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sexta-feira, 3 de março de 2017

A Geni da vez

No Rio de Janeiro, um jovem foi encontrado nu na praia, com marcas de violência, infelizmente ele veio a falecer no hospital. Amigos disseram em sua página do Facebook que ele sempre teve medo de ser vítima de homofobia. Infelizmente, nos, LGBT, somos a Geni da vez. 

Enquanto não houver a criminalização da Homofobia e Transfobia esses crimes ficarão impunes e continuarão a jogar pedra, água e bosta na gente, achando que somos feitos para apanhar e bons para cuspir. 

Segundo a OMS, o Brasil é o 11º país com mais crimes de homicídios, é um dado alarmante e qualquer pessoa poder falar que viver no Brasil é perigoso para qualquer pessoa, sendo hétero, homossexual, travestis ou transexual, mas segundo Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o país que mais mata lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, superando índices de países do Oriente Médio e da África, que pune com pena de morte a homossexualidade.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Frequência "Gay"

O Portal MixBrasil, em parceria com a Rádio 89 FM, lançou uma campanha intitulada "Frequência Gay", que alerta para as alarmantes estatísticas de assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, por motivação de ódio, no Brasil. Apesar da campanha exibir os dados como só fossem gays assassinados no Brasil, isso é um equivoco, essa estatística é contabilizada pelo Grupo Gay da Bahia e nela entra todos os crimes contra a população LGBT.

No filme, a Rádio 89 FM avisou que a música a ser tocada a seguir estaria em uma frequência que, segundo foi descoberto, somente homossexuais poderiam ouvir. Para registrar a reação de algumas pessoas, foram instaladas câmeras escondidas em um táxi com a estação sintonizada.

Apesar de a música tocada ser ouvida por todos, poucos passageiros assumiram que estavam ouvindo, alguns revoltados com o fato. Ao final, os ouvintes eram comunicados que, na verdade, a Frequência Gay não existe, afinal, somos todos iguais, independentemente da orientação sexual.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Por iguais oportunidade de trabalho

A nova capa da "Revista Época" vem para contribuir positivamente no que se tem discutido sobre a equanimidade nas condições de trabalho e no acesso ao emprego no que diz respeito a população LGBT. Parece inadmissível cogitarmos isso, mas ainda existem chefes que estão preocupados com quem os seus subordinados dividem a cama.

No ano passado conheci um cara pela internet, marcamos de tomar um café e durante a conversa ele comentou que toda sua família e amigos sabiam da sua sexualidade, ele só mantinha segredo no trabalho e não era apenas um simples segredo, ele fazia questão de reafirmar sempre uma falsa heterossexualidade, comentando sobre meninas e falando de experiencias sexuais que ele nunca teve.

Não estamos no papel de julgar esse tipo de comportamento, sabemos que a homofobia, lesbofobia e transfobia, no ambiente corporativo é muito grande, é fruto de uma sociedade machista e patriarcal, que tem o papel de repudiar tudo aquilo que não é considerado "padrão" e "heteronormativo". O mesmo preconceito que restringe os direitos das mulheres no mercado de trabalho, também restringe da população LGBT.

Embora gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais venham conquistando espaço nas grandes mídias e ganhando notoriedade nas telenovelas, é preciso que as pessoas entendam que a vida deles não se circunscreve ao sexo, nem tampouco ao aspecto comportamental. Quando falamos dessas pessoas, muitas vezes parece que sua vida se limita ao aspecto privado, íntimo, pessoal.

Não vemos muito frequentemente professores se assumirem LGBT com naturalidade, funcionários trabalharem travestidos sem que isso se torne a primeira coisa a chamar a atenção, e não o trabalho desempenhado pela pessoa, em si. Deveria ser normal vermos empresários transexuais numa reunião de trabalho abordando assuntos que em nada se referem a sexo, e sem que ninguém reparasse nisso. 

Recentemente o Carrefour lançou um manual de “Como tratar pessoas LGBT?”, são perguntas e respostas, que levam instruções aos colaboradores da empresa, maneiras de combater o preconceito em suas lojas. No manual a empresa ressalta que a discriminação e posturas intolerantes por parte de qualquer pessoa, seja colaborador, cliente ou qualquer público, não estão em sintonia com os valores da empresa". Outro avanço muito importante é no que diz respeito ao nome social, possibilitando que colaboradores e colaboradoras, figurem o seu nome social no crachá, independente de cirurgia ou decisão judicial, respeitando as liberdades e escolhas individuais. 

No Governo do Estado de São Paulo, no âmbito da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, temos o "Selo Paulista da Diversidade", que tem o objetivo de destacar boas práticas empresariais como ação estratégica pela igualdade de direitos e cidadania. Essas práticas são relacionadas a inclusão das temáticas das pessoas com deficiência, e as questões étnicas, raciais, de gênero, idade, orientação sexual e identidade de gênero, e para difundir a cultura de respeito, valorização e promoção da igualdade nos ambientes de trabalho.

O que é necessário mudar no ambiente corporativo, está relacionado a “Acessibilidade Atitudinal”, um termo amplamente explorado e defendido pelo Movimento das Pessoas com Deficiência, mas que podemos projetar para todos os outros movimentos de minorias. Enquanto nos e as empresas não mudarem o modo de pensar, de ver o outro, estaremos apenas num discurso infundado e vazio que pede respeito, mas não mostra como ou porque. 

