas as apresentações são gratuitas.

“Um dos objetivos de se comemorar o Dia Nacional do Samba é a valorização do gênero nos tempos atuais, bem como o resgate de sua história. O partido alto, forma mais tradicional de samba, surgiu no início do século passado, por volta de 1915, como desdobramento da religiosidade africana e suas formas de manifestação cultural. Foi sobretudo nos terreiros de candomblés baianos e cariocas onde se cantavam jongos e cantos religiosos” – pontuou o sociólogo T. Kaçula.

“Diferentemente do Rio de Janeiro, o samba paulista desenvolveu um sotaque rural por conta de suas raízes interioranas, fortemente marcadas pelo bandeirantismo dos séculos XVI a XVIII. Mas com o passar dos anos, o samba foi se ramificando e mesmo sofrendo alterações em suas estruturas principais”, finalizou.

Programação - Dia Nacional do Samba

14h - Samba da Maria Curci e Pagode do Sobrado
14h45 - Velha Guarda Nenê da Vila Matilde
15h30 - Samba da Tenda e Pagode do Cafofo
16h15 - Velha Guarda Camisa Verde e Branco
17h - Graça Braga
17h45 - Chocolate do Samba
18h45 - Samba Autêntico
19h45 - Duda Ribeiro e Originais do Samba
20h40 - Sombrinha com Yara Rocha
21h30 - São Paulo Samba Show

Serviço
Dia Nacional do Samba
Dia 03, sábado, das 14h às 22h.
Boulevard São João (Entre o Vale do Anhangabaú e a Av. São João) – São Paulo - SP
Programação gratuita


terça-feira, 29 de novembro de 2011

SP ensina servidor a lidar com diversidade sexual

Por Luciano Máximo

Deborah Malheiros, da Secretaria de
Justiça: atendimento especializado
Que atitude o professor deve ter ao presenciar um aluno homossexual sendo motivo de piada dos colegas? Na saúde, os médicos estão preparados para conduzir protocolos em travestis e transexuais da mesma maneira que tratam de homens e mulheres heterossexuais? Como policiais devem superar a homofobia nas abordagens a gays e lésbicas?

Na avaliação do governo de São Paulo, os servidores públicos estaduais não estão preparados para, exemplarmente, prestar serviços e respeitar direitos básicos da população de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis (LGBT). Por isso, a Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual - órgão da Secretaria de Justiça - criou um curso a distância sobre cidadania LGBT, voltado exclusivamente para o funcionalismo público do Estado, com o objetivo de tentar responder as perguntas acima.

A primeira edição do treinamento, realizada no ano passado, formou mais de mil servidores principalmente das áreas de educação, saúde e segurança. Pronta para começar, a segunda turma deverá ter mais de 1,5 mil participantes. Com adesão voluntária, o programa é dividido em três módulos, totalizando 30 horas e apresenta textos de especialistas, propostas de estudo de legislações, vídeos e atividades baseadas em situações reais, além de questionários e discussões online.

O curso faz parte do Plano Estadual de Enfrentamento à Homofobia, conjunto de ações que envolvem 11 Secretarias de governo. A psicóloga Deborah Malheiros, técnica da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual, explica que os primeiros passos são a capacitação, o fornecimento de informações e fazer os servidores públicos refletir. "Também buscamos a criação de políticas públicas para a promoção da cidadania da população LGBT, como a criação, em 2009, do ambulatório de saúde integral para travestis e transexuais", afirma

Segundo Deborah, as minorias LGBT "sofrem muito" no sistema público de saúde. O ambulatório exclusivo, diz, foi criado porque travestis e transexuais são maltratados nos postos de saúde e acabam procurando unidades especializadas em aids ou diretamente o pronto socorro para cuidar de problemas simples, como dor de cabeça. "Fora o preconceito institucionalizado, imagina uma travesti que deseja tomar hormônio: quando o médico se forma aprende a aplicar hormônio feminino em mulher, nem sempre sabe como fazer em um corpo masculino, falta preparo. No ambulatório o atendimento especializado é ofertado", continua a psicóloga.

Edson Ferreira da Silva, agente de organização escolar do Colégio Estadual Silvia Ribeiro de Carvalho, em Marília, interior de São Paulo, se inscreveu no programa para se reciclar e por estar "cansado" de presenciar o preconceito entre os muros da escola. "A intolerância vem de ambos os lados: profissionais que têm pouca informação sobre o assunto e os próprios alunos que recebem em casa uma formação preconceituosa." Ele conta que o principal erro dos profissionais da educação é tratar um problema meramente disciplinar com um olhar homofóbico. "Alunos declaradamente gays com problemas de comportamento são punidos primeiro pela escolha sexual. O aspecto disciplinar da situação acaba ficando em segundo plano", relata Edson.

