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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Sobre Memórias de um Gigolô, Heranças Culturais e Saudosismo

Assistindo o musical "Memórias de um Gigolô", ambientado na São Paulo da década de 30, fiquei pensando em qual herança cultural deixaremos para as futuras gerações. Estamos vivendo um marasmo em vários setores de produção musical, artística e arquitetônica.

Na década de 30, o então presidente Getúlio Vargas, criou a estrutura dos sindicatos ligados ao governo, até mesmo para equilibrar as disputas de classes que foram tão acaloradas naquela época. Foi um período de intensa produção no país e que hoje observamos vários traços arquitetônicos deixados por aquela época.

Nossa cidade foi construída com o crescimento industrial e estamos migrando nossas atividades para o serviço, deixando inúmeros imóveis vazios e sem uma outra forma viável de ocupação. Muitos dos imóveis, que ocupavam as grandes empresas de São Paulo, estão virando igrejas e alguns sendo demolidos para a construção de outros imóveis, frios e envidraçados, sem nenhuma conexão com o seu entorno.

Na música, apesar de gostar de muitas produções que estão fazendo sucesso, não consigo identificar algo que irá marcar de verdade nossa geração. Temos muitos cantores que estouram nas paradas e depois de alguns anos não ouvimos mais.

Vivemos numa época da informação descartável, onde diariamente somos bombardeados pelos mais diversos assuntos, que tem uma validade reflexiva muito curta, até cair no completo esquecimento.

Ainda falando sobre "Memórias de um Gigolô", me chamou a atenção a forma que eles idolatravam os anos 30, da mesma forma que hoje recordamos com muito saudosismo dos anos 80 e 90. Já ouvi esse papo antes, dos meus pais falando dos anos 60 e 70, acho que essa defesa da sua época não terá fim, sempre seremos impactados pelo o que de melhor existiu em nossa geração e tudo isso nos moldará como cidadãos.

Gosto muito da produção musical dos anos 80 e 90, principalmente no que se refere ao Pop Rock Nacional e a MPB. Provavelmente estamos replicando o mesmo comportamento da veneração dos anos 30, retratado no musical e talvez daqui alguns anos, Ivete Sangalo seja a nova Elis Regina e o Luan Santana e novo Tom Jobim.

terça-feira, 21 de abril de 2015

O Melhor da Vida

Sabe quando bate aquela vontade de viver várias coisas que você ainda não viveu e reviver outras que ficaram pra trás, de outra forma, percorrendo outros caminhos e sentindo outros gostos? É exatamente esta vontade que está me conduzindo.

Me privei por conta de algumas decepções do passado, deixando de viver vários momentos, me despedindo de várias pessoas, antes mesmo de conhece-las. Na verdade nos transformamos a cada dia e o principal agravante de pararmos, é o de não saber em quem estamos nos transformando.

As vezes precisamos que alguém se transporte do passado, para mostrar para nos o quanto estamos desperdiçando nossas vidas, deixando ela escapar por nossas mãos, perdendo o que nos é dado de graça.

Foi assim com uma pessoa que teve uma passagem muito rápida em mim vida, chegou num momento em que eu estava precisando reconhecer alguns valores adormecidos e quando compreendi, ela simplesmente desapareceu.

Vejo tais pessoas como anjos, vestidos de homens, que entram na nossa vida para cumprir uma determinada missão e depois vão cumprir outras missões, mostrar o melhor da vida para outras pessoas.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Militantes LGBT realizam protesto durante a partida entre Irã x Nigéria

Durante a partida das seleções do Irã x Nigéria, o Movimento LGBT realizou um protesto contra a homolesbotransfobia de ambos os países. Irã e Nigéria pertencem ao grupo de nações que condenam a homossexualidade com pena de morte. No protesto, ativistas colocaram uma enorme bandeira do movimento gay na fachada de um prédio e enforcaram dois bonecos, um representando as mortes ocorridas naqueles países.

Durante o protesto, diversos iranianos pararam para ver e até tirar fotos da manifestação. Para o iraniano Mihda, que é radicado nos Estados Unidos e não quis revelar seu sobrenome, os protestos são legítimos e todos estão otimistas no país por uma maior abertura política. Ele, por exemplo, disse não se importar com a orientação sexual do seu filho, que ele nunca perguntou qual é. No entanto, Mihda se recusou a tirar uma foto diante da bandeira gay.

A partida Irã x Nigéria, foi apelidada de "Jogo da Morte". No Irã, gays são enforcados. No norte da Nigéria, perdem a vida a pedradas. A Capital paranaense também irá sediar o jogo entre Argélia x Russia, no dia 26. Na Argélia, homossexuais podem ser condenados a 14 anos de prisão, e na Rússia, embora oficialmente não existam leis contra gays, eles são cada vez mais apartados da sociedade e perseguidos.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Tô Sapecando

Semana passada, almoçando com um amigo, comentamos sobre o novo comercial do “H2OH!”, da marca de refrigerantes PEPSICO. O filme mostra o homem assumindo o controle da cozinha, enquanto sua mulher comenta que tem duas noticias para dar a ele, uma boa e uma má. Ele opta por primeiro ouvir a má. A mulher comenta se ele se recorda de uma moça do trabalho dele, que ele vida “dando em cima”. Ele fica tenso e é surpreendido com uma reposta de duplo sentido: “Então, tô sapecando”. 

