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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Gente Estranha no Mc Donalds

Ontem fui ao Mc Donalds com o Douglas, constatei o que o Airbone mencionou em seu blog, é uma grande verdade: As pessoas que freqüentam o Mc Donalds, são estranhas. Estávamos em nossa mesa, e na mesa ao lado, estava um casal se beijando. Depois de alguns malhos, o casal começa a conversar. O menino era uma menina, saiam flores dos seus lábios, e quando ele se levantou para ir ao banheiro, constatamos com o nosso Gaydar que aquele mano, no fundo era uma mona, uma visível mona.

Não precisa de Gaydar para perceber que o tal menino é gay, mas ficou a questão no ar uma questão: As mulheres não conseguem ver os trejeitos dos seus namorados e ficantes? Acho que não. Quando eu tinha 12 anos, uma menina vivia correndo atrás de mim, na época, confesso: Eu era bem afeminado, e ela, era cega, uma perturbada que tirou a paz de um gay de 12 anos que queria ser o mais discreto possível, só queria paz, e acabei tendo a escola inteira torcendo pelo o meu romance com a dita cuja. Beijei a mocreia, não agüentava mais o coro “Marcos viadinho”. Foi o meu primeiro beijo.

Ainda no Mc Donalds, o Douglas me contou uma história que me matei de rir: Quando entrou uma nova gerente na empresa que ele trabalha, a vice-presidente a convidou para almoçar, elas foram num restaurante bem bacana. Quando os pratos chegaram, a vice-presidente pediu para o garçom cortar a carne para ela, colocou o prato de lado e continuou conversando com o pessoal que estava presente. Quando o garçom terminou, a nova gerente olhou para ele e pediu para que ele cortasse a carne dela também, ela pensou que aquilo era algum protocolo, algo chique, mas o que ela não percebeu é que a vice-presidente é deficiente, e usa uma prótese. Como ela tem muita grana, a prótese é canadense, quase perfeita, e se não fosse por conta da inércia da mão, ela teria um braço perfeito. Nem preciso contar que a história se espalhou para a empresa inteira, e a nova gerente é motivo de piada até hoje.

Creio que assim como enquadramos o casal como estranhos pelo fato do menino ser visivelmente gay e a menina não perceber, o Douglas e eu também fomos enquadrados por conta das altas risadas que soltamos quando ele estava me contando o caso acima. Na mesma mesa que estavam o primeiro casal, sentou outro casal, eles começaram a rir da nossa risada, mas eles também eram estranhos, pois, estavam ensaiando um texto no Mc Donalds. Acho que eles aproveitam que a parte superior do restaurante é pouco movimentada e vão lá ensaiar, só que ontem foi atípico. É por esses e outros casos que já vi no Mc Donalds, que tenho que concordar com o Airbone: O público do Mc Donalds é estranho, muito estranho. Tenho medo, pois faço parte desse público.

Concurso Cultural – A Guerra de Clara

Quer ganhar de presente o livro “A Guerra de Clara” de Clara Kramer? O Blog Passageiro do Mundo em parceria com a Editora Ediouro lhe dá esse presente. Para isso, basta responder a pergunta abaixo nos comentários do post “A Guerra de Clara”. A melhor resposta receberá um exemplar do livro em qualquer lugar do Brasil.

Você arriscaria a sua vida para salvar a vida de um refugiado de guerra?

As respostas serão aceitas até a meia-noite do dia 5 de dezembro. A melhor resposta será divulgada no dia 8 de dezembro, abaixo da resposta é necessário deixar um endereço de email para contato.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Paixão Nacional

Está mais que provado que bunda, carro e futebol, são as três maiores paixões nacionais que temos no Brasil. Antigamente as mulheres não se manifestavam quanto a essas paixões, mas hoje é diferente: As mulheres comentam de forma pra lá de desinibidas sobra os dotes físicos masculinos, ou femininos, depende da orientação sexual da mulher; muitas mulheres entendem mais de carros do que muitos homens; e hoje em dia, mulheres estão se tornando torcedoras fanáticas.

Minha irmã é torcedora do São Paulo, adora futebol e vive falando de zona de rebaixamento, sobre quantos pontos faltam para tal time cair, e sobre algumas bolas foras de alguns jogadores. Minha sobrinha herdou o gosto da mãe, também torce para SPFC, e com apenas seis anos, já adora assistir um jogo de futebol. Tenho certeza que a Larissa é a filha que muitas mulheres que começaram o movimento feminista queriam ter, uma criança que já está crescendo em igualdade com os outros meninos na questão das paixões que movem o coração de quase todos os Brasileiros.

