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terça-feira, 17 de junho de 2014

O Pai da Noiva terá continuação com Casamento Gay

O Pai da Noiva, comédia de grande sucesso da década de 90, escrita por Nancy Meyers e Charles Shyer, ganhará uma continuação com Casamento Gay.

Steve Martin retornará ao papel de George Banks para o longa, que focará no casamento do seu filho Matty com o filho de um oficial da marinha. 

George ficará "atordoado e sem palavras" ao receber a notícia de que seu filho é gay. Suas atitudes conservadoras farão com que sua esposa, Nina, o expulse de casa. Nos outros longas, os conflitos do patriarca giravam em torno da filha Annie (Kimberly Williams).

sexta-feira, 10 de maio de 2013

“Raça” estreia dia 17 de maio no Brasil em circuito nacional

O documentário longa-metragem “Raça”, do cineasta brasileiro Joel Zito Araújo e da documentarista norte-americana Megan Mylan, ganhadora de Oscar®, chega às telas brasileiras em maio. Além da pré-estreia paulista agendada para o próximo dia 13, para convidados, o filme estreia em circuito nacional no dia 17 de maio – em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Numa parceria inédita, os diretores da película doarão a renda obtida pela bilheteria do filme ao Fundo Baobá, entidade voltada à promoção da equidade racial da população negra brasileira e ao apoio a projetos nessa área. “Juntos trabalharemos para que o filme promova uma reflexão nacional sobre a desigualdade racial e a identidade racial do país” – afirma Joel Zito Araújo.

O filme é resultado da amizade entre Joel Zito Araújo e Megan Mylan iniciada na década de 1990. Mas foi em 2004 que surgiu a ideia de dirigirem um filme juntos. Assim surgiu a coprodução “Raça”, entre Brasil e Estados Unidos, filmada de 2005 e 2011.

A obra capta o debate sobre a busca da superação da desigualdade racial no Brasil com cenas inéditas dos bastidores do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal no início deste século. Para registrar esse momento histórico em que o debate racial se tornou constante na mídia e no discurso público, os diretores acompanharam de perto três personalidades negras que estavam – cada uma a sua maneira – na linha de frente dessa batalha pela igualdade.

Entre elas, está o senador Paulo Paim – com seu esforço para sancionar a lei do “Estatuto da Igualdade Racial” no Congresso Nacional, em Brasília. Paim é autor do projeto original que demorou quase uma década para ser aprovado.

O documentário também apresenta a luta de Miúda dos Santos – neta de africanos escravizados e ativista quilombola – pela posse das terras e pelo respeito às suas tradições ancestrais da Comunidade Quilombola de Linharinho, no Espírito Santo. Junto com os moradores da região, Miúda briga contra um gigante do ramo da celulose, a empresa Aracruz.

“Raça” mostra ainda os bastidores da trajetória do cantor, apresentador e empresário Netinho de Paula durante todo o processo de criação e tentativa de consolidar seu canal TV da Gente. Fundado em 2005, no interior de São Paulo, o canal formado majoritariamente por profissionais negros foi idealizado pelo artista. O filme teve sua primeira exibição como Hors Concours na Mostra Première Brasil, durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, em outubro de 2012.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Meu filme preferido em 2011 [Meme das Antigas - 2011]



Meu filme preferido em 2011 foi o Cisne Negro. O filme conta a história de Nina, uma bailarina que confunde dedicação com obsessão, que não enxerga limites para conseguir o que quer, ou seja, ser perfeita. Porém até mesmo seu ideal de perfeição é alvo de ressalvas. Ela precisa provar para a companhia da qual faz parte que é capaz de incorporar tanto o cisne branco quanto o cisne negro, na nova versão de O Lago dos Cisnes que está sendo montada e que promete apresentar um novo talento após a saída da até então rainha da companhia.

Natalie Portman, luminosa, carrega toda a pressão e sofrimento da personagem em uma silhueta raquítica. Tudo nela é frágil e vulnerável, do tom de voz aos tímidos e medrosos olhares. O restante do elenco, em contrapartida, rivaliza pelo posto de mais ameaçador. Todos intensificam a sensação de que Portman está prestes a quebrar, como uma boneca de porcelana.

Nina é um personagem trágico e Aronofsky levará isso às últimas consequencias, ou seja, ao palco, onde o artista morre para dar vida a outro ser, muito maior e importante naquele espaço físico e temporal. O artista é trágico por definição , substituível e descartável, uma vez que está ali apenas como um meio para um fim. É o que acontece com a rainha da companhia, que deposta de seu trono, começa a ser consumida por vaidade e egoísmo.

O agravante aqui é que Nina é muito mais menina do que mulher. Do seu quarto, em tons de rosa e repleto de bichos de pelúcias, até a maneira submissa com que acata qualquer decisão da mãe, tudo leva crer que a moça de 28 anos ainda não completou sequer uma década de vida. E é logo dessa criança em corpo de mulher que será exigido a dolorosa mutação.

Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós! Não se esqueça de avisar nos comentários para que eu possa incluí-lo na lista dos participantes!

