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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Querem Fechar “A Lôca”

A Samorccm (Associação dos Moradores de Cerqueira Cesar), representada pela Sra. Celia Marcondes, derrotada no pleito para vereança de São Paulo com 1876 votos em 2008, é conhecida por fazer fortes oposições a comunidade gay. A oposição da Samorccm a comunidade gay não é recente, em maio de 2001, Celia Marcondes recolheu assinaturas pedindo o fechamento de estabelecimentos do "quarteirão gay" (entorno da Consolação, onde se localizava a Ultradiesel e o Allegro Bar). Em julho de 2003, Celia acusou que pessoas ligadas a Ultradiesel, que na ocasião tentava reabrir a boate na Rua da Consolação, estavam a ameaçando de morte, na mesma época, Ricardo Morellato, dono da SoGo, acusou Celia de homofobia e disse que a associação no qual ela preside estava enviando cartas para os proprietários dos imóveis alugados para os estabelecimentos gays reclamando dos transtornos que os mesmos causavam na região. Celia assumiu a autoria das cartas e concluiu: "O problema não é ser gay. É ser baderneiro".

Em julho de 2008, Célia, em nome da Samorccm, novamente manifestou a sua oposição contra comunidade gay sendo contraria tematização gay da Rua Frei Caneca, e, argumentau dizendo: "Por que na Frei Caneca, gente? Tem um padre ali, tem uma igreja". O Bairro da liberdade também tem padre e igreja e deixa de ser um bairro temático japonês. Em 2005, um inquérito cívil por “poluição sonora” foi arquivado por falta de mérito na Promotoria do Ministério Público, este processo foi desarquivado e está sendo usando contra a danceteria. Além da “A Lôca”, a associação também vem perseguindo o empresário Douglas Drummund, presidate da ONG Casarão Brasil e dono da Sauna 269, as obras do Casarão Brasil chegaram a ser embargadas por denúncias infundadas e diversas queixas estão sendo registradas contra a sauna.

A “A Lôca”, casa com 14 anos de existência e conhecida por abrigar gays de todas as tribos, está realizando um abaixo-assinado contra as investidas da Samorccm . O fechamento da casa deixará uma legião de freqüentadores órfãos, pois o clube está situado num importante reduto da Cultura GLS, além de ser uma das poucas casas GLS inclusas no circuito alternativo da noite paulistana.

O abaixo-assinado já possuiu mais de seis mil assinaturas e conta com o apoio de políticos, artistas, estilistas e chefes de gabinete da prefeitura. A mobilização de toda a comunidade gay para evitar esse ato preconceituoso e descabido é de extrema importância. Acesse o site (www. aloca.com.br/abaixoassinado/) e de o seu apoio contra a homofobia da Associação dos Moradores de Cerqueira Cesar. Temos que nos organizar e não permitir que a situação do gay no Brasil seja mais restritiva do que a atual. Temos que ser cidadãos políticos e participativos para dizermos não a homofóbia.

7 comentários:

FOXX disse...

eu já assinei o abaixo assinado
baixaria né?

Mister Man disse...

Eu frequentei "A Lôca", regularmente, por anos a fio. Como se diz em Sampa, eu gostava de ir, principalmente, "de quarta", "de sexta" e "de domingo".
Em minha opinião, o melhor de "A Loca" é a enorme pluralidade de tipos e situações. Há de tudo em "A Loca": gays, heteros, bi, tri, tetra, penta, pluri, pansexuais... Há mais: góticos, cybermanos, "caretas", clubbers, drag queens, travestis, crossdresses, casais de todas as orientações sexuais, paletó e gravata, sunga e gravata, vestido e gravata, camisa social, camiseta, regata, sem camisa...
Eu adorava ver a convivência pacífica das galeras, do que não bebe nada até o que consome tudo.
O que existir, existe em "A Lôca".
E existe em paz.
Ali havia um certo acordo implícito que convidava todos ao pacifismo, à tolerância e a convivência harmônica, realizando um ideal democrático raramente visto na sociedade.
Penso eu que aquele lugar já foi o mais liberal de Sampa.
Houve uma época que restringiram um pouco mais as "viagens" do pessoal, mas ainda continuou sendo território da liberdade e do livre arbítrio. Não obstante a seriedade de Régis (segurança), dona Angélica (banheiro), Rita (bar superior), Léia Bastos (bar e porta), do gremista (bar inferior) e tantos outros funcionários da casa, muitas vezes o pessoal abusava da "diversão", é verdade.
Baderna?
Eu nunca vi.
Juro em deus que nunca vi.
Brigas e quebra-quebra?
Juro que nunca vi.
Em anos frequentando, nunca vi uma briga sequer. E posso dizer isso com toda isenção porque não frequento mais o lugar.
Enfim, penso "A Lôca" como um dos lugares mais tradicionais da noite gay paulistana.
Juntamente com o Massivo, a casa faz parte da história de muita gente e seria um enorme prejuízo vê-la fechar e perder seu espaço já tão tradicional.
Oxalá possamos todos manter os espaços que conquistamos.
Mais ainda: seria perfeito que nos déssemos conta de que moderno mesmo é defender a tradição, ainda que esta tradição tenha se estabelecido como templo da vanguarda, como "A Lôca".
Um abraço a todos.
Mister Man

