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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Homem Feminista

Já fui muito criticado por feministas ao dizer que eu era um homem feminista. E o discurso foi o mesmo de sempre, apontando que os homens não podem protagonizar uma luta de mulheres. Antes de ser homem, sou filho, neto, irmão e amigo de muitas mulheres que tem seus direitos negados numa sociedade machista, heteronormativa e patriarcal. 

Não precisamos ter uma identidade de gênero feminina, para lutarmos contra o machismo. O machismo é um preconceito tão enraizado na sociedade, que não abrange só os mulheres, a luta contra a homofobia, lesbofobia e transfobia, protagonizadas pelo Movimento LGBT, são variações do machismo da nossa sociedade.

Nossos algozes superaram essa discussão de legitimidade e protagonismo, eles tem um objetivo e se algum setor da sociedade puder se unir a eles, será muito bem vindo. Podemos usar como exemplo os conchavos que a Bancada Evangélica, do Congresso Nacional, faz com a Bancada Ruralista, votando em conjunto suas pautas, ganhando força e travando as pauta progressistas dos Movimentos Sociais e as pautas de pautas de proteção ao meio ambiente.

Os homens sensíveis a causa do Movimento Feminista, não quer protagonizar a pauta do movimento, quer apenas unir forças para acabar com o Machismo que destrói nossa sociedade, colocando mulheres, que são maioria absoluta, numa situação de submissão social. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

IBGE divulga dados sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo

Pela primeira vez o IBGE divulgou dados sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. No ano passado, para cada mil casamentos heterossexuais, houve três uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. Quase metade dos casamentos homossexuais foram realizados em São Paulo. 

Muitos desses casais são formados por pessoas que já estavam juntas há muito tempo, mas só puderam oficializar a união depois que o Conselho Nacional de Justiça autorizou o casamento entre homossexuais, no ano passado. 

Pela primeira vez o IBGE analisou os números de casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. No ano passado, ocorreram 3.701 uniões entre pessoas do mesmo sexo, o que representa 0,35% do total de casamentos no país. 

São Paulo foi o estado que registrou o maior número de uniões entre casais do mesmo sexo, seguido pelo Rio de Janeiro e por Minas Gerais.  A maioria dessas uniões gays no país foi entre mulheres: 52%. 

Outros dados da pesquisa do IBGE também mostram que o Brasil registrou mais casamentos e menos divórcios no ano passado. Foram 1,052 milhão casamentos, 1,1% a mais do que em 2012. A idade média para casar aumentou. Nas mulheres passou de 25 para 27 anos. Nos homens de 28 para 30 anos, isso em um espaço e uma década. 

Já número de divórcios diminuiu. Foram 16.679 separações a menos em 2013, uma queda de quase 5 % em relação ao ano anterior. E mais pessoas estão casando pela segunda vez. No ano passado, o recasamento representou 23% do total da uniões. Dez anos antes, significavam 13%.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

País alto índice de homofobia lidera "pornô gay" em sites de buscas

Um país com leis anti-gay e constante ataques aos homossexuais parece estar bem curioso sobre como é que funciona essa coisa de sexo entre dois homens ou duas mulheres. De acordo com o site de buscas Google, o Quénia, situado no continente africano, lidera as pesquisas pelas expressões 'fotos de sexo gay' e 'fotos pornô gay' feitas entre 2004 até o presente.

De acordo com o site inglês PinkNews, 92% dos quenianos concordam que a homossexualidade é inaceitável. Ter relações homoafetivas no país é contra a lei e pode acarretar em uma pena de até 21 anos na prisão.

Parlamentares do Quénia têm discutido uma lei ainda mais pesada contra quem cometer atos homossexuais, com penas que variam de prisão perpétua até morte por apedrejamento. 

Outros países com altos índices de ataques homofóbicos completam o top 5 de buscas por pornografia gay: a África do Sul, Nigéria, Paquistão e Índia, respectivamente. 

Filipinas, Austrália, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá ocupam do 6º ao 10º lugar no ranking, respectivamente.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sobre Mudança de Sexo, Direitos Humanos e Visibilidade Trans

Semana passada o Brasil foi surpreendido com a notícia que um delegado de interior de Goiás passou suas férias na Tailândia, onde se submeteu a cirurgia de resignação de sexo. O delegado Thiago, passa a ser a delegada Laura. Ela ainda está de licença e muito provavelmente será lotada na Delegacia da Mulher. 

A briga do movimento LGBT, para o respeito à identidade de gênero e a garantia do uso do nome social, é antiga. Alocar Laura na delegacia da mulher é reposta de anos de luta. O Estado passa a dar sinais que vem compreendendo o que é identidade de gênero e como se deve conduzir essas questões. 