Precisamos ver as pessoas além do privado, pois os talentos não estão expostos em características físicas, raça, credo, orientação sexual ou identidade de gênero. Infelizmente a atitude generalizada é censurante e opressora e enquanto não mudarmos o comportamento corporativo não sairemos da base do discurso.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Homem Feminista

Já fui muito criticado por feministas ao dizer que eu era um homem feminista. E o discurso foi o mesmo de sempre, apontando que os homens não podem protagonizar uma luta de mulheres. Antes de ser homem, sou filho, neto, irmão e amigo de muitas mulheres que tem seus direitos negados numa sociedade machista, heteronormativa e patriarcal. 

Não precisamos ter uma identidade de gênero feminina, para lutarmos contra o machismo. O machismo é um preconceito tão enraizado na sociedade, que não abrange só os mulheres, a luta contra a homofobia, lesbofobia e transfobia, protagonizadas pelo Movimento LGBT, são variações do machismo da nossa sociedade.

Nossos algozes superaram essa discussão de legitimidade e protagonismo, eles tem um objetivo e se algum setor da sociedade puder se unir a eles, será muito bem vindo. Podemos usar como exemplo os conchavos que a Bancada Evangélica, do Congresso Nacional, faz com a Bancada Ruralista, votando em conjunto suas pautas, ganhando força e travando as pauta progressistas dos Movimentos Sociais e as pautas de pautas de proteção ao meio ambiente.

Os homens sensíveis a causa do Movimento Feminista, não quer protagonizar a pauta do movimento, quer apenas unir forças para acabar com o Machismo que destrói nossa sociedade, colocando mulheres, que são maioria absoluta, numa situação de submissão social. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

IBGE divulga dados sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo

Pela primeira vez o IBGE divulgou dados sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. No ano passado, para cada mil casamentos heterossexuais, houve três uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. Quase metade dos casamentos homossexuais foram realizados em São Paulo. 

Muitos desses casais são formados por pessoas que já estavam juntas há muito tempo, mas só puderam oficializar a união depois que o Conselho Nacional de Justiça autorizou o casamento entre homossexuais, no ano passado. 

Pela primeira vez o IBGE analisou os números de casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. No ano passado, ocorreram 3.701 uniões entre pessoas do mesmo sexo, o que representa 0,35% do total de casamentos no país. 

São Paulo foi o estado que registrou o maior número de uniões entre casais do mesmo sexo, seguido pelo Rio de Janeiro e por Minas Gerais.  A maioria dessas uniões gays no país foi entre mulheres: 52%. 

Outros dados da pesquisa do IBGE também mostram que o Brasil registrou mais casamentos e menos divórcios no ano passado. Foram 1,052 milhão casamentos, 1,1% a mais do que em 2012. A idade média para casar aumentou. Nas mulheres passou de 25 para 27 anos. Nos homens de 28 para 30 anos, isso em um espaço e uma década. 

Já número de divórcios diminuiu. Foram 16.679 separações a menos em 2013, uma queda de quase 5 % em relação ao ano anterior. E mais pessoas estão casando pela segunda vez. No ano passado, o recasamento representou 23% do total da uniões. Dez anos antes, significavam 13%.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Chile pode ser o quarto país da América Latina a legalizar casamento igualitário

O Chile está prestes a entrar numa lista que o coloca em 4º lugar na América Latina e em 21º no mundo: o de países onde o casamento gay é permitido.

Antes do fim da próxima semana, um grupo de parlamentares se comprometeu a apresentar um projeto de lei sobre o assunto. O grupo reúne representantes do Partido Democrata Cristão, Partido Socialista, Partido para a Democracia e do movimento Amplitude.

Antes de sua reeleição em março deste ano, a presidente Michelle Bachelet disse que é a favor do casamento igualitário, porém seu governo ainda está por resolver a questão, que ela diz apoiar desde 2006, durante seu primeiro mandato como presidente.

Em entrevista, o deputado Gabriel Silber, democrata Cristão, disse que era importante que "sentimentos iguais tivessem direitos iguais". "Não há nenhuma razão para ter cidadãos de primeira e de segunda classe", declarou. "Esperamos que o governo apoie a iniciativa e impulsione seu progresso, dando-lhe a prioridade adequada. Nós vamos nos encontrar com ministros do governo para apresentar o projeto de lei e esperamos contar com seu apoio."

Argentina, Uruguai e Brasil são os países sul-americanos que já permitem que casais do mesmo sexo se casem.

O Chile está na frente do Brasil com relação à criminalização da homofobia, que foi aprovada no país vizinho em 2012, quando o então presidente, Sebastián Piñera, apoiou o projeto de lei contra homofobia depois do assassinato do jovem Daniel Zamudio. Zamudio, gay de 24 anos, foi torturado por um grupo de jovens neonazistas, que o espancaram, mutilaram e desenharam a faca sinais da suástica em seu corpo.

Na ocasião, a atitude do presidente Piñera, de direita, chamou atenção pelo empenho com que ele defendeu pessoalmente a criminalização. O fato foi usado para cobrar uma postura do governo brasileiro, que apela ao argumento de que o chefe do Executivo nada pode fazer para ajudar na aprovação de uma lei desse tipo, já que tudo dependeria apenas do Congresso. Acontece que o presidente tem força pra unir suas bases, pedir apoio e cobrar a aprovação. A Argentina teve na presidente Cristina Kirchner apoio fundamental para reconhecer o Casamento Civil Igualitário.