Quanto a tais paixões, eu não tão diferente. Gosto de bunda e carro, porém o futebol não me atrai, a não ser quando falamos de bunda e pernas no futebol... Nesse caso, fico enquadrado perfeitamente no triangulo da paixão nacional do Brasil. No livro “Como o Mundo Virou Gay?” de André Fisher, ele comenta em uma crônica sobre o fato de alguns gays fugirem a regra e serem apaixonados por futebol, é o caso dele. Há alguns anos, quando eu participada da Comunidade Cristã Nova Esperança (CCNE – Uma igreja freqüentada por gays), um amigo confidenciou-me que tinha vontade de montar um time de futebol gay, ele não conseguiu, não houve interesse, o que eu acho lamentável. O Brasil é o país do futebol, e não tem representatividade na Copa do Mundo de Futebol Gay.

Hoje quando cheguei à empresa, meu pai se antecipou para fechar o portão e acabou amassando o meu carro. Senti uma dor muito forte, parece que o portão ficou preso no meu coração e não no carro. Todos os homens da minha família (meu pai, meu cunhado e eu) têm ciúmes dos seus carros, antes mesmo de eu descer do carro, ele saiu o foi ver o que aconteceu, quando estava saindo do carro, ele já disse: Pode mandar num martelinho de ouro e mande fazer um polimento. Parece estranho, mas isso não basta. O Brasileiro gosta tanto de carro, que não quer que um estranho coloque suas mãos nele. Evitamos o dano ao máximo, para preservarmos o que mais amamos - depois de nossa família – sempre perto da gente.

Concurso Cultural – A Guerra de Clara

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Amigo Oculto

É só se aproximarem as confraternizações de final de ano, para junto com ele vir diversas festas de confraternização de final de ano, junto com o espírito de natal misturado com alguns valores cristãos. Aqui na empresa não foi diferente. Hoje foi o sorteio do Amigo Oculto, junto com o nome, sugerimos alguns presentes, eu sugeri o novo cd da Laura Pausini e o livro “O Caçador de Pipas” Edição especial com ilustrações. Ganhei esse livro da editora, ainda não li, vou esperar o amigo secreto, pois se realmente ganhar o livro, quero ler na nova edição.

O que me surpreende, é a curiosidade que as pessoas têm em tentar descobrir cada um tirou. Várias pessoas vieram perguntar para mim quem eu tirei. Eu respondi que a brincadeira é de amigo secreto, e que a graça de toda essa história é a surpresa... Vai entender o que se passa na cabeça do ser humano para aguçar tanto o fator curiosidade. Curiosidade eu tenho, mas se me dispus a brincar, tem que ser legal, e passará a não ser legal quando não existir a surpresa.

Concurso Cultural – A Guerra de Clara

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Casarão Brasil – Associação GLS

Ontem fui ao coquetel de apresentação do Casarão Brasil – Associação GLS. O Casarão será um espaço de convivência para a comunidade como um todo: gays, héteros, bissexuais e transgêneros, enfim, todas as cores do arco-íris terão representatividade na ONG do Casarão, a mesma foi instituída com o objetivo maior de defender a diversidade de gênero.

O espaço foi idealizado pelo empresário Douglas Drummond. Nos mais de 500m² encontraremos bistrô, cyber café, consultório médico e psicológico, sala de exames para DSTs, lojas, uma simpática barbearia no piso superior, enfim, será mais do que uma ONG, será uma casa para toda a comunidade, na rua mais gay de São Paulo, na Rua Frei Caneca, 1057.

Na noite, encontramos algumas pessoas que fazem acontecer na comunidade gay como: Douglas Drummond (idealizador do projeto), Cássio Rodrigo (coordenador do Cads), Dimitri Salles (advogado da Secretária de Justiça), Soninha (vereadora), Salete Campari (a Drag mais militante do Brasil), André Pomba (DJ residente da Loca), Fabrício Viana (escritor), Zen Salles (dramaturgo), Marcos Fernandes (militante gay e político), Ricardo Aguieiras (escritor e militante), Eduardo Cardoso (Assessor de Comunicação da Cads), Westerley Dornellas (maquiador premiado internacionalmente), enfim, à noite foi prestigiada com muitos nomes badalados, entre eles, alguns artistas globais.

