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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Frequência "Gay"

O Portal MixBrasil, em parceria com a Rádio 89 FM, lançou uma campanha intitulada "Frequência Gay", que alerta para as alarmantes estatísticas de assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, por motivação de ódio, no Brasil. Apesar da campanha exibir os dados como só fossem gays assassinados no Brasil, isso é um equivoco, essa estatística é contabilizada pelo Grupo Gay da Bahia e nela entra todos os crimes contra a população LGBT.

No filme, a Rádio 89 FM avisou que a música a ser tocada a seguir estaria em uma frequência que, segundo foi descoberto, somente homossexuais poderiam ouvir. Para registrar a reação de algumas pessoas, foram instaladas câmeras escondidas em um táxi com a estação sintonizada.

Apesar de a música tocada ser ouvida por todos, poucos passageiros assumiram que estavam ouvindo, alguns revoltados com o fato. Ao final, os ouvintes eram comunicados que, na verdade, a Frequência Gay não existe, afinal, somos todos iguais, independentemente da orientação sexual.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

O Ravengar da minha infância

O grande papel da arte é nos sensibilizar, mexer com o nosso imaginário, muitas das vezes criando outra realidade. Quando eu era criança, na época que a novela "Que rei sou eu?" era exibida, morava um homem na minha rua que se parecia muito com o Ravengar, personagem de Antônio Abujamra, pai do Clayton, meu melhor amigo.

Eu tinha uma rotina muito definida. Dormia muito cedo, para acordar às 6 da manhã, assistir Vovó Mafalda, Jaspion, Power Rangers e Thundercats. Depois ia pra rua e passava na casa do Cleyton, filho do "Ravengar", na maioria das vezes ficávamos brincando na casa dele e as vezes chamávamos os outros meninos para brinca também. Nos dias que eu não passava na casa do Clayton, ele sempre passava na minha.

Nessa época tive que militar no Movimento LGBT pela primeira vez, os meninos da rua me chamavam de "Marcos Bicha", eu reclamei e de forma muito natural eles justificaram que era pelo fato de ter outro Marcos na mesma rua e que ele morava lá antes de mim e por isso ele tinha o direito de ser chamado de Marcos.

Fiquei alguns dias sem sair na rua, o apelido me incomodava. Como pedido de desculpas, todos os meninos se reuniram e foram me chamar em casa. Falaram que iriam me chamar de "Marcos da Esquina". Achei melhor, mas se fosse hoje eu também questionaria. Nunca fiz ponto na esquina para me chamarem assim.

Hoje, refletindo sobre o assunto, percebo que a minha relação com o Clayton era muito conturbada. Brigávamos muito e depois das brigas eu sempre ia pra minha casa e as vezes a mãe dele ia me chamar, falava que nos éramos amigos e não podíamos brigar. Ela pedia para eu ir lá na casa dela, fazer as pazes e pedir para ele sair debaixo do carro. Ele saia e íamos brincar novamente. Só teve um vez que entramos em confronto corporal, quando ele me chamou de "Filho da Puta".

Sempre que ia na casa dele, ia embora quando o pai dele chegava. Tinha muito medo. Enxergava aquele homem como o próprio Ravengar. Na maioria das vezes ia correndo, chegava em casa cansado e gritando "Ravengar, Ravengar". Minha mãe mandava eu parar de ser besta, dizendo que ele não era o "Ravengar".

Me mudei de Santo André ainda muito pequeno, com uns 12 anos, nunca mais vi o Clayton, mas a morte do ator e diretor Antônio Abujamra me trouxeram essas maravilhosas lembranças, provando que ele cumpriu sua missão como artista, mexendo com o imaginário de pessoas de todas as idades.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A moda da "mangina" e a desconstrução do falocentrismo

Uma nova moda que está tomando conta do instagram é a "Mangina", que consiste numa selfie em que o homem deve ficar totalmente pelado e esconder o pênis entre pernas.

Vi muitos comentários pelo Facebook e em alguns site de noticias, que a "Magina" nada mais é que um meio de burlar as regras do Instagram, com o objetivo de postar uma foto pelado, sem que ela seja denunciada. Pode até ser, não descarto essa hipótese, mas não vejo um efeito diferente ao de uma foto de cueca ou de sunga, que são amplamente divulgadas nas redes sociais.

Eu acredito que a "mangina" resulta de um trabalho dos movimentos sociais, que luta pela desconstrução de uma sociedade machista, homofobica e heterormativa. Quando um homem esconde o seu falo, simbolo maior de uma sociedade que prega a submissão feminina, imitando uma vagina, abrimos a discussão de gênero em nossa sociedade.

