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sexta-feira, 3 de março de 2017

A Geni da vez

No Rio de Janeiro, um jovem foi encontrado nu na praia, com marcas de violência, infelizmente ele veio a falecer no hospital. Amigos disseram em sua página do Facebook que ele sempre teve medo de ser vítima de homofobia. Infelizmente, nos, LGBT, somos a Geni da vez. 

Enquanto não houver a criminalização da Homofobia e Transfobia esses crimes ficarão impunes e continuarão a jogar pedra, água e bosta na gente, achando que somos feitos para apanhar e bons para cuspir. 

Segundo a OMS, o Brasil é o 11º país com mais crimes de homicídios, é um dado alarmante e qualquer pessoa poder falar que viver no Brasil é perigoso para qualquer pessoa, sendo hétero, homossexual, travestis ou transexual, mas segundo Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o país que mais mata lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, superando índices de países do Oriente Médio e da África, que pune com pena de morte a homossexualidade.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Paqueras Liquidas

A paquera para o ser humano é o equivalente a dança do acasalamento para outras espécies, aquele momento de tudo ou nada, onde em alguns instantes saberemos se seremos ou não agraciados pela concessão da copulação com a presa almejada. 
Segundo o dicionário “paquera” significa o “ato ou efeito de paquerar, tentativa de namoro, paquerador”.

Os recursos visuais e gestuais sempre foram aliados de uma boa paquera. Dizem que ao passar por uma pessoa pela rua, quando os olhares se cruzaram, bastam apenas três segundos para ela olhar pra trás e confirmar o interesse.

Algumas paqueras servem apenas para massagear o ego, tem pessoas que passarão a vida inteira cruzando por outras pessoas nas ruas e olhando para trás, mas a ação de parar, observar e chegar no alvo, é um ato de coragem. Numa fase do ápice do amor liquido, qualquer atitude sem o recurso de alguma tecnologia, é um ato inovador. 

Após o expediente, como era de costume, Luís Fernando saiu do trabalho e foi para a faculdade. Pegava todos os dias o ônibus que seguia para as Perdizes, ali mesmo na Paulista com a Consolação. As 18h30m o movimento era intenso, vários ônibus parando no ponto, pessoas correndo para embarcar, se esbarrando com as pessoas que desembarcava. 

No meio daquele vai e vem de pessoas, Luís Fernando avistou um homem barbudo – não tanto quanto ele – parado, como se estivesse em câmera lenta, não sendo abalado pela agitação social que São Paulo passa para todos os seus filhos. Os dois se olhavam em meio à multidão, tentando descobrir um meio de se aproximarem, mas impedidos pela penetração dos olhares, que deixou ambos constrangidos. 

O ônibus do homem barbudo encostou na plataforma, Luís Fernando avistava o homem seguindo seu destino, mas preocupado com quem vinha atrás, preocupado se Luís Fernando também seguiria o mesmo destino.

Com o ônibus partindo, Luís Fernando ficou procurando o homem barbudo dentro do ônibus, o olhar que momentos antes era de esperança, transformou-se em despedida... até lembrar-se que naquela mesma tarde ele havia baixado um aplicativo de celular, esses que cruzam pessoas com localizações, onde a paquera rola de forma não presencial. Luís Fernando era o terceiro da lista, estava lá com aquela barba farta e sorriso fechado, exatamente que forma que atraiu o outro homem barbudo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sobre o musical do Chaplin e Canalização de Energias

Semana passada, assisti a reestreia do “Chaplin – O Musical”, no Teatro Procópio Ferreira. A obra de Marcos Rey, adaptada por Miguel Falabella, tem como protagonista Jarbas Homem de Melo, interpretando Chaplin, que conta a trajetória de sucesso de um dos maiores artistas do cinema, abordando desde a sua infância, sua origem humilde e pobre, mostrando seus conflitos com um lar desestruturado e ressaltando sua forte amizade com seu irmão mais velho, Sidney, interpretado por Marcelo Antony.

Sidney teve papel fundamental na carreira de Chaplin, iniciaram suas trajetórias artísticas em Londres, até que Chaplin recebe um convite de uma produtora de filmes de hollywood e Sidney dividido entre sua mãe, que sofria de Alzheimers e a carreira e amizade com o irmão, acaba escolhendo ficar em Londres com a mãe .

