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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

A Fragilidade da Vida – Parte III

Ontem minha mãe passou muito mal, depois do almoço ela começou a sentir um mal estar gigantesco, sintomas de pressão alta e ânsia de vômito. Ela toma calmantes fortes e está com a receita vencida e com uma consulta marcada para meados deste mês, em hipótese alguma esse tipo de medicação é vendida sem receituário médico e dificilmente outros médicos, que não acompanham o caso dela irá receitar o remédio, hoje veremos se há possibilidade de conseguir uma receita com o médico de acompanhou o caso dela ontem, pois é do mesmo hospital que o cardiologista dela atende, há como ele contatar o médico cardiologista, e obter o prontuário médico para a confirmação do caso.

Acabei saindo do hospital as duas da madrugada, fiquei assustado, a P.A da minha mãe foi para 21, quando saímos do hospital já estava em 14, ela ficou dois dias sem dormir, está muito preocupado com a minha tia que está internada, a que eu citei nos posts “A Fragilidade da Vida” e “A Fragilidade da Vida II”, o quadro dessa minha tia ainda é delicado, não há melhora, no sábado quando fomos visitá-la a P.A dela estava em 9/6, minha mãe levou tinta para tingir o cabelo dela, deu banho nela, e quando saímos a P.A já estava em 14/8, ela ficou feliz por ter feito um bem para a irmã dela, mas preocupada com o caso, o médico foi muito duro quando disso há meses atrás que essa minha tia não sairá com vida do hospital, e já se passaram cinco meses, e ela ainda está no hospital, é duro aceitar a despedida lenta de um ente querido.

Sábado minha mãe quer ir cedo ao hospital, minha tia está com vontade de comer peixe assado, minha mãe quer chegar no horário do almoço e levar o peixe, não recuso levar a minha mãe ao hospital, sei como ela gosta dessa irmã dela, e se caso ela não venha se recuperar, quero que a minha mãe fique em paz, e com a certeza de que fez tudo o que estava ao seu alcance, tenho medo pela integridade física da minha mãe, caso a minha tia venha a falecer, ninguém sabe lidar bem com a morte, mas o agravante ainda é maior quando existe um historia de doenças cardíacas... Espero que tudo termine bem.

Leia Também:

A Fragilidade da Vida
A Fragilidade da Vida II

7 comentários:

Paulo disse...

A morte nunca é um tema fácil, por mais preparados que nós estejamos, sempre é um baque, sempre é uma surpresa. Nunca soube lidar com isso, acho que nunca vou saber!

Espero que tudo termine bem para você e sua mãe.


abração, fique bem e boa semana!

BinhoSampa disse...

Marcos, espere que tudo acabe bem com a sua familia, é uma fase bastante delicada...como vc mesmo disse no post...fragilidades da vida...são nesses momentos que percebemos o quanto somos frágeis...

Desejo que acabe logo essa fase e que ocorra tudo bem...

:-)

Blog do Jean disse...

Desejo que sua mãe tenha melhoras, fique bem de saúde, assim como sua tia tb... é triste ter a mãe doente, nos sentimos frágeis e ficamos abatidos.

" O PIMENTA ! " disse...

Querido, tenho acompanhado sua história e sei como é terrível lhe dar com o sofrimento alheio, é preciso muita força ! ás vezes nos dá a impressão de que dói mais em nós do que nas pessoas que amamos, e as vezes esse amor amor é tanto, que se pudessemos transferiríamos essa dor para nós mesmos, mas isso não é possivel! Mandei 2 e-mails pra vc (msn) hj, muito lindos, que falam sobre força interna, estar preparado para horas difíceis e aproveitar o tempo junto aos nossos queridos! espero que goste!
forte abraço

Marcos Freitas disse...

Pimenta,

Obrigado pelo carinho, vi os emails e adorei, valeu pela força que tens me dado.

RICARDO AGUIEIRAS disse...

Marcos, cuide muito de sua mãe e dê carinho para ela, muito. Ela vai ficar bem.
Sei como tudo isso é triste: Ontem, 08/08/; morreu um querido tio meu, irmão da minha mãe, após um mês sedado em uma UTI, em São Bernardo do Campo. Minha mãe está um trapo e me dói também ver a sua dor, era o irmão mais novo dela... Simone do Beuvoir disse: "Toda Morte é uma violência absurda e inaudita", no seu belíssimo livro "Uma Morte Muito Suave", onde ela conta a lenta agonia de sua mãe, com câncer, o título do livro é extremamente e propositalmente irônico. Sabe, mesmo sendo um assunto que a grande maioria rotula como "desagradável" e foge como o diabo da cruz, penso que devemos, sim, falar sobre ela, sobre a morte e não negá-la. É a finitude que dá a real dimensão da vida nossa.
Cuide-se e beije sua mãe por mim.
Ricardo
aguieiras2002@yahoo.com.br

Marcos Freitas disse...

Ricardo,

Obrigado pelo carinho, ela já está bem melhor, se medicando, a vida prova que apesar de todas as dores, a vida sempre, sempre continua.