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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Floriano Pesaro: O Candidato da Inclusão Social e Respeito à Diversidade


O Floriano defende a inclusão social como forma de justiça e desenvolvimento social. Como homem público, demonstra o seu compromisso em combater o preconceito e garantir ampla cidadania e igualdade de direitos a todas as pessoas, independente de sua cor, religião, origem, etnia, classe social, crença, identidade de gênero, orientação sexual, deficiência, grau de instrução, alinhamento político, idade ou qualquer outra desculpa usada para excluir e discriminar diversos grupos e segmentos da sociedade. O processo de exclusão e vulnerabilidade social e econômica só é revertido com educação, inclusão social, saúde preventiva e políticas públicas coordenadas, que fortaleçam os direitos dos cidadãos. A defesa pela garantia dos direitos humanos irá pautar o mandato do Floriano Pesaro como deputado federal. “Se o Brasil não for para todos, não será para ninguém”, ressalta ele.

O Floriano defende: 

- a criação de políticas públicas voltadas à saúde preventiva, o acesso à alimentação de qualidade, a educação alimentar e nutricional, para a diminuição da sobrecarga no Sistema de Saúde: 

- a redução de impostos em alimentos com alto valor nutricional e o aumento de impostos em alimentos com baixo valor nutricional. 

- o aperfeiçoamento e o fortalecimento da participação setorial da Saúde na implementação das políticas de saneamento básico; 

- a padronização das calçadas e a sua responsabilização pelo poder público, contribuindo para a sustentabilidade, a segurança pública e a saúde. 

- o desenho universal, com ambientes iguais, acessíveis, sustentáveis e seguros para todos, com equipamentos ou espaços adaptáveis, sinalizações e mapas com uma linguagem clara, acessível e de fácil entendimento. 

- o atendimento das necessidades específicas na educação especial, assegurado o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades; 

- a prioridade do acesso à educação infantil e a oferta do atendimento educacional especializado complementar e suplementar aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. 

- o orçamento impositivo para a área da Assistência Social, destinando 5% no mínimo do orçamento para as políticas de desenvolvimento social; 

- o fortalecimento e a reorganização da Política de Enfrentamento e a Erradicação do Trabalho Infantil; 

- o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas), para um melhor atendimento de famílias residentes em locais vulneráveis; 

- o fortalecimento da articulação entre os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), os Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas), escolas, unidades básicas de saúde, Programa de Saúde da Família (PSF) e demais políticas sociais. 

- equiparar a prática da homofobia/lesbofobia/transfobia e bifobia à prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível. 

- o respeito ao Estado laico por todas as esferas do poder. 

- a inclusão no currículo escolar de conteúdo relativo a promoção dos direitos humanos, ressaltando a importância da igualdade de gênero, igualdade racial, respeito à diversidade, a inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, bem como das populações LGBT, indígena e outros grupos vulneráveis social ou economicamente. 

- o respeito à orientação sexual e à identidade de gênero, apoiando as leis que estão tramitando no Congresso, como a lei de identidade de gênero, casamento civil igualitário e outras. Implementação, fiscalização e acompanhamento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT. 

- fortalecimento do Conselho Nacional LGBT.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Dilma Rousseff: A Candidata das “Opções Sexuais”

Dilma Rousseff, a mesma candidata que disse que em seu governo não faria propaganda de “opções sexuais”, voltou a defender a criminalização da homofobia após a repercussão da declaração homofobica de Levy Fidelix no debate eleitoral do TV Record. 

"Meu governo e eu, tanto publicamente quanto pessoalmente, somos contra a homofobia e acho que o Brasil atingiu um patamar de civilidade no qual todos nós não podemos conviver com processos de discriminação que levem à violência", disse em entrevista coletiva em São Paulo. A declaração da presidente me causou muita estranheza, pois foi ela e o seu partido que abriu concessões ao PLC 122 para acalmar os ânimos da bancada fundamentalista, forte base de apoio ao seu governo.

Dilma lembrou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF), ao reconhecer a união estável entre casais do mesmo sexo, garantiu os direitos civis a todos os cidadãos. "O STF foi claro e definitivo. Isso não está mais em discussão", afirmou. Ela, no entanto, evitou responder se aceitaria o apoio de Fidelix num eventual segundo turno. "Estou no primeiro turno e não vou fazer precipitação. Só falo em segundo turno depois do voto depositado na urna e computado." 

O STF tem total autonomia pelos seus atos. A vitória do reconhecimento da união estável junto ao STF não é da Presidente Dilma e nem do PT, essa vitória é da sociedade civil. Em nenhum momento tivemos apoio da presidência, como houve na Argentina e se Dilma estivesse realmente preocupada com os assassinatos homofóbicos que ocorrem no Brasil, ela mandaria um projeto para o Congresso e usaria sua base aliada, que é maioria na casa, para garantir a rápida aprovação.

Recentemente Dilma voltou a falar em "opção sexual" em seu programa de governo. Como ela pode estar conectada com a causa LGBT se não está alinhando nem com a terminologias do movimento? Quem vota em Dilma Rousseff, vota contra a cidadania e os princípios de igualdade. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Entrevista de Cássio Rodrigo para o Site #VoteLGBT

1. Quais são suas principais propostas para a população LGBT? 

– Atuar junto com a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, com as Coordenações de Políticas para as Populações Negra e Indígena e da Diversidade Sexual, bem como com outros órgãos da Pasta, no sentido de ampliar as ações de enfrentamento ao racismo, à homofobia, à xenofobia e a outras formas de intolerância, principalmente por meio da divulgação das leis estaduais que proíbem esse tipo de crime no estado de São Paulo; 

– Buscar a implementação de fundos para custear ações de enfrentamento ao racismo, à homofobia, à xenofobia e às demais formas de discriminação e preconceito; 

– Atuar junto à Secretaria de Segurança Pública, visando a ampliação e descentralização da DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) para o interior do Estado de São Paulo; 

– Buscar a interlocução com a Secretaria de Segurança Pública para a ampliação do escopo da disciplina de Direitos Humanos, ministrada para a Polícia Civil e Militar, visando à quebra de estigmas para com a população negra e LGBT; 

– Atuar junto à Defensoria Pública do Estado de São Paulo para interiorização do atendimento do Núcleo de Combate à Discriminação; 

– Criar um núcleo junto ao mandato para receber as denúncias e demandas por segurança pública com os recortes do racismo, homofobia, xenofobia e demais registros de discriminação ou intolerância. 

