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sábado, 25 de abril de 2015

Meu Ibira: O presente é todo nosso

Um dos orgulhos dos paulistas e paulistanos, é o Parque do Ibirapuera. Um verdadeiro pulmão de resistência, na maior cidade da América Latina e que parece um verdadeiro coração de mãe. Todo mundo se encontra no Ibira e convivem muito bem.

Pensando nesses frequentadores, apaixonados pelo Ibirapuera, a Rede Globo resolveu presentear a cidade com o aplicativo "Meu Ibira". A interação do app é bem parecida com a do Facebook, com um mural onde podemos visualizar as atividades dos amigos. Na categoria explorar, encontramos as atividades do parque, divididas em categorias, como esporte, bem-estar, cultura, brincadeiras, natureza, entre outros. Um grande diferencial do app é um mapa, onde encontramos todos os pontos interessantes, com fotos e curiosidades do parque.

Um dos meus cantinhos prediletos do Ibirapuera, é o Museu AfroBrasil, dedicado a valorização da cultura negra, o museu conta com várias exposições itinerantes e uma permanente, sobre a história do orixás. Todas as vezes eu vou ao parque, tenho que ir ao Museu.

Também gosto muito da fonte, presente do Grupo Pão de Açucar, na ocasião do aniversário de 450 anos da Cidade de São Paulo. Sentar no gramadinho e ficar vendo o show pirotécnico, é arrebatador. Tem também o "Planetário", que marcou a infância de quase todos os moradores de São Paulo. O parque é um dos pontos mais democráticos da cidade, onde todas as tribos se encontram.

A aplicação ainda está muito lenta. Tive que tentar algumas vezes para concluir o meu cadastro. Como o app foi lançado hoje, deve estar enfrentando alguns bugs. Também não consegui localizar os meus amigos, talvez nenhum tenha baixado. Seria muito bom se a Secretaria de Estado da Cultura desenvolvesse um app parecido. Temos um ótimo circuito cultural na região central, pouco aproveitado pela população.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Facebook lança pacote gratuito de stickers em comemoração ao mês do Orgulho LGBT


Usuários de todo o mundo poderão baixar gratuitamente o pacote “pride”, orgulho na versão brasileira, de figurinhas alusivas ao orgulho gay no Facebook Messeger. São 28 imagens com arco-íris, casais do mesmo sexo e até uma drag queen negra, claramente inspirada em Ru Paul.

O pacote traz ainda família gay, gays idosos, casamento e um monte de coisinhas legais. Para baixar o pacote para seu aplicativo basta acessar a loja de “emoticons”, uma cesta de compras à esquerda quando você vai enviar as figurinhas.

“Estamos celebrando o Orgulho adicionando estas figurinhas gratuitas do Facebook Messenger na loja de figurinhas. Sentimos isto como uma maneira que podemos fazer o Facebook um lugar melhor onde as pessoas podem expressas suas identidades autênticas. Feliz Orgulho!”, anunciou a página do Facebook Diversity ao anunciar a novidade na sexta-feira passada. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sobre Mudança de Sexo, Direitos Humanos e Visibilidade Trans

Semana passada o Brasil foi surpreendido com a notícia que um delegado de interior de Goiás passou suas férias na Tailândia, onde se submeteu a cirurgia de resignação de sexo. O delegado Thiago, passa a ser a delegada Laura. Ela ainda está de licença e muito provavelmente será lotada na Delegacia da Mulher. 

A briga do movimento LGBT, para o respeito à identidade de gênero e a garantia do uso do nome social, é antiga. Alocar Laura na delegacia da mulher é reposta de anos de luta. O Estado passa a dar sinais que vem compreendendo o que é identidade de gênero e como se deve conduzir essas questões. 

Tenho muitas amigas travestis e transexuais. Certa vez, ouvi uma fala de uma travesti que me deixou muito incomodo. Ela disse: “nos seguimos o caminho contrário, primeiro vencemos na vida e depois nos tornamos travesti”. Ela é empresária e estava numa mesa com uma professa e uma oficial da marinha, todas travestis, que mudaram o seu gênero depois que já tinham uma carreira consolidada. 

A evasão escolar para travestis e transexuais ainda é muito grande, são poucas que conseguem concluir seus estudos e ter uma profissão, para muitas, a prostituição não é uma opção. Ainda temos muito que avançar. Apesar de termos vários decretos que obriga as repartições públicas a respeitarem o nome social, não é isso que vemos na prática. Carecemos da sensibilidade dos governantes e gestores públicos, para fazer uma administração pública que respeite à identidade de gênero de cada um. 

No dia 29 de janeiro, comemoramos o “Dia da Visibilidade Trans”, entretanto, não existem motivos para comemorar. As trans são diariamente agredidas e mortas por todo o Brasil, os casos nem sempre são levados para a mídia e tem uma conclusão da polícia. Para muitas, o que resta é a margem da sociedade. Elas continuam invisíveis, na garantia aos Direitos e a dignidade, tanto para o Governo quanto para a Sociedade.

sábado, 25 de janeiro de 2014

São Paulo em Fotos

Algumas imagens que registrei desta cidade que tanto amo. Cidade sensível, cidade nervosa, cidade bonita, cidade de todas e todos.