Na discussão, defendi que o “tô sapecando” vem no sentido de “estou pegando” e ele defendeu que é no sentido de “estou de olho em vocês. Procurei no dicionário informal o que significa o termo “sapecando” e encontrei a seguinte resposta: 
Sapecando: 

Pegando, ficando, traçando, fazendo sexo, transando.  

A gente não tem nada sério, só estamos sapecando. 
Como o dicionário informal é um site de construção coletiva, assim como o site Wikipédia, não podemos concluir como correto o significado do termo. Qualquer pessoa pode contribuir na construção de terminologias, publicando os significados no site. 

Apesar do duplo sentido, gostei muito do comercial, pois mostra a mulher em pé de igualdade com o homem. Nos comercias de margarina, vemos sempre a mulher comandando a cozinha, enquanto o homem se coloca no papel de macho alpha. Sabemos que essa relação de família é ultrapassada e hoje as mulheres estão no mesmo patamar de igualdade em relação aos homens e em muitos casos, são as mulheres que assumem o papel de provedora do lar. 


E você, como interpretou o termo “Tô Sapecando” no comercial?

domingo, 31 de março de 2013

A História da Pascoa

Curta metragem encenado e narrado por crianças, conta a história da pascoa, baseado no Novo Testamento, de uma forma muito simples e linda. 

Independente da nossa religião, é um filme que vale a pena ser visto, pois transmite uma mensagem de paz, amor e superação. A língua presa do narrador, dá um toque especial na produção.

Feliz pascoa para todos. Religiosos ou não, temos que saber que essa é a verdadeira história da pascoa e não essa história capitalista, que envolve coelhinhos e ovos de chocolate.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Estou Aqui, Novamente

Sempre tive a sorte de ser rodeado por pessoas muito queridas e que me ajudaram nos momentos mais difíceis de minha vida. Amigos que são verdadeiros irmãos. Irmãos escolhidos a dedo. Verdadeiros presentes de Deus. Costumo dizer que amigos são os irmãos que temos o privilegio de escolher e tenho que agradecer por estar bem abastecido nesse sentido.

Esperar um ato de carinho de uma pessoa próxima, é totalmente previsível. Porém quando essa mão que afaga vem do desconhecido, somos pegos de surpresa e nos sentimos ainda mais querido. Já tem alguns anos que vi esse vídeo no YouTube, que faz menção ao meu blog e hoje, sem muito o que fazer na internet, o procurei para rever.


Não faço a mínima ideia de quem possa ter feito a homenagem ao meu blog e com qual intuito a mensagem "Estou Aqui" foi passada, mais confesso que fiquei feliz. Acabei negligenciando esse espaço por muito tempo, desviei o foco original desse espaço e literalmente desapareci, porém, "Estou Aqui" novamente, para dar o tom que esse blog tinha há alguns anos e voltar a sentir tantos prazeres que ele me proporcionou.

Passei por momento que não foram fáceis. Tive que matar muitos leões com a unha, mais a parte mais difícil e que ainda tem sido, é desviar das antas. Nesses momentos procurei me desconectar com tudo que me ligava a uma vida que tinha rompido e esse blog era uma delas. Hoje consigo olhar tudo como algo que passou com parcimônia e se houvesse a opção de voltar, não voltaria. 

Tudo foi um crescimento maravilhoso, um aprendizado singular, que agora estão apenas nas minhas memórias. Não sei se esse vídeo foi em menção a algum episódio turbulento que aconteceu em minha vida, penso que sim. O passado ficou de lado e agora chegou a vez de dizer: "Estou Aqui", novamente.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Entre o Amor e o Ódio

Impressionante como velhos clichês, que muitas das vezes achamos que são meras frases de efeito usadas estrategicamente em momentos inoportunos, acaba fazendo tanto sentido em nossas vidas. Já tem um bom tempo que resolvi ser mais seletivo em minhas amizades e cortar definitivamente todas as pessoas que não faziam bem a minha vida.

Há alguns anos, eu era cheio de “amigos”. Vivia sempre rodeado pessoas que no fundo não gostavam de mim, mas sim do que eu tinha ou poderia proporcionar. Amizades plásticas, que tem o único intuito de se aproveitar do que você tem ou pode fazer. Eu ficava mal com isso e partia para um corrida sem fim em fazer com que todos gostassem de mim de verdade. A única coisa que conseguia, era me despersonificar.

As pessoas sempre te amaram e te odiaram pelo mesmo motivo – disse a um amigo que me ligou chateado por conta de supervalorizar pessoas que, na verdade, não dão a mínima para ele. Aprendi a duras lições que esse tipo de comportamento só nos coloca cada vez mais para baixo e camuflam o verdade sentido do que temos de mais precioso, o nosso amor.

