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sábado, 8 de agosto de 2009

Segredos

Sempre procurei ser um ser humano autêntico. Nunca fui de esconder os meus sentimentos e jamais me calei numa oportunidade de expressar "eu te amo", "gosto de você" ou "você é importante para mim". Com o tempo, aprendi que nem sempre devemos ser tão "verdadeiros ao extremo" e muitos dos nossos sentimentos tem que ficar restritos ao nosso coração, pois quando são expostos, ficamos a deriva de julgamentos alheios e com todos os nossos pontos de conflitos ao alcance de pessoas que possam nos ferir e manipular.

Atualmente encontro-me em silêncio. Da mesma forma que os judeus que sobreviveram ao holocausto se calaram diante de tanta barbárie que presenciaram durante a segunda guerra, eu também me calei. Não sou um homem perfeito, aliás, não tenho pretensão alguma de alcançar esse título, mas em um fator eu tenho a minha consciência limpa: eu sempre amei de forma intensa e não me arrependo disso, se pudesse, faria tudo novamente.

Confesso que sou um pouco extremista em alguns fatores de minha vida e um desses extremos é o amor. Não tenho vergonha de falar que amo ao extremo e não entendo como esse amor possa ser enfadonho, pois a meu ver, amar nunca é demais. Por outro lado, não posso deixar de admitir que o excesso gera o descaso e isso é facilmente provado no mercado financeiro no que diz respeito a oferta e demanda. Na nossa vida pessoal, essa desvalorização em atos e sentimentos em excesso também ocorre.

Mas o mundo se renova a cada dia e não permitirei que um sentimento de rendição tome conta do meu coração. Vou usar a força do amor que existe dentro de mim para moldar uma nova vida, buscar outros amores e experimentar novos prazeres, pois é disse que somos movidos, pelos prazeres que a vida nos proporciona e pela novidade de cada dia e quando essas novidades se fazem ausentes, temos que cria-las. Hoje, procuro um amor que seja bom pra mim, ou quem sabe re-encontrar esse amor perdido no tempo, pois a vida não pode parar, muito pelo contrário, ela tem pressa para continuar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Busca da Felicidade

Creio que se houvesse uma espécie de Google, no qual pudessemos buscar sonhos, desejos e anseios, o top ranking desse buscador seria sem sombras de dúvidas “a felicidade”. Porque o homem contemporâneo busca tanto a "felicidade"? Penso que essa busca é um comportamento condicionado, repetitivo e aprendido durante a nossa existência. Não acredito em felicidade e em minha concepção, o homem não veio ao mundo para ser feliz, nossa própria existência é incompatível com as definições de felicidade que encontramos por aí.

A religião, historicamente, é a maior manipuladora do pensamento humano. Se ligarmos a televisão, em qualquer horário, veremos um líder religioso convidando os seus telespectadores a visitarem sua igreja, prometendo que nela encontraremos a verdadeira felicidade. Que felicidade é essa? A bíblia é enfática ao dizer que “no mundo tereis aflição” e agora eu pergunto: Como podemos ser felizes estando num mundo de constantes aflições? Num mundo que jaz do malígno? Em outros discursos quanto a felicidade, as religiões judaico-cristã nos direciona a acreditar que a verdadeira felicidade virá como recompensa à sublimação do corpo na Terra, ou seja, os religiosos, que vendem a felicidade, não conseguem estabelecer um consenso quanto ao tema.

São muitos os que confundem felicidade com alegria. Estar alegre não significa que somos felizes. Segundo o dicionário Michaelis, alegria significa: 1 Contentamento, júbilo, prazer moral. 2 Regozijo. 3 Divertimento, festa. 4 Acontecimento feliz. Como podemos observar, o termo alegria nos remete aos prazeres momentâneos, as conquistas diárias e muitas das vezes a seqüencia desses acontecimentos é confundida com a “verdadeira felicidade”. No mesmo dicionário, encontramos para felicidade a definição: 1 Estado de quem é feliz. 2 Ventura. 3 Bem-estar, contentamento. 4 Bom resultado, bom êxito, Felicidade eterna: bem-aventurança. Notamos que segundo o Michaelis, felicidade é uma condição imutável, é a felicidade por si só, sem interferência de fatores externos ao nosso corpo.