Prefeitura de São Paulo
Casa das Rosas
Museu AfroBrasil
Câmara Municipal de São Paulo
Auditório do Ibirapuera
Um dos edifícios mais bonitos do centro
Catedral da Sé
Secretaria Municipal de Educação
São Paulo e suas desigualdades
São Paulo da Diversidade
São Paulo das chuvas
São Paulo dos alagamentos
São Paulo de todas e todos

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Agora é Lei: Dia Municipal de Combate à Homofobia no Município de São Paulo

Agora é lei. Desde a última quinta-feira, 14 de novembro, o município de São Paulo tem oficialmente seu Dia Municipal de Combate à Homofobia. O projeto do vereador Floriano Pesaro (PSDB-SP) que cria o Dia Municipal de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, a ser comemorado em 17 de maio, foi promulgado. 

O dia 17 de maio foi escolhido porque neste dia, em 1990, a Organização Mundial de Saúde tirou o homossexualismo do CID - Classificação Internacional de Doenças, declarando que as relações homoafetivas não se caracterizam como distúrbios mentais. Agora o Dia faz parte do Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo. 

Abaixo a íntegra do documento: 

LEI Nº 15.900 DE 11 DE NOVEMBRO DE 2013
(PROJETO DE LEI Nº 128/12) 
(VEREADOR FLORIANO PESARO - PSDB) 

Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a finalidade de incluir no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo o Dia Municipal de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, a ser comemorado no dia 17 de maio e dá outras providências. 

José Américo, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, de acordo com o § 7º do artigo 42 da Lei Orgânica do Município de São Paulo, promulga a seguinte lei: 

Art. 1º Fica acrescido inciso ao art. 7º da Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a seguinte redação: 

“17 de maio: o Dia Municipal de Combate à Homofobia, Lesbofobia e Transfobia, a ser comemorado com o objetivo de combater o preconceito e conscientizar a sociedade sobre a importância da igualdade de direitos.” 

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. 

Câmara Municipal de São Paulo, 12 de novembro de 2013.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Quilombo da Barra Funda está em festa! Camisa Verde e Branco celebra seus 100 anos

Ontem fui na celebração que abriram as comemorações dos 100 anos de história da Camisa Verde e Branco. O início remonta a 1914, quando foi criado o "Grupo Carnavalesco Barra Funda", liderado por Dionísio Barbosa, filho de escravos e um dos primeiros negros a nascerem livres no Brasil. Nesse grupo carnavalesco, os homens saíam pelas ruas do bairro da Barra Funda vestidos de camisas verdes e calças brancas.

Durante o Estado Novo, os integrantes do Grupo Carnavalesco Barra Funda foram confundidos com simpatizantes da Ação Integralista Brasileira, partido político de Plínio Salgado, e por isso perseguidos pela polícia de Getúlio Vargas, até deixarem de desfilar em 1936. De certa forma, para época, esse grupo era considerado um Quilombo urbano devido às características e costumes de seus integrantes.

Foi uma festa muito bonita, com a presença do Grupo de percussão feminina Ilú Obá de Min. Gostei muito da temática que destaca a história do Bairro da Barra Funda e a valorização da Cultura Negra. Nesse Carnaval de 2014 para entrar na passarela do samba, a Camisa Verde e Branco pedirá a licença a todos os Orixás, Deuses, Santos e aos Mestres Dionísio Barbosa, Seu Inocêncio Tobias, Dona Sinhá e Carlos Alberto Tobias, pois o Quilombo está em festa e a Camisa Verde e Branco celebra 100 anos de história.

domingo, 31 de março de 2013

A História da Pascoa

Curta metragem encenado e narrado por crianças, conta a história da pascoa, baseado no Novo Testamento, de uma forma muito simples e linda. 

Independente da nossa religião, é um filme que vale a pena ser visto, pois transmite uma mensagem de paz, amor e superação. A língua presa do narrador, dá um toque especial na produção.

Feliz pascoa para todos. Religiosos ou não, temos que saber que essa é a verdadeira história da pascoa e não essa história capitalista, que envolve coelhinhos e ovos de chocolate.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia Internacional Contra a Discriminação Racial


Dia 21 de março é o dia internacional contra a discriminação racial. Para celebrar a data, a Secretaria de Estado da Cultura, por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, junto à Z’Andara produções, organizou um show musical que irá relembrar traços da cultura negra e ainda fazer alusão ao Dia Internacional da Mulher.

As apresentações que irão ocorrem no CEU Caminho do Mar, no Jabaquara, contam com a presença de Zezé Motta declamando poesias junto à voz da cantora Verônica Ferriani, e ainda Grazzi Brasil e Graça Braga interpretando lindas canções que abordam temas raciais e o universo feminino, já que março é o mês em que se comemora o dia da mulher.

Data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, é em referência ao Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na África do Sul, 20.000 pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um cartão que continha os locais onde era permitida sua circulação, porém, mesmo tratando-se de uma manifestação pacífica, a polícia do regime do Apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos.

Serviço:

Show em comemoração ao dia Internacional Contra a Discriminação Racial
CEU Caminho do Mar
Rua Eng. Armando de Arruda Pereira, 5.241 – Jabaquara, às 20:30
21/03/2012 – Entrada Franca

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Exposição Raízes: Mulheres d’África.

