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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Frequência "Gay"

O Portal MixBrasil, em parceria com a Rádio 89 FM, lançou uma campanha intitulada "Frequência Gay", que alerta para as alarmantes estatísticas de assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, por motivação de ódio, no Brasil. Apesar da campanha exibir os dados como só fossem gays assassinados no Brasil, isso é um equivoco, essa estatística é contabilizada pelo Grupo Gay da Bahia e nela entra todos os crimes contra a população LGBT.

No filme, a Rádio 89 FM avisou que a música a ser tocada a seguir estaria em uma frequência que, segundo foi descoberto, somente homossexuais poderiam ouvir. Para registrar a reação de algumas pessoas, foram instaladas câmeras escondidas em um táxi com a estação sintonizada.

Apesar de a música tocada ser ouvida por todos, poucos passageiros assumiram que estavam ouvindo, alguns revoltados com o fato. Ao final, os ouvintes eram comunicados que, na verdade, a Frequência Gay não existe, afinal, somos todos iguais, independentemente da orientação sexual.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A moda da "mangina" e a desconstrução do falocentrismo

Uma nova moda que está tomando conta do instagram é a "Mangina", que consiste numa selfie em que o homem deve ficar totalmente pelado e esconder o pênis entre pernas.

Vi muitos comentários pelo Facebook e em alguns site de noticias, que a "Magina" nada mais é que um meio de burlar as regras do Instagram, com o objetivo de postar uma foto pelado, sem que ela seja denunciada. Pode até ser, não descarto essa hipótese, mas não vejo um efeito diferente ao de uma foto de cueca ou de sunga, que são amplamente divulgadas nas redes sociais.

Eu acredito que a "mangina" resulta de um trabalho dos movimentos sociais, que luta pela desconstrução de uma sociedade machista, homofobica e heterormativa. Quando um homem esconde o seu falo, simbolo maior de uma sociedade que prega a submissão feminina, imitando uma vagina, abrimos a discussão de gênero em nossa sociedade.

Quando um homem abre mão de alguns símbolos de sua masculina e mesmo por brincadeira, dá visibilidade aos símbolos femininos, eles estão desprovidos de uma cultura machista ou num processo de desconstrução.

Estamos numa sociedade que tenta destruir tudo aquilo que ameaça um ordem que eles julgam como natural do processo e nesse mundo o papel dos homens é manter sua masculinidade e o da mulher é ser submissa.

Mesmo que os adeptos da "mangina", não tenham o objetivo de desconstruir uma cultura machista, eles estão nesse processo. A luta pela igualdade é tão árdua, que muitas das vezes os pequenos gestos passam desapercebidos.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Por iguais oportunidade de trabalho

A nova capa da "Revista Época" vem para contribuir positivamente no que se tem discutido sobre a equanimidade nas condições de trabalho e no acesso ao emprego no que diz respeito a população LGBT. Parece inadmissível cogitarmos isso, mas ainda existem chefes que estão preocupados com quem os seus subordinados dividem a cama.

No ano passado conheci um cara pela internet, marcamos de tomar um café e durante a conversa ele comentou que toda sua família e amigos sabiam da sua sexualidade, ele só mantinha segredo no trabalho e não era apenas um simples segredo, ele fazia questão de reafirmar sempre uma falsa heterossexualidade, comentando sobre meninas e falando de experiencias sexuais que ele nunca teve.

Não estamos no papel de julgar esse tipo de comportamento, sabemos que a homofobia, lesbofobia e transfobia, no ambiente corporativo é muito grande, é fruto de uma sociedade machista e patriarcal, que tem o papel de repudiar tudo aquilo que não é considerado "padrão" e "heteronormativo". O mesmo preconceito que restringe os direitos das mulheres no mercado de trabalho, também restringe da população LGBT.

Embora gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais venham conquistando espaço nas grandes mídias e ganhando notoriedade nas telenovelas, é preciso que as pessoas entendam que a vida deles não se circunscreve ao sexo, nem tampouco ao aspecto comportamental. Quando falamos dessas pessoas, muitas vezes parece que sua vida se limita ao aspecto privado, íntimo, pessoal.

Não vemos muito frequentemente professores se assumirem LGBT com naturalidade, funcionários trabalharem travestidos sem que isso se torne a primeira coisa a chamar a atenção, e não o trabalho desempenhado pela pessoa, em si. Deveria ser normal vermos empresários transexuais numa reunião de trabalho abordando assuntos que em nada se referem a sexo, e sem que ninguém reparasse nisso. 

