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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Homem Feminista

Já fui muito criticado por feministas ao dizer que eu era um homem feminista. E o discurso foi o mesmo de sempre, apontando que os homens não podem protagonizar uma luta de mulheres. Antes de ser homem, sou filho, neto, irmão e amigo de muitas mulheres que tem seus direitos negados numa sociedade machista, heteronormativa e patriarcal. 

Não precisamos ter uma identidade de gênero feminina, para lutarmos contra o machismo. O machismo é um preconceito tão enraizado na sociedade, que não abrange só os mulheres, a luta contra a homofobia, lesbofobia e transfobia, protagonizadas pelo Movimento LGBT, são variações do machismo da nossa sociedade.

Nossos algozes superaram essa discussão de legitimidade e protagonismo, eles tem um objetivo e se algum setor da sociedade puder se unir a eles, será muito bem vindo. Podemos usar como exemplo os conchavos que a Bancada Evangélica, do Congresso Nacional, faz com a Bancada Ruralista, votando em conjunto suas pautas, ganhando força e travando as pauta progressistas dos Movimentos Sociais e as pautas de pautas de proteção ao meio ambiente.

Os homens sensíveis a causa do Movimento Feminista, não quer protagonizar a pauta do movimento, quer apenas unir forças para acabar com o Machismo que destrói nossa sociedade, colocando mulheres, que são maioria absoluta, numa situação de submissão social. 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Militantes LGBT realizam protesto durante a partida entre Irã x Nigéria

Durante a partida das seleções do Irã x Nigéria, o Movimento LGBT realizou um protesto contra a homolesbotransfobia de ambos os países. Irã e Nigéria pertencem ao grupo de nações que condenam a homossexualidade com pena de morte. No protesto, ativistas colocaram uma enorme bandeira do movimento gay na fachada de um prédio e enforcaram dois bonecos, um representando as mortes ocorridas naqueles países.

Durante o protesto, diversos iranianos pararam para ver e até tirar fotos da manifestação. Para o iraniano Mihda, que é radicado nos Estados Unidos e não quis revelar seu sobrenome, os protestos são legítimos e todos estão otimistas no país por uma maior abertura política. Ele, por exemplo, disse não se importar com a orientação sexual do seu filho, que ele nunca perguntou qual é. No entanto, Mihda se recusou a tirar uma foto diante da bandeira gay.

A partida Irã x Nigéria, foi apelidada de "Jogo da Morte". No Irã, gays são enforcados. No norte da Nigéria, perdem a vida a pedradas. A Capital paranaense também irá sediar o jogo entre Argélia x Russia, no dia 26. Na Argélia, homossexuais podem ser condenados a 14 anos de prisão, e na Rússia, embora oficialmente não existam leis contra gays, eles são cada vez mais apartados da sociedade e perseguidos.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Documentário revela trajetória da escritora Cassandra Rios

Com lançamento previsto para 31 de agosto, o documentário “Cassandra Rios: a Safo de Perdizes” promete ser um documento sobre uma das homossexuais maisexpressivas do País.

Perseguida pela ditadura militar, sob alegação de pornografia, a paulistana Cassandra Rios é relembrada nas telas pela realizadora Hanna Korich. O documentário, selecionado em concurso do ProAC (Programa de Ação Cultural), da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, traz depoimentos de pessoas que, de alguma forma, fizeram parte da vida de Cassandra, como a sobrinha Liz Rios, a atriz Nicole Puzzi, a escritora Lúcia Facco, o editor Maxim Behar, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP, Dr. Martim Sampaio, entre outras personalidades.

Um dos objetivos do documentário, de acordo com Hanna Korich, é retratar os momentos mais importantes da carreira da escritora, mostrando seu embate com as forças da censura e sua velhice solitária, e o avanço do reconhecimento das minorias sexuais. “Ela chegou a presenciar as primeiras Paradas LGBT de São Paulo”, lembra a realizadora, que acrescenta: “É também uma homenagem à sua ousadia e pioneirismo para as lésbicas brasileiras.”

O projeto de “Cassandra Rios: a Safo de Perdizes” nasceu do desejo de não apenas relembrar a trajetória da escritora, mas também apresentá-la às gerações atuais. “Cassandra foi a primeira autora a abordar o lesbianismo de forma aberta na literatura brasileira, tendo começado a publicar em 1948, e a primeira também – espantosamente – a falar da mulher como um ser sexual, que tinha desejo”, conta Hanna. Para a realizadora, o documentário é dirigido “a todos os jovens que nunca ouviram falar dela e também aos mais velhos, que lembram mas faz tempo que não pensam nela”. “Está mais do que na hora de começarem a repensar a contribuição heroica que essa mulher fez ao movimento LGBT e à literatura em geral”, defende.

Outro importante aspecto abordado no documentário é o fato de Cassandra Rios ter sido perseguida durante a ditadura militar. Como destaca Hanna Korich, “Cassandra Rios foi a escritora brasileira mais censurada pela ditadura, com 36 livrosapreendidos, o que levou à sua bancarrota e ao fechamento de sua livraria”. A realizadora acrescenta que Cassandra não teve apoio nem mesmo dos intelectuais. “Ela teve o apoio de poucos, como Jô Soares, que a entrevistou em 1990, e de Jorge Amado, que a considerava ótima escritora”, revela Hanna.

Bestseller absoluta nas décadas de 60 e 70, com mais de um milhão de exemplares vendidos de uma obra, Cassandra Rios faleceu em São Paulo, aos 69 anos de idade, em 8 de março de 2002. “Cassandra Rios: a Safo de Perdizes” traz à tona a audácia da escritora durante os anos de chumbo e sua importância para a literatura brasileira.

Um dos depoimentos mais emblemáticos é o da sobrinha de Cassandra, Liz Rios, que revela que a censura teve um impacto enorme sobre a carreira da paulistana, autora de títulos como “A Tara”, “Tessa, a Gata”, “Volúpia do pecado”, “A paranoica”, entre outros.

Importante também é a entrevista com o advogado e representante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Dr. Martim Sampaio, que declara que já enviou ofícios àscomissões da verdade denunciando as perseguições descabidas à Cassandra, e o depoimento de Eliane Robert Moraes, professora de Literatura Brasileira da USP, crítica literária e escritora, que entrevistou Cassandra para uma revista feminista, a “Mulherio”, e conta que ficou impressionada com a ousadia e amargura da autora.

 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Após romance lésbico, Angelis vence Fazenda de Verão

A assessora de imprensa Angelis foi a grande vencedora da “Fazenda de Verão”. Com 69% dos votos, a moça bateu, na quarta-feira, 30, Ísis e Thyago e se consagrou campeã do reality da TV Record e embolsou R$ 1 milhão.

Angelis engatou um romance com Manoella assim que ela entrou no programa. Durante os três meses do reality, a emissora, dirigida por bispos evangélicos, deu pouco destaque ao caso delas. O público, no entanto, sabia e aprovou. No último dia, elas apareceram entre os romances da casa, mas nenhum beijo foi mostrado.

Antes da grande final, a mineira falava da expectativa de rever os pais, os amigos e Manoella. As duas se separaram momentaneamente quando Angelis venceu a paranaense em uma fase do programa, eliminando-a. Elas choraram muito. Vamos ver se agora o relacionamento decola.