Tenho muitas amigas travestis e transexuais. Certa vez, ouvi uma fala de uma travesti que me deixou muito incomodo. Ela disse: “nos seguimos o caminho contrário, primeiro vencemos na vida e depois nos tornamos travesti”. Ela é empresária e estava numa mesa com uma professa e uma oficial da marinha, todas travestis, que mudaram o seu gênero depois que já tinham uma carreira consolidada. 

A evasão escolar para travestis e transexuais ainda é muito grande, são poucas que conseguem concluir seus estudos e ter uma profissão, para muitas, a prostituição não é uma opção. Ainda temos muito que avançar. Apesar de termos vários decretos que obriga as repartições públicas a respeitarem o nome social, não é isso que vemos na prática. Carecemos da sensibilidade dos governantes e gestores públicos, para fazer uma administração pública que respeite à identidade de gênero de cada um. 

No dia 29 de janeiro, comemoramos o “Dia da Visibilidade Trans”, entretanto, não existem motivos para comemorar. As trans são diariamente agredidas e mortas por todo o Brasil, os casos nem sempre são levados para a mídia e tem uma conclusão da polícia. Para muitas, o que resta é a margem da sociedade. Elas continuam invisíveis, na garantia aos Direitos e a dignidade, tanto para o Governo quanto para a Sociedade.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A Morte do Menino Kaique e o Proselitismo Político da Ministra Maria do Rosário


A morte do menino Kaique Augusto Batista, de 17 anos, no último sábado, tornou-se uma sequência de fatos tristes. O primeiro, evidentemente, é a perda de um jovem que ainda tinha a vida toda pela frente. O segundo fato triste é a irresponsabilidade com que o tema foi tratado por algumas pessoas. 

Mesmo com a recente declaração da mãe de Kaique, que disse ter sido convencida pelas evidências trazidas à luz pela investigação policial de que seu filho cometeu suicídio, não me cabe tirar qualquer conclusão sobre o que realmente aconteceu sem esperar o encerramento da investigação que está ainda em curso. 

Infelizmente, essa não foi a postura da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Antes de conhecer o curso da investigação, a ministra divulgou uma nota em que afirmou que Kaique foi vítima de um assassinato homofóbico. 

A ministra tem razões para ser obcecada pelos assassinatos homofóbicos no Brasil, uma mancha para o nosso país, que sob os cuidados de Maria do Rosário continuam aumentando, ano após ano. Mas a população LGBT merecia ter à frente desse trabalho alguém mais responsável e consciente da importância do cargo que exerce. 

A homofobia é um assunto sério. A morte de um rapaz de 17 anos, também. Nenhum dos dois poderia ter sido tratado com a leviandade que a ministra demonstrou. Nenhum dos dois poderia ter sido usado pela ministra para fazer proselitismo político. 

Maria do Rosário já é reincidente na prática: em maio de 2013 ela acusou a oposição de ter gerado os boatos sobre o fim do Bolsa Família que causaram uma correria a agências da Caixa, sem esperar as investigações da Polícia Federal, que atestou não haver indícios de prática criminosa na origem dos boatos. 

Temos, no Governo do Estado de São Paulo, uma Coordenação de Políticas Públicas para a Diversidade Sexual e uma Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, ambas já provaram sua competência em fatos anteriores e estão acompanhando as investigações sobre a morte de Kaique. 

É essa a seriedade que esperamos dos gestores públicos, especialmente frente à morte de um ser humano, e não a macabra busca por um mártir para usar como bandeira política. 

Maria do Rosário já tem outros 338 assassinatos homofóbicos, só em 2013, para explicar. Não precisava inventar mais um.

terça-feira, 2 de julho de 2013

FHC no Roda Viva

Ex-presidente e mais novo membro da Academia Brasileira de Letras vem ao centro do Roda Viva falar sobre seu livro mais recente e a situação atual do Brasil.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Eleição do Conselho Estadual LGBT

Fiquei um pouco afastado do blog, por conta da Eleição do Conselho Estadual LGBT, onde disputei por uma vaga no segmento de gays. Foram dias corridos, onde tive que me dividir entre a campanha e o meu trabalho na Câmara de Vereadores.

Infelizmente não consegui pegar uma vaga de suplente, mesmo sendo o segundo gays mais votado do Estado, tendo um total de 22% dos votos da grande São Paulo. Estou analisando a possibilidade de entrar com um pedido de revisão no critério de distribuição de vagas, pois me senti prejudicado em ver gays que tiveram pouco mais de décimo da minha votação, ocupando cadeiras.

Tenho ciência que devemos respeitar a representatividade regional, mais também existe a representatividade dos votos e provei nas urnas que tenho o apoio da Comunidade LGBT em São Paulo, local onde se concentra um agenda ativa do Movimento LGBT e que justificaria a permanência de dois gays como suplente, até mesmo pelo fato da processo não ter sido esvaziado na Grande São Paulo, o que infelizmente aconteceu no interior.

