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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O Trio de Muhammed

Existem algumas regras de conduta para pegação virtual que, se seguidas a risca, evitam muitos desconfortos. As mais eficientes são a "cutuca que te cutuco" e a "curta que eu curto". A probabilidade de incômodos na paquera, com a aplicação dessas regras, é quase nula.

João Vitor, experiente no ambiente virtual, aplicou as duas técnicas conjuntas com Muhammed. Meia hora depois Muhammed já havia retribuído a cutucada e as curtidas. Sem pensar duas vezes João Vitor já enviou um "olá" por mensagem instantânea e sem ter tempo de fechar a janela de bate papo, já visualizou a notificação que Muhammed estava respondendo.

Muhammed era um refugiado Sírio. Veio para o Brasil por conta de divergências políticas e sociais. Como se não bastasse a sua família ser de oposição ao Governo, Muhammed também era gay e teve que fugir do seu país para não ser morto.  João Vitor era filho de baiano com uma pernambucana, tinha uma testosterona natural dos nordestinos, mesmo nascendo em São Paulo, tinha calor correndo pelo sangue.

As conversas fluíram muito rápido, Muhammed prezava pela boa comunicação, além de ser muito desconfiado, talvez pelo fato de ter fugido de um país, onde vizinhos e familiares poderiam se revelar como o seu mais cruel inimigo.

Muhammed e João Vitor foram se conheceram no Parque do Ibirapuera. Parecia um sonho para Muhammed, finalmente ele estava em paz, seguro e com alguém que ele poderia amar. No final daquela tarde, depois de caminharem de mãos dadas pelo parque e tomaram sorvete, envolvidos pela vista do pôr do sol proporcionada pelo lago, Muhammed pediu João Vitor em namoro. João Vitor não disse sim, mas também não disse não, apenas respondeu com um beijo e disse que ele era um dos seus melhores presentes.

Foi numa das infinitas conversar que tudo ruiu, ou quase ruiu. Muhammed perguntou para o João Vitor se ele já tinha feito "trio". João Vitor sem entender o questionamento, pediu explicações, até descobrir que o "trio" se tratava de "sexo à três". João Vitor pensou em responder qualquer coisa, mas optou pela sinceridade e disse "sim". Muhammed desolado respondeu que era difícil achar alguém sério no Brasil e que todo mundo já havia feito "trio".

A imagem do "trio" não saia da cabeça de Muhammad, como ele poderia amar uma pessoa que já fez "trio"? João Vitor tentou argumentar, disse que tudo o que ele viveu o transformou naquele homem que o amava, mas Muhammad estava convicto de que homem que faz "trio" não era homem para ele.  

João Vitor fez uma proposta para Muhammed e sugeriu um último encontro e se após este encontro a imagem do "trio" ainda atormentasse a cabeça de Muhammed, cada um seguiria o seu destino e assim foi feito. 

Eles foram num motel, pois apesar de Muhammed ser resolvido, ele vinha de uma cultura muito reprimida, o sexo ainda não havia acontecido entre eles. Tudo foi louco e intenso, ambos transaram como duas cadelas no cio, parando apenas para tomarem banho e fumar um cigarro.  

Quando sairiam do motel, João Vitor perguntou se a imagem do "trio" havia saído da cabeça de Muhammed. Ele muito triste respondeu que não e que ambos deveriam ser apenas amigos. João Vitor não ficou triste, mas também não ficou alegre. Ele perdeu Muhammed, mas poderia pintar, quando chegasse em sua casa, um mapa de colorir afixado na parede do seu quarto, contornando as delimitações da Síria. A marcação seria num tom verde claro, mas a esperança de se tornar um verde escuro era muito grande

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

quarta-feira, 27 de março de 2013

Sinal de 'igual' vira símbolo viral da luta pelo casamento gay nos EUA

Um sinal matemático de "igual" virou nesta semana um símbolo viral da campanha pelo casamento gay nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que a Suprema Corte do país começa a debater o tema. 

O sinal foi lançado pelo grupo Human Rights Campaign e foi adotado como foto de perfil de usuários em várias redes sociais, como Facebook e Twitter. 

O logo é uma adaptação do símbolo tradicional do grupo, que geralmente tem um fundo azul com linhas amarelas.


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Militantes de Uganda precisa reunir assinaturas para barrar projeto que prevê pena de morte aos LGBT

O parlamento de Uganda pode aprovar uma lei brutal que pode implicar na pena de morte para a homossexualidade. Se eles fizerem isso, milhares de ugandenses podem ser executados ou condenados a prisão perpétua, apenas por serem gays.

Por iniciativa popular, essa lei já foi impedida antes e podemos nos mobilizar novamente. Depois de uma enorme manifestação global no ano passado, o presidente ugandense Museveni bloqueou o avanço da lei. Mas os distúrbios políticos estão crescendo em Uganda, e extremistas religiosos no parlamento estão esperando que a confusão e violência nas ruas distraia a comunidade internacional nesta segunda tentativa de aprovar essa lei feita de ódio. Temos que mostrar a eles que a comunidade internacional está atenta.