Hoje tenho poucos, mas posso dizer que tenho bons amigos. Não tenho mais ninguém ao meu lado, estrategicamente posicionado para tirar qualquer tipo de proveito da minha amizade. Um dia acordei e resolvi ser eu mesmo, não me importante se estava alegrando a gregos ou troianos.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Tim Maia "Vale Tudo" O Musical


Semana passada, assisti o musical Tim Maia "Vale Tudo". O musical dirigido por João Fonseca conta a vida de um dos maiores ídolos da música brasileira. Tim Maia, conhecido pela irreverência, o bom humor e, infelizmente, também pelos problemas com o abuso do uso de drogas e álcool, apontado como principal motivo para a morte prematura, aos 55 anos, em 1998.

Estrelado por Tiago Abravanel, de apenas 23 anos, relata a trajetória do cantor desde a infância na Tijuca, quando era entregador de marmitas, até sua morte, passando pelo período que morou em Nova York, as primeiras bandas - uma delas teve como integrante o atual "Rei" Roberto Carlos - e os sucessos pop nas décadas de 70, 80 e 90.

Ao longo da peça, o público pode cantar junto hits como "Vale tudo", "Não quero dinheiro", "Chocolate", entre outras faixas conhecidas não apenas do Leme ao Pontal, mas também do Oiapoque ao Chuí.

Assisti o espetáculo ao lado de minha irmã, fã incondicional de Tim Maia. Segundo ela a peça é fiel a vida de Tim Maia, mas Tiago Abravanel deixou muito a desejar no quesito empoderamento de voz. Acredito que exigir isso de Tiago Abravanel é demais, Tim Maia deixou uma lacuna que jamais será preenchida no cenário da musica brasileira.

Longa Metragem

Em  breve, os fãs de Tim Maia também poderão ver sua vida sendo retratada em um longe metragem. Tiago Abravanel não passou nos testes para interpretar o cantor. Os atores Robson Nunes (Malhação) e Babu Santana (Duas Caras, Casos e Acasos, Força-Tarefa, As Cariocas) estão cotados para interpretar o cantor - jovem e adulto, respectivamente. Alice Braga dará vida à esposa de Tim.

Provisoriamente intitulado "Tim Maia", o filme terá direção de Mauro Lima ("Meu Nome Não É Johnny"), que também é co-responsável pelo roteiro, ao lado de Antônia Pellegrino ("Bruna Surfistinha").

O filme usará como base o livro "Vale Tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia", escrito pelo jornalista Nelson Motta, amigo do músico.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Mas 2011 ainda não acabou, ainda vou tentar... [Meme das Antigas - 2011]



Mas 2011 ainda não acabou, ainda vou tentar encerra-lo com chave de ouro. Como disse no post anterior, esse ano foi muito bom, coisas ótimas aconteceram e vou procurar fechar todos os meus compromissos da melhor forma possível.

Na Secretaria de Estado da Cultura, tenho muitos projetos que devo tocar até o final de dezembro e alguns encaminhar para o começo de ano, inciando nossas atividades em 2012. Daqui duas semanas estarei em Brasília, para a Conferência Nacional LGBT, onde estarei lutando pelo o que acredito, militando por um Mundo melhor, para todas e todos.

Comecei o ano solteiro e estou terminando da mesma forma. Nesse ano passaram duas pessoas que me fizeram acreditar que algo poderia ser diferente, uma delas fez eu acreditar um pouco mais, mas mesmo tendo sentido o amor por poucos momentos, estou muito bem, mesmo solteiro. E dessa forma pretendo terminar o meu ano, bem, muito bem. Não me importando com algumas circunstâncias.

Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós! Não se esqueça de avisar nos comentários para que eu possa incluí-lo na lista dos participantes!

São eles: Hally Rocker do Mode On/Off, Renata Becker do Oui, Madame, André "Hipotermia" Sobreiro, Érica Lopes, Lilian do Lá no Cafofo, Ana do Organizando o Caos, Larissa Bohnenberger do O Elemento Fogo, Marcos Rodrigo do Eh Bien..., Evy do Pensamentos Perdidos, Juli_Chan do Hitomi Nyu, Cássia Alves do Busca de Sentidos, Regiane do Pequenas Coisas da Rê, Kel Sodré do Armário de Coisinhas, DaniSohDani do Só Lendo, Marcos Freitas do Passageiro do Mundo, Natalia Máximo do Caleidoscópio Dental, Mah Kaori do MahMind, Rafaela Marinho do Meus Vários Mundos, Janna do Livros Pura Diversão, Cintia Ribeiro do Free To Be Me, Nilza Borba do Pele sem Flor, Ana Carolina do Seis Milênios, Nita do Falando sobre Livros, Sam Shiraishi do A Vida Como A Vida Quer, Nara do Minha Fábrica de Sonhos, Camila Batista do It's not too Late... vai comentando aí (com o link, please) que eu vou colocando aqui!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Relatos Sobre a Violência no Brasil

