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domingo, 26 de agosto de 2012

Igreja Católica ataca casamento gay na Escócia


Uma carta que crítica duramente os planos do governo da Escócia para legalizar os casamentos homossexuais foi lida neste domingo em 500 igrejas católicas do país.
A Igreja Católica, que se opôs à legalização do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo que o governo nacionalista escocês pretende aprovar este ano, encorajou seus fiéis a "rebelar-se" contra o que considera uma "redefinição do casamento".
A carta fala da "profunda decepção" com os planos do governo e pede aos políticos que "apoiem o casamento em vez de destruí-lo".
O cardeal O''Brian, máxima autoridade da Igreja Católica na Escócia, que descreveu recentemente o casamento gay como "uma subversão grotesca de um direito humano universalmente aceito", disse hoje que com esta carta se pretende convencer os políticos que "redefinir o casamento seria um erro".
No texto se sustenta que "o ensinamento da Igreja sobre o casamento é inequívoco e único, a união de um homem e uma mulher, e por isso é um erro que os governos, políticos e Parlamentos busquem destruir ou alterar essa realidade".
O governo escocês deve aprovar neste ano uma lei que permitirá a partir de 2015 os casamentos civis entre homossexuais.
Os casais do mesmo sexo podem optar atualmente na Escócia pelas uniões civis que oferecem o mesmo tratamento legal que o casamento em termos de heranças, pensões, seguros de vida, manutenção das crianças, direitos de próximos e de imigração.

sábado, 25 de agosto de 2012

Cristãos gays podem ir para o céu, Jesus não disse: 'Eu vou fazer você Hetero'

Em uma entrevista com Lisa Ling, o presidente da Exodus International Alan Chambers reiterou sua crença de que os cristãos gays podem ir para o céu. Chambers também comentou sobre a necessidade das igrejas mudarem sua abordagem para com os homossexuais.

"Eu acho que há pessoas que vivem uma vida gay cristã que vão estar no céu comigo?" ele postou em um episódio de terça-feira de "Our America With Lisa Ling". "Acho, que se eles têm um relacionamento com Deus."


