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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Uma Verdadeira Novela

Definitivamente minha vida virou uma novela mexicana, com direito a enredo cafona e tudo mais. Estou pensando seriamente em passar a usar um nome social, abolir o “Marcos Freitas” e usar um “Marcos Fernando” ou “Marcos Roberto”, nomes duplos combinam mais com melodramas mexicanos. Minha história seria um prato cheio para a Televisa. Fico pensando em até que ponto eu sou o culpado por isso e percebo: eu sou o único culpado, a minha vida é única e intransferível, e tudo o que fazem nela, ocorre com o meu aval.

Há 10 anos, quando eu era apenas um garoto, acreditava que a vida era uma guerra de sentimentos, e, que constantemente o bem lutava contra o mal... Ainda acredito nessa pré-disposição da vida, mas hoje vou mais além: muitas das vezes nos permitimos que sentimentos, vibrações e desejos margeiem as nossas vidas e quando damos tais permissões, estamos tirando nossa sorte de nossas mãos e entregando-as ao alheio, passamos a não ser mais os autores de nossas vidas. Deixar que uma vida torne-se uma novela é muito simples, basta deixar que sentimentos alheios margeiem nossas vidas sem qualquer triagem, temos que escolher apenas os bons sentimentos como: o amor, o companheirismo, a fidelidade e a lealdade para fazer parte de nossas vidas.

Não compreendo como um sentimento tão lindo como o amor é capaz de repelir pessoas queridas. Acredito que a dose do amor não foi acertada, mas por outro lado, não vejo como o amor poderia se dosado, amor tem que ser bem-vindo em todas as cores e formatos. Mesmo minha vida se aproximando muito do enredo de uma novela, não acredito mais em finais dignos de uma trama televisiva, na vida os enredos são muito mais dinâmicos e nem sempre os finais felizes são certos e garantidos.

5 comentários:

Paulo Braccini disse...

é amigo ... dosar o amor é algo inconcebível ... mas qdo este sentimento ultrapassa os limites de coerência e começa a querer gerir nossas vidas ... complica nOn eh?

vai entender neh?

;-)

Diógenes de Souza disse...

Qualquer coisa em desequilíbrio é prejudicial. Mas, se temos as rédeas e as deixamos folgadas, é só ter um pouquinho mais de força e deixá-las mais firmes.

Abraço.

Nivia Cadupi disse...

Espero sinceramente que postar aqui nao seja uma invasao.
Nem me lembro mais como e nem por onde, mas cheguei em PASSAGEIRO DO MUNDO.
Vc consegui me prender aqui por horas...lendo postagens recentes e antigas...relendo o que me parecia familiar...relendo vc.
O mais incrivel disso é que tenho sim, convicçoes religiosas,sou hetero e minha praia na net passa longe de ser a leitura de blogs pessoais.Mas fiquei...
Nao podia sair sem comentar...sem dizer que seu jeito gritante de ver a e viver vida me assustou.Mas me deixou com uma deliciosa sensaçao de bem estar, por saber que estava lendo sobre um cara que nao foge de sua realidade, que respeita amigos, familia, e leitores sem com isso se esconder...nem esconder suas preferencias ou seus sentimentos...
Vi em vc um velho amigo...
Lana Holder...é uma pessoa proxima, que fez o que todos queriam e esqueceu-se de viver o que ela desejava.
Marcos Freitas...é um estranho que fez-me sair do meu confortavel mundinho e refletir sobre minhas escolhas.Um estranho que trouxe algo incomodo para meu dia...balançou meus galhos e esta fazendo cair frutos nao muito saborosos,mas que melhoraram muito a safra que vira depois.
Deixo um enorme abraço estranho...amigo...

FOXX disse...

eu tive a nítida impressão de já ter lido este texto antes

tommie carioca disse...

Amar alguém não pode significar querer prender alguém a nós, senão deixa de ser amor, vira ditadura. Se a pessoa não quer ficar perto recebendo esse amor, que seja amada à distância, no silêncio, pois o exercício de amar deveria bastar por si só e não precisar que o objeto de amor o fique validando. É como o titulo do livro do Mario de Andrade, "Amar, Verbo Intransitivo". Aquele que não pede objeto.