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sexta-feira, 3 de março de 2017

A Geni da vez

No Rio de Janeiro, um jovem foi encontrado nu na praia, com marcas de violência, infelizmente ele veio a falecer no hospital. Amigos disseram em sua página do Facebook que ele sempre teve medo de ser vítima de homofobia. Infelizmente, nos, LGBT, somos a Geni da vez. 

Enquanto não houver a criminalização da Homofobia e Transfobia esses crimes ficarão impunes e continuarão a jogar pedra, água e bosta na gente, achando que somos feitos para apanhar e bons para cuspir. 

Segundo a OMS, o Brasil é o 11º país com mais crimes de homicídios, é um dado alarmante e qualquer pessoa poder falar que viver no Brasil é perigoso para qualquer pessoa, sendo hétero, homossexual, travestis ou transexual, mas segundo Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o país que mais mata lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, superando índices de países do Oriente Médio e da África, que pune com pena de morte a homossexualidade.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Primeiro casamento tradicional entre gays na África do Sul

Dois homens se uniram numa cerimônia considerada o primeiro casamento tradicional africano entre gays. Tshepo Cameron Modisane e Thoba Calvin Sithol casaram na cidade de KwaDukuza, província de KwaZulu-Natal, na África do Sul.

Com cerca de 200 convidados, a cerimônia juntou características das tradições Zulu e Tswana, populações nativas do país africano. Os recém-casados, ambos com 27 anos, farão outra cerimônia, mais reservada, em Johannesburgo, no fim de 2013.

Os jovens agradecem o apoio das famílias, que os ajudaram a ser um casal num país e num continente tão conservador e contrário ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Eles querem ter uma família e para isso usarão uma "barriga de aluguel".

“Ter uma família é importante para nós e essa é a principal razão para termos uma criança. Queremos que nossos filhos cresçam num ambiente saudável e que sejam amados por seus pais", disse Thoba, em entrevista ao jornal Mamba Online.

 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Índia expõe cartas que mostram a intimidade de Gandhi

Exposição em Nova Délhi vai exibir a partir desta quarta-feira a coleção de cartas pessoais trocadas entre Mahatma Gandhi e o fisiculturista sul-africano Herman Kallenbach com quem o líder pacifista teria mantido um relacionamento amoroso. O material foi comprado pelo governo indiano no ano passado, antes de ir a leilão pela casa Sotheby's, em Londres, na tentativa de ocultar a intimidade de Gandhi. A organização da mostra não informou se vai exibir a coleção completa, o que inclui juras de amor trocadas entre eles.

A data de abertura da exposição coincide com o 65º aniversário do assassinato de Gandhi por um extremista hindu. "Esses documentos esclarecem os anos de Gandhi antes de se tornar um líder político", disse o chefe do Arquivo Nacional, Mushirul Hasan, responsável pela mostra.

Gandhi viveu em Johannesburgo com Kallenbach por dois anos a partir de 1907, antes de retornar à Índia em 1914, onde ajudou a unificar o movimento político contra o domínio colonial britânico.

A relação com Kallenbach é tema de especulações e boatos há anos. A proximidade entre os dois foi recentemente contada no livro Grande Alma: Mahatma Gandhi e Sua Luta com a Índia, do jornalista americano Joseph Lelyveld. "Como você tomou completamente a posse de meu corpo?", afirma Gandhi em uma carta para Kallenbach reproduzida na publicação.

"Esta é a escravidão com uma vingança", ressalta o homem conhecido como o pai da independência da Índia em outro trecho.

Diante da proibição das vendas do livro em algumas partes da Índia, Lelyveld negou ter sugerido em seu livro a bissexualidade de Gandhi. "A palavra bissexual não aparece em qualquer parte do livro", escreveu ele mais tarde. 

A Índia tem manifestado sua inquietação com os leilões dos pertences privados de Gandhi, considerados um insulto à memória de um homem que rejeitou a riqueza material.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Militantes de Uganda precisa reunir assinaturas para barrar projeto que prevê pena de morte aos LGBT

O parlamento de Uganda pode aprovar uma lei brutal que pode implicar na pena de morte para a homossexualidade. Se eles fizerem isso, milhares de ugandenses podem ser executados ou condenados a prisão perpétua, apenas por serem gays.

Por iniciativa popular, essa lei já foi impedida antes e podemos nos mobilizar novamente. Depois de uma enorme manifestação global no ano passado, o presidente ugandense Museveni bloqueou o avanço da lei. Mas os distúrbios políticos estão crescendo em Uganda, e extremistas religiosos no parlamento estão esperando que a confusão e violência nas ruas distraia a comunidade internacional nesta segunda tentativa de aprovar essa lei feita de ódio. Temos que mostrar a eles que a comunidade internacional está atenta.

