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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sobre o musical do Chaplin e Canalização de Energias

Semana passada, assisti a reestreia do “Chaplin – O Musical”, no Teatro Procópio Ferreira. A obra de Marcos Rey, adaptada por Miguel Falabella, tem como protagonista Jarbas Homem de Melo, interpretando Chaplin, que conta a trajetória de sucesso de um dos maiores artistas do cinema, abordando desde a sua infância, sua origem humilde e pobre, mostrando seus conflitos com um lar desestruturado e ressaltando sua forte amizade com seu irmão mais velho, Sidney, interpretado por Marcelo Antony.

Sidney teve papel fundamental na carreira de Chaplin, iniciaram suas trajetórias artísticas em Londres, até que Chaplin recebe um convite de uma produtora de filmes de hollywood e Sidney dividido entre sua mãe, que sofria de Alzheimers e a carreira e amizade com o irmão, acaba escolhendo ficar em Londres com a mãe .

O musical, com canções originais do autor Christopher Curtis e alguns versões para a produção brasileira, retrata de uma forma envolvente a forma com que Chaplin abdicou de toda sua vida, e nome do sucesso, não hesitando em deixar sua mãe em uma clínica médica, para viver do outro lado do continente. Posteriormente, com sua carreira artística consagrada, Chaplin recebe uma visita surpresa de Sidney, que decide ficar nos Estados Unidos e cuidar da carreira artística do seu irmão.
Fiquei pensando sobre as escolhas que fazemos e até que ponto realmente vale a pena se abdicar de tudo em nome de uma determinada área de nossas vidas, nossas escolhas nos definem, norteiam toda nossa vida. Chaplin optou exclusivamente pelo sucesso e para isso fez escolhas que talvez eu não as faria, como não estar presente na velhice da mãe, demitir o irmão por conta de divergências políticas e não acompanhar o momento do nascimento do seu filho, que logo após ao parto veio a falecer.

Existem áreas nas nossas vidas que acabam sendo nossos pilares de sustentação, onde canalizamos as energias que nos norteiam, porém temos que tomar cuidado para não nos centrarmos em apenas um eixo, como ficou bem evidente no musical do Chaplin, que canalizou todas as suas energias para sua vida profissional.

Eu tenho basicamente duas áreas da minha vida que precisam sempre estar bem trabalhadas, quando uma das duas não estão bem, percebo que todas as outras também acabam ficando mal. Dosar a importância e as expectativas que jogamos para as diversas áreas é uma tarefa árdua e diária, precisamos estar bem no conjunto, para ter uma vida plena e feliz.

Serviço: 

Chaplin - O Musical
Teatro Procópio Ferreira: Rua Augusta, 2823 - Informações: 3083-4475
De 05/09 à 18/10 - quintas e sextas, às 21h, sábados, às 17h e 21h e domingos, às 16h e 20h
De R$ 25 a R$ 200

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Sobre Memórias de um Gigolô, Heranças Culturais e Saudosismo

Assistindo o musical "Memórias de um Gigolô", ambientado na São Paulo da década de 30, fiquei pensando em qual herança cultural deixaremos para as futuras gerações. Estamos vivendo um marasmo em vários setores de produção musical, artística e arquitetônica.

Na década de 30, o então presidente Getúlio Vargas, criou a estrutura dos sindicatos ligados ao governo, até mesmo para equilibrar as disputas de classes que foram tão acaloradas naquela época. Foi um período de intensa produção no país e que hoje observamos vários traços arquitetônicos deixados por aquela época.

Nossa cidade foi construída com o crescimento industrial e estamos migrando nossas atividades para o serviço, deixando inúmeros imóveis vazios e sem uma outra forma viável de ocupação. Muitos dos imóveis, que ocupavam as grandes empresas de São Paulo, estão virando igrejas e alguns sendo demolidos para a construção de outros imóveis, frios e envidraçados, sem nenhuma conexão com o seu entorno.