– Fomentar, junto à Secretaria de Estado da Cultura, a inserção de diferentes grupos culturais, como a cultura popular, o samba, a tradicional, a negra, a LGBT, a cigana, a nordestina, a dos povos latino-americanos, dentre outras, nos programas já estabelecidos – Circuito Cultural Paulista e Virada Cultural Paulista; 

– Buscar a ampliação dos Editais ProAC de Diversidade Cultural – Hip Hop, Negro, Indígena, Tradicional e LGBT; 

– Fomentar e ampliar a ação do Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual – Museu da Diversidade Sexual, visando seu fortalecimento e plena efetivação; 

– Dar visibilidade aos produtores e artistas negros, ciganos, indígenas, LGBT e deficientes nos programas e projetos culturais do estado de São Paulo; 

– Realizar a interlocução com o governo para a ampliação dos programas e projetos sociais, visando o incremento das questões de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero, deficiência e geracional; 

– Articular, junto ao governo de São Paulo, o incremento de programas de geração de renda e trabalho, com enfoque de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero, deficiência e geracional; 

– Buscar junto ao governo o fomento, ampliação, implementação e monitoramento do Selo Paulista da Diversidade, como forma de inserir, nos meios formais de trabalho, o recorte de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero e deficiência; 

– Articular, junto à rede estadual de educação, a ampliação das atividades, projetos e programas de combate ao bullying, como a ampla divulgação e distribuição da cartilha estadual de combate ao bullying. 

2. Quais outras propostas da sua candidatura você gostaria de destacar? 

– Criar o debate, junto às prefeituras, sobre a importância da cultura e da produção cultural, visando a criação de linhas de fomento municipais em todo o Estado de São Paulo; 

– Fomentar a profissionalização de grupos artísticos formados por pessoas com deficiência, visando a inserção artística plena desses grupos na produção cultural paulista; 

– Fomentar, fortalecer e buscar a plena efetivação do Selo de Acessibilidade Comunicacional nos equipamentos da Secretaria de Estado da Cultura, bem como junto às prefeituras paulistas; 

– Articular a inserção de programas e projetos voltados para a economia criativa no âmbito estadual, como forma de geração de renda e trabalho, com profissionalização e inserção no mercado formal e informal; 

– Articular, junto à rede estadual de educação, a ampliação das atividades, projetos e programas relativos às Leis 10.639/03 e 10.645/2008, que incluem, no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. 

3. Qual sua mensagem para as eleitoras e os eleitores LGBTs? 

Acredito que a comunidade LGBT, unida, possui uma força política da qual nem ela ainda se deu conta. Se pudermos eleger nossos representantes, sim, por serem lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, empenhados e combativos na luta contra a homofobia, poderemos começar a mudar o cenário político atual.

domingo, 28 de setembro de 2014

Entrevista de Floriano Pesaro para o Site #VoteLGBT

1. Quais são suas principais propostas para a população LGBT? 

O respeito ao Estado laico por todas as esferas do poder. 

Equiparar a prática da homofobia/lesbofobia/transfobia e bifobia à prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível. 

Fortalecimento do Conselho Nacional LGBT. 

A inclusão, no currículo escolar, de conteúdo relativo a promoção dos direitos humanos, ressaltando a importância da igualdade de gênero, igualdade racial, respeito à diversidade, a inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, bem como das populações LGBT, indígena e outros grupos vulneráveis social ou economicamente. 

O respeito à orientação sexual e à identidade de gênero, apoiando as leis que estão tramitando no Congresso, como a lei de identidade de gênero, casamento civil igualitário e outras. Implementação, fiscalização e acompanhamento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT. 

2. Quais outras propostas da sua candidatura você gostaria de destacar? 

Além da inclusão tenho propostas nas áreas da Educação, Gestão Pública (Governo Eletrônico, e a prestação de serviços públicos por meio eletrônico), Reforma Política e Mobilidade Humana. 

Defendo o voto distrital misto com financiamento público de campanha, para que haja mais representatividade na política, além da diminuição de gastos, e adoção de uma cláusula de desempenho para a obtenção de recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e televisão. 

3. Qual sua mensagem para as eleitoras e os eleitores LGBTs? 

Em 2005, antes dos meus dois mandatos de vereador, como Secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, criamos o Centro de Referência da Diversidade – CRD, que trabalha com mulheres, crianças, negros, pessoas com deficiência, idosos, homossexuais, travestis e outros grupos e pessoas em situação de vulnerabilidade. 

Como vereador propus a Lei nº 15.900/13, que incluiu o Dia Municipal de Luta Contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia no Calendário Oficial da Cidade de São Paulo, e do Projeto nº 147/2013, que institui a Política Municipal de Promoção da Cidadania LGBT e Enfrentamento da Homofobia e lutei contra o Dia do Orgulho Hétero e a proibição da Parada na Av. Paulista. 

Propus também o Projeto de Lei 497/2009 que proíbe discriminação motivada por etnia, deficiência, origem, gênero, classe social e geracional e contra a população LGBT em estabelecimentos comerciais, industriais, de serviços e similares na nossa capital. Isso quer dizer que se ocorrer discriminação em qualquer estabelecimento a empresa também será responsabilizada. O objetivo é difundir a importância de um treinamento adequado aos funcionários desses estabelecimentos e a importância de se cultivar o respeito e a proibição de atitudes discriminatórias, que deverão ser combatidas, independentemente de serem praticadas por empregados ou por clientes. 