São eles: Hally Rocker do Mode On/Off, Renata Becker do Oui, Madame, André "Hipotermia" SobreiroÉrica LopesLilian do Lá no Cafofo, Ana do Organizando o Caos, Larissa Bohnenberger do O Elemento Fogo, Marcos Rodrigo do Eh Bien..., Evy do Pensamentos Perdidos, Juli_Chan do Hitomi Nyu, Cássia Alves do Busca de Sentidos, Regiane do Pequenas Coisas da Rê, Kel Sodré do Armário de Coisinhas, DaniSohDani do Só Lendo, Marcos Freitas do Passageiro do Mundo, Natalia Máximo do Caleidoscópio Dental, Mah Kaori do MahMind, Rafaela Marinho do Meus Vários Mundos, Janna do Livros Pura Diversão, Cintia Ribeiro do Free To Be Me, Nilza Borba do Pele sem Flor, Ana Carolina do Seis Milênios, Nita do Falando sobre LivrosSam Shiraishi do A Vida Como A Vida Quer, Nara do Minha Fábrica de Sonhos, Camila Batista do It's not too LateNeyara do Capsula de Banca, Lila Ricken do A Luz Difusa do Abajur Lilás, Letícia do A Garota e Seus Livros, Eve Ramos do Coisinhas, Mog do Mog Universitária... vai comentando aí (com o link, please) que eu vou colocando aqui!

sábado, 5 de novembro de 2011

Os Três Mosqueteiros

Assisti na semana passada ao filme “Os Três Mosqueteiros”. Confesso que não é o estilo de filme que me motiva a ir ao cinema, mas acabei sendo convencido pela companhia, programas não são apenas motivados pelo local e sim por quem está com a gente. Não gosto muito de ir ao cinema sozinho, pois se o filme for ruim, não tenho com quem reclamar e se o filme for bom, não tenho com quem comentar.

Sobre o filme “Os Três Mosqueteiros”, acabei me surpreendendo, o filme é ótimo. Não assisti a tão comentada versão 3D, o grande diferencial do filme, mas mesmo sem a tecnologia, achei tudo fantástico.

O Filme conta a história de Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan. D'Artagnan vai a Paris buscando se tornar membro do corpo de elite dos guardas do rei, os mosqueteiros. Em Paris, D’Artagnan, jovem esquentado, de pavio curto, consegue marcar duelos com o três mosqueteiros, sem saber que se tratava dos mosqueteiros. Depois de um embate em que os quatro se unem para enfrentar os guardas do Cardeal Richelieu (Christoph Waltz em mais um papel de vilão caricato), o grupo está formado e vem a famosa frase "Um Por Todos e Todos Por Um".

O Rei Luis XIII (Freddie Fox) é um adolescente bobão e mimado, que só pensa em roupas. Sua esposa, a Rainha Anne (Juno Temple) não tem um caso com o Duque de Buckingham (Orlando Bloom) - insinua-se algo nos seus passados, mas agora ela aparentemente só quer ser fiel ao seu rei. Cabe então a Richelieu arquitetar uma forma de Milady (Milla Jovovichmais Pin-up do que nunca) roubar um colar do cofre da Rainha e colocá-lo sob os domínios de Buckingham, traição que levaria França e Inglaterra a uma nova guerra, em que alguém mais experiente - o próprio Richelieu - deveria comandar o país.

Os três Mosqueteiros não é o tipo de filme que lembraremos daqui alguns anos, mas recomendo, com certeza serão bons momentos de entretenimento.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Campanha da Secretaria de Estado da Cultura seleciona vídeodocumentários curtos sobre a população negra

A Secretaria de Estado da Cultura está com as inscrições abertas para a campanha participativa “Nós, os afro-brasileiros”, visando à conscientização para a diversidade étnica e cultural. Qualquer pessoa pode se inscrever com pequenos vídeodocumentários de 3 a 5 minutos, apresentando personagens, fatos, lugares e histórias que tenham como base o fortalecimento da população negra. As inscrições podem ser feitas pelo site www.cultura.sp.gov.br/generoseetnias.

Pensada dentro das comemorações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, declarado em 2011 pela Organização das Nações Unidas, a campanha “Nós, os afro-brasileiros” estimula a produção do público, que terá seu material avaliado pelo curador Jéferson DE. Os 40 vídeos selecionados serão editados num DVD produzido pela Secretaria de Estado da Cultura e exibidos em mostras. O tema dessa campanha foi escolhido através de parceria com o Museu Afro Brasil.

“A cultura é um dos caminhos para transformar as pessoas e a sociedade. Realizando campanhas como esta, estamos agindo diretamente para reduzir preconceitos, promovendo o reconhecimento e o fortalecimento de grupos hoje discriminados”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.

A ação é coordenada pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias que, desde 2007, realiza campanhas com foco no combate às discriminações e no fortalecimento das identidades. Neste ano, além de “Nós, os afro-brasileiros”, foram lançadas também “Laços afetivos”, com foco na diversidade sexual, e “Pela arte se inclui”, que reunirá exemplos de ações e projetos de inclusão de pessoas com deficiência.

Em “Laços afetivos”, o público poderá contribuir com crônicas, depoimentos e reportagens sobre as relações familiares, de amizade, no trabalho e na escola, entre pais e filhos heterossexuais ou homossexuais. Os melhores trabalhos serão selecionados pelos curadores Laura Bacellar e João Federici; os ganhadores farão parte de um livro.