Mão temos tempo a perder. Temos que reunir mais de 1 milhão de assinaturas contra a terrível lei que afronta não só a comunidade LGBT de Uganda, mas toda a comunidade LGBT do Mundo. Nas próximas 24 horas, militantes dos Direitos Humanos de Uganda entregará uma petição para que essa lei seja de uma vez por todas tirada da pauta dos legislativo daquele país.

Vamos ajudar nossos irmãos Ugandeses, assine a petição clicando aqui.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Evangélicos americanos são acusados de promover homofobia na África

Grupos evangélicos cristãos nos EUA estão tentando realizar uma colonização cultural da África, abrindo representações em vários países para promover ataques a homossexualidade e ao aborto, segundo investigação realizada por um instituto de estudos liberal.

O instituto Political Research Associates (PRA), de Boston, diz que organizações religiosas americanas vêm ampliando suas operações em todo o continente, fazendo lobby em favor de políticas e leis conservadoras e alimentando a homofobia.

Os grupos em questão incluem o Centro Americano para a Lei e a Justiça (American Centre for Law and Justice - ACLJ), fundado pelo televangelista Pat Robertson, que implantou bases no Quênia e no Zimbábue.

De acordo com o relatório do PRA, a direita religiosa americana afirma, concretamente, que os ativistas dos direitos humanos são neocolonialistas cujo objetivo seria destruir a África. Grupos citados no relatório rejeitaram terminantemente as acusações.

Intitulado "Colonizando Valores Africanos: Como a Direita Cristã Americana Está Transformando a Política Sexual na África", o estudo analisou dados de sete países africanos e pagou pesquisadores para trabalhar por vários meses no Quênia, Malauí, Zâmbia e Zimbábue.

O PRA identificou três organizações que acredita que estão atuando agressivamente na África: o ACLJ, de Robertson, o grupo católico Human Life International e o grupo Family Watch International, liderado pela ativista mórmon Sharon Slater.

Cada uma delas identifica suas agendas como sendo autenticamente africanas, num esforço para retratar a defesa dos direitos humanos como um novo colonialismo cuja finalidade seria destruir tradições e valores culturais, diz o relatório.

Nos últimos cinco anos as organizações teriam aberto ou ampliado representações na África dedicadas à promoção de sua visão de mundo cristã e de direita. Uma rede frouxa de cristãos carismáticos de direita conhecida como o movimento de transformação se une a eles para alimentar as chamas das guerras culturais em torno do homossexualidade e do aborto, defendendo líderes políticas e ativistas africanos destacados.

O padre anglicano zambiano Kapya Kaoma, autor do relatório, disse que grupos cristãos de direita incentivam a percepção de que as relações entre pessoas do mesmo sexo são antiafricanas e impostas pelo Ocidente, uma visão que na realidade é baseada na Bíblia que chegou com o colonialismo, e não na cultura africana tradicional.

Ele deu o exemplo de uma jovem lésbica no Zimbábue que foi levada a várias igrejas para que o demônio fosse expulso de seu corpo, mas, mais tarde, louvada quando sua avó falou que na realidade ela estava possuída pelo espírito de seu tio morto, que nunca se casara.

Kaoma disse que a homossexualidade não é algo estrangeiro, mas é descrita como tal pela direita cristã.

A pesquisa constatou que alguns países são mais abertos à direita cristã americana que outros, em parte em função do apoio de autoridades governamentais.

Os próprios presidentes de Zâmbia, Zimbábue e Uganda acusaram partidos oposicionistas de promover a homossexualidade, para reduzir a influência dos partidos e agradar aos poderosos setores religiosos conservadores africanos.

O ACLJ foi convidado pelo presidente zimbabuano, por exemplo, Robert Mugabe, a abrir representações para treinar advogados para trabalharem sobre uma Constituição que refletisse os valores cristãos.

Um esforço semelhante estaria sendo feito para influenciar a redação das Constituições do Quênia e de Zâmbia, com a inclusão de frases como "a vida começa na concepção".

O relatório acusa Slater, da Family Watch International, de usar de um discurso alarmista, dizendo que a estratégia de controle populacional da ONU vai destruir a família africana.

Slater teria afirmado que os homossexuais são significativamente mais promíscuos que os heterossexuais e que têm maior probabilidade de praticar a pedofilia.