Nas eleições 2014 sou candidato a Deputado Federal, meu número é 4544. São Paulo é uma cidade plural, construída por mulheres e homens, vindos de todas as partes do Brasil e do mundo. A diversidade não poderia encontrar melhor lugar para se expressar culturalmente. A cidade com a maior Parada LGBT do mundo não pode mais ser a que ostenta números assustadores de casos de violência de gênero ou motivada por orientação sexual! Vamos lutar para sermos de fato uma cidade de vanguarda, que respeita e coexiste com as diferenças. É essa a contribuição que se espera de nós!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Plano de Governo de Aécio Neves contempla população LGBT

Como determina a Justiça Eleitora para todos os candidatos nas próximas eleições, Aécio Neves (PSDB) divulgou as diretrizes gerais de seu Plano de Governo. O compromisso com a Comunidade LGBT surge oito vezes em seu plano, contemplando também outros segmentos historicamente esquecidos pelo Governo Federal. Aécio usa a sigla "LGBT" seis vezes e a expressão "orientação sexual" outras duas vezes.
Nosso governo buscará a renovação do compromisso com os princípios de igualdade, segurança e paz - o trinômio dos direitos humanos modernos. Será dada forte prioridade às políticas afirmativas em relação aos setores mais vulneráveis de nossa sociedade, em especial às mulheres, idosos, crianças, afrodescendentes, LGBT, quilombolas, ciganos, povos indígenas e pessoas com deficiência.
Tamanha abrangência coloca a Comunidade LGBT nas principais áreas do possível futuro governo, inclusive na superação sistemática da homofobia.

As citações aos LGBT estão condensadas no ponto em que enumera os compromissos com os Direitos Humanos. Dentre as diretrizes estão a elaboração do 4º Plano Nacional de Direitos Humanos para "completar e aperfeiçoar as políticas pública relativas aos Direitos Humanos" e cita dentre as "populações vulneráveis" os LGBT.
Elaboração do 4º Plano Nacional de Direitos Humanos que, no marco dos princípios constitucionais do nosso Estado Democrático de Direito, complete e aperfeiçoe as políticas públicas relativas aos direitos humanos, em especial quanto aos setores mais vulneráveis como mulheres, crianças, idosos, afrodescendentes, LGBT, quilombolas, ciganos, pessoas com deficiências, vítimas da violência e indígenas.
Aécio também pretende estimular os "movimentos afrodescendentes, LGBT, indígena e cigano para a promoção de eventos contra o racismo e a homofobia". E fala da ampliação da "participação da comunidade LGBT nos debates do Programa Brasil Sem Homofobia, e articulação deste programa como iniciativas estaduais e municipais".

O candidato Tucano inova e se compromete a manter uma oitiva permanente, através do Fórum Nacional de Diálogo, das reivindicações dos movimentos sociais que lutam pela garantia de direitos de negros, indígenas, ciganos, quilombolas e LGBT".

A população LGBT também é citada no projeto de articular políticas de saúde, assistência social, educação, previdência, Direitos Humanos e justiça "para garantir que o governo atue de forma permanente e integrada na defesa e no acesso a todos os direitos sociais" de comunidades como a LGBT.

O Plano de Aécio garante ainda o apoio e linhas de pesquisa universitárias relativas a questão étnico racial e de diversidade sexual e organização de Protocolo de Prevenção ao Racismo e Discriminação por Orientação Sexual com "participação de polítidas de justiça, direitos humanos, assitência social, educação, saúde e igualdade racial em ampla parceria com a sociedade civil".

Em entrevista concedida a Folha de São Paulo, em maio de 2013, Aécio declarou ser a favor da união cívil entre homossexuais e afirmou que a polêmica em torno do pastor Feliciano (PSC/SP) "foi longe demais", classificando o congressista como "despreparado".

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Haddad e Serra serão Sabatinados pela Folha/Uol


Haddad e Serra serão sabatinados pela Folha e pelo UOL nesta semana. Os encontros terão duração de cerca de duas horas e serão transmitidos ao vivo pela internet.

Haddad será sabatinado na quinta-feira, a partir das 10h30. O encontro com Serra será na sexta-feira, a partir das 14h. As sabatinas serão realizadas no Teatro Folha, no shopping Higienópolis (avenida Higienópolis, 618).

Os candidatos responderão a perguntas de jornalistas e internautas. Participarão das sabatinas o editor de "Poder", Ricardo Balthazar, a editora do "Painel", Vera Magalhães, a colunista da Folha Barbara Gancia e o colunista do UOL Maurício Stycer.

As inscrições para os dois eventos estão abertas para assinantes do jornal e do UOL. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail eventofolha@grupofolha.com.br, ou pelo telefone 0/xx/11/ 3224-3473, das 14h às 19h.

Russomanno foi sabatinado pela Folha e pelo UOL no dia 22 de agosto. Durante o evento, ele queixou-se das perguntas e do comportamento dos jornalistas que o entrevistaram. Os candidatos Gabriel Chalita (PMDB) e Soninha Francine (PPS) também foram sabatinados pela Folha e pelo UOL em agosto.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Democratas põem casamento gay em plano de governo


Além de lançar oficialmente a candidatura à reeleição do presidente Barack Obama, a Convenção Nacional Democrata, na Carolina do Norte, entrará para história como a primeira vez em que um partido político dos EUA coloca em sua plataforma a defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O tema já era defendido por Obama e vários líderes democratas. Agora, virou parte do projeto de governo. 

Aprovada nesta terça-feira, 4, a plataforma democrata evidenciou a polarização política nos EUA. O contraste com o documento republicano, divulgado no dia 29, na Flórida, é gritante não só em temas relacionados à economia débil e ao endividamento federal, mas especialmente nas agendas social e de direitos civis. 


