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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Crônicas do Brasil Contemporâneo - Vol. VII

O livro lançado pela editora ediouro é uma colação de crônicas escritas pelo senador José Sarney para a sua coluna semanal da Folha de São Paulo. São 103 textos colecionados semanalmente entre 06 de janeiro de 2006 e 28 de dezembro de 2007.

As crônicas têm um formato dinâmico, e remete o leitor ao cenário da época em que foi escrita. Antes do inicio de cada texto, o autor destaca uma frase da crônica e três fatos ocorridos na semana em que a mesma foi escrita. Os temas são os mais diversos possíveis, abrange desde fatos políticos, culturais e econômicos, porém todos com a sensibilidade de um homem que vive nos bastidores do poder.

A obra pode ser considerado como uma memória, pois nos relembra de todos os fatos que abalaram a sociedade brasileira nos anos de 2006 e 2007, fatos como: os ataques do PCC, a campanha eleitoral do presidente Lula para o seu segundo mandato, o acidente da TAM, a crise aérea brasileira, a morte de Paulo Autran, entre outros acontecimentos que muitas das vezes caem no esquecimento.

Em meio a textos sérios que marcaram a história recente, surge um homem sensível. Na crônica do dia 06 de outubro de 2006 Sarney deixa claro essa sensibilidade ao narrar o drama de uma afro-descente que perdeu seu marido na maior tragédia aérea do Brasil. O autor usou de muita emoção para narrar o triste episódio.

Sua filha estava brincando com outras amigas no pátio do prédio onde mora. Às 16h30, a menina Hannah parou e disse às colegas: "O avião do meu pai explodiu." Todas as meninas ficaram curiosas. Hannah não disse mais nada e continuou a brincar.

O autor termina essa crônica citando Drummond: "Mundo, vasto mundo..."

José Sarney é político, foi o trigésimo primeiro presidente do Brasil, e atualmente é senador do Amapá. Pertence à Academia Brasileira de Letras, já lançou diversos livros, entre eles: O dono do mar, Saraminda e A duquesa vale uma missa.

Dados técnicos

Nome do livro: Crônicas do Brasil contemporâneo
Autor: José Sarney
Número de páginas: 240
Formato: 15,5 x 23
ISBN: 978-8500-020-438
Preço: R$ 29,90
Editora: Ediouro

Concurso Cultural – Crônicas do Brasil Contemporâneo - Vol. VII


Quer ganhar de presente o livro “Crônicas do Brasil Contemporâneo - Vol. VII” de José Sarney? O Blog Passageiro do Mundo em parceria com a Editora Ediouro lhe dá esse presente. Para isso, basta responder a pergunta abaixo nos comentários do post “Crônicas do Brasil Contemporâneo”. As três melhores respostas receberão um exemplar do livro em qualquer lugar do Brasil.

O que falta para a sociedade brasileira ser mais politizada?

As respostas serão aceitas até a meia-noite do dia 19 de dezembro. A melhor resposta será divulgada no dia 22 de dezembro, abaixo da resposta é necessário deixar um endereço de email para contato.

11 comentários:

Péricles Formigoni disse...

Nas palavras de Capristano de Abreu, historiador brasileiro que viveu de 1853 a 1927 "Eu proporia que se substituíssem todos os capítulos da Constituição por:
Artigo Único - Todo brasileiro fica obrigado a ter vergonha na cara." assim o que falta para a sociedade brasileira ser mais politizada é que cada brasileiro tivesse vergonha na cara. Existem pessoas que tem a coragem de falar "eu não discuto Política" mas na verdade estão falando "eu não estou nem ai gosto mesmo de ser fútil e viver numa sociedade de consumo" só que o que as pessoas se esquecem, propositadamente, é de que na verdade dependemos da política para solucinarmos vários problemas estruturais e conjunturiais, e para politizarmos mais a população é necessário que a sociedade, com todas as classes e grupos sociais, se una e diga sim para a cultura e educação e não para a alienação e consumismo. Só quando o Ser se tornar mais importante que o Ter viveremos em um mundo mais equalitário e politicamente representativo. Péricles Formigoni diretoria@prodiversidade.org.br

VIADAGEM E A TRANSGRESSÃO POÉTICA disse...

