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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Frequência "Gay"

O Portal MixBrasil, em parceria com a Rádio 89 FM, lançou uma campanha intitulada "Frequência Gay", que alerta para as alarmantes estatísticas de assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, por motivação de ódio, no Brasil. Apesar da campanha exibir os dados como só fossem gays assassinados no Brasil, isso é um equivoco, essa estatística é contabilizada pelo Grupo Gay da Bahia e nela entra todos os crimes contra a população LGBT.

No filme, a Rádio 89 FM avisou que a música a ser tocada a seguir estaria em uma frequência que, segundo foi descoberto, somente homossexuais poderiam ouvir. Para registrar a reação de algumas pessoas, foram instaladas câmeras escondidas em um táxi com a estação sintonizada.

Apesar de a música tocada ser ouvida por todos, poucos passageiros assumiram que estavam ouvindo, alguns revoltados com o fato. Ao final, os ouvintes eram comunicados que, na verdade, a Frequência Gay não existe, afinal, somos todos iguais, independentemente da orientação sexual.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Praia do Futuro

Além do filme “Hoje eu Quero Voltar Sozinho”, o longa “Praia do Futuro”, estrelado por Wagner Moura, Jesuíta Barbosa e pelo alemão Clemens Schick, também está participando e fazendo sucesso no Festival de Berlim.

Com direção do cearense Karim Ainouz, "Praia do Futuro" está concorrendo ao Urso de Ouro, principal premiação do Festival de Berlim. Produções brasileiras já saíram vitoriosas nesta categoria com os filmes "Central do Brasil" e "Tropa de Elite".

O filme conta a história de Donato (Wagner Moura), um salva-vidas da Praia do Futuro, em Fortaleza, que falha ao tentar resgatar um indivíduo vítima de afogamento. Não sabendo muito bem lidar com o fracasso, ele acaba conhecendo o amigo da vítima, o alemão Konrado (Clemens Schick), e decide recomeçar a vida indo para Berlim, deixando para trás o irmão, Ayrton (Jesuíta Barbosa), que o tinha como ícone. Oito anos depois, Ayrton parte para Alemanha em busca do irmão mais velho. 

Na contramão de "Hoje eu Quero Voltar Sozinho", que usa da delicadeza e da percepção para narrar a história de um adolescente que se descobre gay, "Praia do Futuro" apresenta a história de um casal gay adulto que busca se aventurar e encontrar coragem para viver. O longa promete gerar polemica por conta das diversas cenas de sexo e nu frontal de Wagner Moura. 


Um dos motivos para querer voltar em Fortaleza é a Praia do Futuro, é uma praia linda e acolhedora, com atrativos gostos. Lá você encontra quiosques com piscina, sauna, playground e voltados para o público GLS. Quando a maré está baixa, formam várias piscinas naturais em toda a extensão da praia. Um verdadeiro espetáculo, vale a visita.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Tô Sapecando

Semana passada, almoçando com um amigo, comentamos sobre o novo comercial do “H2OH!”, da marca de refrigerantes PEPSICO. O filme mostra o homem assumindo o controle da cozinha, enquanto sua mulher comenta que tem duas noticias para dar a ele, uma boa e uma má. Ele opta por primeiro ouvir a má. A mulher comenta se ele se recorda de uma moça do trabalho dele, que ele vida “dando em cima”. Ele fica tenso e é surpreendido com uma reposta de duplo sentido: “Então, tô sapecando”. 

Na discussão, defendi que o “tô sapecando” vem no sentido de “estou pegando” e ele defendeu que é no sentido de “estou de olho em vocês. Procurei no dicionário informal o que significa o termo “sapecando” e encontrei a seguinte resposta: 
Sapecando: 

Pegando, ficando, traçando, fazendo sexo, transando.  

A gente não tem nada sério, só estamos sapecando. 
Como o dicionário informal é um site de construção coletiva, assim como o site Wikipédia, não podemos concluir como correto o significado do termo. Qualquer pessoa pode contribuir na construção de terminologias, publicando os significados no site. 

Apesar do duplo sentido, gostei muito do comercial, pois mostra a mulher em pé de igualdade com o homem. Nos comercias de margarina, vemos sempre a mulher comandando a cozinha, enquanto o homem se coloca no papel de macho alpha. Sabemos que essa relação de família é ultrapassada e hoje as mulheres estão no mesmo patamar de igualdade em relação aos homens e em muitos casos, são as mulheres que assumem o papel de provedora do lar. 


E você, como interpretou o termo “Tô Sapecando” no comercial?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

“Hoje eu Quero Voltar Sozinho” tem estréia Mundial em Berlim

Assim como muitos, eu também perdi as contas de quantas vezes assisti e me emocionei com o curta-metragem “Eu não Quero Voltar Sozinho”. Viajei o estado inteiro apresentando o “Cine Clube Diversidade”, uma iniciativa da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, da Secretaria de Estado da Cultura, no qual o filme fazia parte do programa. Promovemos debates sobre o tema diversidade e inclusão, usando como pano de fundo a história do filme.


