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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Campanha da Secretaria de Estado da Cultura seleciona vídeodocumentários curtos sobre a população negra

A Secretaria de Estado da Cultura está com as inscrições abertas para a campanha participativa “Nós, os afro-brasileiros”, visando à conscientização para a diversidade étnica e cultural. Qualquer pessoa pode se inscrever com pequenos vídeodocumentários de 3 a 5 minutos, apresentando personagens, fatos, lugares e histórias que tenham como base o fortalecimento da população negra. As inscrições podem ser feitas pelo site www.cultura.sp.gov.br/generoseetnias.

Pensada dentro das comemorações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, declarado em 2011 pela Organização das Nações Unidas, a campanha “Nós, os afro-brasileiros” estimula a produção do público, que terá seu material avaliado pelo curador Jéferson DE. Os 40 vídeos selecionados serão editados num DVD produzido pela Secretaria de Estado da Cultura e exibidos em mostras. O tema dessa campanha foi escolhido através de parceria com o Museu Afro Brasil.

“A cultura é um dos caminhos para transformar as pessoas e a sociedade. Realizando campanhas como esta, estamos agindo diretamente para reduzir preconceitos, promovendo o reconhecimento e o fortalecimento de grupos hoje discriminados”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.

A ação é coordenada pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias que, desde 2007, realiza campanhas com foco no combate às discriminações e no fortalecimento das identidades. Neste ano, além de “Nós, os afro-brasileiros”, foram lançadas também “Laços afetivos”, com foco na diversidade sexual, e “Pela arte se inclui”, que reunirá exemplos de ações e projetos de inclusão de pessoas com deficiência.

Em “Laços afetivos”, o público poderá contribuir com crônicas, depoimentos e reportagens sobre as relações familiares, de amizade, no trabalho e na escola, entre pais e filhos heterossexuais ou homossexuais. Os melhores trabalhos serão selecionados pelos curadores Laura Bacellar e João Federici; os ganhadores farão parte de um livro.

Já em “Pela arte se inclui”, os melhores exemplos de trabalhos ligados à inclusão de pessoas com deficiência nas áreas da literatura, dança, fotografia, teatro, canto, música, circo, desenho e cinema também vão compor um livro/catálogo e participar de programação montada por ocasião das datas comemorativas de pessoas com deficiência.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

I Conferência Livre LGBT da Região Oeste

No dia 16 de outubro de 2011, domingo, será realizada a I Conferência Livre LGBT da Região Oeste SP, como tema: Liberdade, Igualdade e Direitos. A sede escolhida foi a cidade de Barueri. O evento acontece na Fatec Barueri – Rua Carlos Capriotti, 123 – Centro, das 09 horas, quando acontece o credenciamento dos participantes até as 18:30 horas, com festa de encerramento na Blits Club, a partir das 19 horas, com entrada gratuita para os credenciados.

As cidades participantes são: Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus e Cajamar, onde seus representantes discutirão propostas de política públicas voltadas ao público LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

A realidade nos mostra que ainda há muito a ser feito para que os LGBT da grande São Paulo possam levar uma vida digna, ter seus direitos garantidos e se sentirem seguros, diz: Ivair Souza, membro do Grupo Diversidade Barueri, que organiza a conferência.

Os objetivos da I Conferência Livre LGBT Região Oeste SP são:

1. Explanar sobre as deficiências e necessidades de ações voltadas ao público LGBT, e sobre o que há de concretizado em âmbito municipal, estadual e nacional sobre os direitos e deveres da comunidade, através de palestras;

2. Avaliar e propor diretrizes para a implantação de políticas públicas voltadas ao combate à discriminação e à promoção dos direitos humanos e cidadania da população LGBT nos municípios de Barueri, Osasco, Carapicuíba, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus e Cajamar, no estado de São Paulo e no país;

3. Avaliar a implantação e execução do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT e propor estratégias para o seu fortalecimento;

4. Propor diretrizes para a implantação de políticas públicas de combate à discriminação da população LGBT;

5. Propor a criação de Coordenadorias da Diversidade Sexual nos municípios participantes, com vistas a unificar valores através de outras Coordenadorias como do Negro, da Mulher, da Juventude, das Pessoas com Deficiência e outras inseridas na vulnerabilidade social.

Os índices de violência homofóbica chamam a atenção, assim como a carência de serviços públicos voltados para o segmento, comenta Denilson Costa, outro membro do grupo.

