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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Neonazistas Ameaçam Militantes Gays

Militantes gays que estão se mobilizando para irem à manifestação que ocorrerá amanhã em virtude do atentando a bomba na Rua Viera de Carvalho com a Rua Vitoria e a morte de Marcelo Barros, 35 anos, que sofreu traumatismo craniano ao ser agredido nas imediações da Praça da Republica, estão sendo ameaçados por neonazistas por intermédio de uma rede de relacionamento.

Com o intuito de nos amedrontar, os neonazistas enviaram uma foto aos divulgadores do evento e o alertaram dizendo: “Você ficará igual a esse lixo”. Se referindo a um rapaz caído atrás deles, que supostamente eles os espaçaram no dia da Parada Gay. A foto é de péssima qualidade, provavelmente foi tirada de um celular, porém, peço que todos que olhem com atenção e se por acaso alguém tiver alguma informação que levem a esses indivíduos, faça imediatamente uma denuncia, pode ser anônima, para o DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) pelo telefone (11) 3311-3985. A foto já foi repassada para o DECRADI e eles estão investigando a veracidade da mesma. A Associação da Parada também enviará a foto para o coronel responsável pela patrulha do perimetro urbano que ocorrerá a manifestação.

A presença maciça da comunidade gay no ato de repútio aos acontecimentos pós-parada é de extrema importância e a contamos com o apoio da Policia Militar que estará nas imediações para garantir a segurança dos participantes. Mesmo com a segurança militas, sabemos que não é aconselhável andar sozinho nas imediações da Praça da Republica, pois são pontos onde gays são freqüentemente agredidos. Nossa segurança é um dever do Estado, porém, temos que nos precaver e zelarmos por nossa integridade física.

Não podemos nos intimidar e as afrontas têm que potencializar ainda mais a nossa resistência e o nosso clamor de “Sem Homofobia, mais cidadania”.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Homofobia Mata

O Dia do Orgulho Gay passou e nos restaram os outros 365 dias de violência que o cidadão homossexual vive ano a ano, aliás, nem no Dia do Orgulho Gay somos poupados da barbárie, descaso político e insignificância social na qual somos submetidos. O dia 14/06/08 ficará para sempre na memória da luta contra a homofobia no Brasil, o dia em que 3,1 milhões de gays, lésbicas e simpatizantes - acompanhados por baderneiros e homofobicos que visaram acabar com a festa -, foram às ruas pedindo pela por “Não Homofobia, mais cidadania”.

Apesar de muitas criticas, umas se referindo à fluidez rápida dos trios elétricos, outras falando da falta de segurança e infra-estrutura e outras apenas se limitando dizer que na Av. Paulista só tinha “gente feia”, a festa realizada foi bonita e de extrema importância para a manutenção do “Movimento Homossexual Brasileiro” e da continuidade das nossas lutas políticas. A Parada Gay mostra para as famílias tradicionais brasileiras que o gay existe, convive na sociedade e que somos um grande numero de oprimidos politicamente.

Há vários anos, ainda quando a Regina Faccini fazia parte da Associação da Parada, ela disse: “Os casos de homofobia aumentam muito nos dias que sucedem a Parada”. Esse fenômeno está bem nítido em nossa sociedade. Ontem, uma vitima da homofobia pós-parada teve sua vida ceifada pela escoria da sociedade, pelos nazistas e religiosos fundamentalistas que se sentem acima de nos por terem uma sexualidade de acordo com uma sociedade heteronormativa. Marcelo Campos Barros, de 35 anos, sofreu traumatismo craniano ao ser agredido depois da Parada Gay.

A morte cerebral dele havia sido confirmada no fim da tarde de ontem, 17/06, e ele acabou morrendo momentos depois, ainda no início da noite. Ele chegou a passar por uma cirurgia e estava na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Marcelo foi agredido na região da Praça da República, no centro de São Paulo, onde a Parada Gay terminou. Amigos do Marcelo afirmam que ele não participou da Parada, pois não gostava de eventos com grandes aglomerações, a vítima era chefe de cozinha do restaurante francês “Le Petit Trou” e estava num ponto de ônibus quando um grupo se aproximou e o espancou. A polícia ainda não tem pistas dos criminosos.