Na música, apesar de gostar de muitas produções que estão fazendo sucesso, não consigo identificar algo que irá marcar de verdade nossa geração. Temos muitos cantores que estouram nas paradas e depois de alguns anos não ouvimos mais.

Vivemos numa época da informação descartável, onde diariamente somos bombardeados pelos mais diversos assuntos, que tem uma validade reflexiva muito curta, até cair no completo esquecimento.

Ainda falando sobre "Memórias de um Gigolô", me chamou a atenção a forma que eles idolatravam os anos 30, da mesma forma que hoje recordamos com muito saudosismo dos anos 80 e 90. Já ouvi esse papo antes, dos meus pais falando dos anos 60 e 70, acho que essa defesa da sua época não terá fim, sempre seremos impactados pelo o que de melhor existiu em nossa geração e tudo isso nos moldará como cidadãos.

Gosto muito da produção musical dos anos 80 e 90, principalmente no que se refere ao Pop Rock Nacional e a MPB. Provavelmente estamos replicando o mesmo comportamento da veneração dos anos 30, retratado no musical e talvez daqui alguns anos, Ivete Sangalo seja a nova Elis Regina e o Luan Santana e novo Tom Jobim.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Tim Maia "Vale Tudo" O Musical


Semana passada, assisti o musical Tim Maia "Vale Tudo". O musical dirigido por João Fonseca conta a vida de um dos maiores ídolos da música brasileira. Tim Maia, conhecido pela irreverência, o bom humor e, infelizmente, também pelos problemas com o abuso do uso de drogas e álcool, apontado como principal motivo para a morte prematura, aos 55 anos, em 1998.

Estrelado por Tiago Abravanel, de apenas 23 anos, relata a trajetória do cantor desde a infância na Tijuca, quando era entregador de marmitas, até sua morte, passando pelo período que morou em Nova York, as primeiras bandas - uma delas teve como integrante o atual "Rei" Roberto Carlos - e os sucessos pop nas décadas de 70, 80 e 90.

Ao longo da peça, o público pode cantar junto hits como "Vale tudo", "Não quero dinheiro", "Chocolate", entre outras faixas conhecidas não apenas do Leme ao Pontal, mas também do Oiapoque ao Chuí.

Assisti o espetáculo ao lado de minha irmã, fã incondicional de Tim Maia. Segundo ela a peça é fiel a vida de Tim Maia, mas Tiago Abravanel deixou muito a desejar no quesito empoderamento de voz. Acredito que exigir isso de Tiago Abravanel é demais, Tim Maia deixou uma lacuna que jamais será preenchida no cenário da musica brasileira.

Longa Metragem

Em  breve, os fãs de Tim Maia também poderão ver sua vida sendo retratada em um longe metragem. Tiago Abravanel não passou nos testes para interpretar o cantor. Os atores Robson Nunes (Malhação) e Babu Santana (Duas Caras, Casos e Acasos, Força-Tarefa, As Cariocas) estão cotados para interpretar o cantor - jovem e adulto, respectivamente. Alice Braga dará vida à esposa de Tim.

Provisoriamente intitulado "Tim Maia", o filme terá direção de Mauro Lima ("Meu Nome Não É Johnny"), que também é co-responsável pelo roteiro, ao lado de Antônia Pellegrino ("Bruna Surfistinha").

O filme usará como base o livro "Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia", escrito pelo jornalista Nelson Motta, amigo do músico.

terça-feira, 6 de março de 2012

Cabaret

Semana passada, assisti o espetáculo Cabaret. A obra-prima de Fred Ebb e John Kander, que corre o mundo há quase 40 anos e rendeu um filme célebre com Liza Minnelli. Na nova montagem brasileira, Claudia Raia interpreta Sally Bowles, um personagem-chave na História dos musicais.