A felicidade definida nos dicionários, e a mesma felicidade definida por Aristóteles. Em “Ética a Nicâmaco”, Aristóteles defini que “felicidade é, portanto, algo absoluto e auto-suficiente, sendo também a finalidade da ação”, ou seja, a felicidade se justifica por si só, e não pelos atos que praticamos e/ou os que são dedicados a nós. Ainda no mesmo texto, Aristóteles completa que “a felicidade não reside, por conseguinte, na recreação; e seria mesmo estranho que a recreação fosse o fim, e um homem devesse passar trabalhos e suportar agruras durante a vida inteira simplesmente para divertir-se.” Aristóteles nos deixa uma bela critica quanto ao que chamamos de recompensa ao trabalho. O ser humano que trabalha 11 meses e tira 1 de férias e se justifica feliz por conta disso, segundo Aristóteles, ele não é feliz. A felicidade independe da ação, o homem que é feliz, não precisa de meios que justifique essa tal felicidade.

Concordo com a posição de Aristóteles no que diz respeito ao estado de plenitude da felicidade, porém, não acredito que possamos alcançar esse “estado de espírito”, enfim, não acredito na felicidade. Acredito que milhões de pessoas no mundo inteiro buscam algo que na verdade não existe, é utópico. Ao contrário do filósofo, acredito que o homem por si só é vazio e triste e os que se dizem felizes, se apegam as seqüencias de momentos de alegria e estes por sua vez confundem tais momentos com a felicidade.

Temos que nos apegar aos momentos, mas não podemos creditar tais momentos na busca e encontro de um amor ou ao prazer que temos de estar com amigos e familiares, mas sim na harmonia que conseguimos estabelecer por equilibrar tais momentos. Quanto a felicidade, ela é uma verdade inquestionável, é algo eterno e o seu descrédito começa em sua própria definição: nada no mundo é uma verdade inquestionável, tudo é passível de mudanças, nada se permanece imutável, senão, seria irreal. Vamos nos apegar ao momentos de alegria, e, a felicidade, deixamos somente na definição, na apreciação dos poetas e na mente dos amantes incondicionais.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Guia de Etiqueta para o Término de um Relacionamento Afetivo

O término de uma relação é sempre um assunto delicado, às vezes isso ocorre por conta da intimidade que o casal adquiriu ao longo dos tempos ou até mesmo porque a outra parte não espera por uma ruptura. Ontem, conversando com um amigo, fiquei sabendo que o ex-namorado dele terminou ao som de “Seamisai” de Laura Pausini. O ex-namorado do cara não teve coragem de dizer o que sentia e botou a música para rolar.

Achei a idéia péssima, pois além de estigmatizar uma música tão bonita, prova que a pessoa não tem condição alguma para o diálogo e sem contar que não somos obrigados saber italiano a não ser que ele tenha escolhido a versão que a Laura canta com o Gilberto Gil, mas mesmo assim, a idéia foi péssima. Pensando nisso, elaborei um pequeno “Guia de Etiqueta para o Término de um Relacionamento Afetivo”, são dicas simples do que não fazer na ocasião término, pois antes de qualquer coisa, temos que pensar: "Ai, e se fosse no meu!".
  • Nunca termine um relacionamento expressando o que você sente ao som de uma música, trecho de um filme ou recitando uma poesia, a outra pessoa não merece odiar para sempre aquela música, filme ou poesia porque você não soube expressar os seus sentimentos.
  • Não termine no transito, principalmente se você estiver em São Paulo e a pessoa que estiver levando o pé estiver dirigindo. Na verdade, nunca sabemos como as pessoas reagirão nesses casos e o zelo pela integridade física de ambos vem em primeiro lugar.
  • Não termine depois de uma noite de amor, isso poderá gerar uma grande confusão mental no rejeitado, a não ser que a intenção seja castigar e fazer a outra parte se lembrar para sempre do que perdeu, mas se for esse o caso, você não passa de uma vagabunda que não respeita os sentimentos alheios.
  • Nunca termine por Orkut, Twitter, FaceBook ou blogs, ninguém merece ter um momento desses divulgado amplamente na internet, a não ser que o relacionamento seja virtual, mas nesse caso, existe o e-mail.
  • Se você traiu, não termine na presença do amante, ninguém merece estar cara a cara com o grande álibi da separação, ainda mais se o amante for muito mais gostoso e bonito do que o seu namorado.
  • Não termine em datas comemorativas, não importa ser é aniversário do cachorro ou o dia da bandeira, lembre-se, aquele dia será para sempre marcado com esse fatídico episódio.
  • Jamais termine por telefone ou vídeo conferência, a não ser que você tenha uma liminar concedida pela justiça que impeça que o seu namorado se aproxime de você, nesse caso, o fim é inevitável.
  • Não peça para assessores, secretários, procuradores ou seguranças terminarem em seu nome, não existe nada pior do que a falta de uma conversa franca, um face to face.
  • Não termine na presença de outras pessoas, a não ser que o relacionamento seja a três, a quatro e por ai em diante, lembre-se: esse é um momento que diz respeito apenas aos envolvidos na relação.
Espero que essas dicas ajudem a minimizar os estragos gerados com o término de um relacionamento e no caso de dúvidas, coloque-se no lugar da outra pessoa e imagine como você se sentiria caso ocorresse uma ruptura. Quando nos colocamos no dos outros, as chances de errar são bem menores. Os términos sempre são complicados, muitas das vezes são despedidas permanentes e dói saber que aquele alguém que compartilhou tantos momentos foi embora da nossa vida, foi viver e desbravar outros amores.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Dor do Fim