De forma geral, os democratas aceitam o aborto e o casamento entre homossexuais, enquanto os republicanos repudiam. Os primeiros defendem a redução de impostos para a classe média, enquanto os seus opositores querem manter o privilégio para os mais ricos. Os aliados de Obama querem legalizar boa parte dos imigrantes clandestinos, mas os simpatizantes de Mitt Romney falam em deportação. 

O candidato republicano atacou os democratas por terem retirado de seu plano de governo uma referência a Jerusalém como capital de Israel. A parte leste da cidade santa foi ocupada pelos israelenses em 1967 e é reivindicada por judeus e palestinos. Nos anos anteriores, a plataforma democrata defendia Jerusalém como território israelense, mas este ano, sem explicar por que, o tópico foi suprimido. 

Segundo Romney, "as tentativas de Obama de afastar os EUA de nosso querido aliado levaram" o Partido Democrata a mudar de posição. "Se for presidente, retomarei a relação com Israel e permaneceremos ombro a ombro com nosso aliado", disse o republicano. 

Norman Ornstein, coautor do livro É Pior do que Parece: como o Sistema Constitucional Americano Colide com a Nova Política de Extremismo, afirma que a radicalização é mais evidente do lado republicano. Nos últimos anos, influenciado pelos ideólogos do Tea Party, o partido deu uma guinada à direita, especialmente em questões morais e fiscais. O reflexo foi visto no Congresso, onde projetos da Casa Branca em favor de novos estímulos fiscais e cortes menos profundos nos gastos sociais acabaram bloqueados. 

A plataforma democrata, entretanto, não arreda o pé de suas posições, ainda muito distantes dos valores de uma autêntica esquerda e mais parecida com as posições de centro no Brasil e na Europa. Repete várias de suas promessas de 2008 - como no caso da política de imigração - ainda não cumpridas. E traz claramente o compromisso de acabar com a guerra no Afeganistão em 2014, tópico esquecido pelos republicanos. 

Polarizado desde o ano passado, quando o desacordo sobre o teto da dívida pública provocou o inédito rebaixamento da avaliação de risco de crédito dos EUA, o debate na área fiscal entre Congresso e Casa Branca será duro daqui para frente, seja Obama ou Romney o novo presidente. A plataforma democrata promete "prorrogar os alívios tributários para as famílias de trabalhadores e para os que estão pagando seus estudos na universidade".

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

As Bandeiras de Floriano Pesaro


Os Dez Mandamentos para uma Cidade Combalida, de Sérgio Kon*: 
  1. Serás um cidadão solidário; darás valor aos interesses coletivos; serás sensível às necessidades de seus semelhantes.
  2. Não descuidarás de teu ambiente. Cuidarás de mantê-lo sempre limpo e seguro; nunca o poluirás e nunca deixarás que o degradem.
  3. Não vilipendiarás o espaço público.
  4. Obedecerás às leis, exigirás reformas, permanecerás crítico e ativo.
  5. Respeitarás teu próximo e teu distante. Nada farás que incomodará a ti mesmo, como cidadão.
  6. Exigirás teu lugar na tua cidade. Tomarás o espaço público também como teu.
  7. Lutarás pela recuperação da paisagem natural de tua cidade.
  8. Respeitarás o ambiente público como público. Exigirás das autoridades públicas o cumprimento de seu deveres na fiscalização, manutenção e melhoria de sua cidade.
  9. Circularás a pé pelo bairro onde moras e onde trabalhas. Frequentarás seus bares, as lojas, os restaurantes, cinemas, teatros, museus, galerias. Privilegiarás a rua como lugar de passeio e convívio.
  10. Nunca desistirás de tua cidade.
Ao assumir os Dez Mandamentos de Sérgio Kon, Floriano assume a responsabilidade de trabalhar para a cidade pensando exclusivamente no interesse público. Muitas vezes conflitante, o interesse público é o que favorece a maioria respeitando os direitos da minoria.

Propostas:
  1. Defender uma cidade mais humana, justa e solidária. Uma cidade para todos, que respeite o conceito do Desenho Universal, que garanta a acessibilidade de idosos e pessoas com deficiências. 
  1. Defender investimentos prioritários na melhoria das condições de moradia: melhorar habitações precárias e em áreas de risco, preservar e despoluir represas e córregos, ampliar espaços de convivência e lazer.
  1. Defender atitudes voltadas para o desenvolvimento sustentável da cidade de São Paulo e do planeta, ou seja, atitudes que levem em conta o crescimento econômico ajustado à proteção do meio ambiente.
  1. Defender medidas que estimulem o microcrédito, o cooperativismo e a defesa do microempreendedor individual (MEI), como a criação de pequenas unidades de produção e a simplificação tributária e burocrática.
  1. Defender o uso das ferramentas culturais e esportivas para ampliar a convivência familiar e comunitária e também combater o uso de drogas e a violência.
  1. Defender a descentralização dos serviços públicos governamentais e não- governamentais, hoje muito concentrados nas regiões centrais da cidade.
  1. Defender a criação de incentivos para que as pessoas possam morar, estudar e trabalhar na mesma região - ou em áreas próximas, aplicando o conceito de cidade compacta.
  1. Defender a ampliação da rede de turismo e eventos, com o fomento da economia solidária, para tornar São Paulo uma cidade criativa.
  1. Lutar pela tolerância e respeito aos Direitos Humanos, contra o fim da discriminação, da violência moral, física e sexual, em especial contra crianças, adolescentes, mulheres, negros e LGBT.  
  1. Defender a ampliação da rede de proteção a crianças e adolescente e do acesso às políticas públicas, com ações que fortaleçam os conselhos tutelares e de combate ao trabalho infantil. 
  1. Defender a ampliação da rede de educação inclusiva
  1. Estimular a ampliação da rede de proteção aos idosos e o cumprimento do Estatuto do Idoso.
  1. Estimular a ampliação da rede de proteção aos cidadãos em situação de rua para além das fronteiras do centro, envolvendo as áreas da assistência, trabalho, educação e saúde
  1. Estimular o uso de bicicletas e a criação de ciclovias, ciclofaixas, cilclorrotas e bicicletários em pontos estratégicos da cidade
  1. Estimular a descentralização administrativa e política, ampliando a participação e o controle social, por meio do fortalecimento dos Conselhos de Direito
  1. Defender o uso de tecnologias da informação, e-gov, como meio de combater à corrupção, garantindo transparência em dados e contas públicas.
* Sérgio Kon é arquiteto e artista gráfico, autor de Imagem: Da Caverna ao Monitor, a Aventura Do Olhar.