Já em “Pela arte se inclui”, os melhores exemplos de trabalhos ligados à inclusão de pessoas com deficiência nas áreas da literatura, dança, fotografia, teatro, canto, música, circo, desenho e cinema também vão compor um livro/catálogo e participar de programação montada por ocasião das datas comemorativas de pessoas com deficiência.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

terça-feira, 22 de março de 2011

Meu Irmão é Filho Único

Ontem assisti ao filme “Meu Irmão é Filho Único”, uma adaptação do livro do livro II fasciocomunista, de Antonio Pennachi. Comecei a vê-lo sem grandes espectativas e no final a história me arrebatou. O longa conta a história dos  irmãos Accio (Elio Germano) e Manrico (Riccardo Scamarcio), que cresceram numa pequena cidade italiana durante as décadas de 60 e 70, contrapunham-se politicamente, mas eram apaixonados pela mesma mulher.

Dirigido por Daniele Luchetti, o longa acompanha a vida desses irmãos ao longo de 15 anos através das conturbações e reviravoltas da tumultuada história sóciopolitica da Itália. O filme mostra as mudanças de postura, discussões e a inevitável separação dos irmãos por causa de seus rumos até, claro, o reencontro promovido pela sabedoria da idade. Com o tempo, eles percebem a verdadeira essência não apenas de suas diferenças, mas de suas semelhanças.

Com o pano de fundo de uma Itália conturbada por lideranças de movimentos ideologicos distintos, o filme conta a história de conflitos familiares e sentimentos de dois irmãos que não sabem lidar com suas diferenças através do diálogo tranquilo ou da diplomacia respeitosa. São adeptos mesmo é dos bons e velhos métodos tradicionais de relacionamento fraternal: sopapos, pontapés e berros.

domingo, 6 de março de 2011

Cisne Negro

Semana passada, assisti com o meu amigo Eduardo o filme Cisne Negro. O filme conta a história de Nina, uma bailarina que confunde dedicação com obsessão, que não enxerga limites para conseguir o que quer, ou seja, ser perfeita. Porém até mesmo seu ideal de perfeição é alvo de ressalvas. Ela precisa provar para a companhia da qual faz parte que é capaz de incorporar tanto o cisne branco quanto o cisne negro, na nova versão de O Lago dos Cisnes que está sendo montada e que promete apresentar um novo talento após a saída da até então rainha da companhia.

Natalie Portman, luminosa, carrega toda a pressão e sofrimento da personagem em uma silhueta raquítica. Tudo nela é frágil e vulnerável, do tom de voz aos tímidos e medrosos olhares. O restante do elenco, em contrapartida, rivaliza pelo posto de mais ameaçador. Todos intensificam a sensação de que Portman está prestes a quebrar, como uma boneca de porcelana.

Nina é um personagem trágico e Aronofsky levará isso às últimas consequencias, ou seja, ao palco, onde o artista morre para dar vida a outro ser, muito maior e importante naquele espaço físico e temporal. O artista é trágico por definição , substituível e descartável, uma vez que está ali apenas como um meio para um fim. É o que acontece com a rainha da companhia, que deposta de seu trono, começa a ser consumida por vaidade e egoísmo.

O agravante aqui é que Nina é muito mais menina do que mulher. Do seu quarto, em tons de rosa e repleto de bichos de pelúcias, até a maneira submissa com que acata qualquer decisão da mãe, tudo leva crer que a moça de 28 anos ainda não completou sequer uma década de vida. E é logo dessa criança em corpo de mulher que será exigido a dolorosa mutação.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Eu não quero voltar sozinho

A vida de Leonardo, um adolescente cego, muda completamente com a chegada de um novo aluno em sua escola. Ao mesmo tempo, ele tem que lidar com os ciúmes da amiga Giovana e entender os sentimentos despertados pelo novo amigo Gabriel.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Meu Filme Preferido em 2010

Quando me identifico com algo, espero sempre com muita ansiedade e assim foi com o filme “Como Esquecer”, com Ana Paula Arósio, Murilo Rosa e Natalia Lage, com direção de Malu de Martino. Outro fator que me levou a uma identificação imediata com o filme, foi o fato de, na época, também estar no processo de "Como Esquecer". Em muitos momentos me senti Júlia (Ana Paula Arósio), em outros me senti Hugo (Murilo Rosa) e assistindo ao filme, também me senti Lisa (Natália Lage), me identifiquei com as três personagens, remetendo as cenas do filme com a realidade de minha vida.

O filme conta a história de Júlia (Ana Paula Arosio), uma professora de literatura inglesa, que luta para reconstruir sua vida depois de viver uma intensa e duradoura relação amorosa com a enigmática Antônia. Hugo (Murilo Rosa), seu grande amigo, também gay, é quem tira Júlia do seu isolamento e tenta trazê-lá de volta à vida. A história aborda o abandono de relações afetivas por três óticas: a de Júlia ao ser abandonada por sua companheira Antônia, a de Hugo ao perder seu grande amor vitima de câncer e a de Lisa ao ser abandonado pelo seu namorado ao descobrir que a mesma estava grávida.