Chambers fez comentários semelhantes em entrevistas anteriores no ano passado. Ele disse ao The Christian Post, em julho que, enquanto ele não pode saber ao certo quem vai ou não entrar no céu, o que ele não sabe é que aqueles - incluindo as pessoas que vivem o estilo de vida homossexual - que tem um relacionamento com Cristo estão "eternamente salvas."
Chambers, que tem uma esposa com quem tem dois filhos, não tolera a homossexualidade. Ele acredita que é um pecado. Mas ele não está interessado em igrejas que tratam a questão da homossexualidade de forma diferente das questões de outros pecados.
"Jesus não disse 'venha a mim e eu vou fazer de você um hetero." Ele disse 'venha a mim’", disse o líder da Exodus em uma extensa entrevista com Ling. "Precisamos fazer um trabalho melhor na igreja de apoio a pessoas que talvez não se encaixe com a nossa visão de mundo religioso como cristãos".
"Acho que na igreja nós não temos um relacionamento (com os vizinhos gays e lésbicas) e optamos por fazer sinais de piquete e críticas sobre essa questão de uma forma que não temos feito com outras questões e eu acho que é hora de que parar", disse ele.
A questão que ele coloca é como os cristãos devem amar seus vizinhos gays e lésbicas "de uma forma que não vá machucá-los, que não vai ofendê-los?. Eu não estou dizendo que é andar em cascas de ovos, porque eu tenho amigos gays e lésbicas e falamos sobre questões realmente profundas. Eles me ofendem e eu os ofendo, mas que vem no contexto de relacionamento."
Chambers tem sido líder da Exodus International desde 2001. O ministério, que ajuda aqueles que lutam com a atração por pessoas do mesmo sexo, recentemente se distanciou-se da terapia reparadora - um tipo de aconselhamento que visa mudar a orientação sexual de uma pessoa de gay a hetero.
Parte da razão pela qual a Exodus deixou de apoiar a terapia reparativa foi porque ela iria definir pessoas por "expectativas irreais", como a promessa de diminuir ou até mesmo eliminar atração pelo mesmo sexo. "A grande maioria das pessoas que eu conheci diria que há algum nível de luta ou tentação ou atração que é residente seja um pouco ou muito. E não sei se alguém pode dizer que a terapia pode mudar isso," Chambers disse a Ling.
Chambers, que era um ex-homossexual praticante, foi também foi perturbado por algumas das técnicas empregadas na terapia reparativa, tais como o uso de pornografia heterossexual. Casado há quase 15 anos com Leslie, Chambers, um cristão, ainda luta com atração pelo mesmo sexo, mas disse a Ling que ele nem se identifica como gay nem se sente "preso" em seu casamento.
"Por mais de 15 anos desde que eu estive no relacionamento com Leslie, minha atração foi em direção a ela, a minha devoção foi em direção a ela", explicou. "Eu escolhi este casamento. Ela é o objeto do meu desejo. Ela é o objeto da minha afeição. Eu não escolheria qualquer coisa ou qualquer outra pessoa, mas ela.
"Então, eu sou heterossexual? Não sei. Eu não sou gay." Ele acrescentou: "Eu tenho atrações Leslie. Tenho atrações pelo sexo oposto pela minha esposa”.
Quando perguntado por Ling o que ele faria se seu filho fosse gay, Chambers disse que ainda o amaria. "E se ele (filho) for? Você respira fundo e continua o relacionamento," ele respondeu. "Não sei o que meus filhos vão escolher quando tiverem idade suficiente para escolher. No fim das contas, eles são meus filhos e eu os amo e não há nada mais importante do que a minha relação com eles."
Chambers disse que considera uma tragédia que muitos pais na igreja têm estado temerosos em dizer aos outros que eles têm um filho gay ou lésbica. "Queremos ajudar estes pais a ter uma relação com o seu filho gay [ou] filha lésbica que não está centrada ou em torno de onde eles não concordam, mas as coisas que eles concordam e que é estar em um relacionamento um com o outro, como pais e filhos", afirmou.
Comentários recentes de Chambers aos cristãos gays no céu e renúncia da terapia reparativa causaram polêmica entre alguns evangélicos. Dr. Robert AJ Gagnon, professor de Novo Testamento no Seminário Teológico de Pittsburgh, até mesmo pediu que ele renunciasse à presidência.
Vário ministros (de cerca de 270) deixaram a Exodus International, nos últimos dois meses, mas o conselho ficou com Chambers. John Warren, tesoureiro do Conselho de Administração Exodus Internacional, defendeu Chambers como ministro do Evangelho que tem uma visão bíblica do pecado e arrependimento e que entregou sua vida a serviço do Senhor.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

As Bandeiras de Floriano Pesaro


Os Dez Mandamentos para uma Cidade Combalida, de Sérgio Kon*: 
  1. Serás um cidadão solidário; darás valor aos interesses coletivos; serás sensível às necessidades de seus semelhantes.
  2. Não descuidarás de teu ambiente. Cuidarás de mantê-lo sempre limpo e seguro; nunca o poluirás e nunca deixarás que o degradem.
  3. Não vilipendiarás o espaço público.
  4. Obedecerás às leis, exigirás reformas, permanecerás crítico e ativo.
  5. Respeitarás teu próximo e teu distante. Nada farás que incomodará a ti mesmo, como cidadão.
  6. Exigirás teu lugar na tua cidade. Tomarás o espaço público também como teu.
  7. Lutarás pela recuperação da paisagem natural de tua cidade.
  8. Respeitarás o ambiente público como público. Exigirás das autoridades públicas o cumprimento de seu deveres na fiscalização, manutenção e melhoria de sua cidade.
  9. Circularás a pé pelo bairro onde moras e onde trabalhas. Frequentarás seus bares, as lojas, os restaurantes, cinemas, teatros, museus, galerias. Privilegiarás a rua como lugar de passeio e convívio.
  10. Nunca desistirás de tua cidade.
Ao assumir os Dez Mandamentos de Sérgio Kon, Floriano assume a responsabilidade de trabalhar para a cidade pensando exclusivamente no interesse público. Muitas vezes conflitante, o interesse público é o que favorece a maioria respeitando os direitos da minoria.

