Pesquisar este blog

Carregando...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

7 olhares

O livro recém lançado pelos curitibanos Diego Ramos e Felipe Glück trás depoimentos sobra a homossexualidade na adolescência. O livro é dividido em sete estágios e depoimentos de vida, que abrangem “Infância”, “Dúvida”, “Descoberta”, “Negação”, “Defesa”, “Aceitação”, e “A vida continua...”. O trabalho aborda visões de amigos, pais, irmãos e educadores, todos expondo suas visões de como venceram e contribuíram para a quebra de preconceitos.

O trabalho busca mostrar as angústias e os medos daqueles que optam por abrir as portas do armário e mostrar-se para todos como realmente são, e em contrapartida o livro também aborda os mesmos sentimentos de todos que aqueles que rodeiam os recém saídos do armário.

Sair do armário não é uma tarefa fácil perante uma sociedade tão religiosa quando a brasileira. No livro encontramos a história do Alisson, garoto religioso que viu na igreja a oportunidade de se esconder, mas no decorrer da vida ele viu que nem aqueles que rezam e mandam rezar o “Pai Nosso” para nos absorvermos dos nossos pecados, estão fora da homossexualidade.

7 olhares é um livro para pais, mães, educadores, amigos de homossexuais que estão se descobrindo, pois ele trás depoimentos em forma de reportagens que mostram a homossexualidade vista por diversos ângulos, por diversos olhares. Cada olhar com uma particularidade, medos e anseios diferentes, porém todos com a necessidade da aceitação. Sabemos que a luta de gays como o Alisson, Janaina, Pietro, Anieli, entre outros, não estão encerradas, pois a homofobia existe, e a superação é uma necessidade diária, o apoio recebido por parte de amigos, familiares e educadores é de suma importância para o rompimento de preconceitos.

Dados Técnicos

Nome do Livro: 7 Olhares - Depoimentos Sobre a Homossexualidade na Adolescência
Autores: Diego Ramos e Felipe Glück
Número de páginas: 170
Formato: 15 x 22
ISBN: 9788598201320
Preço: R$ 30,00
Editora: Editora Gráfica Popular

Concurso Cultural – 7 olhares

Quer ganhar de presente o livro “7 Olhares - Depoimentos Sobre a Homossexualidade na Adolescência” de Diego Ramos e Felipe Glück? O Blog Passageiro do Mundo em parceria com os autores lhe dá esse presente. Para isso, basta responder a pergunta abaixo nos comentários do post “7 olhares”. A melhor resposta recebera um exemplar do livro em qualquer lugar do Brasil.

Qual a maior dificuldade encontrada pelos adolescentes ao assumirem sua homossexualidade?

As respostas serão aceitas até a meia-noite do dia 13 de janeiro. A melhor resposta será divulgada no dia 15 de janeiro, abaixo da resposta é necessário deixar um endereço de email para contato.

46 comentários:

t.e.a.g.o. disse...

tipo..
da tempo de eu pensar numa respostar....
então deixa pra proxima...

Felipe Lucchesi disse...

A maior dificuldade é a agressão verbal e física,porque a agressão moral só ocorre com o mesmo que agride por conta da sua própria ignorância.
felipe_lucchesi@hotmail.com

Serginho Tavares disse...

uma boa idéia fazer um livro com esse tema...

Angelus Gautama disse...

Meme pra você no meu blog. ;-)

GiL disse...

Não serem aceitos da forma como são, não pelos amigos porque estes são mais faceis de aceitarem, por já terem uma mente mais aberta, mas sim pelos pais e familiares, que muitas vezes podem inclusive expulsá-lo de casa com uma mão na frente e outra atrás. Ser ofendido por suas escolhas pela própria família é a pior coisa. Mesmo porque não há uma maneira regra de como agir para se assumir, ou seja, qual a melhor forma de fazer isso, por isso é tão difícil...

