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sexta-feira, 3 de março de 2017

A Geni da vez

No Rio de Janeiro, um jovem foi encontrado nu na praia, com marcas de violência, infelizmente ele veio a falecer no hospital. Amigos disseram em sua página do Facebook que ele sempre teve medo de ser vítima de homofobia. Infelizmente, nos, LGBT, somos a Geni da vez. 

Enquanto não houver a criminalização da Homofobia e Transfobia esses crimes ficarão impunes e continuarão a jogar pedra, água e bosta na gente, achando que somos feitos para apanhar e bons para cuspir. 

Segundo a OMS, o Brasil é o 11º país com mais crimes de homicídios, é um dado alarmante e qualquer pessoa poder falar que viver no Brasil é perigoso para qualquer pessoa, sendo hétero, homossexual, travestis ou transexual, mas segundo Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o país que mais mata lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, superando índices de países do Oriente Médio e da África, que pune com pena de morte a homossexualidade.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Encontros de Carnaval

- Eu já fiquei com você - disse a meretriz depois que me deu o primeiro beijo.

- Comigo? Onde ficamos? - perguntei assustado.

- Isso não vou lembrar - respondeu como responderia qualquer outra meretriz.

- Como você se chama? - perguntei enquanto tirava sua peruca.

- Diego e você, como se chama? - perguntou me dando outro beijo.

- Marcos... agora eu me lembro de você, ficamos numa rave.

O encontro na rave tem mais de 5 anos, foi em Sorocaba, numa festa predominantemente hétero. Eu lá estava com os meus amigos, quando vi um cara bonito e barbudo parado, me olhando. Ele foi se aproximando aos poucos, veio por trás e disse ao pé do meu ouvido:

- Que sorte encontrar um ursão desses por aqui - disse enquanto eu virava para o beijar.

- E eu pensando que não rolaria nada nessa festa - disse entre um beijo e outro. 

Ele me levou para área de camping, estava procurando por um barraca, senti que ele estava um pouco perdido, mas achei natural depois de tantas bebidas e talvez um alucinógeno. 

- Aqui está! - disse ele entrando na barraca.

- Que bacana, estava querendo acampar aqui, mas meus amigos não toparam - respondi enquanto ele me puxava para dentro da barraca. 

O sexo rolou ali mesmo, dentro da barraca, ao som da rave e dos acampados ao redor. Transar ao som de trance e dentro de um camping, é uma experiência única e indescritível. Diego era todo peludo, era um pelo alto e macio, ele também tinha muitos pelos nas pernas, se não fosse pelo rosto, de longe seria difícil falar que ele era branco, seus pelos pretos tomavam todo o seu corpo.

- Posso saber o que significa isso? - perguntou um rapaz ao abrir a entrada da barraca.

- Se vista logo! - disse Diego enquanto subia as calças.

- O que está acontecendo? - perguntei confuso.

- Agora não posso explicar, apenas corre - e foi o que fizemos em meio as barracas, com calças caindo, bunda a mostra, sem camisetas e ao som de protestos do rapaz da barraca.

- Filhos da Puta, filhos da puta - ele gritava enquanto o pessoal das barracas davam risadas.

Depois de muito correr, nos jogamos na grama, próximo do palco das atrações, ficamos ali por alguns minutos, nos recompondo, vendo um nascer do sol maravilhoso e toda energia positiva que aquele lugar nos estavam proporcionando. Nos despedimos da mesma forma que nos conhecemos. Estava com meus amigos e ele chegou por trás e disse:

- Tchau, ursão - me envolvendo em seu peito peludo.

Só quando eu estava no meio do caminho eu percebi que não havia pego o telefone do rapaz e nem eu tinha dado o meu, mas se fosse para nos reencontramos, com certeza a vida se encarregaria de nos proporcionar novos encontros.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O Filho da Irmã Benedita

Foi a primeira vez que fomos numa feira de sexo, aquela era considerada a maior da América Latina, um galpão enorme, totalmente destinada ao sexo. A feira era bem voltada para o público heterossexual, mas haviam alguns apelos para gays e lésbicas, principalmente para as lésbicas, pois duas mulheres juntas fazem parte do apelo heterossexual masculino. 

Participamos de várias brincadeiras na feira, passamos por uma parede onde podíamos colocar nossas mãos por buracos que davam acesso a outro corredor e lá tinha pessoas que poderiam ser tocadas; pagamos um strip tease particular e assistimos um show ao vivo de sexo lésbico, com a apresentação da posição tesoura. 

O movimento tesoura consistia com o entrelaçamento das pernas das duas parceiras, formando uma espécie de tesoura no órgão genital. Eu tentei a posição com outro cara, a sensação é gostosa, mas com homem deve ser informação demais, com bolas, pintos e sacos se misturando. 

Compramos vários brinquedos, eu levei uns vibrados e ele outro, também compramos anéis penianos, géis e óleos, cuecas e suportes atléticos – um tipo de cueca, usada por atletas, com abertura na parte de trás, que servem para sustentação das bolas. Usamos muito os suportes atléticos, mas nunca para fim esportivo. 