Também inscrita no curso a distância sobre cidadania LGBT, a delegada Adriane Gonçalves, da Delegacia de Defesa da Mulher de Jacareí, informa que o tema diversidade sexual está na pauta da polícia atualmente, mas o caminho para superar os preconceitos é longo. Segundo ela, o tema é abordado continuamente na academia e já virou matéria na formação dos novos policiais. "O respeito às minorias LGBT vem crescendo, mas ainda há muitos casos de abordagens de policiais a gays e travestis com desprezo, sarcasmo, chacota. Mas nessa luta só informação combate esse despreparo."

Segundo Heloisa Gama Alves, coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria Estadual da Justiça, a procura pelo curso superou as expectativas e o esforço agora é para que o programa se torne permanente. "A homofobia não está presente só no serviço público. Também ocorre na iniciativa privada. Para a realidade mudar é preciso que as ações de capacitação sejam permanentes", diz Heloisa.

O curso é elogiado pela presidente e fundadora da ONG Grupo de Pais de Homossexuais (GPH), Edith Modesto. Porém, a entidade, que orienta pais e professores a lidar com filhos e alunos gays, desconhecia a iniciativa. "Como é um programa só para servidores, eles devem ter feito uma divulgação bastante dirigida. Mas é muito bem-vindo, pois os profissionais precisam de mais instrução, principalmente na educação", diz. Deborah Malheiros reforçou que o conteúdo do curso foi elaborado a partir de denúncias de cidadãos e entidades recebidas pela Secretaria da Justiça sobre homofobia no dia a dia dos serviços públicos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Secretaria de Estado da Cultura apoia Virada Inclusiva e apresenta Camerata

A Secretaria de Estado da Cultura, por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, apoia a Virada Inclusiva, ação da Secretaria Estadual da Pessoa com Deficiência, e leva a Camerata Darcos até o Theatro São Pedro, localizado na Rua Barra Funda, 171. A apresentação acontecerá no próximo sábado, dia 03 de dezembro, às 20h, a entrada é franca e os interessados devem retirar os ingressos na bilheteria do teatro durante a semana ou uma hora antes do evento.

A audição da Camerata, composta por integrantes da Osesp, acontecerá por meio de releituras de grandes clássicos da música. Além disso, por se tratar de uma Virada Inclusiva, o diferencial da apresentação será a acessibilidade. Os organizadores do evento prepararam uma surpresa para os deficientes auditivos. Eles poderão subir ao palco e assim perceber a música através das vibrações.

É uma bela iniciativa que integra também o conjunto de ações proporcionadas pela Secretaria de Estado da Cultura, como as atividades em seus museus. Dentre elas, haverá visita educativa à galeria tátil de esculturas brasileiras na Pinacoteca, visita sensorial ao Museu de Arte Sacra e visitas monitoradas para grupos de pessoas com deficiência no Museu do Café, em Santos.

Virada Inclusiva

É uma ação com objetivo de lembrar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, comemorado no dia 03 de dezembro. A virada traz manifestações artísticas, de esporte e lazer que acontecem em diversos pontos do Estado de São Paulo. Além disso, o evento visa à quebra de preconceitos e paradigmas, por meio da ampliação do conhecimento da população em relação às pessoas com deficiência.

Camerata Darcos

Sob a regência de Paulo Paschoal, filho de músicos que começou sua trajetória musical aos quatro anos de idade, a Camerata conta com quatro primeiros violinos; quatro segundos violinos; três violas; dois violoncelos; um baixo e uma bateria. No decorrer de sua carreira, Paschoal passou pela Orquestra Sinfônica de Sorocaba, Orquestra Sinfônica de Santo André, Petrobrás Pró Música, Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo, dentre outras.

Serviço:
Virada Inclusiva – Camerata Darcos apresenta Releituras dos Clássicos
03 de dezembro de 2011 – 20h – Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do teatro durante a semana ou uma hora antes da apresentação
Teatro São Pedro - Rua Barra Funda, 171


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Se você errou

Se você errou, peça desculpas...

É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo diga...

É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?

Se alguém reclama de você, ouça...

É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?

Se alguém te ama, ame-o...

É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida...
Mas, com certeza, nada é impossível...

Cecília Meireles

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Comemoração do Dia da Consciência Negra

Em comemoração à Semana da Consciência Negra, dois eventos marcaram o final de semana paulistano. A quinta edição do Encontro Paulista de Hip Hop e do Show da Consciência Negra, ambos promovidos pela Secretaria de Estado da Cultura, reuniram ao todo 17 mil pessoas, em clima de descontração e sem incidentes no sábado e no domingo, respectivamente no Memorial da América Latina e na Praça da Luz.

No V Encontro Paulista de Hip Hop, as 9 mil pessoas que passaram pelas áreas interna e externa do Memorial conferiram uma programação com bate-papos, apresentações, oficinas de dança, grafite, workshops de DJ e contação de histórias, que aconteceram simultaneamente, além do show de encerramento do grupo Racionais Mc´s.

Já o palco montado entre a Pinacoteca do Estado e a Estação da Luz recebeu shows como os de Vanessa Jackson, Orquestra Filarmônica Afro, Virgínia Rosa, Leandro Lehart e Margareth Menezes, reunido um total de 8 mil expectadores. O Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, foi ao local durante a apresentação da banda Soul Connection e conversou com o rapper Rappin‘ Hood e integrantes do movimento negro nos bastidores.

