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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Resistência à homofobia é tema de espetáculo na SP Escola de Teatro

Inspirado nas diversas notícias de homens que foram agredidos e assassinados por conta de sua orientação sexual, a A Inacabada Cia. estreia o espetáculo "Meninos também amam - um poema manifesto cênico", que integra artes visuais, dança, teatro e performance, buscando compartilhar a não aceitação da violência contra homossexuais.

A montagem pode ser conferida nos finais de semana entre os dias 13 e 21, sábados, às 20h30, e domingos, às 19h30, na SP Escola de Teatro, com entrada no esquema "pague o quanto puder". 

Criada a partir de um poema do ator, diretor e dramaturgo Rafael Guerche, a montagem apresenta como manifesto cênico o corpo masculino desnudo, que é sempre alvo de retaliação nos casos de violências aos homossexuais. Em cena, a arte homoerótica e o afeto entre duas pessoas convidam o espectador para fazer uma reflexão e promover a resistência à homofobia. 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Assista “Contracorrente” e ganhe VIP para a The Week

Nesta sexta, 08 de abril, o longa-metragem peruano “Contracorrente”, de Javier Fuentes-León estreia em salas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Quem for assistir às sessões nesta sexta (08) ou no sábado (09) pode guardar o ticket do cinema e mostrar na portaria da The Week, em São Paulo e no Rio de Janeiro, para curtir a noite VIP.

O filme conta a história de Miguel (Cristian Mercado), um homem respeitado na vila de pescadores onde vive com a sua esposa Mariela (Tatiana Astengo), que está grávida do primeiro filho do casal. Embora viva bem com a sua esposa, Miguel tem um caso extraconjugal com o artista forasteiro, Santiago (Manolo Cardona), chamado pelas costas pelo povo do vilarejo de “Príncipe Encantado”. Quando a história ganha um rumo sobrenatural, Mariela começa a questionar Miguel, que eventualmente terá que decidir se é homem o suficiente para assumir a sua sexualidade.

Mais do que uma história de uma de amor entre dois homens em meio ao preconceito velado de uma sociedade conversadora e religiosa, contracorriente é um filme que fala de superação e humanidade. Todos os gays que vivem em sociedades ou famílias conservadoras, já viveram um pouco de contracorriente, já se sentiram presos numa sociedade preconceituosa, que não enxergam nada além dos costumes aprendidos e repetidos ao longo dos anos.

Ser “viado” (como diz no filme) é coisa pra homem. Assumir a sua sexualidade e enfrentar a tudo e a todos não é para qualquer um. Existem muitos casos de héteros mal casados, que são infelizes e por sua vez fazem de suas famílias infelizes, por não terem sidos machos o bastante para assumirem que são gays. Vencer o seu próprio preconceito não é para qualquer um, se deitar com outro homem não é assumir um lado feminino, mas é ressaltar a masculinidade que muitos machos que pagam de homofobicos para amigos tentam esconder. Contracorriente é um pedido de libertação para a dignidade humana e sexualidade plena.

Além dos diversos prêmios em importantes festivais internacionais como o Sundance Film Festival e o Miami International Film Festival, em ambos premiado pelo público, o filme foi escolhido para abrir o 18º Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade Sexual, e levou o Coelho de Prata para Melhor Longa-Metragem, também por consagração popular.

Seviço:
São Paulo Unibanco Arteplex Frei Caneca - Sala 5 - 14h40, 17h, 19h20 e 21h40
Reserva Cultural - Sala 4 - 13h10, 19h40 e 21h40

Rio de Janeiro Unibanco Arteplex Botafogo - Sala 3 - 14h, 16h30, 19h e 21h30

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A Exposição Coletiva Eroscivilização

No próximo dia 25 de agosto acontece a vernissage de abertura da exposição eroscivilização e ficará aberta à visitação pública até 30 de setembro, no Casarão Brasil, em São Paulo - Capital, com a curadoria de Robert Richard, presidente da ABAPC - Associação Brasileira dos Artistas Plásticos e de Colagem A exposição eroscivilização reúne o trabalho de cinco artistas plásticos que trouxeram para suas obras o erótico, uma visão particular de cada um deles sobre os caminhos pelos quais o erotismo vem permeando a história da civilização até a contemporaneidade, seja sob o aspecto mítico, espiritual, cultural, sensorial, tátil, histórico, sexual ou social.

Os artistas, Adriana Rizkallah, Fernanda Rodante, Thereza Carvalho, Nino Millán e Antonio Rodante contemplam o erotismo na sua arte não como fim, porém como caminho de vida, como privilégio do homem - único ser dotado dessa possibilidade para explorar todas as formas de prazer a partir do seu corpo, da relação com o corpo do outro ou ainda da imaginação desses corpos.

O trânsito do erotismo através da civilização nem sempre foi tranquilo. Até hoje é vítima do tabu, promovido pelas instituições em geral e pelo homem em particular na sua impossibilidade de se expressar. Em contrapartida, o erotismo também é arma poderosa de resistência contra as travas políticas e morais de qualquer ordem, da cultura de massa, na sociedade moderna e contemporânea que reduziu o sexo a objeto de consumo, destituindo-o do seu papel primordial como meio de expressão da liberdade, de prazer e de felicidade, simplesmente .

O erotismo, no seu poder intrínseco de estimular fantasias, desponta como crítica e sua negação leva à castração e às enfermidades de tudo aquilo que compõem a existência do homem: mente, corpo e espírito - a própria vida, quando interdito.

A Exposição eroscivilização é a representação artística desse dom original concedido pelos Deuses ao homem para seu deleite, no olhar particular de cada um desses artistas. Também, a exposição chama a atenção para o exercício da liberdade do erotismo com os cuidados nas relações sexuais, para a prevenção dos riscos para com a saúde do corpo, para o comportamento responsável de quem exerce a sexualidade, em todas as suas formas de prazer, preservando a si e ao outro, numa atitude de respeito, de consciência desse legado erótico, sem o qual a vida não teria valia.

Os artistas Adriana Rizkallah, Fernanda Rodante, Thereza Carvalho, Nino Millán e Antonio Rodante revelam seu olhar sobre os caminhos do erotismo na civilização em sua arte, agregando um prazer a mais, o da beleza estética, ao entendimento do erótico a que cada um de nós tem o direito e o privilégio de exercer.

AVE EROS!

Feminino - A obra de Adriana Rizkallah (são esculturas e estruturas em papel machê), revela o erotismo pela forma e pelo viés feminino, a marca de seu trabalho. Os elementos com que Adriana constrói suas peças sugerem o erótico seja pelo espaço vazado, pela utilização constante dos círculos e pelas formas que se assemelham ao feminino, aliando a elas a possibilidade do toque, a instância tátil tão estimuladora do erotismo a partir do corpo feminino.