Amanhã (19/06), às 18 horas, amigas do Marcelo irão fazer uma manifestação pela morte do amigo e pedirão pela paz e o fim da violência. A manifestação acontecerá na Rua Fradique Coutinho, esquina com a Rua Aspicuelta, na ocasião, todos usarão branco. Não podemos negar que a Parada Gay foi marcada pela violência, ao todo foram 57 vitimas, dentre elas, 23 atingidas por estilhaços de uma bomba caseira e ninguém foi preso até o momento, porém, não podemos remeter a culpa dessa violência a Associação da Parada. A polícia diz ter pistas que levam aos assassinos de Marcelo, mas não revela maiores detalhes para não atrapalhar a investigação: é o que esperamos. Amigos do Marcelo confirmaram presença na manifestação que ocorrerá no próximo sábado, às 19 horas, na Rua Dr. Viera de Carvalho. Não podemos conviver num estado de guerra pelo simples fatos de sermos homossexuais.

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se pode aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” (Nelson Mandela)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Protesto Contra Violência Homofóbica Pós-Parada

Representantes da Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT), o Fórum Paulista LGBT (FPLGBT) e do Grupo Corsa marcaram para o próximo sábado, 20, manifestação contra os ataques homofóbicos durante a 13ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, realizada no último domingo, 14. O protesto vai acontecer na Av. Dr. Vieira de Carvalho, no centro da cidade, a partir das 19.

A APOGLBT, que organiza a Parada Gay de São Paulo afirma em nota oficial que considera os atos ocorridos pós-parada "marcadamente homofóbicos". Entre eles, o "espancamento na Rua Frei Caneca e o arremesso de uma bomba de um condomínio na Avenida Dr. Vieira de Carvalho". A direção da entidade ressalta que a comunidade LGBT está submetida a tais atos homofóbicos "cotidianamente" e que por meio de oficio encaminhado à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo pede ao órgão "rigor na apuração dos fatos e na punição dos autores de tais atos de violência".

Cerca de 20 gays e lésbicas foram atingidos pela bomba arremessada na Rua Dr. Vieira de Carvalho com a Rua Vitória. O que me impressiona é o fato de nenhum órgão da imprensa tratar o caso como um atentado terrorista, visto que quando acontecem fatos semelhantes fora do Brasil, que há um atentando e sua autoria é desconhecida, a imprensa não deixa de tratar o caso como um atentado. Sabemos que no Brasil temos vários grupos de Intolerância Racial e de Identidade de Gênero.

As associações LGBT chamam a população para colaborar e pressionar pelo fim da homofobia e isonomia dos nossos direitos. O cidadão homossexual não pode continuar invisível diante do Poder Publico, somos um grupo de representatividade e não podemos admitir que o ódio contra o gay continue sendo motivação para o crime. Casos como esse estão tornaram-se rotina na nossa sociedade. O repúdio e participação de todos os LGBT nessa manifestação são de extrema importância. Abaixo, confira na integra a nota emitida pela APOGLBT:

“Nota oficial da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo sobre casos de violência homofóbica pós-Parada

Considerando as manifestações homofóbicas ocorridas em locais de frequência de LGBT após a realização da XIII Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo vem a público manifestar sua indignação e esclarecer que:

a. Como entidade organizadora da Parada, a Associação da Parada trabalha em parceria com a Polícia Civil e Militar para evitar situações de violência e desrespeito à legislação vigente, o que sempre fez da Parada uma atividade pacífica e com baixos índices de ocorrências relativamente às proporções da manifestação;

b. Como entidade ativista pelos direitos LGBT, a Associação da Parada considera que os atos marcadamente homofóbicos que ocorreram após o evento, como o espancamento na rua Frei Caneca e o arremesso de uma bomba de um condomínio na Avenida Dr. Vieira de Carvalho, são expressões da homofobia a que estão submetidos cotidianamente LGBT na cidade de São Paulo e no Brasil. Pesquisas como a recentemente divulgada pela Fundação Perseu Abramo trazem dados que revelam um país marcadamente homofóbico (na pesquisa divulgada pela FPA, 92% de entrevistados em 150 municípios espalhados pelo país reconheceram que existe preconceito contra LGBT e cerca de 28% reconheceram e declararam seu preconceito);