O curta-metragem alcançou um sucesso violento pela internet e superou a marca dos 3 milhões de visualizações pelo YouTube, sucesso que resultou num longa-metragem. O filme, com direção de Daniel Ribeiro, narra o cotidiano escolar de Leonardo (Ghilherme Lobo), que possui deficiência visual, com sua melhor amiga e o recém-chegado Gabriel (Fabio Audi), por quem ele se apaixona. 

O drama mostra Leonardo um pouco mais maduro, vivenciando suas superações, não buscando mais a proteção e zelo dos amigos, diferentemente do curta em que foi baseado. Leonardo que conhecer o mundo através de uma viagem de intercâmbio, mas entra em conflito com a chegada de Gabriel. 

No Brasil, a estréia acontece no dia 28 de março, mas antes mesmo do lançamento nacional, o filme vem causando repercussão internacional ,sendo selecionado para participar da 64º edição do Festival de Berlim, que acontece entre os dias 6 e 16 de fevereiro.

domingo, 14 de abril de 2013

Em uma curiosa e positiva inversão de valores, a comédia "G.B.F - Gay Best Friend" retrata o outing de um adolescente

Dirigido por Darren Stein, Gay Best Friend é uma comédia prevista para ser lançado no segundo semestre de 2013. O enredo do filme é ambientado em um colégio dos 80/90 e conta a história de dois gays, no armário, que precisam melhorar o status social e para isso tentam se tornar melhores amigos das garotas mais populares da escola.

Com personagens clichês, o vídeo mostra uma curiosa e positiva inversão de valores. Em vez de virar alvo de bullying, o "Gay Best Friend" se torna o centro de uma disputa de popularidade, já que todas as garotas querem estar próximo dele. O dilema se centra na escolha do novo status de celebridade escolar e seus antigos amigos. O longa-metragem terá sua première mundial em 19 de abril no Festival de Tribeca e ainda não tem previsão de estreia.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Alunos da USP farão ‘semana do baseado’

Alunos da Universidade de São Paulo (USP) promoverão, entre segunda e sexta-feira, a Semana de Barba, Bigode e Baseado. Serão cinco dias de atividades para discutir a proibição do uso de drogas ilícitas no câmpus do Butantã, na zona oeste da capital. Está prevista uma noite do fumo, que, "para efeitos jurídicos", terá "apenas orégano, substância lícita". O convite para o evento é feito pelo Facebook.

Na segunda-feira, dia 16, serão apresentados documentários sobre drogas e mulheres que vivem no mundo do tráfico. As sessões serão exibidas no Espaço Verde, um sala da FFLCH, a partir das 20 horas. No dia seguinte, será a vez do fumo lícito, como definiu o regulamento do evento. Na mesma página na internet, os estudantes postaram que "droga não é demônio" e o que estará em pauta é a "autonomia sobre o próprio corpo e a liberdade de escolha". Professores da USP estão entre palestrantes anunciados no Facebook.

No último dia de discussões, previsto para a próxima sexta-feira, será realizada uma cervejada na faculdade. O dinheiro arrecadado com a venda de bebidas será revertido para a Marcha da Maconha, movimento que defende a legalização da droga no Brasil.

No ano passado foi lançado o filme "Quebrando o Tabu", do cineasta Fernando Grostein Andrade. O filme discute políticas alternativas do Estado diante do fracasso atual da chamada "guerra às drogas". O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é o âncora do filme, que demorou dois anos para ser feito.


Acredito que o efeito da criminalização do comércio da maconha é mais prejudicial que a liberação. O trafico de drogas financia o crime organizado e a situação está tão descontrolada que não existe possibilidade alguma as autoridades tomar as rédias da situação. 

Legalizar o comércio, não é admitir a fragilidade do Estado, mas sim passar a dar menor importância para uma droga que causa menos prejuízo que o tabaco e centrar suas forças nas cracolândias espalhadas por todo o Brasil e que é um verdadeiro atentado a segurança e saúde pública.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Tim Maia "Vale Tudo" O Musical


Semana passada, assisti o musical Tim Maia "Vale Tudo". O musical dirigido por João Fonseca conta a vida de um dos maiores ídolos da música brasileira. Tim Maia, conhecido pela irreverência, o bom humor e, infelizmente, também pelos problemas com o abuso do uso de drogas e álcool, apontado como principal motivo para a morte prematura, aos 55 anos, em 1998.

Estrelado por Tiago Abravanel, de apenas 23 anos, relata a trajetória do cantor desde a infância na Tijuca, quando era entregador de marmitas, até sua morte, passando pelo período que morou em Nova York, as primeiras bandas - uma delas teve como integrante o atual "Rei" Roberto Carlos - e os sucessos pop nas décadas de 70, 80 e 90.

Ao longo da peça, o público pode cantar junto hits como "Vale tudo", "Não quero dinheiro", "Chocolate", entre outras faixas conhecidas não apenas do Leme ao Pontal, mas também do Oiapoque ao Chuí.