Avenida Paulista, 6h30 da madrugada. Dois pastores evangélicos esperam um táxi quando veem cinco jovens atravessarem a rua na direção deles. Ao se aproximar, um deles dá um soco na cabeça de um dos pastores. As vítimas correm cada uma numa direção. “Apanhei até entrar no metrô. Ainda tropecei e caí na escada”, conta um deles. O outro cai no chão sangrando com os ferimentos e tem que ser levado ao hospital. Durante as agressões, os jovens gritam: “Seus evangélicos!”. Na sequência, o grupo segue armado com lâmpadas fluorescentes nas mãos em direção a outros três pastores que saíam de uma lanchonete. Eles atacam a cabeça e corpo de um deles com as lâmpadas. O segurança de uma loja sai em direção ao grupo de jovens, que foge. Detidos pela polícia mais tarde, eles afirmam que foi uma briga comum e que não têm nenhum tipo de preconceito religioso. *

Madrugada de sábado, esquina da alameda Jaú com a rua da Consolação, em São Paulo. Saindo de um bar, um militar volta a pé para casa com três amigos. De repente é surpreendido por uma garrafa lançada do outro lado da rua em sua direção. “Antes de a garrafa cair, outras pessoas me passaram uma rasteira por trás e eu caí. Meus amigos conseguiram correr e entrar em um bar, mas eles [os agressores] seguraram minhas pernas e começaram a me chutar.” Por alguns minutos, ele é espancado por uma gangue de homens e mulheres com roupas pretas e coturnos. Como resultado das agressões, o militar tem o maxilar quebrado, perde um dente canino, sofre luxação nas costelas e recebe pontos na boca e no nariz. *

Confundidos com uma dupla sertaneja, um homem de 42 anos e seu filho de 18 anos foram atacados por um grupo de seis rapazes numa noite de quinta-feira numa feira agropecuária em São João da Boa Vista (SP). “Um deles perguntou: ‘E aí, vocês são sertanejos?’ Eu disse que não. Não queria confusão”, conta o pai. Mesmo assim, ele levou um soco no queixo que o fez desabar no chão e ficar inconsciente. “Quando acordei, só ouvia os gritos: ‘O homem está sem orelha!’”. Na agressão, a orelha esquerda dele foi decepada por um instrumento cortante. “Tive de andar mais de 500 metros, sangrando, meu filho segurando o copo com gelo e minha orelha. E ninguém nos socorreu”, declarou. O pedaço da orelha apodreceu sem que ele conseguisse fazer o reimplante. *

* Estes depoimentos são histórias reais. As vítimas, no entanto, não eram sertanejos, pastores evangélicos ou militares, mas sim homossexuais ou pessoas tidas como homossexuais. Foram espancadas pelo simples fato de serem (ou parecerem ser) gays. As fotos, produzidas especialmente para este ensaio, não retratam as verdadeiras vítimas.

Onde denunciar:

Centro de Combate à Homofobia
http://tinyurl.com/3v34ogm

Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância
(11) 3311-3556

Disque 100
Serviço telefônico que funciona em todo o Brasil

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ninguém é Perfeito

Assistindo ao vídeo Pink Perfect – Não sou perfeito pai, que o próprio autor sugeriu que eu divulgasse no blog, me lembrei da campanha “Its gets better”, que ganhou grande repercussão nos Estados Unidos depois de uma séria de suicídios de adolescentes gays por não terem suportado a homofobia da sociedade, principalmente as ocorridas no ambiente escolar.

Uma das vitimas foi o garoto Tyler Clementi, de 20 anos, estudante e violinista. Tyler  morava no dormitório de uma faculdade no Estado de Nova Jersey. Ele dividia o quarto com Dharum Ravi, para quem pediu um pouco de privacidade. Ravi saiu, mas deixou uma webcam ligada, gravando tudo o que acontecia no quarto, com as imagens sendo exibidas ao vivo por um site de internet. As imagens gravadas mostravam Tyler beijando outro homem.

No Twitter, Dharun assumiu a autoria do vídeo e publicou no dia 19 de setembro de 2010 a mensagem “Eu o vi transando com outro cara”, referindo-se a Tyler Clementi, seu colega de quarto. Três dias depois, humilhado e com sua orientação sexual exposta, Tyler colocou uma mensagem em sua página do Facebook que dizia “jumping off gw bridge sorry” (saltando da ponte george washington sinto muito). O ministério público acusa Ravi e outra estudante de jogarem as imagens na internet sem permissão. Os dois estudantes envolvidos no cyberbullying podem ser condenados a cinco anos de cadeia.

Assim como o Marcos, ninguém é perfeito, mas se vivermos na tentativa que tentar agradar os demais, iremos nos anular. Temos que ser aceitos como somos e quando isso não acontece temos que ser fortes e lutar contra o preconceito e não tentar ser “perfeito”, pois perfeito ninguém é. Também espero por um país mais justo, com governantes corajosos e que não venda os direitos LGBTs em troca de apoio de grupos religiosos.