Quando um homem abre mão de alguns símbolos de sua masculina e mesmo por brincadeira, dá visibilidade aos símbolos femininos, eles estão desprovidos de uma cultura machista ou num processo de desconstrução.

Estamos numa sociedade que tenta destruir tudo aquilo que ameaça um ordem que eles julgam como natural do processo e nesse mundo o papel dos homens é manter sua masculinidade e o da mulher é ser submissa.

Mesmo que os adeptos da "mangina", não tenham o objetivo de desconstruir uma cultura machista, eles estão nesse processo. A luta pela igualdade é tão árdua, que muitas das vezes os pequenos gestos passam desapercebidos.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Por iguais oportunidade de trabalho

A nova capa da "Revista Época" vem para contribuir positivamente no que se tem discutido sobre a equanimidade nas condições de trabalho e no acesso ao emprego no que diz respeito a população LGBT. Parece inadmissível cogitarmos isso, mas ainda existem chefes que estão preocupados com quem os seus subordinados dividem a cama.

No ano passado conheci um cara pela internet, marcamos de tomar um café e durante a conversa ele comentou que toda sua família e amigos sabiam da sua sexualidade, ele só mantinha segredo no trabalho e não era apenas um simples segredo, ele fazia questão de reafirmar sempre uma falsa heterossexualidade, comentando sobre meninas e falando de experiencias sexuais que ele nunca teve.

Não estamos no papel de julgar esse tipo de comportamento, sabemos que a homofobia, lesbofobia e transfobia, no ambiente corporativo é muito grande, é fruto de uma sociedade machista e patriarcal, que tem o papel de repudiar tudo aquilo que não é considerado "padrão" e "heteronormativo". O mesmo preconceito que restringe os direitos das mulheres no mercado de trabalho, também restringe da população LGBT.

Embora gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais venham conquistando espaço nas grandes mídias e ganhando notoriedade nas telenovelas, é preciso que as pessoas entendam que a vida deles não se circunscreve ao sexo, nem tampouco ao aspecto comportamental. Quando falamos dessas pessoas, muitas vezes parece que sua vida se limita ao aspecto privado, íntimo, pessoal.

Não vemos muito frequentemente professores se assumirem LGBT com naturalidade, funcionários trabalharem travestidos sem que isso se torne a primeira coisa a chamar a atenção, e não o trabalho desempenhado pela pessoa, em si. Deveria ser normal vermos empresários transexuais numa reunião de trabalho abordando assuntos que em nada se referem a sexo, e sem que ninguém reparasse nisso. 

Recentemente o Carrefour lançou um manual de “Como tratar pessoas LGBT?”, são perguntas e respostas, que levam instruções aos colaboradores da empresa, maneiras de combater o preconceito em suas lojas. No manual a empresa ressalta que a discriminação e posturas intolerantes por parte de qualquer pessoa, seja colaborador, cliente ou qualquer público, não estão em sintonia com os valores da empresa". Outro avanço muito importante é no que diz respeito ao nome social, possibilitando que colaboradores e colaboradoras, figurem o seu nome social no crachá, independente de cirurgia ou decisão judicial, respeitando as liberdades e escolhas individuais. 

No Governo do Estado de São Paulo, no âmbito da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, temos o "Selo Paulista da Diversidade", que tem o objetivo de destacar boas práticas empresariais como ação estratégica pela igualdade de direitos e cidadania. Essas práticas são relacionadas a inclusão das temáticas das pessoas com deficiência, e as questões étnicas, raciais, de gênero, idade, orientação sexual e identidade de gênero, e para difundir a cultura de respeito, valorização e promoção da igualdade nos ambientes de trabalho.

O que é necessário mudar no ambiente corporativo, está relacionado a “Acessibilidade Atitudinal”, um termo amplamente explorado e defendido pelo Movimento das Pessoas com Deficiência, mas que podemos projetar para todos os outros movimentos de minorias. Enquanto nos e as empresas não mudarem o modo de pensar, de ver o outro, estaremos apenas num discurso infundado e vazio que pede respeito, mas não mostra como ou porque. 

Precisamos ver as pessoas além do privado, pois os talentos não estão expostos em características físicas, raça, credo, orientação sexual ou identidade de gênero. Infelizmente a atitude generalizada é censurante e opressora e enquanto não mudarmos o comportamento corporativo não sairemos da base do discurso.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Homem Feminista

Já fui muito criticado por feministas ao dizer que eu era um homem feminista. E o discurso foi o mesmo de sempre, apontando que os homens não podem protagonizar uma luta de mulheres. Antes de ser homem, sou filho, neto, irmão e amigo de muitas mulheres que tem seus direitos negados numa sociedade machista, heteronormativa e patriarcal. 