Gostaria de agradecer muito todos os votos que obtive, fiz uma campanha intensa no Facebook e tenho certeza que muitos dos leitores do blog acompanharam esse processo e me deram o seu voto de confiança.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

“Raça” estreia dia 17 de maio no Brasil em circuito nacional

O documentário longa-metragem “Raça”, do cineasta brasileiro Joel Zito Araújo e da documentarista norte-americana Megan Mylan, ganhadora de Oscar®, chega às telas brasileiras em maio. Além da pré-estreia paulista agendada para o próximo dia 13, para convidados, o filme estreia em circuito nacional no dia 17 de maio – em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Numa parceria inédita, os diretores da película doarão a renda obtida pela bilheteria do filme ao Fundo Baobá, entidade voltada à promoção da equidade racial da população negra brasileira e ao apoio a projetos nessa área. “Juntos trabalharemos para que o filme promova uma reflexão nacional sobre a desigualdade racial e a identidade racial do país” – afirma Joel Zito Araújo.

O filme é resultado da amizade entre Joel Zito Araújo e Megan Mylan iniciada na década de 1990. Mas foi em 2004 que surgiu a ideia de dirigirem um filme juntos. Assim surgiu a coprodução “Raça”, entre Brasil e Estados Unidos, filmada de 2005 e 2011.

A obra capta o debate sobre a busca da superação da desigualdade racial no Brasil com cenas inéditas dos bastidores do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal no início deste século. Para registrar esse momento histórico em que o debate racial se tornou constante na mídia e no discurso público, os diretores acompanharam de perto três personalidades negras que estavam – cada uma a sua maneira – na linha de frente dessa batalha pela igualdade.

Entre elas, está o senador Paulo Paim – com seu esforço para sancionar a lei do “Estatuto da Igualdade Racial” no Congresso Nacional, em Brasília. Paim é autor do projeto original que demorou quase uma década para ser aprovado.

O documentário também apresenta a luta de Miúda dos Santos – neta de africanos escravizados e ativista quilombola – pela posse das terras e pelo respeito às suas tradições ancestrais da Comunidade Quilombola de Linharinho, no Espírito Santo. Junto com os moradores da região, Miúda briga contra um gigante do ramo da celulose, a empresa Aracruz.

“Raça” mostra ainda os bastidores da trajetória do cantor, apresentador e empresário Netinho de Paula durante todo o processo de criação e tentativa de consolidar seu canal TV da Gente. Fundado em 2005, no interior de São Paulo, o canal formado majoritariamente por profissionais negros foi idealizado pelo artista. O filme teve sua primeira exibição como Hors Concours na Mostra Première Brasil, durante o Festival de Cinema do Rio de Janeiro, em outubro de 2012.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Opositores e defensores do casamento gay tomam as ruas de Paris

Milhares de opositores ao projeto de lei que legaliza o casamento gay foram às ruas de Paris este domingo, a dois dias da votação na Assembleia Nacional da lei que dividiu a França.

Do outro lado, milhares de defensores da legislação se reuniram na praça da Bastilha. Um dos primeiros a chegar ao local foi o prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, que denunciou o clima de homofobia desencadeado no país por causa do projeto de "lei do casamento para todos", a qual se opõem os partidos de direita e extrema direita e a igreja católica francesa.

A poucos quilômetros dali e fortemente protegidos por forças de segurança, milhares de opositores partiram da praça Denfert Rochereau (sul de Paris), agitando bandeiras e gritando palavras de ordem contra o presidente François Hollande, a quem acusam de "não escutar os franceses".

Segundo a polícia o número de participantes foi de cerca de 45.000 e, segundo os organizadores, de 270.000. 

As mobilizações deste domingo acontecem após semanas de protesto e até agressões contra homossexuais por parte dos opositores à lei Taubira, em referência à ministra da Justiça, Christiane Taubira, que liderou na assembleia legislativa a defesa desse projeto de lei. 

Se a lei for aprovada, a França se transformará no 14º país no mundo a estender os direitos do casamento aos casais homossexuais.

domingo, 21 de abril de 2013

Jackie Chan estrela dos filmes de luta sai do armário

O ator Jackie Chan sempre foi símbolo da força, da virilidade e de coragem ao interpretar lutadores de artes marciais implacáveis e invencíveis no cinema.

Famoso até hoje - ele causou tumulto ao participar recentemente de uma conferência nacional da China - o ator é estrela de uma campanha do grupo Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação (GLAAD, em inglês).

No filme de 30 segundos, Chan fala sobre a decisão de sair do armário, mas na verdade de sair mesmo para apoiar a diversidade sexual.