Durante o discurso de aprovação à criminalização da homofobia, Piñera destacou-se também pelo uso correto dos termos, como orientação sexual e identidade de gênero, e ainda homenageou Zamudio: “Lembramos de Daniel e queremos dizer a seus pais que sua morte não foi em vão e que seu sacrifício está produzindo frutos abundantes”…“é preciso promover uma verdadeira e ampla cultura de tolerância à diversidade.”

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vídeo com Beijo Gay do “Parafernalha” Gera Comentários Homofóbicos

O canal de humor “Parafernalha” foi alvo de comentários homofóbicos na internet. Após publicar um vídeo  de humor sobre os piores momentos para uma festa surpresa, a página recebeu citações negativas sobre dois atores se beijam.

O vídeo já teve mais de 800 mil visualizações pelo YouTube. Nele, os atores brincam com várias situações vistas como ruins para ser surpreendido com uma festa de aniversário, e, no fim, mostram dois casais se beijando. Só que o que revoltou alguns internautas foi o grupo exibir uma cena de uma relação entre homossexuais.

O ator e empresário Felipe Neto, idealizador do "Parafernalha", repudiou as manifestações homofóbicos e frisou que "apesar do vídeo ter uma cena quase explícita de sexo heterossexual (o que colocamos de propósito), as críticas avassaladoras são contra um beijo gay que acontece na cena seguinte. Ninguém comenta a cena de sexo, apenas ficam ofendidos pelo beijo homossexual".

O canal já publicou outros dois vídeos com beijo gay, no qual também causou manifestações homofóbicas por parte dos internautas. Num vídeo em que ensina 'como não terminar um namoro', os atores Daniel Curi e Victor Lamoglia interpretam um casal de namorados. Já em outro vídeo, fala sobre "coisas de carnaval", o comediante Lucas Salles dá um beijo por engano em Daniel Curi, que está fantasiado de mulher.

 

domingo, 28 de setembro de 2014

Entrevista de Floriano Pesaro para o Site #VoteLGBT

1. Quais são suas principais propostas para a população LGBT? 

O respeito ao Estado laico por todas as esferas do poder. 

Equiparar a prática da homofobia/lesbofobia/transfobia e bifobia à prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível. 

Fortalecimento do Conselho Nacional LGBT. 

A inclusão, no currículo escolar, de conteúdo relativo a promoção dos direitos humanos, ressaltando a importância da igualdade de gênero, igualdade racial, respeito à diversidade, a inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, bem como das populações LGBT, indígena e outros grupos vulneráveis social ou economicamente. 

O respeito à orientação sexual e à identidade de gênero, apoiando as leis que estão tramitando no Congresso, como a lei de identidade de gênero, casamento civil igualitário e outras. Implementação, fiscalização e acompanhamento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT. 

2. Quais outras propostas da sua candidatura você gostaria de destacar? 

Além da inclusão tenho propostas nas áreas da Educação, Gestão Pública (Governo Eletrônico, e a prestação de serviços públicos por meio eletrônico), Reforma Política e Mobilidade Humana. 

Defendo o voto distrital misto com financiamento público de campanha, para que haja mais representatividade na política, além da diminuição de gastos, e adoção de uma cláusula de desempenho para a obtenção de recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e televisão. 

3. Qual sua mensagem para as eleitoras e os eleitores LGBTs? 

Em 2005, antes dos meus dois mandatos de vereador, como Secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, criamos o Centro de Referência da Diversidade – CRD, que trabalha com mulheres, crianças, negros, pessoas com deficiência, idosos, homossexuais, travestis e outros grupos e pessoas em situação de vulnerabilidade. 

Como vereador propus a Lei nº 15.900/13, que incluiu o Dia Municipal de Luta Contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia no Calendário Oficial da Cidade de São Paulo, e do Projeto nº 147/2013, que institui a Política Municipal de Promoção da Cidadania LGBT e Enfrentamento da Homofobia e lutei contra o Dia do Orgulho Hétero e a proibição da Parada na Av. Paulista. 

Propus também o Projeto de Lei 497/2009 que proíbe discriminação motivada por etnia, deficiência, origem, gênero, classe social e geracional e contra a população LGBT em estabelecimentos comerciais, industriais, de serviços e similares na nossa capital. Isso quer dizer que se ocorrer discriminação em qualquer estabelecimento a empresa também será responsabilizada. O objetivo é difundir a importância de um treinamento adequado aos funcionários desses estabelecimentos e a importância de se cultivar o respeito e a proibição de atitudes discriminatórias, que deverão ser combatidas, independentemente de serem praticadas por empregados ou por clientes. 

Nas eleições 2014 sou candidato a Deputado Federal, meu número é 4544. São Paulo é uma cidade plural, construída por mulheres e homens, vindos de todas as partes do Brasil e do mundo. A diversidade não poderia encontrar melhor lugar para se expressar culturalmente. A cidade com a maior Parada LGBT do mundo não pode mais ser a que ostenta números assustadores de casos de violência de gênero ou motivada por orientação sexual! Vamos lutar para sermos de fato uma cidade de vanguarda, que respeita e coexiste com as diferenças. É essa a contribuição que se espera de nós!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Plano de Governo de Aécio Neves contempla população LGBT

Como determina a Justiça Eleitora para todos os candidatos nas próximas eleições, Aécio Neves (PSDB) divulgou as diretrizes gerais de seu Plano de Governo. O compromisso com a Comunidade LGBT surge oito vezes em seu plano, contemplando também outros segmentos historicamente esquecidos pelo Governo Federal. Aécio usa a sigla "LGBT" seis vezes e a expressão "orientação sexual" outras duas vezes.
Nosso governo buscará a renovação do compromisso com os princípios de igualdade, segurança e paz - o trinômio dos direitos humanos modernos. Será dada forte prioridade às políticas afirmativas em relação aos setores mais vulneráveis de nossa sociedade, em especial às mulheres, idosos, crianças, afrodescendentes, LGBT, quilombolas, ciganos, povos indígenas e pessoas com deficiência.
Tamanha abrangência coloca a Comunidade LGBT nas principais áreas do possível futuro governo, inclusive na superação sistemática da homofobia.

