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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Meu Lugar Preferido em 2010

Sou um baladeiro de plantão assumido. Em São Paulo, gosto de praticamente todas as baladas. The Week, Megga, Bubu, Blue Space, Flexx Club e Bar O Gato são algumas das minha paradas obrigatórias. Quando vou a baladas, aquele momento é só meu, não vou necessariamente com aquela ânsia de beijar, ficar com alguém ou encontrar um namorado, quero curtir o meu momento e quem já saiu de balada comigo, sabe disso.

Na pista, fecho os olhos, curto a música, sinto a batida e naquele momento é como só eu existisse, em todo o universo. Parece ser uma declaração um pouco egoísta, mas nesse momento, pouco me importo com os problemas sociais, a reforma agrária e a concentração de renda no Brasil. Na balada me desligo do mundo e conecto-me comigo mesmo. Curto o meu momento, vivo a minha vida.

No outro dia, já recebi mensagens do tipo: “Pessoas que pisam em você e não olha na sua cara”, de uma pessoa muito querida, mas fato é: Quando eu vou a baladas, me desligo de tudo mesmo, fico fascinado com luzes, músicas e muita bebida. Gosto de bebidas fortes, caipirinha, vodka com frutas e tequila são as minhas prediletas.

O caminho da pista para o bar e do bar para pista, são feitos com frequência, ficar sem segurar um copo é proibido. No final da noite, começo a me hidratar, pois ninguém é de ferro. Quando me atraso e chego na balada um pouco mais tarde, tenho que tomar uma tequila de imediato para recuperar o tempo perdido, quando chego no horário, começo com as caipirinhas e vodka. Tequila, gosto de tomar a ouro e vodka, gosto com frutas, as combinações prediletas são kiwi, maracujá e melancia.

O bar que eu mais frequentei em 2010 foi “O Bar o Gato”, devido aos inúmeros aniversários que fui convidado. O ambiente é muito bom, apesar de pequeno, durante a noite acontece três intervenções de música ao vivo, o ritmo é bem eclético, a predominância é MPB. Os drinks do “O Gato” são bons, vodka com kiwi e maracujá são as minhas recomendações. As vezes rola promoção instantânea de caipirinha com pinga, o meu conselho é não comprar, pague mais caro na caipirinha com vodka e o seu paladar irá agradecer.

A balada que mais frequentei em 2010 foi a Megga, dos mesmos donos da Bubu. Em 2009 fui muito à Blue Space, mas parei de frequentar pelo fato do ambiente estar cada vez mais lotado. Na Megga, como o próprio nome sugere, tem muito espaço para circular, dançar e interagir com amigos. As bebidas também são boas e tem várias opções de frutas para tomar com vodka. Os shows na Megga são frequentes, nesse ano assisti ao show da Alexie Marie e recentemente a casa recebeu a cantora Wanessa Camargo.

Em 2010, meu lugar preferido foi a balada e se for para eleger um lugar, escolho a Megga. A casa é espaçosa e ninguém fica esbarrando em você de 5 em 5 minutos; as bebidas são boas; existe uma área de fumantes bacana, que também é usada por não fumantes quando querem tomar um ar. A casa sempre tem uma programação bacana, com várias opções de festas e shows. Em 2011 espero que a balada seja um cenário frequente, porque a vida não para de acontecer.

#MemeDasAntigas – Um Inventário de 2010.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Minha Parceira de 2010

Quando recebi os temas do “Meme das Antigas” confesso que senti um certo mal estar quando vi que deveria falar sobre o “Meu Parceiro/a de 2010”. Todos os que acompanham o meu blog  sabem que nesse ano rompi um relacionamento de 7 anos e falar em parceiro após o rompimento de uma relação tão duradoura, não é agradável. Naquele momento, entendi como parceria os relacionamentos afetivos, mas na verdade o tema é bem mais amplo e descobri que temos tantos outros parceiros, que desempenham papéis bem mais importantes que as parcerias que se encontram na esfera dos relacionamentos afetivos.

Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que não senti a perda do meu namorado, eu senti e em meio a essa turbulência que assolou a minha vida, minha mãe, mais uma vez provou ser uma grande amiga, me aconselhando, me dando apoio e ao mesmo tempo me dando espaço para não influenciar nas minhas ações. Foram várias noites que deitei em sua cama e ali ficávamos conversando e ela me aconselhando, apontando outras oportunidades na vida e falando que independente da qualquer atitude, eu deveria seguir em frente, não deixar que tal situação me estagnasse.

Muito além de ser uma grande parceira de 2010, minha é a minha grande parceira da vida. Foi ela que sempre esteve ao meu lado, nos melhores e piores momentos. 2010 não foi um ano fácil, mas com o colo materno que todos os filhos adoram, ficou suportável. Ainda temos a ligação que foi estabelecida com o cordão umbilical. Eu sei quando a minha mãe não está legal, quando está chateada com alguém e da mesma forma, ela sabe quando eu não estou bem e preciso conversar.

Sentir-se filho é muito bom. Ter uma mãe que não te discrimina pelo fato de ser gay, mesmo sendo evangélica, é a prova que o preconceito, a homofobia, são fatores sociais que construímos ao longo dos anos e temos a oportunidade de nos libertar desse mal. Minha mãe me aceita como gay, gosta dos meus amigos e sempre aceitou meus relacionamentos. Quando comprei um apartamento com o meu ex, ela me apoio, quando terminamos o namoro, ela me apoio, prova que acima de tudo eu sou o seu filho e que ela está comigo, seja qual for a situação. Espero ter essa grande parceira por muitos e muitos anos. Vida longa a minha mãe.

#MemeDasAntigas – Um Inventário de 2010.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Meu Livro Favorito em 2010

Meu livro favorito em 2010 não é nenhum best seller que ficou por semanas na lista dos mais vendidos e também não é nenhuma novidade, pois ele foi lançado em 1936, por Sérgio Buarque de Holanda.  Raízes do Brasil aborda aspectos centrais da história da cultura brasileira. O texto consiste de uma macro-interpretação do processo de formação da sociedade brasileira. Destaca, sobretudo, a importância do legado cultural da colonização portuguesa do Brasil, e a dinâmica dos arranjos e adaptações que marcaram as transferências culturais de Portugal para a sua colônia americana.

O livro foi escrito na forma de um longo ensaio histórico, tendo sido dividido em sete partes: Fronteiras da Europa, Trabalho e Aventura , Herança Cultural , O Semeador e O Ladrilhador, O Homem Cordial, Novos Tempos e Nossa Revolução. O livro foi publicado originalmente pela Editora José Olympio, tendo sido posteriormente objeto de várias reedições ao longo do século XX. É considerado um dos mais importantes clássicos da historiografia e da sociologia brasileira. Raízes do Brasil foi traduzido e editado também em italiano, espanhol e japonês, alemão e francês.

Raízes do Brasil é uma obra que pretende traçar o perfil da formação da sociedade brasileira, apontando as contribuições que os países europeus tiveram na composição da nossa cultura. Elucida o processo rural, que se originou no Brasil, visto que a sociedade era baseada, exclusivamente, na agricultura. Traz também um destaque a abolição dos escravos, colocando-a como o marco histórico que divide em duas fases a História brasileira. Esse novo fato foi de extrema importância, o qual caracterizou a época urbanística e o predomínio da fase marcada pelo intelectualismo do nativo brasileiro. Este adquiriu novos preceitos e novas prioridades, substituindo o valor atribuído a terra para as questões do intelecto, como a busca de um diploma de Bacharel.


 

Beijaço Contra a Homofobia na Ofner

Um casal de gays foi vitima de homofobia na rede de docerias Ofner, uma das mais tradicionais de São Paulo. Eles tomavam um café ao lado de uma amiga, na unidade localizada na Alameda Campinas, em São Paulo, quando se abraçaram e foram repreendidos por um segurança. Juntos há sete meses, eles entraram com uma ação indenizatória por danos morais contra a empresa.