Nos fundos do casarão foi montado um pequeno palco, e nele se apresentou uma banda super simpática. A noite também foi abrilhantada por algumas personagens teatrais maquiados pelo Westerley Dornellas. Na entrada foram distribuídas bexigas vermelhas no formato de laço, uma homenagem ao Dia Mundial da Luta contra a AIDS. Quero deixar os meus parabéns para o Douglas Drummond e todos os nomes envolvidos nesse projeto ambicioso. Sabemos que ser militante num país com tantas raízes religiosas e machistas, não é fácil. Quando levantamos essa questão, vemos que a divida que temos com militantes corajosos como o Douglas Drummond, é incalculável.

Concurso Cultural – A Guerra de Clara

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Dia Mundial da Luta Contra a AIDS

Desde 1981, quando começaram os surtos de duas doenças raras entre jovens homossexuais masculinos nos EUA, e mais tarde em 1984, quando descobriram que tais surtos se tratavam do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), uma doença que destrói o sistema imunológico do indivíduo, o Mundo nunca mais foi o mesmo. As doenças raras se tratavam da pneumocisti carinii, uma forma de pneumonia, e um câncer, o sarcoma de Kaposi que normalmente infectavam homens mais velhos. Em 1985, cientistas conseguiram desenvolvem um teste para diagnosticar a infecção pelo HIV.

Lembro que quando eu era criança, fui levado para fazer exames de sangue para me certificar que eu não tinha o vírus HIV. Minha mãe estava calma, como se estivesse me levando ao pediatra. Creio que ela não sabia das sérias conseqüências que tal doença iria causar nos decorrer dos anos 80. Meses depois do meu nascimento, tive que fazer uma transfusão de sangue, eu era apenas um bebê mas já tinha sérios problemas de saúde. Corri o risco de me enquadrar entre as primeiras vitimas de HIV no Brasil por conta de transfusão de sangue.

Uma amiga da minha mãe, evangélica, e que provavelmente só teve um homem em toda a sua vida, foi vítima do HIV. Em sua segunda maternidade, ela necessitou fazer uma transfusão. Algum tempo se passou, e ela começou a perder peso rapidamente, ela até ficou feliz, pois precisava emagrecer, mas começou a se preocupar quando começou a ficar muito abaixo do seu peso. Ela procurou um médico, e foi diagnosticado que ela tinha HIV. Tempos depois ela faleceu, o caixão foi lacrado. Ela deixou três filhos e o marido. Dos quatro, apenas o filho mais velho não estava contaminado com o vírus. O marido foi para Minas, o escândalo foi muito grande e a convivência deles na sociedade tornou-se impossível. Imaginem: Nos anos 80 as pessoas imaginavam que HIV se pegava com o toque.

Hoje tenho amigos que convivem com o HIV. Apesar de todos os avanços da medicina, sabemos que o coquetel de medicamentos é uma tortura para os que têm que conviver o mesmo. Espero ver um dia a cura da AIDS, mas, antes disso, espero ver uma sociedade consciente, uma sociedade que não troca a sua integridade física por alguns momentos de prazer sem camisinha num sexo casual. Espero que o dia de hoje seja de reflexão, e que a sociedade consiga evoluir na grande luta contra a AIDS.

Concurso Cultural – A Guerra de Clara

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domingo, 30 de novembro de 2008

III Parada Gay de Guarulhos

Hoje (30/11) aconteceu a III Parada Gay de Guarulhos, com o tema "Viva, Ama e Seja - Homofobia não combina com Democracia". Há dois anos participei da primeira edição do evento, confesso que houve um progresso significativo. Na primeira edição tinham algumas centenas de participantes, e a organização contava com um trio elétrico pequeno. Hoje havia aproximadamente sete mil participantes, um trio pequeno e um grande. Houve atraso de quase duas horas para o inicio do evento – um erro inadmissível, pois sabemos como o transito é prejudicado com tais eventos. Na hora da largada alguns militantes se manifestaram com palavras de ordens, e evidenciaram a necessidade de aprovação imediata da PLC 122 e de uma lei que está engavetado na Câmara Municipal de Guarulhos. Se a lei for publicada, colocará a Parada Gay de Guarulhos no calendário oficial do município.