As citações aos LGBT estão condensadas no ponto em que enumera os compromissos com os Direitos Humanos. Dentre as diretrizes estão a elaboração do 4º Plano Nacional de Direitos Humanos para "completar e aperfeiçoar as políticas pública relativas aos Direitos Humanos" e cita dentre as "populações vulneráveis" os LGBT.
Elaboração do 4º Plano Nacional de Direitos Humanos que, no marco dos princípios constitucionais do nosso Estado Democrático de Direito, complete e aperfeiçoe as políticas públicas relativas aos direitos humanos, em especial quanto aos setores mais vulneráveis como mulheres, crianças, idosos, afrodescendentes, LGBT, quilombolas, ciganos, pessoas com deficiências, vítimas da violência e indígenas.
Aécio também pretende estimular os "movimentos afrodescendentes, LGBT, indígena e cigano para a promoção de eventos contra o racismo e a homofobia". E fala da ampliação da "participação da comunidade LGBT nos debates do Programa Brasil Sem Homofobia, e articulação deste programa como iniciativas estaduais e municipais".

O candidato Tucano inova e se compromete a manter uma oitiva permanente, através do Fórum Nacional de Diálogo, das reivindicações dos movimentos sociais que lutam pela garantia de direitos de negros, indígenas, ciganos, quilombolas e LGBT".

A população LGBT também é citada no projeto de articular políticas de saúde, assistência social, educação, previdência, Direitos Humanos e justiça "para garantir que o governo atue de forma permanente e integrada na defesa e no acesso a todos os direitos sociais" de comunidades como a LGBT.

O Plano de Aécio garante ainda o apoio e linhas de pesquisa universitárias relativas a questão étnico racial e de diversidade sexual e organização de Protocolo de Prevenção ao Racismo e Discriminação por Orientação Sexual com "participação de polítidas de justiça, direitos humanos, assitência social, educação, saúde e igualdade racial em ampla parceria com a sociedade civil".

Em entrevista concedida a Folha de São Paulo, em maio de 2013, Aécio declarou ser a favor da união cívil entre homossexuais e afirmou que a polêmica em torno do pastor Feliciano (PSC/SP) "foi longe demais", classificando o congressista como "despreparado".

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Brasil e Croácia ainda travam uma árdua disputa contra à homofobia

O que deveria ser um espaço de confraternização e livre convivência entre povos e raças, se tornou mais um espaço de propagação de ódio e segregação. 

Torcedores brasileiros inventaram um canto com ofensas homofóbicas para os croatas envolvendo o uniforme do adversário, vermelho e branco quadriculado. "Camisa feia, de quadradinho, todo croata que eu conheço é viadinho", gritavam alguns. 

Sem entender português, os torcedores da Croácia simplesmente riam e seguiam entoando os seus próprios cantos. 

A Croácia não é um exemplo de tolerância e respeito à Diversidade, principalmente quando assunto é futebol. Em 2010, varias associações de defesa dos Direitos LGBT denunciaram o Presidente da Federação de Futebol Croata, Vlatko Markovic, por suas declarações homofóbicas. 

Na Parada LGBT de 2011, a polícia Croata prendeu 17 pessoas por motivação homofóbica. A Parada de 2011 teve um público estimado de 2000 pessoas e 700 policiais fizeram a segurança do evento. 

Em 2013 a igreja católica promoveu a campanha “Em nome da Família”, onde colheu mais de 700 mil assinaturas que pedia um referendo para definir o casamento na constituição como uma “união entre um homem e mulher”. O referendo aconteceu no final de 2013, com 65,7% dos croatas apoiando a iniciativa da igreja católica. 

Ontem aconteceu um encontro de nações homofóbicas, que negam políticas públicas para a população LGBT, e devido à falta de compreensão dos idiomas, não foram revidadas. O Brasil saiu vitorioso na primeira disputa da Copa do Mundo, mas fato é que Brasil e Croácia está muito longe de vencer a homofobia.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Facebook lança pacote gratuito de stickers em comemoração ao mês do Orgulho LGBT


Usuários de todo o mundo poderão baixar gratuitamente o pacote “pride”, orgulho na versão brasileira, de figurinhas alusivas ao orgulho gay no Facebook Messeger. São 28 imagens com arco-íris, casais do mesmo sexo e até uma drag queen negra, claramente inspirada em Ru Paul.

O pacote traz ainda família gay, gays idosos, casamento e um monte de coisinhas legais. Para baixar o pacote para seu aplicativo basta acessar a loja de “emoticons”, uma cesta de compras à esquerda quando você vai enviar as figurinhas.

