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domingo, 29 de março de 2009

O Amadorismo do iPrEx

Dias atrás, comentei no blog que estava sendo voluntário do iPrex (Iniciativa Profilaxia Pré-Exposição) para uma pesquisa de um novo medicamento anti-HIV. Voltei novamente no Centro de Pesquisas da FMUSP (Faculdade de Medicina de USP) e me informaram que eu era inelegível para a participação da mesma por conta do numero de parceiros sexuais que tive no ultimo ano. Questionei o porquê eles haviam me chamado, já que no questionário onde eles pediam a participação do público havia uma pergunta que abordava o tema, e na qual eu fui sincero ao responder que tenho um relacionamento estável.

Também indaguei o porquê eles querem que os voluntários estejam tão expostos ao contagio do vírus, sendo que eles informaram que a pesquisa é para saber as reações que o remédio causa no organismo quando administrado a longo prazo... Eles apenas enfatizaram que o perfil dos voluntários é esse. A impressão que dá é que a FMUSP quer recrutar voluntários que transam muito e sem camisinha para detectarem entre as cobaias quem irá se infectar ao longo da pesquisa.

É lamentável ver no Brasil o amadorismo em quase tudo que é desenvolvido. Em ambas as partes houve perda de tempo e dinheiro. Eles realizaram uma bateria de exames em mim, fiquei uma manhã no hospital para a realização dos mesmos, algo que poderia ser evitado se eles ajustassem os filtros da pesquisa com o perfil que eles realmente querem para a pesquisa. O lado bom de tudo isso foi o fato de receber todos os exames que realizei e ver que todos os resultados são favoráveis, que a minha saúde está em dia.

7 comentários:

RICARDO AGUIEIRAS disse...

Marcos,
fiquei muito triste ao saber disso, mas contente por que você está muito bem de saúde.
Aprende uma coisa, urgente: a medicina é covarde, vive ao sabor da grana dos grandes laboratórios. Desde que o Estudo Iprex começou eu realmente imaginei que isso ocorreria. Como poderiam testar um remédio que promete que o indivíduo não se contaminará de HIV se tomá-lo , no caso o TRUVADA se o tal voluntário não se expõe ao risco? Fica evidente que tem algo de errado aí... pense um pouco. Eles, os grandes laboratórios, não estariam preocupados com o "efeito do remédio a longo prazo", por que esse estudo j´vem sendo feito faz tempo, com portadores do vírus e o Truvada. O grave problema é o Ético, é o que mesmo nunca pode se feito para provar ou não algumas coisas em Aids por que colocariam em risco a vida da pessoa, tipo, nõ poderiam nunca pedir para um casal, um soropositivo e outro soronegativo que este último só fizesse sexo oral no portador de hiv, por dois anos, para ver se contamina, isso seria "anti-ético", entende? Com o Iprex é a mesma, eles não podem sair pedindo "Por favor, pessoas promíscuas e que façam bareback, para teste de um remédio que impede a contaminação", isso chocaria profundamente a sociedade cristã, patriarcal, preconceituosa e conservadora, que dá a verba, compreende? Compreende como a Ciência atual pode ser um resultado em mãos dessa força endinheirada?
Beijos,
Ricardo
aguieiras2002@yahoo.com.br

Arsênico disse...

"Por favor, pessoas promíscuas e que façam bareback, para teste de um remédio que impede a contaminação"...

hahaha... Adorei Ricardo... mas é bem isso mesmo... porque não sejam mais claros?...

mas o melhor foi saber que vc está limpo néah quiridjo?... por mais que esteja num relacionamento estável... sempre rola um friozinho na barriga não é?

***

FOXX disse...

bem...
que bom q vc está bem de saúde né?
eu acho q tb seria recusado na pesquisa...

Fabiano (LicoSp) disse...

Uma vez um amigo me chamou para algo parecido referente ao HPV... tambem nao pude participar por estar em uma relação estável.

Se eles querem alguem no perfil deles, seria + facil buscar nos puteiros, saunas e clubes né.

Infelizmente o brasil tá anos atras em tudo q faz, só marketing para brasileiro ver.

Diógenes de Souza disse...

Acho que todo mundo aqui já falou o bastante Só tenho que confirmar - e lamentar.

abs

t.e.a.g.o. disse...

hum...
lembro quando um amigo me falou de um cara que tinha aids... quando ele simplesmente passou na rua...
tipo e eu o conhecia de vista e as vezes conversava com ele...

Anônimo disse...

Acho incrível como pessoas que parecem ter um nível sociocultural relativamente bom questionam o referido. Em primeiro lugar: Concordo que deveriam ter filtros melhores para não fazer o voluntário passar horas por procedimentos e depois dar um "NÃO"ao mesmo dizendo que ele não serve. Em segundo lugar o seguinte estudo propõe que analisem os possíveis efeitos colaterais em pessoas não contaminadas pelo HIV, além de testar um grupo que tem maior vulnerabilidade à infecção. Não é para sair por aí transando sem camisinha ainda mais porque o estudo é controlado por PLACEBO e isso fica bem claro para os participantes. Pra que dar medicamentos para testar se pessoas pegam ou não uma doença se não vai se expor à mesma? Daria vacina de gripe para alguém que vai viajar sozinho para a Lua??? E outra, vulnerabilidade maior não significa transar sem camisinha, profissionais do sexo por exemplo transam com camisinha e se um preservativo romper... essa é a diferença entre fazer sexo em casa todos os dias com a mesma pessoa e de fazer sexo cada dia com uma pessoa (ou várias) diferentes.
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Ricardo
construidordofuturo@hotmail.com