De acordo com Lucio Henrique Serrano, após trocar um abraço com o namorado, um segurança os maltratou e os repreendeu na frente de outros clientes, dizendo que ali não era permitido carinhos entre homens. “Ele disse que ali era um lugar de respeito, frequentado por pessoas de família e não de bichas”, lembra Lucio, que pediu para o segurança chamar o gerente, o que foi negado, com justificativa de que estava apenas recebendo ordens. “O gerente veio e questionou nossa postura. Mas ao nosso lado havia uma menina sentada no colo do namorado. Depois ele viu o que estava fazendo, a homofobia que estávamos sendo vítima, e tentou se desculpar

Lucio Henrique Serrano
O casal alega ter se sentido extremamente envergonhado com a repreensão, principalmente por não estarem de fato se beijando ou trocando calorosas carícias. “Foi apenas um abraço”, reafirmou. Eles abriram um Boletim de Ocorrência e querem entrar com um processo criminal, danos morais e administrativo. “Sentimos muito envergonhados, pois a Ofner inteira ficou olhando”, disse ele, que não pretende deixar que o caso caia no esquecimento. “Não vamos deixar quieto porque não queremos que isso volte acontecer com outras pessoas.”

O gerente comercial da Ofner, Laury Roman lamentou o caso e disse que não faz parte da política da empresa discriminar pessoas, sejam elas pertencentes a qualquer grupo ou minoria. “Não tem cabimento segregar, maltratar ou perder clientes. Temos várias reuniões e falamos sobre as mudanças sociais, as quais não podemos julgar, temos que aceitar.” Ele disse que, no caso em questão, o gerente, ao receber reclamações de outros clientes, acabou agindo de uma maneira contrária ao que é recomendado pela empresa.

Motivados pela homofobia e intolerância promovida pela Ofner, o mesmo grupo de organizou a manifestação contra o ato de homofobia do chanceler do Mackenzie, organiza um beijaço na Ofner. O protesto também irá ressaltar a necessidade da aprovação do PLC 122, projeto de lei que pune a homofobia em todo o território nacional e que está parado no senado desde 2006. Em São Paulo, temos a lei 10.948 e com base nessa lei, a atitude da doceria Ofner é crime e ela deverá ser punida.

As manifestações na Ofner não se restringirão apenas aos beijos, quem estiver solteiro, até pode encontrar outro solteiro para beijar por lá e depois podem ir numa rede de doceria mais interessante e tolerante. Quem não quiser beijar, leve vuvuzelas, dê um aperto de mão em quem estiver ao lado ou um abraço gostoso nos amigos e gritem “não homofobia, mais cidadania” bem alto, não só para a Ofner ouvir, mas para todos os seus vizinhos. Chega de homofobia, gays merecem respeito.

Serviço:

Beijaço Contra a Homofobia da Ofner e pela Aprovação do PLC 122
Al. Campinas, 1160 - esquina com a Rua Batataes, 429 – São Paulo
12 de dezembro de 2010 – às 18 horas

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um Vídeo do YouTube em 2010

O ano de 2010 foi marcado pela homofobia, não só aqui no Brasil, mas no Mundo inteiro. Nos EUA, a onde de bullying contra homossexuais está tão grande, que desencadeou a campanha “It Get Better”, promovida por familiares das vitimas e ganhando adesão de artistas e políticos. O presidente Barack Obama e a secretária de Estado Hillary Clinton, também aderiram a campanha e gravaram depoimentos pedindo para as vítimas denunciarem os seus agressores.

Artistas da Brodway também aderiram a campanha e lançaram o clip "It gets better" - que em português significa: "Isso melhora". Em forma de música, eles dizem: "Quando você se sentir sozinho e o mundo se mostrar cheio de ódio, isso não é o fim". A música diz: "Isso melhora, melhora, melhora/ a dor vai sumir, sumir, sumir /se você cair, apenas levante, levante, levante / porque existe um outro jeito / Isso melhora, melhora, melhora / o mundo fica mais leve, leve, leve / então, seja um lutador, lutador, lutador / apenas viva para ver esse dia.”

A cantora Katy Perry e declarou que o videoclipe da música Firework, o terceiro single do álbum “Teenage Dream”, é uma contribuição dela para a campanha contra o bullying que os homossexuais vêm sofrendo. Na música, Katy Perry diz: Você não tem que se sentir como um desperdício de espaço, você é original, não pode ser substituído. Se você soubesse o que o futuro guarda, depois de um furacão vem um arco-íris. Talvez a razão pela qual todas as portas estejam fechadas, é que você possa abrir uma que te leve para a estrada perfeita, como um relâmpago, seu coração vai brilhar e quando chegar a hora, você saberá.