Recentemente o Carrefour lançou um manual de “Como tratar pessoas LGBT?”, são perguntas e respostas, que levam instruções aos colaboradores da empresa, maneiras de combater o preconceito em suas lojas. No manual a empresa ressalta que a discriminação e posturas intolerantes por parte de qualquer pessoa, seja colaborador, cliente ou qualquer público, não estão em sintonia com os valores da empresa". Outro avanço muito importante é no que diz respeito ao nome social, possibilitando que colaboradores e colaboradoras, figurem o seu nome social no crachá, independente de cirurgia ou decisão judicial, respeitando as liberdades e escolhas individuais. 

No Governo do Estado de São Paulo, no âmbito da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, temos o "Selo Paulista da Diversidade", que tem o objetivo de destacar boas práticas empresariais como ação estratégica pela igualdade de direitos e cidadania. Essas práticas são relacionadas a inclusão das temáticas das pessoas com deficiência, e as questões étnicas, raciais, de gênero, idade, orientação sexual e identidade de gênero, e para difundir a cultura de respeito, valorização e promoção da igualdade nos ambientes de trabalho.

O que é necessário mudar no ambiente corporativo, está relacionado a “Acessibilidade Atitudinal”, um termo amplamente explorado e defendido pelo Movimento das Pessoas com Deficiência, mas que podemos projetar para todos os outros movimentos de minorias. Enquanto nos e as empresas não mudarem o modo de pensar, de ver o outro, estaremos apenas num discurso infundado e vazio que pede respeito, mas não mostra como ou porque. 

Precisamos ver as pessoas além do privado, pois os talentos não estão expostos em características físicas, raça, credo, orientação sexual ou identidade de gênero. Infelizmente a atitude generalizada é censurante e opressora e enquanto não mudarmos o comportamento corporativo não sairemos da base do discurso.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Homem Feminista

Já fui muito criticado por feministas ao dizer que eu era um homem feminista. E o discurso foi o mesmo de sempre, apontando que os homens não podem protagonizar uma luta de mulheres. Antes de ser homem, sou filho, neto, irmão e amigo de muitas mulheres que tem seus direitos negados numa sociedade machista, heteronormativa e patriarcal. 

Não precisamos ter uma identidade de gênero feminina, para lutarmos contra o machismo. O machismo é um preconceito tão enraizado na sociedade, que não abrange só os mulheres, a luta contra a homofobia, lesbofobia e transfobia, protagonizadas pelo Movimento LGBT, são variações do machismo da nossa sociedade.

Nossos algozes superaram essa discussão de legitimidade e protagonismo, eles tem um objetivo e se algum setor da sociedade puder se unir a eles, será muito bem vindo. Podemos usar como exemplo os conchavos que a Bancada Evangélica, do Congresso Nacional, faz com a Bancada Ruralista, votando em conjunto suas pautas, ganhando força e travando as pauta progressistas dos Movimentos Sociais e as pautas de pautas de proteção ao meio ambiente.

Os homens sensíveis a causa do Movimento Feminista, não quer protagonizar a pauta do movimento, quer apenas unir forças para acabar com o Machismo que destrói nossa sociedade, colocando mulheres, que são maioria absoluta, numa situação de submissão social. 

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

IBGE divulga dados sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo

Pela primeira vez o IBGE divulgou dados sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. No ano passado, para cada mil casamentos heterossexuais, houve três uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. Quase metade dos casamentos homossexuais foram realizados em São Paulo. 

Muitos desses casais são formados por pessoas que já estavam juntas há muito tempo, mas só puderam oficializar a união depois que o Conselho Nacional de Justiça autorizou o casamento entre homossexuais, no ano passado. 

Pela primeira vez o IBGE analisou os números de casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. No ano passado, ocorreram 3.701 uniões entre pessoas do mesmo sexo, o que representa 0,35% do total de casamentos no país. 

São Paulo foi o estado que registrou o maior número de uniões entre casais do mesmo sexo, seguido pelo Rio de Janeiro e por Minas Gerais.  A maioria dessas uniões gays no país foi entre mulheres: 52%. 

Outros dados da pesquisa do IBGE também mostram que o Brasil registrou mais casamentos e menos divórcios no ano passado. Foram 1,052 milhão casamentos, 1,1% a mais do que em 2012. A idade média para casar aumentou. Nas mulheres passou de 25 para 27 anos. Nos homens de 28 para 30 anos, isso em um espaço e uma década. 

Já número de divórcios diminuiu. Foram 16.679 separações a menos em 2013, uma queda de quase 5 % em relação ao ano anterior. E mais pessoas estão casando pela segunda vez. No ano passado, o recasamento representou 23% do total da uniões. Dez anos antes, significavam 13%.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Vaticano defende mudança da Igreja em relação aos Homossexuais

Numa grande mudança de tom, um documento do Vaticano declarou nesta segunda-feira que os homossexuais têm "dons e qualidades a oferecer" e indagou se o catolicismo pode aceitar os gays e reconhecer aspectos positivos de casais do mesmo sexo.