Não precisamos ter uma identidade de gênero feminina, para lutarmos contra o machismo. O machismo é um preconceito tão enraizado na sociedade, que não abrange só os mulheres, a luta contra a homofobia, lesbofobia e transfobia, protagonizadas pelo Movimento LGBT, são variações do machismo da nossa sociedade.

Nossos algozes superaram essa discussão de legitimidade e protagonismo, eles tem um objetivo e se algum setor da sociedade puder se unir a eles, será muito bem vindo. Podemos usar como exemplo os conchavos que a Bancada Evangélica, do Congresso Nacional, faz com a Bancada Ruralista, votando em conjunto suas pautas, ganhando força e travando as pauta progressistas dos Movimentos Sociais e as pautas de pautas de proteção ao meio ambiente.

Os homens sensíveis a causa do Movimento Feminista, não quer protagonizar a pauta do movimento, quer apenas unir forças para acabar com o Machismo que destrói nossa sociedade, colocando mulheres, que são maioria absoluta, numa situação de submissão social. 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

SBT corta cenas e transforma casal gay de novela em heterossexuais

O SBT está transformando um casal gay de uma novela mexicana em dois garanhões heterossexuais. Na dublagem de Sortilégio, que exibe há um mês na faixa das 16h, a emissora trocou todas as insinuações gays por diálogos de contexto hétero. Cenas da intimidade dos personagens Ulisses (Julián Gil) e Roberto (Marcelo Córdoba), que evidenciariam a orientação sexual de ambos, foram eliminadas na edição. Eles apenas trocam gracejos e se entreolham. 

Em Sortilégio, Ulisses e Roberto são bissexuais e têm um caso, mas fingem ser apenas bons amigos héteros. Eles têm namoradas. Na versão original mexicana, apareceram nus trocando carícias na cama e falando abertamente sobre sexualidade. 

No capítulo 16, exibido pelo SBT em 17 de novembro, Ulisses e Roberto preparam um drink enquanto estão conversando. O SBT cortou a cena quando os dois foram para a janela e se entreolharam com cumplicidade. 

No dia seguinte, uma cena romântica do casal gay foi mutilada. Na versão mexicana, enquanto caminham e fumam charuto, Ulisses diz a Roberto que gosta de homens e mulheres. Depois, os dois param. Roberto, em um gesto de carinho, pega o colar de Ulisses, que responde passando o charuto no lábio com sensualidade. 

Enquanto isso, no Brasil, o texto em que Ulisses diz que gosta de meninos e meninas foi trocada pela dublagem por “Namorei bastante lá. Eu ia para as festas e arranjava namorada”. As carícias, o charuto e a troca de olhares foram suprimidos. No capítulo de 20 de novembro, metade da cena do casal em uma banheira de hidromassagem também foi cortada, apesar de os dois nem se tocarem na versão da Televisa. 

Em 21 de novembro, o SBT transformou Roberto em hétero. Na versão mexicana, ele diz a Ulisses, em tom jocoso, que vai ver a sua “mulher”. A dublagem trocou “mulher” por “Raquel”, nome da falsa namorada, e fez o personagem suspirar, como se estivesse apaixonado por ela. Trocou a ironia original por uma declaração de amor velada. 

Procurado, o SBT disse que “todas as edições feitas são para adequar a novela à classificação indicativa para o horário de exibição, de acordo com a lei”. A trama mexicana é imprópria para menores de dez anos, mas o Ministério da Justiça não veta insinuações homossexuais. O mais curioso é que cenas mais pesadas, como o sexo na sombra entre os protagonistas Alessandro (William Levy) e Maria José (Jacqueline Bracamontes) foram ao ar. 

No capítulo com previsão para ir ao ar em 22 de dezembro, Ulisses e Roberto aparecerão na cama, nus, cobertos apenas com um lençol. Se os cortes persistirem, essa cena não irá ao ar no SBT.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

País alto índice de homofobia lidera "pornô gay" em sites de buscas

Um país com leis anti-gay e constante ataques aos homossexuais parece estar bem curioso sobre como é que funciona essa coisa de sexo entre dois homens ou duas mulheres. De acordo com o site de buscas Google, o Quénia, situado no continente africano, lidera as pesquisas pelas expressões 'fotos de sexo gay' e 'fotos pornô gay' feitas entre 2004 até o presente.

De acordo com o site inglês PinkNews, 92% dos quenianos concordam que a homossexualidade é inaceitável. Ter relações homoafetivas no país é contra a lei e pode acarretar em uma pena de até 21 anos na prisão.

Parlamentares do Quénia têm discutido uma lei ainda mais pesada contra quem cometer atos homossexuais, com penas que variam de prisão perpétua até morte por apedrejamento. 

Outros países com altos índices de ataques homofóbicos completam o top 5 de buscas por pornografia gay: a África do Sul, Nigéria, Paquistão e Índia, respectivamente. 