Além das ações voltadas para o público infantil como pinturas de rosto, esculturas com bexiga, oficina de contação de histórias, apresentação de capoeira e maculelê, o Show da Consciência Negra estendeu suas atrações também para a Galeria Olido onde se apresentaram Rose Calixto, com show em tributo a Clara Nunes, o grupo de dança Babalotim e a peça infantil “Pedro e o lobo”, em uma parceria com a Secretaria Municipal de Cultura.

O evento da Praça da Luz homenageou ainda os 80 anos de fundação da Frente Negra Brasileira, primeiro movimento político organizado voltado para as demandas da população negra brasileira. Um de seus integrantes, o escultor, ator, poeta e ativista social Abdias do Nascimento, que morreu neste ano, também foi lembrado.

Para a realização do show, a Secretaria de Estado da Cultura contou com o apoio da Coordenação Estadual de Políticas para as Populações Negra e Indígena e do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, da Coordenadoria de Assuntos da População Negra da Prefeitura de São Paulo, da Fundação Procon e da Defensoria Pública do Estado.

sábado, 19 de novembro de 2011

Um Final de Semana Destinado a Consciência Negra

Margareth Menezes, Virgínia Rosa, Leandro Lehart e Sandália de Prata estão entre as atrações do evento promovido pelo Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo que oferece ainda oficinas, apresentações de capoeira e outras atividades.



O tradicional Show da Consciência Negra, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura desde 2007 para comemorar o dia 20 de novembro, será realizado este ano na Praça da Luz (ao lado da Estação da Luz). Entre as diversas atrações está o encontro entre as cantoras Margareth Menezes e Virgínia Rosa – que encerram o show –, além dos cantores Leandro Lehart, Vanessa Jackson e do grupo Sandália de Prata, que faz show com participação de Rappin’ Hood.

Neste ano, a Secretaria de Estado da Cultura, para a realização do show, conta com a parceria, como co-realizadores, da Coordenação Estadual de Políticas para as Populações Negra e Indígena, da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, e da Coordenadoria de Assuntos da População Negra, da Secretaria Municipal de Participação e Parceria - Prefeitura de São Paulo, além do apoio do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra.

O 5º Show da Consciência Negra, além da mudança de local, traz como novidade a descentralização das ações, ocorrendo apresentações, no dia 19 de novembro, às 14 horas, no Parque da Juventude, numa parceria com o Programa Cultura Livre, da Secretaria de Estado da Cultura, Galeria Olido, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, e Parque da Água Branca, em parceria com a Fundação ITESP.

Estão programadas ainda ações voltadas para o público infantil como pinturas de rosto, esculturas com bexiga, oficina de contação de histórias, e muito mais, para ocorrerem na Praça da Luz, durante todo o dia 20 de novembro.

O evento homenageia ainda os 80 anos de fundação da Frente Negra Brasileira, primeiro movimento político organizado voltado para as demandas da população negra brasileira. Um de seus integrantes, o escultor, ator, poeta e ativista social Abdias do Nascimento, que morreu neste ano, também será lembrado.

Além das atrações artísticas, haverá também um espaço destinado para atividades de cidadania, com a participação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, a Fundação PROCON e a Secretaria Municipal de Saúde.

Outras duas atividades ainda compõem a grade de programação do Dia da Consciência Negra: a tradicional Missa em Comemoração à Consciência Negra, promovida pela Pastoral Afro, que irá ocorrer às 15 horas, do dia 20 de novembro, na Catedral da Sé, e a VIII Marcha da Consciência Negra, que terá concentração às 10 horas, nas proximidades do Vão Livre do MASP e saída prevista para às 14 horas, em cortejo pelas principais ruas da Cidade de São Paulo, promovida pelo movimento negro de São Paulo e cujo tema é "Do luto à Luta - contra o genocídio da juventude negra".

Para mais informações sobre a Marcha, acessar: www.20denovembrosp.blogspot.com ou marchadaconsciencianegra2011@gmail.com.

O 5º Show da Consciência Negra terá início às 9h, com a apresentação do grupo feminino de percussão Ilú Obá Demin e, dentre os destaques, estão os shows de Vanessa Jackson, às 10h45; Leandro Lehart, às 15h30; Sandália de Prata com participação de Rappin’ Hood, às 16h40; e Margareth Menezes, às 20h40. Confira abaixo, a programação completa.

Esperamos contar com a presença de todas e todos nessas atividades de reflexão, de luta e de visibilidade da comunidade negra paulistana e paulista.