Relacionamentos deveriam ter prazo de validade, um começo e uma data previamente agendada para o termino, e, após isso, continuamos a vida sem grandes agravantes. O rompimento é muito doloroso, muitos comparam a dor da ruptura de uma relação afetiva, com a dor da morte. Quando rompemos, enterramos naquele momento toda uma vida que estaria por vir, os momentos de amor, carinho e reciprocidade, enfim, as trocas que todo o casal tem no decorrer de uma vida a dois. Existem casos que não deveriam ter um começo, meio e fim, devia apenas existir e transcender os limites do tempo. Na verdade, gostaríamos que o "pra sempre" de fato existisse, mas nunca aprendemos que o “pra sempre” sempre acaba e que tudo é eterno enquanto dura.

Meu avô morreu antes do aniversário de 50 anos de casamento, deixou a minha avó sem amparo sentimental. Ele a ensinou a amar, a viver a dois, mas nos quase 50 anos que eles viveram juntos, ele se esqueceu de ensina-lá a viver sozinha, sem o seu cuidado, carinho e dedicação. Fiquei muito triste com a morte do meu avô, não pude ir ao velório e enterro, ele morreu no Paraná e na época não tínhamos condições financeiras favoráveis para que a família inteira viajasse, foi apenas o meu pai. Minha avó morreu um ano e um dia depois por não suportar a convivência consigo mesma, por não reaprender a viver sozinha depois que experimentou a delicia de amar e viver. Sinto saudades dos meus avôs, eles eram carinhosos e nos tratavam com uma particularidade inexplicável.

No enterro da minha avó, eu fui. Isso já tem mais de 15 anos, ela morreu na porta do hospital, não houve tempo para o socorro, ela teve pressão alta e em toda a sua vida, ela nunca apresentou nenhum problema de saúde, era uma velhinha dura na queda. Prefiro dizer que ela morreu de saudades, a pressão alta foi apenas uma resposta que o corpo deu por não agüentar o um ano e um dia que ela passou sem o carinho, com a ausência do meu avô. Fiquei muito abalado quando o caixão desceu a cova, não suportei quando começaram a jogar terra naqueles sete palmos e me refugiei em outro tumulo qualquer, onde olhos alheios não pudessem me alcançar, um primo veio atrás de mim, ele não chorava, creio que suas lágrimas secarram, mas o seu olhar foi confortante, foi um olhar de cumplicidade, que compactuava com a dor que eu estava sentido. Hoje, minha avó descansa ao lado do meu avô.