Alegria - As pinturas de Fernanda Rodante são um convite ao erotismo nos entrelaçamentos dos personagens que habitam suas telas como o palhaço e a bailarina, em malabarismos cubistas - uma visão de alegria que ela também transpõe para locais inusitados, nas telas, para o desenho em cerâmica e para os objetos mais banais do cotidiano, como um avental.

Arte&Fetiche - Thereza Carvalho (escultura, pintora e desenhista), joga com a relação triangular: liberdade, fantasia e imaginação, para desconstruir a função original das coisas. Ela extrai desses novos objetos construídos a partir dessa desconstrução o fetiche, dialogando com artistas como Louise de Borgeois, Niki de Saint Phale, René Magritte. A artista utiliza o "realismo mágico" para provocar estranhamento sobre os objetos e utilizá-los como fetiche, ampliando a possibilidade de erotismo na arte.

Desejos - As esculturas em ferro de Nino Millán são inspiradas no comportamento humano e no amor. Desejos, entre abraços e beijos, revelam formas sensuais quando o amor se intensifica no jogo das pressões e arranhões, sintomas daqueles que estão intensamente apaixonados, um só corpo, uma só alma. Estes jogos sobre o amor traduzem as famosas posições do Kama Sutra.

Cenas - As obras de Antonio Rodante são de técnica mista, híbridas de foto, colagem e acrílico. São cenas cotidianas do imaginário voyer: lugares comuns (Mercado Municipal, ponto de ônibus, Museu do Ipiranga e uma esquina do extinto Largo da Batata), flagrando personagens em situações incomuns. Uma das telas retrata um frame de filme erótico, desses que fazem número em sites free de sexo.

Serviço:

Abertura: Exposição eroscivilização Dia 25 de agosto às 19h. – quarta-feira
Local: Casarão Brasil - Rua Frei Caneca, nº 1.057 - São Paulo- SP
Horário de visitação: de segunda-feira a sábado, das 10h às 18h, com entrada gratuita.
Informações, fone (11) 3171-3739

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Aquarela - As Cores de uma Paixão

Tão curto é o amor e tão longo o esquecimento”, é a frase do poeta Pablo Neruda que resume a história de amor entre o jovem artista Danny (Tye Olson) e o campeão de natação Carter (Kyle Clare) no longa “Aquarela, as cores de uma paixão”, que chega ao Brasil pela distribuidora Festival Filmes, de Suzy Capó, em 13 de agosto, com promoção do Mix Brasil e da Rádio Energia 97 e apoio da The Week.

As pressões e descobertas que afligem os adolescentes, principalmente os que estão descobrindo sua homossexualidade, serviram de argumentos para que o diretor e roteirista David Oliveras contasse esta romântica história.

A fita começa no vernissage da primeira exposição de Denny, em Nova Iorque, onde o modelo de todos os seus desenhos é Carter, o que o faz relembrar o relacionamento deles, contado em flashbacks por todo o filme.

Por motivos familiares, o problemático campeão de natação da escola Carter cruza o caminho do estudioso e jovem artista Denny. Após serem obrigados a dividirem o quarto por um final de semana, a relação desses dois garotos diferentes nunca mais será a mesma. Denny começa a ajudar seu novo amigo com as aulas de literatura, que além dos problemas na escola também tem uma perigosa relação com as drogas. Carter, por sua vez, é a inspiração que faltava para que o jovem artista desenvolvesse ainda mais sua arte.

A relação dos dois é bem conturbada, pois eles sofrem com abusos dos colegas de escola que percebem a proximidade dos dois, prática conhecida como bullying. A homofobia no colégio é mostrada quando os companheiros do time de natação de Carter espancam Denny.

Com uma bem sucedida carreira em festivais LGBT internacionais, “Aquarela, as cores de uma paixão” recebeu o prêmio de melhor filme (votação do público) no Outest (Los Angeles). No mesmo festival, Toy Olson foi agraciado com o título de Melhor Ator.

Ficha técnica:

Filme: Aquarela, as cores de uma paixão
Duração: 105 minutos
Diretor: David Oliveras
Elenco: Tyle Olson, Kyle Clare, Greg Louganis e Karen Black
Gênero: Drama
Ano: 2008
Censura: Verificar classificação indicativa nos cinemas

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Poetica Diversidade Paulistana

O ser humano, desde sempre, buscou formas de registrar para a eternidade a sua própria história. Por muito tempo esse instinto de preservação da vida, até mesmo com uma certa dose de vaidade, foi documentado em diferentes técnicas. Talvez tenha começado com as primitivas inscrições rupestres, passando pêlos hieróglifos, desenho e a pintora realista, até chegar a programas como o photoshop de nossos dias.

Mas, sem dúvida, está na descoberta da fotografia, no século XX, o grande marco referencial da imagem da vida. Atribui-se ao francês Joseph-Nicéphore Niepce a invenção da fotografia, embora outros pesquisadores também sejam mencionados pela mesma descoberta. Niepce, pelo menos, fez a primeira foto que se conhece como tal. Importante saber — para derrubar equivocadas teses discriminando a fotografia como forma de arte — que os primeiros fotógrafos eram respeitados artistas plásticos. Inclusive o próprio Niepce.

Nessa direção — e na permanente luta para quebrar paradigmas e vencer precon­ceitos — que o Casarão Brasil, com a curadoria de Robert Richard, apresenta , nessa sexta-feira dia 14 de maio a partir das 19 horas, uma exposição com dois fotógrafos de muito talento e sensibilidade. Dois artistas na acepção da palavra, Bruno Carvalho e Miguei de Frias, que nos trazem imagens de São Paulo. O primeiro, olhando a alma da cidade; o segundo, mostrando seu rosto. Ambos, revelando a diversidade na qual vivem os que habitam uma das metrópoles mais complexas do planeta.

Das grandes diferenças paulistanas, desse existir caleidoscópico que nos impõe a realidade, da visão multicolor de cada paisagem, das distintas culturas dos que habitem os espaços públicos e privados, do amor e do ódio surge nesses inspirados trabalhos de Bruno e Miguel, uma imensa e responsável consciência. Cada vez mais é preciso refletir muito para entender e amar São Paulo. E de maneira desarmada.

São Paulo não tem dono, entretanto é de todos nós que nessas fotos captadas muito mais com o coração do que com a mente, sabemos nos identificar nas formas, cores, volumes e, principalmente, nas luzes, Ali estarnos todos escondidos— sozinhos ou em multidão, nascendo ou morrendo, chorando ou rindo, ateus ou crentes, alucinados ou sóbrios. Mas, acima de tudo apaixonados, sob um invisível arco-íris de cristal.

