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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Abaixo a Homofóbia

Sábado fui com o Douglas assistir uma peça do Mateus Carrieri, assisti “O Amante do Meu Marido” no Teatro Ruth Escobar, uma comedia que arrancou algumas risadas, porém achei que ela foi um pouco homofóbica, foram usados termos pejorativos como “bichinha”, “gayzinho”, “pederastas”, e outras piadas sem graça que envolve gays que a sociedade adora fazer entre, achei um pouco forte, mas depois levando por outro lado, de que jeito deveria ser? A sociedade é preconceituosa, o preconceito está cada vez mais impregnado, é triste assumir isso, mas a homofóbia está crescendo a cada dia, muitas são as lutas, precisamos de mais resistência, pois existem muitos conservadores, na sua maioria religiosos fundamentalistas e hipócritas que farão de tudo para que se perpetue o preconceito, existem muitos cristãos que estão dispotos a jogar os gays no meio de uma roda e malha-lo como se fosse Judas, cristãos que esqueceram que o primeiro mandamento é o amor, que Deus mandou amar o nosso próximo como se fosse nos mesmo.

Não consigo entender como uma pessoa pode dizer: “Eu não aceito que você seja homossexual”, mas quem tem que aceitar o que, os gays não precisam de aval de ninguém para viver, temos uma vida, pagamos nossos impostos, somos cidadãos, estamos inseridos na sociedade e cumprimos os nossos deveres, porém nossos diretos são violados, semana passada morreu um grande ator que será que sempre será um ídolo gay, mesmo ele não sendo gay, ele sempre ficará marcado na historia, estou falando de Heath Ledger, ator de "O Segredo de Brokeback Mountain" que morreu aos 28 anos em seu apartamento em Nova York por conta de uma overdose de medicamentos para dormir, uma Igreja Batista do EUA protestou na sua morte, dizendo que Ledger brincou com Deus e que já estava no inferno, eles fizeram um piquete no seu funeral distribuindo folhetos dizendo que ele brincou com Deus e que Deus lhe deu o que era merecido, agora me pergunto: Que Deus é esse que odeia? Que pastor é esse que afirma que uma pessoa está no inferno? Na bíblia diz que todos serão passiveis de julgamento, como um pastor não pode conhecer as passagens de apocalipse? A reposta é uma só: A homofóbia está crescendo em toda parte do Mundo e isso é medonho, é hipócrita, imoral e repugnante.

Hoje estava conversando com no Douglas, e ele me disse que o ônibus que ele estava vindo para sua casa passou em frente um posto de gasolina onde ficam umas travestis, um cara ao ver as travestis disse em alto e bom som que odeia gays, que se pudesse ele mataria todos os gays, pois não suporta isso, não entendo o porquê um gay pode incomodar tanto uma pessoa, sempre digo que quando alguém age com violência é porque tem algo a esconder, esse cara tem problemas psicológicos e esconde através do seu preconceito descabido, se houvesse algum policial dentro desse ônibus que fizesse valer a lei, ele poderia dar voz de prisão para esse marginal, pois o que ele estava fazendo era apologia ao crime, não entendo porque a sociedade se sente tão incomodada e fica inerte diante de tanta violência.

Vivemos num país onde deveríamos sermos livres, pois isso nos é garantido pela constituição, onde os direitos deveriam serem iguais para todos, na nossa constituição diz que o direito coletivo prevalece sobre o individual, anualmente mais de 3 milhões de pessoas vão as ruas no dia do “Orgulho Gay” lutar pelos seus direitos, por direitos coletivos, pois estamos falando de mais de 3 milhões de pessoas, mas nada muda, a sociedade permanece cega, não vê o gay, não vê que o gay é consumidor, é eleitor, que o gay está inserido na sociedade e preciso do seu espaço, não entendo o porque uma pessoa diz: “Eu não aceito que você seja gay”, mas não precisa aceitar, eu não preciso do aval de ninguém para viver, mas precisamos de respeito, precisamos de homofóbia zero e para isso precisamos de projetos de lei como a LC 122 seja aprovado e aplicada na sociedade, homofobia tem que ser crime, hoje muitos juizes interpretam homofobia como crime, mas não existe uma lei que dita isso claramente, muitos juizes interpretam como preconceito de uma forma genérica, mas precisamos de mais, não somos mais um grupo de minoria, somos milhares que gritamos por respeito, e precisamos que nosso direitos sejam reconhecidos.

Heath Ledger - O Mundo sentirá Saudades

Na manhã do dia 22 de janeiro de 2008, Heath Ledger encontrava-se hospedado no apartamento de uma amiga em Nova Iorque, aproximadamente às 15h 30min (horário local) uma massagista chegou ao local. Ela tinha hora marcada com o ator e sua chegada fez um dos empregados ir até o quarto em busca de Ledger. Depois de chamar sucessivas vezes sem obter resposta, o empregado abriu a porta, encontrando o corpo de Ledger sem vida caído no chão, a polícia foi chamada imediatamente. As circunstâncias da morte do ator ainda estão sendo investigadas, no entanto a Polícia de Nova Iorque informou que próximas ao corpo do ator foram encontradas diversas pílulas. Esses detalhes levam a crer que Ledger tenha se suicidado, apesar de sua familía, em comunicado oficial, afirmar não acreditar nessa hipótese, os policiais também informaram que foi encontrado um pó branco (substancia desconhecida) e uma nota de 20 doláres enrolada, amigos e familiares disse que desconhece qualquer envolvimento de Ledger com cocaína.