Outras Programações:

FEPAQ SÃO PAULO - Feira Paulista de Assentamentos e Quilombos
Dias 19 e 20 de Novembro de 2011
Das 09h às 18h
Parque da Água Branca
Av. Francisco Matarazzo, 455
13h - Show de Adler São Luís

VIII Marcha da Consciência Negra - Do Luto à Luta - contra o genocídio da juventude negra
Dia 20 de Novembro de 2011
10h - Concentração MASP - Museu de Arte de São Paulo
Av. Paulista

Missa em Comemoração ao Dia da Consciência Negra
Dia 20 de Novembro de 2011 - 15 horas
Catedral da Sé
Praça da Sé - Centro - S.P.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pela primeira vez, Dia da Consciência Negra será comemorado oficialmente no País

Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo

O próximo domingo será comemorado oficialmente, pela primeira vez, como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. A lei que institui a comemoração foi sancionada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff. Ao assinar o documento, ela ignorou uma antiga reivindicação do movimento negro para que incluísse a data no calendário dos feriados oficiais da República.

O projeto original de criação do Dia Nacional de Zumbi foi apresentado em 2003 pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que é descendente de ucranianos. Ao tramitar pela Câmara, um substitutivo propôs a inclusão da data na relação de feriados nacionais. Mas no retorno ao Senado, onde existe apenas um parlamentar negro, o gaúcho Paulo Paim (PT), a ideia foi rejeitada.

No Planalto, Dilma preferiu não alterar o projeto, mantendo a ideia de comemorar da data, mas sem parar o País. Em mais de duas centenas de cidades, porém, a data já é considerada como feriado.

Até o início da década de 1970, a principal comemoração relativa ao fim da escravidão no Brasil era o 13 de Maio – data em que a princesa Isabel assinou a chamada Lei Áurea, extinguindo oficialmente a escravidão. Em 1971, porém, em plena ditadura militar, um grupo de militantes negros do Rio Grande do Sul, decidiu que a melhor data seria a da possível morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

Zumbi morreu em combate, após comandar durante mais de uma década um movimento de resistência contra a escravidão. Chegou a reunir milhares de rebeldes no Quilombo dos Palmares, em Alagoas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Margareth Menezes e Virgínia Rosa em Show da Consciência Negra em São Paulo



Margareth Menezes, Virgínia Rosa, Leandro Lehart e Sandália de Prata estão entre as atrações do 5º Show da Consciência Negra, promovido pelo Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo. O evento que acontece no dia 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi, na Praça da Luz (ao lado da Estação Luz) . Quem estiver por lá também poderá participar de oficinas e assistir as apresentações de capoeira.

Estão programadas ainda ações voltadas para o público infantil como pinturas de rosto, esculturas com bexiga, oficina de contação de histórias, apresentação de capoeira e maculelê.

Além da programação na Praça da Luz, o show estende-se até a Sala Olido (av. São João, 473, República), em uma parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Lá acontecem apresentações de teatro infantil, com a peça “Pedro e o Lobo”; e dança, com o grupo Babalotim; e de música, com a cantora Rose Calixto em um tributo a Clara Nunes.

O evento irá homenagear os 80 anos de fundação da Frente Negra Brasileira, primeiro movimento político organizado voltado para as demandas da população negra brasileira. Um de seus integrantes, o escultor, ator, poeta e ativista social Abdias do Nascimento, que morreu neste ano, também será lembrado.

O Show da Consciência terá início às 9h, com a apresentação do grupo feminino de percussão Ilú Obá Demin e, dentre os destaques, estão os shows de Vanessa Jackson, às 10h45; Leandro Lehart, às 15h30; Sandália de Prata com participação de Rappin’ Hood, às 16h40; e Margareth Menezes, às 20h40. Confira abaixo, a programação completa.

Programação completa do Show da Consciência Negra – Parque da Juventude – 19/11:
14h – Quilombol de Luz – apresentação de dança afro

Programação completa do Show da Consciência Negra – Praça da Luz:
9h – Ilú Oba demin
9h35 – Grupo Cupuaçu
10h15 – Virada de Palco +MC + capoeira + maculele
10h45 – Vanessa Jackson
11h20 – Virada de palco + MC
11h40 – Filafro
12h20 – Partido Alto
13h – Virada de Palco + DJ Marajá
13h25 – Cultura Viva – Dança Afro
13h55 – virada de palco – MC + DJ Marajá
14h10 – Mano Osmir – rapper
14h35 – Filosofia do Reggae
15h15 – virada de palco – DJ Marajá
15h30 – Leandro Lehart
16h15 – Virada de palco – Teatro do Lixo
16h40 – Sandália de Prata com Partic. Rappin’Hood
18h – Virada de Palco- DJ – Marajá
18h30 – Banda Soul Connection
19h20 – Virada de Palco – DJ Marajá
19h40 – Virginia Rosa
20h40 – Margareth Menezes
22h – ENCERRAMENTO

Programação completa do Show da Consciência Negra – Galeria Olido:
14h30 – Teatro Infantil “Pedro e o Lobo”
16h30 – Babalotim
18h30 – Rose Calixto em Tributo à Clara Nunes

Show da Consciência Negra
Dia 20/11, das 9h às 22h.
Praça da Luz
Programação na Sala Olido
Dia 20, das 14h30 às 18h30
Galeria Olido – Av. São João, 473, República

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Praça da Luz recebe a 5a edição do Show da Consciência Negra



O tradicional Show da Consciência Negra, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura desde 2007 para comemorar o dia 20 de novembro, será realizado este ano na Praça da Luz (ao lado da Estação da Luz). Entre as diversas atrações está o encontro entre as cantoras Margareth Menezes e Virgínia Rosa – que encerram o show –, além dos cantores Vanessa Jackson, Leandro Lehart e do grupo Sandália de Prata, que faz show com participação de Rappin’ Hood.

