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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sobre Inicio de Relacionamento

Estava retirando cartão do banco da minha carteira quando me deparei com aquele rapaz alto, olhos pretos, cabelos pretos e barba. Fiquei desconcertado com o jeito que ele me olhou, da forma com que os nossos olhos se encontraram. Paguei a minha conta e fui ao banheiro, ele veio a atrás.

- Já está indo? – ele perguntou.

- Estou sim – respondi.

- Bem que você poderia ficar mais um pouco – me disse.

- Posso ficar – respondi com um sorriso.

Nos olhamos novamente, olho no olho e sem trocar mais nenhuma palavra, nos beijamos. Foi um beijo envolvente, com desejo, sem presa e sem a necessidade de ser interrompido. Devido ao horário, tive que ir embora. Trocamos telefone e prometemos nos ver mais vezes.

No outro dia a vontade de ligar e perguntar como ele estava foi grande. Fiquei com aquela estranha sensação que se eu ligasse, soaria como desespero. Não sei se existe um tempo “seguro” para ligar para alguém e não soar como desesperador ou carência, enfim, fiquei a manhã inteira ensaiando para ligar ou mandar uma mensagem. Quando tomei coragem, recebo uma mensagem dele dizendo que havia adorado me conhecer e perguntou o que eu faria a noite.

Marcamos de nos encontrar, num barzinho da Bela Vista. Trabalhei o resto do dia ansioso. Deu o meu horário e fui me arrumar para sair, quando de repente meu telefone tocou, era ele.

- Oi Marcos, tudo bem? Eu cai, estourei toda a boca e estou indo para o hospital – ele me disse. Na hora pensei: pronto, ele não está afim e está inventando essa desculpa que não cola.

- Nossa, mas está tudo bem contigo? – perguntei preocupado.

- Ah! Não sei, vou ao hospital, acho que devo levar alguns pontos. Quer ir comigo? – me convidou. Fiquei sem reação, mas fui.

Nos encontramos no MASP, como ele é carioca e está a pouco tempo em São Paulo, não conhecia muito bem onde ficavam os hospitais. Fomos num hospital próximo a Avenida Paulista, ele levou quatro pontos, saindo do hospital fomos para o barzinho que havíamos combinado de nos encontrar, isso foi na segunda, depois nos encontramos na terça, quarta, quinta e sexta, dia que ele viajou, foi para o Rio comemorar o aniversário de irmã e voltou na segunda.

Foi tudo muito intenso, está sendo muito intenso e recíproco e dessa forma começamos a namorar. Estou adorando conhecer o Fellipe, taurino, com um jeito carioca muito cativante e que sabe exatamente o que quer. Hoje sou eu quem viajo e ficarei até domingo longe. Vou a trabalho para Ribeirão Preto, mas no outro final de semana já prometemos passarmos juntinhos e curtindo o começo dessa relação, que está sendo tudo de bom.

5 comentários:

S.A.M disse...

Bem você me conhece. Então nem vou te falar da felicidade que dá ler essas coisas... ^^

Tais disse...

adorei ler cada linha

FOXX disse...

PARABÉNS!
mil parabéns, meu caro.
repetindo as palavras do SAM, vc me conhece e sabe q eu torço mto pela sua felicidade.
quero você mto feliz.

salve o Fellipe!

Jean Luiz disse...

Bom! Só posso desejar felicidades. Você merece.

Anônimo disse...

Eu o felicito por morar numa região onde tais acontecimentos são possíveis e vistos com naturalidade. E torço por sua felicidade. As coisas não acontecem com essa facilidade na maior parte do Brasil onde existe muita homofobia e as pessoas precisam esconder o que são. O Brasil está evoluindo, mas no interior em geral ainda é muito atrasado e homofóbico. A questão não se resume simplesmente às leis contra homofobia. Idosos e negros tem leis que os protegem mas são desrespeitados diariamente em todo o país. O que precisa mudar é a formação que as pessoas tem desde a infância. O que precisa mudar é a formação heterosexual homofóbica nos esportes e nos meios militares, meios que estão cheios de gays no armário e que jamais poderão revelar sua situação pois serão discriminados. Esse é o grande desafio para uma sociedade melhor e mais justa. Pense nisso e um grande abraço!!!