A concentração do evento foi em frente ao PoupaTempo. Deixei o meu carro no Wall Mart, há uns dois quilometro do evento. Imaginei: Deixo o carro mais próximo ao centro, e quando acabar a parada, o local do estacionamento estará próximo. Mas o evento caminhou no sentido contrário, não caminhou para o centro da cidade (o que seria óbvio). A parada acabou saindo da cidade, indo para um lugar sem visibilidade alguma. A via que estava acontecendo o evento tinha uma ótima visão para a Dutra, isso gerou lentidão na rodovia devido a curiosidade dos motoristas. Se a parada caminhasse para o centro da cidade, seria evitado o transito na Dutra, e aumentaria a visibilidade do evento na cidade. As paradas acontecem para conscientizar a comunidade quanto aos direitos do cidadão homossexual, e essa conscientização só virá com a visibilidade do evento.

Quando se aproximaram do local da concentração, o público foi informado que a festa continuaria dentro de um clube. Foi organizada uma festa, e para entrar no evento, o público tinha que adquirir um ingresso no valor de 10 reais. Em nenhum momento isso foi informado nas faixas que divulgava o evento, a omissão dessa informação soou como um grande oportunismo por parte dos organizadores da Parada, representados pelo Movimento Mel.

Infelizmente muitas paradas estão surgindo pelos quatro cantos do Brasil, e muitas estão se esquecendo que do intuito do manifesto, que é a luta dos direitos humanos. A Parada de Guarulhos teve um tom totalmente comercial e oportunista, e, com esse apelo comercial, nos distanciamos cada vez do objetivo principal, que é a conquista dos direitos humanos para o cidadão LGBT. Porque a grande festa foi apenas para quem desembolsou os 10 reais? As Drags envolvidas no evento não eram militantes? Espero que a Parada de Guarulhos ganhe outra tonalidade para o ano que vem, e que façam militância de verdade, e não uma parada com o intuito de levar sete mil pessoas para frente de um ginásio, e na porta do ginásio informar que a entrada está condicionada ao pagamento de um ingresso.

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sábado, 29 de novembro de 2008

A Guerra de Clara

O livro “A Guerra de Clara” conta a história da família da jovem judia Clara Schwarz, hoje Clara Kramer. Na Segunda Guerra Mundial, a família Schwarz vivia na Polônia, na pequena cidade de Zolkiew. Nas mais de 300 páginas do livro, são denunciados os abusos cometidos contra os judeus, que eram obrigados a abrir mãos de seus sonhos, propriedades e familiares.

O destino de Clara foi alterado graças a um anti-semita, que aceitou ajudar a família de Clara e outras famílias que se abrigaram num esconderijo construído pelos próprios refugiados na casa dos Beck. Nos 18 meses que os judeus ficaram com suas vidas a cargo da família Beck, foram inúmeras ocasiões que suas vidas ficaram expostas às mãos sangrentas dos alemães nazistas. A mãe de Clara, que a incentivou a registrar tudo o que a família passou quando permaneceu escondida, queria um documento para denunciar tudo o que a eles sofreram por conta de fatores racistas e religiosos. No final da guerra, uma comunidade de cinco mil judeus que viveram na cidade de Zolkiew, foi reduzida para pouco mais de 50.

O livro é comparado pela imprensa internacional com os “O Diário de Anne Frank” e a “A Lista de Schindler”. Essa comparação se deve ao fato de “A Guerra de Clara” ser baseado num diário, assim como o livro de Anne Frank, e o fato de Clara ser salva por Beck, um anti-semita que tinha fortes ligações com o partido nazista, assim como Schindler, que também pertencia ao partido. Histórias como as de Clara Kramer, Anne Frank e Oscar Schindler merecem serem evidenciadas nos quatros cantos do Mundo. Nunca poderemos deixar que o Holocausto e a sede de extermínio do exército alemão para com o povo judeu sejam esquecidas. Hoje o Holocausto é um motivo de vergonha para a Alemanha, esperamos que essa vergonha nunca entre no esquecimento, pois, enquanto ela existir, o Mundo saberá que mortes como a de Anne Frank e de muitos parentes de Clara Kramer, servem como caráter denunciativo para a humanidade. Nunca poderemos esquecer que existiu o Holocausto contra um povo indefeso.

