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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Estudante vítima de homofobia e do despreparo policial

Mais um ataque homofóbico noticiado recentemente e tem sido cada vez mais significativo e alarmante os números de crimes gerados por homofobia, que vão desde ser expulsos de recintos diversos até agressões físicas e homicídios. Segundo pesquisa do Grupo Gay da Bahia a cada 26h um homossexual ou transexual morreu por homicídio motivado por homofobia no Brasil, no ano de 2012.

E o que mais impressiona é perceber que os setores responsáveis pela nossa segurança não possuem o menor preparo para tratar do assunto e por falta de conscientização negligenciam e não nos trazem a segurança que precisamos até mesmo nas atividades cotidianas.

Depois de serem expulsas do Restaurante Victor, na Lapa, no Centro do Rio, por causa de um beijo, as estudantes Mariana Correia, de 24 anos, e Caroline Pavão, de 21, afirmam ter encontrado dificuldade na hora de registrar a ocorrência policial, conforme informou a Rádio CBN.

As meninas dizem ter levado cerca de quatro horas para concluir o registro na 5ª DP (Mem de Sá), no Centro do Rio, na manhã da quarta-feira (16).

O acontecimento do sábado 12/01 às estudantes na Lapa não é um caso isolado. Para entender a opressão é necessário perceber sua finalidade e o que a legitima, nesse sentido caracterizar as bases que estruturam a sociedade é fundamental para a compreensão real da opressão.

A opressão, claramente, traz inúmeros benefícios às empresas que a utilizam para explorar ainda mais os trabalhadores, nesse sentido, o capitalismo cria e recria a ideologia que justifica a opressão, e na verdade faz parecer natural essa construção histórico-social. Mais um ataque homofóbico noticiado recentemente e tem sido cada vez mais significativo e alarmante os números de crimes gerados por homofobia, que vão desde ser expulsos de recintos diversos até agressões físicas e homicídios. Segundo pesquisa do Grupo Gay da Bahia a cada 26h um homossexual ou transexual morreu por homicídio motivado por homofobia no Brasil, no ano de 2012.

Vivemos em uma sociedade estruturada nas desigualdades econômicas e sociais, somos impregnados a todo o momento de uma ideologia discriminatória, presente na escola, na mídia, em todo ambiente social e utilizada como ferramenta para desagregar os movimentos sociais, os sindicatos dos trabalhadores e o movimento estudantil.

Podemos explicar a ação dos policiais, dos parentes de pessoas homossexuais, e de toda a sociedade entendendo e visualizando a exposição dessas pessoas a esse modelo social capitalista e opressor, no entanto, não podemos permitir que essas atitudes sejam vistas como normais, Desconstruir o preconceito é uma tarefa urgente no Movimento Estudantil e em todos Movimentos Sociais.

Lutar contra esse modelo social opressor não é uma luta apenas dos setores oprimidos, nós trabalhadores e estudantes precisamos nos unir contra a homofobia e o preconceito.

Não podemos mais permitir que direitos sejam negados por simples preconceito e ignorância de alguns em contra posição às aspirações empresarias de outros, cada vez mais os homossexuais sofrem com a falta de emprego e são submetidos a subempregos que os exploram ainda mais que os demais trabalhadores, não são essas as bases sociais que levantamos nas nossas bandeiras.

Nossa luta é pelo direito ao casamento gay, em qualquer cartório e não só nos que se disponibilizarem, pelo direito à adoção sem à restrição por motivo de ser um casal homo afetivo, reivindicamos a educação sexual na escola para conscientizar à população e obter o respeito aos direitos humanos dos homossexuais, a aprovação de leis afirmativas que garantam a cidadania plena da população LGBT, lutamos pela aplicação imediata da PLC122 para criminalizar a homofobia equiparando-a ao crime de racismo, e exigimos que a Polícia e Justiça investiguem e punam com toda severidade os crimes homofóbicos.

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