Mão temos tempo a perder. Temos que reunir mais de 1 milhão de assinaturas contra a terrível lei que afronta não só a comunidade LGBT de Uganda, mas toda a comunidade LGBT do Mundo. Nas próximas 24 horas, militantes dos Direitos Humanos de Uganda entregará uma petição para que essa lei seja de uma vez por todas tirada da pauta dos legislativo daquele país.

Vamos ajudar nossos irmãos Ugandeses, assine a petição clicando aqui.

domingo, 26 de agosto de 2012

Igreja Católica ataca casamento gay na Escócia


Uma carta que crítica duramente os planos do governo da Escócia para legalizar os casamentos homossexuais foi lida neste domingo em 500 igrejas católicas do país.
A Igreja Católica, que se opôs à legalização do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo que o governo nacionalista escocês pretende aprovar este ano, encorajou seus fiéis a "rebelar-se" contra o que considera uma "redefinição do casamento".
A carta fala da "profunda decepção" com os planos do governo e pede aos políticos que "apoiem o casamento em vez de destruí-lo".
O cardeal O''Brian, máxima autoridade da Igreja Católica na Escócia, que descreveu recentemente o casamento gay como "uma subversão grotesca de um direito humano universalmente aceito", disse hoje que com esta carta se pretende convencer os políticos que "redefinir o casamento seria um erro".
No texto se sustenta que "o ensinamento da Igreja sobre o casamento é inequívoco e único, a união de um homem e uma mulher, e por isso é um erro que os governos, políticos e Parlamentos busquem destruir ou alterar essa realidade".
O governo escocês deve aprovar neste ano uma lei que permitirá a partir de 2015 os casamentos civis entre homossexuais.
Os casais do mesmo sexo podem optar atualmente na Escócia pelas uniões civis que oferecem o mesmo tratamento legal que o casamento em termos de heranças, pensões, seguros de vida, manutenção das crianças, direitos de próximos e de imigração.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Virada Cultural

Não fui em nenhuma das edições anteriores da Virada Cultural, sempre olhei o evento com ressalvas, por achar que era uma aglomeração de baderneiros, um atentado a ordem pública. Na 7º edição recebi acessos a área vip de todos os palcos, então fui. Foi um incentivo para conferir as programações do evento.

No  sábado, mais andei do que curti. Fui no palco da Vieira de Carvalho, depois me encontrei com amigos no palco da Praça da República e fomos para a apresentação de opera no Pátio do Colégio. No caminho, passamos pelo piano na praça, por shows de mágicas e contadores de história. Do viaduto do chá, observei um ringue de luta livre, o palco em homenagem aos Beatles e o palco do Vale do Anhangabaú, que estava super lotado, uma aglomeração de pessoas bem superior ao do show da Feira Cultural da Parada Gay.

Voltamos para o palco do Arouche, na volta passamos pelo Largo São Francisco, onde havia uma pista de música eletrônica, o DJ estava alocado na varada da escola de direito. As ruas eram uma versão ampliada da Augusta, um lugar que aglomerava todas as tribos, todos em paz, sem confusões. Quando passamos em frente a prefeitura, o grupo que estava protestando contra o Kassab, um protesto isolado, já não estava mais. O grito de ordem era “Kassab, filho da puta, essa cidade não precisa de você”.  Sou favorável a todo e qualquer tipo de manifestação, mas quando a mesma incita a violência ou tem caráter depreciativo, ela perde o seu valor.

No palco do Arouche, Rita Cadilac estava improvisando, pois houve um problema técnico e o Ritchie não poderia entrar no palco até que o mesmo fosse solucionado. Vencida pela falta de conteúdo, ela começou a chamar o público para se apresentar e o palco do Arouche se transformou num show de calouros. Após o problema solucionado, Ritchie tomou o palco e meus amigos foram embora. Marquei com outros amigos para curtir uma balada, mas quando fui entrar, fui avisado que a balada estava vazia. Achei melhor ir embora e curtir a programação de domingo.

Havia me programado para assistir aos shows de Paulo Miklos, Frejat, Blitz e RPM, acordei tarde e perdi a apresentação do Paulo Miklos, então fui direito para o palco principal da Virada, o palco Júlio Prestes. Do inicio da Rua Mauá, já dava para ouvir o Frejat se apresentando, me apresei, mas não consegui entrar pelo lado direito da área Vip, tive que contornar o palco, movimentação que durou uns 15 minutos, devido ao excesso de pessoas. No caminho, conheci um casal que também estava indo para a outra entrada do palco, fizemos amizade e ficamos curtindo e bebendo juntos durante todo o show.

O show do Frejat foi o melhor. Cantou várias músicas da época do Barão Vermelho e fez algumas homenagens ao Cazuza. Frejat deixou o palco sendo ovacionado pelo público. Aproveitamos o intervalo para buscar mais bebidas. O show do Blitz também fui super animado, mas nada comparado ao Frejat. No intervalo buscamos mais bebidas. O RPM deixou a desejar, as melhores músicas não foram apresentadas, pois eles queriam apresentar as músicas novas. O encerramento deveria ter ficado por conta do Frejat, o melhor show da Virada Cultural.