Nossa maior preocupação era onde esconder os suportes atléticos, eu sempre enviava os meus no fundo das gavetas, mas tenho certeza que minha mãe já se deparou com aquilo e deve estar até hoje se perguntando que raios era aquilo. O dele foi colocado dentro de um tênis antigo, pois tinha certeza que sua mãe não mexeria lá. 

Antes de eu passar na casa dele ele foi procurar o tênis, mas não encontrava. Foi perguntar para mãe onde havia parado aquele par de tênis velho e a mãe responde: 

- Dei para o filho da irmã Benedita.

- Como assim mãe? A Sra. não pode sair dando as minhas coisas assim. 

- Mas você nem usava, o tênis estava velho e o menino precisava. 

Passando pela rua, de carro, em direção para o motel, lá estava o filho da irmã Benedita, jogando futebol, com o par de tênis velho. Ele acenou para nós com um sorriso e uma pegadinha de leve sobre os shorts. Naquele momento tivemos certeza que ele sabia que o suporte atlético não era para fins esportivos.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O Trio de Muhammed

Existem algumas regras de conduta para pegação virtual que, se seguidas a risca, evitam muitos desconfortos. As mais eficientes são a "cutuca que te cutuco" e a "curta que eu curto". A probabilidade de incômodos na paquera, com a aplicação dessas regras, é quase nula.

João Vitor, experiente no ambiente virtual, aplicou as duas técnicas conjuntas com Muhammed. Meia hora depois Muhammed já havia retribuído a cutucada e as curtidas. Sem pensar duas vezes João Vitor já enviou um "olá" por mensagem instantânea e sem ter tempo de fechar a janela de bate papo, já visualizou a notificação que Muhammed estava respondendo.

Muhammed era um refugiado Sírio. Veio para o Brasil por conta de divergências políticas e sociais. Como se não bastasse a sua família ser de oposição ao Governo, Muhammed também era gay e teve que fugir do seu país para não ser morto.  João Vitor era filho de baiano com uma pernambucana, tinha uma testosterona natural dos nordestinos, mesmo nascendo em São Paulo, tinha calor correndo pelo sangue.

As conversas fluíram muito rápido, Muhammed prezava pela boa comunicação, além de ser muito desconfiado, talvez pelo fato de ter fugido de um país, onde vizinhos e familiares poderiam se revelar como o seu mais cruel inimigo.

Muhammed e João Vitor foram se conheceram no Parque do Ibirapuera. Parecia um sonho para Muhammed, finalmente ele estava em paz, seguro e com alguém que ele poderia amar. No final daquela tarde, depois de caminharem de mãos dadas pelo parque e tomaram sorvete, envolvidos pela vista do pôr do sol proporcionada pelo lago, Muhammed pediu João Vitor em namoro. João Vitor não disse sim, mas também não disse não, apenas respondeu com um beijo e disse que ele era um dos seus melhores presentes.

Foi numa das infinitas conversar que tudo ruiu, ou quase ruiu. Muhammed perguntou para o João Vitor se ele já tinha feito "trio". João Vitor sem entender o questionamento, pediu explicações, até descobrir que o "trio" se tratava de "sexo à três". João Vitor pensou em responder qualquer coisa, mas optou pela sinceridade e disse "sim". Muhammed desolado respondeu que era difícil achar alguém sério no Brasil e que todo mundo já havia feito "trio".

A imagem do "trio" não saia da cabeça de Muhammad, como ele poderia amar uma pessoa que já fez "trio"? João Vitor tentou argumentar, disse que tudo o que ele viveu o transformou naquele homem que o amava, mas Muhammad estava convicto de que homem que faz "trio" não era homem para ele.  

João Vitor fez uma proposta para Muhammed e sugeriu um último encontro e se após este encontro a imagem do "trio" ainda atormentasse a cabeça de Muhammed, cada um seguiria o seu destino e assim foi feito. 

Eles foram num motel, pois apesar de Muhammed ser resolvido, ele vinha de uma cultura muito reprimida, o sexo ainda não havia acontecido entre eles. Tudo foi louco e intenso, ambos transaram como duas cadelas no cio, parando apenas para tomarem banho e fumar um cigarro.  

Quando sairiam do motel, João Vitor perguntou se a imagem do "trio" havia saído da cabeça de Muhammed. Ele muito triste respondeu que não e que ambos deveriam ser apenas amigos. João Vitor não ficou triste, mas também não ficou alegre. Ele perdeu Muhammed, mas poderia pintar, quando chegasse em sua casa, um mapa de colorir afixado na parede do seu quarto, contornando as delimitações da Síria. A marcação seria num tom verde claro, mas a esperança de se tornar um verde escuro era muito grande

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Os Dez Mandamentos do Relacionamento Gay

1 - Antes de começar um relacionamento, espere terminar a vez do seu coleguinha.

2 - Se for amor a primeira vista, diga isso o segundo ou terceiro encontro.