O musical, com canções originais do autor Christopher Curtis e alguns versões para a produção brasileira, retrata de uma forma envolvente a forma com que Chaplin abdicou de toda sua vida, e nome do sucesso, não hesitando em deixar sua mãe em uma clínica médica, para viver do outro lado do continente. Posteriormente, com sua carreira artística consagrada, Chaplin recebe uma visita surpresa de Sidney, que decide ficar nos Estados Unidos e cuidar da carreira artística do seu irmão.
Fiquei pensando sobre as escolhas que fazemos e até que ponto realmente vale a pena se abdicar de tudo em nome de uma determinada área de nossas vidas, nossas escolhas nos definem, norteiam toda nossa vida. Chaplin optou exclusivamente pelo sucesso e para isso fez escolhas que talvez eu não as faria, como não estar presente na velhice da mãe, demitir o irmão por conta de divergências políticas e não acompanhar o momento do nascimento do seu filho, que logo após ao parto veio a falecer.

Existem áreas nas nossas vidas que acabam sendo nossos pilares de sustentação, onde canalizamos as energias que nos norteiam, porém temos que tomar cuidado para não nos centrarmos em apenas um eixo, como ficou bem evidente no musical do Chaplin, que canalizou todas as suas energias para sua vida profissional.

Eu tenho basicamente duas áreas da minha vida que precisam sempre estar bem trabalhadas, quando uma das duas não estão bem, percebo que todas as outras também acabam ficando mal. Dosar a importância e as expectativas que jogamos para as diversas áreas é uma tarefa árdua e diária, precisamos estar bem no conjunto, para ter uma vida plena e feliz.

Serviço: 

Chaplin - O Musical
Teatro Procópio Ferreira: Rua Augusta, 2823 - Informações: 3083-4475
De 05/09 à 18/10 - quintas e sextas, às 21h, sábados, às 17h e 21h e domingos, às 16h e 20h
De R$ 25 a R$ 200

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Sobre Memórias de um Gigolô, Heranças Culturais e Saudosismo

Assistindo o musical "Memórias de um Gigolô", ambientado na São Paulo da década de 30, fiquei pensando em qual herança cultural deixaremos para as futuras gerações. Estamos vivendo um marasmo em vários setores de produção musical, artística e arquitetônica.

Na década de 30, o então presidente Getúlio Vargas, criou a estrutura dos sindicatos ligados ao governo, até mesmo para equilibrar as disputas de classes que foram tão acaloradas naquela época. Foi um período de intensa produção no país e que hoje observamos vários traços arquitetônicos deixados por aquela época.

Nossa cidade foi construída com o crescimento industrial e estamos migrando nossas atividades para o serviço, deixando inúmeros imóveis vazios e sem uma outra forma viável de ocupação. Muitos dos imóveis, que ocupavam as grandes empresas de São Paulo, estão virando igrejas e alguns sendo demolidos para a construção de outros imóveis, frios e envidraçados, sem nenhuma conexão com o seu entorno.

Na música, apesar de gostar de muitas produções que estão fazendo sucesso, não consigo identificar algo que irá marcar de verdade nossa geração. Temos muitos cantores que estouram nas paradas e depois de alguns anos não ouvimos mais.

Vivemos numa época da informação descartável, onde diariamente somos bombardeados pelos mais diversos assuntos, que tem uma validade reflexiva muito curta, até cair no completo esquecimento.

Ainda falando sobre "Memórias de um Gigolô", me chamou a atenção a forma que eles idolatravam os anos 30, da mesma forma que hoje recordamos com muito saudosismo dos anos 80 e 90. Já ouvi esse papo antes, dos meus pais falando dos anos 60 e 70, acho que essa defesa da sua época não terá fim, sempre seremos impactados pelo o que de melhor existiu em nossa geração e tudo isso nos moldará como cidadãos.

Gosto muito da produção musical dos anos 80 e 90, principalmente no que se refere ao Pop Rock Nacional e a MPB. Provavelmente estamos replicando o mesmo comportamento da veneração dos anos 30, retratado no musical e talvez daqui alguns anos, Ivete Sangalo seja a nova Elis Regina e o Luan Santana e novo Tom Jobim.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

O Ravengar da minha infância

O grande papel da arte é nos sensibilizar, mexer com o nosso imaginário, muitas das vezes criando outra realidade. Quando eu era criança, na época que a novela "Que rei sou eu?" era exibida, morava um homem na minha rua que se parecia muito com o Ravengar, personagem de Antônio Abujamra, pai do Clayton, meu melhor amigo.

Eu tinha uma rotina muito definida. Dormia muito cedo, para acordar às 6 da manhã, assistir Vovó Mafalda, Jaspion, Power Rangers e Thundercats. Depois ia pra rua e passava na casa do Cleyton, filho do "Ravengar", na maioria das vezes ficávamos brincando na casa dele e as vezes chamávamos os outros meninos para brinca também. Nos dias que eu não passava na casa do Clayton, ele sempre passava na minha.