O documento, preparado após uma semana de discussões sobre temas relacionados à família no sínodo que reuniu 200 bispos, disse que a Igreja deveria aceitar o desafio de encontrar "um espaço fraternal" para os homossexuais sem abdicar da doutrina católica sobre família e matrimônio.

Embora o texto não assinale nenhuma mudança na condenação da igreja aos atos homossexuais ou em sua oposição ao casamento gay, usa uma linguagem menos condenatória e mais compassiva que comunicados anteriores do Vaticano, sob o comando de outros papas.

A declaração será a base das conversas da segunda e última semana da assembleia, convocada pelo papa Francisco. Também servirá para aprofundar a reflexão entre católicos de todo o mundo antes de um segundo e definitivo sínodo no ano que vem.

"Os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã: seremos capazes de acolher essas pessoas, garantindo a elas um espaço maior em nossas comunidades? Muitas vezes elas desejam encontrar uma igreja que ofereça um lar acolhedor", afirma o documento, conhecido pelo nome latino de "relatio".

"Serão nossas comunidades capazes de proporcionar isso, aceitando e valorizando sua orientação sexual, sem fazer concessões na doutrina católica sobre família e matrimônio?", indagou.

Vários participantes na reunião a portas fechadas afirmaram que a Igreja deveria amenizar sua linguagem condenatória em referência aos casais gays e evitar frases como "intrinsecamente desordenados" ao falar sobre os homossexuais. 

Essa foi a frase usada pelo ex-papa Bento 16 em um documento escrito antes de sua eleição, quando ainda era o cardeal Joseph Ratzinger e chefe da Congregação para a Doutrina da Fé.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Floriano Pesaro: O Candidato da Inclusão Social e Respeito à Diversidade


O Floriano defende a inclusão social como forma de justiça e desenvolvimento social. Como homem público, demonstra o seu compromisso em combater o preconceito e garantir ampla cidadania e igualdade de direitos a todas as pessoas, independente de sua cor, religião, origem, etnia, classe social, crença, identidade de gênero, orientação sexual, deficiência, grau de instrução, alinhamento político, idade ou qualquer outra desculpa usada para excluir e discriminar diversos grupos e segmentos da sociedade. O processo de exclusão e vulnerabilidade social e econômica só é revertido com educação, inclusão social, saúde preventiva e políticas públicas coordenadas, que fortaleçam os direitos dos cidadãos. A defesa pela garantia dos direitos humanos irá pautar o mandato do Floriano Pesaro como deputado federal. “Se o Brasil não for para todos, não será para ninguém”, ressalta ele.

O Floriano defende: 

- a criação de políticas públicas voltadas à saúde preventiva, o acesso à alimentação de qualidade, a educação alimentar e nutricional, para a diminuição da sobrecarga no Sistema de Saúde: 

- a redução de impostos em alimentos com alto valor nutricional e o aumento de impostos em alimentos com baixo valor nutricional. 

- o aperfeiçoamento e o fortalecimento da participação setorial da Saúde na implementação das políticas de saneamento básico; 

- a padronização das calçadas e a sua responsabilização pelo poder público, contribuindo para a sustentabilidade, a segurança pública e a saúde. 

- o desenho universal, com ambientes iguais, acessíveis, sustentáveis e seguros para todos, com equipamentos ou espaços adaptáveis, sinalizações e mapas com uma linguagem clara, acessível e de fácil entendimento. 

- o atendimento das necessidades específicas na educação especial, assegurado o sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades; 

- a prioridade do acesso à educação infantil e a oferta do atendimento educacional especializado complementar e suplementar aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. 

- o orçamento impositivo para a área da Assistência Social, destinando 5% no mínimo do orçamento para as políticas de desenvolvimento social; 

- o fortalecimento e a reorganização da Política de Enfrentamento e a Erradicação do Trabalho Infantil; 

- o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (Suas), para um melhor atendimento de famílias residentes em locais vulneráveis; 

- o fortalecimento da articulação entre os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), os Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas), escolas, unidades básicas de saúde, Programa de Saúde da Família (PSF) e demais políticas sociais. 

- equiparar a prática da homofobia/lesbofobia/transfobia e bifobia à prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível. 

- o respeito ao Estado laico por todas as esferas do poder. 