Nunca estamos prontos para o termino, até mesmo quando recebemos indícios que a relação está chegando ao fim. O rompimento é muito doloroso, ainda mais quando ambos fazem parte do mesmo convívio social, os encontros passam a ser inevitáveis e até mesmo consensuais. Creio que isso ocorre quando no fundo há uma dúvida se o que foi feito é o certo e caso não for, ambos estão ali, no mesmo convívio, sobre certo “domínio”. O fim de uma relação sem intervenção natural da morte pode se chamar de “morte em vida”, pois esse fim representa a ruptura de todos os eventos que viriam a surgir e o cancelamento de todos os planos, até mesmo aqueles que fazemos/fiziamos de forma expontânea, seguindo as rotinas diárias. O fim sempre dói, ainda mais quando existe amor para recomeçar.

domingo, 2 de agosto de 2009

Bareeback e Cinema Pornô: O Impacto no Comportamento Gay

"Gosto de sexo, eu não vou negar
Gosto de cama, não vivo sem ela

Gosto de pornô, de atores bombando

Cenas pre-condom, cavalo sem sela"


O Espaço Entre Homens, da Associação da Parada do Orgulho LGBT discute, NO PRÓXIMO DIA 06/08, o tema: Bareeback e Cinema Pornô: O Impacto no Comportamento Gay

'Bareback' é uma palavra que, em inglês, significa originalmente cavalgar sem sela. Mais recentemente, foi adotada pelos gays para se referir a um conjunto de pessoas que têm fetiche por sexo sem camisinha e não levam em conta o risco de infecção por DST/Aids, ou mesmo utilizam essa probabilidade como um 'tempero a mais' – mas terminou adquirindo um terceiro significado: virou gíria e tem sido usada para se referir a qualquer sexo sem camisinha. Com esse último significado, 'bareback' foi adotado pela indústria do pornô gay: filmes gays bareback = filmes gays sem camisinha.

Desde o início da epidemia de HIV, o cinema pornô gay, ao contrário do heterossexual - que permanece refratário até hoje -, logo adotou a camisinha como padrão em suas cenas. Os filmes anteriores a isso ficaram conhecidos como 'pre-condom' (pré-camisinha).

Os maiores estúdios e principais produtores , como Titan, Falcon, ChiChi LaRue, BelAmi, Colt e Lucas Entertainment, que constituem o que chamamos de "indústria mainstream" mantêm a estratégia do sexo seguro até hoje. O mesmo é seguido pelas produtoras nacionais.

No entanto, de uns anos para cá, produções com características mais amadoras, geralmente gravadas no Leste Europeu e distribuídas sobretudo pela internet, trouxeram uma nova onda ao cinema pornô gay: são os filmes bareback, que, a exemplo das produções mainstream heterossexuais, não usam camisinha.

Inicialmente marginais, esses filmes têm crescido em número e conquistado um público cada vez maior, a ponto de fazer frente aos maiores estúdios – e, dizem os especialistas, de dominar o mercado nos próximos anos!

E agora?

A maior vulnerabilidade dos gays ao HIV é conhecida.

- Seriam esses filmes uma resposta a uma demanda de público, que se queixa(va) de não ter produções mostrando sexo sem camisinha, como os heterossexuais sempre tiveram?

- Será que eles estimulam o comportamento de risco na vida real?

- É uma estratégia comercial ou uma irresponsabilidade social?

- Por que causam mais polêmica que os filmes héteros, indústria em que praticamente todos os filmes são bareback?

Para discutir o tema, a Associação da Parada convida a todos para uma terça feira "Entre Homens" super especial, com direito a comes e bebes, fotos e análises de atores pornôs característicos de cada período (anos 70 até os dias de hoje) e... Trechos de filmes!

Quando?
06/08/2009, às 19h

Onde?
Praça da República, 386 - Sala 22 - Centro
01045-000 - São Paulo, SP
Tel.: (11) 3362-8266

Quem?
Homens gays, bis, trans, múlti, pans, uni... Mulheres, travestis, héteros... Todos são bem-vindos! O convidado especial é João Marinho, editor da revista Sex Boys, com 5 anos de experiência no mercado erótico nacional, e apreciador inveterado de filmes pornôs.

Sobre o Entre Homens
Gerenciado por Murilo Sarno, o Espaço Entre Homens é uma iniciativa da Associação da Parada do Orgulho GLBT que visa a refletir com o público gay, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino. Todos são convidados a participar, e a entrada é franca.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Dia do Orgasmo – Um Dia Para Ser Comemorado a Dois e/ou a Três...