Em comemoração ao Dia da Mulher e Dia do Combate ao Racismo, a mostra expõe trabalhos da artista plástica Lilia Magalhães de Carvalho

A Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, apresenta no dia 8 de março a exposição Raízes: Mulheres d’África. A mostra destaca a participação da mulher negra na sociedade e comemora do Dia Internacional da Mulher (8 de março) e o Dia Internacional da Luta contra Discriminação Racial (21 de março). A exposição segue até dia 22 de março.

As 25 telas da artista plástica Lilia Magalhães de Carvalho resgatam as raízes africanas e apresentam as mulheres atuantes no combate ao racismo. Além do Brasil, os trabalhos de Lilia Magalhães de Carvalho já foram expostos em países da Europa e América do Norte.

Raízes: Mulheres d’África é um projeto do Governo do Estado de São Paulo, em parceria da Secretaria de Estado da Cultura, por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, com a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, por meio do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado de São Paulo.

Serviço:
Exposição Raízes: Mulheres d’África
De 08 a 22 de março - Abertura será no dia 08 de março às 18:30
Terça a domingo: das 10h às 18h
Local: Museu da Língua Portuguesa
Endereço: Praça da Luz, s/nº, Centro
Tel.: (11) 3326-0775
Entrada franca


sábado, 19 de novembro de 2011

Um Final de Semana Destinado a Consciência Negra

Margareth Menezes, Virgínia Rosa, Leandro Lehart e Sandália de Prata estão entre as atrações do evento promovido pelo Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo que oferece ainda oficinas, apresentações de capoeira e outras atividades.



O tradicional Show da Consciência Negra, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura desde 2007 para comemorar o dia 20 de novembro, será realizado este ano na Praça da Luz (ao lado da Estação da Luz). Entre as diversas atrações está o encontro entre as cantoras Margareth Menezes e Virgínia Rosa – que encerram o show –, além dos cantores Leandro Lehart, Vanessa Jackson e do grupo Sandália de Prata, que faz show com participação de Rappin’ Hood.

Neste ano, a Secretaria de Estado da Cultura, para a realização do show, conta com a parceria, como co-realizadores, da Coordenação Estadual de Políticas para as Populações Negra e Indígena, da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, e da Coordenadoria de Assuntos da População Negra, da Secretaria Municipal de Participação e Parceria - Prefeitura de São Paulo, além do apoio do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra.

O 5º Show da Consciência Negra, além da mudança de local, traz como novidade a descentralização das ações, ocorrendo apresentações, no dia 19 de novembro, às 14 horas, no Parque da Juventude, numa parceria com o Programa Cultura Livre, da Secretaria de Estado da Cultura, Galeria Olido, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, e Parque da Água Branca, em parceria com a Fundação ITESP.

Estão programadas ainda ações voltadas para o público infantil como pinturas de rosto, esculturas com bexiga, oficina de contação de histórias, e muito mais, para ocorrerem na Praça da Luz, durante todo o dia 20 de novembro.

O evento homenageia ainda os 80 anos de fundação da Frente Negra Brasileira, primeiro movimento político organizado voltado para as demandas da população negra brasileira. Um de seus integrantes, o escultor, ator, poeta e ativista social Abdias do Nascimento, que morreu neste ano, também será lembrado.

Além das atrações artísticas, haverá também um espaço destinado para atividades de cidadania, com a participação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, a Fundação PROCON e a Secretaria Municipal de Saúde.

Outras duas atividades ainda compõem a grade de programação do Dia da Consciência Negra: a tradicional Missa em Comemoração à Consciência Negra, promovida pela Pastoral Afro, que irá ocorrer às 15 horas, do dia 20 de novembro, na Catedral da Sé, e a VIII Marcha da Consciência Negra, que terá concentração às 10 horas, nas proximidades do Vão Livre do MASP e saída prevista para às 14 horas, em cortejo pelas principais ruas da Cidade de São Paulo, promovida pelo movimento negro de São Paulo e cujo tema é "Do luto à Luta - contra o genocídio da juventude negra".

Para mais informações sobre a Marcha, acessar: www.20denovembrosp.blogspot.com ou marchadaconsciencianegra2011@gmail.com.

O 5º Show da Consciência Negra terá início às 9h, com a apresentação do grupo feminino de percussão Ilú Obá Demin e, dentre os destaques, estão os shows de Vanessa Jackson, às 10h45; Leandro Lehart, às 15h30; Sandália de Prata com participação de Rappin’ Hood, às 16h40; e Margareth Menezes, às 20h40. Confira abaixo, a programação completa.

Esperamos contar com a presença de todas e todos nessas atividades de reflexão, de luta e de visibilidade da comunidade negra paulistana e paulista.



Outras Programações:

FEPAQ SÃO PAULO - Feira Paulista de Assentamentos e Quilombos
Dias 19 e 20 de Novembro de 2011
Das 09h às 18h
Parque da Água Branca
Av. Francisco Matarazzo, 455
13h - Show de Adler São Luís

VIII Marcha da Consciência Negra - Do Luto à Luta - contra o genocídio da juventude negra
Dia 20 de Novembro de 2011
10h - Concentração MASP - Museu de Arte de São Paulo
Av. Paulista

Missa em Comemoração ao Dia da Consciência Negra
Dia 20 de Novembro de 2011 - 15 horas
Catedral da Sé
Praça da Sé - Centro - S.P.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pela primeira vez, Dia da Consciência Negra será comemorado oficialmente no País

Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo

O próximo domingo será comemorado oficialmente, pela primeira vez, como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. A lei que institui a comemoração foi sancionada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff. Ao assinar o documento, ela ignorou uma antiga reivindicação do movimento negro para que incluísse a data no calendário dos feriados oficiais da República.