c. Consideramos, ainda, que os casos ocorridos se revestem de especial gravidade, sobretudo pelo significado que adquirem ao atingir integrantes de uma comunidade altamente estigmatizada e violada em seus direitos no dia em que se manifesta em favor do reconhecimento desses direitos;

d. Assim sendo, reiteramos nosso clamor, expresso também por via de Ofício encaminhado pela Associação da Parada, para que a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo atue com afinco e rigor na apuração dos fatos e na punição dos autores de tais atos de violência;

e. Conclamamos, junto a outros grupos LGBT e entidades da sociedade civil da cidade e do estado de São Paulo, a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e a população solidária a comparecer à manifestação "Homofobia, Basta! Justiça, já!", que ocorrerá no próximo sábado 20 de junho, na Av. Dr. Vieira de Carvalho, a partir das 19 horas.

Diretoria da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo

São Paulo, terça-feira, 16 de junho de 2009”

terça-feira, 16 de junho de 2009

Britney Spears: a história por trás do sucesso

Recém lançado pela Thomas Nelson Brasil, o livro: "Britney Spears: a história por trás do sucesso", tem um titulo forte e um conteúdo que deixa a desejar. Escrito em primeira e num um tom confessional, a obra aborda apenas o ponto de vista da Sra. Spears que a todo o momento ser pergunta: Onde foi que eu errei? E se redime dizendo que é apenas uma mãe que sonha/sonhava com a felicidade de sua família e a todo o momento se justifica dizendo que nunca "empresariou" suas filhas.

O depoimento conta intimidades da família e nesse ponto a autora entra em contradição , pois, aponta como o grande fator negativo da fama, a falta de privacidade que acarretou a sua família. As criticas ao marido alcoólatra são constantes e o fracasso financeiro vivido pela família, também é por conta do alcoolismo. Lynne Spears se coloca como uma mãe dedicada que nunca soube dizer não aos pedidos de suas filhas e que não foi a sua ambição que levaram ambas ao estrelato e sim o talento das "meninas".

O drama vivido na ocasião em que Britney sofreu constantes intervenções médicas numa clinica psiquiátrica, é o que mais envolve o leito com a história. A brusca separação de mãe e filha por um período de sete meses também é relatado, assim como a história confusa que envolve “Sam”, um amigo de Britney que se envolveu nos escândalos da cantora, Jamie Spears (pai da cantora) e a Lynne Spears, na ocasião em que Britney passou pelos mementos mais delicados de sua carreira, porém, a história é de difícil entendimento, pois o motivo pelo qual levaram mãe e filha a se separem é omitido.

A mãe de Britney se mostra surpresa com o “preço da fama” e diz que desconhecia os abusos cometidos pela imprensa quanto a exposição das celebridades. No livro, ela confessa que daria tudo para tirar sua filha das mãos dos paparazzis e coloca-la novamente em Kentwood e que um dia Britney terá novamente um “encontro com Jesus” e sua vida voltará à paz tida somente em sua infância de menina interiorana.

Dados Técnicos:

Nome do Livro: Britney Spears: a história por trás do sucesso
Autora: Lynne Spears
Número de páginas: 224
Formato: 15,5 x 23cm
ISBN: 9788578600266
Editora: Thomas Nelson Brasil
Preço: R$ 34,90

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Parada Gay, Eu Fui

Sob o clamor de “Não Homofobia, Mais Cidadania” 3,5 milhões de pessoas atravessaram a Av. Paulista e desceram a Rua da Consolação. Chegamos (o Douglas e eu) a Paulista por volta das 12h30min, o evento já tinha dado sua largada e a multidão que subia a Consolação com destino a 13ª Parada do Orgulho LGBT não parava de chegar. Passamos pelo primeiro carro, que era um carro de protesto sob o comando da ONG carioca Grupo Arco-Íris, o objetivo dos militantes eram arrecadar assinaturas a fim de pressionar o senado federal para a aprovação imediata do PLC 122/2006, passamos pelo segundo que era o da Associação da Parada e ficamos parados no canteiro central da avenida, em frente o Parque Trianon-MASP vendo os trios passarem.