Que venham outras “Viradas”. A ideia pode até ter sido inspirada nas “Noites Brancas”, que ocorrem em Madri, Roma e Paris, mas como tudo que temos no Brasil é grandioso por natureza, a nossa Virada Cultural se tornou o maior evento de cultura do Mundo e isso é um motivo de orgulho para todos os Brasileiros. Não existe nenhum outro evento em São Paulo mais democrático e inclusivo do que a Virada Cultural, com programação para todas as tribos, que por 24 horas convivem pacificamente em nome da cultura.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Os Filhos que Geramos

Assim como está amplamente sendo especulado pela mídia, eu também estou inquieto quanto a motivação do massacre ocorrido no dia de ontem em uma escola pública no Realengo, Rio de Janeiro.

Wellington Menezes de Oliveira tinha 23 anos e morava sozinho. Ultimamente tinha hábitos estranhos e andava de preto. O mundo dele era internet e gostava de jogos: diz um vizinho na TV. E antes do ataque deixou carta com teor religioso. Considerado tranquilo e tímido matou mais meninas do que meninos - o que pode demostrar um perfil psicológico de alguém que já sofreu rejeição por mulheres.

Ninguém opta pelo descaso, ninguém é reservado por mero capricho. Não estou defendendo Wellington, muito menos validando a sua atitude, apenas quero chamar a atenção que o Wellington também era um “brasileirinho” que teve a sua vida interrompida. Assim como das vitimas que ele brutalmente assassinou, os seus sonhos também foram enterrados e interrompidos. E qual é a parte que nos toca? Nos, como sociedade organizada, em que momento criamos o Wellington e quantos Wellingtons Brasil afora estamos criando?

Um dia depois do massacre na escola, surgem indícios de que o bullying é um dos fatores contribuintes para o crime. Colegas de classe afirmaram que Wellington Menezes, ex-aluno da escola Tasso da Silveira, era vítima de bullying e que um colega chegou a fazer a macabra previsão de que um dia ele "mataria muita gente". Do fato que ganhou manchetes em jornais do Mundo inteiro, podemos destacar que Wellington era virgem, algo pouco comum para um jovem de 23 anos e que o seu alvo eram mulheres. Talvez uma rejeição sexual ou até mesmo a sua introspecção na vida social, desencadeou tudo isso.

A escola tem um caráter sociabilizador e é dever da mesma criar mecanismos que promovam as trocas de relações sociais. Não devemos procurar culpados para o que aconteceu, mas temos sim que levantar uma discussão e analisarmos onde foi que a sociedade errou. Qual o papel que familiares, amigos e sociedade civil deveria desenvolver para que crimes tão cruéis como esse sejam evitados.

O caso do massacre do escola no Realengo me vez lembrar o caso do adolescente americano que se suicidou por conta do bullying que vinha sofrendo. Tyler Clementi tinha 20 anos, era estudando e violinista, morava no dormitório de uma faculdade no Estado de Nova Jersey. Ele dividia o quarto com Dharum Ravi, para quem pediu um pouco de privacidade. Ravi saiu, mas deixou uma webcam ligada, gravando tudo o que acontecia no quarto, com as imagens sendo exibidas ao vivo por um site de internet. As imagens gravadas mostravam Tyler beijando outro homem.

No Twitter, Dharun assumiu a autoria do vídeo e publicou no dia 19 de setembro a mensagem “Eu o vi transando com outro cara”, referindo-se a Tyler Clementi, seu colega de quarto. Três dias depois, humilhado e com sua orientação sexual exposta, Tyler colocou uma mensagem em sua página do Facebook que dizia “jumping off gw bridge sorry” (saltando da ponte george washington sinto muito).

Tyler Clementi quando publicou no seu facebook que saltaria da ponte George Washington, estava decidido a morrer e não tinha mais nada a perder, na sua visão, tudo o que ele tinha, foi tirado com a propagação do bullying. A atitude de Tyler poderia ser outra, ele poderia entrar fortemente armado no campus da universidade e tirar a vida daqueles que tiraram sua privacidade e “dignidade”.

Nos Estados Unidos, uma campanha chamada "It gets better" - que em português significa: "Isso melhora", foi lançada no ano passado. Artistas da Brodway também aderiram a campanha e lançaram um clip que leva o mesmo nome da campanha. Em forma de música, eles dizem: "Quando você se sentir sozinho e o mundo se mostrar cheio de ódio, isso não é o fim".

A música diz: "Isso melhora, melhora, melhora/ a dor vai sumir, sumir, sumir /se você cair, apenas levante, levante, levante / porque existe um outro jeito / Isso melhora, melhora, melhora / o mundo fica mais leve, leve, leve / então, seja um lutador, lutador, lutador / apenas viva para ver esse dia.” Talvez faltou alguém ou faltaram políticas públicas aqui no Brasil para falar ao Wellington que “isso melhora, o mundo fica mais leve, então seja um lutador e apenas viva para ver esse dia.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Fim está Próximo

Fim

Eu existo para assistir ao fim do mundo.
Não há outro espetáculo que me invoque.
Será uma festa prodigiosa, a única festa.
Ó meus amigos e comunicantes,
tudo o que acontece desde o princípio é a sua preparação.