Para a realização do show, a Secretaria de Estado da Cultura conta com o apoio da Coordenação Estadual de Políticas para as Populações Negra e Indígena e do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, da Coordenadoria de Assuntos da População Negra da Secretaria Municipal de Participação e Parceria, da Prefeitura de São Paulo, da Fundação Procon e da Defensoria Pública do Estado.

Estão programadas ainda ações voltadas para o público infantil como pinturas de rosto, esculturas com bexiga, oficina de contação de histórias, apresentação de capoeira e maculelê.

Além da programação na Praça da Luz, o show estende-se até a Sala Olido (av. São João, 473, República), em uma parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Lá acontecem apresentações de teatro infantil, com a peça “Pedro e o Lobo”; e dança, com o grupo Babalotim; e de música, com a cantora Rose Calixto em um tributo a Clara Nunes.

O evento homenageia ainda os 80 anos de fundação da Frente Negra Brasileira, primeiro movimento político organizado voltado para as demandas da população negra brasileira. Um de seus integrantes, o escultor, ator, poeta e ativista social Abdias do Nascimento, que morreu neste ano, também será lembrado.

O Show da Consciência terá início às 9h, com a apresentação do grupo feminino de percussão Ilú Obá Demin e, dentre os destaques, estão os shows de Vanessa Jackson, às 10h45; Leandro Lehart, às 15h30; Sandália de Prata com participação de Rappin’ Hood, às 16h40; e Margareth Menezes, às 20h40

Confira a programação!

19/11/11 – Parque da Juventude
[ 14h00 ] Quilombol de Luz – apresentação de dança afro

20/11/11 – Praça da Luz
[ 09h00 ] Ilú Oba demin
[ 09h35 ] Grupo Cupuaçu
[ 10h15 ] MC + capoeira + maculele
[ 10h45 ] Vanessa Jackson
[ 11h20 ] Virada de palco + MC
[ 11h40 ] Filafro
[ 12h20 ] Partido Alto
[ 13h00 ] DJ Marajá
[ 13h25 ] Cultura Viva – Dança Afro
[ 13h55 ] MC + DJ Marajá
[ 14h10 ] Mano Osmir – rapper
[ 14h35 ] Filosofia do Reggae
[ 15h15 ] DJ Marajá
[ 15h30 ] Leandro Lehart
[ 16h15 ] Teatro do Lixo
[ 16h40 ] Sandália de Prata com participação do Rappin’Hood
[ 18h00 ] DJ Marajá
[ 18h30 ] Banda Soul Connection
[ 19h20 ] Virada de Palco – DJ Marajá
[ 19h40 ] Virginia Rosa
[ 20h40 ] Margareth Menezes
[ 22h00 ] Encerramento

20/11/11 – Galeria Olido
[ 14h30 ] Teatro Infantil “Pedro e o Lobo”
[ 16h30 ] Babalotim
[ 18h30 ] Rose Calixto em Tributo à Clara Nunes

domingo, 6 de novembro de 2011

VI Circuito de Teatro em Português

De 7 a 20 de novembro, a cidade de São Paulo recebe o VI CIRCUITO DE TEATRO EM PORTUGUÊS, que contará com apresentações de seis companhias teatrais de países da África (Moçambique, Guiné-Bissau, São Tome e Príncipe, Angola, Cabo Verde e Timor Leste), cinco de Portugal, uma do Brasil e uma última companhia da Galícia, país de origem da língua portuguesa. As treze companhias se distribuem e sobem aos palcos dos teatros Cacilda Becker, João Caetano e Zanoni Ferrite em apresentações gratuitas de segunda a sábado, às 21 horas e domingo às 19 horas. A cerimônia de abertura (só para convidados) está marcada para o dia 7 de novembro, segunda-feira, às 20 horas, na sede da Funarte.

Criado para enriquecer a integração de artistas e grupos de teatro por meio do Intercâmbio Cultural entre Brasil e Portugal, em sua sexta edição, o Circuito de Teatro em Português conquista um dos maiores objetivos e estende o projeto aos outros países da cena lusófona. Ao todo serão trinta e nove espetáculos no Estado de São Paulo realizados por treze companhias que se apresentam em teatros da Capital, interior e litoral do estado. A programação fora da Capital está disponível no site www.dragao7.com.br. / www.circuitodeteatroportugues.com.br

Intercâmbio na cena lusófona

O evento acontece no mês da Consciência Negra e, além das apresentações, promoverá também workshops e um seminário com a proposta de abordar o panorama teatral negro em Língua Portuguesa e promover um debate com o público sobre as questões que desafiam o ator negro e o processo de criação do teatro nos diferentes países. Esse seminário contará com a participação de Lecy Brandão, Ruth de Souza, o Rapper Dexter, Paschoal da Conceição e Bebel Nepomuceno.