O espetáculo original é de 1966 e foi escrito pelo dramaturgo Joe Masteroff, que se baseou na peça Eu Sou Uma Câmera, de John Van Druten, inspirada, por sua vez, no livro Adeus, Berlim, de Christopher Isherwood. A história se passa em 1931, num cabaré decadente de Berlim, o Kit Kat Club.

Na versão original, as músicas são de John Kander e Fred Ebb - dupla de compositores dona de musicais de sucesso como Chicago eO Beijo da Mulher Aranha. Na versão brasileira, as adaptações musicais e do texto ficaram por conta de Miguel Falabella. A montagem conta com 21 atores e uma orquestra de 14 músicos. A direção geral é de José Possi Neto.

O papel de par romântico de Claudia Raia estava prometido a Reynaldo Gianecchini, mas como o ator está afastado dos trabalhos artísticos para tratar de um linfoma, foi substituído por Guilherme Magon, de 25 anos, que vinha de Mamma Mia!. O espetáculo saiu de cartaz no dia 03 de março, assisti a penultima apresentação.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Hair


Sexta-feira, assisti o musical Hair, que está em cartaz no Teatro Frei Caneca. O espetáculo conta de história de jovens americanos que em plena Guerra do Vietnã  conhecia as dores e as delícias de uma época sui generis: o amor livre, o rock psicodélico, a filosofia oriental, a descoberta de drogas como o LSD e o estilo de vida dos hippies. Por outro lado, assistia ao primeiro conflito internacional televisionado e se indignava com os horrores da segregação racial e sexual. Neste caldeirão de acontecimentos, ‘Hair’ estreava em um pequeno teatro off-Broadway, em 1967. Não precisou de muito tempo para se tornar um fenômeno, migrar para o circuito principal e se propagar em dezenas de montagens ao redor do planeta.

"A paz há de lavar o mundo, o amor vai derramar", diz a versão de "Aquarius", que abre o musical "HAIR". As emoções transmitidas pela magnífica montagem brasileira realmente lavam o público e derramam-se sobre as poltronas do teatro. A missão de paz dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho tem alvo certeiro nos corações dos espectadores de qualquer idade. Hair não é apenas um musical. É a celebração de uma nova era, a negação de todos os formatos dramáticos e musicais até seu surgimento em 1967. Um painel de contracultura viva, pulsando, mostrando novas possibilidades de conteúdo e forma em cena.

A montagem brasileira custou R$ 5,5 milhões, sendo R$ 2 milhões via leis de incentivo fiscal. Ao todo, mais de cem pessoas trabalham no espetáculo. Para as novas gerações, que não assistiram à montagem brasileira de 1969, dirigida por Ademar Guerra, e cuja única referência é o filme "Hair", de Milos Forman, considerado uma traição ao musical, é uma oportunidade de conhecer o espetáculo que marcou uma geração.

Serviço:

Teatro Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 6º andar
Tel: (11) 3472-2226 / 2229-2230
Quintas, às 21h. Sextas, às 21h30. Sábados, às 18h e 21h30. Domingos, às 18h.
Ingressos: R$130 (qui / sex) e R$ 160 (sáb / dom)
Temporada até 29 de abril

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Minha música favorita em 2011 [Meme das Antigas - 2011]


Me apaixonei duas vezes durante esse ano. Quando tive a primeira decepção do ano, começou tocar nas rádios a música "A doida" de Seu Jorge. Lembro-me de um dia que cheguei na Secretaria e o Cássio, meu chefe perguntou:

- Gatinho, como está o fulano?

- A doida vazou - respondi.


♫
"A doida vazou
A doida vazou
Nem quis meu amor
Nem quis meu amor"

Passou pouco tempo e conheci outra pessoa. Estava indo de boa, com calma, mas ele venho com uma pegada diferente, dizendo que queria namorar e não gostava de ficar... Namoramos quase 3 meses, até que ele disse que não rolava mais.