"Não basta falar sobre aqueles que lutam por liberdade, por igualdade. (…) Eu estou com vocês. Eu quero aqueles que lutam. Acredite. Eu sei que eu luto muito contra" diz o ator. 

Em seguida, ele sai do armário, diz o seu nome e acrescenta: "(…) e eu estou saindo do armário, por aqueles que lutam pela igualdade". 

sábado, 20 de abril de 2013

Escuta envolve Marco Feliciano em esquema de fraude

De acordo com a denúncia, deputados federais recebiam propina de empreiteiras para conseguir dinheiro para obras. Os lobistas procuravam os políticos sempre em nome de uma construtora, do Grupo Scamatti. A verba era liberada para obras de prefeituras do Estado de São Paulo por meio de emendas parlamentares. O esquema envolveria 78 prefeituras paulistas. 

Um relatório do Ministério Público de São Paulo aponta a participação de deputados, senadores e ministros nas fraudes. Além disso, a investigação aponta o empresário Olívio Scamatti como chefe da quadrilha. Ele e outras 13 pessoas estão presas. 

Escutas telefônicas de conversas ocorridas em 2010 citam os nomes de Otoniel Lima, hoje deputado federal pelo PRB, e Marco Feliciano, deputado federal pelo PSC, em suposto esquema de fraudes. Feliciano nega envolvimento. Otoniel Lima não foi encontrado pela reportagem do SBT para comentar as suspeitas.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pai do vocalista dos Mamonas Assassinas pretende processar o Deputado Marco Feliciano

O pai do vocalista Dinho, da banda Mamonas Assassina, pretende processar o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) por ter afirmado que o acidente aéreo que provocou a morte dos integrantes do grupo, em 1996, foi uma espécie de castigo divino. "Ele não pode falar isso porque não tem como provar. Como meu filho não está aqui para se defender, eu tenho de fazer isso" disse Hildebrando Alves. 

O advogado do pai de Dinho, Nilson Moreira, pretende ingressar com ações na esfera criminal, por calúnia e difamação, e na esfera cível com pedido de indenização. Ainda não se sabe o valor que será pedido. O advogado ainda vai estudar em que instância entrará com as ações, já que Feliciano possui foro privilegiado por ser deputado. A ação criminal teria que ser impetrada no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Na semana passada, circulou na internet um vídeo de um culto de 2005, na cidade de Camboriú, em Santa Catarina, em que Feliciano diz: — O avião estava no céu, região do ministro do juízo de Deus. Ao invés de virar para um lado, o manche tocou pro outro. Um anjo pôs o dedo no manche, e Deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes na boca das nossas crianças. 

No mesmo culto, o pastor afirma ainda que Dinho era evangélico e "se vendeu ao diabo pelo vil dinheiro" e conseguiu assim fazer com que a banda vendesse 1,5 milhão de CDs. "Ele foi muito infeliz no que falou" acusou o pai de Dinho. Ainda no culto, Feliciano relaciona o assassinato do ex-beatle John Lennon a um suposto deboche sobre Deus e diz "Eu queria estar lá quando descobriram o corpo dele. Ia tirar o pano de cima e dizer: me perdoe, John, mas esse primeiro tiro é em nome do Pai, esse é em nome do Filho, e esse, em nome do Espírito Santo". Na verdade, Lenon foi morto com cinco tiros. 

O pai nega que Dinho fosse evangélico. Ele diz que a sua esposa e mãe do cantor, sim, é frequentadora da Assembleia de Deus. Ela inclusive está em Israel em uma viagem de peregrinação. Feliciano criou e preside a Igreja Tempo do Avivamento, que é um ministério da Assembleia de Deus. O advogado do pai do vocalista também pretende procurar os familiares dos outros quatro integrantes da banda que para que façam parte das ações. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Senador Aécio Neves se posiciona contra Marco Feliciano e se diz favorável ao casamento gay

Em entrevista publicada na Folha de S.Paulo deste domingo, 07, o senador Aécio Neves (PSDB/MG), se posicionou como candidato à Presidência da República, atacando a política macroeconômica de Dilma Rousseff e acusando a presidente de ser “leniente” com a inflação e de querer “até controlar o lucro de empresários”. 

A entrevista foi concedida na sexta-feira, 05, em um hotel em São Paulo, durante a qual o político fez criticas aos adversários e também uma autocrítica e uma crítica do PSDB sobre o desempenho dos tucanos na últimas três eleições presidenciais, quando foram derrotados pelo PT. 

Aécio Neves reconheceu, ainda, que seu partido perdeu a batalha para os petistas em torno da paternidade dos programas sociais e diz que o PSDB precisa se “renovar na expectativa das pessoas”. 