A homofobia teve uma chance para ser combatida no ambiente escolar, mas infelizmente o Kit anti-homofobia foi vetado pela presidente Dilma, com o depoimentos que ela não faria "publicidade de opções sexuais". Precisamos de um país melhor, mas para isso temos que ter governantes melhores, com coragem para combater os problemas que estão ceifando vidas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sobre Tentativa de Assalto e Internação Compulsória

Recentemente saiu na mídia que a Prefeitura Municipal de São Paulo está a um passo de legalizar a internação compulsória de viciados em drogas que vivem em situação de rua. Quando vi a noticia, fiquei estarrecido, achei um absurdo tal ato, pois um tratamento de desintoxicação depende muito mais da vontade do paciente, do que dos recursos disponíveis aplicados. Ainda mantenho a minha posição e tenho certeza que tal ação, se aprovada, será pouco eficiente nos seus objetivos.

Alguns amigos defenderam que a questão é bem mais ampla e que a internação compulsória viria para sanar parte dos nossos problemas de segurança pública, pois muitos desses usuários de drogas passam a cometer pequenos delitos a fim de conseguir dinheiro e objetos para depois trocar por drogas ilícitas. Mesmo com essa explanação, me coloquei contra a questão, pois de nada adiantará um tratamento realizado mediante uma internação forçada.

Terça-feira (06/09), saindo da Secretaria de Estado da Cultura, local onde trabalho, estava caminhando até o Largo do Arouche, caminho que sempre faço a pé. Passei por um menino de rua, que deveria ter no máximo 12 anos. Ele me pediu 50 centavos, eu disse que não tinha. Ele veio atrás de mim e pediu novamente os 50 centavos, novamente eu disse que não tinha. Furioso ele tirou um faca que estava escondida num cobertor que ele usava sobre os ombros e pediu o meu celular.

Fiquei assustado, virei o corri. No susto, desesperado, dei poucos passos no sentido de um posto móvel policial, que fica em frente a Secretaria da Cultura e cai. Machuquei meu joelho, ombro e região abdominal, que até o momento encontra-se machucada, doendo. Tive que ser medicado, por conta das dores que já estava incomodando bastante e tal fato me levou novamente a refletir sobre a noticia que vi há semanas sobre a internação compulsória.

A questão dos meninos de rua da Cracolândia, vai muito além da questão de saúde pública, tornou-se uma questão de segurança. O Estado é responsável pela nossa integridade física e tal caso se faz necessária uma intervenção imediata. Não podemos continuar dividindo as ruas com pequenos infratores que rejeitam os organismos que o Estado coloca a disposição para que eles deixem as ruas.

Em frente ao local que houve a tentativa de assalto pelo menor infrator, existe um albergue público, local que não tem sua capacidade de lotação atingida. Muitos dos moradores de rua, estão na rua porque não conseguem viver obedecendo regras. Em todos os lugares, na nossa casa, em nosso trabalho e na nossa vida social, obedecemos regras e até mesmo para viver num albergue, existem regras para serem obedecidas, regras que muitos dos moradores de ruas não querem cumprir.

Ainda não tenho uma opinião completamente formada sobre a internação compulsória, mas ela existindo ou não, o Estado tem que intervir sobre a questão desses infratores que passam dias e noites desequilibrando a ordem pública e tirando o direito de outros cidadãos de bem de ir e vir. Não passarei mais naquele lugar com a tranquilidade que passava antes, estou com os meus direitos violados e o Estado tem que intervir, seja acionando a Fundação Casa, ou habilitando clinicas de dependentes químicos para tratar a questão desses dependentes que recusam o tratamento e preferem as ruas, para cometer seus delitos e sustentar o vicio das drogas.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sobre Inicio de Relacionamento

Estava retirando cartão do banco da minha carteira quando me deparei com aquele rapaz alto, olhos pretos, cabelos pretos e barba. Fiquei desconcertado com o jeito que ele me olhou, da forma com que os nossos olhos se encontraram. Paguei a minha conta e fui ao banheiro, ele veio a atrás.

- Já está indo? – ele perguntou.

- Estou sim – respondi.

- Bem que você poderia ficar mais um pouco – me disse.

- Posso ficar – respondi com um sorriso.

Nos olhamos novamente, olho no olho e sem trocar mais nenhuma palavra, nos beijamos. Foi um beijo envolvente, com desejo, sem presa e sem a necessidade de ser interrompido. Devido ao horário, tive que ir embora. Trocamos telefone e prometemos nos ver mais vezes.

No outro dia a vontade de ligar e perguntar como ele estava foi grande. Fiquei com aquela estranha sensação que se eu ligasse, soaria como desespero. Não sei se existe um tempo “seguro” para ligar para alguém e não soar como desesperador ou carência, enfim, fiquei a manhã inteira ensaiando para ligar ou mandar uma mensagem. Quando tomei coragem, recebo uma mensagem dele dizendo que havia adorado me conhecer e perguntou o que eu faria a noite.