“Estamos celebrando o Orgulho adicionando estas figurinhas gratuitas do Facebook Messenger na loja de figurinhas. Sentimos isto como uma maneira que podemos fazer o Facebook um lugar melhor onde as pessoas podem expressas suas identidades autênticas. Feliz Orgulho!”, anunciou a página do Facebook Diversity ao anunciar a novidade na sexta-feira passada. 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Parada LGBT chega à sua 18ª edição e pede criminalização contra a homolesbotransfobia

A Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT) divulgou nesta quinta-feira (10) o tema "País vencedor é país sem homolesbotransfobia: Chega de Mortes! Criminalização Já!" para o desfile deste ano, que ocorrerá com um mês de antecedência, no dia 4 de maio. Com investimento de R$ 3 milhões, o evento espera receber entre 3,5 milhões e 4 milhões de participantes, como nos anteriores, e movimentar cerca de R$ 188 milhões na cidade.

De acordo com a organização, o objetivo do desfile é lembrar que a criminalização de agressões contra gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais no Brasil é um assunto de extrema importância. 

Tradicionalmente o evento ocorre em junho, durante o feriado de Corpus Christi, porém em 2014, por conta da realização da Copa do Mundo no Brasil, a organização antecipou a data para que os turistas, que costumam visitar o País, possam aproveitar a estadia sem preocupações com a falta de hospedagem ou com as altas tarifas cobradas. 

As atividades do mês do Orgulho LGBT conta com um ciclo de debates, de 22 a 25 de abril, no Sindicato dos Comerciários; Feira Cultural LGBT, e o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, que ocorrem juntos no dia 1º de maio, na Praça da República. No encerramento da Parada, no dia 4 de maio, o público contará com shows das cantoras Wanessa Camargo e Maria Christina e do cantor Pedro Lima.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Sobre Carnaval, Homofobia e Políticas Excludentes

A Mangueira não foi a campeã do Carnaval Carioca, mas sem sombras de dúvidas foi a escola que mais representou a Diversidade Cultural que existe no Brasil. Contando à história das festividades do Brasil, a escola levou à avenida 36 alas e sete alegorias para contar as origens e características das principais datas festivas do país. "Pegue seu par, dance quadrilha / 'simbora' pro meu sertão / vem pular fogueira / viva são João!", cantou o refrão do samba da verde e rosa. 

Os mais de 500 anos do Brasil foram retratados a partir de suas celebrações, desde o Descobrimento do país até tradições mais recentes, como a Parada Gay: "Sou brasileiro, vou festejar / Meu palco é a rua e a luz o luar / No coração da floresta magia que encanta "Garanto" que vai "caprichar" / Chegando à terra da garoa um arco-íris despontou / orgulho, respeito, igualdade / tremula a bandeira da diversidade". 

As cores da bandeira da diversidade sexual puderam ser vistas nas alas arco-íris e arauto da diversidade. Outro setor da escola trouxe homens vestidos de noivos e mulheres de noivas com seus buquês, representando a união homossexual, com direito a beijo gay. O sexto carro da agremiação também foi dedicado ao tema. Segundo a escola, 44 homens vieram na alegoria, sendo que a maioria deles vestia um sobretudo preto e chapéu. Em certo momento do desfile, todos entravam em um espaço com porta e saíam de dentro dele vestidos com espartilhos luminosos, fazendo coreografias – uma alusão à expressão popular “sair do armário”, que define quem assume a homossexualidade. Um verdadeiro show de diversidade. 

Depois de tanta alegria, o Brasil recebeu uma triste noticia na quarta-feira de cinzas, um menino de apenas 8 anos teve o seu fígado dilacerado pelo pai, devido aos constantes espaçamentos para o menino “virar homem”. Alex gostava de dançar dança do ventre e lavar louça. As sucessivas pancadas do pai, provocadas porque Alex não queria cortar o cabelo, dilaceraram o fígado do garotinho. Uma hemorragia interna se seguiu, levando o menino, que também gostava de forró e de brincar de carrinho, a óbito. 

Fazendo contraste com o colorido da diversidade e respeito promovido pela Mangueira, o corpo do menino Alex se tornou um mapa dos horrores que vinha passando por aquele que naturalmente deveria amar e proteger. O pai de Alex já havia cumprido pena por trafico de Drogas, o que nos leva a concluir que ele faz coro a predileção de muitos que dizem que preferem um filho bandido a um filho homossexual. Alex morava no Estado do Rio Grande do Norte, com sua mãe, mas para ela não perder a guarda do filho, pois não o enviava para a escola, mandou o garoto para morar com o seu pai. 

Essa discrepância em nosso país acontece principalmente pela ausência de políticas públicas e reparatórias para a população LGBT. Vivemos em uma sociedade machista e homofobica, que aceita perfeitamente declarações de religiosos, em rede nacional, falando que gays são aberrações, escórias da sociedade. Vivemos num Estado de natureza laica, mas a cada eleição os legislativos de todo o país engrossa mais o caldo da bancada fundamentalista, que acabam legislando por causa própria, travando as pautas dos Direitos Humanos e se unindo com a bancada ruralista. 

Recentemente, o deputado Assis do Couto (PT), que acaba de assumir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, declarou que não é favorável nem contra a relação amorosa entre duas pessoas do mesmo sexo, se colocando em cima de muro numa questão tão importante e superada por países que estão no mesmo patamar de desenvolvimento do Brasil. O PT novamente mostra o tom de descaso com os Movimentos Sociais, rompendo com lutas históricas, que estavam com o partido desde a sua fundação. Enquanto não rompermos com governos descompromissados com a luta pelos Direitos Humanos, continuaremos sendo o país que mais mata homossexuais no Mundo, manchando o colorido da diversidade, com o vermelho da homofobia.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A Morte do Menino Kaique e o Proselitismo Político da Ministra Maria do Rosário


A morte do menino Kaique Augusto Batista, de 17 anos, no último sábado, tornou-se uma sequência de fatos tristes. O primeiro, evidentemente, é a perda de um jovem que ainda tinha a vida toda pela frente. O segundo fato triste é a irresponsabilidade com que o tema foi tratado por algumas pessoas. 