J. M. disse...

Assumir para a família, principalmente se esta achar que o filho ou filha vai se transformar em outra coisa que não um ser humano, apenas porque ele ama homens ou ela ama mulheres.

J. M. disse...

Ah, o email: jeffesonmendes@hotmail.com

Thiago M. Dutra disse...

O livro parece ser incrível! Show. parabéns pela iniciativa dos autores.

Danilo disse...

A maior dificuldade encontrada pelos jovens ao assumirem sua homossexualidade é quando vêem que as pessoas não encaram isso como normalidade, que os outros não aceitam quem é diferente, e que a grande maioria gosta de pessoas do mesmo sexo. Assim, quem faz essa descoberta entra num difícil processo de aceitação consigo mesmo, dependendo da pessoa, até se aceitar como gay.
O homossexual frequentemente não se encaixa em nenhum grupo no âmbito social escolar, é visto com desconfiança, debochado, humilhado e escrachado, mas ele tem sua arma: a inteligência. Os homossexuais têm inteligência acima da média, são observadores e sabem dialogar.
Infelizmente, os que não se aceitam, passam pelo processo de rejeição de si mesmo. Arrumam namoradas, ficam com muitas pessoas para mostrar para os outros que ele não é o que estavam pensando, mas no fundo essa pessoa está enganando a si mesmo.
Enfim, mas se o homossexual souber se impor, ter sua personalidade, ser um indivíduo singular, mostrar que ele não é somente uma opção sexual e que tem muitas outras qualidades, as pessoas vão passar a admirar isso e se aproximar, percebendo que a orientação sexual de alguém não é relevante na avaliação do caráter. Amar diferente é apenas uma outra forma de amor.

danilobds08@gmail.com

Karol disse...

Bom é meu primeiro comentario aqui então pode achar estranho ou algo tipo, criei o blog recentemente e enquanto procurava blogs legais achei o seu...
Acho que as dificuldades variam de acordo com a pessoa em questão, por exemplo, pra alguém ligado a família vai ser mais dificil expor a situação a um familiar, para alguém ligado aos amigos vai ser mais dificil se assumir diante dos mesmos, para uma pessoa extrovertida e bem relacionada deve ser horrivel ter olhares preconceitosos, ainda que a mesma saiba a insignificância de tais olhares e a ignorância do remetente destes, para um religioso deve ser extremamente incomodo saber-se diferente do que seu dogma acredita ser correto, entretanto, acho que pros homossexuais em geral o mais díficil ao se assurmir é aturar a total falta de respeito alheia, é claro que existem pessoas cultas que respeitam o próximo e as decisões do mesmo, mas assim como essas pessoas existem, também existem os que preferem julgar e se acham no direito de expor suas opiniões ( ainda que na maioria das vezes tenham opiniões infundadas, completamente sem base) vindo a comentar coisas inaceitáveis , usar de violência e agir de modo completamente absurdo, destratando alguém que não fez nada além de tentar viver sua vida como acha mais justo sem prejudicar terceiros, o que é um direito de todos nós, temos direito de escolha e enquanto não prejudicamos ninguém com nossas preferências é dever do próximo aceitar os fatos e respeitar as pessoas como seres humanos que elas são independente das escolhas que façam. Enfim, acho que o mais díficil é a falta de respeito.

E-mail: miss_poison_@hotmail.com

Leonardo Petrus disse...

Sem duvida nenhuma, a repreensao que temos que administrar quanto aos nossos sentimentos, uma vez que decidimos viver de forma verdadeira e completa. A falta de informacao acessivel, a degradacao da imagem do homossexual nos veiculos de comunicacao, e tantos outros motivos, torna o adolescente homossexual confuso e incerto de como se portar diante de situacoes cotidianas. Tal confusaso e incerteza causam o repreendimento de sentimentos, do qual falei acima, levando a reclusao, nao necessariamente no sentido social, digo reclusao quanto ao medo de dizer o que sentimos verdadeiramente. Por fim, na tentativa de nos relacionarmos socialmente sentimos a necessidade de mentir quanto a algumas coisas, ate chegar em um ponto onde a mentira se torna algo diario e banal, mas tambem essencial, para viver mais um dia, todos os dias, com a "seguranca" de que a nossa identidade esta segura.
Leo-petrus@hotmail.com

karol disse...