Nessa época tive que militar no Movimento LGBT pela primeira vez, os meninos da rua me chamavam de "Marcos Bicha", eu reclamei e de forma muito natural eles justificaram que era pelo fato de ter outro Marcos na mesma rua e que ele morava lá antes de mim e por isso ele tinha o direito de ser chamado de Marcos.

Fiquei alguns dias sem sair na rua, o apelido me incomodava. Como pedido de desculpas, todos os meninos se reuniram e foram me chamar em casa. Falaram que iriam me chamar de "Marcos da Esquina". Achei melhor, mas se fosse hoje eu também questionaria. Nunca fiz ponto na esquina para me chamarem assim.

Hoje, refletindo sobre o assunto, percebo que a minha relação com o Clayton era muito conturbada. Brigávamos muito e depois das brigas eu sempre ia pra minha casa e as vezes a mãe dele ia me chamar, falava que nos éramos amigos e não podíamos brigar. Ela pedia para eu ir lá na casa dela, fazer as pazes e pedir para ele sair debaixo do carro. Ele saia e íamos brincar novamente. Só teve um vez que entramos em confronto corporal, quando ele me chamou de "Filho da Puta".

Sempre que ia na casa dele, ia embora quando o pai dele chegava. Tinha muito medo. Enxergava aquele homem como o próprio Ravengar. Na maioria das vezes ia correndo, chegava em casa cansado e gritando "Ravengar, Ravengar". Minha mãe mandava eu parar de ser besta, dizendo que ele não era o "Ravengar".

Me mudei de Santo André ainda muito pequeno, com uns 12 anos, nunca mais vi o Clayton, mas a morte do ator e diretor Antônio Abujamra me trouxeram essas maravilhosas lembranças, provando que ele cumpriu sua missão como artista, mexendo com o imaginário de pessoas de todas as idades.

terça-feira, 21 de abril de 2015

O Melhor da Vida

Sabe quando bate aquela vontade de viver várias coisas que você ainda não viveu e reviver outras que ficaram pra trás, de outra forma, percorrendo outros caminhos e sentindo outros gostos? É exatamente esta vontade que está me conduzindo.

Me privei por conta de algumas decepções do passado, deixando de viver vários momentos, me despedindo de várias pessoas, antes mesmo de conhece-las. Na verdade nos transformamos a cada dia e o principal agravante de pararmos, é o de não saber em quem estamos nos transformando.

As vezes precisamos que alguém se transporte do passado, para mostrar para nos o quanto estamos desperdiçando nossas vidas, deixando ela escapar por nossas mãos, perdendo o que nos é dado de graça.

Foi assim com uma pessoa que teve uma passagem muito rápida em mim vida, chegou num momento em que eu estava precisando reconhecer alguns valores adormecidos e quando compreendi, ela simplesmente desapareceu.

Vejo tais pessoas como anjos, vestidos de homens, que entram na nossa vida para cumprir uma determinada missão e depois vão cumprir outras missões, mostrar o melhor da vida para outras pessoas.

domingo, 19 de abril de 2015

Sinfonia da Vida

Morei por algum tempo no Bairro do Pari, bem ao lado de uma Igreja Congregação Cristã. Adorava acordar aos domingos, pela manhã, com a orquestra da igreja ensaiando. Achava tudo aquilo harmonioso. Trompetes, clarinetas, violinos, saxofones e tantos outros instrumentos, como se fosse um só, tocando a mesma sinfonia, o mesmo ritmo, todos sincronizados no mesmo tempo.

A música tem um caráter renovador, sua magia tem o poder de emocionar e transformar até os corações mais enjaulados. Tentei inserir a música em minha vida, por algum tempo fiz aulas de saxofone e descobri que música é para quem tem o dom e passei a admirar ainda mais quem tem sucesso com essa arte.

Depois, trabalhei por algum tempo na Secretaria de Estado da Cultura, localizada na Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – OSESP. Costuma almoçar no restaurante da Sala São Paulo e adorava quando o horário coincidia com os ensaios da orquestra. No prédio, a OSESP colocava várias placas pedindo silêncio, nem precisava, ninguém seria capaz de interromper toda aquela maravilhava que emanava naquele prédio.

Assisti alguns concertos na Sala São Paulo, um deles foi com a minha irmã, quando a Maestrina Marin Alsop assumiu a direção da orquestra. Foi um momento mágico e emocionante, principalmente quando tocou “Fantasia”, uma das composições mais lindas da música clássica.

No primeiro andar da Secretaria de Cultura, dá para ouvir a orquestra ensaiando e trabalhar naquele lugar era sempre uma surpresa muito boa, a entrada de todas as estações do ano sempre eram saudadas com um concerto e os maestros faziam questão de interagir com os funcionário, teve uma vez que eu pedi para ele tocar a música “Viva La Vida”, do Cold Play.