Mesmo com a recente declaração da mãe de Kaique, que disse ter sido convencida pelas evidências trazidas à luz pela investigação policial de que seu filho cometeu suicídio, não me cabe tirar qualquer conclusão sobre o que realmente aconteceu sem esperar o encerramento da investigação que está ainda em curso. 

Infelizmente, essa não foi a postura da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Antes de conhecer o curso da investigação, a ministra divulgou uma nota em que afirmou que Kaique foi vítima de um assassinato homofóbico. 

A ministra tem razões para ser obcecada pelos assassinatos homofóbicos no Brasil, uma mancha para o nosso país, que sob os cuidados de Maria do Rosário continuam aumentando, ano após ano. Mas a população LGBT merecia ter à frente desse trabalho alguém mais responsável e consciente da importância do cargo que exerce. 

A homofobia é um assunto sério. A morte de um rapaz de 17 anos, também. Nenhum dos dois poderia ter sido tratado com a leviandade que a ministra demonstrou. Nenhum dos dois poderia ter sido usado pela ministra para fazer proselitismo político. 

Maria do Rosário já é reincidente na prática: em maio de 2013 ela acusou a oposição de ter gerado os boatos sobre o fim do Bolsa Família que causaram uma correria a agências da Caixa, sem esperar as investigações da Polícia Federal, que atestou não haver indícios de prática criminosa na origem dos boatos. 

Temos, no Governo do Estado de São Paulo, uma Coordenação de Políticas Públicas para a Diversidade Sexual e uma Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, ambas já provaram sua competência em fatos anteriores e estão acompanhando as investigações sobre a morte de Kaique. 

É essa a seriedade que esperamos dos gestores públicos, especialmente frente à morte de um ser humano, e não a macabra busca por um mártir para usar como bandeira política. 

Maria do Rosário já tem outros 338 assassinatos homofóbicos, só em 2013, para explicar. Não precisava inventar mais um.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sobre Adolescência, Conflitos e Morte

A fase da adolescência é a mais difícil de nossas vidas, lembro de muitos momentos confusos, conturbados e de questionamentos de quem eu era. Depois que tudo passa, percebemos que é uma época mágica, de descobertas que levaremos para o resto de nossas vidas.

Foi na adolescência que descobri a minha homossexualidade, que dei o primeiro beijo numa menina e depois num menino. Também foi na adolescência que tive minha primeira relação sexual, com outro adolescente e junto com essas descobertas, vieram as cobranças se aquilo que eu havia feito era correto, certo aos olhos de Deus. Foi na adolescência que vivi meu primeiro amor e minha primeira desilusão.

Na semana passada fui com minha mãe, irmã e sobrinhos para a praia, olhando para a minha sobrinha, comentei com a minha irmã: “A Larissa está naquela fase, que para nós é uma criança, para os outros é uma moça e ela não sabe quem é”, acredito que essa é a melhor definição para a adolescência. 

No dia 10 de janeiro estreio nos cinemas de todo o Brasil o filme “Confissões de Adolescentes”. Passei minha adolescência inteira assistindo o seriado que deu origem ao longa-metragem, vivi alguns dilemas apresentados no seriado, assim como todos que passam ou passaram por essa fase.

O filme é um grande acerto de marketing. Todos aqueles que viram o seriado já são adultos, alguns com filhos e sobrinhos e que provavelmente irão proporcionar a eles a sensação de assistir e vivenciar alguns dos seus sentimentos que ficaram nessa época tão conturbada para todos.


A adolescência deveria ser basicamente isso: uma fase estranha, de conflitos e sob a proteção e tutela dos pais... Nem sempre é isso que acontece. Um dia após a estréia do filme, Kaique, um adolescente gay foi encontrado morto nas ruas de São Paulo.

Kaique era apenas mais um adolescente, que deveria estar amando e odiando o mundo ao mesmo tempo, mas ele estava numa boate, num ambiente não permissivo para sua idade e nem para idade dos seus amigos. A morte do adolescente envolve um monte de mistérios, na balada, o menino havia perdido a carteira, seus amigos se separaram para ajudar a encontrar os seus pertencentes e depois disso não foi mais visto.

As oportunidades de viver todos os conflitos da adolescência foram tiradas de Kaique, talvez bem antes da sua morte. Entrei na página do Facebook da Pzá, festa onde Kaique estava antes de sua morte, e fiquei estarrecido com o que vi. Adolescentes com aparência de 12, 13, 14 anos com bebidas, num mesmo ambiente com pessoas maiores de idade.

Na internet, montaram uma página com o tema “Quem Matou Kaique?”. Kaique foi morto por todos nos, pela sociedade, pela ordem vigente. A balada onde Kaique estava, que serve bebidas alcoólicas para menores de idade, também é co-responsável pela sua morte, assim como a ausência dos seus tutores legais.  A falta de políticas públicas para a população LGBT, o veto do Kit-anti-homofobia, assim como a desconfiguração e o enterro do PLC  122 também são responsáveis pela morte do menino.