Belo post e belo comentário do Péricles, abaixo. Parabéns, Péricles! Eu penso que tudo é político, não apenas a política partidária. Ao contrário, passa ao largo disso.
Falando em Sarney, e não o julgando como o presidente que foi, mas como escritor, quero deixar claro aqui que ele é elogiado e criativo. Talvez, a postura de uma certa esquerda foi o que impediu que enxergássemos esse fato.
Vejo, também, não apenas a futilidade e o consumismo afastando as pessoas da política, mas também a desilusão:A troco de que continuar acreditando se os próprios políticos, depois de eleitos, só sabem nos trair, com raríssimas exceções? Portanto, nossa desilusão também é política e não algo não-político. A partir do momento em que os/as políticos/as eleitos cumprirem exatamente suas promessas de campanha e não desviarem dinheiro público, pode crer que nossa sociedade se tornará naturalmente mais politizada, tornará a acreditar. Por outro lado, penso ainda que é preciso uma mudança ainda mais profunda: vivemos em uma sociedade imagética, mediática e isso tem que mudar, ou levará à ruína total do projeto humano. Não somos políticos apenas na hora do voto, mas também na hora do boicote, na hora do protesto, na hora em que exigimos mais educação e cultura, direito à informação e etc. Como posso exigir de um povo que ainda grande parte da população está no limiar da miséria que seja "político", se sua preocupação básica é sobreviver? Como exigir de quem não tem casa nem endereço que tenha cidadania? Não interessa e nem nunca interessou aos poderosos que o povo fosse informado e politizado. Por isso o futebol e a bolsa família: pão e circo... e chega! "Chega" na visão deles... Portanto, Marcos, acho que essa é a pergunta mais difícil que você fez aqui, envolve muita coisa, tristemente...
Beijos,
Ricardo
aguieiras2002@yahoo.com.br

Serginho Tavares disse...

esse concurso eu vou me abster de participar.
tá?
:*

t.e.a.g.o. disse...

parece ser interessante...

Cláudio disse...

Olá! Como forma de contribuir para o post venho aqui, de forma simples e clara, dizer que é preciso uma cultura cívica mais forte entre os cidadãos, sua busca pelos direitos e deveres enquanto pessoas com maior despertar para a política, sociologia, filosofia e economia. Acontece que nossa base educacional apresenta conhecimentos quadrados, não menos importantes, mas que não preparam para uma vida humana tão digna e reflexiva. Apesar de tudo, a política é uma via de duas mãos e, culpar apenas os representantes acaba sendo mais cômodo. A cultura cívica foi trocada pela alienação, das novelas e do consumismo, criticada por aqueles que fazem um pacto de mediocridade em uma sociedade sem solução. Aproveitar-se da situação é o que os políticos fazem, algo que a população deveria, caso se interessasse. O que importa é ter conhecimento para cobrar!!!

crpierini@gmail.com

Douglas Vilela disse...

Essa é uma meta que não precisamos nos dar ao trabalho de buscarmos ou sonharmos em alcançá-la nem a médio ou longo prazo. Somos um povo pacifista demais para questionar o que há de errado no país, temos políticos ladrões, uma polícia corrupta, um povo sem acesso a educação, saúde, comida, emprego, etc.

Odeio quando ouço "Brasileiro é um povo alegre apesar das condições" isso só deixa claro que brasileiro não se importa com nada e vive como na música do Zeca Pagodinho - "Deixa a Vida Me Levar" - E a vida acaba levando mesmo, mas leva somente ao caos. O Brasil é assim desde a sua descoberta, e se em mais de 500 anos nada mudou... Meu querido passará milhões de anos e podemos ter a certeza que algum brasileiro fará essa mesma pergunta.

O Brasil nunca conseguiu grandes avanços em sua história exemplo disso é: Fomos um dos últimos países a acabar com a escravidão, que só acabou graças a pressões internacionais. Hoje há alguns que afirmar que a economia esta melhor, mas enquanto o mundo crescia horrores, o Brasil sempre ficou na lanterna e agora com a crise vamos ver até onde conseguimos chegar.

Hoje o que posso falar do Brasil:

Povo Pobre
Regido por Corruptos
Protegido por assassinos
Alimentado com esmolas do governo
Educação por pessoas que escrevem errado e que não sabem ler
Saúde que amputa a perna errada de paciente

"Que país é esse?" Ele é existe? Infelizmente sim, e se chama BRASIL. Terra de um povo feliz que canta com muito orgulho "Eu sou brasileiro. Com muito orgulho, com muito amor", eu não tenho orgulho nenhum. E só para lembrar aos orgulhosos que na Guiana Francesa a palavra brasileira significa prostituta e aqui mesmo no Brasil a termo brasileiro significa traficante de pau Brasil.