Unidos por conta de uma dor em comum e para suprir as necessidades financeiras que tais rompimentos geraram em suas vidas, Júlia, Hugo e Lisa decidem dividir a mesma casa, uma saída para se apoiarem financeiramente. Hugo, fazendo um papel de pai na casa, tenta de todas as formas colocar Júlia para fora do abismo chamado "fim do amor". Na verdade, vejo a situação de Hugo de forma mais confortável que a de Júlia e Lisa, Hugo perdeu o seu grande amor, assim como ambas, mas perdeu quando seu companheiro foi vencido pela morte, não foi abandonado, foi deixado por alguém que lutava pela vida e o amava.

O filme procura responder "o que é o contrário do amor?" Acredito em um sentimento único. Sempre seremos amados e odiados pelo mesmo motivo, partindo dessa premissa, defendo que o contrário do amor é a ausência desse sentimento, o ódio, assim como o preto e o branco que se dá pela ausência e pela mistura de todas as cores. O término de um relacionamento afetivo, não precisa necessariamente se dar pelo ódio, mas sim por um termo intermediário, pela apatia, quando duas pessoas adultas e bem resolvidas chegam a conclusão que aquela história acabou e se separam, sem a necessidade de machucar um ao outro, provar que está bem se mostrando com outras pessoas e fazer da sua "felicidade" a infelicidade do outro.

Costumo dizer que a dor de um rompimento afetivo é comparado com a dor da perda de um ente querido, só que com o agravante daquela pessoa que é a motivação do nosso amor, estar viva e por um motivo qualquer, muitas das vezes inerente a vontade de ambos, decidiu seguir outros caminhos. Essa é a dor de Júlia e Lisa, a dor da morte em vida, a dor de ver o seu grande amor as rejeitando, colocando um ponto final numa história que pelo menos em uma das partes existia amor para recomeçar.

Assim como Júlia, depois do término de uma relação, todos precisam de um tempo para recolher os cacos que ainda estão no chão e avaliar o que sobrou. Depois de nos levantarmos de uma queda promovida pela ruptura de um amor, temos que primeiramente reaprender a nos amar primeiro, para depois amarmos outras pessoas. Só podemos dar aquilo que temos e como vamos amar um terceiro se o nosso amor próprio ainda está comprometido. Voltar a amar depois da rejeição, não é uma tarefa fácil. Encontrar motivos para ir além e dar outras oportunidade para nos mesmo, é uma superação diária.



#MemeDasAntigas – Um Inventário de 2010.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Contracorriente Emociona na Abertura do Festival Mix Brasil de Cinema

Ontem fui na abertura do 18º Festival Mix Brasil de Cinema. O evento foi um sucesso, a sala do CineSesc Augusta ficou pequena para comportar a quantidade de pessoas que estavam prestigiando o evento. Na abertura, foi apresentado o filme “Contracorriente”, do peruano Javier Fuentes León, que estava presente na exibição. Foi o primeiro filme peruano que assisti e confesso que fiquei tocado com a qualidade da fotografia, que ressaltou a beleza da costa peruana e a qualidade do cinema daquele país.

Contracorriente é o primeiro longa de Javier Fuentes León, que estreará no Brasil no ano que vem com distribuição da produtora Festival Filmes. Recomendei o filme para uma amiga, que ficou empolgadíssima, mas depois, conferindo a programação do festival, notei que o filme só foi exibido na ocasião da abertura, uma pena. Por diversas vezes o público aplaudiu o filme, confirmando a escolha assertiva da produção do Festival em abrir o evento com o filme peruano.

O filme conta a história de Miguel (Cristian Mercado), um homem respeitado na vila de pescadores onde vive com a sua esposa Mariela (Tatiana Astengo), que está grávida do primeiro filho do casal. Embora viva bem com a sua esposa, Miguel tem um caso extraconjugal com o artista forasteiro, Santiago (Manolo Cardona), chamado pelas costas pelo povo do vilarejo de “Príncipe Encantado”. Quando a história ganha um rumo sobrenatural, Mariela começa a questionar Miguel, que eventualmente terá que decidir se é homem o suficiente para assumir a sua sexualidade.

Mais do que uma história de uma de amor entre dois homens em meio ao preconceito velado de uma sociedade conversadora e religiosa, contracorriente é um filme que fala de superação e humanidade. Todos os gays que vivem em sociedades ou famílias conservadoras, já viveram um pouco de contracorriente, já se sentiram presos numa sociedade preconceituosa, que não enxergam nada além dos costumes aprendidos e repetidos ao longo dos anos.

Ser “viado” (como diz no filme) é coisa pra homem. Assumir a sua sexualidade e enfrentar a tudo e a todos não é para qualquer um. Existem muitos casos de héteros mal casados, que são infelizes e por sua vez fazem de suas famílias infelizes, por não terem sidos machos o bastante para assumirem que são gays. Vencer o seu próprio preconceito não é para qualquer um, se deitar com outro homem não é assumir um lado feminino, mas é ressaltar a masculinidade que muitos machos que pagam de homofobicos para amigos tentam esconder. Contracorriente é um pedido de libertação para a dignidade humana e sexualidade plena.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

François Sagat é Destaque no 18º Festival Mix Brasil de Cinema

O 18º Festival de Mix Brasil de Cinema começa hoje (11/11) no CineSesc Augusta, com coquetel de abertura e apresentação do filme ““Contracorriente”, de Javier Fuentes-León, às 21hs, apenas para convidados do Festival. O filme “Contracorriente” faturou o Audience Award no Sundance Film Festival e no Miami Film Festival, em 2010. A abertura contará com a presença de Fuentes-León que virá ao Brasil especialmente para a abertura do festival.


