Pesquisar este blog

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Punhal Cigano na Casa das Rosas

No próximo dia 10 de abril, às 19h, o escritor Gil 7 lança na Casa das Rosas a obra O Punhal Cigano, um romance que aborda a cultura cigana e os preconceitos durante séculos. O evento conta com apoio da Secretaria de Estado da Cultura por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias – ACGE.

Michel é um jovem cigano que do dia para a noite é acusado de ser um assassino. Através de O Punhal Cigano, Gil 7 mostra a realidade desse povo. Para o autor, o livro é como se fosse um direito de resposta aos ciganos, procurando desmistificar a história e o pré-julgamento de que todo cigano é ladrão.

“A discriminação contra os ciganos atravessou séculos e ainda se faz presente nos dias atuais. Os estereótipos de ladrões, vagabundos, a atribuição de características negativas, sentimentos de hostilidade e o medo são responsáveis por perseguições constantes registradas nos mais diferentes países”, afirma Gil.

O romance já é a terceira obra do autor, que escreveu Contos ciganos, A cigana da rosa e outros e O círculo da Vida.

Para o povo cigano, o punhal simboliza força, poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, com o poder de transmutar energias. O punhal também servia para abrir matas, sendo também, um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo e, além disso, ainda hoje é usado na cerimônia cigana de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos, em seguida os pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.



Serviço:

Lançamento do Livro O Punhal Cigano
Onde: Casa das Rosas – Avenida Paulista, 37 – Bela Vista – São Paulo
Quando: 10/04/12, às 19 horas
Entrada franca

domingo, 1 de abril de 2012

João Nery na Casa das Rosas – A trajetória do primeiro homem transexual brasileiro

A Secretaria de Estado da Cultura por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, junto com as Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU promovem o lançamento do livro “Viagem Solitária” de João Nery, no dia 03 de abril, às 19h, na Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37.

No dia 04 de abril, às 19h, como continuidade da ação, João Nery realiza uma palestra magna, no Auditório Nelson Carneiro, na FMU, Av. Liberdade, 899, para alunos dos mais variados cursos da Universidade, abordando temas como diversidade sexual, identidade de gênero, direitos LGBT e história do Movimento Homossexual Brasileiro – MHB.

As ações, construídas com a coordenação do Curso de Serviço Social da FMU, contam ainda com a parceria da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo e da Coordenação Estadual de Política Públicas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo.

João Nery é um homem transexual de 61 anos, psicólogo e autor de “Viagem Solitária”, livro autobiográfico onde narra sua infância triste e confusa, a adolescência conturbada, a perda de seu diploma de psicologia – que deixou de ter validade com a mudança de sexo – as dificuldades jurídicas quanto ao seu novo nome, os quatro casamentos e seu maior orgulho, a paternidade.

João nasceu mulher, mas sentia-se na condição de aprisionado a um corpo estranho, uma sensação que ele reconheceu desde muito cedo. Durante a Ditadura Militar, em 1977, se submeteu à primeira cirurgia de mudança de sexo. Naquela época, as clínicas e os hospitais ainda não estavam liberados para fazer esse tipo de cirurgia e os médicos que se propunham a realizá-las eram considerados mutiladores, a ponto do médico que operou o João chegar a ser indiciado por lesão corporal, devido à outra cirurgia de mudança de sexo que realizou.

A obra é um mergulho profundo na questão do gênero como identidade individual, mostrando as alegrias e tristezas, derrotas e vitórias e principalmente a coragem de quem decide se transformar naquilo que escolheu ser.

Lançamento de “Viagem Solitária”

03 de abril
Horário 19h
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37
Público alvo: aberto

04 de abril
Horário 19h
Local: Auditório Nelson Carneiro da FMU – Av.Liberdade,899
Público alvo: aberto, com ênfase no corpo discente e docente do complexo FMU

sexta-feira, 30 de março de 2012

Coletânea de poesias Substância Rara é lançada na Casa das Rosas



O cantor, compositor e poeta Adler Luís lança sua coletânea de poesias intitulada de Substância Rara no dia 30 de março, na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, localizada na Avenida Paulista, nº 37.