CORRIGINDO

(...) se acham no direito de expor suas opiniões de forma INADEQUADA (...)

Tinha esquecido uma palavra importante pro contexto... x)

;**

Leonardo Petrus disse...

Ah!!, so mais uma coisa, eu respondimas eu respondi o ato de se assumir mas nao publicamente. Como a pergunta nao era assssim tao especifica entao eu achoque ta ok, so queria deixar claro!!!

Vinícius Alves disse...

Eu costumo dizer que só o jovem e seu travesseiro é que sabem a dor e a delícia de um assumir-se.

Foi assim comigo durante alguns anos (antes e depois de assumir-me) e acredito que muitos já passaram ou passarão por algo similar.

As dores dos preconceitos são de um praxe maldito, seja por parte de familiares que tentam convencê-lo de que esse não é o caminho certo, como se só existisse um caminho, amigos que naturalmente se afastam ou que você se afasta para evitar ser constrangido, religião que fundamentalmente não respeita a diversidade de relacionamentos e formas de amar ao próximo e viver fraternalmente em paz, além de outros tantos enraizados na sociedade que sempre estará à postos com suas pedras e tomates na mão para atirar assim que necessário ou que tiver oportunidade.

Triste ver que a hipocrisia chega a tal ponto de preferirem conviver e aceitar uma mentira do que revelar e viver uma verdade.

A descoberta de um "mundo novo", de novas possibilidades, de novas pessoas, de pares, de iguais a você é uma das primeiras delícias que descobri desse assumir-se. A luta pela conquista de direitos e pela defesa dos seus iguais é a segunda delícia que há alguns anos eu venho descobrindo e tentando transmitir a outros que convivo.

Só a (in)formação traz libertação!

Vinícius Alves, 20 anos,
Coordenador de Juventude da Associação Beco das Cores
Coletivo de Juventude do Fórum Baiano LGBT
Salvador BA
contatovinialves@gmail.com

diogenes disse...

A maior dificuldade é deixar de ser adolescente e, para se sobressair a todas as manifestações contrárias, amadurecer precocemente; tornar-se adulto para tentar lidar em pé de igualdade com aqueles que, por terem vivido mais tempo, acreditam ter todas as soluções para tal "maldição". Com isso, vai-se uma parte importante da vida onde, ao invés de serem feitas todas as descobertas necessárias, adia-se tudo e dá-se um pulo gigante para uma fase da qual pouco se conhece.

diogenesaju@gmail.com

DON PAVINATTO disse...

A maior dificuldade é o medo da "dificuldade" alheia. Não é a dificuldade em lidar consigo mesmo, em olhar para si, mas ser olhado, em lidar com o julgamento social. É o medo do pesado fardo. É o medo da rejeição completa. O medo do próximo, não de si mesmo.
Superado e vencido o medo, não há mais dificuldade.

tiagopavinatto@gmail.com

< Diego Trindade > disse...

Para mim a maior dificuldade é o processo de auto-aceitação. Claro que quando nós decidimos reclamar do mundo com nossos pais e eles dão razão ao mundo, é dificil, e encarar os amigos/colegas de escola talvez seja pior ainda, mas é como se diz: "não há nada no mundo que possa nos parar a não ser nós mesmos"
As experiências e os traumas na infancia de um homossexual criam padrões de pensamento que fazem, para a maioria, da adolescencia um verdadeiro inferno.

bw.diego@gmail.com

Eduardo Gomes disse...