Propostas:
  1. Defender uma cidade mais humana, justa e solidária. Uma cidade para todos, que respeite o conceito do Desenho Universal, que garanta a acessibilidade de idosos e pessoas com deficiências. 
  1. Defender investimentos prioritários na melhoria das condições de moradia: melhorar habitações precárias e em áreas de risco, preservar e despoluir represas e córregos, ampliar espaços de convivência e lazer.
  1. Defender atitudes voltadas para o desenvolvimento sustentável da cidade de São Paulo e do planeta, ou seja, atitudes que levem em conta o crescimento econômico ajustado à proteção do meio ambiente.
  1. Defender medidas que estimulem o microcrédito, o cooperativismo e a defesa do microempreendedor individual (MEI), como a criação de pequenas unidades de produção e a simplificação tributária e burocrática.
  1. Defender o uso das ferramentas culturais e esportivas para ampliar a convivência familiar e comunitária e também combater o uso de drogas e a violência.
  1. Defender a descentralização dos serviços públicos governamentais e não- governamentais, hoje muito concentrados nas regiões centrais da cidade.
  1. Defender a criação de incentivos para que as pessoas possam morar, estudar e trabalhar na mesma região - ou em áreas próximas, aplicando o conceito de cidade compacta.
  1. Defender a ampliação da rede de turismo e eventos, com o fomento da economia solidária, para tornar São Paulo uma cidade criativa.
  1. Lutar pela tolerância e respeito aos Direitos Humanos, contra o fim da discriminação, da violência moral, física e sexual, em especial contra crianças, adolescentes, mulheres, negros e LGBT.  
  1. Defender a ampliação da rede de proteção a crianças e adolescente e do acesso às políticas públicas, com ações que fortaleçam os conselhos tutelares e de combate ao trabalho infantil. 
  1. Defender a ampliação da rede de educação inclusiva
  1. Estimular a ampliação da rede de proteção aos idosos e o cumprimento do Estatuto do Idoso.
  1. Estimular a ampliação da rede de proteção aos cidadãos em situação de rua para além das fronteiras do centro, envolvendo as áreas da assistência, trabalho, educação e saúde
  1. Estimular o uso de bicicletas e a criação de ciclovias, ciclofaixas, cilclorrotas e bicicletários em pontos estratégicos da cidade
  1. Estimular a descentralização administrativa e política, ampliando a participação e o controle social, por meio do fortalecimento dos Conselhos de Direito
  1. Defender o uso de tecnologias da informação, e-gov, como meio de combater à corrupção, garantindo transparência em dados e contas públicas.
* Sérgio Kon é arquiteto e artista gráfico, autor de Imagem: Da Caverna ao Monitor, a Aventura Do Olhar.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

#Juntos pelo desenvolvimento social de nossa cidade


Na semana passada, reunimos um grupo pra lá de especial, formado por executivos, pensadores e militantes da área de Assistência Social. Pessoas que conhecem profundamente os problemas da cidade, profissionais que atuaram comigo na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social e ajudaram a implantar projetos (http://www.florianopesaro.com.br/destaques/relatorio-gestao-floriano-pesaro-vereador.phpbem sucedidos, como "Dê mais que esmola, dê futuro" ou "Ação Família - viver em comunidade". 

Debatemos questões e propostas para o plano de governo de José Serra (http://www.serraja.com.br/), nosso candidato a prefeito. Confira, no vídeo abaixo, um resumo do nosso bate-papo. 

E enriqueça ainda mais o nosso debate. Compartilhe, comente e dê sua opinião. Sua proposta é bem-vinda. Só com a participação de todos teremos uma cidade mais justa, para todos. 

Vamos #juntos45444

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Principais agressores de homossexuais são da própria família


Uma pesquisa sobre homofobia no Brasil revela: os principais agressores dos homossexuais são da própria família. O Fantástico abriu uma linha especial pra ouvir essas histórias. 

“Violência física, discriminação, humilhação e ameaça. tudo isso eu já passei e passo na minha casa. O tempo todo ele ficava falando que eu tinha que sair de casa, que ia me dar um sumiço. Meus dois irmãos também não aceitam, não falam comigo. Eles falam que eu tenho uma doença”. 

O relato é de um jovem, que tem medo e prefere não mostrar o rosto. Ele descreve o tipo mais comum de agressões a homossexuais no Brasil. Segundo um relatório pioneiro da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, os principais agressores são da própria família. 