Em Substância Rara, o cantor, compositor e poeta maranhense equaciona seu passado no presente através das palavras. As poesias relembram lugares de sua trajetória na vida, cidades como São Luís, Rio de Janeiro e São Paulo, que lhe serviram de inspiração.

O evento tem início às 19h e conta com apoio da Secretaria de Estado da Cultura, do Governo de São Paulo, por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias – ACGE. O lançamento tem patrocínio da editora Linear B e do evento O Autor na Praça, que acontece na Praça Benedito Calixto, onde os autores apresentam seus livros.

Serviço:
Substância Rara na Casa das Rosas
30 de março de 2012 às 19h
Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37
Bela Vista – SP
Entrada Franca

terça-feira, 27 de março de 2012

Cartaz da 16ª Parada LGBT de São Paulo faz metáfora com campanhas de vacinação

Com o tema Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!, o 16º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo já tem sua arte gráfica definida. A imagem foi concebida pelos artistas visuais Gabriel Victal e Ariel Tonglet – que usaram como referência as campanhas de vacinação populares no país – e será utilizada na identidade visual e todo material gráfico, incluindo as telas dos trios elétricos que compõem a Parada LGBT. A manifestação está marcada para ocorrer em 10 de junho, às 12h, na Avenida Paulista.

O objetivo da arte é reforçar e ampliar o alcance da mensagem transmitida pelo tema. “A ideia não é expor a homofobia como uma doença individual, mas como um vício social que atinge a toda população e, por isso, precisa ser erradicado. A educação e a criminalização são colocadas como formas preventivas de combate a esse vício, portanto, surgiu a ideia de vincular o conceito da Parada deste ano com o das campanhas de vacinação”, explica Victal.

A primeira peça gráfica que apresenta a arte é o cartaz de divulgação do 16º Mês do Orgulho LGBT. Em destaque, aparece a imagem de uma gota, que está introduzida na cultura brasileira desde a década de 1980 para promover as campanhas de vacinação infantil. Nesta versão, o símbolo aparece com as seis cores da bandeira do arco-íris, principal ícone do movimento LGBT mundial.

Para o artista, além de representar a responsabilidade que o Estado tem no amparo de uma população vulnerável, a gota traz ainda outras alusões do imaginário coletivo. “A gota da lágrima, a gota do sangue e até mesmo a gota de esperança são símbolos fortes, presentes no cotidiano de quem é discriminado e luta contra a opressão”, acrescenta o artista.

No lugar da ampola, um ponto de exclamação é a ferramenta utilizada para ministrar essa “vacina”. O sinal dá o tom de palavra de ordem ao tema e o caráter de protesto à imagem, além de representar a urgência da implantação de políticas públicas que combatam o ódio e garantam a cidadania dos LGBT. A mão que o segura no topo da imagem é uma analogia à logomarca da APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo) – entidade que promove as atividades – e, ao fundo, o formato do mapa do Brasil reverbera a gota colorida que cai sob a sua superfície.

A arte gráfica será utilizada durante toda a programação também em banners, folders, camisetas, bottons, fundos de palco, possíveis materiais audiovisuais e estará presente em toda as atividades oficiais. A livre reprodução da imagem está previamente autorizada pela APOGLBT e pelos autores, desde que não seja para fins comerciais. Para organizadores de outras Paradas e que desejam utilizar o mesmo tema e arte gráfica do 16º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, a Associação disponibiliza o arquivo aberto gratuitamente, basta solicitar para leandrorodrigues@paradasp.org.br.

16º Mês do Orgulho LGBT

O Mês do Orgulho LGBT de São Paulo é calendário anual de atividades sócio-politico-culturais promovido pela APOGLBT desde 1997. Em sua 16ª edição, reivindica a aprovação dos projetos Escola Sem Homofobia – que visa preparar os professores da rede pública para o combate ao bullying – e da Lei da Câmara (PLC) 122/06, que pretende criminalizar a homofobia em âmbito nacional, como já ocorre com o racismo.

O tema “Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!” foi escolhido através de uma campanha promovida nas redes sociais, seguida por votação popular no site da entidade.