Orgasmo, quem nunca teve um? Parece ser uma pergunta boba, obvia, mas hoje em dia são muitos os que têm problemas que envolvem o prazer sexual. Esses problemas afetam principalmente as mulheres. Especialistas apontam que pelo menos 50% das mulheres sofrem pela falta de orgasmo, dificuldade de excitação ou dor durante o ato sexual; cerca de 12 milhões de homens têm algum problema de disfunção sexual e os médicos apontam que uma conversa franca e sem preconceitos, com o parceiro, é o melhor remédio. Vários fatores podem ocasionar a dificuldade do orgasmo, a falta de excitação pelo parceiro sexual é um deles e isso é mais comum do que muitos imaginam.

O dia foi criado por redes de Sex Shop da Inglaterra, como boa parte das datas comemorativas, essa também foi criado por conta de interesses financeiros, porém, não podemos negar que a data gera discussões importantes em torno do tema. Na Inglaterra, o caso é ainda mais sério que no Brasil: lá 80% têm dificuldades para sentir prazer no ato sexual, no Brasil 27,7% das mulheres nunca sentiram um orgasmo, creio que lá, no Reino Unido, o numero é bem maior. A masturbação, o toque, o autoconhecimento do corpo é fundamental para chegar ao orgasmo.

O orgasmo pode ser atingido por estimulação direta ou indireta do pênis ou clitóris. Esta estimulação pode ser causada pela atividade sexual, masturbação, sexo oral, sexo sem penetração, por vibrador ou eletro-estimulação. Qualquer estimulação sexual no pênis ou no clitóris pode, eventualmente, resultar em um orgasmo. Mas este também pode ser atingido pela estimulação de outras zonas erógenas. Na ausência de estimulação física, pode-se chegar ao orgasmo através de estimulação psicológica (como na polução noturna, que é uma ejaculação involuntária que ocorre durante o sono).

Lembro-me até hoje da minha primeira ejaculação noturna. Eu era um garoto ingênuo, não sabia nada referente a sexo e imaginava que o pênis era apenas para fazer necessidades fisiológicas e que minha mãe ficou grávida devido à vontade intensa que ela teve de ter um bebê. Se fosse assim a vida seria muito fácil, e muitas crianças indesejadas não estariam no Mundo. Quando isso ocorreu comigo eu fui perguntar para a minha mãe o que havia acontecido, ela ficou com vergonha e mandou-me ir perguntar para o meu pai, coisa que eu não fiz. Minha família sempre foi muito conservadora devido às heranças religiosas e por conta disso, só vim saber o que tinha ocorrido comigo anos depois.

Infelizmente não sabemos lidar com a educação sexual. Se houvesse uma orientação social nesse sentindo, tenho certeza não teríamos tantos homens e mulheres com dificuldades de terem prazer sexual, conhecer o seu corpo e serem livres de preconceitos. É fundamental para um sexo prazeroso o conhecimento do próprio corpo, mas sabemos que muitas mulheres convivem com o preconceito por serem mulheres, na infância tudo que remete a sexo os pais dizem que são coisas de meninos. As meninas são criadas como bonecas, sem o direito de sanar qualquer dúvida quanto ao sexo. Infelizmente, quando muitas delas tem uma experiência sexual, voltam grávidas para casa, fato que poderia ser evitado se houvesse uma mentalidade aberta para a educação sexual para as crianças.

Curiosidades Sobre o Orgasmo

- A palavra orgasmo vem do grego orgasmós que significa "ferver de ardor".

- O orgasmo tem duração de cerca de 2 a 10 segundos no homem, na mulher a duração do orgasmo é de cinco a dez segundos a mais que o masculino. Em algumas mulheres, já foram medidos orgasmos de até 1 minuto. (Que inveja, eu gostaria de ter 1 minuto de orgasmo).

- Na hora do orgasmo, as paredes da vagina soltam uma descarga de 244 minivolts. Cinco mulheres produzem energia suficiente para acender uma lâmpada de um volt.

- O orgasmo de um coelho dura apenas quatro segundos.

- Na idade média as mulheres evitavam ter orgasmos durante a menstruação. Para que seus filhos não nascessem ruivos. (O que tem haver o c* com a cueca?).

- Kim Cattrall, a Samantha do Seriado Sex and The City, recusou inicialmente o papel na série. Com o posterior sucesso da sua personagem, escreveu um livro chamado Satisfação: A Arte do Orgasmo Feminino.