Assisti o espetáculo ao lado de minha irmã, fã incondicional de Tim Maia. Segundo ela a peça é fiel a vida de Tim Maia, mas Tiago Abravanel deixou muito a desejar no quesito empoderamento de voz. Acredito que exigir isso de Tiago Abravanel é demais, Tim Maia deixou uma lacuna que jamais será preenchida no cenário da musica brasileira.

Longa Metragem

Em  breve, os fãs de Tim Maia também poderão ver sua vida sendo retratada em um longe metragem. Tiago Abravanel não passou nos testes para interpretar o cantor. Os atores Robson Nunes (Malhação) e Babu Santana (Duas Caras, Casos e Acasos, Força-Tarefa, As Cariocas) estão cotados para interpretar o cantor - jovem e adulto, respectivamente. Alice Braga dará vida à esposa de Tim.

Provisoriamente intitulado "Tim Maia", o filme terá direção de Mauro Lima ("Meu Nome Não É Johnny"), que também é co-responsável pelo roteiro, ao lado de Antônia Pellegrino ("Bruna Surfistinha").

O filme usará como base o livro "Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia", escrito pelo jornalista Nelson Motta, amigo do músico.

terça-feira, 6 de março de 2012

Cabaret

Semana passada, assisti o espetáculo Cabaret. A obra-prima de Fred Ebb e John Kander, que corre o mundo há quase 40 anos e rendeu um filme célebre com Liza Minnelli. Na nova montagem brasileira, Claudia Raia interpreta Sally Bowles, um personagem-chave na História dos musicais.

O espetáculo original é de 1966 e foi escrito pelo dramaturgo Joe Masteroff, que se baseou na peça Eu Sou Uma Câmera, de John Van Druten, inspirada, por sua vez, no livro Adeus, Berlim, de Christopher Isherwood. A história se passa em 1931, num cabaré decadente de Berlim, o Kit Kat Club.

Na versão original, as músicas são de John Kander e Fred Ebb - dupla de compositores dona de musicais de sucesso como Chicago eO Beijo da Mulher Aranha. Na versão brasileira, as adaptações musicais e do texto ficaram por conta de Miguel Falabella. A montagem conta com 21 atores e uma orquestra de 14 músicos. A direção geral é de José Possi Neto.

O papel de par romântico de Claudia Raia estava prometido a Reynaldo Gianecchini, mas como o ator está afastado dos trabalhos artísticos para tratar de um linfoma, foi substituído por Guilherme Magon, de 25 anos, que vinha de Mamma Mia!. O espetáculo saiu de cartaz no dia 03 de março, assisti a penultima apresentação.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

The Monster Symphony - Uma história de amor nos sucesso de Lady Gaga

Já conheço a Banda Aston há um bom tempo, desde que eles lançaram um cover clássico de uma das músicas que eu mais gosto, aliás, uma das músicas que é um hino para minha vida, Viva la Vida.


Já coloquei essa música várias vezes no meu blog, inclusive nessa versão. Viva la Vida diz muito de mim, ouço quando estou triste ou alegre, sempre nesses extremos... No momento estou triste, mas passa, tudo na vida passa... E não me venham com aquela piada idiota que até uva passa. Mas o motivo desse post não é para novamente postar a música Viva la Vida e sim um outro vídeo que encontrei da banda, que foi lançado no final do ano passado e me surpreendeu demais.

Em novembro do ano passado, o Grupo Aston gravou o clipe The Monster Symphon, uma seleção de músicas de Lady Gaga contando uma envolvente história de amor ao som de Bad Romance, Paparazzi, Telephone, Alejandro e Judas. Tem mais de uma semana que estou ouvindo esse clipe e não me canso de ouvir.

O Grupo Aston é australiano, formou em 2009. O sucesso da internet veio após a blogueira Paris Hilton publicar um dos seus videos. Recentemente, após o boom do sucesso na internet do vídeo da seleção de  Lady Gaga, o grupo assinou contrato com a gravadora Warner Music. Espero ver em breve o Aston no Brasil e quem sabe com um concerto num local a altura deles, na Sala São Paulo.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Meu filme preferido em 2011 [Meme das Antigas - 2011]



Meu filme preferido em 2011 foi o Cisne Negro. O filme conta a história de Nina, uma bailarina que confunde dedicação com obsessão, que não enxerga limites para conseguir o que quer, ou seja, ser perfeita. Porém até mesmo seu ideal de perfeição é alvo de ressalvas. Ela precisa provar para a companhia da qual faz parte que é capaz de incorporar tanto o cisne branco quanto o cisne negro, na nova versão de O Lago dos Cisnes que está sendo montada e que promete apresentar um novo talento após a saída da até então rainha da companhia.

Natalie Portman, luminosa, carrega toda a pressão e sofrimento da personagem em uma silhueta raquítica. Tudo nela é frágil e vulnerável, do tom de voz aos tímidos e medrosos olhares. O restante do elenco, em contrapartida, rivaliza pelo posto de mais ameaçador. Todos intensificam a sensação de que Portman está prestes a quebrar, como uma boneca de porcelana.