Fotografar, para Bruno e Miguel, não se resume apenas em registrar imagens. Há, no trabalho de ambos, a determinada procura da qualidade, mas com a certeza de que a técnica jamais esconderá a emoção. Observem a suavidade e a força que se encontram, em perfeito equilíbrio, nas suas fotografias.

Serviço:

Exposição: “POÉTICA DIVERSIDADE PAULISTANA
Fotógrafos: Bruno Carvalho e Miguei de Frias
Curador: Robert Richard
Abertura da exposição: 14 de Maio de 2010 – sexta- feira – aberta ao publico.
Horário: das 19 horas às 22 horas
Data: 14 a 30 de junho de 2010.
Horário para visitação: de segunda a sexta das 10 às 18 horas
Entrada: Gratuita
Local: Associação GLS Casarão Brasil
Rua Frei Caneca, 1057

domingo, 18 de abril de 2010

Entre Homes: Sessão Cinema com o Filme Boy Culture

Amanhã, 19/04, acontece à primeira sessão de cinema do Entre Homens em 2010. O filme escolhido é o Boy Culture, que retrata a saga do garoto de programa X. X vive em um apartamento com Andrew e Joey e é apaixonado por Andrew. Joey, um adolescente inconsequente, é apaixonado por X – e, assim, os colegas de apartamento formam um tórrido triângulo amoroso. Enquanto isso, X segue passando por provações e contratempos e encontra um senhor, Gregory, que se torna seu fiel cliente e mentor e com quem o michê acaba por se envolver emocionalmente. O filme abriu o 14º Festival Mix Brasil, em 2006, e foi sucesso de público.

A sessão é aberta para todas as cores do arco-íris e os organizadores avisam que terá pipoca.

Quando
Segunda-Feira, 19/04/10, ás 19h30

Onde
Rua Santa Isabel, 198 - São Paulo, SP, perto do Metrô República.
Travessa da Amaral Gurgel, uma depois da Rua Marquês de Itu.
Telefone: (11) 3337-2028. Mapa e mais sobre o clube: www.upgradeclub.com.br
* tocar a campainha para entrar o bar estará aberto para os presentes

Sobre o Entre Homens
Gerenciado por Murilo Sarno, o Projeto Entre Homens visa a refletir, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Jornal Lampião da Esquina é Restaurado por ONG LGBT

Nesta sexta-feira (9) às 18h30, na sede da Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT (convite abaixo), acontecerá o lançamento da coleção restaurada e digitalizada do Jornal Lampião da Esquina, que circulou de 1978 a 1981 e foi dirigido à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) em plena ditadura militar.

Ricardo Lima, Secretário Substituto da Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura, estará presente no lançamento e falará sobre as políticas do ministério nesta área.

A Associação Paranaense da Parada da Diversidade, através de emenda parlamentar apresentada pelo deputado federal Dr. Rosinha (PT/PR), recebeu financiamento do Ministério da Cultura para executar em parceria com o Grupo Dignidade o projeto “Lampião da Esquina”, que teve por objetivo a restauração e digitalização do jornal, a fim de promover o acesso a conhecimentos sobre manifestações culturais LGBT.

Segundo Toni Reis, presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais “é fundamental resgatar a memória da cultura LGBT. Temos muito a aprender com a nossa própria história.

Várias personalidades – algumas da atualidade – contribuíram para a elaboração do Lampião há 30 anos, entre elas: Aguinaldo Silva, Caio Fernando Abreu, Gasparino da Matta, Darcy Penteado, João Silvério Trevisan, Wilson Bueno, Peter Fry e João Antonio Mascarenhas.

Em seu livro “Devassos no Paraíso”, João Silvério Trevisan afirma que o Lampião era um “fato quase escandaloso para as pudicas esquerda e direita brasileiras, acostumadas ao recato, acima de tudo. Lampião vinha, bem ou mal, significar uma ruptura”. Ruptura no sentido de que o jornal foi inédito em tratar abertamente de temas antes “considerados ‘secundários’ – tais como sexualidade, discriminação racial, artes, ecologia, machismo – e a linguagem empregada era comumente a mesma linguagem desmunhecada e desabusada do gueto homossexual” (id.).

Agora, o material considerado marco importante na “abertura política” no Brasil, será disponibilizado para consulta no Centro de Documentação Histórica Professor Dr. Luiz Mott, localizado na sede da Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT. O periódico teve 01 edição n° “zero”, 37 edições sequenciais e mais 03 edições “extras”, totalizando 41 edições.

O jornal também foi digitalizado e está à disposição para consulta pela internet, no endereço: www.grupodignidade.org.br

Serviço:

Lançamento da Restauração do Jornal Lampião da Esquina
Data: 6ª-feira, 09 de abril de 2010 às 18h30
Local: Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT
Av. Mal. Floriano Peixoto, 366, cj. 46 (Praça Carlos Gomes)

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Entre Homens: Inversão Sexual


Eles podem ser heterossexuais e preferir que suas mulheres os penetrem com dildos e dedos – ou, então, simplesmente ficam satisfeitos em usar um vestido decotado. Podem ser homossexuais e, em vez de cultivar um corpo másculo e sarado, preferirem usar uma lingerie bem sexy. Podem ser bissexuais, desde que usem perucas sedosas e adotem um nome feminino e delicado... Ou, então, simplesmente podem ser aqueles que gostam de ver outros homens curtirem essas fantasias.

O Entre Homens de Páscoa discute, no próximo dia 05/04/2010, o tema: Papéis Invertidos: Homens que Transcendem os Gêneros. Será discutido:

  • O Simbólico Feminino: o significado de uma roupa de mulher em um corpo másculo – ou nem tanto;
  • As Categorias: crossdressers, homens de calcinha, fetichistas, dominadores e submissos e outros tipos;
  • Identidades de Gênero: as transformações da renda e da seda sobre o eu – ou não;
  • Os Fãs: aqueles e aquelas que não resistem a um homem de lingerie;
  • Comportamento Sexual: até onde vai, durante a relação, o processo de "encarnação" do sexo oposto.
Com a presença de homens escolados em baby-dolls e inversões!

Quando
Segunda-feira, 05/04/10, ás 19h30

Onde
Rua Santa Isabel, 198 - São Paulo, SP, perto do Metrô República.
Travessa da Amaral Gurgel, uma depois da Marquês de Itu.
Telefone: (11) 3337-2028. Mapa e mais sobre o clube: www.upgradeclub.com.br
* tocar a campainha para entrar | o bar estará aberto para os presentes

Quem
Homens e mulheres de todas as orientações, preferências, identidades – e roupas!