3 - Fale do seu ex apenas para sua terapeuta ou advogada. 

4 - Se não for responder, não visualiza.

5 - Terceiros só serão aceitos quando convidado por ambas as partes.

6 - Redes sociais de casais só tá valendo se for de gêmeos siameses.

7 - Deixe as pesquisas do passado para os museólogos.

8 - Melhor estar ao lado de sapo desencanado ao invés de um principie (des)encantado.

9 - Comunique imediatamente a outra parte o início e o término do relacionamento.

10 - Se você não for correspondido, ame o próximo.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Frequência "Gay"

O Portal MixBrasil, em parceria com a Rádio 89 FM, lançou uma campanha intitulada "Frequência Gay", que alerta para as alarmantes estatísticas de assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, por motivação de ódio, no Brasil. Apesar da campanha exibir os dados como só fossem gays assassinados no Brasil, isso é um equivoco, essa estatística é contabilizada pelo Grupo Gay da Bahia e nela entra todos os crimes contra a população LGBT.

No filme, a Rádio 89 FM avisou que a música a ser tocada a seguir estaria em uma frequência que, segundo foi descoberto, somente homossexuais poderiam ouvir. Para registrar a reação de algumas pessoas, foram instaladas câmeras escondidas em um táxi com a estação sintonizada.

Apesar de a música tocada ser ouvida por todos, poucos passageiros assumiram que estavam ouvindo, alguns revoltados com o fato. Ao final, os ouvintes eram comunicados que, na verdade, a Frequência Gay não existe, afinal, somos todos iguais, independentemente da orientação sexual.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

O Ravengar da minha infância

O grande papel da arte é nos sensibilizar, mexer com o nosso imaginário, muitas das vezes criando outra realidade. Quando eu era criança, na época que a novela "Que rei sou eu?" era exibida, morava um homem na minha rua que se parecia muito com o Ravengar, personagem de Antônio Abujamra, pai do Clayton, meu melhor amigo.

Eu tinha uma rotina muito definida. Dormia muito cedo, para acordar às 6 da manhã, assistir Vovó Mafalda, Jaspion, Power Rangers e Thundercats. Depois ia pra rua e passava na casa do Cleyton, filho do "Ravengar", na maioria das vezes ficávamos brincando na casa dele e as vezes chamávamos os outros meninos para brinca também. Nos dias que eu não passava na casa do Clayton, ele sempre passava na minha.

Nessa época tive que militar no Movimento LGBT pela primeira vez, os meninos da rua me chamavam de "Marcos Bicha", eu reclamei e de forma muito natural eles justificaram que era pelo fato de ter outro Marcos na mesma rua e que ele morava lá antes de mim e por isso ele tinha o direito de ser chamado de Marcos.

Fiquei alguns dias sem sair na rua, o apelido me incomodava. Como pedido de desculpas, todos os meninos se reuniram e foram me chamar em casa. Falaram que iriam me chamar de "Marcos da Esquina". Achei melhor, mas se fosse hoje eu também questionaria. Nunca fiz ponto na esquina para me chamarem assim.

Hoje, refletindo sobre o assunto, percebo que a minha relação com o Clayton era muito conturbada. Brigávamos muito e depois das brigas eu sempre ia pra minha casa e as vezes a mãe dele ia me chamar, falava que nos éramos amigos e não podíamos brigar. Ela pedia para eu ir lá na casa dela, fazer as pazes e pedir para ele sair debaixo do carro. Ele saia e íamos brincar novamente. Só teve um vez que entramos em confronto corporal, quando ele me chamou de "Filho da Puta".

Sempre que ia na casa dele, ia embora quando o pai dele chegava. Tinha muito medo. Enxergava aquele homem como o próprio Ravengar. Na maioria das vezes ia correndo, chegava em casa cansado e gritando "Ravengar, Ravengar". Minha mãe mandava eu parar de ser besta, dizendo que ele não era o "Ravengar".

Me mudei de Santo André ainda muito pequeno, com uns 12 anos, nunca mais vi o Clayton, mas a morte do ator e diretor Antônio Abujamra me trouxeram essas maravilhosas lembranças, provando que ele cumpriu sua missão como artista, mexendo com o imaginário de pessoas de todas as idades.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Por iguais oportunidade de trabalho

A nova capa da "Revista Época" vem para contribuir positivamente no que se tem discutido sobre a equanimidade nas condições de trabalho e no acesso ao emprego no que diz respeito a população LGBT. Parece inadmissível cogitarmos isso, mas ainda existem chefes que estão preocupados com quem os seus subordinados dividem a cama.

No ano passado conheci um cara pela internet, marcamos de tomar um café e durante a conversa ele comentou que toda sua família e amigos sabiam da sua sexualidade, ele só mantinha segredo no trabalho e não era apenas um simples segredo, ele fazia questão de reafirmar sempre uma falsa heterossexualidade, comentando sobre meninas e falando de experiencias sexuais que ele nunca teve.