O projeto original de criação do Dia Nacional de Zumbi foi apresentado em 2003 pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que é descendente de ucranianos. Ao tramitar pela Câmara, um substitutivo propôs a inclusão da data na relação de feriados nacionais. Mas no retorno ao Senado, onde existe apenas um parlamentar negro, o gaúcho Paulo Paim (PT), a ideia foi rejeitada.

No Planalto, Dilma preferiu não alterar o projeto, mantendo a ideia de comemorar da data, mas sem parar o País. Em mais de duas centenas de cidades, porém, a data já é considerada como feriado.

Até o início da década de 1970, a principal comemoração relativa ao fim da escravidão no Brasil era o 13 de Maio – data em que a princesa Isabel assinou a chamada Lei Áurea, extinguindo oficialmente a escravidão. Em 1971, porém, em plena ditadura militar, um grupo de militantes negros do Rio Grande do Sul, decidiu que a melhor data seria a da possível morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

Zumbi morreu em combate, após comandar durante mais de uma década um movimento de resistência contra a escravidão. Chegou a reunir milhares de rebeldes no Quilombo dos Palmares, em Alagoas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

APOGLBT inicia concurso para escolha do tema da 16ª Parada de SP

A APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo) inicia campanha para escolha do tema da 16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que ocorre em junho de 2012. Para estimular a participação, a entidade premia os autores das três melhores frases com acesso ao trio elétrico de abertura da manifestação, com direito a um acompanhante cada. A campanha inicia nesta segunda-feira (31) e segue até o dia 18 de novembro. Além do e-mail, as sugestões podem ser feitas através do Twitter e do Facebook.

Segundo o presidente da Associação, Fernando Quaresma, a iniciativa de promover um concurso cultural visa aproximar os participantes da organização da Parada e democratizar a escolha do tema: “É um convite para que todos construam a Parada junto com a gente”. “No ano passado, fatores administrativos nos impossibilitaram de socializar a discussão sobre o tema e sofremos muitas críticas por isso. Apesar da repercussão da 15ª Parada ter sido satisfatória, a diretoria da APOGLBT avalia que a interação de todos é sempre o melhor caminho”, acrescenta Quaresma.

O slogan deve traduzir uma reivindicação dos LGBT sobre direitos humanos e civis, cidadania, visibilidade e igualdade social, ou ainda um protesto contra os diversos fatores que afetam a dignidade desta população, como o preconceito, a exclusão, a rejeição e a homofobia. Neste ano, a Associação admite ainda sugestões de tema que tenham caráter de autoafirmação e aceitação – no estilo do projeto “It Gets Better” – ou celebrativo, em referência às conquistas já alcançadas.

O tema da Parada norteia todas as atividades do Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, que também inclui o Ciclo de Debates, a Feira Cultural LGBT, o Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade e o Gay Day. Ele é usado também em todos os materiais gráficos, como cartazes, banners e panfletos, além de camisetas, fundos de palcos, telas dos trios e eventuais produções audiovisuais.

Como participar

Esta é a primeira vez que APOGLBT mobiliza as redes sociais para a escolha do tema, tornando a ação mais dinâmica e abrangente. Para participar pelo Facebook, basta acessar e curtir a página da Parada em www.facebook.com/paradasp e compartilhar a sugestão no mural.

Para participar pelo Twitter, primeiro é necessário seguir a @paradasp e depois twittar a sugestão utilizando a hashtag #temadaparada antes ou depois da frase, por exemplo:

Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia! #temadaparada
#temadaparada Vote contra a homofobia: Defenda a cidadania!

Para quem não utiliza as redes sociais ou não tem familiaridade, a Associação disponibiliza ainda o e-mail tema@paradasp.org.br. Todos podem enviar quantas sugestões quiser através de qualquer uma das ferramentas.

As mensagens recebidas até o dia 18 de novembro serão analisadas pela diretoria e coordenadores da entidade. No dia 21 de novembro, a APOGLBT divulga as três opções selecionadas e inicia uma enquete em sua homepage, para que o público escolha a melhor. O tema mais votado até às 23h59 do dia 4 de dezembro será o escolhido para a 16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e o resultado final estará divulgado no dia seguinte.

Seleção e premiação

Os autores dos três melhores temas eleitos pela a APOGLBT serão contemplados com o acesso ao trio elétrico oficial da Parada, o primeiro do trajeto e que tradicionalmente faz a abertura da manifestação, reunindo personalidades, políticos e lideranças do movimento LGBT. “O autor do tema mais votado pelo público terá ainda a alegria de ver de perto o resultado de sua contribuição, ao lado de toda a organização e parceiros da Parada”, comenta Quaresma.

O contato com os escolhidos será feito no dia da divulgação do resultado parcial, 21 de novembro, através do mesmo mecanismo de participação. Na ocasião da Parada, cada premiado poderá levar um acompanhante para o trio.