Sobre o Entre Homens
Gerenciado por Murilo Sarno, o Projeto Entre Homens visa a refletir, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Entre Homens - Programa Legal? A Prostituição Masculina em Sampa


Tudo Que Você Sempre Quis Saber Sobre Michês...
...Mas Tinha Vergonha de Perguntar

Michês, garotos de programa, acompanhantes, scort boys. Os nomes são muitos, mas o trabalho é um só: dar prazer sexual em troca de dinheiro. Seria a prostituição uma profissão como qualquer outra?

O Espaço Entre Homens discute, no próximo dia 22/03/2010, o tema: PROGRAMA LEGAL? A PROSTITUIÇÃO MASCULINA EM SAMPA

> Por que um garoto vira michê?
> A profissão é de "vida fácil"?
> O que buscam os clientes
> Os riscos de se contratar um scort
> Preconceito, homofobia e violência
> Histórias curiosas
> Saúde e sexualidade
> Locais de trabalho: ruas, cinemas, saunas... e muito mais!

Tire todas as suas dúvidas e debata, sem medo, sem segredos e sem vergonha!

QUANDO
Segunda-feira, 22/03/10, 19h00

ONDE
UpGrade Club
Rua Santa Isabel, 198 - São Paulo, SP, perto do Metrô República.
Travessa da Amaral Gurgel, uma depois da Marquês de Itu
Telefone: (11) 3337-2028
* tocar a campainha para entrar | o bar estará aberto para os presentes

QUEM
Gays, bissexuais, travestis, transexuais, HSH, lésbicas, heterossexuais: todos e todas que contratam - ou não - os serviços de garotos de programa.

Sobre o Entre Homens
Gerenciado por Murilo Sarno, o Espaço Entre Homens visa a refletir, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A MONALISA PAULISTANA, fundada em outubro de 2008 se prepara para fazer seu 1º desfile no carnaval 2010. De acordo com as regras determinadas pela UESP (União das Escolas de Samba de São Paulo) que é o órgão competente pela organização do carnaval de São Paulo, no qual a MONALISA PAULISTANA é filiada, a escola tem que conquistar uma classificação anual para subir na escala de grupos até o Grupo Especial, os grupos são: Grupo 4, Grupo 3, Grupo 2, Grupo 1, Grupo de Acesso e Gruppo Especial.

A MONALISA PAULISTANA é uma escola de samba inclusa e o seu objetivo maior é lutar contra qualquer tipo de preconceito e descriminação de todas as classes sociais, culturais e ou raciais. Tudo através do carnaval, que é uma manifestação popular que, de forma festiva e alegre, passa aos cidadãos informações sobre os mais variados temas, capaz de agregar valores fundamentais para a formação de opinião e conhecimento.

No que se refere ao carnaval, o objetivo é disputar com outras agremiações rumo ao grupo da elite do carnaval paulista, respeitando a raiz do samba e demais tradições. Já no que se refere a ser uma escola de samba com público alvo definido, é não apenas propiciar a classe LGBTS um espaço único dentro do carnaval paulista, mas acima de tudo lutar pelos diretos e oferecer atividades sociais e culturais com ênfase na quebra de estigmas preconceituosos dentro de um grupo forte, capaz de organizar a maior manifestação pública do planeta e que ainda assim sofre tantos preconceitos dentro da nossa sociedade.

O grande diferencial da MONALISA PAULISTANA é ser a 1ª escola de samba LGBTS de São Paulo, fazendo um carnaval que prima pela qualidade para não ser apenas mais uma escola de samba, e sim uma escola de samba com características particulares. A MONALISA PAULISTANA sabe inclusive do preconceito que poderá encontrar dentro do próprio carnaval e por isso estréia com um carnaval diferente, porém sempre dentro das regras colocadas pela UESP. Sendo assim a ênfase será sempre focada em brilhar pela criatividade, irreverência e muita arte.

Serviço:

13/02/10

The L Club, às 02h00 na Rua Luiz Murat, 370.
Horário: 02h00

14/02/10

Desfile na Passarela Alvinópolis/ Vila Esperança (ao lado do metrô Vila Matilde)
Horário: 20h00
Saída às 16h00 da Nostro Mondo (Rua da Consolação, 2554) e retorno após o desfile.

Serão entregues 50 fantasias (gratuitas) para os (as) interessados (as) em desfilar. As fantasias serão distribuídas na Nostro Mondo no dia 13/02/10 das 17h00 às 20h00, Rua da Consolação, 2554 . Também haverá a "ala do orgulho gay" que será representada por Drags, a escola convida todas as montadas para integrarem esta ala.

Maiores Informações:

11 3852-5637/ 9181-7992 ou re_loureiro@hotmail.com

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Dia da Visibilidade Trans

O Casarão Brasil – Associação LGBT comemora o inicio de 2010 com a Semana da Visibilidade Trans que tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para a importância do respeito à diversidade sexual, tendo como prioridade o Movimento Trans, que representa as travestis, as transexuais e as trangêneros.

A semana da Visibilidade Trans foi instituída no ano de 2004 pelo Congresso Nacional, através do Ministério da Saúde, que lançou a campanha "Travesti e Respeito" comemorada sempre no dia 29 de janeiro. A idéia é de sensibilizar educadores e profissionais de saúde do Brasil e trabalhar também a auto-estima das (os) transexuais.

Unidos pela mesma causa o Casarão Brasil – Associação GLS, Centro de Referência da Diversidade – CRD, Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual – CADS, Associação da Parada do Orgulho de São Paulo – APOGLBT, e Associação Brasileira dos Artistas Plásticos de Colagem – ABAPC. O evento continuará até 05 de fevereiro com mais atrações que acontecerão no Casarão Brasil e no Centro de Referência da Diversidade.

PROGRAMAÇÃO

29/01/2010 às 19h. – Abertura do evento com a Exposição de Artes Multimídias Sobre Travestis e Transexuais no Brasil. Show Performático com a Marcela Volpe homenageando o ícone Dalida.(Casarão Brasil)

01/02/2010 às 19h. – Exibição dos filmes “o T da questão” (CRD);

02/02/2010 às 19h. Terças Trans Especial – Os caminhos da Cidadania de Travestis e Transexuais de SP – Resolução 208/2009 CREMESP / Decreto n.º 51.180 (CRD)

03/02/2010 às 19h. – Roda de conversa. Tema: Homens Trans Exibição Filme Surpresa (Casarão Brasil);

04/02/2010 às 19h. – Peça Teatral “Um Dia, Um Cisne” (Casarão Brasil);

05/02/2010 às 19h. – Encerramento com a exibição do filme “Meu amigo Cláudia” (CRD)

Realização:

Casarão Brasil
Centro de Referencia da Diversidade
Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo
Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual
Associação Brasileira dos Artistas Plásticos de Colagem

Serviço:

Abertura: 29 DE JANEIRO 2010 – Dia Nacional da Visibilidade Trans
Exposição: “Artes Multimídias Sobre Travestis e Transexuais no Brasil”
Encerramento: dia 26 de fevereiro de 2010.
Curadoria: Claudia Wonder – Orientadora Sócia Cultural do Casarão Brasil
Presidente do Casarão Brasil: Douglas Drumond.