- A atriz Regina Duarte encenou o primeiro orgasmo na televisão em 7 de Junho de 1979. Ele ocorreu no seriado Malu Mulher. Numa cena de sexo com Mário (Paulo Figueiredo), a câmera focalizou a mão fechada de Regina, que se abriu como num espasmo.

- Em 1593, um inquisidor médico relatou a existência do clitóris pela primeira vez. Ao observar uma mulher acusada de bruxaria, ele descreveu o órgão como o bico do seio do diabo.

- No Brasil, o Dia do Orgasmo é comemorado por alguns municípios em diferentes ocasiões. Vila Velha (ES) o celebra em 31 de março; Esperantina (PI), em 09 de maio. Há também o Dia do Primeiro Orgasmo na TV (festejado pelos cariocas em 07 de junho) e o da Orasmoa (criado pelo Jornal "O Norte On Line" em João Pessoa (PB)).

- Durante a ejaculação, o esperma viaja a uma velocidade de 10 km/h e sai a uma temperatura de 36 graus. Os batimentos cardíacos do homem podem chegar a 150 por minuto no orgasmo. (Quanta emoção!).

- A Sociedade de Cardiologia do Rio de Janeiro constatou que em uma relação sexual na qual se demore 7 minutos para se chegar ao orgasmo, se gasta energia equivalente a uma caminhada de 700 metros feita em 10 minutos. Além disso, o coração de pessoas entre 20 e 35 anos atingem 130 batimentos por minuto no pico do prazer (em repouso, os batimentos giram em torno de 90 bpm). (Levando isso em consideração, vale mais a pena fazer sexo do que caminha na esteira).

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Homofobia – O Preconceito nas Escolas

A “Agência Brasil”, agência de notícias mantida pelo governo brasileiro e administrada pela Radiobrás, acaba de publicar uma reportagem que denuncia a homofobia nas escolas. A reportagem aborda o preconceito nas escolas, apresentando a temática a partir da perspectiva de educadores, psicólogos e das próprias vítimas.

A reportagem aponta que nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais. O dado faz parte de pesquisa divulgada recentemente pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e revela um problema que estudantes e educadores homossexuais, bissexuais e travestis enfrentam diariamente nas escolas: a homofobia. O levantamento foi realizado com base em entrevistas feitas com 18,5 mil alunos, pais, professores, diretores e funcionários, de 501 unidades de ensino de todo o país.

Discriminação afeta desempenho escolar de alunos homossexuais, muitos gays deixam de freqüentar as salas de aula para fugirem do preconceito instaurado nas salas de aula. Na escola, eu passei por isso, na maioria das vezes ficava quieto, mas houve casos que eu parti para a agressão física e fui parar na diretoria por conta disso. Vejo o preconceito também por parte dos educadores, pois os mesmos não advertem com rigor os pequenos homofobicos que eles estão formando.

Um grande agravante na formação acadêmica nas escolas é a ausência do debate sobre a diversidade sexual nos livros didáticos adotados pelo MEC. Os livros tratam de temas de famílias chefiadas por mulheres, mas ignoram as “famílias alternativas” que são as que compõem os pais e mães gays e se não existe uma abordagem no material didático dos alunos, como cobramos dos educadores posturas efetivas para o combate a homofobia escolar? Os professores não estão preparados para lidar com essa questão e orientar a sociedade para a aceitação da diversidade sexual.

A religião de professores ou da equipe pedagógica da escola também costuma interferir no tratamento dispensado a alunos homossexuais. O presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, diz que muitos educadores levam para a escola “seus conceitos religiosos e fundamentalistas”. Ele defende que uma capacitação para a educação sexual, em seu sentido mais amplo, facilitaria a compreensão. O estudo mostra casos de coordenadores que usam argumentos religiosos para condenar o relacionamento entre alunos do mesmo sexo.

Travestis e transexuais são as maiores vítimas da homofobia dentro da escola. Educadores, psicólogos e entidades consultados pela Agência Brasil são unânimes ao afirmar que esse público é o mais afetado. Para fugir da discriminação, muitas vezes a saída é abandonar os estudos. “É raríssimo encontrar uma travesti no ensino médio”, afirma o educador Beto de Jesus, representante na América Latina da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA). Temos que fazer valer os nossos direitos constitucionais e não permitir que essa homofobia velada ao adolescente LGBT persista no sistema educacional brasileiro.