terça-feira, 7 de agosto de 2012

#Juntos pelo desenvolvimento social de nossa cidade


Na semana passada, reunimos um grupo pra lá de especial, formado por executivos, pensadores e militantes da área de Assistência Social. Pessoas que conhecem profundamente os problemas da cidade, profissionais que atuaram comigo na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social e ajudaram a implantar projetos (http://www.florianopesaro.com.br/destaques/relatorio-gestao-floriano-pesaro-vereador.phpbem sucedidos, como "Dê mais que esmola, dê futuro" ou "Ação Família - viver em comunidade". 

Debatemos questões e propostas para o plano de governo de José Serra (http://www.serraja.com.br/), nosso candidato a prefeito. Confira, no vídeo abaixo, um resumo do nosso bate-papo. 

E enriqueça ainda mais o nosso debate. Compartilhe, comente e dê sua opinião. Sua proposta é bem-vinda. Só com a participação de todos teremos uma cidade mais justa, para todos. 

Vamos #juntos45444

domingo, 27 de maio de 2012

Christian Chávez será porta-voz de Barack Obama em campanha gay

O cantor mexicano Christian Chávez foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para ser o porta-voz da campanha gay que irá realizar.


Em entrevista, Christian Chávez comentou que está muito feliz em ter sido convidado por Obama para falar aos latinos que vivem no país, fazendo campanha a favor do casamento gay.

Além de Christian Chávez, o cantor Rick Martin também está cotado para fazer parte do mesmo projeto. Christian Chávez volta ao Brasil no mês de junho para lançar o DVD “Christian Chávez – Esencial", que foi gravado em janeiro em São Paulo. Além do lançamento, Chávez irá passar com a sua turnê por dez cidades brasileiras. 

Em 9 de maio, Obama se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a se posicionar favoravelmente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Democratas, ativistas e outros viram nisso um marco nos direitos civis do país, enquanto líderes republicanos e conservadores cristãos criticaram Obama por inserir um tema tão polêmico na campanha eleitoral deste ano.

sábado, 26 de maio de 2012

Posição de Obama sobre casamento gay influi na opinião pública




A declaração de apoio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao casamento homossexual pode ter levado alguns norte-americanos, especialmente negros e hispânicos, a reconsiderar sua oposição a isso, como revela uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta sexta-feira.

Em 9 de maio, Obama se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a se posicionar favoravelmente ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Democratas, ativistas e outros viram nisso um marco nos direitos civis do país, enquanto líderes republicanos e conservadores cristãos criticaram Obama por inserir um tema tão polêmico na campanha eleitoral deste ano.

A pesquisa pergunta aos entrevistados se eles são contra o casamento homossexual, se apoiam uniões civis homossexuais, se apoiam o casamento homossexual ou se não têm opinião formada.

A manifestação de Obama parece ter tido impacto particularmente entre os afroamericanos. Antes de 9 de maio, 34 por cento dos negros se opunham ao casamento homossexual. Agora, só 23 por cento são contra.    


Nesse grupo, o apoio às uniões civis subiu de 19 para 28 por cento, mas o apoio ao casamento homossexual propriamente dito caiu de 31 para 29 por cento. O número de indecisos subiu de 16 para 21 por cento.

"Os norte-americanos negros são um eleitorado crucial para o presidente com vistas a novembro, e essa mudança de atitudes é uma boa notícia para Obama. Se ele conseguir liderar e formar a opinião, ao invés de apenas reagir a ela, poderá governar mais efetivamente caso obtenha um segundo mandato", disse Julia Clark, do instituto Ipsos.

Obama é o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

Entre os hispânicos, maior minoria dos Estados Unidos, potencialmente decisiva em alguns Estados eleitoralmente estratégicos, o apoio ao casamento gay saltou de 46 para 51 por cento depois da fala de Obama. A oposição hispânica à prática caiu de 23 para 20 por cento.

Entre os brancos, a oposição ao casamento gay caiu apenas dois pontos percentuais, de 27 para 25 por cento, e o apoio cresceu na mesma medida, de 39 para 41 por cento.

A análise dos dados gerais da população, combinando os três grupos étnicos, não estava imediatamente disponível.

Os dados foram recolhidos pela Internet, numa pesquisa feita diariamente pela Ipsos para a Reuters. Eles levam em conta todas as entrevistas feitas desde janeiro de 2012. A pergunta sobre o apoio ao casamento homossexual consta desde o início da série.

domingo, 25 de março de 2012

José Serra vence as prévias no PSDB


Com pouco mais da metade dos votos, o ex-governador José Serra venceu as prévias internas do PSDB neste domingo e será o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de outubro. Após meses de indefinições e o receio de o PT acabar com sua hegemonia em São Paulo, o PSDB oficializou a pré-candidatura de Serra em evento na Câmara Muncipal.

Com 52,1% (3176 votos), Serra confirmou seu favoritismo e derrotou o secretário estadual de Energia, José Aníbal, que obteve 31,2% (1902 votos). Em terceiro lugar ficou o deputado federal Ricardo Tripoli, com 16,7% (1018 votos). Ou seja, 47,9% rejeitaram o ex-governador. Dos cerca 20 mil filiados aptos a votar, 6.229 compareceram às urnas. O comparecimento não foi obrigatório.