Locais:

Casarão Brasil
Rua Frei Caneca, 1057
Data: 29 de janeiro – sexta-feira
Horário: a partir das 19 horas todos os dias do evento.
Tel. 11 3171.3739
contato@casaraobrasil.com.br
www.casaraobrasil.org.br

Centro de Referência da Diversidade - CRD
Rua Major Sertório 292 / 294 – esquina com Rego Freitas - próximo metro Republica
Tel:11 3129-7764

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As grandes Estrelas do Mundo LGBTT vão REVELAR

No próximo dia 14 de dezembro, segunda-feira, o autor Gabriel Cavalcante lança o livro "As grandes estrelas do mundo LGBTT vão REVELAR". O coquetel acontece a partir das 19 horas, no Casarão Brasil, em São Paulo.

A festa, restrita a convidados e imprensa, contará com a presença das principais drag queens e transexuais da cena paulistana, que inspiraram a publicação, entre elas a lendária Miss Biá e Léo Áquilla, considerado o maior transformista do Brasil.

Para o autor, mais do que fazer um registro documental, o livro faz uma grande homenagem aos artistas que dedicaram seu profissionalismo aos palcos, buscando dignificar um segmento de arte alternativo, que ainda hoje não possui tanta visibilidade na esfera cultural.

As páginas são recheadas de revelações curiosas e algumas bombásticas, acompanhadas de muitas fotografias.

"Trata-se de uma publicação destemida, sem juízo de valor ou hierarquia no mundo dos espetáculos. Convidei pessoas de várias gerações para participar desta obra, que pretendia ser a mais aberta possível. Os artistas retratados foram muito receptivos e acreditaram no projeto", diz Gabriel. Segundo ele, a maior preocupação também era a de promover uma leitura rápida e prazerosa, o que acredita ter conseguido com o produto final.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Erótika Fair – O Resultado

Convidei amigos e leitores do blog para participarem do concurso cultural da feira “Erótika Fair” que acontecerá nos dias 9, 10, 11 e 12 em São Paulo. Recebi ótimas respostas e fiquei muito feliz com a participação de todos.

Dentre as respostas postadas, foi escolhida a resposta do Vitor. Ele tocou num ponto forte do desejo humano, atrelou o desejo, excitação e sexo a um jogo erótico que mexe com o imaginário de muita gente. As demais respostas, dos outros participantes, estão disponíveis nos comentários do post “Erótika Fair”.

Qual fantasia sexual você ainda não realizou?

Minha fantasia é entrar em um ringue de vale tudo e lutar com outro cara. Apos a luta transaremos lá mesmo. Detalhe: o perdedor será escravo sexual do vencedor e fará tudo que ele mandar!! Vitor/ SP

Espero que o Vitor torne-se escravo ou encontre o seu escravo sexual o quanto antes. Confesso que irei me apropriar da fantasia sexual dele, não que eu tenha poucas, mas ter uma a mais não me fará mal algum. Nessa semana, pensei muito sobre as minhas fantasias, não sou mirabolante como muitas pessoas, aliás, tenho fantasias um pouco previsíveis. Sou apaixonado pelo perigo, e meus desejos sempre estão atrelados ao sentimento de “será se eu serei pego?”, bom, já fui pego algumas vezes, e não me arrependo.

Minhas fantasias vão do sagrado ao profano, aliás, de sagrado elas não tem nada, pois sempre fantasio o sagrado transformando-se em profano, sou fã do Marques de Sade. Não tenho vontade de transar com o padre, enfim, depende do padre, sem contar que transar com um padre não é um grande desafio, tenho um amigo que já namorou um padre e tem outro que sempre vai às caravanas para Aparecida do Norte, ele argumenta que lá ele sempre encontra seminaristas bonitos e sedentes por sexo. Em linhas gerais, a minha imaginação vai além de apenas fazer sexo, pois quando se trata de erotismo, a regra é transgredir.

Sexo, excitação e desejo sempre fomentaram o ódio e o amor humano, não podemos esquecer que gregos e troianos lutaram pelo amor de uma mulher, e hoje não é diferente, talvez os amores mudaram em certa medida, mas mesmo em outros formatos, ele continua sendo o grande contrapeso desse sentimento. Quando o assunto é sexo, a sociedade brasileira se mantém no conservadorismo, vejo grupos indo de contramão aos instintos naturais do homem e isso só mudará quando o sagrado não mais delimitar o espaço do profano.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Homens Trans: O Masculino no Corpo de Mulher

Ele é ator pornô, e dos bons. Já foi até premiado com o Troféu AVN, o Oscar do segmento. Careca, de voz grossa, músculos definidos, piercing, tattoos e um bigode respeitável, Buck Angel é extremamente másculo e encarna o biótipo “daddy”, que faz a cabeça de muitos gays. Mas Buck não é um homem como os outros. Até os 20 e poucos anos, ele era modelo, tinha seios, vagina e era “considerado” uma mulher bonita – e, na verdade, vagina, ele ainda tem! Buck Angel é um homem trans.

O Espaço Entre Homens, da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo discute, NO PRÓXIMO DIA 01/10 (quinta-feira), o tema:

Homens Trans: O Masculino no Corpo de Mulher

A existência dos homens trans, ou transexuais FTM (do inglês “female to male”), ganhou a grande imprensa quando, em 2007, Thomas Beatie, então com 34 anos, resolveu engravidar no lugar de sua esposa, Nancy, que não podia ter filhos por ter necessitado se submeter à retirada do útero.

Beatie havia nascido com o sexo biológico feminino, mas se tornara fisicamente homem havia cerca de dez anos. Para engravidar, recorreu à inseminação artificial e suspendeu o tratamento hormonal com testosterona. Este ano, o casal teve seu segundo filho, também por meio de uma gravidez de Beatie.

De maneira similar a Buck Angel, Beatie retirou os seios, mas manteve todos os órgãos reprodutivos. Outro exemplo de homem com vagina é o fotógrafo Loren Cameron. Isso, por si só, já põe em xeque a definição de transexual no senso comum: aquele, ou aquela, que realiza ou sente necessidade de realizar mudanças em seus genitais.