Outro grande destaque no Festival é a exibição do filme “L.A. Zumbi”, de Bruce La Bruce. O filme terá uma
sessão especial no “cinemão” Cine Don José, no centro da capital, no dia 12 de novembro, às 21h. O ator François Sagat, protagonista do longa e astro do cinema pornô gay, estará nesta sessão especial a convite dos organizadores do Festival.


O Mix Brasil exibirá mais de uma centena de filmes, incluindo curtas-metragens caseiros, que serão submetidos ao júri popular comandado por Marisa Orth, na 11ª edição do tradicional Show do Gongo. Os interessados poderão se inscrever até às 18h no balcão de credenciamento no dia do evento, 16 de novembro. As gongadas começam às 21h. 

O público também poderá escolher seus preferidos nas categorias Melhor Longa, Melhor Documentário e Melhor Curta-Metragem (brasileiro e estrangeiro) que também receberão o troféu prateado. O “Troféu Ida Feldman” premiará a personalidade que mais se destacar durante o evento. Os filmes da mostra competitiva também serão elegíveis ao “Premio Aquisição Canal Brasil” com prêmio no valor de R$ 15 mil.


O Panorama Internacional, seção do evento dedicada à exibição de novos longas-metragens que estão circulando em festivais internacionais de cinema e no circuito GLBT, apresenta filmes como “Homem no Banho”, de Christophe Honoré. Esta é outra oportunidade para o público conferir François Sagat na tela grande e pessoalmente. Na noite dedicada às meninas, 17, elas poderão conferir a pré-estreia brasileira do longa de arte erótico “Quarto em Roma”, do espanhol Júlio Medem, estrelado por Elena Anaya, a estrela do novo filme de Almodóvar.


No dia do encerramento, 18 de novembro, acontece a cerimônia de premiação desta edição, às 21h, no Cinesesc. Na ocasião, será projetado o filme de Dennis Todoroovic, Sasha, que conta a história de um menino que se apaixona pelo professor de piano, provocando a rejeição de sua família conservadora. Depois que acontecer em São Paulo, o Mix Brasil segue para o Rio de Janeiro, onde começa no dia 26 de novembro.

Veja a programação completa no site do Mix Brasil.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Como Esquecer

Ontem fui ao cinema com o meu amigo Hélio. Conheço o Hélio há mais de 12 anos, um amigo de longa data. Ele trabalhava numa empresa que presta assessoria para a empresa dos meus pais e com os constantes contatos profissionais que estabelecemos, nos tornamos grandes amigos. Assistimos ao filme "Como Esquecer", com Ana Paula Arósio, Murilo Rosa e Natália Lage. O filme está participando da Mostra de Cinema de São Paulo.

Esperei esse filme com muita ansiedade, até pelo fato do meu blog ter participado de uma rede de mídias gays que apoiaram a produtora na divulgação do filme, fato que aumentou ainda mais a minha ansiedade. Outro fator que me levou a uma identificação imediata com o filme, foi o fato de também estar no processo de "Como Esquecer". Em muitos momentos me senti Júlia (Ana Paula Arósio), em outros me senti Hugo (Murilo Rosa) e ontem, assistindo ao filme, também me senti Lisa (Natália Lage), me identifiquei com as três personagens, remetendo as cenas do filme com a realidade da minha vida.

Confesso que esperava mais da produção. Esperava uma Júlia mais indignada, mais revoltada com o fato de ter sido abandonada pelo seu grande amor, esperava mais sofrimento. O filme é sofrimento do começo ao fim, mas faltou uma profundide a mais na questão. A história aborda o abandono de relações afetivas por três oticas: a de Júlia ao ser abandonada por sua companheira Antônia, a de Hugo ao perder seu grande amor vitima de cancêr e a de Lisa ao ser abandonado pelo seu namorado ao descobrir que a mesma estava grávida.

Unidos por conta de uma dor em comum e para suprir as necessidades financeiras que tais rompimentos geraram em suas vidas, Júlia, Hugo e Lisa decidem dividir a mesma casa, uma saída para se apoiarem financeiramente. Hugo, fazendo um papel de pai na casa, tenta de todas as formas colocar Júlia para fora do abismo chamado "fim do amor". Na verdade, vejo a situação de Hugo de forma mais confortável que a de Júlia e Lisa, Hugo perdeu o seu grande amor, assim como ambas, mas perdeu quando seu companheiro foi vencido pela morte, não foi abandonado, foi deixado por alguém que lutava pela vida e o amava.