A maior dificuldade é quando o adolescente se olha no espelho e se pergunta: Porquê?
A dificuldade está em se assumir e ver como será dificil encarar o mundo por apenas amar uma pessoa do mesmo sexo. Sentir também que terá que decidir entre sua felicidade e a felicidade das duas pessoas que mais ama: seus pais. "Será que perderei meus amigos? Será que não serei respeitado perante a sociedade? ou pior: ouvir seus pais falando que preferem ver um filho bandido do que gay..." Realmente é muito sofrimento para uma pessoa só. Porém a partir do momento que o jovem gay se vê novamente no espelho e fala: sou humano, também sou filho de Deus, tenho bons e maus sentimentos como qualquer outra pessoa... Sou gay e daí? Estarei buscando minha felicidade como qualquer ser "normal" deste planeta!
edimais.g@gmail.com

Diley Rodrigues disse...

O livro me parece interessante, então vou responder pra ver se consigo ganhá-lo, rs.

Eu acho que a maior dificuldade não é bem o que os outros vão pensar sobre a sua homossexualidade, e sim o que você acha disso. Convenhamos que, para se assumir perante a família, amigos e pessoas que realmente importam, você deve estar consciente das suas opiniões, ora, os outros só terão de lhe dar respeito e apoio - e quando isso não ocorre, é o chamado, sofrer de preconceito vindo dos outros - mas e quando você não se aceita, o que é bem comum, você simplesmente não tem coragem parar se assumir para si, que dirá para os outros - e esse caminho para se aceitar, na minha opinião, é a grande barreira para assumir a homossexualidade. É o que acho: uma pessoa que não se sente incompleta ou se acha 'defeituosa' não tem o ânimo e disposição para enfrentar e/ou defender o seu ponto de vista, o seu 'defeito'.


Bom, é isso que acho.

abraços.

joão disse...

Numa fase onde se busca pela aceitação, a maior dificuldade pro adolescente é entender que ser gay não nós torna melhor nem pior do que os outros, e de que não precisamos nos torna personagens de nós mesmos...
um abraço

Leonardo Peixoto disse...

O mais difícil é que esse processo de "assumir-se" para o mundo parece que nunca acaba, porque a cada momento conhecemos novas pessoas e que ficam se fazendo sempre a mesma pergunta: "Será que ele é?"; e começa um debate sem fim sobre a nossa sexualidade. Até o cobrador do ônibus na hora de dar o troca fica olhando pra gente de forma diferente, é como se tivéssemos que perguntar o preço da passagem já dizendo: "Olha, mas eu sou gay, tá?". Se fôssemos travestis, estava tudo certo, SEM DÚVIDAS, mas quando se trata de um homossexual precisamos ficar satisfazendo as curiosidades de todos e ainda levando a culpa de estarmos dentro do armário. Se estou dentro do armário eu não sei, o que eu sei é que no meu armário tem cada boff maravilhoso e que visto eles a hora que eu quiser. O mais importante é isso não me enganar, não me iludir, pq esse "sair do armário" que o povo quer, meu amor, é como se eu tivesse que ser uma atriz é abrir o camarim mais de mil vezes. Poxa, mas eu já sai uma vez, não basta?
EMAIL.: liopeixoto@hotmail.com

Berberick disse...

Creio que a maior dificuldade de se assumir quando se é gay na adolescencia , esse foi o meu caso , é o desamparo que se segue ao "sair do armario " digo , quando um jovem se assume , alem de ter de arrumar forças para lutar contra todo um movimento contrario socila que discrimina e inferioriza sua orientação sexual, as vezes ele ainda tem de lidar com a mesma situação dentro de casa.Lutar e asumir uma postura defensiva de que se é o tempo todo , é por demais desgastante . vejo essa falta de apoio como a caracteristica mais dificil .

Ailtonberberick@hotmail.com

VIADAGEM E A TRANSGRESSÃO POÉTICA disse...