Esse, porém, é só o “primeiro mistério” que cerca os homens trans. Menos famosos e menos comentados que as mulheres trans, ou transexuais MTF ("male to female"), ainda pairam muitas dúvidas sobre eles.

- Como eles se sentem?

- Como se descobrem?

- Como vivem a transexualidade?

- Que anseios possuem?

- Como se dá a transformação?

Por isso, o Entre Homens, que é um espaço para todos os homens, de todos os sexos, cores, tipos e orientações sexuais, abrirá um canal por meio do qual eles possam se expressar.

Com a participação especial de um grupo de homens trans, venha conhecer mais sobre os Thomas, Bucks e Lorens que temos no Brasil e em nossa cidade! Contamos com sua presença.

Quando?

01/10/2009, quinta-feira, às 19h

Onde?

Praça da República, 386 - Sala 22 - Centro
01045-000 - São Paulo, SP
Tel.: (11) 3362-8266

Quem?

Homens trans, mulheres trans, homens biológicos, gays, héteros, bis, lésbicas, travestis, mulheres biológicas, crossdressers e todos que queiram saber mais sobre nossa diversidade sexual e identidade de gênero! A entrada é franca, para qualquer pessoa, e com direito a comes e bebes.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Prazer Coletivo: Luzes e Vapores

"Quero sexo, vapor, calor
Suor, toalha, peitos nus
Mas também poltrona e plateia,
Debaixo da tela e sem luz"
O Espaço Entre Homens, da Associação da Parada do Orgulho LGBT, discute, no próximo dia 20/08, o tema:

PRAZER COLETIVO: LUZES E VAPORES

Saunas gays e “cinemões”. Dois estabelecimentos a respeito dos quais homens gays não são neutros. Para uns, é puro erotismo, fantasia e aventura. Para outros, lugares de repulsa, falta de higiene, risco à saúde – e você? O que pensa a respeito?

Saunas e cinemas são opostos e similares ao mesmo tempo.

Enquanto, em uma, a claridade, o calor e o desfile sem pudor de corpos seminus ditam as regras; nos outros, o ritmo é dado pela escuridão – cortada por apenas uma fonte de luz – e pelas roupas, que, não raro, informam a origem e a profissão dos frequentadores e são retiradas apenas por breves períodos, nunca de forma completa.

Enquanto as primeiras se destacam pela disseminação em São Paulo, com a inauguração de novos e ousados espaços nos anos recentes e em bairros de elite, os primeiros, que já proliferavam em regiões decadentes, vêm sofrendo contínuas baixas diante de esforços por parte da prefeitura.

Ainda assim, eles têm pontos em comum.

Em ambos, o prazer dificilmente é algo individual, privado, escondido. Mesmo quando a penetração ocorre em espaços reservados, os ensaios, os jogos de sedução e a excitação são vividos em público e, não raro, todo o processo ocorre de forma coletiva, com a participação de terceiros, quartos, quintos ou mais!

Esses lugares, que traduzem, no dia a dia, comportamentos pouco explorados da experiência sexual de homens que fazem sexo com homens, suscitam reflexões e questionamentos.

- Seriam eles espaços libertários, em que a sexualidade encontra uma forma mais pura de expressão?

- Seriam eles lugares de informação e/ou sociabilidade, em que amizades e contatos são travados e contribuem para a inserção de gays que assim se reconheceram recentemente?

– Seriam eles lugares em que se propagam os comportamentos de risco, ou, ao contrário, em que a prática do sexo seguro é observada com mais frequência, inclusive quando comparados a relacionamentos monogâmicos?

- Quem vai, quem usa, quem transa, como, com quem e por quê?

Venha discutir com a gente esses e outros tópicos, com direito a comes e bebes e participação de frequentadores de saunas e cinemões – sem toalhas e sem telonas!

Contamos com sua presença! E, na próxima reunião, continuaremos no tema “Prazer Coletivo”, falando de sex clubs. Aguarde!

Quando?
20/08/2009, às 19h

Onde?
Praça da República, 386 - Sala 22 - Centro
01045-000 - São Paulo, SP
Tel.: (11) 3362-8266

Quem?
Adoradores de vapor, performers de palco-e-tela, garotos de programa, plateia e voyeurs, cidadãos comuns e “de bem”. Bis, tris, gays, unos, trans, homens, mulheres, héteros, lésbicas e qualquer um que queira participar.

Sugestão de Leitura
Para auxiliar na discussão sobre os cinemões: http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=5481

Sobre o Entre Homens
Gerenciado por Murilo Sarno, o Espaço Entre Homens é uma iniciativa da Associação da Parada do Orgulho GLBT que visa a refletir com o público gay, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino. Todos são convidados a participar, e a entrada é franca.

domingo, 2 de agosto de 2009

Bareeback e Cinema Pornô: O Impacto no Comportamento Gay

"Gosto de sexo, eu não vou negar
Gosto de cama, não vivo sem ela

Gosto de pornô, de atores bombando

Cenas pre-condom, cavalo sem sela"


O Espaço Entre Homens, da Associação da Parada do Orgulho LGBT discute, NO PRÓXIMO DIA 06/08, o tema: Bareeback e Cinema Pornô: O Impacto no Comportamento Gay

'Bareback' é uma palavra que, em inglês, significa originalmente cavalgar sem sela. Mais recentemente, foi adotada pelos gays para se referir a um conjunto de pessoas que têm fetiche por sexo sem camisinha e não levam em conta o risco de infecção por DST/Aids, ou mesmo utilizam essa probabilidade como um 'tempero a mais' – mas terminou adquirindo um terceiro significado: virou gíria e tem sido usada para se referir a qualquer sexo sem camisinha. Com esse último significado, 'bareback' foi adotado pela indústria do pornô gay: filmes gays bareback = filmes gays sem camisinha.

Desde o início da epidemia de HIV, o cinema pornô gay, ao contrário do heterossexual - que permanece refratário até hoje -, logo adotou a camisinha como padrão em suas cenas. Os filmes anteriores a isso ficaram conhecidos como 'pre-condom' (pré-camisinha).

Os maiores estúdios e principais produtores , como Titan, Falcon, ChiChi LaRue, BelAmi, Colt e Lucas Entertainment, que constituem o que chamamos de "indústria mainstream" mantêm a estratégia do sexo seguro até hoje. O mesmo é seguido pelas produtoras nacionais.

No entanto, de uns anos para cá, produções com características mais amadoras, geralmente gravadas no Leste Europeu e distribuídas sobretudo pela internet, trouxeram uma nova onda ao cinema pornô gay: são os filmes bareback, que, a exemplo das produções mainstream heterossexuais, não usam camisinha.