Firework é uma mensagem de motivação que vem de encontro aos corações de todos os que sofrem os mais variados tipos de bullying, sejam por orientação sexual, etnia ou condição corporal. Quando nos sentirmos rejeitados, temos que lembrar que depois do furação vem o arco-íris. Temos que olhar para os problemas e lembrarmos que nos somos luzes e fazer boom, boom, boom para tudo o que nos aflige.

A gravação do vídeo foi realizada em Budapeste, na Hungria, no final de setembro, com a participação de 250 fãs que foram convidados a viajar até a cidade para aparecer no clipe. Os fãs foram selecionadas por meio de competições promovidas por uma empresa de telecomunicações que realizou o vídeo em parceria com a cantora. O trabalho é diferente das outras produções da cantora, Katy sempre trabalhou muito bem as cores e nesse clipe temos uma fotografia mais escura, apesar da falta de cores, o trabalho consegue expressar a alegria das músicas de Katy Perry.


#MemeDasAntigas – Um Inventário de 2010.

Fantástico Entrevista Vitíma de Homofobia na Av. Paulista

O jovem agredido com uma lâmpada fluorescente na Avenida Paulista, no dia 14 de novembro, mostra o rosto pela primeira vez e conta abertamente o que aconteceu. “Eu pensei mesmo que eu ia morrer naquela hora. Eles estavam me batendo com uma brutalidade e falando coisas que nem um psicopata fala, com tanta gana de bater em alguém que eu falei: ‘eu vou morrer aqui’”, diz o estudante de jornalismo Luís Alberto Betonio, de 23 anos.


Os quatro adolescentes de envolvimento em agressões a homossexuais seguem internados na Fundação Casa (ex-Febem). Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, também suspeito de participar dos mesmo ataques, continuará em liberdade. O juiz Daniel Luiz Maia Santos, da 1ª Vara Criminal da Barra Funda, na Zona Norte de São Paulo, decidiu na quarta-feira (1º), remeter de volta o inquérito sobre o caso, sem analisar o pedido de prisão preventiva do rapaz maior de idade, para o 5º DP, na Aclimação, região central. O juiz acatou requerimento do promotor Roberto Bacal.

O representante do Ministério Público solicita que sejam anexadas ao inquérito as imagens das gravações feitas por circuitos de segurança de prédios próximos de onde ocorreram as agressões, além dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) com as vítimas dos ataques, que aconteceram no último dia 14 de novembro. O objetivo, segundo o promotor, "é esclarecer todas as circunstâncias delitivas", inclusive para que o pedido de prisão preventiva por tentativa de homicídio seja analisado.

Um segundo inquérito da polícia apura a acusação de roubo contra um lavador de carros que teria sido praticada pelo mesmo grupo. Uma audiência com o juiz da Vara da Infância e Juventude marcada para 9 de dezembro deve decidir se os menores serão absolvidos ou continuarão internados. O tempo máximo que eles poderão ficar, no caso de uma sentença condenatória, são três anos. Imagens gravadas pelo sistema de monitoramento de câmeras dos prédios da Avenida Paulista mostram um jovem desferir golpes com lâmpadas fluorescentes numa vítima. Esse agressor teria 16 anos. Os outros três menores suspeitos têm idades entre 16 e 17.

Todos os casos de homofobia que presenciamos nos últimos dias, vem de encontro com a necessidade da aprovação imediata do PLC 122. O Brasil é o país que mais mata homossexuais com motivação de ódio e tal motivação não é criminalizada. Não podemos continuar em meio a tanta violência, sem leis que nos defendam. Temos que exigir os casos de homofobia sejam investigados e punidos e se necessário for, tomamos novamente a Av. Paulista em protesto a fragilidade política que o cidadão gay se encontra no Brasil.

Mais uma Agressão com Motivação de Homofobia na Av. Paulista

A polícia investiga mais um caso de agressão na Av. Paulista, com motivação de homofobia. Um estudante e um operador de telelemarketing foram agredidos por volta de 4h54m de sábado por um grupo de jovens na altura do número 1.500 da avenida, perto do Parque do Triano. As duas vítimas disseram ter sido agredidas por serem homossexuais. Os dois foram levados ao Pronto Socorro Vergueiro. Um dos agredidos, o estudante, continuou internado. As vítimas deverão prestar esclarecimentos na delegacia. Não há suspeitos e ninguém foi preso.