Agora te faço uma pergunta. Como conseguimos ter orgulho de uma pátria doente, em fase terminal? Que não tem zelo algum com os seus filhos, que quer nosso fim?

Para mudarmos esse quadro, e o cidadão de fato ser politizado, tem que ser mudada questões estruturais do Brasil, e a educação valorizada de fato. Se começarmos agir imediatamente, a politização não será uma conquista para essa geração, pois é esse trabalho é de sentinela, é árduo. Será resultado de um longo trabalho educativo, e quando essas crianças que foram politizadas desde o berço tomar o poder, ai sim teremos uma nação politizada de fato... Não vejo no horizonte possibilidades de isso acontecer com as políticas públicas atuais... Triste história dessa rica, porém miserável nação chamada Brasil.

douglas.vilela@uol.com.br

João Marcos disse...

O Brasil é um país que carrega "burradas" ao longo da história. Não apenas os portugueses, mas os brasileiros são alvos de gracejos de estrangeiros aludindo que nós somos "burros". Ruy Barbosa, alcunhado como o "Brasileiro mais inteligente da história", já disse uma vez:"Este país não vai pra frente". Como tornar pessoas cônscias de seus deveres políticos num país que tem a comédia estampada na bandeira? "Ordem e progresso" é justamente o que aqui não há... Mas temos que parar não apenas com o desinteresse político da massa, mas também com furto dos eleitos. Para politizar este país será necessário três princípios: Governantes cumprirem com suas palavras. Governantes investirem na educação brasileira e brasileiros estudarem mais. Uma pessoa com boa formação educacional terá boas opniões próprias, reflexões de seus deveres, não será engadana pelo governo se este desejar. Sejamos francos, realmente, de que adianta pessoas sem conhecimento algum, sem uma boa educação, discutirem sobre política? Qualquer político malandro pode convercer a maioria na lábia, essas pessoas miseráveis e sem estudos são facilmente compradas pelos candidatos, a troco de pão e leite, a troco de dinheiro...Vamos educar este país, educar para que o povo saiba de suas obrigações, e os eleitos de seus deveres. Vamos investir no crescimento econômico, que acarretará numa boa condição de vida e numa boa educação, deixemos de dar super valor aos produtos estrangeiros,vamos valorizar os nossos, deixemos de depender de outros países, nossa independência já foi conquistada há temos...


joao_led_666@hotmail.com

João Marcos disse...

Correção

nossa independência já foi conquistada há tempos...

Desculpem-me

VIADAGEM E A TRANSGRESSÃO POÉTICA disse...

Uau! Muitas respostas ótimas, mas se eu pudesse votar, escolheria o Douglas! Como se diz por estas bandas: "Arrasou!!"
Beijos,
Ricardo
aguieiras

Cristina Espirito Santo disse...

O essencial para qualquer sociedade ser politizada é conhecer sua História, de forma clara e digna,minimizando a importância das "lendas" e assumindo suas imperfeições e acertos históricos como marcas de sua individualidade.A sociedade brasileira ainda não conhece, nem é motivada por uma educação formal de qualidade,a conhecer sua História,daí a dificuldade em refletir sobre, interpretar e fortalecer suas relações políticas, partidárias ou não.

Wander Veroni disse...

Oi, Marcos!

Sou fã de crônicas desse estilo, que brincam com o factual e a narrativa...gostei muito da proposta do livro e quero participar da promoção.

O que falta para a sociedade brasileira ser mais politizada?

Falta educação e respeito. Mas não é só a educação que recebemos na escola. É o ensino da convivência, do carinho, da fraternidade e do gosto pelo aprendizado.

As pessoas estão tão preocupadas com seu próprio umbigo que sempre acham que os problemas delas são maiores ou melhores que os seus. Problemas são problemas. A única diferença é que uns podem ser resolvidos mais rápido do que os outros.

Creio que só conseguiremos ter um país mais politizado quando a educação se tornar uma prerrogativa fundamental para construção do ser humano.

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Meu contato: wander.veroni@gmail.com

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Abraço,

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