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segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Quilombo da Barra Funda está em festa! Camisa Verde e Branco celebra seus 100 anos

Ontem fui na celebração que abriram as comemorações dos 100 anos de história da Camisa Verde e Branco. O início remonta a 1914, quando foi criado o "Grupo Carnavalesco Barra Funda", liderado por Dionísio Barbosa, filho de escravos e um dos primeiros negros a nascerem livres no Brasil. Nesse grupo carnavalesco, os homens saíam pelas ruas do bairro da Barra Funda vestidos de camisas verdes e calças brancas.

Durante o Estado Novo, os integrantes do Grupo Carnavalesco Barra Funda foram confundidos com simpatizantes da Ação Integralista Brasileira, partido político de Plínio Salgado, e por isso perseguidos pela polícia de Getúlio Vargas, até deixarem de desfilar em 1936. De certa forma, para época, esse grupo era considerado um Quilombo urbano devido às características e costumes de seus integrantes.

Foi uma festa muito bonita, com a presença do Grupo de percussão feminina Ilú Obá de Min. Gostei muito da temática que destaca a história do Bairro da Barra Funda e a valorização da Cultura Negra. Nesse Carnaval de 2014 para entrar na passarela do samba, a Camisa Verde e Branco pedirá a licença a todos os Orixás, Deuses, Santos e aos Mestres Dionísio Barbosa, Seu Inocêncio Tobias, Dona Sinhá e Carlos Alberto Tobias, pois o Quilombo está em festa e a Camisa Verde e Branco celebra 100 anos de história.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Governo do Rio de Janeiro planeja ações contra homofobia no Carnaval

Após a bem sucedida experiência de 2012, o policiamento preventivo especializado voltado ao segmento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) este ano será ampliado para o interior do estado. O policiamento preventivo especializado começa no dia 3, no Bloco da Preta, e termina apenas no dia 21. O efetivo estará presente nos mais diversos eventos no Rio, em Cabo Frio, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Caxias, Maricá, Niterói e Macaé.

O planejamento foi definido em reunião entre representantes da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, e as subsecretarias de Educação, Valorização e Prevenção e de Planejamento e Integração Operacional, da Secretaria de Segurança, e as polícias Civil e Militar.

- As polícias têm papel importante nas ações que o programa Rio Sem Homofobia promove. Infelizmente, a população LGBT ainda convive com discriminações, mas estamos atuando fortemente para a promoção de uma cultura de paz que respeita a diversidade sexual. Por isso o plano de policiamento específico nas áreas de frequência LGBT no carnaval do Rio - explicou o coordenador do programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento.

A chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, afirmou que já existe um planejamento. Ela ainda orientou que todas as 150 delegacias do estado exponham na área de atendimento o cartaz do Disque Cidadania LGBT.

- Vamos incorporar o detalhamento apresentado pelo programa para termos um carnaval alegre, diverso e de paz - afirmou Martha Rocha.

A subsecretária de Educação, Prevenção e Valorização, Juliana Barroso explicou que haverá mudanças na estratégia. 

- Esse ano mudamos um pouco a estratégia, fortalecendo a atuação nos comandos intermediários. Por isso, é importante para nosso efetivo conhecer os serviços oferecidos pela Secretaria de Assistência Social - disse a subsecretária. 

Campanha destaca o Disque Cidadania LGBT

Na próxima semana, o Rio Sem Homofobia lançará sua campanha educativa para o carnaval 2013. O objetivo é divulgar os serviços do programa Disque Cidadania LGBT 0800 0234567, com plantão telefônico 24 horas. 

Os foliões também poderão contar com os centros de Referência da Cidadania LGBT, que funcionarão em esquema de plantão durante os dias de festa com uma equipe técnica formada por advogados, psicólogos e assistentes sociais. Os profissionais estarão à disposição para informar e orientar a população sobre direitos e saúde.