Esse Encontro deverá também encaminhar representantes para a II Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos de LGBT – São Paulo, que será realizada nos dias 28, 29 e 30 de outubro de 2011, buscando eleger representantes da região oeste da grande São Paulo para a II Conferência Nacional.

Serviço:

Local: Fatec Barueri – Rua Carlos Capriotti, 123 – Centro – Barueri - SP
Data: Dia 16 de Outubro de 2011 – Domingo
Horário: das 9h às 18:30 horas.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

II Conferência Estadual LGBT e Etapas Regionais

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania promoverá, nos dias 28, 29 e 30 de outubro de 2011, a II Conferência Estadual de Políticas Públicas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, em parceria com os demais órgãos governamentais e instituições da sociedade civil organizada.

Esta etapa que antecede à II Conferência Nacional LGBT, prevista para ocorrer em dezembro próximo, em Brasília – D.F., tem por objetivo discutir e propor diretrizes para a implementação de políticas públicas para a diversidade sexual, além de avaliar e propor estratégias para fortalecer o Plano Estadual de Enfrentamento à Homofobia e Promoção da Cidadania LGBT, bem como eleger as(os) delegadas(os) para a Conferência Nacional.

A expectativa é de que 400 pessoas participem dos três dias de discussão, além de 30 convidadas(os) escolhidas(os) pela Comissão Organizadora.

A comissão organizadora possui representantes das seguintes redes do movimento LGBT organizado: Fórum Paulista LGBT, Fórum Paulista de Travestis e Transexuais, Fórum Paulista da Juventude e Conexão Paulista LGBT, além de outras instituições como OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), CRP-SP (Conselho Regional de Psicologia) e CONDEPE-SP (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana)

Para estimular a participação da população LGBT do interior do Estado serão realizadas algumas conferências regionais até o dia 12 de outubro.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Secretaria de Estado da Cultura lança campanhas de conscientização para a diversidade

A Secretaria de Estado da Cultura promove nesta terça-feira (27/9) o lançamento oficial de três campanhas culturais de participação popular, visando a conscientização para a diversidade cultural.

Todas as ações terão como base a participação ativa da população, que será estimulada a contribuir com fotos, vídeos, histórias ou outras manifestações artísticas sobre os temas. O evento de lançamento terá início às 10h, no auditório da Secretaria de Estado da Cultura.

A cultura é um dos caminhos para transformar as pessoas e a sociedade. Realizando campanhas como estas, estamos agindo diretamente para reduzir preconceitos, promovendo o reconhecimento e o fortalecimento de grupos hoje discriminados”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo. Todas as ações serão coordenadas pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias que, desde 2007, realiza campanhas com foco no combate às discriminações e no fortalecimento das identidades.

Pensada dentro das comemorações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, declarado em 2011 pela Organização das Nações Unidas, a campanha “Nós, os Afro-brasileiros” vai estimular o público a produzir pequenos vídeodocumentários apresentando personagens, fatos, lugares e histórias visando ao fortalecimento da população negra. Os melhores vídeos serão selecionados pelo curador Jefferson DE e depois exibidos em mostras. O tema dessa campanha foi escolhido através de parceria com o Museu Afro Brasil.

Já a campanha “Laços afetivos” terá como foco a diversidade sexual. O público poderá contribuir com crônicas, depoimentos e reportagens sobre as relações familiares, de amizade, no trabalho e na escola, entre pais e filhos heterossexuais ou homossexuais. Os melhores trabalhos serão selecionados pelos curadores Laura Bacellar e João Federici; os ganhadores farão parte de um livro.

A campanha “Pela arte se inclui”, por sua vez, buscará reunir exemplos de ações e projetos de inclusão de pessoas com deficiência por meio da cultura - companhias de dança formadas por cadeirantes, balé para meninas com deficiência visual, fotografia para auxiliar a inclusão de pessoas com problemas de cognição são alguns exemplos. Os melhores relatos de exemplos de inclusão nas áreas da literatura, dança, fotografia, teatro, canto, música, circo, desenho e cinema também vão compor um livro.

Na mesma ocasião, serão lançados também o site oficial da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, onde a população poderá se inscrever para participar das campanhas, o DVD do 4º Encontro Paulista de Hip-Hop e o 5º Encontro Paulista de Hip Hop.