Também acontecerão oficinas de onde serão escolhidos os artistas que farão parte do espetáculo que a Companhia de Teatro de Braga (Portugal) vai produzir em 2012, uma trilogia de Ésquilo ORESTEIA, com direção de Rui Madeira e cenografia de Samuel Hoff, no âmbito de Braga – Capital Europeia da Juventude. Este espectáculo será uma coprodução com o Grupo Dragao7 e várias estruturas portuguesas e brasileiras com apoio da Cena Lusófona e, tera estreia em Braga e percorrerá outras cidades portuguesas e brasileiras.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas através do site ctp@circuitodeteatroportugues.com.br ou circuitodeteatroportugues@hotmail.com. (os atores terão que ter disponibilidade para uma temporada em Portugal).

O Circuito de Teatro em Português é uma iniciativa da produtora e diretora do Grupo Dragão 7, Creusa Borges, que realiza intercâmbios com Portugal desde 1998 levando espetáculos de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Bahia. Esse intercâmbio tem como proposta estreitar as relações artísticas e proporcionar a abertura de mercado para atores e companhias do teatro brasileiro, além de ampliar o conhecimento artístico e o reconhecimento das respectivas identidades culturais. Maiores informações sobre a programação, acesse o site do Grupo Dragão7.

sábado, 5 de novembro de 2011

Os Três Mosqueteiros

Assisti na semana passada ao filme “Os Três Mosqueteiros”. Confesso que não é o estilo de filme que me motiva a ir ao cinema, mas acabei sendo convencido pela companhia, programas não são apenas motivados pelo local e sim por quem está com a gente. Não gosto muito de ir ao cinema sozinho, pois se o filme for ruim, não tenho com quem reclamar e se o filme for bom, não tenho com quem comentar.

Sobre o filme “Os Três Mosqueteiros”, acabei me surpreendendo, o filme é ótimo. Não assisti a tão comentada versão 3D, o grande diferencial do filme, mas mesmo sem a tecnologia, achei tudo fantástico.

O Filme conta a história de Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan. D'Artagnan vai a Paris buscando se tornar membro do corpo de elite dos guardas do rei, os mosqueteiros. Em Paris, D’Artagnan, jovem esquentado, de pavio curto, consegue marcar duelos com o três mosqueteiros, sem saber que se tratava dos mosqueteiros. Depois de um embate em que os quatro se unem para enfrentar os guardas do Cardeal Richelieu (Christoph Waltz em mais um papel de vilão caricato), o grupo está formado e vem a famosa frase "Um Por Todos e Todos Por Um".

O Rei Luis XIII (Freddie Fox) é um adolescente bobão e mimado, que só pensa em roupas. Sua esposa, a Rainha Anne (Juno Temple) não tem um caso com o Duque de Buckingham (Orlando Bloom) - insinua-se algo nos seus passados, mas agora ela aparentemente só quer ser fiel ao seu rei. Cabe então a Richelieu arquitetar uma forma de Milady (Milla Jovovichmais Pin-up do que nunca) roubar um colar do cofre da Rainha e colocá-lo sob os domínios de Buckingham, traição que levaria França e Inglaterra a uma nova guerra, em que alguém mais experiente - o próprio Richelieu - deveria comandar o país.

Os três Mosqueteiros não é o tipo de filme que lembraremos daqui alguns anos, mas recomendo, com certeza serão bons momentos de entretenimento.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

As Brejeiras entrevistam Cássio Rodrigo

Hanna Korich e Laura Bacellar entrevistam Cássio Rodrigo, Assessor de Cultura para Gêneros e Etnias da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Cássio fala, entre outros programas, do Laços Afetivos, em que indivíduos lgbt são convidados a escrever sobre realcionamentos que consideram importantes.

"Laços Afetivos" irá trazer ao conhecimento do grande público as relações familiares entre pais heterossexuais e filhos homossexuais, pais homossexuais e filhos heterossexuais, relações de amizade nos ambientes escolar, de trabalho e familiar, relações de amor entre seres humanos e com outros seres humanos.

Ao final, teremos um livro pungente, revelando as matizes das relações humanas. Esse livro irá reafirmar o compromisso do Estado de São Paulo com os dez anos da Lei Estadual nº 10.948/01 que proíbe e pune toda e qualquer forma de discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero do indivíduo. Maiores informações, acesse o site da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias.