Não estamos no papel de julgar esse tipo de comportamento, sabemos que a homofobia, lesbofobia e transfobia, no ambiente corporativo é muito grande, é fruto de uma sociedade machista e patriarcal, que tem o papel de repudiar tudo aquilo que não é considerado "padrão" e "heteronormativo". O mesmo preconceito que restringe os direitos das mulheres no mercado de trabalho, também restringe da população LGBT.

Embora gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais venham conquistando espaço nas grandes mídias e ganhando notoriedade nas telenovelas, é preciso que as pessoas entendam que a vida deles não se circunscreve ao sexo, nem tampouco ao aspecto comportamental. Quando falamos dessas pessoas, muitas vezes parece que sua vida se limita ao aspecto privado, íntimo, pessoal.

Não vemos muito frequentemente professores se assumirem LGBT com naturalidade, funcionários trabalharem travestidos sem que isso se torne a primeira coisa a chamar a atenção, e não o trabalho desempenhado pela pessoa, em si. Deveria ser normal vermos empresários transexuais numa reunião de trabalho abordando assuntos que em nada se referem a sexo, e sem que ninguém reparasse nisso. 

Recentemente o Carrefour lançou um manual de “Como tratar pessoas LGBT?”, são perguntas e respostas, que levam instruções aos colaboradores da empresa, maneiras de combater o preconceito em suas lojas. No manual a empresa ressalta que a discriminação e posturas intolerantes por parte de qualquer pessoa, seja colaborador, cliente ou qualquer público, não estão em sintonia com os valores da empresa". Outro avanço muito importante é no que diz respeito ao nome social, possibilitando que colaboradores e colaboradoras, figurem o seu nome social no crachá, independente de cirurgia ou decisão judicial, respeitando as liberdades e escolhas individuais. 

No Governo do Estado de São Paulo, no âmbito da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, temos o "Selo Paulista da Diversidade", que tem o objetivo de destacar boas práticas empresariais como ação estratégica pela igualdade de direitos e cidadania. Essas práticas são relacionadas a inclusão das temáticas das pessoas com deficiência, e as questões étnicas, raciais, de gênero, idade, orientação sexual e identidade de gênero, e para difundir a cultura de respeito, valorização e promoção da igualdade nos ambientes de trabalho.

O que é necessário mudar no ambiente corporativo, está relacionado a “Acessibilidade Atitudinal”, um termo amplamente explorado e defendido pelo Movimento das Pessoas com Deficiência, mas que podemos projetar para todos os outros movimentos de minorias. Enquanto nos e as empresas não mudarem o modo de pensar, de ver o outro, estaremos apenas num discurso infundado e vazio que pede respeito, mas não mostra como ou porque. 

Precisamos ver as pessoas além do privado, pois os talentos não estão expostos em características físicas, raça, credo, orientação sexual ou identidade de gênero. Infelizmente a atitude generalizada é censurante e opressora e enquanto não mudarmos o comportamento corporativo não sairemos da base do discurso.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Homem Feminista

Já fui muito criticado por feministas ao dizer que eu era um homem feminista. E o discurso foi o mesmo de sempre, apontando que os homens não podem protagonizar uma luta de mulheres. Antes de ser homem, sou filho, neto, irmão e amigo de muitas mulheres que tem seus direitos negados numa sociedade machista, heteronormativa e patriarcal. 

Não precisamos ter uma identidade de gênero feminina, para lutarmos contra o machismo. O machismo é um preconceito tão enraizado na sociedade, que não abrange só os mulheres, a luta contra a homofobia, lesbofobia e transfobia, protagonizadas pelo Movimento LGBT, são variações do machismo da nossa sociedade.

Nossos algozes superaram essa discussão de legitimidade e protagonismo, eles tem um objetivo e se algum setor da sociedade puder se unir a eles, será muito bem vindo. Podemos usar como exemplo os conchavos que a Bancada Evangélica, do Congresso Nacional, faz com a Bancada Ruralista, votando em conjunto suas pautas, ganhando força e travando as pauta progressistas dos Movimentos Sociais e as pautas de pautas de proteção ao meio ambiente.

Os homens sensíveis a causa do Movimento Feminista, não quer protagonizar a pauta do movimento, quer apenas unir forças para acabar com o Machismo que destrói nossa sociedade, colocando mulheres, que são maioria absoluta, numa situação de submissão social. 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Resistência à homofobia é tema de espetáculo na SP Escola de Teatro

Inspirado nas diversas notícias de homens que foram agredidos e assassinados por conta de sua orientação sexual, a A Inacabada Cia. estreia o espetáculo "Meninos também amam - um poema manifesto cênico", que integra artes visuais, dança, teatro e performance, buscando compartilhar a não aceitação da violência contra homossexuais.

A montagem pode ser conferida nos finais de semana entre os dias 13 e 21, sábados, às 20h30, e domingos, às 19h30, na SP Escola de Teatro, com entrada no esquema "pague o quanto puder". 