Nina é um personagem trágico e Aronofsky levará isso às últimas consequencias, ou seja, ao palco, onde o artista morre para dar vida a outro ser, muito maior e importante naquele espaço físico e temporal. O artista é trágico por definição , substituível e descartável, uma vez que está ali apenas como um meio para um fim. É o que acontece com a rainha da companhia, que deposta de seu trono, começa a ser consumida por vaidade e egoísmo.

O agravante aqui é que Nina é muito mais menina do que mulher. Do seu quarto, em tons de rosa e repleto de bichos de pelúcias, até a maneira submissa com que acata qualquer decisão da mãe, tudo leva crer que a moça de 28 anos ainda não completou sequer uma década de vida. E é logo dessa criança em corpo de mulher que será exigido a dolorosa mutação.

Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós! Não se esqueça de avisar nos comentários para que eu possa incluí-lo na lista dos participantes!

São eles: Hally Rocker do Mode On/Off, Renata Becker do Oui, Madame, André "Hipotermia" SobreiroÉrica LopesLilian do Lá no Cafofo, Ana do Organizando o Caos, Larissa Bohnenberger do O Elemento Fogo, Marcos Rodrigo do Eh Bien..., Evy do Pensamentos Perdidos, Juli_Chan do Hitomi Nyu, Cássia Alves do Busca de Sentidos, Regiane do Pequenas Coisas da Rê, Kel Sodré do Armário de Coisinhas, DaniSohDani do Só Lendo, Marcos Freitas do Passageiro do Mundo, Natalia Máximo do Caleidoscópio Dental, Mah Kaori do MahMind, Rafaela Marinho do Meus Vários Mundos, Janna do Livros Pura Diversão, Cintia Ribeiro do Free To Be Me, Nilza Borba do Pele sem Flor, Ana Carolina do Seis Milênios, Nita do Falando sobre LivrosSam Shiraishi do A Vida Como A Vida Quer, Nara do Minha Fábrica de Sonhos, Camila Batista do It's not too LateNeyara do Capsula de Banca, Lila Ricken do A Luz Difusa do Abajur Lilás, Letícia do A Garota e Seus Livros, Eve Ramos do Coisinhas, Mog do Mog Universitária... vai comentando aí (com o link, please) que eu vou colocando aqui!

sábado, 5 de novembro de 2011

Os Três Mosqueteiros

Assisti na semana passada ao filme “Os Três Mosqueteiros”. Confesso que não é o estilo de filme que me motiva a ir ao cinema, mas acabei sendo convencido pela companhia, programas não são apenas motivados pelo local e sim por quem está com a gente. Não gosto muito de ir ao cinema sozinho, pois se o filme for ruim, não tenho com quem reclamar e se o filme for bom, não tenho com quem comentar.

Sobre o filme “Os Três Mosqueteiros”, acabei me surpreendendo, o filme é ótimo. Não assisti a tão comentada versão 3D, o grande diferencial do filme, mas mesmo sem a tecnologia, achei tudo fantástico.

O Filme conta a história de Athos, Porthos, Aramis e D'Artagnan. D'Artagnan vai a Paris buscando se tornar membro do corpo de elite dos guardas do rei, os mosqueteiros. Em Paris, D’Artagnan, jovem esquentado, de pavio curto, consegue marcar duelos com o três mosqueteiros, sem saber que se tratava dos mosqueteiros. Depois de um embate em que os quatro se unem para enfrentar os guardas do Cardeal Richelieu (Christoph Waltz em mais um papel de vilão caricato), o grupo está formado e vem a famosa frase "Um Por Todos e Todos Por Um".

O Rei Luis XIII (Freddie Fox) é um adolescente bobão e mimado, que só pensa em roupas. Sua esposa, a Rainha Anne (Juno Temple) não tem um caso com o Duque de Buckingham (Orlando Bloom) - insinua-se algo nos seus passados, mas agora ela aparentemente só quer ser fiel ao seu rei. Cabe então a Richelieu arquitetar uma forma de Milady (Milla Jovovichmais Pin-up do que nunca) roubar um colar do cofre da Rainha e colocá-lo sob os domínios de Buckingham, traição que levaria França e Inglaterra a uma nova guerra, em que alguém mais experiente - o próprio Richelieu - deveria comandar o país.

Os três Mosqueteiros não é o tipo de filme que lembraremos daqui alguns anos, mas recomendo, com certeza serão bons momentos de entretenimento.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Assista “Contracorrente” e ganhe VIP para a The Week

Nesta sexta, 08 de abril, o longa-metragem peruano “Contracorrente”, de Javier Fuentes-León estreia em salas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Quem for assistir às sessões nesta sexta (08) ou no sábado (09) pode guardar o ticket do cinema e mostrar na portaria da The Week, em São Paulo e no Rio de Janeiro, para curtir a noite VIP.

O filme conta a história de Miguel (Cristian Mercado), um homem respeitado na vila de pescadores onde vive com a sua esposa Mariela (Tatiana Astengo), que está grávida do primeiro filho do casal. Embora viva bem com a sua esposa, Miguel tem um caso extraconjugal com o artista forasteiro, Santiago (Manolo Cardona), chamado pelas costas pelo povo do vilarejo de “Príncipe Encantado”. Quando a história ganha um rumo sobrenatural, Mariela começa a questionar Miguel, que eventualmente terá que decidir se é homem o suficiente para assumir a sua sexualidade.