Ao jornal, o tucano declarou, ainda, ser a favor da união civil entre gays e afirmou que a polêmica em torno do pastor Feliciano (PSC/SP) “já foi longe demais”, classificando o congressista como “despreparado”. A seguir, alguns trechos da entrevista ocorrida em São Paulo, onde esteve para mais uma jornada ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB). 

Folha – O que você acha da polêmica em torno do pastor Feliciano (PSC/SP), na Comissão de Direitos Humanos da Câmara? 

Aécio Neves – Eu acho que deixaram isso ir longe demais. Ele mostrou ser um sujeito totalmente despreparado, independentemente de suas convicções. Ele está fazendo um grande marketing pessoal, as pessoas não compreenderam isso ainda. Criaram um problema que agora vão ter de desatar. 

Folha – É a favor da união civil gay? 

Aécio Neves – Eu já me manifestei mais de uma vez. Sou a favor. É a realidade do mundo moderno, ninguém é contra a realidade do mundo. Isso já foi. Respeito quem tem posição divergente, lamento apenas que a pauta da Câmara esteja concentrada nisso. 

Folha – Na última eleição travou-se uma polêmica sobre o aborto. Qual sua posição? 

Aécio Neves – Defendo a atual legislação. 

O senador tocou pontos polêmicos e importantes, ainda, como o monitoramento e a crítica ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Partido dos Trabalhadores, ao qual chamou de “falácia”. 

Aécio declarou ao jornal seu descontentamento com a reforma ministerial anunciada: “Alguém pode achar que essa chamada reforma ministerial em curso tem por objetivo melhorar a qualidade do governo? Ela sequer conhece essas pessoas que está colocando lá. Nem no período Sarney houve uma entrega tão grande dos espaços do poder sem qualquer critério.” 

Ele afirmou, também, que é uma “lenda urbana”, alimentada por seus inimigos, a acusação de ter feito “corpo mole” em seu Estado para a campanha do tucano José Serra à Presidência da República em 2010: “Ficarei muito satisfeito e tenho certeza de que terei em São Paulo o apoio que ele teve em Minas”, disse. 

Folha – Vários inimigos seus exploram seu estilo de vida, que gosta muito de ir ao Rio de Janeiro. 

Aécio Neves – Eu digo que se gostar do Rio for um defeito, é um defeito que cada dia aumenta um pouco (risos). E gosto de São Paulo também, viu. Olha, eu passei boa parte da minha infância e da adolescência no Rio, o que é absolutamente natural eu gostar de lá. 

Folha – E quanto à fama de bon-vivant? 

Aécio Neves – Não escondo o que sou, sou um homem do meu tempo, e tenho posições e clareza de minhas atitudes e quero ajudar o Brasil dar um salto de qualidade. E é isso que sou, disso que estou imbuído. Obviamente, quem se expõe num projeto como esse tem de estar preparado para as críticas. Eu as recebo há muito tempo, e os resultados das eleições que disputei estão aí. As pessoas estão preocupadas é com que o homem público pode fazer por elas. Olha, um homem como eu, que trabalha de oito da manhã às dez da noite, dizer que eu sou um bon-vivant, isso deixaria os que realmente são bon-vivant decepcionados. 

 Fonte: GayBrasil

sábado, 6 de abril de 2013

Daniela Mercury grava depoimento falando sobre o seu relacionamento homoafetivo

Daniela Mercury conta que não esperava ter atrações por pessoas do mesmo sexo, mas que isso já ocorria há alguns anos. “Isso não aconteceu agora. Aconteceu há alguns anos atrás e foi uma surpresa para mim. Eu não paquerava mulheres nem tinha pensado que algum dia ia me sentir atraída por uma mulher”, conta.

"Vivi alguns relacionamentos com mulheres, mas rapidamente, e, quando isso se tornou algo importante a ponto de se tornar uma relação de esposa, eu achei que isso tinha que ser claro", comenta.

Na família, as reações foram positivas, diz a artista. Ela lembra as palavras do pai, quando soube da notícia de relacionamento com Malu nas redes sociais. “Você, minha filha, sempre me surpreende. Tenho muito orgulho de você, você sempre me traz surpresas. Você sempre me faz abrir algum horizonte que eu não estava esperando aprender nessa vida”, conta.

Também os filhos aceitaram bem a mudança na vida da mãe. “Tudo sempre foi muito claro na minha vida e eles sabiam que eu tinha tido relações antes com outras mulheres”

Apesar de estar em viagem para a turnê, a cantora acompanhou as notícias sobre sua decisão não apenas no Brasil, como em vários outros países. Ela também cita a grande repercussão nas redes sociais. "O número de curtições no Instagram foi completamente fora do normal, com 11 mil novos seguidores no mesmo dia. A gente ficou acompanhando se as pessoas tinham entendido que era um ato de dignidade”. Daniela diz que as repercussões negativas não chegaram até ela.