A Associação se reversa no direito de deliberar sobre as escolha das três melhores frases e, se necessário, realizar algumas adaptações para que o tema possa refletir devidamente as necessidades da população LGBT. Participantes de outras localidades deverão arcar com a viagem, estadia e demais despesas em São Paulo.

Temas anteriores

Desde sua primeira edição, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo sempre trouxe um tema para debater as demandas do movimento e reverberar suas ações por toda a sociedade. Num primeiro momento, as frases enfatizavam o reconhecimento e a visibilidade dessa população, que se encontrava à margem de qualquer integração social e extremamente repreendida.

Mais adiante, as Paradas passaram a reivindicar por direitos civis, como o reconhecimento das uniões estáveis e famílias homoafetivas. Mais recentemente, a manifestação exige especificamente a criminalização da homofobia em âmbito nacional, a partir da aprovação do Projeto de Lei 122/2006.

Confira todos os temas da Parada:

1997 - Somos muitos, estamos em todas as profissões
1998 - Os direitos de gays, lésbicas e travestis são direitos humanos
1999 - Orgulho gay no Brasil, rumo ao ano 2000
2000 - Celebrando o Orgulho de Viver a Diversidade
2001 - Abraçando a Diversidade
2002 - Educando para a Diversidade
2003 - Construindo Políticas Homossexuais
2004 - Temos Família e Orgulho
2005 - Parceria civil, já. Direitos iguais! Nem mais nem menos
2006 - Homofobia é Crime! Direitos Sexuais são Direitos Humanos
2007 - Por um mundo sem Racismo, Machismo e Homofobia
2008 - Homofobia Mata! Por um Estado Laico de Fato
2009 - Sem Homofobia, Mais Cidadania – Pela Isonomia dos Direitos!
2010 - Vote Contra a Homofobia: Defenda a Cidadania!
2011 - Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Membros das Secretarias de Estado de Justiça e Cultura visitam Palácio Rio Branco

O vice-prefeito Marinho Sampaio recebeu, na tarde desta sexta-feira, dia 19, membros das Secretarias de Estado da Justiça e Cultura, que vieram fazer um balanço das atividades desenvolvidas durante a semana que antecedeu a 7ª Parada do Orgulho LGBTT.

A assistente técnica da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual da Secretaria da Justiça, Déborah B. Malheiros, ressaltou a importância desta semana, que tem como objetivo fazer com que as pessoas entendam um pouco mais sobre as questões ligadas a diversidade sexual. “Com discussões e palestras buscamos conscientizar e civilizar as pessoas com relação ao combate a homofobia. Ribeirão Preto é um grande pólo, uma grande cidade, e precisamos de uma maior abertura com relação a isso”, disse ela.

O presidente da ONG Arco Iris, Fábio de Jesus, fez questão de deixar claro que é a primeira vez que um governo colabora tanto com esta questão, sempre com portas abertas para as reivindicações e implantação de políticas públicas que visem o respeito e conscientização.

O vice-prefeito, Marinho Sampaio, disse que as portas estarão sempre abertas para novas discussões, agradeceu a colaboração das secretarias de Estado neste sentido, e disse que a administração como um todo, seguindo determinação da prefeita Dárcy Vera, tem sim, uma grande disposição em desenvolver políticas públicas que venham de encontro aos anseios do grupo.

“Tive a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento de toda esta semana que esteve recheada de discussões que tiveram o objetivo de clarear ideias e realmente esclarecer as pessoas. As portas da Prefeitura de Ribeirão Preto estarão sempre abertas para vocês e no que pudermos iremos ajudar”, finalizou o vice-prefeito.

Acompanharam também a reunião a coordenadora de Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, ligada à Secretaria da Justiça, Heloísa Gama Alves, o assessor especial de Cultura para Gêneros e Etnias, Cássio Rodrigo, e o produtor cultural Marcos Freitas.

Fonte: Portal de Ribeirão Preto

terça-feira, 10 de maio de 2011

A Idade do Sucesso

Assim como no filme “De repente 30”, imaginava que os 30 seria a idade do meu sucesso. Hoje tenho uma visão mais ampla do sucesso e confesso que ainda não conquistei o mesmo. De fato tenho muito mais do que preciso, se minha vida se encerrasse aos 30, sem sombra de dúvidas estaria num bônus que milhares e milhares de pessoas, que passaram com folga da minha idade, não tiveram.

Passei um dia que se pudesse voltar atrás, não mudaria nada. Logo após a meia noite, já havia recebido várias mensagens de felicitações no Facebook. Logo de manhã, um amigo me ligou no celular, foi o primeiro a me desejar feliz aniversário, logo após, quando me levantei, foi a fez da minha irmã. Depois vi as centenas de mensagens que estavam no Twitter, Facebook e Orkut e durante todo o dia recebi mais ligações e mensagens de SMS.

Passei o dia inteiro com a minha mãe, acompanhei ela até o posto de saúde, onde ela tomou vacina para a gripe, depois fui em algumas lojas e na volta almoçamos, comemos panquecas. Depois passamos numa doceria e comemos bolo e torta de chocolate.

- Nossa, há 30 anos eu estava ganhando você – disse a minha mãe.

- É, daqui 30 anos estarei com 60 e você com 84 – comentei.

Sabe, chegar a terceira idade ao lado da minha mãe será o melhor presente que a vida pode me dar, não consigo traduzir em palavras o que isso significa para mim, ter essa mulher ao meu lado, durante mais um período que contempla toda a vida que eu tenho hoje.