Kaoma disse: "Slater afirma que a ONU foi dominada por homossexuais. Ela inventa bobagens e as apresenta aos africanos como fatos. Ela argumenta que termos como direitos de gênero e identidade de gênero são termos em código que indicam homossexualidade."

Kaoma acha que os grupos americanos estão em fase de recuo nos Estados Unidos e, por essa razão, estariam buscando ganhos rápidos na África. 

"Eles parecem saber que estão perdendo a batalha nos Estados Unidos, de modo que o melhor que podem fazer é ser vistos como a estando ganhando em outra parte do mundo. Isso lhes confere uma razão para estarem fazendo levantamento de fundos nos EUA. A África é um joguete na batalha que estão travando nos Estados Unidos." 

O relatório foi saudado por ativistas dos direitos dos gays. Frank Mugisha, diretor executivo do grupo Minorias Sexuais, de Uganda, comentou: "Estou grato pela documentação mostrada neste relato, confirmando que é a homofobia que é exportada pelo Ocidente, e não o homossexualidade." 

"Espero que este relatório funcione como alarme de despertar para as comunidades de fé em Uganda e no Ocidente perceberem que as guerras culturais americanas impostas a nós pela direita cristã colocam em risco não apenas a cultura africana, mas as próprias vidas de africanos LGBTI como eu." 

A Human Life International reconheceu que tem várias filiadas na África, algumas das quais recebem dotações, materiais educativos e outros. 

Um porta-voz da organização, Stephen Phelan, falou: "Achamos que é importante estarmos na África porque a investida contra os valores africanos naturais pró-vida e pró-família está vindo dos Estados Unidos. Então nos sentimos na obrigação de ajudá-los a entender a ameaça e a reagir a ela com base em seus próprios valores e culturas." 

"É por isso que podemos operar com uma parcela minúscula do orçamento com que trabalham os verdadeiros colonialistas: os muito bem financiados controladores demográficos e governos ocidentais. 

"Estamos em sintonia com os valores profundos e naturais de nossos irmãos e irmãs na África e os ajudamos a resistir ao avanço de interesses ocidentais muito poderosos que acham que pode haver crianças demais na África." 

Phelan fez pouco caso da acusação da PRA de que sua organização estaria praticando um novo tipo de colonialismo. 

"Esperamos que seus leitores mais refletivos notem a ironia presente no argumento do PRA. Governos ocidentais poderosos e ONGs muito ricas gastam bilhões por ano para impedir africanos de ter filhos, para mudar as leis africanas de modo a ficarem mais abertas a esse controle populacional, tudo como parte de um esforço para tornar o continente culturalmente mais semelhante ao Ocidente." 

"E o PRA, um proponente desse esforço, está acusando um grupinho de organizações cristãs, que juntas gastam uma fração ínfima do orçamento anual do setor de ajuda ao desenvolvimento, de defender os valores africanos naturais pró-vida e pró-família contra o colonialismo. Onde começar?" 

Slater também criticou o relatório. "Não temos representações na África, como Kaoma alega sem razão", disse ela. "Basta esse erro fundamental para indicar a falta de confiabilidade do relatório inteiro." 

Ela acrescentou: "Não somos a direita religiosa cristã que Kaoma insiste em nos mostrar como sendo, apesar do que eu disse a ele e apesar do teor de nossos materiais publicados e de nosso site na internet. A única menção à religião em nosso site ou em qualquer de nossos materiais é nossa preocupação de que seja protegida a liberdade religiosa, independentemente da fé que possa estar sendo alvo de ataques." 

"Nossa posição aqui é baseada em dados claros que indicam uma correlação forte entre observação religiosa e famílias estáveis, e não em qualquer crença ou doutrina específica." 

Joy Mdivo, diretora executiva do Centro de Lei e Justiça da África Oriental, diz que a divisão americana paga os salários e o espaço comercial, mas que o CLJAO faz seu próprio levantamento de fundos para financiar atividades. "Alguém falou que recebemos dinheiro dos americanos para disseminar a homofobia, e eu respondi que não preciso disseminar a homofobia. Basta caminhar na rua, abraçar outro homem e parecer romântico. Não preciso dizer a ninguém o que fazer. Essa é a realidade de quem somos, apenas isso."

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A maior ação de destruição a terreiros de Umbanda e Candomblé no Brasil completa 100 anos

Alagoas lembra hoje os cem anos do dia em que - nas vésperas do Carnaval - uma massa de populares, liderada por veteranos de guerra e políticos, invadiu, depredou e queimou os principais terreiros de Xangô em Maceió, espancando líderes e pais de santo dos cultos afros. Considerada um dos mais emblemáticos casos de racismo e intolerância religiosa do Brasil, a noite fatídica daquele 2 de fevereiro de 1912 ficou conhecida como “O Quebra de Xangô”.