Inicialmente marginais, esses filmes têm crescido em número e conquistado um público cada vez maior, a ponto de fazer frente aos maiores estúdios – e, dizem os especialistas, de dominar o mercado nos próximos anos!

E agora?

A maior vulnerabilidade dos gays ao HIV é conhecida.

- Seriam esses filmes uma resposta a uma demanda de público, que se queixa(va) de não ter produções mostrando sexo sem camisinha, como os heterossexuais sempre tiveram?

- Será que eles estimulam o comportamento de risco na vida real?

- É uma estratégia comercial ou uma irresponsabilidade social?

- Por que causam mais polêmica que os filmes héteros, indústria em que praticamente todos os filmes são bareback?

Para discutir o tema, a Associação da Parada convida a todos para uma terça feira "Entre Homens" super especial, com direito a comes e bebes, fotos e análises de atores pornôs característicos de cada período (anos 70 até os dias de hoje) e... Trechos de filmes!

Quando?
06/08/2009, às 19h

Onde?
Praça da República, 386 - Sala 22 - Centro
01045-000 - São Paulo, SP
Tel.: (11) 3362-8266

Quem?
Homens gays, bis, trans, múlti, pans, uni... Mulheres, travestis, héteros... Todos são bem-vindos! O convidado especial é João Marinho, editor da revista Sex Boys, com 5 anos de experiência no mercado erótico nacional, e apreciador inveterado de filmes pornôs.

Sobre o Entre Homens
Gerenciado por Murilo Sarno, o Espaço Entre Homens é uma iniciativa da Associação da Parada do Orgulho GLBT que visa a refletir com o público gay, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino. Todos são convidados a participar, e a entrada é franca.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

A Capa - Queer: Transgressões Culturais

A nova edição da Revista A Capa, que circula a partir deste fim de semana, tem como tema central a cultura queer, bastante complexa pela sua amplitude, mas presente no cotidiano de todos e traz pela primeira vez um ensaio artístico de capa. O protagonista deste ensaio é o cantor cearense Daniel Peixoto uma personagem da noite gay rico de elementos que compõe a estética queer e propõe um olhar artístico aos leitores, habitados aos tradicionais ensaios com homens de peitoral de fora. Daniel fala ainda sobre paternidade, drogas, carreira e seu próximo álbum, que não será lançado com o nome de Montage.

A revista também nos trás a comovente história de Erika, uma transexual de 15 anos que foi recusada por seis escolas, chegou a estudar em colégio para portadores de deficiência e agora usa seu nome social na rede pública de São Paulo. Para os fãs de Tom of Finland, artista finlandês conhecido pelo seu trabalho de caráter homoerótico, a revistra trás com exclusividade, a contribuição que o artista deu para a formatação da estética homossexual que está presente hoje no imaginário de todos através da sua arte, baseada em seus desejos que renderam mais de três mil peças.

Em “Achados”, coluna que estréia na revista e com a assinatura de Régis Olivar, editor de arte de A Capa, podemos conferir dicas para ler, ver, ouvir e comprar. Sérgio Ripardo faz uma homenagem à fotógrafa Daia Oliver ao publicar cinco cliques que reproduzem a cultura da noite gay. Gilles Wullus, editor da revista francesa Têtu, esteve no Brasil durante a Parada Gay e conversou com A Capa sobre o impacto da crise financeira no mercado editorial segmentado, turismo gay, publicidade e o futuro da mídia gay. A Capa também aborda a questão dos gogo boys e heterossexuais que contam como é trabalhar em clube gay onde são constantemente assediados do público e taxados de garotos de programa.

A revista é distribuída em cerca de 100 estabelecimentos como bares, restaurantes, saunas e clubes nos principais pontos de interesse gay de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Florianópolis. A revista também dispõe de assinaturas semestrais que podem ser feitas por moradores de qualquer cidade brasileira com o custo de R$ 29,90.








quinta-feira, 11 de junho de 2009

De Repente, Califórinia

Primeiro filme lançado no Brasil com o selo “Filmes do Mix”, "De repente, Califórnia" (Shelter, 2007), trata de um fato delicado a muitos homossexuais ao redor do mundo: a descoberta da sexualidade num meio tão pouco tolerante à diversidade.

O filme retrata a história de Zach (Trevor Wright), jovem cujo sonho é se tornar um artista plástico e conseguir estudar na principal escola de artes da Califórnia. Enquanto isso, ele pega altas ondas para fugir da tensão que enfrenta junto à família e a namorada.

Sua vida passa a ter certo brilho quando surge Shaun (Brad Rowe), escritor bem sucedido que está em crise de criatividade e resolve voltar à cidade natal para passar um tempo e superar o trauma do fim de um relacionamento com outro homem. O moço é irmão do melhor amigo de Zach, que foi embora para cursar a universidade. Em uma tarde os moços se encontram, relembram dos tempos de adolescência e resolvem pegar ondas juntos para matar a saudade.

Logo os dois começam a trocar confidências de suas vidas. Nesse ponto o roteiro do filme acerta em cheio ao mostrar uma faceta nefasta da homofobia. Um grupo de amigos retratado no longa aparenta ser composto de jovens modernos, de bem com a vida. O bairro inteiro sabe da homossexualidade de Shaun e, quando Zach passa a andar cotidianamente com ele, a fofoca entra em cena da maneira como nós conhecemos: mesquinha e mascarada.

De cara ele ignora os comentários por se considerar resolvido sexualmente. Mas, em uma noite, na casa de Shaun, após várias cervejas, os meninos trocam beijos e entregam-se completamente a paixão. Ao acordar, ele sente repulsa e some. Mas aquele sentimento passa a perturbá-lo. Zach entende o que está sentindo, corre para casa do rapaz e eles acabam se entendendo.

Tudo se complica a partir daí. A irmã de Zach, Jeanne (Tina Holme) começa a pressioná-lo a se assumir, dizendo que não quer o seu filho Cody (Jackson Wurth), que tem o tio como referência masculina e paterna, perto de homossexuais. Nesse clima ele fica imerso numa confusão sobre o seu desejo e sufocado por um meio que não aceita a homossexualidade e, se aceita, o faz de forma debochada. O desenrolar é surpreendente.

O longa, que tem direção e roteiro de Jonah Markowitz, traça de forma muito delicada a questão do amor gay surgido no meio hétero e tem a proeza de nos fazer pensar: quantos de nós já não sentimos algo parecido por um amigo? E quantos meninos e meninas não encaram essa situação e na maioria das vezes se afastam de seu grupo para não ter que dar explicações? Talvez, a homofobia social e cordial seja a mais perversa, pois ela não mostra a cara e ataca de forma rasteira, pelas costas.