“É como se eu morasse em casa, mas fosse um estranho. Eu me sinto um estranho hoje. Eu não me sinto um membro da família”, diz. 

A amostra é grande: o estudo analisou quase sete mil denúncias de violência física e psicológica. Os casos foram registrados principalmente pelo Disque 100, um serviço de denúncias contra violações dos direitos humanos. 

“Justamente para que no momento em que a pessoa faz a denúncia, ela seja recebida com todo o respeito e exista uma investigação. Nós identificamos também que as circunstâncias de impunidade também no caso dos crimes de caráter homofóbico contribuem para a continuidade dessa violência”, diz a ministra da Secretaria de Direitos Humanos Maria do Rosário. 

A maior parte das agressões aconteceu dentro de casa. E mais: são as mães quem mais agridem os filhos por serem gays. Uma professora universitária sabe há 20 anos que seu caçula é homossexual. E há 15 comanda uma instituição para reaproximar pais e mães de seus filhos gays. 

“Para uma mãe é muito difícil. Falou homossexual hoje em dia a maioria das pessoas já aceita, como filho do vizinho. Mas filho da própria pessoa ainda é difícil”, diz Edith Modesto, presidente do Grupo de Pais de Homossexuais. 

Ela diz que muitos filhos têm medo de como os pais vão reagir. 

“Uma vez, um deles me falou e eu nunca mais me esqueci. Ele falou ‘Edith, para o meu maior amigo eu já contei, porque se eu perder o meu amigo, eu posso arrumar outro. Mas se a mãe não me quiser mais, como eu vou fazer?’”, conta Edith. 

Para Felipe, que trabalha no grupo como voluntário, o mais difícil foi contar para a mãe. 

“Eu tinha medo de falar, mas ‘eu acho que ela vai agir diferente, acho que não vai ser assim’”, conta o estudante Felipe Santos Mário. 

Mas foi. 

“Tivemos um desentendimento, ela me bateu e aí dois dias ou um dia depois eu saí de casa. Ela falou ‘olha, eu não quero mais você aqui porque não dá, você não muda e eu não aceito. Meu filho pra mim morreu quando você falou que era homossexual’", lembra Felipe. 

O Fantástico abriu um canal exclusivo para ouvir histórias de homofobia. Foram 50 relatos em apenas 24 horas. São casos de humilhações, ameaças e agressões contra filhos, netos e irmãos. 

“Durante três ou quatro anos foram violências constantes. Surras, meu pai me jogava no chão e batia com os dois pés em cima de mim. Meu pai falava que ia orar para Deus para Deus me matar, para Deus me levar porque ele não queria ter filho homossexual”, relata um homossexual. 

“Ele chegou em casa e começou a me agredir. Disse que eu pagarei tudo que eu faço, ele me ameaçou, ele disse que eu morrerei de câncer pelas coisas que faço”, diz outro. 

A violência não é sempre física. Mas o sofrimento é indisfarçável. 

“Eu vejo meus primos crescendo, meus primos levando as suas respectivas namoradas pra um encontro de família e eu não poder levar a minha. Isso é muito triste pra mim porque é uma discriminação na minha família”, reclama mais um. 

A jovem que gravou esse depoimento também não quis mostrar o rosto. 

“Eu queria ter amigos na minha casa, é uma coisa que eu não tenho. Eu convivo com os meus avós desde que eu nasci e hoje, depois que eles descobriram que eu sou homossexual, não existe mais paz na minha casa, não existe mais diálogo. Eu vivo com dois estranhos. Eu não escolhi ser assim, eu simplesmente sou assim. A única coisa que eu queria pedir para eles é que eles me respeitassem”.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Evangélicos americanos são acusados de promover homofobia na África

Grupos evangélicos cristãos nos EUA estão tentando realizar uma colonização cultural da África, abrindo representações em vários países para promover ataques a homossexualidade e ao aborto, segundo investigação realizada por um instituto de estudos liberal.

O instituto Political Research Associates (PRA), de Boston, diz que organizações religiosas americanas vêm ampliando suas operações em todo o continente, fazendo lobby em favor de políticas e leis conservadoras e alimentando a homofobia.