Mais do que uma história de uma de amor entre dois homens em meio ao preconceito velado de uma sociedade conversadora e religiosa, contracorriente é um filme que fala de superação e humanidade. Todos os gays que vivem em sociedades ou famílias conservadoras, já viveram um pouco de contracorriente, já se sentiram presos numa sociedade preconceituosa, que não enxergam nada além dos costumes aprendidos e repetidos ao longo dos anos.

Ser “viado” (como diz no filme) é coisa pra homem. Assumir a sua sexualidade e enfrentar a tudo e a todos não é para qualquer um. Existem muitos casos de héteros mal casados, que são infelizes e por sua vez fazem de suas famílias infelizes, por não terem sidos machos o bastante para assumirem que são gays. Vencer o seu próprio preconceito não é para qualquer um, se deitar com outro homem não é assumir um lado feminino, mas é ressaltar a masculinidade que muitos machos que pagam de homofobicos para amigos tentam esconder. Contracorriente é um pedido de libertação para a dignidade humana e sexualidade plena.

Além dos diversos prêmios em importantes festivais internacionais como o Sundance Film Festival e o Miami International Film Festival, em ambos premiado pelo público, o filme foi escolhido para abrir o 18º Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual, e levou o Coelho de Prata para Melhor Longa-Metragem, também por consagração popular.

Seviço:
São Paulo Unibanco Arteplex Frei Caneca - Sala 5 - 14h40, 17h, 19h20 e 21h40
Reserva Cultural - Sala 4 - 13h10, 19h40 e 21h40

Rio de Janeiro Unibanco Arteplex Botafogo - Sala 3 - 14h, 16h30, 19h e 21h30

terça-feira, 22 de março de 2011

Meu Irmão é Filho Único

Ontem assisti ao filme “Meu Irmão é Filho Único”, uma adaptação do livro do livro II fasciocomunista, de Antonio Pennachi. Comecei a vê-lo sem grandes espectativas e no final a história me arrebatou. O longa conta a história dos  irmãos Accio (Elio Germano) e Manrico (Riccardo Scamarcio), que cresceram numa pequena cidade italiana durante as décadas de 60 e 70, contrapunham-se politicamente, mas eram apaixonados pela mesma mulher.

Dirigido por Daniele Luchetti, o longa acompanha a vida desses irmãos ao longo de 15 anos através das conturbações e reviravoltas da tumultuada história sóciopolitica da Itália. O filme mostra as mudanças de postura, discussões e a inevitável separação dos irmãos por causa de seus rumos até, claro, o reencontro promovido pela sabedoria da idade. Com o tempo, eles percebem a verdadeira essência não apenas de suas diferenças, mas de suas semelhanças.

Com o pano de fundo de uma Itália conturbada por lideranças de movimentos ideologicos distintos, o filme conta a história de conflitos familiares e sentimentos de dois irmãos que não sabem lidar com suas diferenças através do diálogo tranquilo ou da diplomacia respeitosa. São adeptos mesmo é dos bons e velhos métodos tradicionais de relacionamento fraternal: sopapos, pontapés e berros.

domingo, 6 de março de 2011

Cisne Negro

Semana passada, assisti com o meu amigo Eduardo o filme Cisne Negro. O filme conta a história de Nina, uma bailarina que confunde dedicação com obsessão, que não enxerga limites para conseguir o que quer, ou seja, ser perfeita. Porém até mesmo seu ideal de perfeição é alvo de ressalvas. Ela precisa provar para a companhia da qual faz parte que é capaz de incorporar tanto o cisne branco quanto o cisne negro, na nova versão de O Lago dos Cisnes que está sendo montada e que promete apresentar um novo talento após a saída da até então rainha da companhia.

Natalie Portman, luminosa, carrega toda a pressão e sofrimento da personagem em uma silhueta raquítica. Tudo nela é frágil e vulnerável, do tom de voz aos tímidos e medrosos olhares. O restante do elenco, em contrapartida, rivaliza pelo posto de mais ameaçador. Todos intensificam a sensação de que Portman está prestes a quebrar, como uma boneca de porcelana.

Nina é um personagem trágico e Aronofsky levará isso às últimas consequencias, ou seja, ao palco, onde o artista morre para dar vida a outro ser, muito maior e importante naquele espaço físico e temporal. O artista é trágico por definição , substituível e descartável, uma vez que está ali apenas como um meio para um fim. É o que acontece com a rainha da companhia, que deposta de seu trono, começa a ser consumida por vaidade e egoísmo.