Marcamos de nos encontrar, num barzinho da Bela Vista. Trabalhei o resto do dia ansioso. Deu o meu horário e fui me arrumar para sair, quando de repente meu telefone tocou, era ele.

- Oi Marcos, tudo bem? Eu cai, estourei toda a boca e estou indo para o hospital – ele me disse. Na hora pensei: pronto, ele não está afim e está inventando essa desculpa que não cola.

- Nossa, mas está tudo bem contigo? – perguntei preocupado.

- Ah! Não sei, vou ao hospital, acho que devo levar alguns pontos. Quer ir comigo? – me convidou. Fiquei sem reação, mas fui.

Nos encontramos no MASP, como ele é carioca e está a pouco tempo em São Paulo, não conhecia muito bem onde ficavam os hospitais. Fomos num hospital próximo a Avenida Paulista, ele levou quatro pontos, saindo do hospital fomos para o barzinho que havíamos combinado de nos encontrar, isso foi na segunda, depois nos encontramos na terça, quarta, quinta e sexta, dia que ele viajou, foi para o Rio comemorar o aniversário de irmã e voltou na segunda.

Foi tudo muito intenso, está sendo muito intenso e recíproco e dessa forma começamos a namorar. Estou adorando conhecer o Fellipe, taurino, com um jeito carioca muito cativante e que sabe exatamente o que quer. Hoje sou eu quem viajo e ficarei até domingo longe. Vou a trabalho para Ribeirão Preto, mas no outro final de semana já prometemos passarmos juntinhos e curtindo o começo dessa relação, que está sendo tudo de bom.

domingo, 10 de julho de 2011

Sobre Términos de Relação Afetiva e Enterros Simbólicos

Depois de tanto tempo, percebo que fiquei um pouco egoísta, sem paciência para esperar e pensando em mim acima de tudo. Sei o quanto posso dar e não quero receber menos. Muitos dizem que relacionamentos não é uma troca, algo que não concordo. É uma troca sim e se você fica dando mais por muito tempo, vai chegar o momento que a balança irá tombar e aquela relação afetiva, que tanto era valorizada anteriormente, irá para a ruína.

Carinho, afeto e companheirismo são momentos construídos não apenas por uma das partes, tem que haver um troca na relação afetiva. Conheci um cara, muito bacana por sinal, pois se não fosse eu não estaria sensível por conta dele. Ele está passando por um momento delicado e e entendo o seu momento, mas infelizmente não é o momento que eu estou vivendo. Passei por situações que ele esta passando, ele terminou um relacionamento duradouro há seis meses, está tentando alçar voos, mas não consegue. Eu demorei quase um ano depois que terminei com o meu ex, cada um tem o seu tempo, não posso, não devo e não é justo cobrar absolutamente nada nessa situação.

Depois de término de um relacionamento, antes de enterrarmos nossos exs, não conseguimos continuar a viver em plenitude. No filme "Como Esquecer", Júlia (Ana Paula Arósio) teve que matar sua ex-namorada, a Antônia (personagem oculta) e antes de tal morte, ela não obteve êxito em suas tentativas de continuar a viver.

No filme, Júlia andava no meio da multidão, de repente parou, olhou para trás, olhou novamente, continuou a andar e sorriu. Ela teve que olhar duas vezes para reconhecer a Antônia e a partir daquele momento ela continuou a viver, Antônia estava morta para ela e o não reconhecimento da mesma de imediato, significou o cerimonial de enterro que devemos cumprir socialmente. Quando não enterramos alguém, nem que tal cerimonia seja um ato simbólico, o fantasma daquele morto continuará a nos assombrar.

Por muitas vezes tentei me relacionar com alguém, mas o Douglas continuava vivo, continuava a me assombrar, tirando minha paz, meu sono, minando os meus sonhos. Sua morte foi muito gradativa, o que aumentou ainda mais a minha dor, tive que mata-lo para sobreviver. Meses atrás, precisei falar com ele, como sempre fiz, peguei o telefone e fui discar, mas eu havia esquecido o numero. Fiquei feliz com aquilo, aquele numero de telefone que sabia de cor, que ligava várias vezes por dia, tinha saído da minha memoria.

Assim como Julia foi matando Antônia aos poucos, eu matei o Douglas aos poucos, na demanda das minhas forças. Dessa mesma forma, essa cara bacana que eu conheci, tem que matar o seu ex, até que todo o ódio, rancor e mágoa vá embora e ele consiga lembrar desse relacionamento de forma positiva.

Semana passada, estava com ele numa padaria, no Largo do Arouche e perguntei: quer ketchup? Depois comecei a rir, ele perguntou o porque e eu expliquei que certa vez, fui com o Douglas comer pastel e riamos toda vez que a atendente perguntava “quer ketchup?”, fazíamos uma analogia com “quer que te chupe?”. Depois de contar pra ele, disse que estou em paz e que consigo lembrar de bons momentos que tive, sem dor, sem peso, apenas como algo bom que passou, se foi.