Ao votar, o tucano rebateu críticas de que abandona os mandatos para disputar cargos de maior projeção. Ele afirmou que teve apoio da população em 2006 porque aumentou sua quantidade de votos ao deixar a Prefeitura de São Paulo para disputar o governo do Estado.

“As circunstâncias mudaram. A população compreendeu e ficou do nosso lado. Tanto que eu ganhei no primeiro turno na eleição para governador, com mais votos que eu havia obtido no primeiro turno da eleição para prefeito”, disse.

O ex-governador enfrentará nas urnas o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato petista apadrinhado pelo ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva. Está também na disputa o deputado Gabriel Chalita, pré-candidato do PMDB lançado pelo vice-presidente Michel Temer. Otros pré-candidatos são Celso Russomanno (PRB), Netinho de Paula (PCdoB), Paulinho da Força (PDT) e Soninha Francine (PPS).

Os pré-candidatos do PSDB derrotados nas prévias do partido, o deputado federal Ricardo Tripoli e o secretário estadual José Aníbal (Energia), declararam apoio ao pré-candidato José Serra. Apesar de terem trocado farpas nos bastidores durante a pré-campanha, ambos pregaram a unidade da legenda e declararam que irão trabalhar para eleger Serra prefeito.

"Quero comprimentar o José Serra, com quem eu travei uma disputa extremamente saudável. (...) Eu disse que iria apoiar quem vencesse as prévias. Promessa feita, promessa cumprida!", disse Tripoli, que ficou em terceiro lugar na disputa, com 16,7% dos votos.

Segundo colocado, com 31,2% dos votos, Aníbal declarou que irá apoiar Serra e disse que o partido trabalhará unido na campanha. Serra recebeu 52,1% dos votos - número bem abaixo do esperado pelos aliados, que previam cerca de 70% de apoio no partido. "O partido sai muito fortalecido das prévias, principalmente na sua unidade. Unidade, daqui por diante, vai disputar e vencer a eleição para a prefeitura de São Paulo", declarou  Anibal.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Vote Serra para Vencer


Confira os locais de votação:

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Todo Mundo Apóia Andrea Matarazzo

Vídeo onde expresso meu apoio ao Andrea Matarazzo, pré-candidato a prefeitura de São Paulo. Tenho certeza que ele vencerá as prévias do PSDB e será o melhor prefeito que a capital paulista já teve.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Andrea Matarazzo conquista a Zona Sul

No 2o debate entre os pré-candidatos do PSDB a prefeito de São Paulo, Andrea Matarazzo conquistou os militantes da Zona Sul com suas propostas para a cidade e região.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Esclarecimento aos "Anônimos" que me Ofendem

Desde abril, quando oficialmente foram anunciados oficialmente os candidatos a presidência da república, como cidadão que goza dos seus direitos civis e com direito a plena liberdade, como consta no artigo 5º da nossa constituição federal, me posicionei a favor do candidato José Serra, não apenas pelo fato de compor a militância do PSDB, mas por acreditar que o meu candidato representaria o que hoje o Brasil precisa.

O processo eleitoral foi finalizado e a maior parte do eleitorado Brasileiro se posicionou a favor da candidata do governo. Até os cidadãos mais leigos se deram conta que a tonalidade da campanha não foi uma das mais amistosas, entre acusações e defesas, o real cenário eleitoral foi alterado. Uma das minhas maiores indignações foi o fato da discussão central da pauta política focar aborto e casamento gay. Sou militante LGBT, sei como a questão do casamento entre homossexuais é importante para movimento gay no Brasil, mas fato é: o Brasil é muito mais amplo que tais questões.

Eleger um presidente que luta pelos direitos de minorias, que não se articula com movimentos conservadores e não assina documentos que anula direitos políticos de determinada camada da sociedade, é dever do cidadão. Se isso não ocorre, o que podemos fazer? Vivemos num poder de representatividade e se mais de 50% do eleitorado brasileiro se viu representado na figura de Dilma Rousseff, ela tem total autonomia para sentar na cadeira e fazer valer o poder de representatividade que a ela foi concedido.

Apartir do dia 1º de janeiro, não serei mais representando pelo presidente Lula, mas sim por Dilma, não é pelo fato dela me representar, que eu tenho que me sentir representado por ela. Não votei na Dilma, mas como brasileiro, ela me representa. Vivemos numa democracia, temos liberdade de expressão e tenho todo o direito de fazer oposição ao governo, como cidadão e como membro de um partido da oposição.

A eleição da Dilma não calará a minha voz e espero que não cale a dos 44 milhões de brasileiros que também não se sente representados por ela. Tal oposição é benéfica para o poder, pois regula a manutenção do mesmo. O PT continuará no poder, mas a necessidade de mudança foi acionada, pois se daqui 4 anos, mais uma camada da sociedade se somar aos 44 milhões que se opõe ao atual modelo, certamente teremos mudanças de fato.

Desde que foi anunciado a vitória da candidata do governo, recebi vários comentários ofensivos neste blog, se referindo a minha pessoa como "elite branca amargurada" "tucanalha frustrado", entre outros adjetivos. A campanha política acabou, mas a violência e a cegueira da manutenção do poder a qualquer custo, não. Agora me acusam de xenofóbo, dizendo que compactuei e promovi a enxurrada de preconceito contra os nordestinos desse país, outra violência gratuita destinada a minha pessoa. Sou filho de nordestinos, meu pai é baiano e minha mãe é pernambucana, fato que me enche de orgulho.