Eu preciso assistir ao fim do mundo
para saber o que Deus quer comigo e com todos
e para saciar minha sede de teatro.
Preciso assistir ao julgamento universal,
ouvir os coros imensos,
as lamentações e as queixas de todos,
desde Adão até o último homem.

Eu existo para assistir ao fim do mundo,
eu existo para a visão beatífica.

Murilo Mendes
Um novo alerta apocalíptico chegou ao País com um aviso: o fim pode estar mais próximo do que se imagina. Um grupo cristão dos Estados Unidos, com representantes em Belo Horizonte, está rodando o Brasil para divulgar a tese de que o juízo final está marcado para 21 de maio - e não para 2012, segundo a popular profecia feita pelos maias.

Com propagandas até nas traseiras de ônibus, evangélicos da Family Radio fazem malabarismo com números e datas da Bíblia para garantir que há provas de que o mundo vai acabar nos próximos meses. No Rio, um grupo vestido de branco circulou pelas ruas do centro com placas que alertavam para o fim do mundo. Há semanas, ônibus regulares circulam com os enigmáticos dizeres "21/05/2011: Deus vai trazer o dia do julgamento".

A previsão bíblica foi interpretada pelo americano Harold Camping, responsável pela Family Radio, que tenta emplacar um apocalipse pela segunda vez em sua carreira de profeta. Nos anos 1990, ele publicou um livro em que dizia haver "alta probabilidade" de Cristo voltar à Terra em 6 de setembro de 1994 para julgar os homens. Um grupo se reuniu em uma cidade da Califórnia para esperar o evento.

Em Diadema, uma família de fanáticos religiosos desapareceu desde o último dia 13 de março. Pedro José Dias, sua esposa, Antônia Aparecida Gomes e os dois filhos, Henrique Gomes Dias e Thais Gomes Dias, teriam até rasgado dinheiro e todos os documentos antes de partir para uma viagem em rumo ao arrebatamento.

Pedro se modificou há cerca de seis meses, depois que mudou de religião e teve acesso a um DVD sobre o fim dos tempos. "Convencido pelo irmão, Pedro se tornou evangélico e passou a frequentar cultos na Praça da Sé. Pedro e o irmão não frequentavam nenhuma igreja específica, porém eles estavam lendo muito a bíblia nos últimos dias antes do desaparecimento. O arrebatamento estava marcado para o dia 14 de março às 14h, conforme previsto por Roberto Carlos da Silva, um líder religioso.

Minha mãe costumavc ouvir uma música chamada "Ano 2000", de uma cantora evangélica, a Mara Lima, que diz que não chegaríamos a virada do milênio. Lembro que eu dizia: “Mãe, essa cantora vai passar tanta vergonha”. Estamos em 2011 e acredito que a música “Ano 2000” até hoje causa náuseas na cantora Mara Lima. Não acredito que o mundo irá acabar, mas se eu fosse Deus, já teria acabado com essa palhaçada a muito tempo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Barack Obama no Brasil

Sem cometer nenhuma gafe e rompendo a tradição do presidente brasileiro eleito visitar os EUA, o presidente Barack Obama visitou o Brasil nesse final de semana. Desde criança ouço que o Brasil é o país do futuro, se esse futuro chegou, ainda não sei. Existem muitos problemas que estão na ordem do dia e que não podem ser ignorados. De fato temos muito o que nos orgulhar. Temos um sistema financeiro complexo e que nos ajudou muito nas últimas crises mundiais e diante da situação que se encontra o Japão, podemos dormir tranquilos, pois quase toda a nossa energia produzida é limpa.

Num discurso unificador e com a preocupação de ressaltar os valores familiares, Obama se apresentou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Citou que o imperador Dom Pedro II foi o primeiro chefe de Estado a visitar os EUA. Citou a necessidade da ampliaçãoo do programa de intercambio entre o Brasil e EUA. Falou que sua segunda escolha para a sede dos jogos olimpicos foi o Rio de Janeiro e terminou o seu discurso citando Paulo Coelho: com a força do amor e da sua vontade, nós podemos mudar nosso destino, assim como o destino de muitos outros.

No discurso da presidente Dilma, ela foi direta em sua colocação e defendeu um assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, Obama desconversou e disse que o Conselho passará por reformas. Não acredito que essa visita trará retornos financeiros para o Brasil, mas ela entrará para a história, pois pela primeira vez um presidente americano vem ao Brasil, visitar um presidente eleito por iniciativa americana.

Não podemos ver os EUA superiores a nos, temos que tratar de igual para igual e é dessa forma que as negociações do Etanol estão se desenrolando. Depois da visita de George W. Bush ao Brasil, a relação entre os dois países se esfriaram, pois o interesse dos americanos está na nossa tecnologia para produção de Etanol a base de cana de açúcar, uma tecnologia superior a deles, que produzem etanol a base de milho. O Brasil tem defendido os nossos interesses e se não for viável para nós, não será a visita inesperada do homem mais poderoso do Mundo que nos fará ceder.

domingo, 27 de junho de 2010

Viva la Vida

Existem músicas que jamais deveriam parar de tocar, pois sua sinfonia toca diretamente no coração, trazendo paz, acalanto e harmonia, me sinto assim quando ouço Viva la Vida, é como se fosse um antidepressivo natural, sem receita médica, sem efeitos colaterais ou risco de super dosagem. Essa música já marcou a minha vida de tal forma, que acho pouco provável que um dia eu diga que existe uma outra música tão forte e tão impactante para mim.

