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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Invece No

- Cometi alguns abusos hoje. Ouvi enquanto estava de cabeça baixa pensando sobre o ocorrido.

- Unhum. Respondi com indiferença enquanto ele se retirava da sala. Ele sempre foi muíto orgulhoso, podem acreditar, esse "cometi abusos" deve ser o mais perto que ele chegou até hoje de um pedido de desculpas. Em alguns pontos sou muito parecido com o meu pai, mas, na questão de reconhecer os erros cometidos, e de se retratar, eu não tenho nada a ver com ele.

Não sou perfeito, e não espero perfeição de ninguém, mas, algo que considero inadmissível é a falta de sensibilidade, e de bom senso. Quando magôo alguém, quando sou estúpido, grosso e ignorante, reconheço os meus erros, e me retrato com a pessoa em questão, o mínimo que eu gostaria, é que fizessem o mesmo comigo... Nem sempre a vida é como esperamos.

Algo que eu lamento muito é o fato de ter nascido numa família religiosa, isso me limitou demais, seria uma pessoa melhor, mais livre, se fosse livre de preconceitos que a religião implanta no ser humano. As pessoas mais intolerantes, preconceituosas e perigosas que eu já conheci, foram as que se dizem ter “princípios” religiosos. A religião motiva alguns homens a pensarem que são donos da razão.


Concurso Cultural – Como o Mundo Virou Gay?

Quer ganhar de presente o livro “Como o Mundo Virou Gay?” do André Fischer? O Blog Passageiro do Mundo em parceria com a Editora Ediouro lhe da esse presente, basta responder a pergunta abaixo nos comentários do post “Como o Mundo Virou Gay?”, a melhor resposta receberá um exemplar do livro em qualquer lugar do Brasil.

Para você, como o mundo virou gay?

As respostas serão aceitas até a meia noite do dia 18 de novembro, a melhor resposta será divulgada no dia 20 de novembro, abaixo da resposta é necessário deixar um endereço de email para contato.

15 comentários:

Serginho Tavares disse...

amigo, religião é uma merda e Deus não gosta delas!

Alpardo disse...

Bem, sem querer relativizar à universitariozinho de história, mas diferentes pessoas professam uma mesma fé de modos diferentes e diferentes confissões de fé ampliam ainda mais o espectro de comportamento intolerante ao não-institucionalizado. O que digo querido é que sentir atração por homem e manter um relacionamento com outro igual a si geralmente é tido como sendo encarado de uma única forma, coisa que já aprendi que não acontece no cotidiano, sim também fui educado entre evangélicos e católicos fervorosos, mas estas não são segundo depois passei a compreender as únicas confissões de fé, nem mesmo ganham legitimidade pela reação de seus fiéis, por mais que muitos deles queiram nos fazer acreditar que é assim. Penso que cada um tem anceios e uma perspectiva da vida e por isso busca amparo professando uma determinada fé, porém acredito que o desconhecimento e a intolerância desenvolvem-se a partir de como se dá essa busca e de como a pessoa recebe este "pacote de informações e crenças" que é a religião. E sim, penso que alguns conceitos de cristandade acabam por fomentar a intolerância ainda mais, apesar do discurso aparente de caridade e entrega que as preleções tentam fazer crer. Enfim, teclei demais..... Até!

Paulo disse...

Hehehe... post não muito bom para um ateu comentar! Não estou muito afim de arrumar outra briga em blog amigo!! ;-)


beijo!

O Menino que Voa disse...

PONTO pro Marcos: reconhecer os erros e se retratar são características MUITO BEM VINDAS nesse mundo louco de hoje!

VIADAGEM E A TRANSGRESSÃO POÉTICA disse...

Marcos, só o fato de você se permitir a essa reflexão e ter essa percepção já mostra o quanto você é legal.
Te adoro!
Ricardo
aguieiras2002@yahoo.com.br

SAM disse...

Acho que o problema não é tanto a religião, mas a forma como as pessoas manipulam ela a seu favor!

Com certeza Deus anda muito em desacordo com o que muita gente diz que Ele fala, por aqui na Terra!

:D

Willians disse...

Você me conhece bem amigo, sabe que compartilho de muitas das suas experiências familiares, até mesmo em relação a religião, mas buscando o significado da palavra religião, descubro que significa religar-se, no caso, religar-se com Deus. Não vejo problemas em buscar ter contato com Deus, sou monoteísta, cristão por convicção, creio em Deus e quero ter mais proximidade com ele, buscar religar-me...
O problema não está na religião, e sim na religiosidade das pessoas, se acharem melhor que as outras, se sentirem escolhidas e determinando quem merece o céu e quem já está condenado ao inferno.
Pra mim, Deus tem sido muito bom, é o homem o culpado pela intolerância.

Abraços,

Willians.
Willitol@hotmail.com

MARCUS disse...