Li em muitos blogs e site criticas a Parada, não sei se foi o vinho que eu tomei, mas achei a Parada maravilhosa, o Douglas, que não tomou nada, também adorou. Aconteceram algumas brigas e “empurra-empurras” onde estávamos, mas as brigas foram apartadas rapidamente e os “empurra-empurras” eram ocasionados quando um trio passava em frente de onde estávamos parados, ou seja, excesso de pessoa: é claro que a “Elza” aproveita para agir nessas horas, mas pelo sétimo ano consecutivo, não fui vitima da mesma.

Quando o último trio, “Stonewall, 40 anos”, passou pelo Trianon, ainda cedo, pois o ritmo da parada foi mais acelerado que nos anos anteriores, segui para a Rua da Consolação. Não me aventurei em pegar a Consolação pela Paulista, desci a Bela Cintra, virei à esquerda na Antonio Carlos, pois o grande fluxo de pessoas na virada (Paulista X Consolação) causa muito tumulto. A Parada terminou muito cedo, porém, acredito que o público não diminuiu, as ruas estavam lotadas e os trios muitos próximos, na consolação vi três trios praticamente colados um no outro e um deles, o do meio, estava com o som desligado.

Avalio a Parada como positiva, ela ganhou o tom político que muitos sempre pediram e questionavam o porquê não o tinha, hoje, esse mesmo grupo, que antes a criticaram continuam criticando por conta da falta dos carros dos clubes na avenida. O que dizer a respeito? A Associação da Parada não promove apenas a Parada Gay, esse é um dos eventos promovidos durante o ano, existem grupos de discussões e mostras de vídeos, além de outros eventos paralelos, e quem paga por isso? Não são os clubes. A maior briga entre as boates e a associação é a cobrança de 10 mil reais como taxa de inscrição para um trio na Parada, não vejo isso como errado, pois a Associação da Parada, assim como qualquer outra organização, tem os seus custos e os mesmos não são arcados pelos empresários do meio LGBT.

Mesmo sem os carros das boates, a Parada Gay foi uma festa linda, colorida e que representa a diversidade. O que pensar das empresas que representam o público gay e que fazem eventos paralelos com a Parada? São empresas que não estão comprometidas com a causa LGBT e não colaboram em nada com as políticas publicas que contemplam o cidadão homossexual, pois ao invés de ajudarem, atrapalham a militância ao tentar tirar o foco da comemoração do Orgulho Gay e as das reivindicações levantadas. Temos que repensarmos nos nossos hábitos de consumo como cidadãos políticos. Será se devemos ir numa boate ou acessar um site LGBT que não se comprometem com a causa gay? No fundo, são empresários interessados no lucro e não nas políticas inclusivas que contemplam o seu público.

domingo, 14 de junho de 2009

Parada Gay 2009

Com o tema “Sem Homofobia, Mais Cidadania – Pela Isonomia dos Direitos!”, a APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo) realiza 13ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que acontece hoje, 14 de junho, a partir das 12h, na Avenida Paulista, o público estimado para o evento é de 3,4 milhões de pessoas. A manifestação contará com 20 trios, com destaque para o da campanha “Não Homofobia!”.

Entre os 20 trios que partirão da Avenida Paulista, na altura do vão livre do MASP (Museu de Artes de São Paulo) em direção à Praça Roosevelt, na Rua da Consolação, estão representadas diversas organizações de cunho social, entidades governamentais e empresas. Haverá o trio em reivindicação à aprovação da parceria civil para lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, e o último que a APOGLBT reserva para fazer uma homenagem.

O grande destaque deste ano é o trio da campanha “Não Homofobia!”, do Grupo Arco-Íris, que tem como missão atuar para promover a melhoria na qualidade de vida de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), além de promover os direitos humanos do público LGBT. O 1º na ordem de partida, estacionará na esquina da Rua Augusta com Avenida Paulista, onde fará coleta de assinaturas para o abaixo-assinado que visa mobilizar a população e pressionar o Senado a aprovar o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/06, que criminaliza a homofobia em âmbito nacional. O trio é o resultado da parceria entre APOGLBT e a ONG carioca Grupo Arco-Íris, que lançou a campanha em outubro de 2008, durante a 13ª Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro, e tem o objetivo de acumular 1 milhão de assinaturas até outubro próximo.