Neste sábado, a Secretaria de Segurança Pública informou que surgiu mais uma vítima do grupo de jovens que promoveu uma série de agressões na Avenida Paulista em novembro passado. Segundo o homem, a violência foi tanta que ele teve de passar por uma cirurgia. "Eu estava saindo desse clube noturno na Rua Augusta e fui surpreendido por dois rapazes. Um deles me imobilizou por trás e o outro começou a me agredir com soco inglês, desferiu vários golpes durante muito muito tempo, até que fiquei inconsciente. Eles não falaram, não citaram absolutamente nada, mas eu presumo com toda convicção que se trata de crime homofóbico de crime de ódio na verdade."

Por causa dos golpes , parte do rosto foi esfacelada. “Fiquei internado por cinco dias, sofri uma grande cirurgia, coloquei uma prótese de titânio, e presilhas ´para sustentação dos ossos”, disse o homem. Depois de se recuperar, o homem foi viajar a trabalho e ficou meses fora do Brasil. Voltou na semana passada e vendo as imagens pela televisão identificou os agressores. Por foto, teve mais certeza. O rapaz que bateu nele é o maior de idade, Jonathan Lauton Domingues. E outro foi um dos quatro adolescentes que participaram das agressões na Paulista.

Os quatro adolescentes suspeitos de envolvimento em agressões a homossexuais seguem internados na Fundação Casa (ex-Febem). Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, também suspeito de participar dos mesmo ataques, continuará em liberdade. O juiz Daniel Luiz Maia Santos, da 1ª Vara Criminal da Barra Funda, na Zona Norte de São Paulo, decidiu na quarta-feira (1º), remeter de volta o inquérito sobre o caso, sem analisar o pedido de prisão preventiva do rapaz maior de idade, para o 5º DP, na Aclimação, região central. O juiz acatou requerimento do promotor Roberto Bacal.

O representante do Ministério Público solicita que sejam anexadas ao inquérito as imagens das gravações feitas por circuitos de segurança de prédios próximos de onde ocorreram as agressões, além dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) com as vítimas dos ataques, que aconteceram no último dia 14 de novembro. O objetivo, segundo o promotor, "é esclarecer todas as circunstâncias delitivas", inclusive para que o pedido de prisão preventiva por tentativa de homicídio seja analisado.

Um segundo inquérito da polícia apura a acusação de roubo contra um lavador de carros que teria sido praticada pelo mesmo grupo. Uma audiência com o juiz da Vara da Infância e Juventude marcada para 9 de dezembro deve decidir se os menores serão absolvidos ou continuarão internados. O tempo máximo que eles poderão ficar, no caso de uma sentença condenatória, são três anos. Imagens gravadas pelo sistema de monitoramento de câmeras dos prédios da Avenida Paulista mostram um jovem desferir golpes com lâmpadas fluorescentes numa vítima. Esse agressor teria 16 anos. Os outros três menores suspeitos têm idades entre 16 e 17.

Todos os casos de homofobia que presenciamos nos últimos dias, vem de encontro com a necessidade da aprovação imediata do PLC 122. O Brasil é o país que mais mata homossexuais com motivação de ódio e tal motivação não é criminalizada. Não podemos continuar em meio a tanta violência, sem leis que nos defendam. Temos que exigir os casos de homofobia sejam investigados e punidos e se necessário for, tomamos novamente a Av. Paulista em protesto a fragilidade política que o cidadão gay se encontra no Brasil.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Meu Site/Blog Preferido em 2010

Relutei muito para usar o Twitter e Facebook, acredito que as redes sociais tomam muito o tempo das pessoas e um usuário de várias redes sociais acaba desperdiçando muito tempo na internet. Comecei a usar o Twitter quando me dei conta que eu era praticamente a única pessoa do meu convívio social que não havia aderido a rede. No começo, mal sabia mexer, me sentia um analfabeto funcional em frente do Twitter, mesmo com 29 anos, já me sinto tiozinho diante de muitas tecnologias disponíveis.