Criada a partir de um poema do ator, diretor e dramaturgo Rafael Guerche, a montagem apresenta como manifesto cênico o corpo masculino desnudo, que é sempre alvo de retaliação nos casos de violências aos homossexuais. Em cena, a arte homoerótica e o afeto entre duas pessoas convidam o espectador para fazer uma reflexão e promover a resistência à homofobia. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

IBGE divulga dados sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo

Pela primeira vez o IBGE divulgou dados sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. No ano passado, para cada mil casamentos heterossexuais, houve três uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. Quase metade dos casamentos homossexuais foram realizados em São Paulo. 

Muitos desses casais são formados por pessoas que já estavam juntas há muito tempo, mas só puderam oficializar a união depois que o Conselho Nacional de Justiça autorizou o casamento entre homossexuais, no ano passado. 

Pela primeira vez o IBGE analisou os números de casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. No ano passado, ocorreram 3.701 uniões entre pessoas do mesmo sexo, o que representa 0,35% do total de casamentos no país. 

São Paulo foi o estado que registrou o maior número de uniões entre casais do mesmo sexo, seguido pelo Rio de Janeiro e por Minas Gerais.  A maioria dessas uniões gays no país foi entre mulheres: 52%. 

Outros dados da pesquisa do IBGE também mostram que o Brasil registrou mais casamentos e menos divórcios no ano passado. Foram 1,052 milhão casamentos, 1,1% a mais do que em 2012. A idade média para casar aumentou. Nas mulheres passou de 25 para 27 anos. Nos homens de 28 para 30 anos, isso em um espaço e uma década. 

Já número de divórcios diminuiu. Foram 16.679 separações a menos em 2013, uma queda de quase 5 % em relação ao ano anterior. E mais pessoas estão casando pela segunda vez. No ano passado, o recasamento representou 23% do total da uniões. Dez anos antes, significavam 13%.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

País alto índice de homofobia lidera "pornô gay" em sites de buscas

Um país com leis anti-gay e constante ataques aos homossexuais parece estar bem curioso sobre como é que funciona essa coisa de sexo entre dois homens ou duas mulheres. De acordo com o site de buscas Google, o Quénia, situado no continente africano, lidera as pesquisas pelas expressões 'fotos de sexo gay' e 'fotos pornô gay' feitas entre 2004 até o presente.

De acordo com o site inglês PinkNews, 92% dos quenianos concordam que a homossexualidade é inaceitável. Ter relações homoafetivas no país é contra a lei e pode acarretar em uma pena de até 21 anos na prisão.

Parlamentares do Quénia têm discutido uma lei ainda mais pesada contra quem cometer atos homossexuais, com penas que variam de prisão perpétua até morte por apedrejamento. 

Outros países com altos índices de ataques homofóbicos completam o top 5 de buscas por pornografia gay: a África do Sul, Nigéria, Paquistão e Índia, respectivamente. 

Filipinas, Austrália, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá ocupam do 6º ao 10º lugar no ranking, respectivamente.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vídeo com Beijo Gay do “Parafernalha” Gera Comentários Homofóbicos

O canal de humor “Parafernalha” foi alvo de comentários homofóbicos na internet. Após publicar um vídeo  de humor sobre os piores momentos para uma festa surpresa, a página recebeu citações negativas sobre dois atores se beijam.

O vídeo já teve mais de 800 mil visualizações pelo YouTube. Nele, os atores brincam com várias situações vistas como ruins para ser surpreendido com uma festa de aniversário, e, no fim, mostram dois casais se beijando. Só que o que revoltou alguns internautas foi o grupo exibir uma cena de uma relação entre homossexuais.

O ator e empresário Felipe Neto, idealizador do "Parafernalha", repudiou as manifestações homofóbicos e frisou que "apesar do vídeo ter uma cena quase explícita de sexo heterossexual (o que colocamos de propósito), as críticas avassaladoras são contra um beijo gay que acontece na cena seguinte. Ninguém comenta a cena de sexo, apenas ficam ofendidos pelo beijo homossexual".

O canal já publicou outros dois vídeos com beijo gay, no qual também causou manifestações homofóbicas por parte dos internautas. Num vídeo em que ensina 'como não terminar um namoro', os atores Daniel Curi e Victor Lamoglia interpretam um casal de namorados. Já em outro vídeo, fala sobre "coisas de carnaval", o comediante Lucas Salles dá um beijo por engano em Daniel Curi, que está fantasiado de mulher.

 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Todos Podem ser Frida no Museu da Diversidade Sexual

“Todos podem ser Frida” é o do projeto da fotógrafa Camila Fontenele, inspirado na pintora mexicana Frida Kahlo, que tem a proposta de transformar os homens em Frida a partir dos cinco principais sentimentos e acontecimentos que marcaram a vida da artista: amor, dor, inteiro, cores e aborto. Para fotografar ela utiliza locações abandonadas ou casa de amigos, para cada fragmento é chamado um homem para posar, um artista plástico e um maquiador para fazer a parte visual. 