♫
"Perdi
Foi clareando o dia
E eu na agonia
A banca quebrou
Ela saiu de fininho
Me negou carinho
E foi pegar o metrô"

"A doida" vazou pela segunda vez no mesmo ano. Estava no toallete do restaurante "O Gato que Ri", quando o Cássio também entrou para lavar as mãos, foi então que eu disse:

- A doida vazou, de novo.

- Sério Marcos, o que aconteceu? - perguntou preocupado.

De fato ele ficou preocupado pois na segunda história o lance tinha dito uma pegada mais especial, mas como todo Carnaval tem seu fim, esse também teve. Hoje estou feliz, pois mesmo não tendo essa história de amor na minha vida, voltamos a conversar, estamos estabelecendo uma amizade, o que considero super importante. Por conta dessas histórias, a música "A doida", de Seu Jorge, foi a que mais marcou a minha vida em 2011.




Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós! Não se esqueça de avisar nos comentários para que eu possa incluí-lo na lista dos participantes!

São eles: Hally Rocker do Mode On/Off, Renata Becker do Oui, Madame, André "Hipotermia" Sobreiro, Érica Lopes, Lilian do Lá no Cafofo, Ana do Organizando o Caos, Larissa Bohnenberger do O Elemento Fogo, Marcos Rodrigo do Eh Bien..., Evy do Pensamentos Perdidos, Juli_Chan do Hitomi Nyu, Cássia Alves do Busca de Sentidos, Regiane do Pequenas Coisas da Rê, Kel Sodré do Armário de Coisinhas, DaniSohDani do Só Lendo, Marcos Freitas do Passageiro do Mundo, Natalia Máximo do Caleidoscópio Dental, Mah Kaori do MahMind, Rafaela Marinho do Meus Vários Mundos, Janna do Livros Pura Diversão, Cintia Ribeiro do Free To Be Me, Nilza Borba do Pele sem Flor, Ana Carolina do Seis Milênios, Nita do Falando sobre Livros, Sam Shiraishi do A Vida Como A Vida Quer, Nara do Minha Fábrica de Sonhos, Camila Batista do It's not too Late, Neyara do Capsula de Banca, Lila Ricken do A Luz Difusa do Abajur Lilás, Letícia do A Garota e Seus Livros, Eve Ramos do Coisinhas, Mog do Mog Universitária, Angela Ernesto do Coisas Acontecem Sempre, Rogéria do Um Espaço para Chamar de Meu, Gigi do Boboquice Digital... vai comentando aí (com o link, please) que eu vou colocando aqui!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Avenida Q

Chega aos palcos São Paulo outro grande musical da dupla de produtores Charles Möller e Claudio Botelho, a adaptação da Broadway “Avenida Q“. O espetáculo conta a história do jovem Princeton, recém formando na faculdade que se muda para Nova York em busca de um sonho, porém sem dinheiro acaba morando na Avenida Q, mas o seu desejo era morar num lugar mais nobre, na Avenida A.

Na “Avenida Q” moram Rod, um rapaz intelectual que vive em conflito com sua sexualidade, apesar de todos os seus amigos pouco se importarem com o tema; Kate Monstra, uma assistente de professora que sonha em construir um mundo mais igualitário para os monstros; Trekkie Monster, um monstro que tem por hobby e profissão as pornografias da internet; Princenton, o recém chegado na rua que tem por objetivo encontrar o seu rumo; Brian, comediante desempregado e marido da Japa Neusa; Nick, sem ocupação alguma e que vive à custa dos outros; Gary Coleman, ex-personalidade infantil e zelador da Avenida Q; Japa Neusa, terapeuta sem nenhum cliente pagante e Lucy De Vassa, relaciona-se com todos os homens da vila, exceto o Trekkie Monster.

O espetáculo é politicamente incorreto e aborda temas contemporâneos como: a homossexualidade, o amor, a descoberta do sexo, o desemprego, a pornografia na internet, entre outros. Como alterego, temos na peça os “ursinhos do mal”, eles dão conselhos do tipo: beba cerveja, brinque de vira-vira, tome essa corda e se mate, entre outros, eles são muito fofos e ficam tristes quando os seus conselhos não são acatados, são figuras que se apresentam como amigas e dão conselhos do mal.