De coração, desejo que ele fique bem e que se não ficar bem comigo, que fiquei bem com qualquer outra pessoa. Perder uma pessoa que um dia amamos, é muito triste, é a morte em vida. Se levantar, se recuperar dessa perda, é uma questão muito pessoal, cada um tem o seu tempo. Espero que o dele não seja duradouro e que de fato encontre paz em meio a momentos tão tristes.

sábado, 25 de junho de 2011

Duvidas e Incertezas

Ele mal saiu do meu lado e eu senti vontade de ligar de volta. Não liguei, para o meu bem e para o bem dele. Depois lembrei daquele ditado: Se você gosta alguém, deixe-o livre. Se ele voltar, é seu. Se não, nunca foi. Mas de fato ele nunca foi meu, estamos apenas nos conhecendo, tentando ver onde duas vidas se encaixam em meio a complexidade do ser humano.

Confesso que fiquei triste, confesso que estou triste, não por ele, mas por mim. Tenho 30 anos e não posso ter uma visão tão romântica do Mundo, não depois de tudo o que já vivi, não sou mais um cara bruto, já fui lapidado por relacionamentos anteriores, já conheço as dores, prazeres e anseios que o amor pode nos proporcionar.

Estou triste, confesso. Por um momento imaginei ter encontrado alguém que pudesse dar um outro significado para a minha vida afetiva, mas tenho a impressão que não foi dessa vez. Depois que terminei com o meu ex-namorado, fiquei muito tempo para me reerguer, juntar o que sobrou de mim e ter condições de olhar no espelho e reconhecer que eu sou. Confesso que ainda estou me conhecendo, o Marcos de antes já teria pego o telefone e ligado, nem que fosse para perguntar um apenas "E ai! Está tudo bem?", mas não liguei e sei que não devo ligar, acima de tudo temos que respeitar a privacidade das pessoas, por mais que isso nos incomode.

Não sei se tomei um pé na bunda, taurinos são muito dramáticos e fazem tempestade num copo d'água, mas sobre taurinos tenho uma certeza: quando estão afim de alguém, não fazem rodeios e passam por cima de todas as dúvidas.

Porque temos dúvidas que envolver questões tão simples? Porque o ser humano é tão complexo? O talvez não deveria existir, a dúvidas jamais deveria nos assolar, a dúvida que nos corroe, nos destrói. Existe outro tipo dúvida muito positiva, aquela que nos faz crescer, que nos impulsiona a buscar resposta e nos leva a universos jamais desbravados anteriormente. Essa dúvida é muito bem vinda, obrigado. Agora a dúvida que nos faz paralisar no tempo e abrir mão de oportunidades que nos levaria mais adiante, deveria ser banida.

domingo, 12 de junho de 2011

Feliz Dia dos Namorados

Um ótimo dia para todos aqueles que tem motivos de sobra para sorrir, que acha graça em tudo e que tem no amor uma grande motivação de vida. O dia é de vocês, se amem, se respeitem e sejam cúmplices. Que as histórias dos passageiros, que diariamente embarcam em minha composição, sejam de sucesso, assim como a de "Eduardo e Monica". Sucesso a todos os passageiros apaixonados, aproveitem o dia e viva la vida hoje e sempre.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Onde Estiver

Tomamos decisões em nossas vidas, que mudam por completo o nosso rumo. Tomei muitas decisões que transformaram a minha num verdadeiro tsunami de emoções. Amei demais, odiei demais, cedi demais e fui duro demais. Vivi em muitos extremos e confesso que os extremos não são as minhas melhores áreas, sempre agi melhor no meio.

Sofri demais nesse ultimo ano, perdi contatos, pessoas e oportunidades que eu não estava disposto a abrir mão, mas quando o tempo da vida cessa, não temos muito o que fazer, temos que abrir mão e deixar o velho partir e se abrir para as novidades de vida.

Acreditava no amor eterno e inacreditavelmente ainda acredito, sou taurino e não desisto nunca. Hoje sou mais maduro, pelo menos julgo conhecer melhor a vida e sei que outras oportunidades, sonhos e anseios estão por vir… Um grande rio é formado por diversos afluentes, assim também é a nossa vida, não temos apenas uma fonte, temos varias ligadas a nós e o conjunto delas em ação é responsável pelo que somos.

Ainda acredito que a vida pode ser em tons pasteis, mas não em sua plenitude, hoje aceito outras cores e procuro usar o diferente para compor a aquarela da minha vida. Pintamos a nossa vida e se o quadro não nos agrada, a culpa é nossa, que somos os artistas, os regentes, os autores desse obra.

A vida seria muito fácil se fosse passível de programação, quando algo sei de lugar, reprogramamos o sistema e continuamos, mas não é tão fácil, temos que lidar com os erros, com os borrões em nossos quadros. Com fatos, não temos muito o que justificar, temos que aceitar e continuar a viver.