O livro tem uma capa belíssima e chamativa, parabéns ao ilustrador!
Respondendo:
Evidentemente, a maior dificuldade é a família. Desde que nascemos todo os nossos referenciais vêm das figuras do pai e da mãe, são os nossos protetores, nossos exemplos; nosso socorro e até mesmo nossos heróis. Veja você: não adianta acusarem a TV de exibir programas violentos. Isso não terá nenhuma importância na formação da criança, se ela tiver a orientação do pai e da mãe. De nada adiantaria uma TV pacificadora, cultural e educativa , se o pai e a mãe fossem neuróticos e violentos. Portanto, temo dizer que, enquanto homossexuais , já estamos na contra-mão, subindo a escada rolante que desce. Sem o amor de pai e da mãe, dificilmente haverá aceitação e uma tranquila saída do armário.
Eu tinha apenas 13 anos quando me apaixonei por um colequinha da escola. Não sei como meus pais descobriram. E me internaram numa clínica, em São Caetano do Sul, que fazia a tal da "Terapia da Conversão", de cunho behaviorista/comportamental e tomei choques elétricos no pau. Anos depois, já militando no Somos, fiquei sabendo de outros/as homossexuais que tinham sofrido coisas parecidas.
Penso que tentei, desesperadamente, até mesmo antes da adolescência, conseguir o amor do meu pai. Mas fracassei totalmente. E é um fardo muito grande para se carregar por toda a vida.Destrói a construção da auto-estima e cria comportamentos de fracassos constantes. Se não consegui o amor do meu pai, como vou conseguir o dos outros e o meu próprio? É um fardo enorme e nem sempre se consegue superar, por isso tanta neurose, suicídios, se entregar às drogas e etc.
Eu tive sorte, na verdade sempre acreditei em mim. Mas não posso deixar de dizer que esse abandono não é uma dor horrenda, que cala lá no fundo, como um punhal. Depois de velhos, eles, meu pai e minha mãe tentaram o perdão. Mas é difícil, primeiro por que eu tenho a certeza de que, se fossem mais jovens eles fariam tudo de novo. Depois, por que amor é uma construção, é mito dizer que você tem que amar e pronto. É uma construção e se não foi construída antes, tijolo por tijolo, não será nunca. O que ocorre é que a gente se cansa de brigar e faz de conta que esqueceu tudo. Mas não é amor.
Gays passam a vida catando os seus pedaços, se reinventando.É esse o nosso patrimônio e só por ele sobrevivemos. A experiência do estigma é uma das mais cruéis que existe. Mas a gente vai adiante!
Beijos,
Ricardo Aguieiras
aguieiras2002@yahoo.com.br

Luigi disse...

A maior dificuldade que eu tive quando era adolescente ao assumir minha homossexualidade foi a constatação de que eu estava só com as minhas diferenças numa sociedade de iguais.
Minha família, parentes e amigos amava "um igual" que não era mais eu porque algo em mim se mostrou diferente. Eu me sentia só pois o amor que eu recebia era mal informado e tinha expectativas diferentes da minha. Isso foi reajustado a duras penas e alguns danos.
Por sorte, o amor familiar se mostrou renovado e muito mais verdadeiro com o tempo.
Sentir diferente, ser diferente nos obriga a traçar caminhos pouco usados na vida e muitas vezes não acompanhar o percurso das multidões gera muita insegurança e incertezas.
Com todo meu amor fraterno!
Luigi Scrofa

MaxReinert disse...

Bom... logicamente essa pergunta só pode ser respondida em relação aos conflitos e a experiência individual.

No meu caso, o maior conflito que tive na adolscência no momento de me assumir homossexual foi em relação a falta de uma figura "positiva" com a qual eu pudesse me identificar.

Homossexual (naquela época) para mim era alguém com um a imagem distorcida (assim como ainda hoje é para muitas pessoas). Ser homossexual seria ter todos os defeitos apontados pela sociedade. Ser homossexual seria ter um aconduta que não era aquela que eu achava que deveria ter.

Durante muito tempo (mesmo para os meus amigos gays) eu tinha a "fama" de ser careta ou, pior, hipócrita.