Filipinas, Austrália, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá ocupam do 6º ao 10º lugar no ranking, respectivamente.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vídeo com Beijo Gay do “Parafernalha” Gera Comentários Homofóbicos

O canal de humor “Parafernalha” foi alvo de comentários homofóbicos na internet. Após publicar um vídeo  de humor sobre os piores momentos para uma festa surpresa, a página recebeu citações negativas sobre dois atores se beijam.

O vídeo já teve mais de 800 mil visualizações pelo YouTube. Nele, os atores brincam com várias situações vistas como ruins para ser surpreendido com uma festa de aniversário, e, no fim, mostram dois casais se beijando. Só que o que revoltou alguns internautas foi o grupo exibir uma cena de uma relação entre homossexuais.

O ator e empresário Felipe Neto, idealizador do "Parafernalha", repudiou as manifestações homofóbicos e frisou que "apesar do vídeo ter uma cena quase explícita de sexo heterossexual (o que colocamos de propósito), as críticas avassaladoras são contra um beijo gay que acontece na cena seguinte. Ninguém comenta a cena de sexo, apenas ficam ofendidos pelo beijo homossexual".

O canal já publicou outros dois vídeos com beijo gay, no qual também causou manifestações homofóbicas por parte dos internautas. Num vídeo em que ensina 'como não terminar um namoro', os atores Daniel Curi e Victor Lamoglia interpretam um casal de namorados. Já em outro vídeo, fala sobre "coisas de carnaval", o comediante Lucas Salles dá um beijo por engano em Daniel Curi, que está fantasiado de mulher.

 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Dilma Rousseff: A Candidata das “Opções Sexuais”

Dilma Rousseff, a mesma candidata que disse que em seu governo não faria propaganda de “opções sexuais”, voltou a defender a criminalização da homofobia após a repercussão da declaração homofobica de Levy Fidelix no debate eleitoral do TV Record. 

"Meu governo e eu, tanto publicamente quanto pessoalmente, somos contra a homofobia e acho que o Brasil atingiu um patamar de civilidade no qual todos nós não podemos conviver com processos de discriminação que levem à violência", disse em entrevista coletiva em São Paulo. A declaração da presidente me causou muita estranheza, pois foi ela e o seu partido que abriu concessões ao PLC 122 para acalmar os ânimos da bancada fundamentalista, forte base de apoio ao seu governo.

Dilma lembrou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF), ao reconhecer a união estável entre casais do mesmo sexo, garantiu os direitos civis a todos os cidadãos. "O STF foi claro e definitivo. Isso não está mais em discussão", afirmou. Ela, no entanto, evitou responder se aceitaria o apoio de Fidelix num eventual segundo turno. "Estou no primeiro turno e não vou fazer precipitação. Só falo em segundo turno depois do voto depositado na urna e computado." 

O STF tem total autonomia pelos seus atos. A vitória do reconhecimento da união estável junto ao STF não é da Presidente Dilma e nem do PT, essa vitória é da sociedade civil. Em nenhum momento tivemos apoio da presidência, como houve na Argentina e se Dilma estivesse realmente preocupada com os assassinatos homofóbicos que ocorrem no Brasil, ela mandaria um projeto para o Congresso e usaria sua base aliada, que é maioria na casa, para garantir a rápida aprovação.

Recentemente Dilma voltou a falar em "opção sexual" em seu programa de governo. Como ela pode estar conectada com a causa LGBT se não está alinhando nem com a terminologias do movimento? Quem vota em Dilma Rousseff, vota contra a cidadania e os princípios de igualdade. 

domingo, 28 de setembro de 2014

Entrevista de Floriano Pesaro para o Site #VoteLGBT

1. Quais são suas principais propostas para a população LGBT? 

O respeito ao Estado laico por todas as esferas do poder. 

Equiparar a prática da homofobia/lesbofobia/transfobia e bifobia à prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível. 

Fortalecimento do Conselho Nacional LGBT. 

A inclusão, no currículo escolar, de conteúdo relativo a promoção dos direitos humanos, ressaltando a importância da igualdade de gênero, igualdade racial, respeito à diversidade, a inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, bem como das populações LGBT, indígena e outros grupos vulneráveis social ou economicamente. 

O respeito à orientação sexual e à identidade de gênero, apoiando as leis que estão tramitando no Congresso, como a lei de identidade de gênero, casamento civil igualitário e outras. Implementação, fiscalização e acompanhamento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT. 

2. Quais outras propostas da sua candidatura você gostaria de destacar? 

Além da inclusão tenho propostas nas áreas da Educação, Gestão Pública (Governo Eletrônico, e a prestação de serviços públicos por meio eletrônico), Reforma Política e Mobilidade Humana. 

