
Fiquei decepcionado quando vi a margem de 8 pontos que o Kassab abriu sobre o Alckmin. Para o Geraldo ir para o segundo turno (cenário que considero ideal), tem que acontecer algo parecido com o que aconteceu nas eleições passadas no estado da Bahia, quando o PT ganhou de virada para o governo do estado. Gostaria que o Alckmin fosse o prefeito de São Paulo por dois motivos: Primeiro, o
Alckmin quando governador sancionou a lei 10.948/01, que pune o preconceito relacionado à orientação sexual ou identidade de gênero em todo o Estado de São Paulo, segundo, quando o Serra era prefeito de São Paulo, ele criou o CADS (Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual). A Marta fez muitos promessas para a comunidade gay, mas, foi o PSDB que viabilizou essas duas grandes conquistas para a comunidade LGBT.
Entre as propostas do Alckmin, estão:• Criar uma dotação orçamentária própria da Parada LGBT de São Paulo e desvinculá-la da dotação orçamentária do CADS.
• Nortear as políticas públicas LGBT com foco na educação e profissionalização da comunidade, notadamente os de baixa renda e em situação de vulnerabilidade (garotos de programa e travestis, por exemplo).
• Ampliar a estrutura de palestrantes do CADS, para atuação e capacitação em outros órgãos como Poupatempo (por exemplo, visando o respeito ao nome social), GCM, PM, capacitação de diretores de albergues da região central para como atender ao público LGBT.
• Melhoria da divulgação dos direitos e serviços implantados à comunidade LGBT, bem com de suas atividades, para que todo o segmento e suas organizações possam saber do cronograma de atividades anual, antecipadamente.
• Aumentar a estrutura do CADS para levar as atividades – muitas delas localizadas na área central - para as periferias, enfatizando atividades já realizadas como o DiverCidade e o Mix Jovem (realizado em CEUs na periferia).
• Maior incentivo para projetos e produções artísticas e culturais o ano inteiro, em parceria com produtores e a sociedade civil organizada, buscando também interlocução com religiões inclusivas, como forma de inclusão social.
• Ampliação dos espaços de convivência LGBT, como o Centro de Referência da Diversidade e o Centro de Referência de Combate a Homofobia, atingindo as várias regiões da cidade.
• Criação de uma assessoria LGBT para um canal maior de interlocução com Câmara Municipal e as demais secretarias, principalmente Saúde, Educação, Esporte, Assistência Social, Trabalho e Cultura, bem como órgãos dos governos estadual e federal. Urge também uma maior articulação entre as outras coordenadorias da SMPP no sentido de atender as populações LGBTs jovem, idosa, negra, etc., de forma integrada e com políticas específicas a cada um destes segmentos.
• Fazer funcionar o Centro de Informações Turísticas e de Convivência LGBT de São Paulo, criado em 2006, mas cujas atividades ainda não foram iniciadas. Também garantir que as principais redes e organizações hoteleiras da cidade tenham acesso a dados e informações consistentes sobre as populações em questão e estejam prontas para atender esses turistas. (roteiro gayfriendly)

Quando o PSDB diz que é o partido que mais fez para a comunidade LGBT, temos que concordar, pois tirando a Lei 10.948/01 e a criação do CADS, não existe nada que foi feito para a comunidade gay em São Paulo.
Marta será uma eterna devedora perante sociedade gay, ela prometeu, teve oportunidade de criar o Cads, e não criou, prometeu dar maior visibilidade a comunidade LGBT, e não fez nada...
Diante de tudo isso, Marta merece uma segunda chance da comunidade gay? A meu ver, não. São Paulo merece um administrador comprometido com a sociedade, e não administradores que fazem chacotas em aeroportos, que faz pouco caso da desgraça alheia, e que em meio a um caos aéreo recomenda a sociedade relaxar e gozar. São Paulo merece um administrador centrado, e não um prefeito que agride munícipes em hospitais desrespeitando um ambiente que já é marcado pelo descaso que é dado a saúde desse país. Espero que repita em São Paulo, a surpresa que o país inteiro teve nas eleições para o governo do Estado da Bahia, quando um candidato do PT desmentiu todas as pesquisas e se elegeu governador do estado.