Frida Khalo começou a pintar aos 18 anos, quando estava se recuperando de um acidente entre um bonde e um trem. Esse acidente deixou ela entre a vida e a morte. A partir disso, ela passou o resto da vida com fortes dores pelo corpo e teve que usar coletes ortopédicos, pois o para-choque atravessou sua pélvis. Outro acidente na vida de Frida foi seu relacionamento com o também pintor mexicano Diego Rivera. Eles foram casados, e Frida descobriu que Diego tinha um caso com sua irmã Cristina, com quem teve 6 filhos.

O projeto "Todos poder ser Frida"entra em temporada gratuita no Museu da Diversidade de 12 de novembro de 2014 a 28 de novembro de 2015, com intervenção fotográfica com o público, permitindo que os visitantes se transformem em Frida e depois tenha seu retrato incluso na exposição. Para os interessados, os maquiadores estarão no Museu no dias 15, 16, 22, 23 e 30 de novembro e 06, 07, 13 e 14 de dezembro, entre 14h e 19h.

Serviço:

Todos Podem ser Frida
Endereço: Museu da Diversidade Sexual - Metrô República - Piso Mezanino
Data: de 12 de novembro a 28 de fevereiro
Horário de Funcionamento: de Terça a Domingos, das 10h às 20h

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Trailler da Comédia Gay "O Casamento de Gorete"

Foi divulgado o trailler do filme "O Casamento de Gorete", que conta a história de uma popular apresentadora de radio, que recebe a inesperada herança de seu pai, há anos ausente em sua vida. Porém, nossa personagem só poderá tomar posse do dinheiro sob uma condição: casar-se.

O que poderia ser o sonho de qualquer mulher é, entretanto, o pesadelo da caricata Gorete, que permanece apaixonada por seu grande e perdido amor de infância. Um torneio para escolha de seu futuro marido, um casamento nada tradicional, absurdas tentativas de assassinato e as inseparáveis amigas, Domitila e Marivalda, completam o cenário dessa história de amor.

O grande ponto alto do filme é a interpretação do ator Carlos Bonow, que vive o papel do grande e perdido amor de infância de Gorete, com seu charme e boa forma consegue arrancar suspiros em todas as suas aparições.

No inicio de setembro, Letícia Spiller, que vive uma drag queen no filme e também trabalhou como produtora, fez uma apresentação exclusiva para comunidade LGBT, ocasião que eu tive a oportunidade de assistir o filme. O longe metragem estreia nos cinemas no dia 27 de novembro.

 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Vaticano defende mudança da Igreja em relação aos Homossexuais

Numa grande mudança de tom, um documento do Vaticano declarou nesta segunda-feira que os homossexuais têm "dons e qualidades a oferecer" e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo.

O documento, preparado após uma semana de discussões sobre temas relacionados à família no sínodo que reuniu 200 bispos, disse que a Igreja deveria aceitar o desafio de encontrar "um espaço fraternal" para os homossexuais sem abdicar da doutrina católica sobre família e matrimônio.

Embora o texto não assinale nenhuma mudança na condenação da igreja aos atos homossexuais ou em sua oposição ao casamento gay, usa uma linguagem menos condenatória e mais compassiva que comunicados anteriores do Vaticano, sob o comando de outros papas.

A declaração será a base das conversas da segunda e última semana da assembleia, convocada pelo papa Francisco. Também servirá para aprofundar a reflexão entre católicos de todo o mundo antes de um segundo e definitivo sínodo no ano que vem.

"Os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã: seremos capazes de acolher essas pessoas, garantindo a elas um espaço maior em nossas comunidades? Muitas vezes elas desejam encontrar uma igreja que ofereça um lar acolhedor", afirma o documento, conhecido pelo nome latino de "relatio".

"Serão nossas comunidades capazes de proporcionar isso, aceitando e valorizando sua orientação sexual, sem fazer concessões na doutrina católica sobre família e matrimônio?", indagou.

Vários participantes na reunião a portas fechadas afirmaram que a Igreja deveria amenizar sua linguagem condenatória em referência aos casais gays e evitar frases como "intrinsecamente desordenados" ao falar sobre os homossexuais. 

Essa foi a frase usada pelo ex-papa Bento 16 em um documento escrito antes de sua eleição, quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger e chefe da Congregação para a Doutrina da Fé.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

José Serra: O Senador da Diversidade

• No Ministério da Saúde, José Serra deu organicidade ao Programa Nacional de DST/Aids, reconhecendo que o movimento de defesa dos direitos da diversidade sexual era protagonista da luta contra a Aids. Com isso, o combate à epidemia tornou-se política de Estado e, hoje, é referencia mundial. 

• No município de São Paulo, José Serra, homem de visão, instituiu o primeiro órgão de administração pública brasileira voltado à diversidade sexual. Em seu segundo mês de governo frente à prefeitura de São Paulo, em 2005, criou a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual. 

• Ainda em 2005, Serra decretou a criação do Conselho Municipal em Atenção à Diversidade Sexual, espaço de interlocução entre o poder público e a sociedade civil, bem como o Centro de Referência e Combate à Homofobia. 