Defendo o voto distrital misto com financiamento público de campanha, para que haja mais representatividade na política, além da diminuição de gastos, e adoção de uma cláusula de desempenho para a obtenção de recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e televisão. 

3. Qual sua mensagem para as eleitoras e os eleitores LGBTs? 

Em 2005, antes dos meus dois mandatos de vereador, como Secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, criamos o Centro de Referência da Diversidade – CRD, que trabalha com mulheres, crianças, negros, pessoas com deficiência, idosos, homossexuais, travestis e outros grupos e pessoas em situação de vulnerabilidade. 

Como vereador propus a Lei nº 15.900/13, que incluiu o Dia Municipal de Luta Contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia no Calendário Oficial da Cidade de São Paulo, e do Projeto nº 147/2013, que institui a Política Municipal de Promoção da Cidadania LGBT e Enfrentamento da Homofobia e lutei contra o Dia do Orgulho Hétero e a proibição da Parada na Av. Paulista. 

Propus também o Projeto de Lei 497/2009 que proíbe discriminação motivada por etnia, deficiência, origem, gênero, classe social e geracional e contra a população LGBT em estabelecimentos comerciais, industriais, de serviços e similares na nossa capital. Isso quer dizer que se ocorrer discriminação em qualquer estabelecimento a empresa também será responsabilizada. O objetivo é difundir a importância de um treinamento adequado aos funcionários desses estabelecimentos e a importância de se cultivar o respeito e a proibição de atitudes discriminatórias, que deverão ser combatidas, independentemente de serem praticadas por empregados ou por clientes. 

Nas eleições 2014 sou candidato a Deputado Federal, meu número é 4544. São Paulo é uma cidade plural, construída por mulheres e homens, vindos de todas as partes do Brasil e do mundo. A diversidade não poderia encontrar melhor lugar para se expressar culturalmente. A cidade com a maior Parada LGBT do mundo não pode mais ser a que ostenta números assustadores de casos de violência de gênero ou motivada por orientação sexual! Vamos lutar para sermos de fato uma cidade de vanguarda, que respeita e coexiste com as diferenças. É essa a contribuição que se espera de nós!

sábado, 28 de junho de 2014

Domingo na Praça: Um relato após os 45 anos do levante de Stonewall


Era um domingo azul de março de 2014. O programa do dia previa uma caminhada pela high line, uma passada no Chelsea Market e um passeio por Greenwich Village.

A cidade ainda estava encoberta pela última neve do inverno, e o dia bem gelado. “Foi um inverno rigoroso”, afirmaram os americanos. Mas a capital do mundo não perde seu encanto mesmo em dias cinzentos. 

No final do percurso, a ansiosa passagem por Stonewall Place. De repente eu estava ali naquela pracinha onde tudo se passou. Uma forte emoção tocou conta de mim. Impossível não se emocionar com as estátuas em homenagem aos que tomaram a frente da luta dos direitos dos cidadãos LGBTs e se insurgiram contra a ordem instituída que os proibia de ir e vir, de ser quem se deseja ser e de amar. 

Sentei num dos bancos da praça e fiquei um bom tempo admirando tudo e tentando imaginar aqueles dias de junho de 1969. Ao lado, duas garotas fotografavam. No outro banco, uns rapazes brincavam com a neve. Na rua ao lado, o barulho de um grupo de pessoas que aguardavam a fila de um restaurante chamava a atenção, o horário de almoço se aproximava. 

Fotografei a praça e caminhei até o bar stonewall Inn, o bar onde tudo começou. Fiquei ali por um tempo observando o local. Um momento mágico. Seria mais um bar na cidade, não fosse um marco na história de uma luta. Uma luta à liberdade de expressão, à igualdade, à vida, ao amor e à felicidade. 

Saindo de stonewall seguimos pelos arredores tentando seguir o curso dos dias de 1969. No entorno as placas com nome das ruas homenageia e lembra os cidadãos LGBTs de ontem e de hoje. 

Nos despedimos apressadamente da região, um almoço nos aguardava com a ativista Márcia Rocha, a acadêmica Berenice Bento e a bela Joyce Lee, que eu conheci naquele dia e de quem tenho tido a felicidade de trocar a amizade. 

Nova York não foi mais a mesma desde aqueles dias de junho de 1969, o mundo também passou a contar uma história de afirmação, de visibilidade e de lutas em defesa dos direitos de uma população. 

A praça de guerra de Greenwich Village parecia uma praça de paz naquele domingo de março. Até a neve ajudou no cenário. Mas os dias de junho de 1969 estão ali, presentes na memória de cada banco, de cada esquina e de cada rua. 