Para conferir a matéria, os depoimentos, os dados estatísticos e o material de áudio, acesse o site da Agência Brasil.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Homofobia na Mídia

A “RedeTV!” foi condenada pela 2ª Vara Cível de Barueri a indenizar em 80 salários mínimos um casal de lésbicas que participou recentemente do programa “Superpop”, apresentado por Luciana Gimenez. Na ação, a psicóloga Valéria Melki Busin e a servidora pública Renata Junqueira de Almeida alegaram que houve discriminação pela orientação sexual durante exibição do programa.

O casal foi convidado para debater a homossexualidade e o preconceito enfrentado na sociedade. Valeria e Renata alegam que a discussão foi pautada num “show bizarro” e com “clima hostil” à orientação sexual. Quem já teve a oportunidade de assistir algum debate promovido pelo “Superpop” não se surpreende com as declarações das militantes. As discussões são sempre fundamentadas por declarações moralistas e com a péssima intermediação de Luciana Gimenez.

A ação também foi impetrada contra o advogado Celso Vendramini (participante do debate), acusado pelo casal de "trazer informações injuriosas" aos homossexuais em geral. Segundo a psicóloga e a agente pública, opiniões preconceituosas e comentários como "homossexuais deveriam viver entre duas paredes" foram levantados pelo convidado do programa.

A emissora alegou que o programa teve por objetivo "trazer aos telespectadores um melhor esclarecimento ao assunto" e que o casal participou sob livre espontânea vontade. A RedeTV! afirmou ainda que a discussão não fosse premeditada e que as participantes poderiam ter solicitado se ausentar da polêmica. Na ação, o juiz afirmou que houve excessos durante a exibição do programa. Segundo ele, os fatos não se limitaram a livre manifestação de pensamento, mas sim em comentários que violaram a honra e a imagem das convidadas.

Outro caso que chamou a atenção da Militância Gay foi o de Danilo Gentili do CQC, programa exibido na Band. Na madrugada do dia 25/07, o “repórter inexperiente” postou em seu Twitter o comentário: "King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?", a declaração de Gentili saiu do ambiente virtual e foi para na MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo). O caso foi encaminhado a um procurador, que vai apurar se houve ou não racismo.

Momentos após Gentili escrever sobre o "King Kong", ele tentou se justificar, só que conseguiu ser ainda mais infeliz do que na primeira declaração, ele postou: "Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" Mais de uma vez, ele tentou se justificar. "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com cara porque é famoso. A cabeça de vocês que têm preconceito." Danilo Gentili é um formador de opinião e tem em seu Twitter mais de 170 mil seguidores.

Não podemos admitir que alguém capaz de interagir com milhares de pessoas use suas ferramentas de comunicação de forma irresponsável, é inadmissível usar a mídia que temos disponíveis para segregar as "classes de minorias". Espero que o Ministério Público ensine para Gentili o porquê não é recomendável chamar Negros de King Kong, Gay de Veados e Gordos de Baleia, ou ele não sabe o que é segregação social?

terça-feira, 28 de julho de 2009

A Proposta

Sábado passado, assisti o filme “A Proposta” com a maravilhosa Sandra Bullock e o gostoso do Ryan Reynolds. O filme conta a história de uma poderosíssima editora de livros Margaret (Bullock) que se vê prestes a ser deportada para o seu país de origem, o Canadá. Para resolver os seus problemas com a imigração, ela declara que noiva de seu desprevenido e injustiçado assistente Andrew (Reynolds), que ela atormenta há anos. Ele concorda em participar da farsa, mas com algumas condições, que ela, apesar de durona, aceita. O casal viaja para o Alasca para conhecer a excêntrica família dele que os colocam em diferentes situações cômicas. Com o casamento improvisado sendo organizado e o oficial de imigração atrás deles, Margaret e Andrew seguem seu plano, apesar das conseqüências acarretadas caso o plano de errado.

“A Proposta” é um filme despretensioso, não visa o acumulo de prêmios e nem levar a sociedade refletir sobre a questão na imigração que ganha pauta no mundo atual, porém, deveria ser uma excelente oportunidade para tratar do tema de “como os países ricos estão tratando seus imigrantes”. O enredo do filme não é uma mera ficção, recentemente assistimos a dura pressão que a imigração espanhola anda fazendo com os brasileiros, chegando a impedir de entrar no país uma professora universitária contratada por uma universidade daquele país.