Também relutei muito para usar o Facebook, como usava/uso o Orkut, julgava desnecessário a manutenção de duas redes sociais, mudei de ideia depois da ultima atualização do Orkut, não gostei e hoje uso apenas para responder eventuais recados. O Orkut precisa se reinventar urgentemente, pois se continuar assim, será substituído integralmente pelo Facebook. Hoje o meu Twitter é replicado no Facebook e o meu MSN é interligado com os usuários disponíveis para bate papo do Facebook. O Facebook está incorporando tudo e não sobrou nenhum diferencial que justifique a minha manutenção no Orkut.

Meu site preferido em 2010 é o Facebook, rede social que relutei muito para usar e hoje percebo que é muito mais simples e dinâmico que o Orkut. Hoje, publico uma mensagem no Twitter e automaticamente entra no Facebook, conecto o meu MSN e mesmo com o meu Facebook off line, fico on line para os usuário que estão disponíveis para o bate papo do Facebook. Recentemente, Mark Zuckerberg, criador do Facebook, anunciou para a imprensa que está em teste um novo serviço, que unificará conta de e-mail e mensagens instantâneas de celular, o site que já é bom, ficará ainda melhor.

Adicione-me no Twitter e Facebook.

Outro Crime dos Homofóbicos da Av. Paulista

Um homem que foi atacado no começo do ano procurou a polícia e reconheceu dois agressores dele entre os cinco rapazes suspeitos de agressão contra pedestres na Avenida Paulista no último dia 14. Segundo o homem, a violência foi tanta que ele teve de passar por uma cirurgia. "Eu estava saindo desse clube noturno na Rua Augusta e fui surpreendido por dois rapazes. Um deles me imobilizou por trás e o outro começou a me agredir com soco inglês, desferiu vários golpes durante muito muito tempo, até que fiquei inconsciente. Eles não falaram, não citaram absolutamente nada, mas eu presumo com toda convicção que se trata de crime homofóbico de crime de ódio na verdade."

Por causa dos golpes , parte do rosto foi esfacelada. “Fiquei internado por cinco dias, sofri uma grande cirurgia, coloquei uma prótese de titânio, e presilhas ´para sustentação dos ossos”, disse o homem. Depois de se recuperar, o homem foi viajar a trabalho e ficou meses fora do Brasil. Voltou na semana passada e vendo as imagens pela televisão identificou os agressores. Por foto, teve mais certeza. O rapaz que bateu nele é o maior de idade, Jonathan Domingues. E outro foi um dos quatro adolescentes que participaram das agressões na Paulista.

Os quatro adolescentes suspeitos de envolvimento em agressões a homossexuais  seguem internados na Fundação Casa (ex-Febem).  Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, também suspeito de participar dos mesmo ataques, continuará em liberdade. O juiz Daniel Luiz Maia Santos, da 1ª Vara Criminal da Barra Funda, na Zona Norte de São Paulo, decidiu na quarta-feira (1º), remeter de volta o inquérito sobre o caso, sem analisar o pedido de prisão preventiva do rapaz maior de idade, para o 5º DP, na Aclimação, região central. O juiz acatou requerimento do promotor Roberto Bacal.

O representante do Ministério Público solicita que sejam anexadas ao inquérito as imagens das gravações feitas por circuitos de segurança de prédios próximos de onde ocorreram as agressões, além dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) com as vítimas dos ataques, que aconteceram no último dia 14 de novembro. O objetivo, segundo o promotor, "é esclarecer todas as circunstâncias delitivas", inclusive para que o pedido de prisão preventiva por tentativa de homicídio seja analisado.

Jonathan Lauton Domingues, o agressor.
Um segundo inquérito da polícia apura a acusação de roubo contra um lavador de carros que teria sido praticada pelo mesmo grupo. Uma audiência com o juiz da Vara da Infância e Juventude marcada para 9 de dezembro deve decidir se os menores serão absolvidos ou continuarão internados. O tempo máximo que eles poderão ficar, no caso de uma sentença condenatória, são três anos. Imagens gravadas pelo sistema de monitoramento de câmeras dos prédios da Avenida Paulista mostram um jovem desferir golpes com lâmpadas fluorescentes numa vítima. Esse agressor teria 16 anos. Os outros três menores suspeitos têm idades entre 16 e 17.