Se no momento da minha morte, houver a falta de um epitáfio, usem apenas "Viva la Vida" e se faltarem palavras para expressar a dor, tristeza, angústia ou apatia que tal momento possa proporcionar, não digam absolutamente nada, mas deixem tocar "Viva la Vida", aliás, é o meu show, o show da vida que se finda ou inicia, ainda não tenho conceito formado para tal questão.

Certa vez, busquei pela internet a sua tradução e foi a validação de sua importância em minha vida. A letra é uma verdadeira poesia, que fala de poder, medo e decadência, que estão entre as maiores assombrações que vivemos neste mundo, uma letra triste, com uma melodia tocante, que me trás paz.

Viva la Vida

Eu costumava dominar o mundo
Mares se agitavam ao meu comando
Agora, pela manhã, durmo sozinho
Varro as ruas que costumava possuir

Eu costumava jogar os dados
Sentia o medo nos olhos dos meus inimigos
Ouvia como o povo cantava:
"Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!"

Um minuto eu detinha a chave
Depois as paredes se fechavam em mim
E percebi que meu castelo estava erguido
Sobre pilares de sal e pilares de areia

Eu ouço os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meu missionário em uma terra estrangeira
Por um motivo que eu não sei explicar
Quando você se foi não havia
Não havia uma palavra honesta
Era assim, quando eu dominava o mundo

Foi o terrível e selvagem vento
Que derrubou as portas para que eu entrasse
Janelas destruídas e o som de tambores
O povo não poderia acreditar no que me tornei

Revolucionários esperam
Pela minha cabeça em uma bandeja de prata
Apenas uma marionete em uma solitária corda
Oh, quem realmente ia querer ser rei?

Eu ouço os sinos de Jerusalém tocando
Os corais da cavalaria romana cantando
Seja meu espelho, minha espada e escudo
Meu missionário em uma terra estrangeira
Por um motivo que eu não sei explicar
Eu sei que São Pedro não chamará meu nome
Nunca uma palavra honesta
Mas, isso foi quando eu dominava o mundo

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Os Jogadores Mais Bonitos da Copa

Uma das revistas internacionais mais famosas, a “Cosmopolitan” publicou recentemente uma lista dos dez jogadores bonitos que estarão na Copa do Mundo da África do Sul. Os escolhidos foram votados graças aos seus rostos bonitos e corpos atléticos, que arrebatam os corações de homens e mulheres.

O meia Kaká é o único brasileiro presente na lista dos dez jogadores mais atraentes da Copa. O português Cristiano Ronaldo, estrela de muitos comerciais, também está entre os galãs. Dois italianos marcam presença na lista dos mais bonitos: Claudio Marchisio e Alberto Gilardino. O francês Thierry Henry também aparece entre os belos do Mundial de 2010. Carlos Bocanegra, dos Estados Unidos, Valon Behrami, da Suíça, Lucas Neil, da Austrália, Maarten Stekelenburg, da Holanda, e Bastian Schweinsteiger, da Alemanha, completam a seleção.


Valon Behrami, meia da Suíça.

Maarten Stekelenburg, goleiro da Holanda.

Lucas Neil, zagueiro da Austrália.

Kaká, meia e camisa 10 da seleção brasileira.

Thierry Henry, atacante da França.

Cristiano Ronaldo, meia-atacante de Portugal.

Claudio Marchisio, volante da Itália.

Carlos Bocanegra, zagueiro dos Estados Unidos.

Bastien Schweisteiger, meia da Alemanha.

Alberto Gilardino, atacante da Itália.

terça-feira, 18 de maio de 2010

+ Homofobia

A questão da homofobia coorporativa foi resolvida, porém, não foi aplicada a suspensão, e sim, uma demissão sem justa causa, apesar de ela merecer ser demitida por justa causa. Meus pais são empresários há mais de 15 anos e sempre adotaram como política a minimização de conflitos, a fim de evitar reclamações trabalhistas. Sabemos que por mais certa que seja a empresa, o ministério do trabalho sempre tem uma inclinação para o lado do empregado. Enfim, situação resolvida, entretanto é fantasia imaginar que a homofobia no Mundo está longo de ser extirpada.

Sábado, dia 15/05, dia que convidei amigos para sair e comemorar os meus 29 anos, eu fui ameaçado de morte. A situação foi tão inesperada, que quase estragou a confraternização, mas fui mais forte, aliás, fomos, pois o Douglas também foi ameaçado e a situação dele foi e ainda é muito mais delicada que a minha, porém, prefiro não comentar sobre o ocorrido com o Douglas e centrar apenas na minha versão da história. Ficamos mutio chateado com o ocorrido, a ponto do Douglas não querer mais me acompanhar na confraternização, só depois de muita conversa, convenci o Douglas a ir no “O Gato”, onde nos reunimos com aproximadamente 30 amigos que fizeram da comemoração de 2010, a melhor festa de aniversário que já tive. Fiquei muito feliz, pois mesmo concorrendo com a “Virada Cultural”, que teve uma programação excelente, meus amigos compareceram em peso.