A programação inicia no dia 08 de maio, com o Ciclo de Leituras Dramáticas, e conta também com o 10º Ciclo de Debates, a 12ª Feira Cultural LGBT, o 12º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, o 12º Gay Day e encerra no dia 10 de junho, com a 16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Para mais informações sobre a programação e demais atividades da APOGLBT, acesse www.paradasp.org.br, curta www.facebook.com/paradasp e siga http://twitter.com/paradasp.

domingo, 25 de março de 2012

José Serra vence as prévias no PSDB


Com pouco mais da metade dos votos, o ex-governador José Serra venceu as prévias internas do PSDB neste domingo e será o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de outubro. Após meses de indefinições e o receio de o PT acabar com sua hegemonia em São Paulo, o PSDB oficializou a pré-candidatura de Serra em evento na Câmara Muncipal.

Com 52,1% (3176 votos), Serra confirmou seu favoritismo e derrotou o secretário estadual de Energia, José Aníbal, que obteve 31,2% (1902 votos). Em terceiro lugar ficou o deputado federal Ricardo Tripoli, com 16,7% (1018 votos). Ou seja, 47,9% rejeitaram o ex-governador. Dos cerca 20 mil filiados aptos a votar, 6.229 compareceram às urnas. O comparecimento não foi obrigatório.

Ao votar, o tucano rebateu críticas de que abandona os mandatos para disputar cargos de maior projeção. Ele afirmou que teve apoio da população em 2006 porque aumentou sua quantidade de votos ao deixar a Prefeitura de São Paulo para disputar o governo do Estado.

“As circunstâncias mudaram. A população compreendeu e ficou do nosso lado. Tanto que eu ganhei no primeiro turno na eleição para governador, com mais votos que eu havia obtido no primeiro turno da eleição para prefeito”, disse.

O ex-governador enfrentará nas urnas o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato petista apadrinhado pelo ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva. Está também na disputa o deputado Gabriel Chalita, pré-candidato do PMDB lançado pelo vice-presidente Michel Temer. Otros pré-candidatos são Celso Russomanno (PRB), Netinho de Paula (PCdoB), Paulinho da Força (PDT) e Soninha Francine (PPS).

Os pré-candidatos do PSDB derrotados nas prévias do partido, o deputado federal Ricardo Tripoli e o secretário estadual José Aníbal (Energia), declararam apoio ao pré-candidato José Serra. Apesar de terem trocado farpas nos bastidores durante a pré-campanha, ambos pregaram a unidade da legenda e declararam que irão trabalhar para eleger Serra prefeito.

"Quero comprimentar o José Serra, com quem eu travei uma disputa extremamente saudável. (...) Eu disse que iria apoiar quem vencesse as prévias. Promessa feita, promessa cumprida!", disse Tripoli, que ficou em terceiro lugar na disputa, com 16,7% dos votos.

Segundo colocado, com 31,2% dos votos, Aníbal declarou que irá apoiar Serra e disse que o partido trabalhará unido na campanha. Serra recebeu 52,1% dos votos - número bem abaixo do esperado pelos aliados, que previam cerca de 70% de apoio no partido. "O partido sai muito fortalecido das prévias, principalmente na sua unidade. Unidade, daqui por diante, vai disputar e vencer a eleição para a prefeitura de São Paulo", declarou  Anibal.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Tim Maia "Vale Tudo" O Musical


Semana passada, assisti o musical Tim Maia "Vale Tudo". O musical dirigido por João Fonseca conta a vida de um dos maiores ídolos da música brasileira. Tim Maia, conhecido pela irreverência, o bom humor e, infelizmente, também pelos problemas com o abuso do uso de drogas e álcool, apontado como principal motivo para a morte prematura, aos 55 anos, em 1998.

Estrelado por Tiago Abravanel, de apenas 23 anos, relata a trajetória do cantor desde a infância na Tijuca, quando era entregador de marmitas, até sua morte, passando pelo período que morou em Nova York, as primeiras bandas - uma delas teve como integrante o atual "Rei" Roberto Carlos - e os sucessos pop nas décadas de 70, 80 e 90.