Tanto os meus avós paternos, como os maternos, deixaram o nordeste a fim de encontrar no sul, a região mais rica do Brasil, uma vida melhor. A família da minha mãe foi para a cidade de Santo André, berço do movimento sindical brasileiro, que tem uma história que se confunde com história do PT e cidade que eu nasci. A família do meu pai foi para o interior do Paraná, uma região rica no agro negócios, segmento que impulsiona a economia da nossa nação. Meus avós trabalharam muito para a construção e desenvolvimento desse país, nasceram e morreram pobres, meus pais trabalham até hoje.

Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que não tenho uma situação favorecida frente a milhares de brasileiros, vim de uma família humilde e não pertenço a uma elite branca, tal termo dirigido a minha pessoa soa como ofensa, um deboche gratuito de pessoas que não tem argumentações para fazerem oposição as minhas ideologias políticas. Dizer que o meu partido é um partido de elite é no mínimo ingenuidade frente aos 44 milhões de votos que conquistamos do Oiapoque ao Chuí. O PSDB é um partido que representa o povo brasileiro, pois ele foi votado pelo povo, gostaria muito que a elite brasileira fosse composta por 44 milhões de brasileiros, mas tal informação não corresponde com a verdade.

Como se não bastasse as acusações de membro de uma elite branca e xenófobo, a mais nova acusação é de misógino. Sou gay, com muito orgulho, mas não abro mãos das mulheres da minha vida. Fui criado pela minha mãe, com o auxílio de duas irmãs mais velhas. Cresci rodeado de mulheres, fato que me enche de orgulho, pois credito muito do meu caráter, as mulheres que passaram e que ainda estão em minha vida. Minhas melhores amizades são do sexo feminino.

Ter aversão ao sexo feminino é rasgar toda a minha militância politica. Como ativista LGBT, luto pelo fim da homofobia, preconceito que nasce do machismo, a grande luta no movimento feminista. Tal termo me foi atribuído pelo fato de um comentário no twitter que dizia que me recordei do filme "O professor aloprado", quando a presidente eleita disse: Sim, a mulher pode. Quem assistiu ao filme deve se lembrar da cena que o professor aloprado diz: Sim, eu posso. Me referi apenas as expressões.

Depois me perguntei o motivo do ataque instantâneo Porque a presidente eleita não pode ter a sua imagem ligada a personagem do filme? Pelo fato dele ser frustrado e não beneficiado pela beleza padrão estabelecida pela sociedade? Não sei, mas concluo que o preconceito vem daqueles que me acusam. Se Dilma disse "sim, a mulher pode" e a personagem do filme disse "sim, eu posso", qual o problema de fazer tal analogia? Não são as mesmas expressões, de motivação e reafirmação. Se Dilma tivesse mudado o seu discurso e tivesse dito "eu tenho um sonho" e eu tivesse ligado a sua expressão ao discurso de Martin Luther King que disse "I have a dream", os simpatizantes do partido da situação encheriam a minha caixa postal de elogios.

O grande problema é que estão me medindo com a régua deles, assim como fizeram com o candidato José Serra. Ao me acusarem de xenofobia e misoginia, estão atribuindo os preconceitos inerentes a outra parte, para a minha pessoa. Todos o que disserem "sim, eu posso" me lembrarei do professor aloprado e todos os que disserem "eu tenho um sonho", me lembrarei de Martim Luther King. Atribuir preconceitos a mim por conta dos fatos expostos é expor os seus proprios preconceitos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

José Serra reafirmou seu compromisso com o combate à homofobia em convenção da Assembleia de Deus


Com relação à matéria "Em convenção da Assembleia de Deus, Serra promete vetar a lei da homofobia", veiculada pela Folha Online, o Diversidade Tucana esclarece que o candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, se posicionou CONTRA a homofobia no evento, fazendo oposição apenas aos aspectos do Projeto de Lei da Câmara 122/06 que atentam contra a liberdade de culto garantida na Constituição Federal. A bem da verdade, reproduzimos abaixo a transcrição das palavras de Serra no evento realizado em Foz do Iguaçu:

”Não aprovarei o projeto do jeito que está porque ele passa a perseguir igrejas que tem posições de que a homossexualidade deve ser evitada, na pregação dos seus fiéis, e tem todo o direito de fazer isso. Uma coisa é perseguir, grupos de extermínio ou de violência contra os gays. [alguém da platéia pergunta "onde isso acontece?"] Isso tem acontecido, em São Paulo aconteceu. Isso é uma coisa que não podemos aceitar. Outra coisa é proibir, como crime semelhante ao do racismo, que as igrejas preguem contra práticas homossexuais entre seus fiéis.”

Fica claro, portanto, o compromisso de José Serra com o combate à homofobia, de maneira absolutamente coerente com sua história. Como governador de São Paulo, Serra regulamentou a lei estadual anti-homofobia (lei 10.948/01) e realizou parcerias com o Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública do Estado para que as denúncias de homofobia pudessem ser recebidas no interior do estado e as vítimas sem condições para pagar advogados pudessem ter um custeado pelo Governo de São Paulo. Foi também na gestão de José Serra que a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) passou por um processo de ampliação e modernização, podendo assim levar à prisão dezenas de integrantes de quadrilhas skinheads que praticavam ataques homofóbicos na região central de São Paulo.

Reafirmamos mais uma vez nosso total apoio a José Serra, com confiança plena de que sua eleição para presidente da república significará um grande avanço no combate à homofobia e na promoção de cidadania para os LGBTs. Como o homem público que mais fez pelos LGBTs no Brasil, Serra implantou políticas públicas pioneiras na promoção da cidadania de LGBTs, como o primeiro órgão governamental de diversidade sexual, a CADS da Prefeitura de São Paulo, o ambulatório de saúde integral para travestis e transexuais, a coordenação estadual da diversidade sexual, o reconhecimento ao nome social de travestis e transexuais e à união entre pessoas do mesmo sexo no âmbito do funcionalismo público estadual. José Serra também é o único candidato a presidente nesta eleição a defender a união civil entre pessoas do mesmo sexo para além dos direitos reconhecidos pelo Judiciário, posição explicitada publicamente na Sabatina do Portal R7, quando Serra disse "sou favorável a uma forma de união civil que contemple todos os direitos de um casamento".