Passada a confraternização, foi à hora de colocar a cabeça no lugar e pensar nos problemas e novamente fiquei surpreso com o posicionamento da minha família, que soube de tudo no mesmo instante que me avisaram da ameaça. Penso que nessas situações, temos que informar a todos, para no caso de a ameaça ser cumprida, as providencias cabíveis sejam tomadas. O mesmo acolhimento que tive da minha família, o Douglas também teve e mais uma vez a minha militância se fez valer, quando vi que barreiras de preconceito estão sendo quebradas dentro da minha casa e que hoje eles não enxergam mais o Douglas como um “melhor amigo” do filho gay e sim como o meu companheiro e cara que escolhi para ficar ao meu lado.

Decidimos que contra tudo isso, registraremos boletins de ocorrência no Distrito Policial de Arujá e no meu caso, ainda procederei com uma denuncia no Ministério Público para que os fatos sejam apurados e a punição cabivel seja aplicada. O crime de ameaça de morte é passível de 1 a 6 meses de prisão e o pagamento de multa por dano moral também pode ser aplicado. Situações como essa nos abalam, mas também nos deixa mais forte e valida a nossa luta por dignidade, por uma sociedade mais justa e igualitária aos cidadãos homossexuais. A ameaça não tem ligação alguma com o caso da ex-funcionaria, a pessoa que nos ameaçou faz parte do nosso convívio social, o que deixa a situação ainda mais delicada e a motivação da ameaça é fruto de homofobia e intolerância, a não aceitação que dois homens estão construindo algo juntos e se dando bem. É apenas uma fase, que superarei junto com o Douglas e servirá para firmar ainda mais os laços que temos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Adeus a Zilda Arns

Se fossem catalogadas quais foram às mulheres mais importantes e influentes do Brasil, certamente a Dra. Zilda Arns ganharia as primeiras colocações do catálogo. Zilda Arns nasceu em Forquilhinha, Estado de Santa Catarina e foi irmã do Dom Paulo Evaristo Arns, fundou o coordenou a Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa e recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país.

Em 2006, a Dra. Zilda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, junto com outras 999 mulheres de todo o mundo, selecionadas pelo Projeto 1000 Mulheres, da associação suíça 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. Também é cidadã honorária de dez estados brasileiros (RJ, PB, AL, MT, RN, PR, PA, MS, ES, TO) e de trinta e dois municípios e doutora Honoris Causa das universidades Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina.

Zilda Arns estava na capital do Haiti para dar uma palestra e morreu vitima de um terremoto que atingiu a cidade de Porto Príncipe, o terremoto de magnitude 7, foi o maior no país em mais de 200 anos e matou milhares de pessoas. A informação foi confirmada na manhã desta quarta-feira (13) pelo gabinete do senador Flávio José Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda, em Curitiba. A morte de Zilda Arns representa uma grande perda para o Brasil, ela dedicou a sua vida aos menos favorecidos e foi fiel a sua obra a ponto de morrer ao lado dos mais necessitados.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Cidade Doente

Estava na academia, quando o instrutor passou por mim e disse: Nossa, que cara de cansado! E ainda estou... Ontem fiquei mais de 5 horas preso no transito por conta dos pontos de alagamentos da Marginal Tietê. Sai de casa por volta das 7 horas da manhã e cheguei à empresa ao meio dia. Um percurso que faço em uma hora, ontem foi feito em cinco. Na empresa, fomos dispensados uma hora antes, imaginávamos que a cidade estaria um caos no finalzinho da tarde, que nada, cheguei à academia em menos de 20 minutos, percurso que gasto em média uma hora.

São Paulo é uma cidade maravilhosa, aqui temos ótimas opções de cinemas, teatros, shows e espetáculos, sem contar na gastronomia. São Paulo é uma cidade que acolhe todas as cores, gostos e tendências e isso é maravilhoso, porém, há um preço a ser pago por morar numa cidade com 11 milhões de habitantes. Na saída da Dutra para a Marginal Tietê há um enorme grafite, no desenho, o artista retratou uma cidade vermelha, banhada por um rio verde. No rio há um enorme monstro saindo das águas e dois homens tentando conter o monstro, navegando no rio há homens de lata/robôs e em uma das jangadas há até um cachorro de lata.

Acredito que o artista se inspirou na cidade de São Paulo para desenvolver o seu trabalho. No grafite a cidade é vermelha, creio que o artista tentou expressar uma cidade doente, prestes a explodir; o rio é verde, condenado e ignorado pelas habitantes da cidade; o monstro saindo do rio está prestes a destruir tudo e poucos estão interessados em conte-lo; no rio está o homem, navegando em suas águas imundas e ignorando tudo o que está a sua volta, o cenário de destruição está tão intrínseco ao ser humano, que ele não tem o porquê lutar contra isso, pois ele nasceu nesse cenário de destruição.