- a inclusão no currículo escolar de conteúdo relativo a promoção dos direitos humanos, ressaltando a importância da igualdade de gênero, igualdade racial, respeito à diversidade, a inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, bem como das populações LGBT, indígena e outros grupos vulneráveis social ou economicamente. 

- o respeito à orientação sexual e à identidade de gênero, apoiando as leis que estão tramitando no Congresso, como a lei de identidade de gênero, casamento civil igualitário e outras. Implementação, fiscalização e acompanhamento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT. 

- fortalecimento do Conselho Nacional LGBT.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Dilma Rousseff: A Candidata das “Opções Sexuais”

Dilma Rousseff, a mesma candidata que disse que em seu governo não faria propaganda de “opções sexuais”, voltou a defender a criminalização da homofobia após a repercussão da declaração homofobica de Levy Fidelix no debate eleitoral do TV Record. 

"Meu governo e eu, tanto publicamente quanto pessoalmente, somos contra a homofobia e acho que o Brasil atingiu um patamar de civilidade no qual todos nós não podemos conviver com processos de discriminação que levem à violência", disse em entrevista coletiva em São Paulo. A declaração da presidente me causou muita estranheza, pois foi ela e o seu partido que abriu concessões ao PLC 122 para acalmar os ânimos da bancada fundamentalista, forte base de apoio ao seu governo.

Dilma lembrou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF), ao reconhecer a união estável entre casais do mesmo sexo, garantiu os direitos civis a todos os cidadãos. "O STF foi claro e definitivo. Isso não está mais em discussão", afirmou. Ela, no entanto, evitou responder se aceitaria o apoio de Fidelix num eventual segundo turno. "Estou no primeiro turno e não vou fazer precipitação. Só falo em segundo turno depois do voto depositado na urna e computado." 

O STF tem total autonomia pelos seus atos. A vitória do reconhecimento da união estável junto ao STF não é da Presidente Dilma e nem do PT, essa vitória é da sociedade civil. Em nenhum momento tivemos apoio da presidência, como houve na Argentina e se Dilma estivesse realmente preocupada com os assassinatos homofóbicos que ocorrem no Brasil, ela mandaria um projeto para o Congresso e usaria sua base aliada, que é maioria na casa, para garantir a rápida aprovação.

Recentemente Dilma voltou a falar em "opção sexual" em seu programa de governo. Como ela pode estar conectada com a causa LGBT se não está alinhando nem com a terminologias do movimento? Quem vota em Dilma Rousseff, vota contra a cidadania e os princípios de igualdade. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Entrevista de Cássio Rodrigo para o Site #VoteLGBT

1. Quais são suas principais propostas para a população LGBT? 

– Atuar junto com a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, com as Coordenações de Políticas para as Populações Negra e Indígena e da Diversidade Sexual, bem como com outros órgãos da Pasta, no sentido de ampliar as ações de enfrentamento ao racismo, à homofobia, à xenofobia e a outras formas de intolerância, principalmente por meio da divulgação das leis estaduais que proíbem esse tipo de crime no estado de São Paulo; 

– Buscar a implementação de fundos para custear ações de enfrentamento ao racismo, à homofobia, à xenofobia e às demais formas de discriminação e preconceito; 

– Atuar junto à Secretaria de Segurança Pública, visando a ampliação e descentralização da DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) para o interior do Estado de São Paulo; 

– Buscar a interlocução com a Secretaria de Segurança Pública para a ampliação do escopo da disciplina de Direitos Humanos, ministrada para a Polícia Civil e Militar, visando à quebra de estigmas para com a população negra e LGBT; 

– Atuar junto à Defensoria Pública do Estado de São Paulo para interiorização do atendimento do Núcleo de Combate à Discriminação; 

– Criar um núcleo junto ao mandato para receber as denúncias e demandas por segurança pública com os recortes do racismo, homofobia, xenofobia e demais registros de discriminação ou intolerância. 

– Fomentar, junto à Secretaria de Estado da Cultura, a inserção de diferentes grupos culturais, como a cultura popular, o samba, a tradicional, a negra, a LGBT, a cigana, a nordestina, a dos povos latino-americanos, dentre outras, nos programas já estabelecidos – Circuito Cultural Paulista e Virada Cultural Paulista; 

– Buscar a ampliação dos Editais ProAC de Diversidade Cultural – Hip Hop, Negro, Indígena, Tradicional e LGBT; 

– Fomentar e ampliar a ação do Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual – Museu da Diversidade Sexual, visando seu fortalecimento e plena efetivação; 

– Dar visibilidade aos produtores e artistas negros, ciganos, indígenas, LGBT e deficientes nos programas e projetos culturais do estado de São Paulo; 

– Realizar a interlocução com o governo para a ampliação dos programas e projetos sociais, visando o incremento das questões de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero, deficiência e geracional; 

– Articular, junto ao governo de São Paulo, o incremento de programas de geração de renda e trabalho, com enfoque de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero, deficiência e geracional; 

– Buscar junto ao governo o fomento, ampliação, implementação e monitoramento do Selo Paulista da Diversidade, como forma de inserir, nos meios formais de trabalho, o recorte de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero e deficiência; 

– Articular, junto à rede estadual de educação, a ampliação das atividades, projetos e programas de combate ao bullying, como a ampla divulgação e distribuição da cartilha estadual de combate ao bullying. 