Todos os casos de homofobia que presenciamos nos últimos dias, vem de encontro com a necessidade da aprovação imediata do PLC 122. O Brasil é o país que mais mata homossexuais com motivação de ódio e tal motivação não é criminalizada. Não podemos continuar em meio a tanta violência, sem leis que nos defendam. Temos que exigir os casos de homofobia sejam investigados e punidos e se necessário for, tomamos novamente a Av. Paulista em protesto a fragilidade política que o cidadão gay se encontra no Brasil.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Meu Filme Preferido em 2010

Quando me identifico com algo, espero sempre com muita ansiedade e assim foi com o filme “Como Esquecer”, com Ana Paula Arósio, Murilo Rosa e Natalia Lage, com direção de Malu de Martino. Outro fator que me levou a uma identificação imediata com o filme, foi o fato de, na época, também estar no processo de "Como Esquecer". Em muitos momentos me senti Júlia (Ana Paula Arósio), em outros me senti Hugo (Murilo Rosa) e assistindo ao filme, também me senti Lisa (Natália Lage), me identifiquei com as três personagens, remetendo as cenas do filme com a realidade de minha vida.

O filme conta a história de Júlia (Ana Paula Arosio), uma professora de literatura inglesa, que luta para reconstruir sua vida depois de viver uma intensa e duradoura relação amorosa com a enigmática Antônia. Hugo (Murilo Rosa), seu grande amigo, também gay, é quem tira Júlia do seu isolamento e tenta trazê-lá de volta à vida. A história aborda o abandono de relações afetivas por três óticas: a de Júlia ao ser abandonada por sua companheira Antônia, a de Hugo ao perder seu grande amor vitima de câncer e a de Lisa ao ser abandonado pelo seu namorado ao descobrir que a mesma estava grávida.

Unidos por conta de uma dor em comum e para suprir as necessidades financeiras que tais rompimentos geraram em suas vidas, Júlia, Hugo e Lisa decidem dividir a mesma casa, uma saída para se apoiarem financeiramente. Hugo, fazendo um papel de pai na casa, tenta de todas as formas colocar Júlia para fora do abismo chamado "fim do amor". Na verdade, vejo a situação de Hugo de forma mais confortável que a de Júlia e Lisa, Hugo perdeu o seu grande amor, assim como ambas, mas perdeu quando seu companheiro foi vencido pela morte, não foi abandonado, foi deixado por alguém que lutava pela vida e o amava.

O filme procura responder "o que é o contrário do amor?" Acredito em um sentimento único. Sempre seremos amados e odiados pelo mesmo motivo, partindo dessa premissa, defendo que o contrário do amor é a ausência desse sentimento, o ódio, assim como o preto e o branco que se dá pela ausência e pela mistura de todas as cores. O término de um relacionamento afetivo, não precisa necessariamente se dar pelo ódio, mas sim por um termo intermediário, pela apatia, quando duas pessoas adultas e bem resolvidas chegam a conclusão que aquela história acabou e se separam, sem a necessidade de machucar um ao outro, provar que está bem se mostrando com outras pessoas e fazer da sua "felicidade" a infelicidade do outro.

Costumo dizer que a dor de um rompimento afetivo é comparado com a dor da perda de um ente querido, só que com o agravante daquela pessoa que é a motivação do nosso amor, estar viva e por um motivo qualquer, muitas das vezes inerente a vontade de ambos, decidiu seguir outros caminhos. Essa é a dor de Júlia e Lisa, a dor da morte em vida, a dor de ver o seu grande amor as rejeitando, colocando um ponto final numa história que pelo menos em uma das partes existia amor para recomeçar.

Assim como Júlia, depois do término de uma relação, todos precisam de um tempo para recolher os cacos que ainda estão no chão e avaliar o que sobrou. Depois de nos levantarmos de uma queda promovida pela ruptura de um amor, temos que primeiramente reaprender a nos amar primeiro, para depois amarmos outras pessoas. Só podemos dar aquilo que temos e como vamos amar um terceiro se o nosso amor próprio ainda está comprometido. Voltar a amar depois da rejeição, não é uma tarefa fácil. Encontrar motivos para ir além e dar outras oportunidade para nos mesmo, é uma superação diária.



#MemeDasAntigas – Um Inventário de 2010.