De qualquer forma, em entrevistas posteriores à morte de Ledger, muitos amigos do ator afirmaram que ele lutava contra o vício em drogas e contra a depressão, esse último problema ocasionado em parte pelas pressões do seu último filme (Batman: The Dark Knight) e de sua separação da atriz Michelle Williams, com a qual tinha uma filha, sobre as pressões que sofria do trabalho no filme, a informação é confirmada por uma declaração do próprio Heath Ledger, que semanas antes de sua morte revelou que durante a filmagem do seu último personagem, o Coringa em Batman: The Dark Knight (Batman: O Cavaleiro das Trevas, em português), ele se sentia muito esgotado, tanto física quanto emocionalmente, e que estava tomando pílulas para poder dormir.

6 comentários:

Leo Carioca disse...

Bom, sobre a questão da peça do Mateus, como eu já disse a você, concordo com o que você diz sobre ter palavras que são ofensivas e acho que tem que se tomar um certo cuidado antes de falar certas coisas (principalmente em público).
Mas como também já disse a você, a questão de mostrar a agressão contra os gays como algo certo é muito mais preocupante do que o vocabulário.
Sobre a questão do ônibus que você disse, isso não acontece só com gays, não. Você vê gente dizendo em público em alto e bom som que não gosta de negros, por exemplo, e ninguém faz nada da mesma forma. No máximo, meia dúzia de pessoas olham de cara feia e não passa disso!
Então, acho que o problema não é a acomodação das pessoas em relação à homofobia. O brasileiro é muito acomodado em relação a todos os tipos de preconceito. Ninguém faz nada quando vê qualquer demonstração de preconceito. Quando faz, pode crer que é uma exceção.
É impressionante, mas é verdade.

Fantôme disse...

O Mateus Carrieri tanto banca de simpatizante que já posou duas vezes para a G e fez montagem de Querelle, beijando homem na boca e tudo.
Eu não vi essa peça e não posso dar opinião, mas concordo com o que você disse, não é porque eu ouvi "viadinho" que eu vou achá-la horrível, prefiro entender antes por que esses termos foram colocados lá e com que objetivo.

Salut.

Jarbas disse...

homofobia é coisa de retardado, mas enfim ... tem cada tipo de gente no mundo que nem sei ...

aff. a morte do Ledger não foi digerida, mas c'est la vie...

abraço.

Atributarista disse...

Saudades de vc, também... Qualquer dia passo pelo Yahoo para te dar um abração... Como vc está de amores??

Alanisson (do Yahoo) disse...

Eu realmente penso que tudo isso é reflexo de nossa sociedade, que defino como ATRASADA. Penso que numa questão de tempo, teremos casamentos gays, pessoas do mesmo sexo se beijando em qualquer lugar (assim como o fazem os héteros) e tudo o mais. Só que antes, isso precisa acontecer no resto do mundo. Lembra da "abolição" da escravatura? Demorou mais chegou. Muitos precisaram dar suas vidas em protesto. A questão é que tinham o sangue africano. Não sei que "sangue ruim" é esse de brasileiro que é tão conformado. Deve está no DNA e é reforçado pela cultura. Talvez a questão seja falta de organização. Não adianta reunir gente somente um dia no ano (refiro-me à parada). Precisávamos de vários encontros no ano, protestos em frente à prefeitura, panelaços, uma arte subliminar, como na época da ditadura...mas tudo começa com a insatisfação. Não a individual, mas a coletiva. Não sei, mas acho que gay é uma categoria tão desunida e desorganizada quanto o são os farmacêuticos (sabes que eu sou um aspirante a). Lamentável, porque um insatisfeito na rua, achando que tem tanto direito quanto um hétero de expressar a sua afetividade (e tem), está dando a sua cara a tapa, literalmente. Eu já dei a minha a tapa, algumas vezes. Graças a Deus que não bateram, mas foi pura sorte. Não sei se hoje eu teria coragem. Quando eu vou atravessar uma rua fora da faixa e tem mais gente, eu digo: vamos todos, porque o motorista só teria coragem de atropelar apenas 1. O processo para muitos é mais indesejado. Assim, se formos muitos, é mais difícil dar na cara de muitos. O raciocínio é de uma pessoa laica, mas que acredito que surtiria efeitos benéficos a muito longo prazo.

Anônimo disse...

E você, Passageiro, ficaria com uma mulher? Um gay se excita olhando ou tocando o corpo de uma mulher? Isso é normal???
simoreia@hotmail.com