Costumo dizer que a dor de um rompimento afetivo é comparado com a dor da perda de um ente querido, só que com o agravante daquela pessoa que é a motivação do nosso amor, estar viva e por um motivo qualquer, muitas das vezes inerente a vontade de ambos, decidiu seguir outros caminhos. Essa é a dor de Júlia e Lisa, a dor da morte em vida, a dor de ver o seu grande amor as rejeitando, colocando um ponto final numa história que pelo menos em uma das partes existia amor para recomeçar.

Assim como Júlia, hoje preciso de um tempo para recolher os cacos que ainda estão no chão e avaliar o que sobrou de mim. Depois de nos levantarmos de uma queda promovida pela ruptura de um amor, temos que primeiramente reaprender a nos amar primeiro, para depois amarmos outras pessoas. Só podemos dar aquilo que temos e como vamos amar um terceiro se o nosso amor próprio ainda está comprometido. Voltar a amar depois da rejeição, não é uma tarefa fácil. Encontrar motivos para ir além e dar outras oportunidade para nos mesmo, é uma superação diária.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Estreia nos Cinemas o filme Como Esquecer

Estreia hoje nos cinemas, o longa "Como Esquecer", da diretora Malu de Martino, que fala sobre o rompimento de um casal homossexual. No filme, baseado no livro "Como Esquecer - Anotações Quase Inglesas", de Myriam Campello, Ana Paula Arósio é Júlia, uma professora de literatura inglesa que tem de lidar com o fim de seu relacionamento de 10 anos com a Antônia. Para superar a perda, ela conta como apoio do seu melhor amigo, Hugo, interpretado por Murilo Rosa, que também perdeu o companheiro, vítima de um câncer.

"Qual é o contrário do amor?" É a pergunta que Júlia tenta responder ao longo do filme. Mal-humorada, dura, ríspida, ela evita todas as soluções comuns que se seguem a um rompimento amoroso, como sair com amigos e frequentar novos lugares. Ela não evita a dor. Ao contrário, tenta vivê-la intensamente, senti-la na pele, para tentar compreendê-la.

Assim como Júlia, também tento responder "Qual é o contrário do amor?" e me encontro com várias respostas, até pelo fato da amplitude de tal sentimento. Talvez Antônia descobriu antes de Júlia a resposta para tal pergunta, ou talvez não. Fato é: nem sempre quem abandona a "pessoa amada" é um agressor, muitas das vezes quem decide colocar um ponto final na relação já sofreu todo o processo do desapego, viveu o seu luto em silêncio, perdendo o amor aos poucos e não obtendo forças para continuar, caso contrário, não era amor de forma bilateral.

Rompimentos como o de Júlia e Antônia, de forma brusca e cruel, são comuns. Fico pensando: o que motiva algo tão agressivo? A dor do rompimento de uma relação afetiva é tão forte como a dor de perder um ente querido, só que com o agravante de sabermos que tal pessoa está viva e que por diversos motivos decidiu viver outros amores. Muitas das vezes, superar a morte de um ente querido é mais fácil do que superar o rompimento de uma relação afetiva. É a morte em vida.


Concurso Cultural - Como Esquecer

O Blog Passageiro do Mundo em parceria com o filme "Como Esquecer" quer te levar ao cinema e para isso disponibilizamos 25 ingressos. Para concorrer, basta responder a pergunta "Qual é o contrário do amor?". As respostas devem ser enviadas pelos comentários e abaixo da resposta é necessário deixar um email para contato.

As melhores respostas serão divulgadas no dia 20/10/10 e os contemplados deverão retirar os ingressos no Casarão Brasil, que se localiza na Rua Frei Caneca, 1057 - São Paulo - SP. Para conhecer melhor os projetos do Casarão Brasil, acesse o site http://www.casaraobrasil.org.br/.

domingo, 10 de outubro de 2010

Pré-Estreias de Como Esquecer pelo Brasil

"Como Esquecer", que estreia em todo o Brasil no dia 15/10, tem pré-estreias nas principais capitais do país. Com direção de Malu de Martino, o filme conta a história de Júlia (Ana Paula Arosio), uma professora de literatura inglesa, que luta para reconstruir sua vida depois de viver uma intensa e duradoura relação amorosa com a enigmática Antônia. Hugo (Murilo Rosa), seu grande amigo, também gay, é quem tira Júlia do seu isolamento e tenta trazê-la de volta à vida.

O filme procura responder "o que é o contrário do amor?". Acredito em um sentimento único. Sempre seremos amados e odiados pelo mesmo motivo, partindo dessa premissa, defendo que o contrário do amor é a ausência desse sentimento, o ódio, assim como o preto e o branco que se dá pela ausência e pela mistura de todas as cores. O término de um relacionamento afetivo, não precisa necessariamente se dar pelo ódio, mas sim por um termo intermediário, pela apatia, quando duas pessoas adultas e bem resolvidas chegam a conclusão que aquela história acabou e se separam, sem a necessidade de machucar um ao outro, provar que está bem se mostrando com outras pessoas e fazer da sua "felicidade" a infelicidade de alguém.