Devido às obras da linha 4-Amarela do metrô, neste ano os trios estarão posicionados do lado esquerdo da Avenida Paulista, em sentido de contramão, para possibilitar a manobra dos carros no momento da curva para Rua da Consolação, onde eles voltam ao sentido correto. A partir das 10h, começa a concentração do público para a Parada Gay e 12h haverá o Ato de Abertura. O metro de São Paulo vai operar com maior número de trens, e com esquema especial de segurança nas estações Paraíso, Brigadeiro, Trianon-Masp, Consolação, República e Sé. Além de cartazes fixados nas estações, o metro emitira mensagens sonoras especificas para quem deseja chegar a Parada.

Confira a lista de trios elétricos e cada posição:

01- Não Homofobia!
02- APOGLBT – trio oficial
03- Ministério do Turismo
04- Disponível.com
05- 155 Hotel
06- Parceria Civil JÁ!
07- UGT (União Geral dos Trabalhadores) / SECSP (Sindicato dos Comerciários)
08- CADS (Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual - SP)
09- Prefeitura da Cidade de São Paulo
10- CRP (Conselho Regional de Psicologia)
11- CUT (Central Única dos Trabalhadores)
12- SEESP (Sindicato dos Enfermeiros)
13- APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo)
14- ABCD’s (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual)
15- Agência TOP
16- Banda do Fuxico
17- Salete Campari
18- Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing)
19- Guia São Paulo de Bolso
20- APOGLBT - Homenagem

sábado, 13 de junho de 2009

Recepção ao Príncipe Indiano

Ontem fui um dia super bacana. Fui com o Douglas e alguns amigos no coquetel de abertura da exposição “Por um Mundo Eclético”, com a presença do Príncipe Indiano Manvendra Singh Gohil. Alguns órgãos da imprensa estavam presentes e apesar do príncipe aparentar estar um pouco perdido com o choque cultural entra Brasil-Índia, ele aparentou ser muito simpático.

A escola de samba Arco-Íris fez uma apresentação com a sua bateria. Uma travesti, provavelmente a rainha da bateria pegou o príncipe para sambar, ele arriscou uns passinhos, mas não passou dos “micos” que vemos os estrangeiros pagarem. O Douglas Drummond, presidente do Casarão Brasil, mostrou que tem samba no pé. Eu fiquei quietinho, pois quanto o assunto é samba, eu sou praticamente um estrangeiro, pagaria tanto mico quanto o príncipe, ou mais, pois eu sou brasileiro, e por esse motivo, muito esperam que eu tenha ginga no pé. No Canadá, diziam que o Douglas (mon petit ami) era um falso brasileiro, pois ele não gosta de samba, futebol, carnaval, churrasco e caipirinha.

Tiramos muitas fotos do evento e vi que muito convidados estavam tirando fotos com o príncipe, também quis tirar. Brinquei com uma amiga: Como você tem mais intimidade com o príncipe, peça para ele tirar uma foto comigo. Pedi isso, pois não sabia como abordá-lo, sei lá. Então ela virou-se para o príncipe e disse apontando para mim (em português): Príncipe, uma foto, uma foto. Achei muito engraçado, pois ele não entendeu absolutamente nada do que ela estava falando.

A organização do evento cometeu uma gafe do tamanho do Mundo, no coquetel foi servido carpaccio. Acho que ninguém se atentou que a vaca é um animal sagrada na índia, um deus para os indianos. Quando eu vi aquela bandeja, confesso que fiquei animado, pois, adoro carpaccio, porém, o grande nome da festa deve ter se retorcido. Saindo da exposição, o príncipe se dirigiu para o Piaf Bar e Bistrô e novamente a gafe se repetiu, o restaurante é francês e com um menu recheado com pratos de carne bovina. Espero que não levem o príncipe para uma roda de samba regada de muita cerveja e um bom churrasco. Só espero que ele não tenha comido nenhum carpaccio por engano, caso contrário, ele terá que entrar no Rio Ganges, onde eles cremam os mortos - muitas das vezes a madeira queima antes do corpo e o rio repleto de restos mortais -, lavam roupas e tomam banho para se purificarem. Creio que o príncipe se lembrara para sempre do Brasil, pois até o seu deus foi sacrificado para recebê-lo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Feliz Dia dos Namorados