O agravante aqui é que Nina é muito mais menina do que mulher. Do seu quarto, em tons de rosa e repleto de bichos de pelúcias, até a maneira submissa com que acata qualquer decisão da mãe, tudo leva crer que a moça de 28 anos ainda não completou sequer uma década de vida. E é logo dessa criança em corpo de mulher que será exigido a dolorosa mutação.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Meu Filme Preferido em 2010

Quando me identifico com algo, espero sempre com muita ansiedade e assim foi com o filme “Como Esquecer”, com Ana Paula Arósio, Murilo Rosa e Natalia Lage, com direção de Malu de Martino. Outro fator que me levou a uma identificação imediata com o filme, foi o fato de, na época, também estar no processo de "Como Esquecer". Em muitos momentos me senti Júlia (Ana Paula Arósio), em outros me senti Hugo (Murilo Rosa) e assistindo ao filme, também me senti Lisa (Natália Lage), me identifiquei com as três personagens, remetendo as cenas do filme com a realidade de minha vida.

O filme conta a história de Júlia (Ana Paula Arosio), uma professora de literatura inglesa, que luta para reconstruir sua vida depois de viver uma intensa e duradoura relação amorosa com a enigmática Antônia. Hugo (Murilo Rosa), seu grande amigo, também gay, é quem tira Júlia do seu isolamento e tenta trazê-lá de volta à vida. A história aborda o abandono de relações afetivas por três óticas: a de Júlia ao ser abandonada por sua companheira Antônia, a de Hugo ao perder seu grande amor vitima de câncer e a de Lisa ao ser abandonado pelo seu namorado ao descobrir que a mesma estava grávida.

Unidos por conta de uma dor em comum e para suprir as necessidades financeiras que tais rompimentos geraram em suas vidas, Júlia, Hugo e Lisa decidem dividir a mesma casa, uma saída para se apoiarem financeiramente. Hugo, fazendo um papel de pai na casa, tenta de todas as formas colocar Júlia para fora do abismo chamado "fim do amor". Na verdade, vejo a situação de Hugo de forma mais confortável que a de Júlia e Lisa, Hugo perdeu o seu grande amor, assim como ambas, mas perdeu quando seu companheiro foi vencido pela morte, não foi abandonado, foi deixado por alguém que lutava pela vida e o amava.

O filme procura responder "o que é o contrário do amor?" Acredito em um sentimento único. Sempre seremos amados e odiados pelo mesmo motivo, partindo dessa premissa, defendo que o contrário do amor é a ausência desse sentimento, o ódio, assim como o preto e o branco que se dá pela ausência e pela mistura de todas as cores. O término de um relacionamento afetivo, não precisa necessariamente se dar pelo ódio, mas sim por um termo intermediário, pela apatia, quando duas pessoas adultas e bem resolvidas chegam a conclusão que aquela história acabou e se separam, sem a necessidade de machucar um ao outro, provar que está bem se mostrando com outras pessoas e fazer da sua "felicidade" a infelicidade do outro.

Costumo dizer que a dor de um rompimento afetivo é comparado com a dor da perda de um ente querido, só que com o agravante daquela pessoa que é a motivação do nosso amor, estar viva e por um motivo qualquer, muitas das vezes inerente a vontade de ambos, decidiu seguir outros caminhos. Essa é a dor de Júlia e Lisa, a dor da morte em vida, a dor de ver o seu grande amor as rejeitando, colocando um ponto final numa história que pelo menos em uma das partes existia amor para recomeçar.

Assim como Júlia, depois do término de uma relação, todos precisam de um tempo para recolher os cacos que ainda estão no chão e avaliar o que sobrou. Depois de nos levantarmos de uma queda promovida pela ruptura de um amor, temos que primeiramente reaprender a nos amar primeiro, para depois amarmos outras pessoas. Só podemos dar aquilo que temos e como vamos amar um terceiro se o nosso amor próprio ainda está comprometido. Voltar a amar depois da rejeição, não é uma tarefa fácil. Encontrar motivos para ir além e dar outras oportunidade para nos mesmo, é uma superação diária.



#MemeDasAntigas – Um Inventário de 2010.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Contracorriente Emociona na Abertura do Festival Mix Brasil de Cinema

Ontem fui na abertura do 18º Festival Mix Brasil de Cinema. O evento foi um sucesso, a sala do CineSesc Augusta ficou pequena para comportar a quantidade de pessoas que estavam prestigiando o evento. Na abertura, foi apresentado o filme “Contracorriente”, do peruano Javier Fuentes León, que estava presente na exibição. Foi o primeiro filme peruano que assisti e confesso que fiquei tocado com a qualidade da fotografia, que ressaltou a beleza da costa peruana e a qualidade do cinema daquele país.

Contracorriente é o primeiro longa de Javier Fuentes León, que estreará no Brasil no ano que vem com distribuição da produtora Festival Filmes. Recomendei o filme para uma amiga, que ficou empolgadíssima, mas depois, conferindo a programação do festival, notei que o filme só foi exibido na ocasião da abertura, uma pena. Por diversas vezes o público aplaudiu o filme, confirmando a escolha assertiva da produção do Festival em abrir o evento com o filme peruano.