• Como governador, Serra criou a Coordenação de Políticas Públicas para a Diversidade Sexual, no âmbito da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania; instituiu o Comitê Intersecretarial de Defesa da Diversidade Sexual e o Conselho Estadual de Defesa da Diversidade Sexual e realizou a I Conferencia Estadual LGBT de São Paulo. 

• Em relação às garantias legais para a população LGBT, Serra regulamentou a Lei 10.948, e publicou decreto acerta do uso do nome social na administração pública. Para travestis e transexuais, Serra criou o Ambulatória de Saúde Integral. 

• Em 2007, Serra foi revolucionário ao reformular o Sistema Previdenciário do Estado de São Paulo, instituindo o direito à pensão ao(à) parceiro(a) e fundou o Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito, no âmbito de Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Floriano Pesaro: O Candidato da Inclusão Social e Respeito à Diversidade


O Floriano defende a inclusão social como forma de justiça e desenvolvimento social. Como homem público, demonstra o seu compromisso em combater o preconceito e garantir ampla cidadania e igualdade de direitos a todas as pessoas, independente de sua cor, religião, origem, etnia, classe social, crença, identidade de gênero, orientação sexual, deficiência, grau de instrução, alinhamento político, idade ou qualquer outra desculpa usada para excluir e discriminar diversos grupos e segmentos da sociedade. O processo de exclusão e vulnerabilidade social e econômica só é revertido com educação, inclusão social, saúde preventiva e políticas públicas coordenadas, que fortaleçam os direitos dos cidadãos. A defesa pela garantia dos direitos humanos irá pautar o mandato do Floriano Pesaro como deputado federal. “Se o Brasil não for para todos, não será para ninguém”, ressalta ele.

O Floriano defende: 

- a criação de políticas públicas voltadas à saúde preventiva, o acesso à alimentação de qualidade, a educação alimentar e nutricional, para a diminuição da sobrecarga no Sistema de Saúde: 

- a redução de impostos em alimentos com alto valor nutricional e o aumento de impostos em alimentos com baixo valor nutricional. 

- o aperfeiçoamento e o fortalecimento da participação setorial da Saúde na implementação das políticas de saneamento básico; 

- a padronização das calçadas e a sua responsabilização pelo poder público, contribuindo para a sustentabilidade, a segurança pública e a saúde. 

- o desenho universal, com ambientes iguais, acessíveis, sustentáveis e seguros para todos, com equipamentos ou espaços adaptáveis, sinalizações e mapas com uma linguagem clara, acessível e de fácil entendimento. 

- o atendimento das necessidades específicas na educação especial, assegurado o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades; 

- a prioridade do acesso à educação infantil e a oferta do atendimento educacional especializado complementar e suplementar aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. 

- o orçamento impositivo para a área da Assistência Social, destinando 5% no mínimo do orçamento para as políticas de desenvolvimento social; 

- o fortalecimento e a reorganização da Política de Enfrentamento e a Erradicação do Trabalho Infantil; 

- o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas), para um melhor atendimento de famílias residentes em locais vulneráveis; 

- o fortalecimento da articulação entre os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), os Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas), escolas, unidades básicas de saúde, Programa de Saúde da Família (PSF) e demais políticas sociais. 

- equiparar a prática da homofobia/lesbofobia/transfobia e bifobia à prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível. 

- o respeito ao Estado laico por todas as esferas do poder. 

- a inclusão no currículo escolar de conteúdo relativo a promoção dos direitos humanos, ressaltando a importância da igualdade de gênero, igualdade racial, respeito à diversidade, a inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, bem como das populações LGBT, indígena e outros grupos vulneráveis social ou economicamente. 

- o respeito à orientação sexual e à identidade de gênero, apoiando as leis que estão tramitando no Congresso, como a lei de identidade de gênero, casamento civil igualitário e outras. Implementação, fiscalização e acompanhamento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT. 

- fortalecimento do Conselho Nacional LGBT.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Dilma Rousseff: A Candidata das “Opções Sexuais”

Dilma Rousseff, a mesma candidata que disse que em seu governo não faria propaganda de “opções sexuais”, voltou a defender a criminalização da homofobia após a repercussão da declaração homofobica de Levy Fidelix no debate eleitoral do TV Record. 

"Meu governo e eu, tanto publicamente quanto pessoalmente, somos contra a homofobia e acho que o Brasil atingiu um patamar de civilidade no qual todos nós não podemos conviver com processos de discriminação que levem à violência", disse em entrevista coletiva em São Paulo. A declaração da presidente me causou muita estranheza, pois foi ela e o seu partido que abriu concessões ao PLC 122 para acalmar os ânimos da bancada fundamentalista, forte base de apoio ao seu governo.

Dilma lembrou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF), ao reconhecer a união estável entre casais do mesmo sexo, garantiu os direitos civis a todos os cidadãos. "O STF foi claro e definitivo. Isso não está mais em discussão", afirmou. Ela, no entanto, evitou responder se aceitaria o apoio de Fidelix num eventual segundo turno. "Estou no primeiro turno e não vou fazer precipitação. Só falo em segundo turno depois do voto depositado na urna e computado." 