A luta continua, e as pedras no caminho também. 45 anos se passaram desde a conhecida Revolta de Stonewall, quando a população LGBT se juntou para resistir aos maus tratos da polícia contra essa comunidade. Muita coisa mudou, mas há muito a conquistar. Transportar cada pedra na tentativa de trilhar um caminho menos pedregoso é tarefa de todos e todas comprometidos o ser humano.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Mostra Critica a Homofobia no Irã

O Grupo Gay da Bahia (GGB) mais antiga entidade do gênero no país, vai aproveitar o jogo da seleção do Irã contra a Bósnia pela Copa do Mundo, em Salvador, na próxima quarta-feira, 25, para promover uma exposição contra a república islâmica iraniana. 

O GGB resolveu inaugurar a exposição "Irã, o Inferno dos Homossexuais" - Exposição de Fotos sobre a Homofobia na República Islâmica do Irã na sede da entidade, no Pelourinho, no mesmo dia do jogo do Irã contra a Bósnia, das 10h às 18h. A mostra permanecerá aberta até fim do mês de julho, mesmo após o término no Mundial, cuja final será no dia 13 do próximo mês. 


Conforme o GGB, dentre os 76 países do mundo onde ainda persistem leis que condenam os homossexuais a serem torturados e presos, sete condenam à morte: Irã, Arábia Saudita, Iêmen, Mauritânia, Sudão, Somália e Nigéria (apenas a região norte). Destes, ainda de acordo com a entidade, o Irã é o "mais homofóbico", pois o ex-presidente Ahmadinejad declarou que não existem gays no país, ali ocorrendo todos os anos duas ou mais execuções de homossexuais. A homofobia é política oficial de estado, 'homofobia governamental'", divulgou a entidade. 

A entidade informa que, entre as fotos da exposição, serão exibidas "cenas chocantes do enforcamento em praça pública em Teerã de jovens gays, as costas ensanguentadas de vítimas de açoites e torturas. Mas também fotos do ex-presidente Ahmadinejad beijando no rosto outros homens - o que demonstraria a contradição da cultura islâmica que convive com atos públicos de "homossociabilidade", mas condena à morte os que assumem ou são acusados de homoerotismo. 

Há críticas, ainda, ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma, pela recepção e apoio a Ahmadinejad, constando na exposição fotos e caricaturas de Lula com o ex-presidente do Irã. Segundo Mott, em muitos países homofóbicos radicais, as autoridades religiosas muçulmanas estimulam que gays sejam submetidos a operações de mudança de sexo, "consertando" assim o abominável pecado de um homem amar outro homem. 

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A Copa da Intolerância

Torcedores brasileiros e mexicanos poderão ser investigados por comportamento homofóbico durante partida entre Brasil e México na terça-feira em Fortaleza. As ofensas aconteceram quando os goleiros cobravam um tiro de meta. Os mexicanos, em bom número no Castelão, começaram a gritar “Puto!” contra Júlio Cesar, como acontece em alguns jogos de futebol no país. A torcida brasileira devolvia quando o goleiro Ochoa era o responsável pela reposição de bola.

O termo "puto", no México, é usado pejorativamente contra homossexuais. Por ser uma primeira ocorrência, Brasil e México devem escapar apenas com uma advertência, mas a situação do México pode piorar por conta de supostos casos de racismo na partida contra Camarões. Na mesma partida, o goleiro de Camarões também teria sido vítima de cantos homofóbicos, o que também será analisado pela Fifa.

A punição nesses casos afeta as equipes desses torcedores; elas podem ser obrigadas a disputar partidas a portas fechadas e, diante de novos casos, sofrer redução de pontos, rebaixamento ou expulsão de uma competição. A Fifa já abriu um processo disciplinar contra o México.  

Diversos jogadores foram vítimas de racismo nos últimos meses. No caso mais emblemático, um torcedor atirou uma banana contra o lateral da seleção brasileira Daniel Alves, durante partida do Barcelona na Espanha. Ele comeu a fruta e continuou a jogar. O episódio deu início a uma campanha global, lançada pelo jogador Neymar, contra o racismo.

Além de Brasil e México, os torcedores de Rússia e Croácia também estão na mira da Fifa. A entidade recebeu denúncias de conteúdo racista e antissemitas em cartazes exibidos por russos e croatas nos primeiros jogos de suas equipes na Copa do Mundo. A conduta dos torcedores russos é motivo ainda maior de preocupação, porque a próxima Copa do Mundo será disputada na Rússia, em 2018. 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Militantes LGBT realizam protesto durante a partida entre Irã x Nigéria

Durante a partida das seleções do Irã x Nigéria, o Movimento LGBT realizou um protesto contra a homolesbotransfobia de ambos os países. Irã e Nigéria pertencem ao grupo de nações que condenam a homossexualidade com pena de morte. No protesto, ativistas colocaram uma enorme bandeira do movimento gay na fachada de um prédio e enforcaram dois bonecos, um representando as mortes ocorridas naqueles países.