Também vejo nossas vidas como uma grande sinfonia, onde nos somos os instrumentos, tocando no nosso ritmo, de acordo com o nosso entusiasmo. O maestro é sempre um ser oculto, a própria vida, que nem sempre dá o tom da melodia e está lá para colocar ritmo... Esse papel é nosso, junto com os outros instrumentos que nos rodeiam. 

Colocar ritmo na sinfonia da vida não é um trabalho fácil, tem que ter vontades bilaterais, trilaterais ou quadrilaterais, tudo dependo do tipo de relacionamento que estamos construindo e nem sempre todos os instrumentos estão vivendo aquele ritmo, compactuando da mesma motivação.

Às vezes a sinfonia é tão forte, que toca em nossas almas, mas será se tocou da mesma forma no outro? Não sabemos e talvez nem seja o nosso papel tentar descobrir ou impor o mesmo ritmo que estamos vivendo ou almejando viver, no outro. Sinfonia boa é aquela que deciframos no olhar, no tocar dos lábios e abraçar das almas, aquela que mesmo sem regente ou maestro, entramos no ritmo mais uniforme e coeso, tão arrebatador como os ensaios da igreja vizinha da minha casa ou da Sala São Paulo.

Quero viver uma sinfonia tão linda e marcante, como a “Fantasia”, tocada na ocasião que a Maestrina Marin Alsop assumiu a OSESP, uma sinfonia calma, tranqüila e arrebatadora, mas nos momentos certos tem suas explosões, levando aos mais diversos sentimentos , nos proporcionando sensações indescritíveis. Gostaria muito que a vida me presenteasse com a possibilidade de reviver algumas sinfonias, que naquele momento havia ritmo, mas não a motivação. Talvez também seja nosso papel motivar o ritmo alheio, ou talvez, temos que esperar a vida, nossa grande maestrina, trazer outras sinfonias.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Marco Feliciano, em outra sessão de incontinência verbal, diz que Deus matou os Mamonas Assassinas

O Deputado Marco Feliciano (PSC-SP), Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, também atribui a morte do grupo Mamonas Assassina a uma interferência divida.

Ontem, foi divulgado um vídeo com o mesmo teor, onde o pastor diz que os três tiros primeiros tiros dados pelo assassino de John Lennon foram em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo.

Somente quem estava dentro daquele avião pode falar sobre o que aconteceu. Entendo como uma fatalidade e um pecado afirmar que Deus ceifou tais vidas.

Além do Feliciano falar em nome dos evangélicos, ele também fala em nome de Deus. Atribuindo a Deus desastres e fatalidade. Colocando Deus como um grande pai que está sente ponto para punir e matar os seus filhos.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Estou Aqui, Novamente

Sempre tive a sorte de ser rodeado por pessoas muito queridas e que me ajudaram nos momentos mais difíceis de minha vida. Amigos que são verdadeiros irmãos. Irmãos escolhidos a dedo. Verdadeiros presentes de Deus. Costumo dizer que amigos são os irmãos que temos o privilegio de escolher e tenho que agradecer por estar bem abastecido nesse sentido.

Esperar um ato de carinho de uma pessoa próxima, é totalmente previsível. Porém quando essa mão que afaga vem do desconhecido, somos pegos de surpresa e nos sentimos ainda mais querido. Já tem alguns anos que vi esse vídeo no YouTube, que faz menção ao meu blog e hoje, sem muito o que fazer na internet, o procurei para rever.


Não faço a mínima ideia de quem possa ter feito a homenagem ao meu blog e com qual intuito a mensagem "Estou Aqui" foi passada, mais confesso que fiquei feliz. Acabei negligenciando esse espaço por muito tempo, desviei o foco original desse espaço e literalmente desapareci, porém, "Estou Aqui" novamente, para dar o tom que esse blog tinha há alguns anos e voltar a sentir tantos prazeres que ele me proporcionou.

Passei por momento que não foram fáceis. Tive que matar muitos leões com a unha, mais a parte mais difícil e que ainda tem sido, é desviar das antas. Nesses momentos procurei me desconectar com tudo que me ligava a uma vida que tinha rompido e esse blog era uma delas. Hoje consigo olhar tudo como algo que passou com parcimônia e se houvesse a opção de voltar, não voltaria. 

Tudo foi um crescimento maravilhoso, um aprendizado singular, que agora estão apenas nas minhas memórias. Não sei se esse vídeo foi em menção a algum episódio turbulento que aconteceu em minha vida, penso que sim. O passado ficou de lado e agora chegou a vez de dizer: "Estou Aqui", novamente.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Entre o Amor e o Ódio

Impressionante como velhos clichês, que muitas das vezes achamos que são meras frases de efeito usadas estrategicamente em momentos inoportunos, acaba fazendo tanto sentido em nossas vidas. Já tem um bom tempo que resolvi ser mais seletivo em minhas amizades e cortar definitivamente todas as pessoas que não faziam bem a minha vida.