O musical é uma Vila de Sésamo às avessas, não é indicado para crianças menores de 14 anos, pois contém cenas de sexo, comportamentos que beiram a margem da sociedade e palavras de baixo calão, porém, é altamente recomendado para adultos e adolescentes, por tratar questões existências de forma tão objetiva e passar a mensagem de que apesar dos problemas e “da merda” que nos encontramos, na vida, sempre encontramos o nosso “rumo”, sempre há uma saída para os problemas da vida.

Serviço:

Avenida Q
Local: Teatro Procópio Ferreira
Endereço: Rua Augusta, 2823
Horários: quinta a sábado, às 21h; domingo às 19h
Telefone: (11 3083.4475
Classificação etária: 14 anos
Duração: 2h20 com intervalo
671 lugares
Preços: quinta: R$ 70,00; sexta e domingo: R$ 80,00; sábado: R$ 90,00

sábado, 25 de julho de 2009

A Noviça Rebelde

Ontem, assisti com o Douglas, o musical "A Noviça Rebelde", com direção de Charles Möeller e Claudio Botelho, os mesmos diretores de "Beatles Num Céu de Diamantes" O musical foi montado pela primeira vez na Broadway, acumulou em quase 50 anos 8 prêmios e ganhou uma versão cinematográfica em 1965. O filme ganhou 5 Oscars e nos cinco continentes, centenas de releituras foram realizadas sobre a obra.

O musical conta a história da noviça Maria Rainer que, em dúvida sobre sua vocação religiosa, torna-se babá dos 7 filhos do capitão Georg Von Trapp, como uma oportunidade de refletir sobre sua escolha. Na casa da família, o capitão, que está constantemente viajand e educa seus sete filhos com rigor militar, como se todos na casa fizessem parte de um navio de guerra. Ao chegar, Maria percebe que as crianças sentem falta da mãe e do amor do pai e a sua maior missão é aproxima-lo de seus filhos e ela fará isso através da música. Com o tempo a noviça conquista o carinho e respeito de todos na casa, inclusive do capitão.

A trama também mostra o nascimento do amor entre a alegre noviça e o rígido militar austríaco, tendo como pano de fundo o clima de guerra que abalava o mundo no fim dos anos 1930. O musical nos passa uma mensagem social muito bonita e nos leva a refletir sobre as diferenças de classes sociais e a separação que a sociedade contemporânea faz de empregados e empregadores. No final do espetáculo, quando os atores foram agradecer a presença do público, os atores que fizeram os papeis de nazistas foram vaiados e em seguidas ovacionados quando arrancaram de seus braços o simbolo do Movimento Nazista. Um lembrete ao Movimento Nazista atual que a sociedade não é tolerante a ele.

O musical passou por uma temporada no Rio de Janeiro e está encerrando suas apresentações em São Paulo. A superprodução conta com Kiara Sasso (Maria Rainer) e Saulo Vasconcelos (Capitão Georg von Trapp) à frente de um elenco de 44 atores/cantores, que se revezam entre 31 personagens. A produção conta com o serviço do Teatro Alfa que também foi palco do musical My Fair Lady, que também foi sucesso que público e critica.

Serviço:

A Noviça Rebelde
Local: Teatro Alfa
Endereço: Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722
Em cartaz até 2 de agosto
Classificação etária: Livre e não recomendado para menores de 5 anos
Duração: 2h45 com 15 minutos de intervalo

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Nossa Verdadeira Beleza

Certa vez, num momento em que eu me encontrava completamente desorientado diante da minha vida sentimental, minha irmã me aconselhou: Quer saber se uma pessoa realmente gosta de você? Sim, claro que quero – respondi prontamente. Então ela me disse: Deixe essa pessoa livre, deixe a ir embora e se ela voltar é porque ela realmente te ama. Segui o conselho de minha irmã, e assim como ela disse, o amor se foi, mas depois voltou.