2. Quais outras propostas da sua candidatura você gostaria de destacar? 

– Criar o debate, junto às prefeituras, sobre a importância da cultura e da produção cultural, visando a criação de linhas de fomento municipais em todo o Estado de São Paulo; 

– Fomentar a profissionalização de grupos artísticos formados por pessoas com deficiência, visando a inserção artística plena desses grupos na produção cultural paulista; 

– Fomentar, fortalecer e buscar a plena efetivação do Selo de Acessibilidade Comunicacional nos equipamentos da Secretaria de Estado da Cultura, bem como junto às prefeituras paulistas; 

– Articular a inserção de programas e projetos voltados para a economia criativa no âmbito estadual, como forma de geração de renda e trabalho, com profissionalização e inserção no mercado formal e informal; 

– Articular, junto à rede estadual de educação, a ampliação das atividades, projetos e programas relativos às Leis 10.639/03 e 10.645/2008, que incluem, no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. 

3. Qual sua mensagem para as eleitoras e os eleitores LGBTs? 

Acredito que a comunidade LGBT, unida, possui uma força política da qual nem ela ainda se deu conta. Se pudermos eleger nossos representantes, sim, por serem lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, empenhados e combativos na luta contra a homofobia, poderemos começar a mudar o cenário político atual.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Plano de Governo de Aécio Neves contempla população LGBT

Como determina a Justiça Eleitora para todos os candidatos nas próximas eleições, Aécio Neves (PSDB) divulgou as diretrizes gerais de seu Plano de Governo. O compromisso com a Comunidade LGBT surge oito vezes em seu plano, contemplando também outros segmentos historicamente esquecidos pelo Governo Federal. Aécio usa a sigla "LGBT" seis vezes e a expressão "orientação sexual" outras duas vezes.
Nosso governo buscará a renovação do compromisso com os princípios de igualdade, segurança e paz - o trinômio dos direitos humanos modernos. Será dada forte prioridade às políticas afirmativas em relação aos setores mais vulneráveis de nossa sociedade, em especial às mulheres, idosos, crianças, afrodescendentes, LGBT, quilombolas, ciganos, povos indígenas e pessoas com deficiência.
Tamanha abrangência coloca a Comunidade LGBT nas principais áreas do possível futuro governo, inclusive na superação sistemática da homofobia.

As citações aos LGBT estão condensadas no ponto em que enumera os compromissos com os Direitos Humanos. Dentre as diretrizes estão a elaboração do 4º Plano Nacional de Direitos Humanos para "completar e aperfeiçoar as políticas pública relativas aos Direitos Humanos" e cita dentre as "populações vulneráveis" os LGBT.
Elaboração do 4º Plano Nacional de Direitos Humanos que, no marco dos princípios constitucionais do nosso Estado Democrático de Direito, complete e aperfeiçoe as políticas públicas relativas aos direitos humanos, em especial quanto aos setores mais vulneráveis como mulheres, crianças, idosos, afrodescendentes, LGBT, quilombolas, ciganos, pessoas com deficiências, vítimas da violência e indígenas.
Aécio também pretende estimular os "movimentos afrodescendentes, LGBT, indígena e cigano para a promoção de eventos contra o racismo e a homofobia". E fala da ampliação da "participação da comunidade LGBT nos debates do Programa Brasil Sem Homofobia, e articulação deste programa como iniciativas estaduais e municipais".

O candidato Tucano inova e se compromete a manter uma oitiva permanente, através do Fórum Nacional de Diálogo, das reivindicações dos movimentos sociais que lutam pela garantia de direitos de negros, indígenas, ciganos, quilombolas e LGBT".

A população LGBT também é citada no projeto de articular políticas de saúde, assistência social, educação, previdência, Direitos Humanos e justiça "para garantir que o governo atue de forma permanente e integrada na defesa e no acesso a todos os direitos sociais" de comunidades como a LGBT.