Desenvolvido nos bairros negros de Nova Iorque o Hip-Hop conquistou a população e hoje é uma arte conhecida em todo o mundo. O V Encontro Paulista de Hip-Hop tem articulação da Assessoria de Projetos para Hip Hop e seu objetivo principal será ajudar o Hip-Hop a ser reconhecido e valorizado como uma arma poderosa para o desenvolvimento de políticas públicas que fortaleçam a igualdade racial no Estado de São Paulo.

Serviço:

Lançamento das Campanhas Estaduais de Cultura
27 de setembro de 2011 – 10h
Auditório da Secretaria de Estado da Cultura
Rua Mauá, 51 – Luz

Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado da Cultura

Renata Beltrão: 2627-8164 – rmbeltrao@sp.gov.br
Thiago Sogayar Bechara: 2627-8162 – tbechara@sp.gov.br


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sobre Tentativa de Assalto e Internação Compulsória

Recentemente saiu na mídia que a Prefeitura Municipal de São Paulo está a um passo de legalizar a internação compulsória de viciados em drogas que vivem em situação de rua. Quando vi a noticia, fiquei estarrecido, achei um absurdo tal ato, pois um tratamento de desintoxicação depende muito mais da vontade do paciente, do que dos recursos disponíveis aplicados. Ainda mantenho a minha posição e tenho certeza que tal ação, se aprovada, será pouco eficiente nos seus objetivos.

Alguns amigos defenderam que a questão é bem mais ampla e que a internação compulsória viria para sanar parte dos nossos problemas de segurança pública, pois muitos desses usuários de drogas passam a cometer pequenos delitos a fim de conseguir dinheiro e objetos para depois trocar por drogas ilícitas. Mesmo com essa explanação, me coloquei contra a questão, pois de nada adiantará um tratamento realizado mediante uma internação forçada.

Terça-feira (06/09), saindo da Secretaria de Estado da Cultura, local onde trabalho, estava caminhando até o Largo do Arouche, caminho que sempre faço a pé. Passei por um menino de rua, que deveria ter no máximo 12 anos. Ele me pediu 50 centavos, eu disse que não tinha. Ele veio atrás de mim e pediu novamente os 50 centavos, novamente eu disse que não tinha. Furioso ele tirou um faca que estava escondida num cobertor que ele usava sobre os ombros e pediu o meu celular.

Fiquei assustado, virei o corri. No susto, desesperado, dei poucos passos no sentido de um posto móvel policial, que fica em frente a Secretaria da Cultura e cai. Machuquei meu joelho, ombro e região abdominal, que até o momento encontra-se machucada, doendo. Tive que ser medicado, por conta das dores que já estava incomodando bastante e tal fato me levou novamente a refletir sobre a noticia que vi há semanas sobre a internação compulsória.

A questão dos meninos de rua da Cracolândia, vai muito além da questão de saúde pública, tornou-se uma questão de segurança. O Estado é responsável pela nossa integridade física e tal caso se faz necessária uma intervenção imediata. Não podemos continuar dividindo as ruas com pequenos infratores que rejeitam os organismos que o Estado coloca a disposição para que eles deixem as ruas.

Em frente ao local que houve a tentativa de assalto pelo menor infrator, existe um albergue público, local que não tem sua capacidade de lotação atingida. Muitos dos moradores de rua, estão na rua porque não conseguem viver obedecendo regras. Em todos os lugares, na nossa casa, em nosso trabalho e na nossa vida social, obedecemos regras e até mesmo para viver num albergue, existem regras para serem obedecidas, regras que muitos dos moradores de ruas não querem cumprir.

Ainda não tenho uma opinião completamente formada sobre a internação compulsória, mas ela existindo ou não, o Estado tem que intervir sobre a questão desses infratores que passam dias e noites desequilibrando a ordem pública e tirando o direito de outros cidadãos de bem de ir e vir. Não passarei mais naquele lugar com a tranquilidade que passava antes, estou com os meus direitos violados e o Estado tem que intervir, seja acionando a Fundação Casa, ou habilitando clinicas de dependentes químicos para tratar a questão desses dependentes que recusam o tratamento e preferem as ruas, para cometer seus delitos e sustentar o vicio das drogas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Membros das Secretarias de Estado de Justiça e Cultura visitam Palácio Rio Branco

O vice-prefeito Marinho Sampaio recebeu, na tarde desta sexta-feira, dia 19, membros das Secretarias de Estado da Justiça e Cultura, que vieram fazer um balanço das atividades desenvolvidas durante a semana que antecedeu a 7ª Parada do Orgulho LGBTT.