Domingo passado, assinti o musical “A Bela e a Fera” e me lembrei desse ocorrido. Na apresentação, em determinado momento a Bela confessa a Fera que sente saudades do seu pai, ele olha para ela e diz: Bela, você não é mais a minha prisioneira, pode ir ver o seu pai. Ela foi, mas depois voltou porque o amava. Ela conseguiu enxergar além da aparência física e viu que aquela Fera, por dentro era belo e se apaixonou por sua essência.

Às vezes me indago se existem pessoas que ainda dão valor para a essência, para o cerne do individuo. Vivemos num Mundo que valoriza tanto o industrializado, o esculpido e o preestabelecido como padrão, que a cada dia invertamos ainda mais os nosso valores. O que as siliconadas farão quando a moda não for mais o peitão? Ou melhor, o que farão os indivíduos que valorizam o artificial diante de uma oportunidade única de amar e ser amado? Provavelmente deixarão essa oportunidade passar sem se darem conta do que deixaram escapar por suas mãos.

Temos que valorizar as mais simples situações, pois serão delas que nos lembraremos pelo resto de nossas vidas e só uma pessoa bem cuidada pode dentro, com uma beleza interior aflorada tem discernimento de reconhecer quais situações são essas e em que momento elas acontecem. A beleza exterior faz muito bem, mas do que ela vale quando o que somos por dentro desconstrói a nossa beleza estética?

Concurso Cultural – O Armário

Quer ganhar de presente o livro “O Armário” de Fabrício Viana? O Blog Passageiro do Mundo em parceria com o escritor lhe dá esse presente. Para isso, basta responder a pergunta abaixo nos comentários do post “O Armário”. A melhor resposta recebera um exemplar do livro em qualquer lugar do Brasil.

Para você, qual a importância de sair do armário?

As respostas serão aceitas até a meia-noite do dia 19 de maio. A melhor resposta será divulgada no dia 21 de maio, abaixo da resposta é necessário deixar um endereço de email para contato.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Mon Anniversaire

A comemoração do meu aniversário não poderia ter sido melhor. Não houve festa ou uma comemoração em balada, a comemoração foi a dois: Mon Petit ami et moi. Desde o ano passado estava cogitando reservar um camarote na Bubu e chamar alguns amigos. Comemoração em balada é legal, mas nunca vão todas as pessoas que fazemos questão da presença, muito não gostam de balada, outros acham caro, então achei melhor não me estressar e comemorar de uma forma diferente.

No sábado, me hospedei com o Douglas no Blue Tree da Paulista. Ganhei de presente ingressos para o musical “A Bela e a Fera”, em cartaz no Teatro Abril. Nossa intenção era de irmos ao cinema no sábado, no Reserva Cultural, íamos a pé, mas quando chegamos ao saguão do hotel, nos deparamos com uma tempestade que estava caindo em São Paulo. Subi para o quarto e peguei as chaves do carro. Solicitamos o carro para o manobrista e ficamos aguardando na marquise. Havia um caminhão de lixo estacionado na rua, em frente ao hotel. Para entregar os carros no Blue Tree, é necessário sair na rua e entrar novamente no hotel - não há espaço para as manobras junto à marquise - quando o manobrista embicou o carro para entrar no hotel, o caminhão de lixo partiu e bateu na lateral esquerda do meu carro. Fiquei calmo, aliás, era o meu aniversário e não poderia deixar que um incidente desses estragasse a comemoração. Tivemos que esperar o hotel e o estacionamento resolverem o que seria feito com o carro, eles pediram para nos aguardarmos até o outro dia, para que o supervisor do estacionamento viesse conversar comigo. Eles nos liberaram um taxi, mas acabamos perdendo todos os horários para os filmes no Reserva Cultural, então, fomos jantar no Restaurante Barão de Itararé e voltamos ao hotel.