Há alguns anos, eu era cheio de “amigos”. Vivia sempre rodeado pessoas que no fundo não gostavam de mim, mas sim do que eu tinha ou poderia proporcionar. Amizades plásticas, que tem o único intuito de se aproveitar do que você tem ou pode fazer. Eu ficava mal com isso e partia para um corrida sem fim em fazer com que todos gostassem de mim de verdade. A única coisa que conseguia, era me despersonificar.

As pessoas sempre te amaram e te odiaram pelo mesmo motivo – disse a um amigo que me ligou chateado por conta de supervalorizar pessoas que, na verdade, não dão a mínima para ele. Aprendi a duras lições que esse tipo de comportamento só nos coloca cada vez mais para baixo e camuflam o verdade sentido do que temos de mais precioso, o nosso amor.

Hoje tenho poucos, mas posso dizer que tenho bons amigos. Não tenho mais ninguém ao meu lado, estrategicamente posicionado para tirar qualquer tipo de proveito da minha amizade. Um dia acordei e resolvi ser eu mesmo, não me importante se estava alegrando a gregos ou troianos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O problema de 2011 foi... [Meme das Antigas - 2011]


O problema de 2011 foi o excesso de problemas de 2010 que ficaram para serem resolvidos nesse ano. 2011 foi um ano ótimo para resolver algumas coisas, ainda tenho um saldo para resolver em 2012, que com certeza tirarei de letra.

Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós! Não se esqueça de avisar nos comentários para que eu possa incluí-lo na lista dos participantes!

São eles: Hally Rocker do Mode On/Off, Renata Becker do Oui, Madame, André "Hipotermia" Sobreiro, Érica Lopes, Lilian do Lá no Cafofo, Ana do Organizando o Caos, Larissa Bohnenberger do O Elemento Fogo, Marcos Rodrigo do Eh Bien..., Evy do Pensamentos Perdidos, Juli_Chan do Hitomi Nyu, Cássia Alves do Busca de Sentidos, Regiane do Pequenas Coisas da Rê, Kel Sodré do Armário de Coisinhas, DaniSohDani do Só Lendo, Marcos Freitas do Passageiro do Mundo, Natalia Máximo do Caleidoscópio Dental, Mah Kaori do MahMind, Rafaela Marinho do Meus Vários Mundos, Janna do Livros Pura Diversão, Cintia Ribeiro do Free To Be Me, Nilza Borba do Pele semFlor, Ana Carolina do Seis Milênios, Nita do Falando sobre Livros, Sam Shiraishi do A Vida Como A Vida Quer, Nara do Minha Fábrica de Sonhos, Camila Batista do It's not too Late, Neyara do Capsula de Banca, Lila Ricken do A Luz Difusa do Abajur Lilás, Letícia do A Garota e Seus Livros, Eve Ramos do Coisinhas, Mog do Mog Universitária, Angela Ernesto do Coisas Acontecem Sempre, Rogéria do Um Espaço para Chamar de Meu, Gigi do Boboquice Digital, Ísis Rocha do Uma Mãe em Construção, Bel Lucyk do Mundo ao Meu Redor... vai comentando aí (com o link, please) que eu vou colocando aqui! 

sábado, 3 de dezembro de 2011

Mas 2011 ainda não acabou, ainda vou tentar... [Meme das Antigas - 2011]



Mas 2011 ainda não acabou, ainda vou tentar encerra-lo com chave de ouro. Como disse no post anterior, esse ano foi muito bom, coisas ótimas aconteceram e vou procurar fechar todos os meus compromissos da melhor forma possível.

Na Secretaria de Estado da Cultura, tenho muitos projetos que devo tocar até o final de dezembro e alguns encaminhar para o começo de ano, inciando nossas atividades em 2012. Daqui duas semanas estarei em Brasília, para a Conferência Nacional LGBT, onde estarei lutando pelo o que acredito, militando por um Mundo melhor, para todas e todos.

Comecei o ano solteiro e estou terminando da mesma forma. Nesse ano passaram duas pessoas que me fizeram acreditar que algo poderia ser diferente, uma delas fez eu acreditar um pouco mais, mas mesmo tendo sentido o amor por poucos momentos, estou muito bem, mesmo solteiro. E dessa forma pretendo terminar o meu ano, bem, muito bem. Não me importando com algumas circunstâncias.

Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós! Não se esqueça de avisar nos comentários para que eu possa incluí-lo na lista dos participantes!

São eles: Hally Rocker do Mode On/Off, Renata Becker do Oui, Madame, André "Hipotermia" Sobreiro, Érica Lopes, Lilian do Lá no Cafofo, Ana do Organizando o Caos, Larissa Bohnenberger do O Elemento Fogo, Marcos Rodrigo do Eh Bien..., Evy do Pensamentos Perdidos, Juli_Chan do Hitomi Nyu, Cássia Alves do Busca de Sentidos, Regiane do Pequenas Coisas da Rê, Kel Sodré do Armário de Coisinhas, DaniSohDani do Só Lendo, Marcos Freitas do Passageiro do Mundo, Natalia Máximo do Caleidoscópio Dental, Mah Kaori do MahMind, Rafaela Marinho do Meus Vários Mundos, Janna do Livros Pura Diversão, Cintia Ribeiro do Free To Be Me, Nilza Borba do Pele sem Flor, Ana Carolina do Seis Milênios, Nita do Falando sobre Livros, Sam Shiraishi do A Vida Como A Vida Quer, Nara do Minha Fábrica de Sonhos, Camila Batista do It's not too Late... vai comentando aí (com o link, please) que eu vou colocando aqui!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

As Brejeiras entrevistam Cássio Rodrigo

Hanna Korich e Laura Bacellar entrevistam Cássio Rodrigo, Assessor de Cultura para Gêneros e Etnias da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Cássio fala, entre outros programas, do Laços Afetivos, em que indivíduos lgbt são convidados a escrever sobre realcionamentos que consideram importantes.

"Laços Afetivos" irá trazer ao conhecimento do grande público as relações familiares entre pais heterossexuais e filhos homossexuais, pais homossexuais e filhos heterossexuais, relações de amizade nos ambientes escolar, de trabalho e familiar, relações de amor entre seres humanos e com outros seres humanos.

Ao final, teremos um livro pungente, revelando as matizes das relações humanas. Esse livro irá reafirmar o compromisso do Estado de São Paulo com os dez anos da Lei Estadual nº 10.948/01 que proíbe e pune toda e qualquer forma de discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero do indivíduo. Maiores informações, acesse o site da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias.

As Brejeiras é uma iniciativa da editora Brejeira Malagueta.

domingo, 23 de outubro de 2011

Há Momentos

Por Clarice Lispector

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ninguém é Perfeito

Assistindo ao vídeo Pink Perfect – Não sou perfeito pai, que o próprio autor sugeriu que eu divulgasse no blog, me lembrei da campanha “Its gets better”, que ganhou grande repercussão nos Estados Unidos depois de uma séria de suicídios de adolescentes gays por não terem suportado a homofobia da sociedade, principalmente as ocorridas no ambiente escolar.

Uma das vitimas foi o garoto Tyler Clementi, de 20 anos, estudante e violinista. Tyler  morava no dormitório de uma faculdade no Estado de Nova Jersey. Ele dividia o quarto com Dharum Ravi, para quem pediu um pouco de privacidade. Ravi saiu, mas deixou uma webcam ligada, gravando tudo o que acontecia no quarto, com as imagens sendo exibidas ao vivo por um site de internet. As imagens gravadas mostravam Tyler beijando outro homem.

No Twitter, Dharun assumiu a autoria do vídeo e publicou no dia 19 de setembro de 2010 a mensagem “Eu o vi transando com outro cara”, referindo-se a Tyler Clementi, seu colega de quarto. Três dias depois, humilhado e com sua orientação sexual exposta, Tyler colocou uma mensagem em sua página do Facebook que dizia “jumping off gw bridge sorry” (saltando da ponte george washington sinto muito). O ministério público acusa Ravi e outra estudante de jogarem as imagens na internet sem permissão. Os dois estudantes envolvidos no cyberbullying podem ser condenados a cinco anos de cadeia.

Assim como o Marcos, ninguém é perfeito, mas se vivermos na tentativa que tentar agradar os demais, iremos nos anular. Temos que ser aceitos como somos e quando isso não acontece temos que ser fortes e lutar contra o preconceito e não tentar ser “perfeito”, pois perfeito ninguém é. Também espero por um país mais justo, com governantes corajosos e que não venda os direitos LGBTs em troca de apoio de grupos religiosos.

A homofobia teve uma chance para ser combatida no ambiente escolar, mas infelizmente o Kit anti-homofobia foi vetado pela presidente Dilma, com o depoimentos que ela não faria "publicidade de opções sexuais". Precisamos de um país melhor, mas para isso temos que ter governantes melhores, com coragem para combater os problemas que estão ceifando vidas.

sábado, 20 de agosto de 2011

O Caixeiro-Viajante

- Eu estou namorando um caixeiro-viajante – disse o Fellipe sorrindo.