A assistente técnica da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual da Secretaria da Justiça, Déborah B. Malheiros, ressaltou a importância desta semana, que tem como objetivo fazer com que as pessoas entendam um pouco mais sobre as questões ligadas a diversidade sexual. “Com discussões e palestras buscamos conscientizar e civilizar as pessoas com relação ao combate a homofobia. Ribeirão Preto é um grande pólo, uma grande cidade, e precisamos de uma maior abertura com relação a isso”, disse ela.

O presidente da ONG Arco Iris, Fábio de Jesus, fez questão de deixar claro que é a primeira vez que um governo colabora tanto com esta questão, sempre com portas abertas para as reivindicações e implantação de políticas públicas que visem o respeito e conscientização.

O vice-prefeito, Marinho Sampaio, disse que as portas estarão sempre abertas para novas discussões, agradeceu a colaboração das secretarias de Estado neste sentido, e disse que a administração como um todo, seguindo determinação da prefeita Dárcy Vera, tem sim, uma grande disposição em desenvolver políticas públicas que venham de encontro aos anseios do grupo.

“Tive a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento de toda esta semana que esteve recheada de discussões que tiveram o objetivo de clarear ideias e realmente esclarecer as pessoas. As portas da Prefeitura de Ribeirão Preto estarão sempre abertas para vocês e no que pudermos iremos ajudar”, finalizou o vice-prefeito.

Acompanharam também a reunião a coordenadora de Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, ligada à Secretaria da Justiça, Heloísa Gama Alves, o assessor especial de Cultura para Gêneros e Etnias, Cássio Rodrigo, e o produtor cultural Marcos Freitas.

Fonte: Portal de Ribeirão Preto

sábado, 20 de agosto de 2011

O Caixeiro-Viajante

- Eu estou namorando um caixeiro-viajante – disse o Fellipe sorrindo.

- Mas não se preocupe, eu sempre volto – completei.

Estou fora de São Paulo desde quarta-feira e confesso que essa vida de caixeiro-viajante, como diz o Fellipe, me deixou com muitas saudades dele. Estávamos na rotina de nos encontrarmos todos os dias e de repente, ficamos cinco dias seguidos com apenas o telefone nos unindo.

- É o seu trabalho, você tem que viajar – disse em outra ocasião.

Nesse inicio de relacionamento, existe uma necessidade maior de passarmos mais tempos juntos, até pelo fato de queremos nos conhecer mais, ter mais intimidade, passar bons momentos. Estou curtindo muito tudo o que está acontecendo e essa saudade que eu sinto, encarro como algo extremamente natural. Sinaliza que estou dando permissão para a história continuar.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sobre Inicio de Relacionamento

Estava retirando cartão do banco da minha carteira quando me deparei com aquele rapaz alto, olhos pretos, cabelos pretos e barba. Fiquei desconcertado com o jeito que ele me olhou, da forma com que os nossos olhos se encontraram. Paguei a minha conta e fui ao banheiro, ele veio a atrás.

- Já está indo? – ele perguntou.

- Estou sim – respondi.

- Bem que você poderia ficar mais um pouco – me disse.

- Posso ficar – respondi com um sorriso.

Nos olhamos novamente, olho no olho e sem trocar mais nenhuma palavra, nos beijamos. Foi um beijo envolvente, com desejo, sem presa e sem a necessidade de ser interrompido. Devido ao horário, tive que ir embora. Trocamos telefone e prometemos nos ver mais vezes.

No outro dia a vontade de ligar e perguntar como ele estava foi grande. Fiquei com aquela estranha sensação que se eu ligasse, soaria como desespero. Não sei se existe um tempo “seguro” para ligar para alguém e não soar como desesperador ou carência, enfim, fiquei a manhã inteira ensaiando para ligar ou mandar uma mensagem. Quando tomei coragem, recebo uma mensagem dele dizendo que havia adorado me conhecer e perguntou o que eu faria a noite.

Marcamos de nos encontrar, num barzinho da Bela Vista. Trabalhei o resto do dia ansioso. Deu o meu horário e fui me arrumar para sair, quando de repente meu telefone tocou, era ele.

- Oi Marcos, tudo bem? Eu cai, estourei toda a boca e estou indo para o hospital – ele me disse. Na hora pensei: pronto, ele não está afim e está inventando essa desculpa que não cola.

- Nossa, mas está tudo bem contigo? – perguntei preocupado.