Durante o protesto, diversos iranianos pararam para ver e até tirar fotos da manifestação. Para o iraniano Mihda, que é radicado nos Estados Unidos e não quis revelar seu sobrenome, os protestos são legítimos e todos estão otimistas no país por uma maior abertura política. Ele, por exemplo, disse não se importar com a orientação sexual do seu filho, que ele nunca perguntou qual é. No entanto, Mihda se recusou a tirar uma foto diante da bandeira gay.

A partida Irã x Nigéria, foi apelidada de "Jogo da Morte". No Irã, gays são enforcados. No norte da Nigéria, perdem a vida a pedradas. A Capital paranaense também irá sediar o jogo entre Argélia x Russia, no dia 26. Na Argélia, homossexuais podem ser condenados a 14 anos de prisão, e na Rússia, embora oficialmente não existam leis contra gays, eles são cada vez mais apartados da sociedade e perseguidos.

terça-feira, 3 de junho de 2014

#JogueComOrgulho: Google convoca atletas para entrar em campo contra a homofobia

Começa nesta terça (3) o #JogueComOrgulho, campanha capitaneada pelo Google que convida vloggers, atletas e usuários a enviar vídeos celebrando o mês do orgulho LGBT, na luta contra qualquer tipo de preconceito, principalmente a homofobia, dentro e fora dos campos, quadras e estádios de todo mundo.

O vídeo que dá o pontapé inicial é emocionante pois mistura discursos clássicos de Nelson Mandela e do presidente Obama com depoimentos de atletas abertamente gays, como o saltador Tom Daley e o jogador da NFL, Michael Sam.

Além deles, no canal oficial brasileiro da campanha é possível assistir a uma playlist com depoimentos estrelas do futebol brasileiro que também participam da iniciativa: Marta e Denilson são alguns dos nomes que fazem o convite para "jogar com orgulho", ao lado dos jogadores do Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos.

Em 2012 o Google pintou os resultados de busca com o arco-iris, e no ano passado promoveu o #ShareWithPride, que celebrava o amor homoafetivo.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Equipe Italiana de Futebol Americano no Combate à Homofobia

A equipa italiana de futebol americano Lions de Bergamo decidiu fazer um vídeo contra a homofobia e todas as formas de discriminação. O spot da campanha contou com a participação de Carlo Gabardini, o popular “Olmo” da série televisiva “Camera Café”.

Carlo Gabardini assumiu a sua homossexualidade no jornal “La Repubblica”, num ato contra à homofobia, motivado pela notícia do suicídio de um menino de apenas 21 anos de idade, vítima de homofobia. Carlo Gabardini participou também no projecto Le Cose Cambiano , afiliado italiano da campanha It Gets Better, com um vídeo contra o bullying homofóbico intitulado La Marmellata e La Nutella.

 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Outdoor que Simula Beijo Gay de Jesus é Depredado

Parte do projeto chamado "Obranúncio", um outdoor que estampava três fotos, sendo uma delas um beijo entre dois homens, foi alvo de vandalismo em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. O ataque aconteceu na Avenida Juracy Magalhães. O mesmo outdoor mostra outras duas fotografias nas laterais, que remetem à representação de Jesus Cristo. 


Intitulada "Paixão de Cristo", a obra é fruto de parceria entre os artistas Alex Oliveira e Ricardo Alvarenga. Mais três fotógrados estão com imagens espalhadas na cidade, são eles George Neri, Rayza Lelis e Vinícius Gil. A autora do projeto, Núbia Neves, estuda Cinema e Audiovisual na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e foi contemplada em um edital da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). 


Os artistas não pretendem restaurar a peça, pois a intenção era gerar uma reflexão social e a sociedade tem o direito de reagir da forma que achar conveniente. A depredação é resultado da omissão de políticas públicas reparatórias para a Comunidade LGBT, resposta de uma sociedade que mais mata homossexuais no mundo por motivação de ódio. 

Em 2008, publiquei um ensaio fotográfico do artista Robert Recker, intitulado “A Paixão de Cristo”. Num ensaio sensual, temos representações da santa ceia, de Jesus lavando os pés de um discípulo, do beijo de Judas e de Jesus rezando em volta de alguns discípulos dormindo. O trabalho de Robert Recker também foi alvo de várias criticas. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Sobre Manifestações e Ausência de Políticas Públicas

Muito me impressiona o desdobramento que alguns militantes do movimento LGBT vem dando ao caso do menino Kaique, morto no dia 11 de janeiro. A morte completa um mês e apesar da família estar convencida que foi suicídio, alguns militantes não se convenceram da conclusão do laudo policial e prometem mais manifestações. 