Kaique era um adolescente de apenas 16 anos, perambulando pelas ruas de São Paulo, que se tornou mais um numero nas estatísticas de violência do Brasil.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Agora é Lei: Dia Municipal de Combate à Homofobia no Município de São Paulo

Agora é lei. Desde a última quinta-feira, 14 de novembro, o município de São Paulo tem oficialmente seu Dia Municipal de Combate à Homofobia. O projeto do vereador Floriano Pesaro (PSDB-SP) que cria o Dia Municipal de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, a ser comemorado em 17 de maio, foi promulgado. 

O dia 17 de maio foi escolhido porque neste dia, em 1990, a Organização Mundial de Saúde tirou o homossexualismo do CID - Classificação Internacional de Doenças, declarando que as relações homoafetivas não se caracterizam como distúrbios mentais. Agora o Dia faz parte do Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo. 

Abaixo a íntegra do documento: 

LEI Nº 15.900 DE 11 DE NOVEMBRO DE 2013
(PROJETO DE LEI Nº 128/12) 
(VEREADOR FLORIANO PESARO - PSDB) 

Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a finalidade de incluir no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo o Dia Municipal de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, a ser comemorado no dia 17 de maio e dá outras providências. 

José Américo, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, de acordo com o § 7º do artigo 42 da Lei Orgânica do Município de São Paulo, promulga a seguinte lei: 

Art. 1º Fica acrescido inciso ao art. 7º da Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a seguinte redação: 

“17 de maio: o Dia Municipal de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, a ser comemorado com o objetivo de combater o preconceito e conscientizar a sociedade sobre a importância da igualdade de direitos.” 

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 

Câmara Municipal de São Paulo, 12 de novembro de 2013.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Mostra "Fora Feliciano" reúne cartuns e caricaturas no GGB

Segue em cartaz até 31 de maio, na sede do Grupo Gay da Bahia (GGB), no Pelourinho, a exposição Fora Feliciano: Caricaturas e Charges Contra a Homofobia. A mostra, organizada pelo fundador do GGB, Luiz Mott, reúne 50 cartoons de 27 artistas de todo o país, entre eles os cartunistas Simanca e Cau Gomez, do Jornal A TARDE.

De acordo com o GGB, a proposta da exposição é divulgar a indignação nacional com a nomeação do deputado Marco Feliciano à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, além de exigir a sua renúncia.

"Que esse registro de nossa história permita não só aos nossos contemporâneos, mas também às futuras gerações, tomar conhecimento que estávamos presentes e ativos nesse momento crucial de luta pela cidadania contra a homofobia, racismo, machismo e intolerância", declarou Mott. 

Além da mostra, uma sessão especial de combate à homofobia será realizada na Câmara Municipal de Salvador no dia 17 de maio, às 9h.

sábado, 27 de abril de 2013

Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade abre a programação oficial da Parada do Orgulho LGBT

O 17º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo inicia na próxima sexta-feira (3) e a abertura da programação será marcada pela noite de entrega do Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, às 19h, no Theatro São Pedro. Com entrada gratuita, a cerimônia homenageia personalidades, entidades, autoridades políticas e ações culturais que contribuíram para o avanço dos direitos humanos da população LGBT no último ano. Várias atividades oficiais e paralelas movimentam a cidade até o dia 02 de junho, quando mais uma edição da Parada vai ocupar a Avenida Paulista.

O Prêmio é promovido pela APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo) desde 2001, às vésperas da manifestação. Neste ano, a entidade realiza a cerimônia exatamente um mês antes da Parada como forma de destacar sua importância no calendário e dar mais visibilidades aos homenageados. Esta é também a primeira vez em que o evento tem como sede o Theatro São Pedro, espaço centenário considerado patrimônio cultural do Estado e que conta com capacidade para mais de 600 espectadores.

As categorias do Prêmio são: Ação Política, Ação Cultural, Militância, Direito, Justiça, Educação, Esporte, Saúde, Artes Cênicas, Cinema Ficcional, Documentário, TV, Literatura, Imprensa, Publicidade, Internet, Memória, Opinião e Internacional. Para a escolha dos premiados, a APOGLBT fez uma consulta pública através de seu site, entre os meses de janeiro e fevereiro.

A entrega dos troféus será acompanhada pelas apresentações musicais da Camerata Darcos e do grupo Samba de Rainha. Para assistir a cerimônia é necessário confirmar a presença com através do e-mail thiagopremio@paradasp.org.br.

O Theatro São Pedro fica na Rua Albuquerque Lins, 207, Santa Cecília (próximo à estação Marechal Deodoro do metrô). Acompanhe o site da APOGLBT durante a semana para saber quem são os premiados.

Serviço:

13º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade 
03 de maio – às 19h 
Theatro São Pedro - Rua Albuquerque Lins, 207, Santa Cecília - Entrada gratuita
Acessibilidade para pessoas com deficiência 
Mais informações em www.paradasp.org.br/programacao

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Manifestantes fazem beijaço gay em novo ato contra Marco Feliciano

Em mais um dia de protestos contra a permanência do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da câmara baixa, manifestantes promoveram um beijaço gay e simularam dois casamentos homoafetivos em frente ao Congresso Nacional, em Brasília. Quatro participantes foram detidos pela Policia Legislativa depois de fixarem numa janela do 15º andar do prédio da Câmara uma bandeira com o símbolo do arco-íris. Eles foram conduzidos para prestar esclarecimentos. Feliciano também encontrou militantes pelos corredores da Câmara. Ele deixou ativistas contrários à permanência dele do lado de fora da comissão. Contudo, 60 evangélicos foram autorizados a permanecer com cartazes em sua defesa.