A mim (homossexual) não era permitido acreditar na monogamia. Não era possível acreditar na possibilidade de um romance que não fosse baseado no sexo intenso e na luxúria. Não me era permitido não utilizar drogas e levar uma adolescência comum.

Ou seja.... além de lidar com as descobertas naturais da época, era necessário lidar com uma série de "preconceitos" projetados sobre mim, tanto pelos héteros quanto por outros gays.

Praticamente uma dupla jornada... desafio incrível para alguém que apenas acreditava no amor por uma outra pessoa, sem se importar por qual sexo ela tivesse.

Totó disse...

Por serem adolescentes acredito que a primeira dificuldade seria vencer o conflito emocional de dúvidas e fantásmas quanto ao futuro depois de assumirem.
Depois, aceitar que durante um bom tempo terá que encarar o maldito preconceito, muitas vezes tendo até que levar uma vida de dupla personalidade para não se "queimar" em determinadas situações, tipo trabalho, oportunidades, etc...

http://br.answers.yahoo.com/my/profile;_ylc=X3oDMTBxZjVlc3FkBF9TAwRzZWMDdXNyX3VzcgRzbGsDc2VuZGVy;_ylv=3?show=QPFZ1TZTaa

felipemaia disse...

O jovem, enquanto ser perpassante de uma realidade divergente da maioria, se vê "anormal", segregado, diferente. Como pode um menino gostar de meninos enquanto seus amigos e priminhos gostam de meninas? A partir dai esse jovem vê que ele é gay e tem que tentar lidar com a sociedade frente a essa situação. Sendo assim a maior dificuldade é conseguir ser o que realmente é e lidar com os embates da sociedade, isto é, tentar conhecer maneiras de driblar o preconceito, dai o jovem começa a ver filmes, ler livros, assistir a peças etc, tudo que possa ajudá-lo a se armar contra uma sociedade pseudopuritana que se preocupa sim com o próximo, mas uma preocupação invasiva, desamorosa, desrespeitosa.

felipehowards@gmail.com
:D

Sergioo disse...

Ser homossexual não é algo fácil, eu brinco dizendo que muitos 'machões' não agüentariam passar um dia. Existem muitos obstáculos no caminho dos gays, entre eles: a intolerância da sociedade, os 'vácuos' dos amigos e principalmente a rejeição da família. Este sem duvida é a maior dificuldade dos adolescentes ao se assumirem.

Ser discriminado na própria família é pior coisa em ser gay, todos te olham como se você fosse um criminoso ou assassino. Julgam-te como se fosse algo escolhido pela pessoa, como se existisse um botão e a qualquer momento é só apertá-lo e desse modo ele vira um hetero. Seus irmãos já não falam mais com você, eles têm vergonha ate de dar um oi. O seu pai fala que não liga mais para você, diz que não ta nem ai para você e quer que você se foda. Mas de todas as pessoas, a pior pessoa é com certeza a mãe. Ver nos olhos dela a preferência de ter um filho morto a ter um filho bicha. Perder o amor dela é uma coisa muito difícil, não conseguir conversar e tentar explicar que a homossexualidade é algo natural e não algo demoníaca contraria a igreja e principalmente a Deus. Sentir-se sozinho na sua própria casa, no momento em que você mais precisa deles, e não ter um ombro amigo para te apoiar.

Portanto, dentre as dificuldades enfrentadas pelos adolescentes homossexuais a pior delas é sentir rejeitado pela sua própria família, no teu próprio 'lar doce lar'.

(tentei relatar o que está acontecendo comigo, e em minha opinião é a batalha mais difícil que enfrentei e estou enfrentando)

Email: selucojr@hotmail.com
Sergio

Anônimo disse...

Acredito que a maior dificuldade encontrada para um adolescente asumir sua sexualidade, é sem dúvida a aceitaçao de si mesmo. Mesmo encontrando apoio em seus familiares, essa atitude por uma vida "própria", é algo que os adolescentes precisam saber lidar com isso.

Anônimo disse...