- Ah! Não sei, vou ao hospital, acho que devo levar alguns pontos. Quer ir comigo? – me convidou. Fiquei sem reação, mas fui.

Nos encontramos no MASP, como ele é carioca e está a pouco tempo em São Paulo, não conhecia muito bem onde ficavam os hospitais. Fomos num hospital próximo a Avenida Paulista, ele levou quatro pontos, saindo do hospital fomos para o barzinho que havíamos combinado de nos encontrar, isso foi na segunda, depois nos encontramos na terça, quarta, quinta e sexta, dia que ele viajou, foi para o Rio comemorar o aniversário de irmã e voltou na segunda.

Foi tudo muito intenso, está sendo muito intenso e recíproco e dessa forma começamos a namorar. Estou adorando conhecer o Fellipe, taurino, com um jeito carioca muito cativante e que sabe exatamente o que quer. Hoje sou eu quem viajo e ficarei até domingo longe. Vou a trabalho para Ribeirão Preto, mas no outro final de semana já prometemos passarmos juntinhos e curtindo o começo dessa relação, que está sendo tudo de bom.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Gays nas Telenovelas

Recebi alguns pedidos de posicionamento quanto à repercussão das personagens gays na novela “Insensato Coração”. Não assisti nenhum capitulo dessa novela, mas acompanho os comentários por Twitter e Facebook. Acho positiva a inclusão de personagens gays em tramas televisivas, antigamente as personagens negras eram reduzidas a empregadas, motoristas, e babás. Recentemente tivemos um negro como galã de uma novela, o que mostra a quebra de tabus sociais, o que vejo de forma muito positiva.

Hoje, o gay da forma que é colocado na novela “Insensato Coração”, pode não ser o que avaliamos como o gay padrão, que vive em nossa sociedade, entretanto, ter um gay compondo a trama é uma quebra de tabu, antigamente não tínhamos isso. O gay na novela, está sendo retratado como a sociedade nos vê. A sociedade se recusa a ver um beijo gay nas ruas, mas poucos se incomodam quando um gay é espaçando até a morte.

Viverei para ver ou pelo menos ouvir falar, pois não acompanho novelas, de personagens que são de verdade “homoafetivas”, gays que se relacionam de verdade, se beijam, fazem amor e que são felizes, assim como os héteros. Um dia evoluiremos ao ponto que a luta do movimento negro evoluiu e teremos galãs gays e famílias alternativas em todas as telenovelas brasileiras.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um caso de amor em Brasília

Com o tempo as mascaras caem, ninguém consegue enganar a todos por muito tempo. Marta ex-Suplicy nunca me enganou, sempre soube das intenções dessa senhora, de usar o movimento gay como puleiro, ou melhor de palanque para as suas projeções politicas.

Políticos como a Senadora Marta não deveria existir, mas sim fazer parte de um folclórico distante, que ficou no nosso passado de dores, mortes e torturas. A ditadura acabou a muito tempo, aquela época que a política era construída por poucos e os poucos que ousavam se pronunciar, eram presos, torturados e mortos.

Hoje vivemos uma ditadura contra gays. Enquanto temos gays sendo mortos nas ruas, vemos a relação que até então muitos dos pares da Marta, gays que que também militam no movimento LGBT, achavam incestuosa, mas não é não e essa imagem mostra bem a composição política que está costurando as políticas públicas de proteção aos homossexuais desse país.

Dona Marta, em nome de tudo o que é mais sagrado, volte para TV, vá apresentar programas na Rede Mulher, vá ser sindica do seu prédio ou vá para onde você bem entender, mas deixe o movimento LGBT em paz. Somos um grupo sofrido, que já apanha demais da sociedade. Já existe um grupo de políticos fundamentalistas, que por sinal é bem grande, que são nossos torturadores históricos. 

Senadora Marta, não fale em nome do movimento LGBT, pois a senhora nunca foi e nunca contribuiu para ele. Somos milhões e não sou representado apenas por um, políticas públicas exige debates políticos, o que a senhora ao longo dos anos provou que não sabe fazer. 

Não precisamos da sua contribuição, se você caiu de para-quedas no senado, não faça nada por nós, queremos leis que nos contemplem e não alianças costuradas com evangélicos afim de criar alianças políticas que visam apenas seu proveito. Faça plastica, botox, chapinha e coloque silicone, mas pelo amor de Deus, saia do caminho do MHB.