Sendo uma ativista social, a artista afirma que poderá se engajar em campanhas pelos direitos LGBT, mas que a revelação para fãs e todo o restante da sociedade representa um ato de libertação pessoal. 

“Talvez me tornando um ícone de afirmação desse direito, eu naturalmente vou ser convidada a fazer algumas ações em defesa desses direitos. Estar fazendo o que nós estamos fazendo, saindo na rua com dignidade, uma do lado da outra, podendo não ter dúvidas de que somos casadas, está sendo um ato político equivalente a muitos outros momentos da história, como queimar sutiãs e se assumir divorciadas", afirma.

terça-feira, 26 de março de 2013

Marco Feliciano, Homofóbico e Racista, dá voz de prisão a Manifestante

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) presidiu na tarde desta quarta-feira (27), pela terceira vez, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Mais uma vez, encontrou o plenário tomado por manifestantes. Ele chegou a pedir a prisão de um manifestante que o chamou de racista.

O parlamentar fez declarações homofóbicas e racistas em seu twitter e facebook e desde que assumiu a presidência da Comissão, vem sofrendo uma séria de manifestações. Se o parlamentar desse voz de prisão a todos que afirmam o seu racismo, certamente metade desse país já estaria atrás das grades. 

Em tom irônico o parlamentar disse aos manifestantes para que "mantenham a calma. Eu não vou ceder à pressão. Vocês vão ficar sem voz de tanto gritar". A comissão chegou a restringir o acesso ao plenário para evitar tumulto, mas não adiantou e a sessão teve que ser transferida para uma sala maior. A Polícia Legislativa foi orientada a recolher os apitos dos manifestantes. 

Um manifestante chamou o deputado de racista e Feliciano pediu para que a Polícia Legislativa o retirasse do plenário. "Aquele senhor de barba vai sair preso daqui porque me chamou de racista", disse o deputado, citando o artigo 139 Código Penal, que trata de difamação. 

"Sou negro, pobre e gay, por isso que me prenderam", disse Marcelo Régis Pereira, que se identificou apenas como manifestante. Pereira, no entanto, não foi preso, foi levado pelos policiais para um local reservado na Câmara. Pereira foi solto e disse que apenas gritou palavras de ordem, assim como os outros manifestantes. 

Enquanto a CDH realizava sua reunião, outro manifestante foi detido. Allysson Rodrigues Prata tentou invadir o gabinete do deputado quando foi impedido pelos agentes da Polícia Legislativa. Ao final da audiência, Feliciano disse que "um parlamentar precisa ser respeitado". 

De acordo com diretor da Coordenação de Polícia Judiciária que integra a Polícia Legislativa, Antonio Geraldo Martins, quem decidirá se o manifestante será preso ou não é a Polícia Legislativa depois de investigar o caso. 

"A gente vai avaliar se as palavras expressadas por ele caracterizam ou não o crime de calúnia contra o deputado". A pena para o crime é de seis meses a dois anos de prisão e multa. 

No outro caso, a Polícia Legislativa ainda terá que analisar os exames do Instituto Médico Legal para verificar se houve ou não agressão por parte dos agentes da polícia no manifestante.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pastor Silas Malafaia dá show de homofobia em entrevista na TV

"Se tiver pastor homossexual, perde o emprego!", disse o pastor Silas Malafaia durante a entrevista que concedeu à jornalista Marília Gabriela, no "De Frente com Gabi", no SBT. O pastor também disparou várias outras palavras contra os homossexuais que vão deixar famílias indignadas. 

Durante a entrevista que foi ao ar neste domingo (03), à meia-noite, Silas disse que "homossexualismo (sic) é comportamento" e que "eles (os homossexuais) querem uma lei para atacar e atingir àqueles que querem", se dizendo claramento contra a união estável e o casamento homossexual. 

Silas Malafaia, que tem horários comprados em várias emissoras onde pede dinheiro para a igreja do qual faz parte, tenta colocar o homossexual como pecador. "A autoridade da bíblia é condenar o pecado. A bíblia define o que é pecado e eu estou aqui para condenar o pecado", disse. 

O deputado federal Jean Wyllys, que é titular da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara dos Deputados, em Brasília, preferiu se manisfestar depois de assistir à entrevista. Jean Wyllys já foi um dos entrevistados da jornalista Marilia Gabriela e é um dos programas grande acesso nas redes sociais.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Barriga de aluguel domina debate sobre casamento gay na França

A circular do Ministério da Justiça da França facilitando a obtenção da nacionalidade francesa para bebês nascidos de uma barriga de aluguel no exterior, mas de pai francês, é o assunto em destaque na imprensa nesta quinta-feira. Os jornais destacam a polêmica que inflamou a classe política no momento em que os deputados analisam o projeto que autoriza o casamento gay na França.