Esqueci de deixar um email pra contato.
marcosmendes_12@hotmail.com.

Obrigado.

Dé Fogaça disse...

A maior dificuldade é enfrentar a barreira religiosa que impera na minha familia. A luta começou comigo mesmo, atitudes e conceitos tão homofóbicos causam um grande sofrimento a muitos adolescentes. Em seguida ouvir dos pais que nunca vão te aceitar, pois você está indo contra Deus e vai morrer se continuar fazendo o que é \"errado\". É cruel porque até os parentes mais liberais virão a cara pra ti, tudo em função de uma esperança que nunca acaba... de ser apenas uma fase e que volte a ser meu filho MACHO!!!

lilicaripilica69@hotmail.com

Marcos Lula disse...

A partir do momento em que o ser se aceita fica muito mais fácil, o maior problema é que os próprios gays tem preconceito contra eles mesmos. Pai, mãe, sociedade, todos podem ter muito preconceito, mas nada irá atingir a si mesmo como o próprio preconceito. Encontrar a própria felicidade é o caminho, de uma forma ou outra. Abraços, linda voz.

mplula@hotmail.com

Alex Sandro Ferreira disse...

A maior dificuldade de um adolescente se assumir gay é o não aceitamento de si proprio e ter medo do que os outros irão dizer de sua opção sexual.. Sendo que a maior dificuldade que tive foi me aceitar..Pois minha familia me apoia incondicional.. Infelizmente como vc mesmo disse...as pintosas degrinem a imagem dos gays..Assim como os motoboys por causa de um todos acabam sendo marginalizados(taxados de bandidos e vagabundos)sendo que muitos são pais de familia que tem manter casa.. Infelizmente a sociedade tem a seguinte visão de gay(é aquele homem que de uma forma ou outra quer ser mulher,pessoa que gosta de armar barracos)..

alexdasul@hotmail.com

Joseane disse...

Não quero generalizar, mas o fato de esconder seu verdadeiro eu é na maioria das vezes um fator confortante. Dessa forma, penso eu que uma das maiores dificuldades para um adolescente que se assume, seria encarar sua própria personalidade e responsabilidade para com a vida, enfim trazer a tona quem verdadeiramente és não é algo tão simples de ser gerenciado.

jps@ig.com.br

Tiago disse...

Olá gostaria muito de ouvir Celine Dion River Deep Mountain High, quanto a pergunta que voces estão fazendo quanto a maior dificuldade para assumir nossa homossexualidade.Primeiramente precisamos entender que não somos nenhum tipo de aberração como é estipulado pelas religiões, e que somos pessoas normais não somos diferentes de ninguém, somos seres humanos com desejos e ansiedades como qualquer outro, quanto ao sair do armário isso depende de cada um, comigo nunca cheguei em meus pais e disse que sou gay + cada pai e mãe conhece o filho que tem, nunca quis decepcioná-los, hoje tenho o respeito de cada um de minha família pelo que faço e pelo q sou e nunca precisei esconder atrás de alguma mulher pra fazer cena pra família, acho q cada família tem sua reação de acordo com o que o homossexual faz para deixar a má impressão que foi rotulada diante da gente. Cada um deve viver sua vida sem fugir do consenso da ética brasileira

thyago_itau@yahoo.com.br

nemo disse...

em minha opinião pessoal o maior preconceito é o interno ,se vc mesmo não se aceita quem vai te aceita mil beijocas a todos

nemoboy12@hotmail.com

THI disse...

Pedro To com meus 24a e não sou assumido, minha familia é um C... são crente e td na Terra é errado p eles, p nao criar mais transtornos eu nunca falei nada, mas sei q comentarios ja surgiram, eu simplesmente ignoro!!!Sei q o preconceito q enfreitaria seria o pior possivel Gimme ;)

guthiago@hotmail.com

KURINGA disse...