Fora o roteiro bem produzido e de fácil assimilação, vale destacar a fotografia impecável de "De repente, Califórnia". Aliás, outro lado positivo é a estética do filme: sem a pretensão de ser "cult" ou "under", ela é linear e nem por isso comum. A trilha sonora também é empolgante e chega a nos emocionar em várias cenas. Para quem estiver por São Paulo em virtude das comemorações da Parada Gay, vale a pena passar no Unibanco Arteplex e aprovetar para conhecer o Shopping mais gay de São Paulo.

Serviço:

Unibanco Arteplex - Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569, 3º piso - Cerqueira César
Horários: 14h, 16h, 19h10 e 21h20
No dia 19/06, o filme estreiará no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Nas salas do Unibanco Artiplex.


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Por um Mundo Eclético

Como forma de marcar o mês em que se comemora a Semana do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), a organização não-governamental CASARÃO BRASIL apresenta a exposição “Por um Mundo Eclético”, do artista plástico LEO BRIZOLA, em sua primeira grande mostra em São Paulo.

Artista com 30 anos de carreira e exposições individuais realizadas em importantes instituições como o MAM do Rio de Janeiro e a Grande Galeria do Palácio das Artes em Belo Horizonte, sua arte já ganhou o mundo, tendo sido exibida em Nova York em 2007. Para essa mostra, o artista apresenta pinturas e bordados em dimensões que variam de 20 x 30 cm a 3 x 4 metros de largura. Também será apresentado um vídeo especial criado em parceria com o músico Aum Soham.

A criação do autor pode ser vista não só na pluralidade de temas envolvendo o comportamento humano, que inclui a sexualidade e a ética, mas também na multiplicidade de formatos, suportes e propostas. Sobre sua obra, o artista revela suas influências. Embora o tema da sexualidade não seja o principal no trabalho de Brizola, o assunto acaba sendo abordado em sua arte de várias maneiras. Uma das telas desta exposição, chamada Ganimedes, onde é ilustrada a lenda grega do filho de Europa, uma princesa fenícia que é raptada por um touro e levada até Creta. O touro é um Deus disfarçado com o qual Europa teve vários filhos, dentre eles, o Rei Minos, que é considerado, historicamente, o primeiro personagem bissexual da mitologia grega.

Quinta-feira, dia 11/06, haverá um coquetel de abertura ao evento com a presença do Príncipe Indiano Manvendra Singh Gohil, que desembarca no Brasil a convite do empresário e apresentador Douglas Drumond, presidente do CASARÃO BRASIL. Manvendra pertence a uma das famílias mais nobres e mais antigas do Estado de Gurajat no nordeste da Índia, e que ficou conhecido internacionalmente por declarar publicamente sua homossexualidade contrariando todos os costumes, tradições e leis de seu país.

Serviço:

Exposição “Por um Mundo Eclético”, do artista plástico Leo Brizola
Realização: Casarão Brasil
Abertura para convidados: 11 de junho às 19:00 h
Visitação pública: de 12 de junho a 31 de julho, de segunda a sexta das 11h às 17h
Local: Rua Frei Caneca, 1.057 - Consolação
Entrada franca

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Do Começo ao Fim

Do mesmo diretor de "Um Copo de Cólera" e "As Três Marias", o filme “Do Começo ao Fim” promete gerar muita polemica nas salas dos cinemas. O filme conta a história dos meios irmãos Francisco e Thomás e de sua família: Julieta, Alexandre e Pedro. Com uma narrativa particular o filme conta a história de um amor incondicional como uma possibilidade, como um contraponto para um mundo cheio de violência, medo e intolerância. Thomás, filho de Julieta e Alexandre, nasce com os olhos fechados e assim permace durante várias semanas. Julieta não se preocupa e diz que quando o filho estiver pronto, que quando ele quiser, ele abrirá os olhos. Foi assim, nos primeiros dias de vida que Thomás aprendeu o que era livre arbítrio. Um dia, sem mais nem menos, Thomás abre os olhos e olha direto para Francisco, seu irmão de 6 anos.

Julieta é uma linda mulher e uma mãe amorosa. É médica de um hospital e trabalha no setor de emergência. É casada pela segunda vez com Alexandre, pai de Thomás. Pedro, seu primeiro marido e pai de Francisco mora na Argentina. Durante a infância, os irmãos são muito próximos, talvez próximos demais, segundo Pedro, que passa uma temporada com eles em Buenos Aires. Na fase adulta, Francisco e Thomas se tornam amantes e vivem uma extraordinária história de amor.

Apesar das cenas dos irmãos trocando carinhos no banho e na cama, Abranches, diretor do filme, faz questão dizer que não fez um "filme gay", e nem saberia dizer se os personagens que criou são necessariamente homossexuais. "Pode ser uma relação que acontece só entre os dois", desconversa. "Quis apenas tratar de dois assuntos que me interessam bastante, que são as relações amorosas e a família".

O fato de Francisco e Thomás serem meio-irmãos não foi uma forma de aliviar a história. "Não tinha nem o que aliviar ali", diz o diretor, que também assina o roteiro. "Quando jovem fui um ávido leitor de Eça de Queiroz e reli 'Os Maias' várias vezes, talvez na esperança de que alguma vez os protagonistas fossem ter um final feliz", diz. "No meu filme, queria uma história de amor entre irmãos que não tivesse que acabar em sangue, como sempre acontece", diz Abranches, que não vê problemas numa relação como a retratada no filme: "estou esperando alguém me dizer por que não poderia acontecer".

Uma das características do filme que mais deve causar desconforto, segundo o diretor, é o fato de a relação de Francisco e Thomás ser tratada como algo perfeitamente normal. "Quero poder levantar uma discussão sobre esses dois tabus, mas sem focar neles; em nenhum momento no filme isso [a viabilidade do romance] é posto em discussão". Ele também acredita que a relação incestuosa retratada não é mais polêmica do que o fato de serem dois homens. "Já li comentários indignados por causa do incesto, mas tenho certeza de que o que incomoda mais é a relação entre dois rapazes. A homossexualidade é mais tabu que o incesto entre irmãos", acredita o diretor.

"Do Começo ao Fim" está em fase de finalização e deve ficar pronto em três meses, e ainda não tem data de estreia definida. Com cenas rodadas no Rio de Janeiro e em Buenos Aires, o orçamento deve chegar a R$ 2 milhões, valor considerado baixo por Abranches. Se o tema polêmico do filme pode ter compremetido a captação de recursos, a distribuição está garantida, conta o diretor. E depois das primeiras discussões e debates, as expectativas são otimistas.