O movimento foi organizado por integrantes da Liga dos Republicanos Combatentes em Maceió, sob a liderança do sargento do Exército Manoel da Paz, veterano da guerra de Canudos, na Bahia. “Muitos foram pegos de surpresa e apanharam pelas ruas até chegar à delegacia, na calada da noite. Outros tiveram a oportunidade de fugir para estados como Bahia, Pernambuco e Sergipe”, assegura o professor de História e pesquisador Célio Rodrigues, o “Pai Célio”, um dos grandes difusores da religião de matriz africana no Estado.

Também denominada como Operação Xangô, o movimento tinha um forte viés político com o objetivo de afastar do poder o então governador do Estado, Euclides Malta, que já administrava Alagoas por 12 anos seguidos e era considerado um amigo dos líderes religiosos massacrados.

Na época do Quebra, o movimento que desencadeou a postura intolerante contra a religião de matriz africana contou com o apoio da imprensa oposicionista, notadamente o Jornal de Alagoas. Nos trechos de seus artigos e matérias, termos pejorativos sempre eram direcionados ao governador por este se relacionar com os xangôs. Na série de matérias intituladas “Bruxaria”, publicada nos dias consequentes ao episódio, a suposta relação de Euclides Malta com os xangôs denota a mãe de santo Tia Marcelina como sua “feiticeira” protetora.

“Os relatos são de que a multidão induzida pela Liga dos Republicanos Combatentes - oposição - entrou quebrando tudo que via pela frente, no auge do ritual, quando alguns seguidores ainda tinham o santo na cabeça. Bateram nos filhos de santo e queimaram objetos sagrados numa grande fogueira”, diz Fernando Gomes.

O pesquisador Célio Rodrigues acrescenta que foi uma perseguição também aos negros em geral. “Essa Liga foi feita para dizimar as religiões de matriz africana e, por tabela, os negros, pois naquela época Maceió era habitada por muitos ex-escravos e seguramente uma das maiores cidades negras do Brasil”, defende ele.

O governador Teotonio Vilela Filho assinou, nesta quarta-feira (1º), às 17h30, um pedido de perdão oficial do Governo de Alagoas a todas as comunidades de terreiros de Alagoas

quinta-feira, 31 de março de 2011

A Maldição sobre a África

Em meio as polêmicas promovidas pelo Deputado Jair Bolsonaro (PP – RJ), chegou a vez do Pastor e também Deputado Marco Feliciano (PSC –SP) odiar, ofender, diminuir e denigrir em nome de Deus. Marco Feliciano publico hoje em seu twitter que os “africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato”.

Em outra postagem, Feliciano escreveu: “A maldição que Noé lança sobre seu neto, canaã, respinga sobre continente africano, daí a fome, pestes, doenças, guerras étnicas!”. Em um tweet que posteriormente foi removido, o deputado afirmou que a África sofre com a “maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, aids (sic)”. Contra gays, o pastor tuitou: “Amamos os homossexuais mas abominamos suas praticas promiscuas!”. Antes dessa mensagem, ele já havia escrito: “Entre meus inimigos na net (sic), estão: satanistas, homoafetivos, macumbeiros...”

O caso envolvendo o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), deverá será analisado pela Corregedoria da Câmara dos Deputados. A presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Manuela d’Avila (PCdoB-RS), disse que irá encaminhar as mensagens do parlamentar para o órgão. Marco Feliciano foi eleito deputado federal nas eleições do ano passado, com mais de 211 mil votos e tem mais de 30 mil seguidores no Twitter.

Acredito sim que a África é amaldiçoada e quem jogou essa maldição foram os que colonizaram e escravizaram aquele continente.  O “mundo branco” tem uma dívida muito grande com a África e ao invés de paga-lá, continuamos os escravizando quando não damos acesso a cultura, emprego e renda. Escravizamos os negros quando inferiorizamos sua cultura e pejoramos suas religiões. Temos uma grande dívida com a África e não paga-lá é sinal que eles ainda são escravos da nossa cultura.

Tenho vergonha de viver num país que discute a questão da cota racial. Sou contra a questão da cota, mas numa questão emergencial, é a única solução que nos resta. Todos deveriam ter pleno acesso a educação, que por sua vez abre portas para outras conquistas. Como temos uma divida muito grande com os negros desse país, a questão da cota é muito pouco, deveríamos oferecer mais. Temos que pedir perdão para o povo negro e não sair falando de peito aberto que eles são um povo amaldiçoado.