Convivo com a saudade, não do que somos, mas do que fomos um dia. Estamos em constantes mudanças e não há erro em querer trilhar outros caminhos, que não estavam previstos antes. Errado é fugir, agir covardemente e anular tudo o que fomos um dia e nesse ponto, ambos foram extremamente covardes. No final, temos que seguir, não se importando com os caminhos e sendo feliz, aonde estivermos, acreditando na vida e tendo ciência que nos meio dessa guerra, nenhum de nos pode ganhar.

domingo, 5 de junho de 2011

De Frente com Gabi Entrevista Jean Wyllys

O ex-BBB e atual deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) falou sobre sua infância em entrevista à apresentadora Marília Gabriela, no programa De Frente com Gabi, do SBT. Conhecido por vencer o reality show Big Brother Brasil, em 2005, o parlamentar contou sobre seus dias de criança em Alagoinhas, na Bahia: “A gente não tinha banheiro em casa. Passei fome terrível. Fui salvo pela educação”. 

Wyllys revela também sobre o momento em que descobriu ser homossexual e sobre como sua família reagiu ao fato. “A primeira vez que percebi meu desejo foi aos 16 anos. Sou o único homossexual da família. Fui discriminado no seio familiar”. Apesar de sofrer bullying na escola, Jean contou que gostava de estudar. “Queria entender por que era chamado de gay”, disse ele, que completou: “Se a escola fosse inclusiva, eu teria sido protegido de uma série de violências. Das surras, dos insultos”. A entrevista com Jean Wyllys foi ao ar neste domingo (5), no programa “De Frente com Gabi”, no SBT. Confira abaixo a entrevista na integra.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Arnaldo Jabor sambando na cara do Bolsonaro


"Bolsonaro devia ser posto em formol e colocado num museu, para deixar registrado um comprovante de nossa burrice histórica"

Arnaldo Jabor


terça-feira, 10 de maio de 2011

A Idade do Sucesso

Assim como no filme “De repente 30”, imaginava que os 30 seria a idade do meu sucesso. Hoje tenho uma visão mais ampla do sucesso e confesso que ainda não conquistei o mesmo. De fato tenho muito mais do que preciso, se minha vida se encerrasse aos 30, sem sombra de dúvidas estaria num bônus que milhares e milhares de pessoas, que passaram com folga da minha idade, não tiveram.

Passei um dia que se pudesse voltar atrás, não mudaria nada. Logo após a meia noite, já havia recebido várias mensagens de felicitações no Facebook. Logo de manhã, um amigo me ligou no celular, foi o primeiro a me desejar feliz aniversário, logo após, quando me levantei, foi a fez da minha irmã. Depois vi as centenas de mensagens que estavam no Twitter, Facebook e Orkut e durante todo o dia recebi mais ligações e mensagens de SMS.

Passei o dia inteiro com a minha mãe, acompanhei ela até o posto de saúde, onde ela tomou vacina para a gripe, depois fui em algumas lojas e na volta almoçamos, comemos panquecas. Depois passamos numa doceria e comemos bolo e torta de chocolate.

- Nossa, há 30 anos eu estava ganhando você – disse a minha mãe.

- É, daqui 30 anos estarei com 60 e você com 84 – comentei.

Sabe, chegar a terceira idade ao lado da minha mãe será o melhor presente que a vida pode me dar, não consigo traduzir em palavras o que isso significa para mim, ter essa mulher ao meu lado, durante mais um período que contempla toda a vida que eu tenho hoje.

Se não fosse pela minha mãe, hoje eu não seria nada. Depois que nasci, ela descobriu que eu tinha uma saúde muito fragilizada e se não fosse o carinho materno nos meus primeiros anos de vida, eu não teria resistido. Sou um sobrevivente, por mais de uma vez fui desenganado pelos médicos, mas fui salvo pelo amor dessa mulher, que me ama incondicionalmente há 30 anos. Se isso não é sucesso, o que então é o sucesso?

Não tenho tudo o que projetei, algumas lutas ainda estou travando, mas tenho tudo o que preciso, tudo o que mais quero e valorizo. Nesse último ano, a minha família provou para que veio e não tenho como negar que eles são o que tenho de mais valioso. Passei por momentos difíceis nesse ano que se passou (maio/2010 a maio de 2011) e vi toda a minha família me apoiando, pegando nas minhas mãos e mostrando a direção.

Tenho 30 anos e com os 30 se encerra, ou pelo menos espero, o ciclo do retorno de saturno, outra volta só daqui à 29 anos, se Deus quiser. Foram boas lições que  aprendi com saturno e me considero muito melhor para “começar a viver”. Aproveitei demais os 29 anos que se passaram e muitas coisas que eu deveria aprender nesse período que passou, saturno me ensinou em apenas um ano. Agora me sinto completo, com os 29 anos que vivi de forma intensa e com as intensas lições de tive com saturno. Tchau Saturno, te vejo com 59.