Por fim, pedimos desculpas a todos que ao longo de todo o dia de hoje aguardaram um posicionamento do Diversidade Tucana em relação a essa notícia. Ao longo dos últimos quatro anos, o Diversidade Tucana tem buscado sempre ser uma alternativa à população LGBT não apenas do ponto de vista partidário, mas também em suas posturas e posicionamentos, como por exemplo a defesa intransigente da independência partidária do Movimento LGBT. Por isso, mesmo em face de possíveis prejuízos eleitorais pela demora da resposta, fizemos questão de não nos pronunciarmos antes de termos em mãos as exatas palavras ditas pelo nosso candidato no evento em questão.

Assim, com consciência da nossa responsabilidade e absoluta confiança na história de José Serra, de ações concretas que melhoraram a qualidade de vida de milhões de LGBTs, temos a mais absoluta certeza de que o voto contra a homofobia nessas eleições de 2010 é o voto em José Serra - 45 - Presidente do Brasil.

Diversidade Tucana

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Porque não Voto em Dilma Rousseff: A Candidata Duas Caras

Dilma, a candidata que inicialmente defendia a união civil de homossexuais e o aborto, voltou atrás para agradar os evangélicos, a ala mais conservadora do nosso país e como se não bastasse, escreveu uma carta-aberta a população, reafirmando sua posição que antes era contrária, negando-se a apoiar projetos que visam os direitos dos LGBTs.

No texto, a candidata diz que sendo ‘eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País’, afirma. Além da resistência de Dilma em assinar a carta, a avaliação da campanha foi de que, ao se posicionar contra o casamento entre homossexuais, a candidata corre risco de perder mais votos do que ganhar.

‘Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre assunto’, continua Dilma, defensora, no passado, da descriminalização da prática e a discussão do tema como questão de saúde pública. ‘Acho que tem de haver descriminalização do aborto. O fato de não ser regulamentado é uma questão de saúde pública. Não é uma questão de foro íntimo, não.’, disse, em entrevista à Folha, em 2007.

A petista comenta ainda sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), o qual diz ser apenas ‘uma carta de intenções’. Lançado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva no fim do ano, o plano propõe, entre outras ações, a descriminalização do aborto e operação de troca de sexo em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). ‘O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família’, assegura Dilma.

A candidata do PT não consegue ter uniformidade em suas ideias, está comprometida apenas com a sua candidatura e quer isso a qualquer custo. Dilma não tem história, não sabemos a sua atuação política na época da ditadura e foi construída com a finalidade de suceder o poder, pois a candidata não tem experiência com a vida política, nunca foi vereadora, deputada, senadora, prefeita, enfim, nunca passou pelas urnas. Não devemos deixar chegar ao poder uma candidata que tem apenas a recomendação de outro político em seu histórico, aqui em São Paulo temos um caso clássico que exemplifica isso, mas parece que o povo se esqueceu do Pitta, que fez tão mal a São Paulo e foi recomendado pelo Paulo Maluf.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Porque Não Voto em Dilma Rousseff: A Violação dos Direitos Humanos

Os rumores que a candidata do governo emitiria um documento se comprometendo a negar todos os direitos dos LGBTs ganhou corpo no dia de ontem. A militância petista se calou, os mais otimistas disseram: Vamos esperar, o Marcelo Crivela não é uma fonte confiável. Na hora imaginei que havia alguma coisa errada, pois quando o jornal O Dia deturpou as palavras do Índio, vice do Serra, ele imediatamente desmentiu o jornal e disse que é favorável sim aos direitos dos homossexuais.

Para surpresa de todos, a candidata afirmou hoje no Estado do Piauí que firmou um compromisso com evangélicos e católicos de não enviar nenhuma legislação que altere questões que conflitem com os princípios religiosos. O acordo, que tem o intuito de vender os gays para lideranças religiosas por 40 moedas de pratas, aconteceu ontem em Brasília. Dilma se comprometeu não promover e vetar todos os projetos que causarem alvoroço entre os religiosos, em contrapartida, os 59 líderes religiosos apoiaram a candidatura e alguns participaram do programa eleitoral da candidata.

Marcelo Crivela, senador reeleito pelo PRB/RJ e ligado a igreja universal, declarou que assuntos referente aos direitos civis de homossexuais são de competência do Legislativo, e não do Executivo. E mesmo que o Congresso venha a aprovar tais pontos, Dilma, de acordo com Crivella, se comprometeu a vetá-los. "Qualquer assunto que traga um cisma, um abalo na cultura religiosa do país, ela vetará". Segundo as declarações de Crivela, caso Dilma seja eleita, podemos concluir que o Palácio do Planalto se institucionalizará a serviço dos religiosos desse país.

Não sou contra a liberdade religiosa, pelo contrário, acho saudável ter uma religião, participarmos de grupos e associações, assim como sou favorável a igualdade dos direitos humanos. Com a ganância pelo poder, Dilma está entregando o país ao fundamentalismo mais hostil, medonho e severo que podemos imaginar. Todos os países onde a teocracia está instaurada vivem ditaduras violentas, onde quem não concorda com os princípios religiosos são apedrejados até a morte, condenados a prisão perpetua e enforcados em praça pública.

A eleição de Dilma é um retrocesso para o Brasil e será um passo para entregarmos o nosso país nas mãos de fanáticos religiosos, que por sua vez transformaram esse país, que um dia foi elogiado por posturas diplomáticas, na mais severa ditadura religiosa que possamos imaginar. Meu manifesto não é em favor de José Serra, mas contra Dilma Rousseff. Não podemos dar o nosso voto a quem entrega questões tão importantes, como os Direitos Humanos garantidos pela nossa constituição, nas mãos de fundamentalistas. Não voto em Dilma porque Dilma é contra os Direitos Humanos.