AS RELIGIÕES SÃO INVENTADAS PELOS HOMENS. JÁ SE ENCONTRA A RESPOSTA AÍ: HOMENS SÃO IMPERFEITOS, CHEIOS DE TEMORES E PRECONCEITOS, NÃO SE PODERIA ESPERAR QUE ALGO CRIADO POR ELES FOSSE ISENTO DESSES ELEMENTOS. ESSES MESMOS HOMENS SE JULGAM GUARDIÕES DAS IDÉIAS DE DEUS. QUE ARROGÂNCIA! JÁ ME ACOSTUMEI COM O NÃO RECONHECIMENTO DE ERROS, TEM GENTE QUE VAI MORRER ERRANDO E SE ACHANDO CERTÍSSIMA. AZAR DELES. PERDEM COM ISSO, DEIXAM DE CONHECER MELHOR O OUTRO, DE VIVER RELACIONAMENTOS DE MELHOR QUALIDADE.

VINCENZO GONZAGA disse...

Hoje em dia pedir desculpa é raro meu amigo.
O orgulho destrói as melhores relações tanto nas amizades quanto nas familiares.
E quando há religião no meio...piora!!!!
Mas tudo passa!
Não dê bola não!!!!
abração

Não Somos Apenas Rostinhos Bonitos disse...

Sempre as religiões...

artcasez disse...

Já fiz comentários sobre religiosidade por aqui e no Voluntas. Continuo achando que os Deuses devem estar chocados com o que Seus representantes fazem em nome Deles por estas terras...

Apesar de uma formação profundamente cristã, tenho verdadeiro horror à institucionalização (em todos os níveis) do preconceito, da ignorância e da intolerância que a religiosidade impõe. Nada é por acaso: a quem convém?

Caro Marcos, sua frase “As pessoas mais intolerantes, preconceituosas e perigosas que eu já conheci, foram as que se dizem ter “princípios” religiosos”, toca-me profundamente, pois compartilho de sua percepção...

Sinta-se abraçado.

Arthur.
http://artcasez.wordpress.com

Gui Sillva disse...

hummm, sei não, mas acho que não virou...acho que le já nasceu gay.

Raí disse...

Assim como você, gostaria de ter me livrado de dogmas religiosos bem mais cedo...ou que os nunca tivesse tido...mas enfim, agora tenho que correr um busca do tempo perdido,para me encontrar tranquilamente...Tenho curtido acompanhar seus blogs....Brigadu...

Kei disse...

Nossa, forte esse seu post. Já leio seu blog faz um tempo e nunca me senti tão compelido a comentar aqui como hoje.

Fui criado ouvindo a frase "Depois que inventaram 'Desculpas', as pessoas pararam de perder os dentes" desde minha avó. E a frase até hoje vive no meu consciente. De certa forma ela meio que me serve de "trava" quando a língua quer usar termos fortes demais e de consciência quando falo o que não devo. Sim, porque magoar alguem com palavras é fácil, mas não recupera-se apenas ao dizer "desculpe-me". O "Desculpe" hoje em dia é tão banal como o "amor" hoje em dia. "Ama"-se refrigerantes, "ama"-se marcas, "ama"-se de tudo hoje em dia, que na maioria das vezes a palavra perde o sentido real. A mesma coisa é com o sentido de "desculpa". As pessoas pedem desculpas por apenas educação e não por lamentarem de fato com o que dizem ou fazem.

Sou uma pessoa q vira e mexe, solto, num dos meus repentes de estupidez uma frase que não devia ao meu melhor amigo. Uma vez disse a ele que eu devia viver pedindo desculpas a ele e que não entendia porque ainda éramos amigos se algumas vezes eu não dizia as palavras. "É porque", me diz ele "você me pede desculpas todos os dias, quando me dá bom dia, quando me liga, quando me perturba quando quero ficar isolado, quando se faz presente, quando mostra que é meu amigo de fato e não por conveniência. Você vive o seu arrependimento e pede desculpas com seus atos, que para mim é mais importante do que apenas dizer. E eu perdôo porque vejo além das tuas palavras: vejo o que você quis dizer na verdade". Até hoje penso nisso e tento não só com ele, dizer "desculpas" só com uma mera frase, mas sim com atos e sendo sincero. Mas acho que isso não depende de religião não. Acho que isso é um pouco de caráter e conceito de moral que as pessoas têm. Para uns, dizer desculpas é essencial para ser social, outros é algo que se pode passar por cima.

Marcos Freitas disse...

Kei,

Além do meu pai, tenho diversas pessoas no meu convivio que são assim, não todos são parentes.

Confesso que as vezes fico confuso com tal comportamento, não sei se a pessoa se realmente quer se retratar ou está sendo carinhosa comigo pq ela é carinhosa, eu sou muito comunicativo, e quando tenho que me desculpar, eu falo "me desculpe" com todas as letras, e ao contrário da maioria, quando eu peço, eu peço de coração, não me restrinjo apenas ao ato de dizer, me expresso também com atitudes.

Entre palavras e atitudes, fico com a atitudes, porém elas acompanhadas pela palavras, é maravilhoso.