As Brejeiras é uma iniciativa da editora Brejeira Malagueta.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Posição do Diversidade Tucana sobre os fatos da II Conferência Estadual LGBT de São Paulo

O Diversidade Tucana repudia qualquer forma de violência - seja física, seja verbal. Atuamos e acreditamos no debate de ideias, visões de mundo, propostas, ações. Também não pretendemos julgar as diferentes versões do episódio e definir vítimas e algozes. Porém, acreditamos ser necessário desmitificar os acontecimentos da II Conferência Estadual LGBT de São Paulo, pois não foram meros acidentes de percurso, foram sim o resultado de escolhas. E a conclusão inevitável é de que fundamentalistas políticos do Movimento LGBT fazem tão mal à nossa causa quanto os fundamentalistas religiosos.

O machismo foi a tônica da atuação de diversos militantes da sociedade civil desde antes da abertura da conferência. E se já é inaceitável o machismo que parte de homens e pessoas de identidade de gênero masculina, o que dizer quando ele parte de mulheres? O que dizer quando alguns militantes ainda insistem em rejeitar a união do Movimento LGBT, querendo substitui-la por uma atuação segmentada, em que lésbicas não lutam junto a gays, em que gays não reconhecem a luta de travestis e transexuais, e em que ninguém realmente se importa com a invisibilidade de bissexuais?

O Movimento LGBT paulista há anos sofre recorrentes crises protagonizadas sempre pelas mesmas pessoas. Discorda-se delas, mas reconhece-se sempre seu direito à sua própria forma de atuação: pressão, acoçamento, desqualificação de adversários e a transformação do debate político em mera briga de torcidas. Porém, quando um militante se autodenomina feminista, mas, em um momento de conflito não se furta a dizer "ela não é mulher, ela é travesti", o Movimento como um todo precisa refletir. Algo está errado.

Essas mesmas pessoas estimularam cerca de vinte militantes a viajarem de Presidente Prudente (cerca de 600 km de distância da capital, praticamente a mesma distância entre São Paulo e o Rio de Janeiro) sabendo que a inscrição dessas pessoas não estava oficializada, que a princípio não teriam sequer estadia para dormirem na capital, sem organizar uma estadia solidária para esses companheiros caso o Estado não conseguisse garantir sua hospedagem. O "vale tudo" das disputas chegou ao ponto de aceitarmos o uso de "escudo humano", a tática de colocar pessoas em uma situação miserável apenas para, através de seus exemplos, pressionar outras. Não fosse a atuação dos nossos companheiros que hoje são gestores do Governo do Estado, esses vinte militantes teriam dormido dentro de seu ônibus, sem direito a refeição ou a um banho quente.

Ainda assim, essas mesmas pessoas não titubearam em puxar vaias aos representantes do Governo do Estado e até mesmo ao vídeo enviado pelo governador Geraldo Alckmin exclusivamente para a conferência, afirmando de forma inquestionável o compromisso de sua gestão com o combate à homofobia. Curioso olhar os militantes que vaiavam os aliados presentes como se fossem inimigos e, ao mesmo tempo, lembrar que as lideranças políticas chamadas de aliadas por esses militantes estavam ausentes. Mais uma prova de que, para essas pessoas, não é a atuação o que conta, mas apenas a filiação partidária.

Em tempo, também é preciso esclarecer que, ao contrário do que escrevem por aí pessoas ainda presas em uma crise esquizofrênica entre serem militantes participantes das ações e jornalistas fazendo cobertura dos eventos, apesar de tudo isso a II Conferência Estadual LGBT de São Paulo foi marcada pelo trabalho sério, pela discussão franca e engrandecedora, e resultou em um relatório final de grande qualidade propositiva. Foi, inclusive, o palco de um grande momento para o Movimento LGBT Paulista, de reafirmação contundente de sua índole democrática.

O episódio que envolveu a mulher Agatha Lima e Julian Rodrigues é, portanto, apenas a ponta de um iceberg que, em nossa opinião, o Movimento LGBT Paulista precisa reconhecer e discutir. Ou buscamos uma agenda comum de união do nosso movimento ou aprofundaremos uma espiral autofágica que há anos já vem consumindo a atuação de nossa militância. E, em nossa opinião, o primeiro ponto dessa discussão deve necessariamente ser o verdadeiro reconhecimento e visibilidade das demandas de travestis e transexuais, para que possamos sair do discurso demagógico e paternalista que tomou conta deste movimento e possamos avançar verdadeiramente em espaços de protagonismo para as TTs.

Por fim, reafirmamos nosso compromisso com a luta contra a homofobia e a favor da cidadania LGBT, de forma democrática e republicana. Acreditamos em uma nova relação da militância LGBT com seus atores partidários, de simbiose e não de subjugação. Somos um grupo partidário que luta por um Movimento LGBT independente de partidos e governos, forte, unido e com o compromisso único com a vida e os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais do Brasil.

Diversidade Tucana - Secretariado de Diversidade Sexual do PSDB

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

"Eu quero é botar meu blog na rua..." Olha o SampaCentro aí, gente...

Após meses de ensaio e preparação, finalmente o projeto SampaCentro vai por o bloco na rua. Frequentadores de bares, boates, academias, cinemas e outros espaços de convívio de gays, travestis e de homens que fazem sexo com outros homens, dos bairros da República e Consolação começaram a ser abordados pelas equipes do projeto no dia 3 de novembro.

