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sexta-feira, 3 de março de 2017

A Geni da vez

No Rio de Janeiro, um jovem foi encontrado nu na praia, com marcas de violência, infelizmente ele veio a falecer no hospital. Amigos disseram em sua página do Facebook que ele sempre teve medo de ser vítima de homofobia. Infelizmente, nos, LGBT, somos a Geni da vez. 

Enquanto não houver a criminalização da Homofobia e Transfobia esses crimes ficarão impunes e continuarão a jogar pedra, água e bosta na gente, achando que somos feitos para apanhar e bons para cuspir. 

Segundo a OMS, o Brasil é o 11º país com mais crimes de homicídios, é um dado alarmante e qualquer pessoa poder falar que viver no Brasil é perigoso para qualquer pessoa, sendo hétero, homossexual, travestis ou transexual, mas segundo Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o país que mais mata lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, superando índices de países do Oriente Médio e da África, que pune com pena de morte a homossexualidade.

domingo, 28 de setembro de 2014

Entrevista de Floriano Pesaro para o Site #VoteLGBT

1. Quais são suas principais propostas para a população LGBT? 

O respeito ao Estado laico por todas as esferas do poder. 

Equiparar a prática da homofobia/lesbofobia/transfobia e bifobia à prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível. 

Fortalecimento do Conselho Nacional LGBT. 

A inclusão, no currículo escolar, de conteúdo relativo a promoção dos direitos humanos, ressaltando a importância da igualdade de gênero, igualdade racial, respeito à diversidade, a inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, bem como das populações LGBT, indígena e outros grupos vulneráveis social ou economicamente. 

O respeito à orientação sexual e à identidade de gênero, apoiando as leis que estão tramitando no Congresso, como a lei de identidade de gênero, casamento civil igualitário e outras. Implementação, fiscalização e acompanhamento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT. 

2. Quais outras propostas da sua candidatura você gostaria de destacar? 

Além da inclusão tenho propostas nas áreas da Educação, Gestão Pública (Governo Eletrônico, e a prestação de serviços públicos por meio eletrônico), Reforma Política e Mobilidade Humana. 

Defendo o voto distrital misto com financiamento público de campanha, para que haja mais representatividade na política, além da diminuição de gastos, e adoção de uma cláusula de desempenho para a obtenção de recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e televisão. 

3. Qual sua mensagem para as eleitoras e os eleitores LGBTs? 

Em 2005, antes dos meus dois mandatos de vereador, como Secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, criamos o Centro de Referência da Diversidade – CRD, que trabalha com mulheres, crianças, negros, pessoas com deficiência, idosos, homossexuais, travestis e outros grupos e pessoas em situação de vulnerabilidade. 

Como vereador propus a Lei nº 15.900/13, que incluiu o Dia Municipal de Luta Contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia no Calendário Oficial da Cidade de São Paulo, e do Projeto nº 147/2013, que institui a Política Municipal de Promoção da Cidadania LGBT e Enfrentamento da Homofobia e lutei contra o Dia do Orgulho Hétero e a proibição da Parada na Av. Paulista. 

Propus também o Projeto de Lei 497/2009 que proíbe discriminação motivada por etnia, deficiência, origem, gênero, classe social e geracional e contra a população LGBT em estabelecimentos comerciais, industriais, de serviços e similares na nossa capital. Isso quer dizer que se ocorrer discriminação em qualquer estabelecimento a empresa também será responsabilizada. O objetivo é difundir a importância de um treinamento adequado aos funcionários desses estabelecimentos e a importância de se cultivar o respeito e a proibição de atitudes discriminatórias, que deverão ser combatidas, independentemente de serem praticadas por empregados ou por clientes. 

Nas eleições 2014 sou candidato a Deputado Federal, meu número é 4544. São Paulo é uma cidade plural, construída por mulheres e homens, vindos de todas as partes do Brasil e do mundo. A diversidade não poderia encontrar melhor lugar para se expressar culturalmente. A cidade com a maior Parada LGBT do mundo não pode mais ser a que ostenta números assustadores de casos de violência de gênero ou motivada por orientação sexual! Vamos lutar para sermos de fato uma cidade de vanguarda, que respeita e coexiste com as diferenças. É essa a contribuição que se espera de nós!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Sobre Manifestações e Ausência de Políticas Públicas

Muito me impressiona o desdobramento que alguns militantes do movimento LGBT vem dando ao caso do menino Kaique, morto no dia 11 de janeiro. A morte completa um mês e apesar da família estar convencida que foi suicídio, alguns militantes não se convenceram da conclusão do laudo policial e prometem mais manifestações. 

Antes da conclusão do laudo policial, a Ministra Maria do Rosário soltou uma nota lamentando o caso de homofobia em São Paulo. A ministra trata São Paulo como um ente independente da Federação, como se os casos de homofobia praticados em São Paulo não fossem reflexos da ausência de políticas públicas nos mais de 10 anos do Governo Petista. 