O deputado foi bastante aplaudido ao entrar na comissão. Alguns aliados fizeram discurso de desagravo com ataques aos ativistas. Feliciano chegou a garantir ter recomendado aos seguranças que analisassem o perfil das pessoas pretendendo assistir à sessão da comissão. As críticas do parlamentar foram rebatidas por Antônio José, servidor ligado a entidades rurais. “Isso aqui é uma grande farsa. Eu quase não consegui entrar”.

Ele foi retirado por três seguranças a força, levando empurrões. Feliciano criticou, mais uma vez, os protestos: “Eu sinto que há um desejo de desestabilizar a nossa comissão”. Para o deputado, o tom dos protestos, que chegou a ter palavrões, não é democrático e “não faz parte do comportamento de pessoas de bem”.

Feliciano disse que tentou procurar os parlamentares ligados aos direitos humanos, que deixaram a comissão por sua presença no comando do colegiado: “Não tem acordo. Eles dizem que são extremos”. A Câmara informou que os quatro estudantes serão investigados porque, depois de tentarem colocar uma segunda bandeira na janela de uma das salas, fecharam uma ala onde fica uma copeira.

A Polícia Judiciária da Câmara vai investigar se a copeira ficou trancada ou se a porta foi apenas fechada, sem chave. Os policiais querem saber se houve invasão do ambiente de trabalho dos servidores. Os estudantes não foram presos, apenas foram conduzidos à Polícia Judiciária para prestar depoimento. Mas, eles utilizaram o direito constitucional de ficar calado, sem chegarem a prestar depoimento. Os detidos apenas assinaram o termo de compromisso de comparecimento. Foi aberto o boletim de ocorrência 112/2013. A Polícia Judiciária tem até 30 dias para concluir o caso.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Casamento Homossexual é permito em 14 países

Depois de muita pressão dos fundamentalistas franceses, o Casamento Homossexual foi aprovado no país, com 331 votos a favor e 225 contra. A decisão tornou a França no 14º país a legalizar a união entre homossexuais.

O primeiro país a se declarar favorável a união de homossexuais foi a Holanda, em 2001. Nesses doze anos, os Direitos LGBT caminharam a passos lentos e colocando a Europa como a grande defensora dos Direitos Humanos nessa questão.

Veja abaixo como estão as legislações nesses países:

- Holanda: após ter criado, em 1998, uma união civil aberta aos homossexuais, a Holanda foi, em abril de 2001, o primeiro país a autorizar o casamento civil de pessoas do mesmo sexo. Os direitos e deveres dos cônjuges são idênticos aos dos membros de casamentos heterorossexuais, entre eles o da a adoção.

- Bélgica: os casamentos entre homossexuais são autorizados desde junho de 2003. Os casais gays têm os mesmos direitos que os casais heterossexuais. Em 2006, conquistaram o direito a adotar.

- Espanha: O governo de José Luis Rodríguez Zapatero legalizou, em julho de 2005, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Estes casais, casados ou não, também têm a possibilidade de adotar.

- Canadá: A lei sobre o casamento de casais homossexuais e o direito a adotar entrou em vigor em julho de 2005. Anteriormente, a maioria das províncias canadenses já autorizavam a união entre pessoas do mesmo sexo.

- África do Sul: Em novembro de 2006, a África do Sul se tornou o primeiro país do continente africano a legalizar a união entre duas pessoas do mesmo sexo através do "casamento" ou da "união civil".

- Noruega: Uma lei de janeiro de 2009, põe em pé de igualdade os casais homossexuais, tanto para o casamento e a adoção de crianças quanto para a possibilidade de beneficiar-se de fertilização assistida. Desde 1993, contavam com a possibilidade de celebrar união civil.

- Suécia: Pioneira no direito de adoção, desde maio de 2009 a Suécia permite a casais homossexuais se casarem no civil e no religioso. Desde 1995 eram autorizadas a se unir por "união civil".

- Portugal: Uma lei, que entrou em vigor em junho de 2010, modifica a definição de casamento, ao suprimir a referência a "de sexo diferente". Exclui o direito à adoção.

- Islândia: A primeira-ministra islandesa, Johanna Sigurdardottir, casou-se com sua companheira em 27 de junho, dia da entrada em vigor da lei que legalizou os casamentos homossexuais. Até então, os homossexuais podiam unir-se legalmente mas a união não era um casamento real.

- Nos Estados Unidos, cinco estados autorizaram o casamento gay: Iowa, Connecticut, Massachussetts, Vermont e New Hampshire, bem como a capital, Washington, enquanto no México só está habilitado no distrito federal, onde vivem oito milhões de pessoas.

- Argentina: no dia 15 de julho de 2010, a Argentina se tornou o primeiro país da América Latina a autorizar o casamento homossexual. Os casais do mesmo sexo têm os mesmos direitos que os heterossexuais e podem adotar crianças.

-Uruguai: em 10 de abril, se tornou o segundo país latino-americano a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, após a Câmara dos Deputados ratificar o projeto de lei do "matrimônio igualitário". 

- Outros países adotaram legislações referentes à união civil, que dão direitos mais ou menos ampliados aos homossexuais (adoção, filiação), em particular a Dinamarca, que abriu em 1989 a via para criar uma "união registrada", a França ao instaurar o PACS (Pacto Civil de Solidariedade) (1999), Alemanha (2001), Finlândia (2002), Nova Zelândia (2004), Reino Unido (2005) República Tcheca (2006), Suíça (2007), e o Brasil a União Estável entre pessoas de mesmo sexo (2011).