O Plano de Aécio garante ainda o apoio e linhas de pesquisa universitárias relativas a questão étnico racial e de diversidade sexual e organização de Protocolo de Prevenção ao Racismo e Discriminação por Orientação Sexual com "participação de polítidas de justiça, direitos humanos, assitência social, educação, saúde e igualdade racial em ampla parceria com a sociedade civil".

Em entrevista concedida a Folha de São Paulo, em maio de 2013, Aécio declarou ser a favor da união cívil entre homossexuais e afirmou que a polêmica em torno do pastor Feliciano (PSC/SP) "foi longe demais", classificando o congressista como "despreparado".

sábado, 28 de junho de 2014

Domingo na Praça: Um relato após os 45 anos do levante de Stonewall


Era um domingo azul de março de 2014. O programa do dia previa uma caminhada pela high line, uma passada no Chelsea Market e um passeio por Greenwich Village.

A cidade ainda estava encoberta pela última neve do inverno, e o dia bem gelado. “Foi um inverno rigoroso”, afirmaram os americanos. Mas a capital do mundo não perde seu encanto mesmo em dias cinzentos. 

No final do percurso, a ansiosa passagem por Stonewall Place. De repente eu estava ali naquela pracinha onde tudo se passou. Uma forte emoção tocou conta de mim. Impossível não se emocionar com as estátuas em homenagem aos que tomaram a frente da luta dos direitos dos cidadãos LGBTs e se insurgiram contra a ordem instituída que os proibia de ir e vir, de ser quem se deseja ser e de amar. 

Sentei num dos bancos da praça e fiquei um bom tempo admirando tudo e tentando imaginar aqueles dias de junho de 1969. Ao lado, duas garotas fotografavam. No outro banco, uns rapazes brincavam com a neve. Na rua ao lado, o barulho de um grupo de pessoas que aguardavam a fila de um restaurante chamava a atenção, o horário de almoço se aproximava. 

Fotografei a praça e caminhei até o bar stonewall Inn, o bar onde tudo começou. Fiquei ali por um tempo observando o local. Um momento mágico. Seria mais um bar na cidade, não fosse um marco na história de uma luta. Uma luta à liberdade de expressão, à igualdade, à vida, ao amor e à felicidade. 

Saindo de stonewall seguimos pelos arredores tentando seguir o curso dos dias de 1969. No entorno as placas com nome das ruas homenageia e lembra os cidadãos LGBTs de ontem e de hoje. 

Nos despedimos apressadamente da região, um almoço nos aguardava com a ativista Márcia Rocha, a acadêmica Berenice Bento e a bela Joyce Lee, que eu conheci naquele dia e de quem tenho tido a felicidade de trocar a amizade. 

Nova York não foi mais a mesma desde aqueles dias de junho de 1969, o mundo também passou a contar uma história de afirmação, de visibilidade e de lutas em defesa dos direitos de uma população. 

A praça de guerra de Greenwich Village parecia uma praça de paz naquele domingo de março. Até a neve ajudou no cenário. Mas os dias de junho de 1969 estão ali, presentes na memória de cada banco, de cada esquina e de cada rua. 

A luta continua, e as pedras no caminho também. 45 anos se passaram desde a conhecida Revolta de Stonewall, quando a população LGBT se juntou para resistir aos maus tratos da polícia contra essa comunidade. Muita coisa mudou, mas há muito a conquistar. Transportar cada pedra na tentativa de trilhar um caminho menos pedregoso é tarefa de todos e todas comprometidos o ser humano.

terça-feira, 3 de junho de 2014

#JogueComOrgulho: Google convoca atletas para entrar em campo contra a homofobia

Começa nesta terça (3) o #JogueComOrgulho, campanha capitaneada pelo Google que convida vloggers, atletas e usuários a enviar vídeos celebrando o mês do orgulho LGBT, na luta contra qualquer tipo de preconceito, principalmente a homofobia, dentro e fora dos campos, quadras e estádios de todo mundo.

O vídeo que dá o pontapé inicial é emocionante pois mistura discursos clássicos de Nelson Mandela e do presidente Obama com depoimentos de atletas abertamente gays, como o saltador Tom Daley e o jogador da NFL, Michael Sam.

Além deles, no canal oficial brasileiro da campanha é possível assistir a uma playlist com depoimentos estrelas do futebol brasileiro que também participam da iniciativa: Marta e Denilson são alguns dos nomes que fazem o convite para "jogar com orgulho", ao lado dos jogadores do Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos.