Os grupos em questão incluem o Centro Americano para a Lei e a Justiça (American Centre for Law and Justice - ACLJ), fundado pelo televangelista Pat Robertson, que implantou bases no Quênia e no Zimbábue.

De acordo com o relatório do PRA, a direita religiosa americana afirma, concretamente, que os ativistas dos direitos humanos são neocolonialistas cujo objetivo seria destruir a África. Grupos citados no relatório rejeitaram terminantemente as acusações.

Intitulado "Colonizando Valores Africanos: Como a Direita Cristã Americana Está Transformando a Política Sexual na África", o estudo analisou dados de sete países africanos e pagou pesquisadores para trabalhar por vários meses no Quênia, Malauí, Zâmbia e Zimbábue.

O PRA identificou três organizações que acredita que estão atuando agressivamente na África: o ACLJ, de Robertson, o grupo católico Human Life International e o grupo Family Watch International, liderado pela ativista mórmon Sharon Slater.

Cada uma delas identifica suas agendas como sendo autenticamente africanas, num esforço para retratar a defesa dos direitos humanos como um novo colonialismo cuja finalidade seria destruir tradições e valores culturais, diz o relatório.

Nos últimos cinco anos as organizações teriam aberto ou ampliado representações na África dedicadas à promoção de sua visão de mundo cristã e de direita. Uma rede frouxa de cristãos carismáticos de direita conhecida como o movimento de transformação se une a eles para alimentar as chamas das guerras culturais em torno do homossexualidade e do aborto, defendendo líderes políticas e ativistas africanos destacados.

O padre anglicano zambiano Kapya Kaoma, autor do relatório, disse que grupos cristãos de direita incentivam a percepção de que as relações entre pessoas do mesmo sexo são antiafricanas e impostas pelo Ocidente, uma visão que na realidade é baseada na Bíblia que chegou com o colonialismo, e não na cultura africana tradicional.

Ele deu o exemplo de uma jovem lésbica no Zimbábue que foi levada a várias igrejas para que o demônio fosse expulso de seu corpo, mas, mais tarde, louvada quando sua avó falou que na realidade ela estava possuída pelo espírito de seu tio morto, que nunca se casara.

Kaoma disse que a homossexualidade não é algo estrangeiro, mas é descrita como tal pela direita cristã.

A pesquisa constatou que alguns países são mais abertos à direita cristã americana que outros, em parte em função do apoio de autoridades governamentais.

Os próprios presidentes de Zâmbia, Zimbábue e Uganda acusaram partidos oposicionistas de promover a homossexualidade, para reduzir a influência dos partidos e agradar aos poderosos setores religiosos conservadores africanos.

O ACLJ foi convidado pelo presidente zimbabuano, por exemplo, Robert Mugabe, a abrir representações para treinar advogados para trabalharem sobre uma Constituição que refletisse os valores cristãos.

Um esforço semelhante estaria sendo feito para influenciar a redação das Constituições do Quênia e de Zâmbia, com a inclusão de frases como "a vida começa na concepção".

O relatório acusa Slater, da Family Watch International, de usar de um discurso alarmista, dizendo que a estratégia de controle populacional da ONU vai destruir a família africana.

Slater teria afirmado que os homossexuais são significativamente mais promíscuos que os heterossexuais e que têm maior probabilidade de praticar a pedofilia.

Kaoma disse: "Slater afirma que a ONU foi dominada por homossexuais. Ela inventa bobagens e as apresenta aos africanos como fatos. Ela argumenta que termos como direitos de gênero e identidade de gênero são termos em código que indicam homossexualidade."

Kaoma acha que os grupos americanos estão em fase de recuo nos Estados Unidos e, por essa razão, estariam buscando ganhos rápidos na África. 

"Eles parecem saber que estão perdendo a batalha nos Estados Unidos, de modo que o melhor que podem fazer é ser vistos como a estando ganhando em outra parte do mundo. Isso lhes confere uma razão para estarem fazendo levantamento de fundos nos EUA. A África é um joguete na batalha que estão travando nos Estados Unidos." 

O relatório foi saudado por ativistas dos direitos dos gays. Frank Mugisha, diretor executivo do grupo Minorias Sexuais, de Uganda, comentou: "Estou grato pela documentação mostrada neste relato, confirmando que é a homofobia que é exportada pelo Ocidente, e não o homossexualidade." 