Hoje, Clara Kramer é uma octogenária, vive nos EUA e dedica sua vida à educação sobre o Holocausto. Em 1982, Clara ajudou a fundar o Holocausto Resource Center, que é uma associação que educa anualmente 1200 professores em história do Holocausto e redução do preconceito. O diário original de Clara encontra-se no Museu do Holocausto dos EUA. Há anos, li “O Diário de Anne Frank”, foi uma história que me deixou extremamente abalado, assim como a história de Clara. Infelizmente Anne Frank não teve a mesma sorte de Clara e dos 1200 judeus salvos por Oscar Schindler, porém, não tenho dúvidas que Anne Frank também teria dedicado sua vida à educação sobre a História do Holocausto frente ao Instituto Anne Frank - instituto que tem representação no Brasil - assim como fez Clara Kramer.

Dados técnicos

Nome do livro: A guerra de Clara
Autores: Clara Kramer e Stephen Glantz
Número de páginas: 336
Formato: 15,5 x 23 cm
ISBN: 978-8500-024-108
Preço: R$ 44,90

Concurso Cultural – A Guerra de Clara

Quer ganhar de presente o livro “A Guerra de Clara” de Clara Kramer? O Blog Passageiro do Mundo em parceria com a Editora Ediouro lhe dá esse presente. Para isso, basta responder a pergunta abaixo nos comentários do post “A Guerra de Clara”. A melhor resposta receberá um exemplar do livro em qualquer lugar do Brasil.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Guerra Contra a Homofobia

Manter uma relação estável não é algo simples, e quando essa relação é gay, os agravantes ainda são maiores:

- No Brasil um gay é solteiro por força da lei. Grande parte da nossa sociedade faz um esforço enorme para não reconhecer a união estável entre dois homens ou duas mulheres.

- Gays são intimidados a não demonstrarem afeto em público, seja na rua, em repartições públicas ou estabelecimentos comerciais. Mesmo com alguns avanços como a Lei 10.948 no Estado de São Paulo, todos nós sabemos que existe uma enorme resistência por parte da sociedade para aceitarem gays em estabelecimentos comerciais.

- A falsa moral pregada por instituições religiosas é muito aceita no Brasil. A aceitação dessa falsa moral é diretamente proporcional ao grau de escolaridade da população. Quando menor o nível de escolaridade, maior a aceitação dessa falsa moral na sociedade.

- Um grande número de religiosos têm se candidatado para nos representarem no legislativo e executivo desse país, são candidatos que obtêm vitórias expressivas nas urnas, essa aceitação se deve ao mesmo fator citado na afirmação anterior. Pessoas com um nível de escolaridade baixa, não são formadores de opinião, são pessoas que carecem do auxílio de um líder, e quando esse líder é um líder religioso, acontece o que vemos no Brasil: uma bancada de religiosos fortíssima no legislativo desse país, religiosos que discriminam em nome de Deus.

- Constantemente gays estão expostos a pressões emocionais. Muitos gays não têm a liberdade de terem uma vida plena, ou seja, não podem ser quem realmente são, têm que viver num constante teatro para a família, amigos e colegas de trabalho.

- Homofobia não é crime no âmbito federal, e as pouquíssimas matérias que temos nos estados e municípios que tratam sobre o tema não são abrangentes, são leis que contém várias brechas que autorizam os cidadãos a continuarem discriminando homossexuais sem uma devida punição. Gays do Brasil não possuem respaldo jurídico para reclamarem quanto ao preconceito por identidade de gênero.

Quando nos preparemos para mais um dia de trabalho e estudo, sabemos que não é somente mais um dia com rotinas, superações e frustrações. Sabemos que, além disso, temos que matar vários leões por dia para sermos gays e estarmos bem com o nosso íntimo. Às vezes, somos obrigados a abandonar nossas forças intelectuais e matarmos tais leões com os dentes, e como ficamos depois disso? Nunca saímos ilesos, as feridas expostas são inevitáveis. Quando elas saram, ainda ficam sempre as cicatrizes, que deixam marcas em nossos corações, marcas que expressam o quanto não somos aceitos pelo simples fato de sermos gays. Temos que conviver com isso, e ainda mantermos uma boa saúde mental para lutarmos pelos nossos direitos, direitos que as vezes duvidamos se iremos conquistá-los em nossa geração.