Perder um grande amor é como se tirasse parte do nosso corpo num processo cirúrgico, porém, sem o cuidado anestésico. João Silvério Trevisan, compara a dor da perda de um relacionamento afetivo, com a dor da morte, e na verdade é. Romper um relacionamento, significa a morte de tudo o que foi vivido, a anulação de todos os momentos que estavam por vir, é uma morte em vida. Muitos, como Júlia, vivem fingindo que nada aconteceu, mas por dentro estão destruídos, esperando o tiro de misericórdia dado pela vida, para acabar de uma vez por todas com todo o sofrimento gerado em nome de algo que deveria ser bom e nos trazer paz, em nome do amor.

Saber viver o seu luto, respeitar o momento e detectar quando se aproxima alguém que é capaz de lhe fazer feliz, é voltar a viver. Há tempos atrás, me senti como a Júlia, procurando desesperadamente o que era o contrário do amor e com medo de descobrir tal resposta. O luto é vencido, quando aceitamos que acabou e damos espaço para que o novo se aconchegue. Precisamos nos libertar do velho, nos permitir outros amores e saber que toda história tem começo, meio e fim, mas o amor que temos dentro de nos se perde na imensidão nos nossos sentimentos, e esse é o amor que nunca tem fim. O amor que um dia nos destruiu e depois nos dá forças para continuar.


Horários das Exibições:

SÃO PAULO

- Espaço Unibanco Pompéia 11/10 – às 24:00h
- Arteplex Frei Caneca 11/10 – às 21:10h
- Reserva Cultural 10/10 à 14/10 – às 13:00h
- Playarte Bristol 11/10 – às 23:59h
- Cine Lumiere 10/10 à 14/10 – às 20:55h

RIO DE JANEIRO

- Ponto Cine 10/10 à 14/10 – às 16:00 e 20:00h
- Arteplex Botafogo 11/10 – às 24:00h
- Estação Vivo Gávea 10/10 à 14/10 – às 17:50h

SALVADOR

- Multiplex Iguatemi 11/10 – às 23:10h
- Cinema do Museu 10/10 à 14/10 – às 20:45h

PORTO ALEGRE

- Arteplex 11/10 – às 24:00h

CURITIBA

- Arteplex 11/10 – às 19:30h

Como Esquecer - Debate - São Paulo

- Arteplex Frei Caneca 13/10 - às 10:00h Exibição do Filme às 11:30h Debate
A Mesa de Debate contará com a presença da diretora Malu de Martino e a presença deverá ser confirmada pelo email ivegoncalves@gmail.com.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nosso Lar

Em meio a agitação dos últimos dias de campanha política, assisti com o Evandro o filme "Nosso Lar" de Chico Xavier. O filme conta a história de André Luiz, que ao se despertar no Mundo Espiritual, se depara com criaturas assustadoras e sombrias vivendo, juntamente com ele, neste lugar escuro, definido como Umbral. Além disso, ele também se assusta por perceber que apesar de ter "morrido" ele ainda sente suas necessidades fisiologias, como fome, sede, frio e outras sensações materiais.

Após um longo período de sofrimento ele é recolhido dessa zona de sofrimento e purgação de falhas do passado por espíritos do bem e é levado para a Colonia Espiritual Nosso Lar, de onde surge o nome do filme. A partir desse momento ele começa a conhecer melhor a vida no além-túmulo e a aprender lições e adquirir conhecimentos que mudarão completamente o seu modo de enxergar a vida.

Tendo então tomado consciência de que está desencarnado (morto), sente imensa vontade de voltar à Terra para visitar e rever parentes próximos de quem guarda imensa saudade. André volta a ao Mundo Material e se decepciona ao ver que todos os seus entes queridos tocaram suas vidas sem grandes afetações por conta da sua morte.

Fiquei extremamente tocado com o filme e refletindo sobre reencarnação e o que de verdade existe após a morte. Certa vez minha mãe relatou que teve um sonho com os meus avós, nesse sonho eles aparentavam mais jovens, estavam de branco, num lugar com natureza farta e muito felizes, me lembrei desse fato quando estavam assistindo o filme e pensando na possibilidade de meus avós terem transmitido uma mensagem de uma "Colonia Espiritual" na qual eles aguardam ou aguardavam a reencarnação.

Outro fato que veio a tona, foi na ocasião da morte de um tio -avô. Minha mãe sonhou que minha avó estava na calçada, de outro lado da rua da minha casa. Minha mãe gritou: Mãe, vem cá. Minha avó disse: Não posso, vim apenas buscar o seu tio. Minutos depois o meu pai atende o meu tio em casa, dizendo que tinha uma noticia triste, meu pai se antecipou e disse que já o que havia ocorrido, pois escutou minha mãe conversando enquanto dormia.

O excesso de serenidade contido em "Nosso Lar" foi algo que me deixou extremamente incomodado. A cidade, extremamente organizada, chega a ser enfadonha, o meu corpo material não suportaria viver num lugar como aquele, com sistemas 100% previsíveis e toda a população inclinada para a bondade e o bem-estar coletivo. Faltou um pouco de ação, acredito que no "Nosso Lar" existem muitas dificuldades e sofrimentos, mas o filme se inclinou para a serenidade.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ana Paula Arósio fala do Filme "Como Esquecer

Com estréia confirmada para o dia 15 de outubro, o filme “Como Esquecer” já é sucesso no Orkut, Twitter, Facebook, You Tube e Flickr, além de ser assunto recorrente em vários blogs e sites do segmento LGBT. Em entrevista, a atriz Ana Paula Arósio, fala sobre a sua personagem, Júlia, uma professora que luta para reconstruir sua vida depois de um relacionamento intenso e duradouro com Antônia. “Julia tenta se fazer de forte o tempo todo, mas é muito sensível. Talvez o que tenha mais me dado dificuldade e tesão de fazer a Julia foi a necessidade de às vezes ser forte e ter poucos momentos de se entregar para a dor”, conta Ana Paula Arósio.