Se não fosse pela minha mãe, hoje eu não seria nada. Depois que nasci, ela descobriu que eu tinha uma saúde muito fragilizada e se não fosse o carinho materno nos meus primeiros anos de vida, eu não teria resistido. Sou um sobrevivente, por mais de uma vez fui desenganado pelos médicos, mas fui salvo pelo amor dessa mulher, que me ama incondicionalmente há 30 anos. Se isso não é sucesso, o que então é o sucesso?

Não tenho tudo o que projetei, algumas lutas ainda estou travando, mas tenho tudo o que preciso, tudo o que mais quero e valorizo. Nesse último ano, a minha família provou para que veio e não tenho como negar que eles são o que tenho de mais valioso. Passei por momentos difíceis nesse ano que se passou (maio/2010 a maio de 2011) e vi toda a minha família me apoiando, pegando nas minhas mãos e mostrando a direção.

Tenho 30 anos e com os 30 se encerra, ou pelo menos espero, o ciclo do retorno de saturno, outra volta só daqui à 29 anos, se Deus quiser. Foram boas lições que  aprendi com saturno e me considero muito melhor para “começar a viver”. Aproveitei demais os 29 anos que se passaram e muitas coisas que eu deveria aprender nesse período que passou, saturno me ensinou em apenas um ano. Agora me sinto completo, com os 29 anos que vivi de forma intensa e com as intensas lições de tive com saturno. Tchau Saturno, te vejo com 59.

quarta-feira, 9 de março de 2011

O Carnaval de João Carlos Martins

Não assisti nenhum dos desfiles das escolas de samba de São Paulo e Rio de Janeiro, não sei nenhum trechos dos sambas enredos e qual a temáticas das demais escolas, mas não pude deixar de ver no telejornal a noticia que a Vai-Vai homenageou o maestro João Carlos Martins na apoteose e saiu de lá como campeã do Carnaval em 2011.

João Carlos Martins merece todas as nossas homenagens. Paulista, nascido em 25 de junho de 1940, João Carlos é ex-pianista e especialista nas interpretações das músicas de Bach. Perdeu os movimentos da mão direita por conta de um acidente num jogo de futebol e recuperou depois de uma serie de tratamentos. Com o decorrer do tempo desenvolveu LER (Lesão por esforço repetitivo) e hoje tem os movimentos da mão comprometidos.

Quando a Diana King esteve no Brasil, eu tive o privilegio de assistir ao seu concerto. O Caras In Concert uniu o reggae com a música erudita e foi um show que ficou na história. Realizado na São Paulo, o evento contou com a participação da orquestra HSBC, sob a regência de João Carlos Martins.

O maestro da periferia tem história para contar, com a vida cheia de altos e baixos, João Carlos Martins é sinônimo de superação. João Carlos desenvolve junto com a FAAM, um projeto de introdução a música erudita a jovens carentes. Sua história prova que “A Música Venceu” e que aos 70 anos de vida, João Carlos na música pode tudo, do samba ao erudito, ele é o grande maestro.

terça-feira, 8 de março de 2011

A Mulher da Minha Vida

Cresci rodeado de mulheres, mãe e duas irmãs mais velhas. Pela mãe, fui um pouco mimado, filho mais novo e único homem. Pelas duas irmãs, quando criança, era visto como rival. Da minha irmã do meio, eu era visto como aquele que roubou o carinho materno, pois de idade, temos pouco mais de um ano de diferença. Pela irmã mais velha, era visto apenas como o irmão mais novo, aquele que veio ao mundo para atazanar. Dessa forma eu cresci.

Por ordens da mãe, as duas irmãs mais velhas viviam para me servir (escrevo isso com risos nos lábios), além do irmão mais novo, eu também tinha uma saúde muito debilitada e minha mãe guardava o sentimento de que a qualquer momento ela teria que se despedir de mim. Minhas irmãs, até pelo fato de ainda serem crianças, não assimilavam isso direito.

Em meio as minhas crises, sempre via a minha mãe chorando, eu ficava em silencio, pois sabia que ela estava chorando por mim. Numa crise violenta, em que eu vi a morte de perto, rompi o silêncio e disse: Mãe, não chore, se eu morrer eu vou para o céu. Acredito que a minha tentativa de conforta-lá não muito foi bem sucedida.

Meus problemas de saúde foram superados, a certeza que vou para o céu também, mas o carinho materno ficou e até hoje sinto o zelo e proteção despendidos por minha progenitora. Semana passada, estava num bar, com um cara que estou conhecendo, num clima tenso, romântico e arrebatador, quando o meu telefone tocou. Olhei no visor era a minha mãe. Atendi e quando desliguei ouvi: Que bonitinho!  Dando satisfação para a mamãe. Depois ele disse: Eu também sou o filhinho da mamãe.