Ao longo da peça, o público pode cantar junto hits como "Vale tudo", "Não quero dinheiro", "Chocolate", entre outras faixas conhecidas não apenas do Leme ao Pontal, mas também do Oiapoque ao Chuí.

Assisti o espetáculo ao lado de minha irmã, fã incondicional de Tim Maia. Segundo ela a peça é fiel a vida de Tim Maia, mas Tiago Abravanel deixou muito a desejar no quesito empoderamento de voz. Acredito que exigir isso de Tiago Abravanel é demais, Tim Maia deixou uma lacuna que jamais será preenchida no cenário da musica brasileira.

Longa Metragem

Em  breve, os fãs de Tim Maia também poderão ver sua vida sendo retratada em um longe metragem. Tiago Abravanel não passou nos testes para interpretar o cantor. Os atores Robson Nunes (Malhação) e Babu Santana (Duas Caras, Casos e Acasos, Força-Tarefa, As Cariocas) estão cotados para interpretar o cantor - jovem e adulto, respectivamente. Alice Braga dará vida à esposa de Tim.

Provisoriamente intitulado "Tim Maia", o filme terá direção de Mauro Lima ("Meu Nome Não É Johnny"), que também é co-responsável pelo roteiro, ao lado de Antônia Pellegrino ("Bruna Surfistinha").

O filme usará como base o livro "Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia", escrito pelo jornalista Nelson Motta, amigo do músico.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Vote Serra para Vencer


Confira os locais de votação:

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia Internacional Contra a Discriminação Racial


Dia 21 de março é o dia internacional contra a discriminação racial. Para celebrar a data, a Secretaria de Estado da Cultura, por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, junto à Z’Andara produções, organizou um show musical que irá relembrar traços da cultura negra e ainda fazer alusão ao Dia Internacional da Mulher.

As apresentações que irão ocorrem no CEU Caminho do Mar, no Jabaquara, contam com a presença de Zezé Motta declamando poesias junto à voz da cantora Verônica Ferriani, e ainda Grazzi Brasil e Graça Braga interpretando lindas canções que abordam temas raciais e o universo feminino, já que março é o mês em que se comemora o dia da mulher.

Data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, é em referência ao Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na África do Sul, 20.000 pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um cartão que continha os locais onde era permitida sua circulação, porém, mesmo tratando-se de uma manifestação pacífica, a polícia do regime do Apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos.

Serviço:

Show em comemoração ao dia Internacional Contra a Discriminação Racial
CEU Caminho do Mar
Rua Eng. Armando de Arruda Pereira, 5.241 – Jabaquara, às 20:30
21/03/2012 – Entrada Franca

terça-feira, 6 de março de 2012

Cabaret

Semana passada, assisti o espetáculo Cabaret. A obra-prima de Fred Ebb e John Kander, que corre o mundo há quase 40 anos e rendeu um filme célebre com Liza Minnelli. Na nova montagem brasileira, Claudia Raia interpreta Sally Bowles, um personagem-chave na História dos musicais.

O espetáculo original é de 1966 e foi escrito pelo dramaturgo Joe Masteroff, que se baseou na peça Eu Sou Uma Câmera, de John Van Druten, inspirada, por sua vez, no livro Adeus, Berlim, de Christopher Isherwood. A história se passa em 1931, num cabaré decadente de Berlim, o Kit Kat Club.

Na versão original, as músicas são de John Kander e Fred Ebb - dupla de compositores dona de musicais de sucesso como Chicago eO Beijo da Mulher Aranha. Na versão brasileira, as adaptações musicais e do texto ficaram por conta de Miguel Falabella. A montagem conta com 21 atores e uma orquestra de 14 músicos. A direção geral é de José Possi Neto.

O papel de par romântico de Claudia Raia estava prometido a Reynaldo Gianecchini, mas como o ator está afastado dos trabalhos artísticos para tratar de um linfoma, foi substituído por Guilherme Magon, de 25 anos, que vinha de Mamma Mia!. O espetáculo saiu de cartaz no dia 03 de março, assisti a penultima apresentação.