Manter uma relação harmoniosa com namorados, amigos e familiares que se solidarizam com a nossa causa é fundamental. Não precisamos ampliar a nossa guerra e dividir o nosso exército, a nossa frente de batalham temos que nos unir. E para isso, só liberando o perdão, e esquecendo os fatos tolos que impedem uma vida social completa. Antes de qualquer outra pessoa, nós gays, temos que nos aceitar por completo, isso é fundamental para vencermos a guerra contra o preconceito.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Lady Murfy

Hoje não fui trabalhar, tive que ficar em casa resolvendo um probleminha. Ontem quando estava voltando para casa, ouvi um estrondo embaixo do meu carro. Era o barulho de uma barra de ferro batendo no protetor de Carter, imediatamente olhei no retrovisor e vi quando a barra de ferro ficou na Dutra. Depois disso o carro começou fazer um barulho horrível que vinha do motor, fiquei louco de raiva, o meu petit ami que estava comigo é prova disso.

Lembrei-me que há três meses levei o carro para alguns reparos, e dentre os reparos, foi trocado uma peça do cambio, depois vendo na ordem de serviço vi que a peça chama “coxim”. Levei o carro em outra oficina para saber o que havia acontecido, pois, se levasse logo de cara na mesma oficina que arrumou o carro há três meses, eles poderiam falar qualquer outra coisa que os eximissem de culpa. O mecânico mandou abrir o capô, olhou, deitou embaixo do carro, e depois de analisar me disse que estava faltando a metade o “coxim”, perguntei para ele o que deveria ter acontecido, e ele disse que é uma peça de alumínio, e o desgaste é esperado, então eu disse que troquei a peça há 3 meses, e ele respondeu dizendo que nesse caso trata-se de peça mal colocada, era tudo o que eu precisava ouvir.

Depois da análise, levei carro na oficina que arrumou o carro anteriormente. Nessa oficina o mecânico disse que provavelmente a barra de ferro furou o escapamento do meu carro, ai explica-se o motivo do barulho estrondoso, mas enfim, se o pedaço do “coxim” estragou o meu escapamento, eles terão que colocar outro sem nenhum custo, é obvio. Espero que não seja necessário resolver isso na base da apelação, mas se precisar... Apesar do meu carro não ser da ford, achei engraçado o vídeo abaixo. Temos que superar tudo com bom humor.

A oficina disse que uma barra de ferro que fica ao lado do pneu quebrou, e a mesma quebrou o "coxim", eles ainda não me passaram nada referente a preços, agora não sei o que fazer, falei para eles que fui em outra oficina e que eles falaram que o "coxim" estava quebrado, enfim, vou esperar para ver o que eles falaram quando estiverem com o diagnostico completo. O que eu não posso e não quero, é ser injusto, mas também não quero ser passado para trás.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

A Day Without a Gay – Um Dia Sem Gays

A grande maioria das pessoas só dão valor àquilo que se perde ou não tem. Esse ditado está pra lá de batido, mas nele encontramos uma grande verdade, e, buscando mostrar essa verdade para a sociedade, gays norte-americanos promoverão no próximo dia 10 de Dezembro “Um Dia Sem Gays”. Será um dia que gays de ambos os sexos, não irão ao trabalho, às escolas e às universidades. Também não sairão em passeio pelas ruas e não partirão para o consumo nos centros comerciais. O dia será dedicado a tarefas humanitárias.

Essa estratégia já fui usada com sucesso por imigrantes. Discriminados e explorados, eles pararam um dia e a economia americana sentiu o sobressalto. Gostaria de ver como o mercado brasileiro se comportaria num dia sem gays, como eles ficariam sem o nosso “Pink Money”. Um dia desses no Brasil seria um caos, seria um dia em que a maioria dos hospitais perderiam grande parte dos seus médicos e enfermeiros, atendimento de telemarketing saltaria de uma para duas horas ou mais de espera, salões de cabeleireiros não iriam abrir, enfim, um dia sem filhos, profissionais e amigos dedicados, um dia sem gays, pelo simples fato da sociedade não nos aceitarmos, negando-nos direitos constitucionais básicos para qualquer cidadão viver com dignidade. Seria ótimo se a militância brasileira adotasse essa idéia, só assim poderemos mostrar as contribuições que damos a sociedade.

Para saber mais sobre o protesto, acesse o site http://www.daywithoutagay.org/