Considero a manifestação legitima e um forte instrumento da democracia, porém no calor do momento, o seu alvo foi desviado. Os manifestantes programam ir até a Secretaria de Segurança Pública e cobrar por respostas e se esta Secretaria não se movimentar, significa que “a diversidade não é bem vinda em São Paulo”. 

São Paulo é o Estado que tem a maior rede de proteção e de políticas públicas voltadas para o segmento LGBT. Foi em São Paulo, na gestão do Prefeito José Serra, que foi instituído no âmbito municipal o primeiro órgão governamental de fomento as políticas para a população LGBT. Enquanto Governador, José Serra também instituiu a Coordenação de Políticas Publicas para a Diversidade Sexual. Também foi regulamentada a Lei 10.948, que pune administrativamente à homofobia, além da criação de conselhos municipais e estadual. 

Ainda temos muito que avançar para termos uma cidade e um Estado para todas e todos, acho completamente desconexo com a realidade cobrar somente do Governo Estadual a responsabilidade pela crescente onda de homofobia. Não é da alçada do poder público Estadual criminalizar a homofobia, mas sim do Governo Federal, que em negociações com as bancadas fundamentalistas enterrou o PLC 122 e vetou o Kit Escola Sem Homofobia, ocasião que a presidente Dilma Rousseff declarou que não faria propaganda de “opções sexuais”. 

Enquanto o Movimento LGBT fica se digladiando, numa disputa partidária sem fim, casos de homofobia estão acontecendo em todo o Brasil. Temos que cobrar, é um direito legitimo de todas e todos, mas temos que saber direcionar nossas demandas, cobrando a ausência do poder público nas esferas de sua competência.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sobre Adolescência, Conflitos e Morte

A fase da adolescência é a mais difícil de nossas vidas, lembro de muitos momentos confusos, conturbados e de questionamentos de quem eu era. Depois que tudo passa, percebemos que é uma época mágica, de descobertas que levaremos para o resto de nossas vidas.

Foi na adolescência que descobri a minha homossexualidade, que dei o primeiro beijo numa menina e depois num menino. Também foi na adolescência que tive minha primeira relação sexual, com outro adolescente e junto com essas descobertas, vieram as cobranças se aquilo que eu havia feito era correto, certo aos olhos de Deus. Foi na adolescência que vivi meu primeiro amor e minha primeira desilusão.

Na semana passada fui com minha mãe, irmã e sobrinhos para a praia, olhando para a minha sobrinha, comentei com a minha irmã: “A Larissa está naquela fase, que para nós é uma criança, para os outros é uma moça e ela não sabe quem é”, acredito que essa é a melhor definição para a adolescência. 

No dia 10 de janeiro estreio nos cinemas de todo o Brasil o filme “Confissões de Adolescentes”. Passei minha adolescência inteira assistindo o seriado que deu origem ao longa-metragem, vivi alguns dilemas apresentados no seriado, assim como todos que passam ou passaram por essa fase.

O filme é um grande acerto de marketing. Todos aqueles que viram o seriado já são adultos, alguns com filhos e sobrinhos e que provavelmente irão proporcionar a eles a sensação de assistir e vivenciar alguns dos seus sentimentos que ficaram nessa época tão conturbada para todos.


A adolescência deveria ser basicamente isso: uma fase estranha, de conflitos e sob a proteção e tutela dos pais... Nem sempre é isso que acontece. Um dia após a estréia do filme, Kaique, um adolescente gay foi encontrado morto nas ruas de São Paulo.

Kaique era apenas mais um adolescente, que deveria estar amando e odiando o mundo ao mesmo tempo, mas ele estava numa boate, num ambiente não permissivo para sua idade e nem para idade dos seus amigos. A morte do adolescente envolve um monte de mistérios, na balada, o menino havia perdido a carteira, seus amigos se separaram para ajudar a encontrar os seus pertencentes e depois disso não foi mais visto.

As oportunidades de viver todos os conflitos da adolescência foram tiradas de Kaique, talvez bem antes da sua morte. Entrei na página do Facebook da Pzá, festa onde Kaique estava antes de sua morte, e fiquei estarrecido com o que vi. Adolescentes com aparência de 12, 13, 14 anos com bebidas, num mesmo ambiente com pessoas maiores de idade.

Na internet, montaram uma página com o tema “Quem Matou Kaique?”. Kaique foi morto por todos nos, pela sociedade, pela ordem vigente. A balada onde Kaique estava, que serve bebidas alcoólicas para menores de idade, também é co-responsável pela sua morte, assim como a ausência dos seus tutores legais.  A falta de políticas públicas para a população LGBT, o veto do Kit-anti-homofobia, assim como a desconfiguração e o enterro do PLC  122 também são responsáveis pela morte do menino.