"Espero que este relatório funcione como alarme de despertar para as comunidades de fé em Uganda e no Ocidente perceberem que as guerras culturais americanas impostas a nós pela direita cristã colocam em risco não apenas a cultura africana, mas as próprias vidas de africanos LGBTI como eu." 

A Human Life International reconheceu que tem várias filiadas na África, algumas das quais recebem dotações, materiais educativos e outros. 

Um porta-voz da organização, Stephen Phelan, falou: "Achamos que é importante estarmos na África porque a investida contra os valores africanos naturais pró-vida e pró-família está vindo dos Estados Unidos. Então nos sentimos na obrigação de ajudá-los a entender a ameaça e a reagir a ela com base em seus próprios valores e culturas." 

"É por isso que podemos operar com uma parcela minúscula do orçamento com que trabalham os verdadeiros colonialistas: os muito bem financiados controladores demográficos e governos ocidentais. 

"Estamos em sintonia com os valores profundos e naturais de nossos irmãos e irmãs na África e os ajudamos a resistir ao avanço de interesses ocidentais muito poderosos que acham que pode haver crianças demais na África." 

Phelan fez pouco caso da acusação da PRA de que sua organização estaria praticando um novo tipo de colonialismo. 

"Esperamos que seus leitores mais refletivos notem a ironia presente no argumento do PRA. Governos ocidentais poderosos e ONGs muito ricas gastam bilhões por ano para impedir africanos de ter filhos, para mudar as leis africanas de modo a ficarem mais abertas a esse controle populacional, tudo como parte de um esforço para tornar o continente culturalmente mais semelhante ao Ocidente." 

"E o PRA, um proponente desse esforço, está acusando um grupinho de organizações cristãs, que juntas gastam uma fração ínfima do orçamento anual do setor de ajuda ao desenvolvimento, de defender os valores africanos naturais pró-vida e pró-família contra o colonialismo. Onde começar?" 

Slater também criticou o relatório. "Não temos representações na África, como Kaoma alega sem razão", disse ela. "Basta esse erro fundamental para indicar a falta de confiabilidade do relatório inteiro." 

Ela acrescentou: "Não somos a direita religiosa cristã que Kaoma insiste em nos mostrar como sendo, apesar do que eu disse a ele e apesar do teor de nossos materiais publicados e de nosso site na internet. A única menção à religião em nosso site ou em qualquer de nossos materiais é nossa preocupação de que seja protegida a liberdade religiosa, independentemente da fé que possa estar sendo alvo de ataques." 

"Nossa posição aqui é baseada em dados claros que indicam uma correlação forte entre observação religiosa e famílias estáveis, e não em qualquer crença ou doutrina específica." 

Joy Mdivo, diretora executiva do Centro de Lei e Justiça da África Oriental, diz que a divisão americana paga os salários e o espaço comercial, mas que o CLJAO faz seu próprio levantamento de fundos para financiar atividades. "Alguém falou que recebemos dinheiro dos americanos para disseminar a homofobia, e eu respondi que não preciso disseminar a homofobia. Basta caminhar na rua, abraçar outro homem e parecer romântico. Não preciso dizer a ninguém o que fazer. Essa é a realidade de quem somos, apenas isso."

terça-feira, 10 de julho de 2012

Rede de loja Ricardo Eletro é condenada por Homofobia

A rede de eletrodomésticos Ricardo Eletro foi condenada a indenizar em R$ 30 mil por dano moral um vendedor vítima de ofensas homofóbicas cometidas por um gerente de vendas de uma das lojas da rede, em Vitória, no Espírito Santo. De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta segunda-feira, além da indenização, a loja deverá arcar, durante um ano, com pagamentos mensais de R$ 250 para auxiliar o vendedor na compra de medicamentos para tratamento de depressão.

O vendedor relatou que era tratado com rigor excessivo pelo gerente de vendas, e que ele chegou a insinuar na frente de colegas de trabalho que o vendedor era gay, e passou a tratá-lo com palavras grosseiras, a dizer que "tinha voz de gay" e a fazer brincadeiras, como a de citar seu nome e dizer que, à noite, ele se chamava "Alice no País das Maravilhas". Ainda de acordo com o TST, o vendedor alegou que o modo como era tratado na frente de clientes e colegas desencadeou um processo de depressão, o que o levou a procurar ajuda especializada e a usar medicamentos e apresentar atestados.