O dia dos namorados é comemorado há mais de 2 mil anos em diversos países do Mundo. No Brasil a data foi introduzido em 1950 pelo publicitário João Dória, quando ele criou um slogan de apelo comercial que dizia "não é só com beijos que se prova o amor". A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine´s Day - o Dia dos Namorados realizado em diversos países do Mundo. É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época pobre em festas comemorativas que alavanquem as vendas do comércio de presentes. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes que, desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data.

A data nasceu com um forte apelo comercial e isso aumenta ainda mais a tortura de não ter um namorado nessa época do ano. Os shoppings estão abarrotados de casais apaixonados, os motéis estão lotados e nas ruas vemos o desespero e a correria parabeijar uma boca antes de dar meia noite e não passar o dia em branco. Quando chegamos nessa situação, temos que parar e refletir. Porque não nos amarmos primeiro? Porque não Presentearmos e namorarmos um pouquinho nós mesmo? Só temos que tomar cuidado para não mandarmos flores para e ligarmos no outro dia. No caso da segunda opção, o telefone dará só ocupado e a frustração poderá ser ainda maior.

Recentemente, começou a ser veiculado na televisão um bonito comercial da rede de cosméticos “O Boticário”, nele mostra um casal dando o seu primeiro beijo e a emoção do mesmo sendo representada por uma estrondosa queima de fogos, depois mostra outro beijo com a emoção representada com a explosão de uma casa, depois a explosão de uma lâmpada e por último o estouro de uma pipoca.

O filme nos passa a mensagem de como os relacionamentos sofrem com o tempo e como perdemos as emoções dos primeiros beijos por conta da rotina. Um filme bonito e que mais uma vez nos mostra o quão comercial é a data de hoje. Graças a esse comercial, eu resolvi dar de presente ao Douglas o novo CD do Nando Reis. Há seis anos eu o presenteie com um lançamento do cantor e achei bonita a proposta apresentada pelo comercial, de voltar às primeiras emoções, aos primeiros sentimentos. Creio que a intenção do departamento de marketing da empresa de cosméticos não era que eu comprasse um CD, mas sim um produto do "O Boticário", mas valeu a reflexão. O filme mostra que o que realmente importa não são os presentes, mas sim os gestos mais simples.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

De Repente, Califórinia

Primeiro filme lançado no Brasil com o selo “Filmes do Mix”, "De repente, Califórnia" (Shelter, 2007), trata de um fato delicado a muitos homossexuais ao redor do mundo: a descoberta da sexualidade num meio tão pouco tolerante à diversidade.

O filme retrata a história de Zach (Trevor Wright), jovem cujo sonho é se tornar um artista plástico e conseguir estudar na principal escola de artes da Califórnia. Enquanto isso, ele pega altas ondas para fugir da tensão que enfrenta junto à família e a namorada.

Sua vida passa a ter certo brilho quando surge Shaun (Brad Rowe), escritor bem sucedido que está em crise de criatividade e resolve voltar à cidade natal para passar um tempo e superar o trauma do fim de um relacionamento com outro homem. O moço é irmão do melhor amigo de Zach, que foi embora para cursar a universidade. Em uma tarde os moços se encontram, relembram dos tempos de adolescência e resolvem pegar ondas juntos para matar a saudade.

Logo os dois começam a trocar confidências de suas vidas. Nesse ponto o roteiro do filme acerta em cheio ao mostrar uma faceta nefasta da homofobia. Um grupo de amigos retratado no longa aparenta ser composto de jovens modernos, de bem com a vida. O bairro inteiro sabe da homossexualidade de Shaun e, quando Zach passa a andar cotidianamente com ele, a fofoca entra em cena da maneira como nós conhecemos: mesquinha e mascarada.

De cara ele ignora os comentários por se considerar resolvido sexualmente. Mas, em uma noite, na casa de Shaun, após várias cervejas, os meninos trocam beijos e entregam-se completamente a paixão. Ao acordar, ele sente repulsa e some. Mas aquele sentimento passa a perturbá-lo. Zach entende o que está sentindo, corre para casa do rapaz e eles acabam se entendendo.