Em 2012 o Google pintou os resultados de busca com o arco-iris, e no ano passado promoveu o #ShareWithPride, que celebrava o amor homoafetivo.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Facebook lança pacote gratuito de stickers em comemoração ao mês do Orgulho LGBT


Usuários de todo o mundo poderão baixar gratuitamente o pacote “pride”, orgulho na versão brasileira, de figurinhas alusivas ao orgulho gay no Facebook Messeger. São 28 imagens com arco-íris, casais do mesmo sexo e até uma drag queen negra, claramente inspirada em Ru Paul.

O pacote traz ainda família gay, gays idosos, casamento e um monte de coisinhas legais. Para baixar o pacote para seu aplicativo basta acessar a loja de “emoticons”, uma cesta de compras à esquerda quando você vai enviar as figurinhas.

“Estamos celebrando o Orgulho adicionando estas figurinhas gratuitas do Facebook Messenger na loja de figurinhas. Sentimos isto como uma maneira que podemos fazer o Facebook um lugar melhor onde as pessoas podem expressas suas identidades autênticas. Feliz Orgulho!”, anunciou a página do Facebook Diversity ao anunciar a novidade na sexta-feira passada. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Facebook: Além do Masculino e Feminino

Em sintonia com as lutas do Movimento LGBT, o Facebook anunciou novas opções no cadastro da rede social. Agora, além das possibilidades de “masculino” e “feminino”, é possível escolher uma terceira categoria: “outro”, que abre dessa forma um menu com mais de 50 definições de gênero, como “transgênero” e "intersexual".

Os usuários também podem selecionar como gostariam de ser pronunciados pelo site, usando pronomes masculinos, femininos ou neutros. A imprensa brasileira reproduz com muita frequência expressão como "o travesti Camila", alegando que o termo travesti é masculino, mas não levando em consideração o nome "Camila". As opções estão disponíveis apenas para os perfis dos Estados Unidos, mas o Facebook planeja expandir a classificação “no futuro”.

Para comemorar a ocasião, a rede social levantou uma bandeira com as cores do arco-íris no seu quartel-general, localizado em Menlo Park, na Califórnia. “Nós reconhecemos que algumas pessoas enfrentam desafios compartilhando seu gênero real com os demais, e essa opção dá às pessoas a habilidade de se expressar de uma forma autêntica”, comenta o Facebook em sua página Facebook Diversity, voltada a ações da empresa sobre diversidade racial e de gênero.

Em São Paulo temos o Decreto 51.180, que dispoe sobre o uso do nome social na repartições públicas do município, no Estado temos o Decreto 55.588, de igual teor, mas na prática esses decretos não são respeitados por vários motivos, dentre eles o preconceito e a falta de informação. A inclusão de vários gêneros numa rede social de grande repercussão vem de forma pedagógica para a sociedade, contribuindo para a quebra de preconceitos.

O Facebook não é a primeira empresa de tecnologia a apoiar a causa LGBT. Quando as Olimpíadas de Inverno de Sochi começaram, o Google criou um “doodle” com as cores da bandeira LGBT para questionar as legislações restritivas sobre o tema na Rússia, país que sedia a competição. O doodle, o tradicional símbolo da empresa que aparece na página de inicial de seu buscador na internet, possuiu os desenhos dos esportes olímpicos de inverno sobre um fundo que reproduz as cores do arco-íris, que representam a comunidade LGBT.  

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A Proibição de “Propaganda Homossexual” também existe no Brasil

Em meio a muitas criticas por conta da polêmica lei que proíbe a “propaganda homossexual”, a Rússia vem realizando os jogos de inverno de Sochi. Falar dos abusos do Presidente Putin e não nos remetermos ao cenário brasileiro, é quase impossível. Aqui no Brasil, avançamos muito pouco no que diz respeito aos Direitos Humanos para a População LGBT. 

Dilma Rousseff, justificando o veto do Kit-antihomofobia, disse que eu seu governo não fará propaganda de “opções sexuais”. A declaração da presidente aconteceu após lideres fundamentalistas ameaçarem o governo, dizendo que convocariam o então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci para esclarecer a multiplicação do seu patrimônio. 

Apesar das condições climáticas distintas entre Brasil e Rússia, os dois países têm uma aproximação muito grande no que diz respeito a violação de direitos da população LGBT. Ambos são governados por lideres que não dialogam com os movimentos sociais e colocam as lutas pelas liberdades em segundo plano. 

Em solidariedade aos atletas e ao Movimento LGBT Russo, o Google demonstrou um doodle com as cores do arco-íris dedicado aos Jogos Olímpicos de Inverno. O doodle, o tradicional símbolo da empresa que aparece na página de inicial de seu buscador na internet, possuiu os desenhos dos esportes olímpicos de inverno sobre um fundo que reproduz as cores do arco-íris, que representam a comunidade LGBT. 