O conservador Le Figaro diz que a circular emitida pelo ministério da Justiça provocou uma verdadeira tormenta no país. A iniciativa da ministra Christiane Taubira despertou a ira da direita e causou mal-estar na esquerda, segundo o jornal. Para Le Figaro, apesar de a ministra ter dito que a gestação por meio de uma barriga de aluguel continuará proibida na França, ela não convenceu ninguém. A direita vê na circular um primeiro passo para, no futuro, autorizar a procriação assistida, como pedem diversas associações de direitos dos homossexuais.

Para o progressista Libération, apesar de não estar no texto sobre o projeto de lei do casamento gay, a circular da ministra da Justiça caiu como uma luva nas mãos dos conservadores. Deputados dizem que o tema reforçou a mobilização da direita contra o casamento homossexual. Os deputados que entraram na batalha sem muita convicção de ganhar agora encontraram um argumento para torpedear o projeto.

Em seu editorial, o católico La Croix retoma uma pergunta feita por um político de centro: a circular do governo foi um erro involuntário ou uma provocação ? Muitos vão criticar a famosa hipocrisia francesa, escreve o jornal. Isso porque vai reconhecer uma criança concebida por meio de uma prática que é proibida na França.

La Croix indaga se a lei que proíbe a barriga de aluguel, criada para evitar o comércio do corpo e motivada pelo respeito devido às mulheres, principalmente as mais pobres, vai resistir por muito tempo.

Le Parisien considera que o tema da "barriga de aluguel" veio atrapalhar o debate sobre o casamento gay. O jornal publica também o depoimento de uma francesa que vive nos Estados Unidos e se diz feliz em poder ajudar casais franceses estéreis a realizarem o sonho de ter filhos.

Sandrine, de 41 anos, diz que para a sociedade americana, não cabe ao Estado dizer quem tem e que não tem o direito de ter filhos. Visto dos Estados Unidos, o debate na França é arcaico, escreve Le Parisien.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

França começa a debater o casamento gay

O projeto de lei sobre o casamento homossexual na França, que já gerou manifestações em massa de partidários e adversários, será analisado a partir desta terça-feira pela Assembleia Nacional francesa, onde se espera um duro confronto entre a maioria de esquerda e a oposição de direita. 

Legalizado e inserido nos costumes de muitos países, o casamento homossexual continua gerando polêmicas apaixonadas na França, onde nas últimas semanas se multiplicaram os protestos a favor ou contrários ao assunto. 

Na madrugada desta terça, opositores ao projeto de lei penduraram nas pontes de Paris bandeirolas que com o slogan das manifestações contra o "casamento para todos": "um pai e uma mãe, é elementar" ou "todos nascidos de um homem e uma mulher". 

A maratona de debates na Câmara Baixa do Parlamento francês deve levar duas semanas, uma vez que a oposição de direita apresentou milhares de propostas de emenda e várias moções de procedimento. 

As posições são conhecidas e taxativas. Para a direita, apoiada pelas Igrejas, uma criança necessita de pais de sexos diferentes. Junto com o governo, a esquerda defende a igualdade de direitos para os casais homossexuais e para seus filhos. 

Essa é a posição que defenderá a ministra da Justiça, Christiane Taubira, no início dos debates. "Não há razões para que os casais heterossexuais sejam protegidos pelo Estado e que os homossexuais não tenhan a mesma proteção", reafirmou Taubira. 

A direita já se mobilizou com as armas que utilizará no Parlamento: vai defender 5.000 emendas, um número excepcionalmente alto, e três moções de procedimento, uma das quais para reivindicar um referendo sobre o tema. 

O presidente da comissão de leis da Assembleia Nacional, o socialista Jean-Jacques Urvoas, declarou, no entanto, à AFP que espera exaurir a guerrilha parlamentar. "Para fazer obstrução, são necessários obstrutores. Eles não têm as tropas necessárias", disse referindo-se à bancada de direita. 

De acordo com a esquerda, seja qual for a duração dos debates, a sorte está lançada. "Uma lei será votada e por ampla maioria", salientou o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault. 

Para ser aplicada, a lei deve ser votada pela Assembleia e pelo Senado, que, assim como na Câmara Baixa, a esquerda é maioria. 

Segundo uma sondagem do instituto Ifop publicada no sábado, os franceses são majoritariamente favoráveis ao casamento homossexual (63%), mas a opinião está mais dividida com respeito à adoção (49% a favor, 51% contra). 

A polêmica sobre o "casamento para todos", promessa de campanha do presidente socialista François Hollande, que colocaria a França junto com outros países europeus (Espanha, Portugal, Holanda, etc.), já dura há meses e foi objeto de várias manifestações em massa. 