Tudo se complica a partir daí. A irmã de Zach, Jeanne (Tina Holme) começa a pressioná-lo a se assumir, dizendo que não quer o seu filho Cody (Jackson Wurth), que tem o tio como referência masculina e paterna, perto de homossexuais. Nesse clima ele fica imerso numa confusão sobre o seu desejo e sufocado por um meio que não aceita a homossexualidade e, se aceita, o faz de forma debochada. O desenrolar é surpreendente.

O longa, que tem direção e roteiro de Jonah Markowitz, traça de forma muito delicada a questão do amor gay surgido no meio hétero e tem a proeza de nos fazer pensar: quantos de nós já não sentimos algo parecido por um amigo? E quantos meninos e meninas não encaram essa situação e na maioria das vezes se afastam de seu grupo para não ter que dar explicações? Talvez, a homofobia social e cordial seja a mais perversa, pois ela não mostra a cara e ataca de forma rasteira, pelas costas.

Fora o roteiro bem produzido e de fácil assimilação, vale destacar a fotografia impecável de "De repente, Califórnia". Aliás, outro lado positivo é a estética do filme: sem a pretensão de ser "cult" ou "under", ela é linear e nem por isso comum. A trilha sonora também é empolgante e chega a nos emocionar em várias cenas. Para quem estiver por São Paulo em virtude das comemorações da Parada Gay, vale a pena passar no Unibanco Arteplex e aprovetar para conhecer o Shopping mais gay de São Paulo.

Serviço:

Unibanco Arteplex - Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569, 3º piso - Cerqueira César
Horários: 14h, 16h, 19h10 e 21h20
No dia 19/06, o filme estreiará no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Nas salas do Unibanco Artiplex.


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Por um Mundo Eclético

Como forma de marcar o mês em que se comemora a Semana do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), a organização não-governamental CASARÃO BRASIL apresenta a exposição “Por um Mundo Eclético”, do artista plástico LEO BRIZOLA, em sua primeira grande mostra em São Paulo.

Artista com 30 anos de carreira e exposições individuais realizadas em importantes instituições como o MAM do Rio de Janeiro e a Grande Galeria do Palácio das Artes em Belo Horizonte, sua arte já ganhou o mundo, tendo sido exibida em Nova York em 2007. Para essa mostra, o artista apresenta pinturas e bordados em dimensões que variam de 20 x 30 cm a 3 x 4 metros de largura. Também será apresentado um vídeo especial criado em parceria com o músico Aum Soham.

A criação do autor pode ser vista não só na pluralidade de temas envolvendo o comportamento humano, que inclui a sexualidade e a ética, mas também na multiplicidade de formatos, suportes e propostas. Sobre sua obra, o artista revela suas influências. Embora o tema da sexualidade não seja o principal no trabalho de Brizola, o assunto acaba sendo abordado em sua arte de várias maneiras. Uma das telas desta exposição, chamada Ganimedes, onde é ilustrada a lenda grega do filho de Europa, uma princesa fenícia que é raptada por um touro e levada até Creta. O touro é um Deus disfarçado com o qual Europa teve vários filhos, dentre eles, o Rei Minos, que é considerado, historicamente, o primeiro personagem bissexual da mitologia grega.

Quinta-feira, dia 11/06, haverá um coquetel de abertura ao evento com a presença do Príncipe Indiano Manvendra Singh Gohil, que desembarca no Brasil a convite do empresário e apresentador Douglas Drumond, presidente do CASARÃO BRASIL. Manvendra pertence a uma das famílias mais nobres e mais antigas do Estado de Gurajat no nordeste da Índia, e que ficou conhecido internacionalmente por declarar publicamente sua homossexualidade contrariando todos os costumes, tradições e leis de seu país.

Serviço:

Exposição “Por um Mundo Eclético”, do artista plástico Leo Brizola
Realização: Casarão Brasil
Abertura para convidados: 11 de junho às 19:00 h
Visitação pública: de 12 de junho a 31 de julho, de segunda a sexta das 11h às 17h
Local: Rua Frei Caneca, 1.057 - Consolação
Entrada franca