Em defesa, a Ricardo Eletro, argumentou que, em momento algum, os superiores do vendedor o trataram com rigor excessivo ou mesmo praticaram ato lesivo a sua honra e boa fama. Segundo a rede de lojas, as afirmações do empregado "não eram verdadeiras". 

Para a 9ª Vara do Trabalho de Vitória, no entanto, ficou demonstrado que de fato o vendedor foi tratado de forma discriminatória e homofóbica, gerando o quadro de depressão. A sentença considerou que houve assédio moral por parte do preposto da empresa. Contra a decisão, a rede chegou a recorrer ao TST, mas teve pedido negado. Procurada, a empresa respondeu por meio da assessoria de imprensa que condena qualquer conduta preconceituosa e que o seu corpo jurídico está avaliando as medidas cabíveis no processo em questão.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Caso de Bruno e Macarrão

O advogado José Arteiro Cavalcante Lima, assistente da acusação e representante da mãe de Eliza Samudio, rebateu a alegação do advogado de defesa do goleiro Bruno, que afirmou que seu cliente teria um relacionamento amoroso com Luiz Henrique Romão, o Macarrão. Para Arteiro, essa é uma estratégia da defesa para descredenciar uma carta na qual o goleiro teria pedido para Macarrão assumir a culpa pela morte da jovem.

Na carta, interceptada por agentes penitenciários e publicada pela revista Veja desta semana, Bruno pede para seu amigo que o “plano B” fosse utilizado. Segundo a revista, o plano A seria negar o crime e o B, Macarrão assumir a culpa e livrar Bruno da prisão, mas a versão foi contestada pelo advogado do goleiro, Rui Pimenta, que disse que o plano B seria “o término do relacionamento que os dois mantinham”.

Pimenta afirmou que ainda não tem a confirmação de que a carta seja verdadeira, mas que, “se for, o plano B seria por um ponto final no relacionamento”. Nesta manhã o advogado foi à Penitenciária Nelson Hungria levar um exemplar da revista para que Bruno confirme ou não ter escrito a carta.

Arteiro concorda com a hipótese levantada pela publicação e confirma que já sabia da existência da carta. “O plano B é o Macarrão assumir a culpa pela morte da Eliza sozinho, está na cara. Eu já sabia dessa carta, já sabia dessa estratégia. Querem livrar a cara do Bruno. Ele tinha mais de mil ‘mulheres-filés’, como se diz, à sua disposição, ele ia comer Macarrão? O Macarrão tem mulher e amante, não é homossexual. O Bruno também não é. Isso é armação da defesa”, disse.

A reportagem da Veja disse ainda que um policial aposentado, na época do crime na ativa, teria apresentado o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, ao goleiro Bruno e Macarrão. Arteiro disse que o inquérito policial entregue ao Ministério Público “já trazia todas as informações sobre a participação do Zezé (José Lauriano de Assis Filho). A Polícia Civil levantou todos os passos desse Zezé, mostrou como foi a participação dele, inclusive direta no crime, já que ele ajudou o Bola a matar e a esconder o corpo. O promotor de Contagem, Gustavo Fantini, foi quem fez vistas grossas e não o denunciou. Eu o alertei para o erro, avisei, pedi diligências, ele me virou as costas”, denunciou o advogado, que por ser assistente da acusação, seria em tese, “auxiliar” do promotor no oferecimento ou não das denúncias. 

O promotor Gustavo Fantini optou por não conceder entrevistas. A reportagem do Terra entrou em contato com a assessoria de comunicação do Ministério Público mineiro, que ficou de dar um uma posição ainda nesta segunda-feira. 

Sobre o fato do policial Zezé não ter sido indiciado pela Polícia Civil, o delegado Wagner Pinto, chefe da Delegacia de Homicídios e Protenção à Pessoa de Belo Horizonte disse, por meio da assessoria de imprensa, que o inquérito já está na Justiça e, por isso, a corporação não vai se pronunciar. 