Kaique era um adolescente de apenas 16 anos, perambulando pelas ruas de São Paulo, que se tornou mais um numero nas estatísticas de violência do Brasil.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Novo PLC 122 dá aval para homofobia religiosa

As manifestações de religiosos sobre homossexuais feitas dentro de templos está fora da sugestão de substitutivo ao projeto de lei (PLC 122/2006) que criminaliza a homofobia, entregue na terça-feira à Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado pelo Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD-LGBT). 

O CNCD-LGBT integra a estrutura da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República e sua composição é formada de 15 representantes do governo e 15 da sociedade civil. Na avaliação da senadora Ana Rita (PT-ES), presidente da CDH, a nova proposta é completamente diferente da que tramita na Casa. "É uma proposta que trata do ódio e da intolerância contra todas as pessoas, idosos, crianças, adolescentes, deficientes e também contra as pessoas do movimento LGBT", explicou.

O substitutivo diz que constitui crime de intolerância, com pena prevista de um a seis anos, "impedir, restringir a expressão e a manifestação de afetividade, identidade de gênero em espaços públicos ou privados de uso coletivo, exceto em templos de qualquer culto, quando estas expressões e manifestações sejam permitidas às demais pessoas".

"As autonomias que as igrejas têm nas suas estruturas, nas suas sedes, nos seus locais, nós não podemos fazer interferência, mas as manifestações públicas vão ter um outro contexto", explicou a representante da Rede Nacional de Negras e Negros LGBT Janaína Oliveira.

A intenção do senador Paulo Paim (PT-RS), que vai relatar a proposta, é pedir regime de urgência para que, depois de votado o relatório na comissão, a matéria siga direto para votação no plenário da Casa. "O substitutivo não é um adendo à Lei 7.716, conhecida como Lei do Racismo, ela é uma lei autônoma, que vai tratar especificamente dos crimes de ódio e intolerância", explicou o presidente do CNCD-LGBT, Gustavo Bernardes. Ele acredita que a nova proposta vai abrir um caminho de diálogo com os segmentos que até agora resistem à proposta. 

Segundo as entidades que integram o movimento, a nova proposta reforça a necessidade de enfrentamento de crimes de ódio e intolerância à população LGBT. Os crimes previstos na proposta têm pena aumentada de um sexto à metade se a ofensa também for motivada por raça, cor, etnia e religião. O texto também ressalta que, sob "nenhuma hipótese", as penas previstas na lei serão substituídas por pagamento de fiança.

sábado, 30 de março de 2013

Homofobia: Sobre Violação de Direitos Humanos e Agressão Materna

No metrô, percebi que um cara com características de skinhead estava me olhando e fazendo sinal de negativo com a cabeça. Não sei em que momento ele começou a me observar. Eu estava distraído, mexendo no meu celular, pouco me importante com quem estava ao redor, literalmente fechado em meu mundo.

Aquela situação me deixou preocupado, subindo as escadas rolante, ele se virou e novamente fez sinal de negativo com a cabeça, depois me olhou mais duas vezes antes de sair da estação. Era mais de meia noite, havia pouca movimentação em frente a estação. Acendi um cigarro e fiquei esperando o cara seguir o seu caminho, para depois seguir o meu com mais tranquilidade. Esse situação me deixou extremamente triste. Não sei o porque aquele cara estava me olhando com ar de reprovação.

Hoje, me deparo com um vídeo de muito mal gosto, postado por Rafael Araujo. No vídeo ele finge ser gay para ver a reação da mãe dele. Numa atitude cheia de preconceito, a mulher começa a agredir o rapaz, mostrando sua intolerância e falta de respeito com uma comunidade que sofre com tantas agressões no Brasil, muitas das vezes sendo mutilados e mortos por conta de sua orientação sexual.

Não consigo definir o comportamento dessa senhora. Não posso chama-la de animal, pois ao contrário dela, o instinto animal defende a sua prole. No discurso fundamentalista, chamam os gays de aberração. Se somos aberrações, o que seria essa senhora? Senti vergonha de ver esse vídeo, de ver uma mulher completamente insana, agredindo o que naturalmente ela deveria proteger.



Por conta de lideranças fundamentalistas, como a dos Deputados Marco Feliciano, Jair Bolsonaro, João Campos e Senadores Magno Malta e Marcelo Crivela e ainda de pastores como Silas Malafaia, esse comportamento é estimulado cada vez mais em nossa sociedade. Fico estarrecido quando ouço que a aprovação do PLC 122 tornaria o gay como um cidadão privilegiado. O mínimo que deveríamos ter, num país tão cheio de intolerância como o Brasil, é respaldo jurídico para que os crimes homofóbicos sejam punidos com o agravante de ódio.