O filme conta a história de Miguel (Cristian Mercado), um homem respeitado na vila de pescadores onde vive com a sua esposa Mariela (Tatiana Astengo), que está grávida do primeiro filho do casal. Embora viva bem com a sua esposa, Miguel tem um caso extraconjugal com o artista forasteiro, Santiago (Manolo Cardona), chamado pelas costas pelo povo do vilarejo de “Príncipe Encantado”. Quando a história ganha um rumo sobrenatural, Mariela começa a questionar Miguel, que eventualmente terá que decidir se é homem o suficiente para assumir a sua sexualidade.

Mais do que uma história de uma de amor entre dois homens em meio ao preconceito velado de uma sociedade conversadora e religiosa, contracorriente é um filme que fala de superação e humanidade. Todos os gays que vivem em sociedades ou famílias conservadoras, já viveram um pouco de contracorriente, já se sentiram presos numa sociedade preconceituosa, que não enxergam nada além dos costumes aprendidos e repetidos ao longo dos anos.

Ser “viado” (como diz no filme) é coisa pra homem. Assumir a sua sexualidade e enfrentar a tudo e a todos não é para qualquer um. Existem muitos casos de héteros mal casados, que são infelizes e por sua vez fazem de suas famílias infelizes, por não terem sidos machos o bastante para assumirem que são gays. Vencer o seu próprio preconceito não é para qualquer um, se deitar com outro homem não é assumir um lado feminino, mas é ressaltar a masculinidade que muitos machos que pagam de homofobicos para amigos tentam esconder. Contracorriente é um pedido de libertação para a dignidade humana e sexualidade plena.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

François Sagat é Destaque no 18º Festival Mix Brasil de Cinema

O 18º Festival de Mix Brasil de Cinema começa hoje (11/11) no CineSesc Augusta, com coquetel de abertura e apresentação do filme ““Contracorriente”, de Javier Fuentes-León, às 21hs, apenas para convidados do Festival. O filme “Contracorriente” faturou o Audience Award no Sundance Film Festival e no Miami Film Festival, em 2010. A abertura contará com a presença de Fuentes-León que virá ao Brasil especialmente para a abertura do festival.


Outro grande destaque no Festival é a exibição do filme “L.A. Zumbi”, de Bruce La Bruce. O filme terá uma
sessão especial no “cinemão” Cine Don José, no centro da capital, no dia 12 de novembro, às 21h. O ator François Sagat, protagonista do longa e astro do cinema pornô gay, estará nesta sessão especial a convite dos organizadores do Festival.


O Mix Brasil exibirá mais de uma centena de filmes, incluindo curtas-metragens caseiros, que serão submetidos ao júri popular comandado por Marisa Orth, na 11ª edição do tradicional Show do Gongo. Os interessados poderão se inscrever até às 18h no balcão de credenciamento no dia do evento, 16 de novembro. As gongadas começam às 21h. 

O público também poderá escolher seus preferidos nas categorias Melhor Longa, Melhor Documentário e Melhor Curta-Metragem (brasileiro e estrangeiro) que também receberão o troféu prateado. O “Troféu Ida Feldman” premiará a personalidade que mais se destacar durante o evento. Os filmes da mostra competitiva também serão elegíveis ao “Premio Aquisição Canal Brasil” com prêmio no valor de R$ 15 mil.


O Panorama Internacional, seção do evento dedicada à exibição de novos longas-metragens que estão circulando em festivais internacionais de cinema e no circuito GLBT, apresenta filmes como “Homem no Banho”, de Christophe Honoré. Esta é outra oportunidade para o público conferir François Sagat na tela grande e pessoalmente. Na noite dedicada às meninas, 17, elas poderão conferir a pré-estreia brasileira do longa de arte erótico “Quarto em Roma”, do espanhol Júlio Medem, estrelado por Elena Anaya, a estrela do novo filme de Almodóvar.


No dia do encerramento, 18 de novembro, acontece a cerimônia de premiação desta edição, às 21h, no Cinesesc. Na ocasião, será projetado o filme de Dennis Todoroovic, Sasha, que conta a história de um menino que se apaixona pelo professor de piano, provocando a rejeição de sua família conservadora. Depois que acontecer em São Paulo, o Mix Brasil segue para o Rio de Janeiro, onde começa no dia 26 de novembro.

Veja a programação completa no site do Mix Brasil.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Como Esquecer

Ontem fui ao cinema com o meu amigo Hélio. Conheço o Hélio há mais de 12 anos, um amigo de longa data. Ele trabalhava numa empresa que presta assessoria para a empresa dos meus pais e com os constantes contatos profissionais que estabelecemos, nos tornamos grandes amigos. Assistimos ao filme "Como Esquecer", com Ana Paula Arósio, Murilo Rosa e Natália Lage. O filme está participando da Mostra de Cinema de São Paulo.

Esperei esse filme com muita ansiedade, até pelo fato do meu blog ter participado de uma rede de mídias gays que apoiaram a produtora na divulgação do filme, fato que aumentou ainda mais a minha ansiedade. Outro fator que me levou a uma identificação imediata com o filme, foi o fato de também estar no processo de "Como Esquecer". Em muitos momentos me senti Júlia (Ana Paula Arósio), em outros me senti Hugo (Murilo Rosa) e ontem, assistindo ao filme, também me senti Lisa (Natália Lage), me identifiquei com as três personagens, remetendo as cenas do filme com a realidade da minha vida.