A maior cidade do Brasil está estrangulada pelo progresso. Em nome da riqueza impermeabilizamos o nosso solo, impedindo o livro escoamento da água, sem contar com a poluição dos rios devido ao esgoto e lixo que escoamos no mesmo. São Paulo está doente e todos nos fazemos parte desse câncer que aos poucos mata a nossa cidade, o nosso país. Não vejo uma saída para os grandes problemas climáticos que desenvolvemos no mundo, porém temos que acordar e usar com responsabilidade os recursos naturais que existem no nosso planeta e emitir o mínimo possível de CO2, se isso não for feito, que venha 2012 e com ele a destruição definitiva do nosso planeta. Espero que os lideremos mundiais não estejam fazendo turismo em Copenhague e que medidas ambiciosas sejam tomadas para conter o Aquecimento Global.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Em Dia com o Planeta

Hoje, estava comendo uma barrinha de cereal da marca Nutre, fabricada pela empresa Nutrimental, e vi o selo “Em Dia com o Planeta. Carbono Neutro”. Deduzi que se tratava de alguma campanha que visa controlar a emissão de CO2 no Planeta. Está sendo amplamente divulgado no mídia que a emissão de CO2 está acarretando sérios prejuízos ao mundo e muitos ainda pensam que a conseqüências mais sérias virão daqui a muitos anos, ledo engano, o Mundo já está deficiente, está doente, morrendo diante dos nossos olhos e pouco ou quase nada está sendo feito para mudar essa realidade.

No mês passado eu passei quatro dias em Piracicaba, passei muito calor naquela cidade, a temperatura estava em média 2 graus acima da temperatura de São Paulo, mas não ventava na cidade e nem velho o ar condicionado do quarto não dava conta de conter o imenso calor que fazia na cidade. Cheguei a São Paulo aliviado e sem entender o porquê em Piracicaba não venta, em São Paulo temos uma cidade quase toda impermeabilizada, mas o clima é muito mais agradável do que em Piracicaba. Dois dias se passaram e acordei com o rosto cheio de “feridinhas”, fui ao médico e ele diagnosticou que eu estava com foliculite, uma infecção dos folículos pilosos causadas por bactérias do tipo estafilococos. A invasão bacteriana pode ocorrer espontaneamente ou favorecida pelo excesso de umidade ou suor, raspagem dos pêlos ou depilação, uma infecção que pode entrar na moda com o aquecimento global.

Estudos apontam que se nenhuma medida preventiva para o aquecimento global for tomada imediatamente, em 2100 a temperatura da Terra aumentará em média 4º, o Mundo será completamente diferente do que o conhecemos hoje, boa parte da biodiversidade atual, não existirá mais. A autoridade mundial tem que parar de ignorar os avisos da natureza sobre os males que estão sendo acarretados e medidas preventivas, bem como a redução ao máximo da emissão de CO2 tem que serem tomadas.

O aquecimento global é o responsável direto pela onda crescente de desastres ambientais. O volume de Carbono na atmosfera é o maior dos últimos 420 mil anos. A concentração de Carbono é considerada hoje a maior ameaça a humanidade, superando o terrorismo. Essa concentração só pode ser diminuída a partir de projetos ambientais ou de energia limpa. Não podemos fechar os olhos para tais informações e como consumidores, temos que cobrar das empresas responsabilidade social com o planeta. Pesquisei pela internet o que se tratava o selo contido na barrinha de cereal e descobri que se trata de uma campanha que ter por objetivo a neutralização de carbono entre as empresas participantes.

No site “Carbono Neutro”, mantido pela campanha “Em Dia com o Planeta”, temos a relação de todas as empresas participantes, porém acredito que a relação está desatualizada, pois nela não consta a empresa “Nutrimental”, ou talvez a empresa não faça mais parte da campanha, o que é um retrocesso. No site também temos uma ferramenta que calcula quanto emitimos de CO2 em diversas situações, como: transporte, eletricidade, gás natural, etc. Podemos adicionar diversos parâmetros e descobrir a quantia de árvores correspondente ao CO2 emitido anualmente. Descobri que anualmente emito uma quantia de 22 arvores de CO2 para me locomover de Arujá a São Paulo, lamentável, porém, nos temos que cobrar essa responsabilidade social das empresas, governos e entidades não governamentais, temos que consumir produtos de empresas “Em dia com o Planeta”, que repõe aquilo que é tirado da natureza.

Hoje, lideres mundiais estão reunidos em Copenhague, na esperança de chegar a um acordo para conter o Aquecimento Global. Espero que propostas sejam levantadas e que as maiores economias mundiais não fechem os olhos para esse grande problema que deixou o nosso planeta doente. Acredito que o Aquecimento Global é irreversível, pois ele se deu com a revolução industrial, não temos como freias a indústria do mundial e voltamos a ser artesões, mas há como colocar um freio, estipular um limite de emissão de gás, um limite que garantira a nossa vida na Terra.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O Brasil Nunca Foi Tão Carioca

Roubando o jargão de Barack Obama, o presidente brasileiro Luis Inácio Lula da Silva fez campanha em Copenhague para a eleição do Rio de Janeiro para sediar os jogos olímpicos de 2016. Sem sombras de dúvidas, a maioria dos brasileiros é a favor da eleição da cidade maravilhosa, mas há aqueles que acham que a disposição do Brasil para a realização de um evento dessa magnitude é um desperdício aos cofres públicos.