HOJE O GRANDE PROBLEMA DE NAO É ASSUMIR A HOMOSSEXUALIDADE, E SIM SE ACEITAR HOMOSSEXUAL, EU SOFRI MUITO ATÉ ME ACEITAR, NAO É NADA FACIL. AINDA MAIS O BRASIL SENDO UM PAIS PRECONCETUOSO. ASSUMIR MINHA HOMOSSEXUALIDADE PARA MINHA MAE NAO FOI UMA BARRA AINDA MAIS SENDO FILHO UNICO HOJE CONCERTEZA SOU MUITO MAIS FELIZ MESMO ELA NAO ACEITANDO,E NAO TOCAMOS NESSE ASSUNTO LA EM CASA. MAS O MELHOR É Q DEPOIS Q ME ASSUMI VI QUEM SAO MEUS VERDADEIROS AMIGOS...

kuringha_sc@hotmail.com

Paulo disse...

Acho que a pior dificuldade é a reação dos pais. Comigo por exemplo, minha mae me expulsou de casa e passei um tempo com meu pai e minha madrasta. E agora moro sozinho, mas também, o preconceito que sofre de alguns amigos e das pessoas na rua.

pseola@hotmail.com

sid disse...

acho q o maior medo é a familia e a sociedade pois a grande preocupação é do q vão pensar e como vão nos tratar, pois nosso maior medo é maguar quem gostamos

sidnei_titon@hotmail.com

Flavio disse...

Não foi fácil para eu sair do armário, meu pai é homofônico, minha mãe é mais tranqüila, mesmo assim foi difícil. A minha principal dificuldade foi, qual seria a reação dos familiares, chorei muito quando me assumir tinha vergonha de mim, vergonha dos outros, vergonha de ser quem eu sou, mas para mim, o que me facilitou minha aceitação foi minha mãe, que me aceitou como eu sou, e me apóia em minhas decisões, o mais importante quando se assumir é mostrar para os pais e familiares que a educação que eles deram realmente valeu. Mostre para seus pais que vc o filho que eles queiram, mas com uns opcionais diferentes.

maringolo27@uol.com.br

Rodrigo disse...

A maior dificudade é com a familia, algus amigos ate aceitam, pois a achance de leva um \'\'FORA DE CASA\'\' é bem depressa, e são poucos que dão as maos para a juda... mas apos assumir a sexualidade, a integração a sociedade se torna mais dificil, pois o preconceito ainda é o maior obstaculo atualmente...

guines_enois@hotmail.com

maringolo disse...

assumirem para si proprios que sao diferentes, mas nao anormais como o restante da sociedade pensa

maringolo27@hotmail.com

Jonas Bittencourt Binicheski disse...

Como experiência própria, creio que a maior dificuldade encontrada é o preconceito dentro de casa. Sabemos desde sempre que a sociedade é hipócrita, e que vamos sofrer muito ao assumirmos esse nosso lado “diferente”, mas nunca estamos preparados para sofrer nas mãos daqueles que, tecnicamente, deveriam nos proteger e amar incondicionalmente.

Meu e-mail é yukito.clow@gmail.com

Coxx disse...

A maior dificuldade, a meu ver, é ser tratado como alguém anormal. Como se tivessemos uma doença feroz e terminal, algo transmissivel. Ignorância pura. O ser humano talvez um dia aprenda que todos são iguais, o que mudam são os desejos, as escolhas. Que nem sempre vai se preferir o azul ou o rosa, vai também se gostar do amarelo, e vai poder ser feliz com isso.

Augustus Mendes disse...

Ouvir. Ouvir dos mais próximos que “isso é fase” ou que “é imoral”... Ouvir dos outros comentários ofensivos, piadinhas jocosas, ser taxado de tudo, sofrer diversas torturas psicológicas (às vezes, até mesmo físicas), além de aguentar um festival de ideias que se chocam na mente devido a todos os acontecimentos. O principal: sobreviver a toda essa bateria. Pode-se considerar o jovem homossexual assumido um grande vencedor!

Email: augustusmendes@hotmail.com