Gravar um vídeo se desculpando, é o minimo que essa senhora deveria fazer, em respeito aos milhares de gays que existem nesse país. Por conta desse tipo de intolerância, agressões homofóbicas ocorrem diariamente nas ruas. Sem contar as agressões que não chegam a se concretizar fisicamente, como a que fui submetido no metro. Fui agredo psicologicamente, por alguém que se sente no direito de julgar o que é certo ou errado em nossa sociedade.

Se a nossa ocupação nas rua não está surtindo efeito, temos que mudar de estratégia e começar a ocupar a ONU, denunciando os abusos que são cometidos aqui no Brasil e a violação do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, no qual nosso país é signatário. Estou cansado de pedir "por favor, me respeite". Está na hora dos movimentos sociais tomarem uma posição realmente efetiva. Está na hora de alguns setores, que recebem dinheiro público, romperem com o Governo e lutar pela causa que esses grupos foram fundados.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Estudante vítima de homofobia e do despreparo policial

Mais um ataque homofóbico noticiado recentemente e tem sido cada vez mais significativo e alarmante os números de crimes gerados por homofobia, que vão desde ser expulsos de recintos diversos até agressões físicas e homicídios. Segundo pesquisa do Grupo Gay da Bahia a cada 26h um homossexual ou transexual morreu por homicídio motivado por homofobia no Brasil, no ano de 2012.

E o que mais impressiona é perceber que os setores responsáveis pela nossa segurança não possuem o menor preparo para tratar do assunto e por falta de conscientização negligenciam e não nos trazem a segurança que precisamos até mesmo nas atividades cotidianas.

Depois de serem expulsas do Restaurante Victor, na Lapa, no Centro do Rio, por causa de um beijo, as estudantes Mariana Correia, de 24 anos, e Caroline Pavão, de 21, afirmam ter encontrado dificuldade na hora de registrar a ocorrência policial, conforme informou a Rádio CBN.

As meninas dizem ter levado cerca de quatro horas para concluir o registro na 5ª DP (Mem de Sá), no Centro do Rio, na manhã da quarta-feira (16).

O acontecimento do sábado 12/01 às estudantes na Lapa não é um caso isolado. Para entender a opressão é necessário perceber sua finalidade e o que a legitima, nesse sentido caracterizar as bases que estruturam a sociedade é fundamental para a compreensão real da opressão.

A opressão, claramente, traz inúmeros benefícios às empresas que a utilizam para explorar ainda mais os trabalhadores, nesse sentido, o capitalismo cria e recria a ideologia que justifica a opressão, e na verdade faz parecer natural essa construção histórico-social. Mais um ataque homofóbico noticiado recentemente e tem sido cada vez mais significativo e alarmante os números de crimes gerados por homofobia, que vão desde ser expulsos de recintos diversos até agressões físicas e homicídios. Segundo pesquisa do Grupo Gay da Bahia a cada 26h um homossexual ou transexual morreu por homicídio motivado por homofobia no Brasil, no ano de 2012.

Vivemos em uma sociedade estruturada nas desigualdades econômicas e sociais, somos impregnados a todo o momento de uma ideologia discriminatória, presente na escola, na mídia, em todo ambiente social e utilizada como ferramenta para desagregar os movimentos sociais, os sindicatos dos trabalhadores e o movimento estudantil.

Podemos explicar a ação dos policiais, dos parentes de pessoas homossexuais, e de toda a sociedade entendendo e visualizando a exposição dessas pessoas a esse modelo social capitalista e opressor, no entanto, não podemos permitir que essas atitudes sejam vistas como normais, Desconstruir o preconceito é uma tarefa urgente no Movimento Estudantil e em todos Movimentos Sociais.

Lutar contra esse modelo social opressor não é uma luta apenas dos setores oprimidos, nós trabalhadores e estudantes precisamos nos unir contra a homofobia e o preconceito.

Não podemos mais permitir que direitos sejam negados por simples preconceito e ignorância de alguns em contra posição às aspirações empresarias de outros, cada vez mais os homossexuais sofrem com a falta de emprego e são submetidos a subempregos que os exploram ainda mais que os demais trabalhadores, não são essas as bases sociais que levantamos nas nossas bandeiras.

Nossa luta é pelo direito ao casamento gay, em qualquer cartório e não só nos que se disponibilizarem, pelo direito à adoção sem à restrição por motivo de ser um casal homo afetivo, reivindicamos a educação sexual na escola para conscientizar à população e obter o respeito aos direitos humanos dos homossexuais, a aprovação de leis afirmativas que garantam a cidadania plena da população LGBT, lutamos pela aplicação imediata da PLC122 para criminalizar a homofobia equiparando-a ao crime de racismo, e exigimos que a Polícia e Justiça investiguem e punam com toda severidade os crimes homofóbicos.