Temos que levar em consideração os benefícios permanentes que serão feitos no Rio de Janeiro. Hoje, o Rio enfrenta sérios problemas no setor de transportes públicos e para os jogos olímpicos, o setor deve receber 10 bilhões em investimentos, uma verdadeira revolução no sistema. Os projetos previstos são a reforma dos dois terminais do Aeroporto Internacional Tom Jobim, para atingir a capacidade de 25 milhões de passageiros por ano até 2014; um programa de melhorias nos serviços de ônibus e na rede ferroviária do subúrbio e a conexão entre as duas linhas de metrô existentes hoje no Rio.

No total, os três níveis de governo - municipal, estadual e federal – e a iniciativa privada deverão investir quase R$ 30 bilhões de reais em obras e na organização das Olimpíadas de 2016 e o impacto na economia pode chegar a até R$ 102,2 bilhões, com reflexos até 2027. É uma oportunidade única para mudar o cenário carioca que bem conhecemos. Concordo com o discurso pontual do presidente Lula ao dizer que a realização das olimpíadas no Rio se faz necessária e que ela não é somente do Brasil, mas sim, de toda a América do Sul, o único continente que nunca sediou os jogos olímpicos.

O Brasil nunca foi uma nação tão carioca como hoje, todos se esqueceram das piadinhas que cariocas fazem dos paulistas, que os paulistas fazem dos baianos e as que os baianos fazem dos gaúchos para comemorar que o Rio será sede dos jogos olímpicos de 2016 e agora. não somente o presidente Lula se apropria do jargão do Barack Obama, mas sim, toda a nação brasileira para dizermos em alto e bom som “Yes, we can (Sim, nos podemos)". Que venha os jogos de 2016 e com ele a afirmação que o Brasil está vivendo a sua melhor fase e está se colocando numa posição de destaque no cenário mundial, aliás, nos somos a 10ª economia do mundo.

Concurso Cultural – Erótika Fair

Quer ganhar de presente um par de ingressos para a Erótika Fair? O Blog Passageiro do Mundo em parceria com os idealizadores do evento lhe dá esse presente. Para isso, basta responder a pergunta abaixo nos comentários do post “15ª Erótika Fair”. O autor da melhor resposta, junto com o seu acompanhante, poderá conferir todas as atrações disponíveis no Erótika Hot.


Qual fantasia sexual você ainda não realizou?

As respostas serão aceitas até as 23h59min do dia 07 de outubro. A melhor resposta será divulgada no dia 8 de outubro, abaixo da resposta é necessário deixar um endereço de email para contato.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O Tsunami em Samoa

Fiquei muito triste com a noticia do Tsunami em Samoa e perplexo quando soube que já havia mais de 100 mortos, numero significativo para uma sociedade com aproximadamente 176 mil habitantes. Confesso que imaginava que Samoa não era tão povoada assim, pelas fotos que apareceram na mídia, achei a região bem desenvolvida.

Para os mais íntimos com a Antropologia, Samoa é uma região muito conhecida, foi por lá, na que década 20, a antropóloga Margareth Mead estudou o comportamento dos adolescentes samoanos e com base nesses estudos publicou o livro “Adolescência, sexo e cultura em Samoa”. Mead estava acostumada com a intransigência dos adolescentes americanos e na sua pesquisa, o objeto de estudo foi à transição suave que os samoanos tinham da infância para adolescência. Essa transição, não tão traumática, se dava pelo fato dos adolescentes viverem a liberdade sexual na adolescência, enquanto não ocorresse o casamento, o sexo casual era completamente aceitável e estimulado pela sociedade.

Hoje Samoa não é mais a mesma, a religião protestante se infiltrou na comunidade e o que antes era vista como natural, passou a ser visto como pecado. Para banir a atividade sexual dos jovens, as igrejas criaram colégios separando os meninos e as meninas, o que deixou evidente a homossexualidade na sociedade. Alguns antropólogos afirmam que a homossexualidade surgiu por conta da “proibição” do sexo casual, o que a meu ver é um tremendo absurdo, a homossexualidade sempre existiu, mas a liberdade sexual era tão grande, que esse fator não era preponderante.

Os estudos de Mead causaram muito alvoroço nos EUA, de fato ela foi uma mulher muito polemica. Na década de 70, Margareth esteve no Brasil e no auge da ditadura militar ela defendeu a liberação da comercializada da maconha, Margareth foi ridicularizada, e hoje vemos que ela era apenas uma mulher muito a frente da sua época, depois de 40 anos, discussões sobre a liberação do comércio de drogas no Brasil ganha fôlego. Ela faleceu em 1978, depois de sua morte, o antropólogo Derek Freeman voltou em Samoa e encontrou uma sociedade completamente diferente daquela que Margareth encontrou nos anos 20, ele publicou o livro “Margaret Mead e Samoa: a construção e destruição de um mito antropológico”, no qual ele desconstrói todo o trabalho de Mead e que até hoje divide a opinião de estudiosos.

Concurso Cultural – Erótika Fair

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