O STF tem total autonomia pelos seus atos. A vitória do reconhecimento da união estável junto ao STF não é da Presidente Dilma e nem do PT, essa vitória é da sociedade civil. Em nenhum momento tivemos apoio da presidência, como houve na Argentina e se Dilma estivesse realmente preocupada com os assassinatos homofóbicos que ocorrem no Brasil, ela mandaria um projeto para o Congresso e usaria sua base aliada, que é maioria na casa, para garantir a rápida aprovação.

Recentemente Dilma voltou a falar em "opção sexual" em seu programa de governo. Como ela pode estar conectada com a causa LGBT se não está alinhando nem com a terminologias do movimento? Quem vota em Dilma Rousseff, vota contra a cidadania e os princípios de igualdade. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Entrevista de Cássio Rodrigo para o Site #VoteLGBT

1. Quais são suas principais propostas para a população LGBT? 

– Atuar junto com a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, com as Coordenações de Políticas para as Populações Negra e Indígena e da Diversidade Sexual, bem como com outros órgãos da Pasta, no sentido de ampliar as ações de enfrentamento ao racismo, à homofobia, à xenofobia e a outras formas de intolerância, principalmente por meio da divulgação das leis estaduais que proíbem esse tipo de crime no estado de São Paulo; 

– Buscar a implementação de fundos para custear ações de enfrentamento ao racismo, à homofobia, à xenofobia e às demais formas de discriminação e preconceito; 

– Atuar junto à Secretaria de Segurança Pública, visando a ampliação e descentralização da DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) para o interior do Estado de São Paulo; 

– Buscar a interlocução com a Secretaria de Segurança Pública para a ampliação do escopo da disciplina de Direitos Humanos, ministrada para a Polícia Civil e Militar, visando à quebra de estigmas para com a população negra e LGBT; 

– Atuar junto à Defensoria Pública do Estado de São Paulo para interiorização do atendimento do Núcleo de Combate à Discriminação; 

– Criar um núcleo junto ao mandato para receber as denúncias e demandas por segurança pública com os recortes do racismo, homofobia, xenofobia e demais registros de discriminação ou intolerância. 

– Fomentar, junto à Secretaria de Estado da Cultura, a inserção de diferentes grupos culturais, como a cultura popular, o samba, a tradicional, a negra, a LGBT, a cigana, a nordestina, a dos povos latino-americanos, dentre outras, nos programas já estabelecidos – Circuito Cultural Paulista e Virada Cultural Paulista; 

– Buscar a ampliação dos Editais ProAC de Diversidade Cultural – Hip Hop, Negro, Indígena, Tradicional e LGBT; 

– Fomentar e ampliar a ação do Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual – Museu da Diversidade Sexual, visando seu fortalecimento e plena efetivação; 

– Dar visibilidade aos produtores e artistas negros, ciganos, indígenas, LGBT e deficientes nos programas e projetos culturais do estado de São Paulo; 

– Realizar a interlocução com o governo para a ampliação dos programas e projetos sociais, visando o incremento das questões de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero, deficiência e geracional; 

– Articular, junto ao governo de São Paulo, o incremento de programas de geração de renda e trabalho, com enfoque de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero, deficiência e geracional; 

– Buscar junto ao governo o fomento, ampliação, implementação e monitoramento do Selo Paulista da Diversidade, como forma de inserir, nos meios formais de trabalho, o recorte de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero e deficiência; 

– Articular, junto à rede estadual de educação, a ampliação das atividades, projetos e programas de combate ao bullying, como a ampla divulgação e distribuição da cartilha estadual de combate ao bullying. 

2. Quais outras propostas da sua candidatura você gostaria de destacar? 

– Criar o debate, junto às prefeituras, sobre a importância da cultura e da produção cultural, visando a criação de linhas de fomento municipais em todo o Estado de São Paulo; 

– Fomentar a profissionalização de grupos artísticos formados por pessoas com deficiência, visando a inserção artística plena desses grupos na produção cultural paulista; 

– Fomentar, fortalecer e buscar a plena efetivação do Selo de Acessibilidade Comunicacional nos equipamentos da Secretaria de Estado da Cultura, bem como junto às prefeituras paulistas; 

– Articular a inserção de programas e projetos voltados para a economia criativa no âmbito estadual, como forma de geração de renda e trabalho, com profissionalização e inserção no mercado formal e informal; 

– Articular, junto à rede estadual de educação, a ampliação das atividades, projetos e programas relativos às Leis 10.639/03 e 10.645/2008, que incluem, no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. 

3. Qual sua mensagem para as eleitoras e os eleitores LGBTs? 

Acredito que a comunidade LGBT, unida, possui uma força política da qual nem ela ainda se deu conta. Se pudermos eleger nossos representantes, sim, por serem lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, empenhados e combativos na luta contra a homofobia, poderemos começar a mudar o cenário político atual.