Na tentativa de superar a perda, ela busca o apoio do melhor amigo (Murilo Rosa), enquanto tenta lidar com as investidas de uma aluna (Bianca Comparato) e uma pintora (Arieta Corrêa). Ana Paula se sai muito bem num papel difícil, conferindo profundidade a uma Julia que, nas mãos de uma atriz menos talentosa, seria simplesmente antipática. Ela torna a dor e a dificuldade de se envolver de sua personagem reais.

"Como Esquecer" (Brasil, 2010, 99 minutos)
Direção: Malu de Martino
Elenco: Ana Paula Arósio, Murilo Rosa, Natália Lage, Arieta Corrêa, Bianca Comparato, Pierre Baitelli.
Classificação: 16 anos

Em Exibição No Festival de Cinema do Rio de Janeiro
Quinta - 30/09 - Cine Odeon Petrobras - 21h45
Sexta - 01/10 - Pavilhão do Festival - 15h
Sábado - 02/10 - Estação Vivo Gávea 3 - 17h50
Sábado - 02/10 - Estação Vivo Gávea 3 - 22h10

sábado, 18 de setembro de 2010

A Origem

Assisti com o Evandro o filme "A Origem", com Leonardo Di Caprio. O filme conta a história de um mundoonde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard).

Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.

É o melhor filme que assiste nos últimos tempos, deixando-me boquiaberto com a quantidades de recursos computadorizados, misturados com a excelente fotografia que compõe o filme. A mistura de drama, ação e suspensa é o ponto forte do filme e estimula ainda mais a tensão dos momentos finais, onde a equipe se depara numa operação que envolve cinco níveis de sonho e o risco de ficarem eternamente presos no mundo articial.

sábado, 28 de agosto de 2010

Murilo Rosa fala do Filme "Como Esquecer

Com estréia confirmada para o dia 15 de outubro, o filme “Como Esquecer” já é sucesso no Orkut, Twitter, Facebook, You Tube e Flickr, além de ser assunto recorrente em vários blogs e sites do segmento LGBT. Em entrevista, a ator Murilo Rosa, fala sobre a sua personagem, Hugo, amigo de Júlia (Ana Paula Arosio), uma professora que luta para reconstruir sua vida depois de um relacionamento intenso e duradouro com Antônia. Hugo é quem irá tirar Júlia de seu isolamento e tentar trazê-la de volta à vida. Assista:

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Natalia Lage fala do Filme “Como Esquecer”

Com estréia confirmada para o dia 15 de outubro, o filme “Como Esquecer” já é sucesso no Orkut, Twitter, Facebook, You Tube e Flickr, além de ser assunto recorrente em vários blogs e sites do segmento LGBT. Em entrevista, a atriz Natalia Lage, fala sobre a sua personagem, Lisa, que é abandonada pelo namorado assim que ele descobre que ela está grávida. Lisa é definida como “sozinha, sensível e muito apaixonada”. Assista:


Dirigido por Malu De Martino (Mulheres do Brasil), o filme conta a história de uma professora universitária abandonada por sua companheira de dez anos. Prestes a entrar em depressão, procura conforto na casa de um amigo (Murilo Rosa), também gay, que perdeu o namorado, vítima de câncer. Ao longo do filme, ela vai encontrando outras pessoas que também vivem, cada uma a seu modo, a experiência de ter perdido algo muito importante em suas vidas.

Perder um grande amor é como se tirasse parte do nosso corpo num processo cirúrgico, porém, sem o cuidado anestésico. João Silvério Trevisan, compara a dor da perda de um relacionamento afetivo, com a dor da morte, e na verdade é. Romper um relacionamento, significa a morte de tudo o que foi vivido, a anulação de todos os momentos que estavam por vir, é uma morte em vida. Muitos, como Júlia, vivem fingindo que nada aconteceu, mas por dentro estão destruídos, esperando o tiro de misericórdia dado pela vida, para acabar de uma vez com todas todo o sofrimento gerado em nome de algo que deveria ser bom e nos trazer paz, em nome do amor.

Saber viver o seu luto, respeitar o momento e detectar quando se aproxima alguém que é capaz de lhe fazer feliz, é voltar a viver. Há tempos atrás, me senti como a Júlia, procurando desesperadamente o que era o contrário do amor e com medo de descobrir tal resposta. O luto é vencido, quando aceitamos que acabou e damos espaço para que o novo se aconchegue. Precisamos nos libertar do velho, nos permitir outros amores e saber que toda história tem começo, meio e fim, mas o amor que temos dentro de nos se perde na imensidão nos nossos sentimentos, e esse é o amor que nunca tem fim. O amor que um dia nos destruiu e depois nos dá forças para continuar.