O objetivo do filme é entreter e isso é feito com maestria. Sandra Bullock, com seus 45 anos mostra-se uma atriz madura e em plena forma física, já o “garotão” canadense, Ryan Reynolds, com os seus 32 anos, mostra-se um ator pontual, com um humor mais ponderado e a altura da brilhante atuação de Sandra Bullock. Em dado momento o Douglas virou-se para mim e disse: “Controle-se”. Eu não conseguia parar de rir, depois ele fez a ameaça que sempre faz quando assistimos comedias: “Nunca mais assistirei comédias com você”. O filme é divertido e a garantia de boa risadas é certa. E quem me conhece, sabe que eu não perco a oportunidade de dar boas risadas.

Ficha Técnica:

Título Original: The Proposal
Gênero: Comédia
Diretor(es): Anne Fletcher
Roteiristas: Pete Chiarelli
Ano de Lançamento: 2009.
Elenco: Sandra Bullock, Ryan Reynolds, Mary Steenburgen, Craig T. Nelson, Betty White, Denis O’Hare, Malin Akerman, Oscar Nuñez, Aasif Mandvi, Michael Nouri.
Duração: 107 minutos.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Conhece-te a Ti Mesmo

Dizem por ai que o maior inimigo dos relacionamentos é o tempo e isso me causa estranheza. O mesmo tempo que é maléfico para as relações, também pode ser um fator preponderante para o sucesso quando olhamos a situação por outra ótica. Com o tempo adquirimos intimidades, passamos a conhecer as pessoas que nos rodeia melhor do que elas mesmas e começamos a trocar cumplicidades que só o “tempo amigo” consegue estabelecer, como por exemplo: conversar somente com os olhares. O tempo pode ser uma ponte e/ou um muro nos relacionamentos afetivos.

O muro se estabelece quando com o passar do tempo passamos ver aquela pessoa que dividiu tantos momentos conosco como um peso, passando a enxergar apenas defeitos e dissabores e nos esquecendo das qualidades que um dia foi pauta na conquista do amor. A ponte se estabelece, quando usamos o tempo vivido como um elo. Conhecemos bem os defeitos e as qualidades pertinentes aquela pessoa, mas, por opção, preferimos ressaltar apenas as qualidades que fizeram nascer o objeto do amor compartilhado.

O “conhecer” tem um poder que muitas das vezes desconhecemos. Quando conhecemos o intimo de uma pessoa, somos capazes de destruí-la. Sabemos os pontos fracos, o que aflige e incomoda e com as palavras lançadas podemos levar essa pessoa ao completo aniquilamento. O conhecimento é benéfico, quando utilizamos a construção da intimidade mútua para ressaltar as qualidades provenientes das pessoas e motivá-las para o crescimento social. A falácia tem um poder intangível e na maioria das vezes ela não é usado para a promoção do bem estar coletivo.

O poder do “conhecimento” foi pauta de discussão de Sócrates, o filosofo que é tido como o divisor de águas na filosofia. Sócrates, assim como Jesus e outros poucos pensadores, não deixou nenhum trabalho manuscrito, tudo o que sabemos dele tornou-se público através dos seus discípulos, entre eles, o grande filosofo Platão. A inspiração do pensamento socrático veio da inscrição no Templo de Apolo que dizia: Conhece-te a ti mesmo. Sócrates dizia que deveríamos nos preocupar menos com o “mundo das coisas” (riqueza, fama, poder) e nos preocuparmos mais com nos mesmos, com o nosso intimo. O que acontece hoje é o contrário, nos preocupamos mais com a matéria e o intangível deixamos para segundo plano, dando poder ao inimigo, não conhecendo os nossos limites e nos deixando a mercê das manipulações alheias.

Hoje, por conta do “mundo das coisas”, conheço pouco de mim mesmo. Estamos muito preocupados com fama, poder e riqueza para perder tempo com a manutenção do nosso próprio intimo. Tornou-se muito mais prazeroso conhecer os segredos alheiros do que desvendar os mistérios contidos em nossa alma, solucionar os problemas do nosso coração. Não conheço os meus limites e isso é preocupante e pode me condenar a morrer como um velho elefante amarrado numa estaca por não conhecer a força que tenho e ficando a mercê de quem me rodeia.