Confesso que esperava mais da produção. Esperava uma Júlia mais indignada, mais revoltada com o fato de ter sido abandonada pelo seu grande amor, esperava mais sofrimento. O filme é sofrimento do começo ao fim, mas faltou uma profundide a mais na questão. A história aborda o abandono de relações afetivas por três oticas: a de Júlia ao ser abandonada por sua companheira Antônia, a de Hugo ao perder seu grande amor vitima de cancêr e a de Lisa ao ser abandonado pelo seu namorado ao descobrir que a mesma estava grávida.

Unidos por conta de uma dor em comum e para suprir as necessidades financeiras que tais rompimentos geraram em suas vidas, Júlia, Hugo e Lisa decidem dividir a mesma casa, uma saída para se apoiarem financeiramente. Hugo, fazendo um papel de pai na casa, tenta de todas as formas colocar Júlia para fora do abismo chamado "fim do amor". Na verdade, vejo a situação de Hugo de forma mais confortável que a de Júlia e Lisa, Hugo perdeu o seu grande amor, assim como ambas, mas perdeu quando seu companheiro foi vencido pela morte, não foi abandonado, foi deixado por alguém que lutava pela vida e o amava.

Costumo dizer que a dor de um rompimento afetivo é comparado com a dor da perda de um ente querido, só que com o agravante daquela pessoa que é a motivação do nosso amor, estar viva e por um motivo qualquer, muitas das vezes inerente a vontade de ambos, decidiu seguir outros caminhos. Essa é a dor de Júlia e Lisa, a dor da morte em vida, a dor de ver o seu grande amor as rejeitando, colocando um ponto final numa história que pelo menos em uma das partes existia amor para recomeçar.

Assim como Júlia, hoje preciso de um tempo para recolher os cacos que ainda estão no chão e avaliar o que sobrou de mim. Depois de nos levantarmos de uma queda promovida pela ruptura de um amor, temos que primeiramente reaprender a nos amar primeiro, para depois amarmos outras pessoas. Só podemos dar aquilo que temos e como vamos amar um terceiro se o nosso amor próprio ainda está comprometido. Voltar a amar depois da rejeição, não é uma tarefa fácil. Encontrar motivos para ir além e dar outras oportunidade para nos mesmo, é uma superação diária.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Estreia nos Cinemas o filme Como Esquecer

Estreia hoje nos cinemas, o longa "Como Esquecer", da diretora Malu de Martino, que fala sobre o rompimento de um casal homossexual. No filme, baseado no livro "Como Esquecer - Anotações Quase Inglesas", de Myriam Campello, Ana Paula Arósio é Júlia, uma professora de literatura inglesa que tem de lidar com o fim de seu relacionamento de 10 anos com a Antônia. Para superar a perda, ela conta como apoio do seu melhor amigo, Hugo, interpretado por Murilo Rosa, que também perdeu o companheiro, vítima de um câncer.

"Qual é o contrário do amor?" É a pergunta que Júlia tenta responder ao longo do filme. Mal-humorada, dura, ríspida, ela evita todas as soluções comuns que se seguem a um rompimento amoroso, como sair com amigos e frequentar novos lugares. Ela não evita a dor. Ao contrário, tenta vivê-la intensamente, senti-la na pele, para tentar compreendê-la.

Assim como Júlia, também tento responder "Qual é o contrário do amor?" e me encontro com várias respostas, até pelo fato da amplitude de tal sentimento. Talvez Antônia descobriu antes de Júlia a resposta para tal pergunta, ou talvez não. Fato é: nem sempre quem abandona a "pessoa amada" é um agressor, muitas das vezes quem decide colocar um ponto final na relação já sofreu todo o processo do desapego, viveu o seu luto em silêncio, perdendo o amor aos poucos e não obtendo forças para continuar, caso contrário, não era amor de forma bilateral.

Rompimentos como o de Júlia e Antônia, de forma brusca e cruel, são comuns. Fico pensando: o que motiva algo tão agressivo? A dor do rompimento de uma relação afetiva é tão forte como a dor de perder um ente querido, só que com o agravante de sabermos que tal pessoa está viva e que por diversos motivos decidiu viver outros amores. Muitas das vezes, superar a morte de um ente querido é mais fácil do que superar o rompimento de uma relação afetiva. É a morte em vida.


Concurso Cultural - Como Esquecer

O Blog Passageiro do Mundo em parceria com o filme "Como Esquecer" quer te levar ao cinema e para isso disponibilizamos 25 ingressos. Para concorrer, basta responder a pergunta "Qual é o contrário do amor?". As respostas devem ser enviadas pelos comentários e abaixo da resposta é necessário deixar um email para contato.

As melhores respostas serão divulgadas no dia 20/10/10 e os contemplados deverão retirar os ingressos no Casarão Brasil, que se localiza na Rua Frei Caneca, 1057 - São Paulo - SP. Para conhecer melhor os projetos do Casarão Brasil, acesse o site http://www.casaraobrasil.org.br/.