- Mas não se preocupe, eu sempre volto – completei.

Estou fora de São Paulo desde quarta-feira e confesso que essa vida de caixeiro-viajante, como diz o Fellipe, me deixou com muitas saudades dele. Estávamos na rotina de nos encontrarmos todos os dias e de repente, ficamos cinco dias seguidos com apenas o telefone nos unindo.

- É o seu trabalho, você tem que viajar – disse em outra ocasião.

Nesse inicio de relacionamento, existe uma necessidade maior de passarmos mais tempos juntos, até pelo fato de queremos nos conhecer mais, ter mais intimidade, passar bons momentos. Estou curtindo muito tudo o que está acontecendo e essa saudade que eu sinto, encarro como algo extremamente natural. Sinaliza que estou dando permissão para a história continuar.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sobre Inicio de Relacionamento

Estava retirando cartão do banco da minha carteira quando me deparei com aquele rapaz alto, olhos pretos, cabelos pretos e barba. Fiquei desconcertado com o jeito que ele me olhou, da forma com que os nossos olhos se encontraram. Paguei a minha conta e fui ao banheiro, ele veio a atrás.

- Já está indo? – ele perguntou.

- Estou sim – respondi.

- Bem que você poderia ficar mais um pouco – me disse.

- Posso ficar – respondi com um sorriso.

Nos olhamos novamente, olho no olho e sem trocar mais nenhuma palavra, nos beijamos. Foi um beijo envolvente, com desejo, sem presa e sem a necessidade de ser interrompido. Devido ao horário, tive que ir embora. Trocamos telefone e prometemos nos ver mais vezes.

No outro dia a vontade de ligar e perguntar como ele estava foi grande. Fiquei com aquela estranha sensação que se eu ligasse, soaria como desespero. Não sei se existe um tempo “seguro” para ligar para alguém e não soar como desesperador ou carência, enfim, fiquei a manhã inteira ensaiando para ligar ou mandar uma mensagem. Quando tomei coragem, recebo uma mensagem dele dizendo que havia adorado me conhecer e perguntou o que eu faria a noite.

Marcamos de nos encontrar, num barzinho da Bela Vista. Trabalhei o resto do dia ansioso. Deu o meu horário e fui me arrumar para sair, quando de repente meu telefone tocou, era ele.

- Oi Marcos, tudo bem? Eu cai, estourei toda a boca e estou indo para o hospital – ele me disse. Na hora pensei: pronto, ele não está afim e está inventando essa desculpa que não cola.

- Nossa, mas está tudo bem contigo? – perguntei preocupado.

- Ah! Não sei, vou ao hospital, acho que devo levar alguns pontos. Quer ir comigo? – me convidou. Fiquei sem reação, mas fui.

Nos encontramos no MASP, como ele é carioca e está a pouco tempo em São Paulo, não conhecia muito bem onde ficavam os hospitais. Fomos num hospital próximo a Avenida Paulista, ele levou quatro pontos, saindo do hospital fomos para o barzinho que havíamos combinado de nos encontrar, isso foi na segunda, depois nos encontramos na terça, quarta, quinta e sexta, dia que ele viajou, foi para o Rio comemorar o aniversário de irmã e voltou na segunda.

Foi tudo muito intenso, está sendo muito intenso e recíproco e dessa forma começamos a namorar. Estou adorando conhecer o Fellipe, taurino, com um jeito carioca muito cativante e que sabe exatamente o que quer. Hoje sou eu quem viajo e ficarei até domingo longe. Vou a trabalho para Ribeirão Preto, mas no outro final de semana já prometemos passarmos juntinhos e curtindo o começo dessa relação, que está sendo tudo de bom.

domingo, 17 de julho de 2011

Sobre Felicidade e Recomeço

Pela primeira vez, depois de muito tempo, me sinto realmente feliz. Algumas coisas, que eu sempre busquei, estão acontecendo e definitivamente percebo que não apenas virei uma página da minha vida, mas que comecei outro capitulo, outro livro e estou escrevendo em outros cadernos. Sempre valorizei uma relação afetiva e grande é a minha surpresa em perceber que o melhor momento da minha vida está sendo sozinho. Estou bem comigo mesmo.

Algumas pessoas passaram por minha vida, todas de forma distintas. Umas não ficaram por questões alheias a minha vontade e outras simplesmente porque aquele não era o meu momento. Depois de ficar triste por conta de não ter rolado nada com o rapaz dos posts anteriores (aqui, aqui e aqui), me senti extremamente bem. Pela primeira vez, depois que terminei o meu relacionamento com o Douglas, estava me sentindo livre de verdade, estava sofrendo por outra pessoa. Pela primeira vez, em um ano, doeu de verdade e confesso que isso foi muito bom, sentir essa dor de novo, por outra pessoa.