Antes da conclusão do laudo policial, a Ministra Maria do Rosário soltou uma nota lamentando o caso de homofobia em São Paulo. A ministra trata São Paulo como um ente independente da Federação, como se os casos de homofobia praticados em São Paulo não fossem reflexos da ausência de políticas públicas nos mais de 10 anos do Governo Petista. 

Considero a manifestação legitima e um forte instrumento da democracia, porém no calor do momento, o seu alvo foi desviado. Os manifestantes programam ir até a Secretaria de Segurança Pública e cobrar por respostas e se esta Secretaria não se movimentar, significa que “a diversidade não é bem vinda em São Paulo”. 

São Paulo é o Estado que tem a maior rede de proteção e de políticas públicas voltadas para o segmento LGBT. Foi em São Paulo, na gestão do Prefeito José Serra, que foi instituído no âmbito municipal o primeiro órgão governamental de fomento as políticas para a população LGBT. Enquanto Governador, José Serra também instituiu a Coordenação de Políticas Publicas para a Diversidade Sexual. Também foi regulamentada a Lei 10.948, que pune administrativamente à homofobia, além da criação de conselhos municipais e estadual. 

Ainda temos muito que avançar para termos uma cidade e um Estado para todas e todos, acho completamente desconexo com a realidade cobrar somente do Governo Estadual a responsabilidade pela crescente onda de homofobia. Não é da alçada do poder público Estadual criminalizar a homofobia, mas sim do Governo Federal, que em negociações com as bancadas fundamentalistas enterrou o PLC 122 e vetou o Kit Escola Sem Homofobia, ocasião que a presidente Dilma Rousseff declarou que não faria propaganda de “opções sexuais”. 

Enquanto o Movimento LGBT fica se digladiando, numa disputa partidária sem fim, casos de homofobia estão acontecendo em todo o Brasil. Temos que cobrar, é um direito legitimo de todas e todos, mas temos que saber direcionar nossas demandas, cobrando a ausência do poder público nas esferas de sua competência.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A Proibição de “Propaganda Homossexual” também existe no Brasil

Em meio a muitas criticas por conta da polêmica lei que proíbe a “propaganda homossexual”, a Rússia vem realizando os jogos de inverno de Sochi. Falar dos abusos do Presidente Putin e não nos remetermos ao cenário brasileiro, é quase impossível. Aqui no Brasil, avançamos muito pouco no que diz respeito aos Direitos Humanos para a População LGBT. 

Dilma Rousseff, justificando o veto do Kit-antihomofobia, disse que eu seu governo não fará propaganda de “opções sexuais”. A declaração da presidente aconteceu após lideres fundamentalistas ameaçarem o governo, dizendo que convocariam o então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci para esclarecer a multiplicação do seu patrimônio. 

Apesar das condições climáticas distintas entre Brasil e Rússia, os dois países têm uma aproximação muito grande no que diz respeito a violação de direitos da população LGBT. Ambos são governados por lideres que não dialogam com os movimentos sociais e colocam as lutas pelas liberdades em segundo plano. 

Em solidariedade aos atletas e ao Movimento LGBT Russo, o Google demonstrou um doodle com as cores do arco-íris dedicado aos Jogos Olímpicos de Inverno. O doodle, o tradicional símbolo da empresa que aparece na página de inicial de seu buscador na internet, possuiu os desenhos dos esportes olímpicos de inverno sobre um fundo que reproduz as cores do arco-íris, que representam a comunidade LGBT. 

Alguns atletas expressaram que temem a discriminação durante os Jogos, enquanto vários ativistas da causa gay e dos direitos humanos convocaram um boicote à competição. O Instituto Canadense de Diversidade e Inclusão lançou uma campanha com o slogam “depois que você ver isso, jamais verá o luge da mesma forma”. Ao som do hit dos anos 80 'Don´t You Want Me, Baby', o vídeo reproduz dois atletas sentados juntos em uma espécie de carrinho, e pede o fim da restrição à propaganda gay em Sochi, local onde o evento acontece. “Os Jogos sempre foram um pouco gay. Vamos lutar para mantê-los assim”. 


Espero que o Movimento LGBT do Brasil também use a ocasião da Copa do Mundo e das Olimpíadas do Rio de Janeiro, para denunciar o descaso que Lesbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais são submetidos neste país, que mesmo sem uma lei restritiva as liberdades individuais, é o país que mais mata LGBT no Mundo. Não temos uma lei que proíbe a “propaganda homossexual”, mas temos a promessa de uma presidente, dizendo que nada caminhará neste sentido.