O Projeto SampaCentro é um estudo sobre comportamentos e práticas sexuais, acesso à prevenção do HIV e prevalência da infecção pelo HIV entre esse público que freqüenta a região central da cidade de São
Paulo. O projeto é conduzido pelo Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP da Secretaria de Estado da Saúde e a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

O estudo proposto busca reduzir as lacunas existentes na informação e no conhecimento a respeito da epidemia de HIV e Aids nesta população. Fora isso os resultados da pesquisa servirão de subsídio para
aprimorar as ações de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis do Programa Estadual DST/Aids-SP de São Paulo.

Por isso, se você for abordado por pessoas vestidas com um colete de cor azul e com uma prancheta na mão, não hesite, participe do projeto, e ajude a melhorar a resposta paulista de prevenção das DST/Aids e a
diminuir os novos casos de HIV. Para garantir representatividade da população em estudo, dias, horários, locais e pessoas abordados são sorteados a partir de um primeiro mapeamento e contato com os locais
que está em curso desde o primeiro semestre de 2011. Por isso, não adianta que as pessoas se voluntariem em participar procurando a equipe, os entrevistadores é que deverão contatar as pessoas eleitas a
participar.

Aqueles que aceitarem participar do estudo vão responder a um questionário com perguntas de caráter sócio-comportamental e serão convidados a realizar o teste anti-HIV. O questionário será aplicado
na rua ou nos próprios estabelecimentos em um local mais reservado e o teste será feito no carro do projeto que estará estacionado próximo ao local da balada. O teste usado no estudo utiliza uma metodologia nova,
chamada de papel filtro. Não serão usadas seringas e agulhas no exame. O sangue é coletado por meio de uma picadinha na ponta do dedo e depositado sobre o papel. O resultado não sai na hora, mas estará
disponível em 15 dias no Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP, na Rua Santa Cruz, 81, Vila Mariana.

Para saber mais sobre o Projeto SampaCentro, pode-se consultar o site www.projetosampacentro.com.br. Além disso, estão convidados todos e todas a participar do lançamento do projeto no dia 08 de Novembro, no Bar B, Rua General Jardim, 43, das 18h às 20h (próximo ao metrô República).

terça-feira, 1 de novembro de 2011

II Conferência Estadual LGBT

Nos dias 28, 29 e 30 de outubro aconteceu a II Conferência Estadual LGBT. A conferencia foi convocada através do Decreto Estadual n. 57.090/2011. A proposta da conferência é a discussão de políticas públicas para os cidadãos LGBT, um evento de extrema importância num país tão homofobico e que lamentavelmente é o que mais mata homossexuais no Mundo.

Além de estar presente como militante do movimente, também estive representando a Secretaria de Estado da Cultura, produzindo o show de abertura da cantora Fabiana Cozza e a Exposição Homofobia Fora de Moda, uma ação da Secretaria de Estado da Cultura, Prefeitura de São Paulo e Casa de Criadores que se tornou uma exposição itinerante no Estado de São Paulo.

A abertura da Conferência foi um pouco tumultuada, a participação do evento estava condicionada a inscrição prévia e avaliação de inscrição através de critérios definidos para a etapa nacional e estadual na sua composição de gênero, identidade de gênero, raça/etnia, diversidade regional, de povos e comunidades tradicionais, bem como intergeracionais, pessoas com deficiência e população em situação de rua. Devido a tais critérios, muitos militantes ficaram de fora, alguns foram mesmo assim no evento e lideraram uma manifestação.

Uma rede de militantes incentivou essa manifestação e arcou com os custos de transportes de militantes do interior de São Paulo, uma dirigente dessa rede, na abertura do evento pediu a palavra ao cerimonial do evento e disse que houve erros no processo de inscrição, logo após, uma liderança que veio nesse ônibus patrocinado pelos manifestantes tomou a palavra. Numa fala embargada e cheia de emoções ele disse que os seus pés estavam latejando de tanta dor e que estava com fome. Achei tal declaração um absurdo, pois ele veio de ônibus e não a pé e quanto a alimentação, eu fui até o Centro de Referencia LGBT buscar lanches para o grupo.

O objetivo da rede em questão foi conquistado, eles foram credenciados no evento e na eleição para delegados para a Conferência Nacional LGBT, a tal rede elegeu 10 delegados, na frente de outras redes que elegeram 8, 6 e 3 delegados. Fui eleito delegado como representante do poder público. Apesar de toda oposição que o movimento que luta por uma militância séria no Estado de São Paulo sofreu, foi mantido no Plano Estadual de Política Públicas para LGBTs a diretriz que o Conselho Estadual LGBT tem que ser formado através de eleição direita, o modo mais democrático no poder de representatividade.

De 15 a 18 de dezembro, a delegação eleita de São Paulo estará em Brasilia com as demais delegações dos outros Estados da Federação, discutindo propostas para o Plano Nacional de Cidadania LGBT.