Mesmo não estando mais em minha vida e sem pretensões alguma de entrar, credito ao Douglas os melhores e muitos dos piores momentos da minha vida nos último oito anos. Passei momentos muito bons com aquele cara e reconhecer isso, sem dor, sem peso, sem rancor e ainda com muitas pendencias entre nos a serem resolvidas é algo que eu considero louvável.

A vida caminhou, o rio mudou o seu curso e alguns desaguaram no oceano. Tsunamis aconteceram e terremotos destruíram várias partes da minha vida. Me levantei, reconstruí meus pilares, respeitando as minhas origens e aqui estou, pela primeira vez assumindo e reconhecendo que estou pronto para outra, para todas as novidades que a vida possa me presentear.

Sinto-me como a música “Oração”, da Banda Mais Bonita da Cidade. Sinto-me em transição, alegre, querido, sozinho, unido e feliz. Sinto-me com o coração aberto, coração que cabe absolutamente tudo, coração que está pronto para continuar. Acrecito que isso é coisa de Saturno, ele definitivamente concluiu o seu curso e estou livre para viver. Vou aproveitar e colocar tudo o que cabe dentro do meu coração.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sobre Sentimentos Conflituosos e Pingos nos “is”

Depois de muita conversa, resolvi colocar todos os pingos nos “is”, confesso que foi mais difícil do que imaginava. Às vezes gostaria de ser menos taurino, talvez mais aquariano ou libriano, mas não totalmente, taurinos tem um brilho especial.

Passei 4 dias em São José dos Campos e foram 4 dias de saudade de algo que eu nunca tive, saudades daquilo que estava para ter, saudades do que talvez eu não terei. Entre sentimentos e frustrações, resolver ser o mais franco possível e disse tudo o que eu estava disposto. Tive a reação que esperava. A reação de compreensão da outra parte, compreensão acompanhada de tristeza.

Entre os meus posicionamento, estava à decisão de não procura-lo, até que os seus sentimentos fossem minimamente reconhecidos e expressados. Não posso ficar preso num relacionamento que nem começou por conta de fatores oclusos, que não são inerentes a minha pessoa.

Na volta para São Paulo, um incomodo. Estava ouvindo o CD que ele havia me emprestado. Resolvi devolve-lo no mesmo dia, talvez numa alternativa insana de vê-lo novamente, mas sustentando a situação que não queria ficar com nada dele e que era melhor vê-lo agora, do que na semana que vem, quando ele voltasse de viagem.

Após um compromisso, em meio à protestos de um amigo, fui até o seu apartamento. Mal conseguíamos olhar um para o outro. Havia uma tensão muito forte no ar, palavras mentalmente sendo ditas e a sensação que todas elas eram absorvidas, quando nos olhávamos, tínhamos a certeza que mesmo em silencio, estávamos conversando. Ficamos nessa situação/sensação por quase duas horas.

Às vezes o meu braço roçava no dele, era uma sensação maravilhosa, o toque que precisávamos para acalmar a necessidade que as nossas peles sentiam de estarem juntas. De repente, numa ação inesperada, ele me abraçou e ali ficamos por uns dois minutos, dei um beijo no seu pescoço e disse que tinha que ir embora. Ele retrucou, disse que o abraço não era para se despedir e sim para saciar o desejo carnal dos dois corpos unidos por um desejo. Antes de ir embora, nos abraçamos mais duas vezes.

Voltei para casa tendo dele apenas o sentimento, o CD havia devolvido, porém voltei com a consciência tranqüila que não trai o meu coração e que fiz absolutamente tudo para que esse relacionamento que estava prestes a nascer, não tivesse uma morte prematura. Ele me pediu tempo para colocar as idéias no lugar e confessou que já sentia saudades, sentimento que nesse momento compactuo.

Acredito que com espaço, algo pode acontecer, como disse anteriormente: eu já passei por tudo isso e sei como tal situação é difícil. Tenho uma amiga de trabalho que é casada há mais de 20 anos, antes dela assumir algo definitivo com a sua esposa, elas ficaram um ano se conhecendo, de forma leve e descompromissada. Acredito que os relacionamentos de sucesso nascem assim, sem muitas perspectivas e promessas, apenas vivendo o momento e deixando o futuro como uma mera conseqüência, como um simples acontecimento diário. É dessa forma que eu quero que acontece comigo, que simplismente aconteça, sem metas rigidas estabelecendo o que venha a ser o futuro.