Alguns atletas expressaram que temem a discriminação durante os Jogos, enquanto vários ativistas da causa gay e dos direitos humanos convocaram um boicote à competição. O Instituto Canadense de Diversidade e Inclusão lançou uma campanha com o slogam “depois que você ver isso, jamais verá o luge da mesma forma”. Ao som do hit dos anos 80 'Don´t You Want Me, Baby', o vídeo reproduz dois atletas sentados juntos em uma espécie de carrinho, e pede o fim da restrição à propaganda gay em Sochi, local onde o evento acontece. “Os Jogos sempre foram um pouco gay. Vamos lutar para mantê-los assim”. 


Espero que o Movimento LGBT do Brasil também use a ocasião da Copa do Mundo e das Olimpíadas do Rio de Janeiro, para denunciar o descaso que Lesbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais são submetidos neste país, que mesmo sem uma lei restritiva as liberdades individuais, é o país que mais mata LGBT no Mundo. Não temos uma lei que proíbe a “propaganda homossexual”, mas temos a promessa de uma presidente, dizendo que nada caminhará neste sentido.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Travestis Envelhecem?

Aconteceu ontem, na SP Escola de Teatro, a abertura do “II SP Transvisão - Semana da Visibilidade de Travestis e Transexuais”, promovida pelo Governo do Estado de São Paulo e varias entidades parceiras. O evento, com programação ao longo de toda a semana, tem como objetivo fomentar o debate a respeito da tolerância e diversidade em relação aos transgêneros. 

O debate usou como pano de fundo o livro “Travestis Envelhecem?”, do psicólogo Pedro Paulo Sammarco. O envelhecimento tem chamado muito à atenção dos pesquisadores de todo o Mundo, a população está envelhecendo cada vez mais e o mundo não conta com recursos financeiros e estruturais para ter uma grande população de idosos, sobretudo se essa população for de travestis e transexuais, que muitas das vezes são abandonadas por suas famílias ainda na fase da adolescência.

O tema envelhecimento não é recorrente no segmento de Travestis e Transexuais, envelhecer para muitas é uma realidade difícil de acreditar. A violência nas ruas, a falta de acesso aos serviços básicos de saúde, a vulnerabilidade exacerbada e falta de perspectiva profissional, contribui para a redução da expectativa de vida desta população. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sobre Mudança de Sexo, Direitos Humanos e Visibilidade Trans

Semana passada o Brasil foi surpreendido com a notícia que um delegado de interior de Goiás passou suas férias na Tailândia, onde se submeteu a cirurgia de resignação de sexo. O delegado Thiago, passa a ser a delegada Laura. Ela ainda está de licença e muito provavelmente será lotada na Delegacia da Mulher. 

A briga do movimento LGBT, para o respeito à identidade de gênero e a garantia do uso do nome social, é antiga. Alocar Laura na delegacia da mulher é reposta de anos de luta. O Estado passa a dar sinais que vem compreendendo o que é identidade de gênero e como se deve conduzir essas questões. 

Tenho muitas amigas travestis e transexuais. Certa vez, ouvi uma fala de uma travesti que me deixou muito incomodo. Ela disse: “nos seguimos o caminho contrário, primeiro vencemos na vida e depois nos tornamos travesti”. Ela é empresária e estava numa mesa com uma professa e uma oficial da marinha, todas travestis, que mudaram o seu gênero depois que já tinham uma carreira consolidada. 

A evasão escolar para travestis e transexuais ainda é muito grande, são poucas que conseguem concluir seus estudos e ter uma profissão, para muitas, a prostituição não é uma opção. Ainda temos muito que avançar. Apesar de termos vários decretos que obriga as repartições públicas a respeitarem o nome social, não é isso que vemos na prática. Carecemos da sensibilidade dos governantes e gestores públicos, para fazer uma administração pública que respeite à identidade de gênero de cada um. 

No dia 29 de janeiro, comemoramos o “Dia da Visibilidade Trans”, entretanto, não existem motivos para comemorar. As trans são diariamente agredidas e mortas por todo o Brasil, os casos nem sempre são levados para a mídia e tem uma conclusão da polícia. Para muitas, o que resta é a margem da sociedade. Elas continuam invisíveis, na garantia aos Direitos e a dignidade, tanto para o Governo quanto para a Sociedade.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Inclusão e Cidadania: Menina canta em libras para os pais deficiêntes auditivos

Os maiores de exemplos de cidadania e inclusão vem de berço. Fiquei emocionado com o gesto da menina, que pensou exclusivamente no bem estar dos seus pais e fez uma performance em libras para eles, que acabou sendo vista pelo Mundo inteiro.