Devo muito a minha mãe e tenho muito orgulho de ser seu filho. Nos melhores e piores momentos ela esteve ao meu lado, se despiu de preconceitos e mesmo contrariando seus princípios religiosos, aceitou minha sexualidade e colocou a condição de filho acima de todas as coisas. Devo muito a essa mulher, tenho orgulho de ser seu filho. Feliz dia internacional da mulher, dona Zilda.

sábado, 5 de março de 2011

Rachel Sheherazade Esperando a Quarta-Feira de Cinzas

Discordo de vários pontos levantados pela jornalista Rachel Sheherazade, é obvio que boa parte dos lucros provenientes das micaretas de carnaval vão para os cofres das cervejarias e promotoras de eventos, mas por outro lado, tais empresas são geradoras de emprego e renda e estão inseridas no processo econômico. Podemos abrir um parênteses e dizer que no Brasil temos um sério problema de distribuição de renda, mas não podemos desdenhar o “up econômico” que as “festas populares” geram em nossa economia.

O comentário de Rachel serve como base para todos os comentários dos grandes eventos que acontecem no Brasil. Podemos dizer que a Parada Gay é uma farsa e que por detrás da luta pelos diretos homoafetivos, estão as empresas de trio elétrico, os grandes patrocinadores e as grandes redes de hotéis lucrando alto com isso. Sim, podemos dizer isso, da mesma forma que podemos falar do Natal, do Dia das Mães, do GP de Formula 1 e por ai em diante.

Vivemos num mundo capitalista e onde houver oportunidade de maximização de lucros, ele acontecerá. Dizer que as classes C, D e E não lucram com isso, é um absurdo. Vamos perguntar se o vendedor de latinhas e churrasquinho da esquina está satisfeito? No carnaval, na Parada Gay e em tantas outras festas populares, podem ter certeza que a mesa desse vendedor ambulante fica mais farta. A festa maior é dos mais ricos, não posso negar, mas essa é uma questão mais ampla, que tem que ser fortemente discutida por nossos parlamentares. O Brasil é um dos países com a maior concentração de renda e precisamos de politicas econômicas que distribuam as nossas riquezas de forma mais justa e igualitária.

Rachel Sheherazade tocou num ponto muito importante, que eu não posso discordar, que é a questão das serviços públicos se voltarem para as grandes festividades e no nosso dia-a-dia sentimos a ausência dos mesmos. Da mesma forma que o serviço se democratiza nos locais onde a economia gira nos períodos de grandes festividades, esse serviço também tem que estar presente no nosso cotidiano.

Talvez o velhinho do interior, que tem que ser transportado para outra cidade para a realização de exames, não tem uma tributação que justifique o serviço público inclinado para as suas necessidades, nesse ponto voltamos para a questão da má distribuição de renda, o Estado tem que arrecadar, em momentos como o Carnaval e distribuir essa renda de forma democrática, analisando as necessidades de cada região e favorecendo os menos abastados dessa nação. Que venha o Carnaval, a Parada Gay, a Festa de São João e Boi Bumba e que paralelamente a todas essa festas, que venham politicas econômicas inclinadas para a necessidade do nosso país.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Pré-Carnaval da Banda do Fuxico na 269

A Banda do Fuxico terá uma parceria com o Clube 269 neste carnaval. Serão sorteados três ingressos Vips individuais para o trio elétrico da Banda, que irá desfilar no Largo do Arouche no dia 27 de fevereiro.

Para participar do sorteio é necessário que as pessoas coloquem o nome na lista, informando nome e telefone. Quando a pessoa colocar o nome na lista e for ao clube 269, ela deve solicitar o cupom para preencher os dados para participar do sorteio.

O nome não poderá ser incluído na lista na hora, apenas com antecedência. Todas as pessoas que colocarem o nome na lista e marcarem presença na 269 no dia 22 de fevereiro, EM QUALQUER HORÁRIO, irão concorrer aos Vips.

Para colocar o nome na lista é necessário mandar email com nome e telefone para mafraproducoes@live.com ou ligar no 6385-9455.O sorteio ocorrerá no dia 23, quarta-feira, no Casarão Brasil às 18 horas.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Meu Melhor Dia de 2010

Valorizo demais algumas datas comemorativas, encarro como fechamento de ciclos e uma ótima oportunidade para avaliar o que estamos fazendo de nossas vidas, o que devemos mudar e em que temos que insistir mais. Considero as comemorações de aniversário tão importante quanto a passagem do ano novo, é o dia em que um ciclo se fecha e com ele podemos renovar nossas metas, sonhos e anseios.

Meu melhor dia de 2010 foi a comemoração do meu aniversário. Reuni cerca de 30 amigos no bar “O Gato”, foi um dia maravilhoso, ao lado de pessoas muito especiais. Na época, ainda estava namorando o Douglas, sempre fomos muito baladeiros e passar esse momento com ele, foi algo muito bacana. Apesar da nossa história ter tido um fim, tenho que assumir que sempre fomos muito amigos e passamos momentos especiais juntos.

O bar é um excelente lugar para confraternizações. É um ambiente eclético, com vários ambientes e ótimas opções de bebidas. Comemorei o meu aniversário no mezanino alto, um ambiente com vista para a pista de dança. Um dos pontos fortes do bar são as intervenções de música ao vivo, a banda toca de tudo, desde sambinhas safadinhos a MPB e pop rock internacional, é um ambiete para todos os gostos. Em 2011, pretendo ir mais vezes ao “O Gato”.