No outro dia (domingo, meu aniversário), tomamos café e depois nos informaram que o supervisor já havia chegado. Descemos para ver o carro, apesar de feio, estava andando, não apresentava problema algum. Ele pediu para eu procurar uma oficina da minha confiança, executasse o serviço e mandasse a conta para eles (dei entrada na oficina hoje pela manhã), ficamos o restante da manhã e o comecinho da tarde no hotel e depois foi ao cinema, no Shopping Cidade Jardim. Fazia tempo que estava planejando conhecer o shopping, adorei. Ele é bastante arborizado e as lojas são de altíssimo padrão, pena que os filmes que estavam sendo exibidos nas salas Vips, eu já havia assistido.

Saindo do Shopping, seguimos para o Teatro Abril. Creio que devido ao fato do musical “A Bela e a Fera” ser uma reestréia, o teatro não estava completamente lotado. O musical é lindo, para quem não assistiu, aqui fica a dica, vale à pena. Virei fã de musicais, são envolventes, arrebatadores, procuramos assistir tudo que estréia nesse segmento. Não poderia comemorar os meus 28 anos em melhor estilo, estive ao lado de quem eu amo e esse é o melhor presente que poderia receber. Pena que ao chegar a sua casa, o Douglas teve uma péssima noticia: Uma tia que ele estima muito, faleceu. Esta sendo difícil para ele e sua família. Desejo a eles força, pois sei como as despedidas permanentes são dolorosas.

sábado, 11 de abril de 2009

Beatles Num Céu de Diamantes

Em cartaz desde o dia 13 de março, Beatles Num Céu de Diamantes chegou a São Paulo prometendo repetir o sucesso nos palcos cariocas. O musical não se trata de um couver dos rapazes de Liverpool, mas sim de uma releitura com 11 cantores/atores, com poucos recursos cênicos e nenhum texto. As canções são interpretadas com suas letras originais em inglês e acompanhadas com piano, violoncelo e percussão.

A proposta não é um show em tributo a banda inglesa. O elenco interpreta as canções, interagem com dando vida ao espetáculo e permitindo que cada expectador tenha uma experiência única com o evento. Logo nas primeiras musicas somos surpreendidos como uma maravilhosa interpretação de “Help!”, um dos maiores sucessos da Banda e com “Hey Jude” uma das músicas que me faz lembrar da minha infância, mesmo tendo nascido num período pós Beatles.

O espetáculo é dividido em oito momentos, que são: O sonho, A fuga, A descoberta, Os encontros, O amadurecimento, Um sonho dentro do sonho, A volta e Finale. O público não deve esperar uma história ordenada com começo, meio e fim, não existe um encadeamento que liga uma atuação a outra, a proposta vai além, os 800 lugares disponíveis no Teatro das Artes cambem 800 interpretações. Na abertura os cantores/atores adentram ao palco portando malas que os acompanham em outros momentos, um convite para todos entrarem na magia do espetáculo e fazerem a sua viagem pessoal no mundo dos Beatles que não morreu.

Serviço:

BEATLES NUM CÉU DE DIAMANTES
Local: Teatro das Artes - Shopping Eldorado
Endereço: Av. Rebouças, 3970, 3º piso
Data: de 13 de março a 28 de junho
Horários: sexta às 21h30 / sábado às 19h e 21h30 e domingo às 19h
Telefone: (11) 3034-0075
Classificação etária: 10 anos
Duração: 1h30
800 lugares
Preços: Sexta feira e domingo – R$ 70,00 (platéia) / R$ 60,00 (balcão); Sábado - R$ 80,00 (platéia) / R$ 70,00 (balcão)

Promoção Beatles Num Céu de Diamantes

A produção do evento lançou uma promoção imperdível. Para assistir o musical com 50% de desconto e levar um programa do espetáculo na faixa, é fácil. Basta entrar no site da promoção e informar seus dados.

O desconto é valido apenas na compra de entradas inteiras.