A Secretaria de Estado de Defesa Social, responsável pela Penitenciária Nelson Hungria, onde Bruno e Macarrão estão presos há dois anos, informou que vai apurar se a carta divulgada realmente é verdadeira e porque, ao ser interceptada, não foi encaminhada à Justiça para ser anexada ao inquérito. O advogado José Arteiro Cavalcante Lima disse que vai solicitar que a carta seja “juntada ao inquérito” porque, ser for verdadeiro, é “a confissão do crime por parte de Bruno”, afirmou. 

O caso Bruno 

Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010 quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano anterior, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno. 

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, então com 4 meses, estava lá. A então mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. 

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães. 

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo. 

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação de uma namorada do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado. 

No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal, e seu amigo, três anos de reclusão por cárcere privado. Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio Rosa Sales e Bola serão levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson também irão a júri popular, mas por sequestro e cárcere privado. Além disso, a juíza decidiu pela revogação da prisão preventiva dos quatro. Flávio, que já havia sido libertado após ser excluído do pedido de MP para levar os réus a júri popular, foi absolvido. Além disso, nenhum deles responderá pelo crime de corrupção de menores.

domingo, 8 de julho de 2012

Frank Ocean, do coletivo Odd Future, assume homossexualidade

Segundo informações do site do jornal New York Times, rappers como Jay-Z e Tyler, The Creator demonstraram seu apoio a Frank Ocean, do coletivo de rap Odd Future, que assumiu sua homossexualidade há alguns dias.

Tyler escreveu em seu Twitter que está do lado do companheiro de grupo: "meu grande irmão finalmente falou sobre isso. Estou orgulhoso", escreveu. Jay-Z também divulgou um texto de apoio a Frank. Joie Manda, presidente da gravadora Island Def Jam, saiu em defesa do rapper e elogiou sua atitude. "Ele quebrou um muro que nunca deveria ter sido contruído", disse, se referindo ao preconceito contra gays na comunidade hip-hop.

Outros rappers já haviam assumido a homossexualidade antes, mas nenhum deles tinha uma popularidade tão grande quanto Frank Ocean. O New York Times ressaltou que grandes astros do hip-hop ainda não se pronunciaram sobre o assunto, como Kanye West, Lil Wayne, Rick Ross, Drake e Nicki Minaj.

Ebro Darden, diretor de uma rádio de rap de Nova York, disse que a orientação sexual de Frank não afetará a transmissão de suas músicas na estação. "Apoiamos Frank desde muito antes de sua gravadora saber o que fazer com ele. E vamos continuar assim", disse. "Espero que as pessoas o julguem pela sua música e não pela preferência pessoal", completou. 

Na última semana, Frank Ocean, do Odd Future, contou na internet que seu primeiro amor foi um homem. A admissão foi considerada revolucionária entre a comunidade hip-hop. "Eu tinha 19 anos. Ele também. Passamos aquele verão, e o verão seguinte, juntos. Quase todos os dias. Nos dias em que estávamos juntos, o tempo voava", escreveu. "Até a hora de dormir, muitas vezes, compartilhava com ele", completou, antes de ressaltar que já teve muitas relações com mulheres. 

Os rumores sobre sua opção sexual surgiram há alguns meses, depois que um crítico musical reparou que em versos românticos de seu próximo álbum o cantor diz "ele" em vez de "ela".

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Nike lança tênis em homenagem ao público gay

A empresa de artigos esportivos Nike lançou três kits para homenagear a comunidade LGBT nas cidades americanas de Nova York, San Francisco e Portland.

Segundo a empresa, o lançamento é uma forma de celebrar as conquistas destas comunidades nessas cidades que são vistas como líderes em direitos para os gays nos Estados Unidos.

O kit lançado pela empresa inclui tênis, boné e camiseta. O preço varia de cidade para cidade, custando entre US$ 120 e US$ 140 (algo entre R$ 250 e R$ 290).

Portland já está vendendo o kit desde sexta-feira, dia 15. O comercialização em Nova York e San Francisco irá começar nesta semana, dia 22. 

O modelo de Portland é inspirado no tênis clássico de corrida da marca. Já o novaiorquino e o californiado reproduzem as cores do arco-íris nas solas do tênis. 

Segundo nota divulgada pela Nike, a camiseta que vem no Kit é de algodão e tem o espectro do arco-íris gravado na parte de trás da gola.