Paulo Braccini disse...

aff ... esta "Senhoura" é na verdade uma vadia e mal amada ... já assinei ... parabéns pela luta ...

bjux

;-)

Glauco Silva/Glaukito(s) disse...

É uma completa mal amada e com mente arcaica. Tomara que este abaixo assinado cresça e muito. Vou passar lá no site também e ajudar.
Parabéns pelo excelente Blog.Sempre passo por aqui e nunca dou nem um OI, hoje resolvi dar um comentário.

Grande abraço e sucesso sempre.

O VIADO E A TRANSGRESSÃO POÉTICA disse...

Eu já assinei. No entanto, como já falei, estranho muito como os gays e mesmo a militância não faça nada mais concreto contra essa senhora e em nossa defesa. Ela parece uma versão revivida da homofóbica conservadora americana Anita Briant, que envergonhou o mundo numa campanha contra os e as homossexuais, nos anos 70 e 80. algo mais forte precisa ser feito. Como homossexual, estou cansado de ver lugares gays sendo fechados ou ameaçados, sempre com as mesmas desculpas como "barulho" ou"drogas" ou "menores" ou "prostituição" e etc. sendo que tudo isso tem das 6 da manhã à 6 da manhã do outro dia na Praça da Sé e João Mendes e nunca ouvi falar disso de fecharem lá... Ou seja, é homofobia pura e nada além de homofobia e ódio.
Ricardo
aguieiras2002@yahoo.com.br

Diógenes de Souza disse...

Não vão conseguir. Não é possível!

Anônimo disse...

Pessoal, sou moradora da rua frei caneca e estou longe de ser homofóbica ou contra qualquer diversidade que seja ! Vim aqui apenas pedir que vocês fiquem atentos para o fato de que, se a SAMORC tem um posicionamento de perseguição ou coisa parecida, isso eu não sei dizer, mas sei falar do tremendo incômodo que o barulho provocado pelos frequentadores da casa `A Loca' impõe a todos os moradores ao seu redor! É extremamente frustrante não conseguir dormir porque a rua, que é um espaço público, está sendo utilizada por algumas pessoas de maneira totalmente indevida. A gritaria é muito alta e isso durante todo o horário de funcionamento da casa, todos os dias, menos segunda-feira... e os seguranças nada fazem. Pôxa, não custa nada pedir pro pessoal falar mais baixo! Os prédios que existem na rua são muito mais antigos do que a casa noturna, então não vale o argumento "os incomodados que se mudem" porque moradores chegaram antes. Se vocês acham que é legítimo que uma casa noturna funcione num bairro residencial sem qualquer preocupação com o sono dos vizinhos, ok, defendam essa ideia, mas não caiam no conto de que a perseguição se dá contra homossexuais, porque isso não é verdade. O problema d'A Loca é sua localização. Simples assim. Pode até acusar a Samorcc do que for, mas quero lembrar que muitos moradores se sentem incomodados mas não têm qualquer ligação com a associação, que não representa a opinião de todos os que estão reclamando.
Além disso, existem poucos registros contra o barulho na polícia porque não adianta apenas chamar a polícia quando tem barulho. Eles alegam que nada podem fazer se o queixoso não mandar levar todo mundo pra delegacia e registrar queixa, e nenhum morador quer fazer isso. Pô, levar a galera pra delegacia pra autuar todo mundo?
Só peço que repensem a questão lembrando que em tudo tem a opinião de dois lados envolvidos e que, no caso da boate, a despeito de alguma atitude preconceituosa que vocês estejam atribuindo à Samorcc, tem o lado dos moradores da rua que, como eu, não têm absolutamente nada contra a diversidade, mas realmente gostariam de ver o seu direito ao sono respeitado.
obrigada pelo espaço!