No domingo passado, os partidários da lei reuniram em Paris entre 125.000 e 400.000 pessoas, o dobro que durante sua manifestação anterior em meados de dezembro, mas a metade dos "anti" no protesto de 13 de janeiro. 

Em 1998, o Pacto Civil de Solidariedade (Pacs), união aberta de homossexuais, já havia criado uma "guerrilha parlamentar" e manifestações dos opositores nas ruas. Hoje a medida passou a fazer parte dos costumes. 

Taubira costuma dar o exemplo da Espanha, onde foram registrados mais de 12.800 casamentos e 240 divórcios desde a legalização do matrimônio homossexual em 2005.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Senado pode autorizar casamento gay ainda em 2013

Senadores podem concluir a partir da volta do recesso parlamentar, que termina na próxima sexta-feira, projeto que altera o Código Civil relativo à união estável entre casais do mesmo sexo. A matéria depende agora de votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para seguir para análise dos deputados na Câmara, caso não haja nenhuma alteração no Senado.

Atualmente, o Código Civil  reconhece como entidade familiar “a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”. Com o projeto, de autoria da senadora liceneciada Marta Suplicy, que ocupa o cargo de ministra da Ciltura, a lei pode ser alterada para estabelecer como família “a união estável entre duas pessoas”, mantendo o restante do texto do artigo.

Se aprovada a proposta,  a união estável entre pessoas do mesmos sexo  “poderá converter-se em casamento, mediante requerimento formulado dos companheiros ao oficial do Registro Civil, no qual declarem que não têm impedimentos para casar e indiquem o regime de bens que passam a adotar, dispensada a celebração”.

Relator deu parecer favorável

Em seu voto favorável, o relator do projeto na CCJ, senador Roberto Requião (PMDB-PR), lembra decisão de 2011 do Supremo Tribunal Federal (STF), reconhecendo o direito à formalização da união entre casais homossexuais. Ele concorda com argumento da autora do texto, quanto à necessidade de modificação no Código Civil para incluir a previsão, como forma de conferir segurança jurídica à matéria.

Conforme observa Requião, cabe ao Legislativo adequar a lei em vigor ao entendimento consagrado pelo Supremo, “contribuindo, assim, para o aumento da segurança jurídica e, em última análise, a disseminação da pacificação social”.

Caso a matéria seja aprovada na CCJ e não seja apresentado recurso para exame pelo Plenário, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo já é reconhecido em alguns países, como Bélgica, Argentina e África do Sul, mas ainda provoca polêmica em muitos outros. Na França, por exemplo, manifestações contra e a favor da legalização, reunindo milhares de pessoas, têm sido noticiadas nos últimos dias.

Em seu discurso de posse para o segundo mandato, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se colocou a favor da legalização, posição também defendida pelo governo da Inglaterra.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Obama defende gays, imigrantes e mulheres em seu discurso de posse nos EUA

Diante de mais de meio milhão de pessoas, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tomou posse pública nesta segunda-feira (21) para dar início a seu segundo mandato como mandatário do país.

Após fazer seu juramento, Obama fez um discurso que arrancou aplausos diversas vezes da multidão, defendendo a união do país e a igualdade dos cidadãos norte-americanos, com destaque para os gays, mulheres e imigrantes.

— Nossa jornada não estará completa até que nossas esposas, mães e mulheres ganhem o suficiente. (...) Nossa jornada não estará completa até que nossos irmãos gays sejam tratados de forma igual perante a lei, porque, se somos iguais, nosso amor entre nós é igual.

Obama defendeu ainda os imigrantes do país, dando claros sinais de que irá batalhar pela reforma migratória, e lembrou ainda a proteção das crianças , em clara referência à sua recente batalha pelo controle da venda e uso de armas no país. 

— Nossa jornada não estará completa, até que os imigrantes sejam bem-vindos, (...) até que nossas crianças saibam que elas serão sempre cuidadas e protegidas. Essa é a tarefa de nossa geração.

O discurso de Obama foi marcado por diversos pedidos de “união do país como nação”, além de pedir “fortes alianças” em todo o mundo.

O presidente, que ficará no cargo até janeiro de 2017, também lembrou de desafios importantes de sua agenda de governo, como lutar contra a “ameaça da mudança climática”, e continuar a reforma de saúde.

— Não responder à ameaça da mudança climática [seria uma] traição a nossos filhos e às gerações futuras.

O público estimado no National Mall durante a posse de Obama era de entre 700 mil e 800 mil pessoas.

A cerimônia foi encerrada com a cantora Beyoncé cantando o hino dos Estados Unidos. À noite, eles participarão de dois bailes, muito diferente de 2009, quando ocorreram dez bailes oficiais.