#MemeDasAntigas – Um Inventário de 2010.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Muitos Mortos para nos Responsabilizarmos

Todos nos temos uma cota de mortos para nos responsabilizarmos. Se hoje estamos vivos, isso significa que tivemos que matar todos os nossos opositores para chegar onde estamos. Civilizações se opuseram a outras e no final, os vencedores dominaram os oprimidos. Em nome da sociedade moderna, muitas vidas foram ceifadas, para dar lugar as novas ideologias. Nesse jogo, não cabe discussões, quando paravam para discutir, os que postergavam o renovo, se davam por vencidos e a guerra se definia.

O país que eu vivo, descoberto pela civilização por Pedro Álvares Cabral, massacrou os primitivos que aqui existiam, acabando com todas as suas origens e cultura. O fator de dominação sempre é a religião e língua e essas foram as primeiras inserções que os jesuítas impuseram aos índios, os que resistiam as mudanças, pagavam com vida, os que se davam por vencidos, pagaram com a morte social. Antes mesmo de nascermos, nossas mãos são sujas com o sangue dos oprimidos.

O número de mortos que muitos acreditam que devem chorar, na realidade é muito maior. Temos que chorar pelos escravos, que morreram nesse país em nome da ganância e maximização de renda dos meus ancestrais que vieram da Europa para sugar o que havia de melhor nessa terra. Temos que chorar pelos crimes políticos da época da ditadura, cometidos por aqueles que queriam permanecer no poder a qualquer custo. Temos que chorar pelas mulheres que não se conformaram com suas vidas ritmadas e se rebelaram em nome da liberdade feminina e morreram nas mãos do machismo. Temos que chorar pelos milhares de gays que se opuseram mundo afora em nome da liberdade sexual e suas vidas foram ceifadas em nome de um fundamentalismo barato e medonho. Nossos mortos são multiplicados e não faço a mínima ideia de qual seja o coeficiente para chegar num número aproximado.

Mais de 2000 mil anos se passaram desde que um homem que tinha uma ideologia que fugia da dos que estavam no poder foi crucificado. No decorrer da história tivemos outros mortos, entre eles Joana D'arc, Martinho Lutero e tantos outros que se opuseram a norma vigente. O poder não aceita contestações e a forma de pronunciamento compactuado, chamamos de democracia. Continuamos a matar e assim será até o fim da nossa civilização, até todos nós nos matarmos, extinguindo por completo a vida humana e os fatores primordiais para a manutenção de nossa existência.

Certa vez um amigo me disse que "para continuar, tenho que matar o meu pai", não esbocei reação alguma e continuei a ouvi-lo: "meu terapeuta disse que se eu não me livrar do monstro do meu pai, eu não conseguirei continuar vivendo". São muitos os que temos que matar socialmente para continuarmos a viver em harmonia. Eu tenho que matar alguns, mas tudo tem que ser no momento exato, muitas das vezes precisamos daquela pessoa viva, para nos dar forçar a continuar e nos alimentar para mata-las. Para matarmos alguém de nossas vidas, precisamos de forças, muita força e depois que as matamos, assim como a Fênix renasce das cinzas, nos também renascemos e alçamos voos ainda mais altos que os dados anteriormente.

No filme "Como Esquecer", Júlia (Ana Paula Arósia) teve que matar sua ex-namorada, a Antônia (personagem oculta), antes de tal morte, ela não obteve êxito em suas tentativas de continuar a viver. No filme, Júlia andava no meio da multidão, derepente parou, olhou para trás, olhou novamente, continuou a andar e sorriu. Ela teve que olhar duas vezes para reconhecer a Antônia e apartir daquele momento ela continuou a viver, Antônia estava morta para ela e o não reconhecimento da mesma de imediato, significou o cerimonial de enterro que devemos cumprir socialmente. Quando não enterramos alguém, nem que tal cerimonia seja um ato simbólico, o fantasma daquele morto continuará a nos assombrar.

Muita das vezes, também temos que matar um pouco de nos para continuarmos a viver. A águia, a ave que voa mais alto, quando se aproxima dos 40 anos, tem que decidir entre matar um pouco de si mesma ou morrer definitivamente. As que decidem por matar um pouco de si, se isolam. No decorrer desses 40 anos, o seu bico fica velho e encurvado, suas garras não são mais as mesmas e o excesso de penas é um peso que a impossibilidade de ter a agilidade de antes. No seu isolamento, a ave bate o seu bico contra a rocha, até quebra-lo por inteiro, quando um bico novo cresce, é a vez de arrancar as suas garras e quando novas garras crescem, é a vez de arrancar suas penas. Renovada, depois de aproximadamente 150 dias de isolamento, com bico novo, garras novas e penas mais leves, começa o segundo ciclo de vida da ave, que vive aproximadamente mais 30 anos.

Assim como a águia, também temos que por diversas vezes eliminar o que não precisamos e o que nos impede de ter uma vida melhor e mais leve, temos que nos matar um pouco para viver melhor. A vida e a morte estão intrinsecamente ligadas e para ter uma vida longa, temos que ter muitas mortes em vida. Temos que matar tudo o que nos torna mais pesado, que nos regride e nos impede de nos tornarmos seres humanos melhores. Quando isso não é feito, quando não morremos em vida para nos tornarmos melhores, até podemos continuar vivendo de forma biológica, mas a vida verdadeira, aquela que nos dá prazer e nos motiva ir além, fica para trás, perdida em meio aos sonhos de uma vida melhor.

The Winner Takes It All