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domingo, 13 de abril de 2014

Love is All You Need?

O filme já é antigo, mas conheci recentemente. O curta conta a história de Ashley, uma jovem adolescente que fruto da “família americana perfeita” nos subúrbios da Califórnia – com duas mães, dois vovôs, dois tios e um irmão mais novo. Mas Ashley tem um problema – ela tem uma queda por um garoto na escola, que é contra tudo o que este mundo já lhe ensinou.

Ashley vive em um mundo onde os termos “gay” e “hétero” são trocados, esta jovem tem que enfrentar o fato de que ela é em hétero em um mundo gay. Esta atração incontestável para o sexo oposto faz com que ela seja alvo constante de abuso verbal e físico, até que ela é guiada a um fim trágico.

Este curta-metragem é o primeiro de um projeto de duas fases idealizado por Kim Rocco Shields, que também escreveu e dirigiu o filme. Vale a pena assistir e refletir. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Trollei meu Pai Fingindo que era Hétero

Em resposta ao vídeo de extremo mal gosto, em que um garoto faz uma brincadeira com a mãe e fala ao telefone com um suposto namorado, gravaram o vídeo "Trollei meu pai fingindo que era hétero".

A versão ficou engraçada, até porque sabemos que não existe nenhum tipo de recriminação nas imagens, é realmente tudo uma brincadeira e nenhum direito de liberdade de expressão e sexual estão sendo podados.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dilma, não Brinque com o Movimento Gay - Por Marcos Freitas

Muitos são os motivos para repudiar com veemência a nossa presidente Dilma Rousseff. Minhas posições partidárias não é segredo para ninguém, sempre sou autentico em meus posicionamentos e não escondo minhas ideologias, até porque sirvo elas com muito orgulho.

Sou tucano, de direita, centro-esquerda, centro, centro-direita ou seja lá como for os que se opõe as minhas ideologias queiram me chamar ou colocar, mas hoje me dispo por completo das minhas ideologias e busco dentro de mim o menino que ficou perdido nos anos 90, para escrever aqui um breve relato:

Meu nome é Marcos Freitas, tenho 30 anos e nasci em Santo André, região metropolitana de São Paulo. Sempre estudei em escola pública e sou testemunha do ódio homofobico que impera nessas escolas. Por diversas vezes voltei para casa chorando, dizendo para minha mãe que mais uma vez havia sido agredido de forma física e verbal num ambiente que deveria me acolher, me integrar.

Nas aulas de educação física, não era diferente. Na divisão dos times, pois meninos só jogavam futebol, eu sempre era o goleiro, pois não era bom de bola. No final da aula, praticava cooper, pois voltava para casa correndo, senão os outros meninos me batiam, as vezes eles me alcançavam. Para sair desse inferno, que logo nos primeiros anos de minha vida foi submetido, me matriculei num curso de natação e pedi dispensa da educação física na escola.

Sem a educação física, parte dos meus problemas foram resolvidos, pois ainda eu tinha que passar pelo intervalo, onde não era agredido apenas pelos alunos da minha classe, mas sim por toda a escola. Cresci rodeado de homofobia, fato que me transformou militante do movimento LGBT.

Quem sofreu homofobia, tem um desejo insaciável de que tal crueldade não seja repetida jamais e mesmo hoje, não sendo mais vitima dessa homofobia praticada nas escolas, eu continuo lutando para que haja um fim, pois eu sei que em alguma escola desse país existe um Marcos Freitas, que está apanhando e sendo segregado pelo simples fato de ser diferente.

Tive uma infância típica de moleque, vivi muito nas ruas de Santo André, andando de bicicleta, brincando com bolinhas de gude e outras brincadeiras de criança, nas ruas também sofri homofobia. Minha infância não foi fácil, minha vida está sendo fácil. Sou diferente do padrão heteronormativo, gosto de homens, sinto tesão por eles e minha motivações afetivas são por pessoas do mesmo sexo.

Apesar de ter dito uma vida sofrida, eu ainda tive sorte, não fui o Alexandre Ivo, que teve a sua vida ceifada pela homofobia e nem o Tyler Clementi, que não suportou a homofobia que sofreu e tirou a sua própria vida, eu sobrevivi.

Quando paro para analisar as ações pautadas por nossa presidente, eu entro em choque. Meu Deus, essa mulher também é brasileira, viveu na mesma época que eu, teve amigos, familiares e conhecidos homossexuais e sabe muito bem do que eu estou falando. Essa mulher é presidente e tem o mínimo de cultura possível para entender o que eu estou falando, para saber como dói sofrer homofobia e como dói ser colocado na invisibilidade para o Estado.

Dilma, não votei em você, mas sei que você não estas me castigando por isso, pois muitos gays desse país votou e as politicas públicas inclusivas para eles, servem para mim também. Dilma, não peço que honre os votos dos gays, pois não sei como isso funciona na matemática da sua cabeça, apenas peço que honre os princípios fundamentais da nossa constituição, apenas peço que todos sejam iguais de fato perante a lei.

Dói, machuca, nos mata aos poucos saber que do Oiapoque ao Chuí existem meninos e meninas sofrendo pela simples fato de serem diferentes, são crianças aprisionadas num modelo heteronormativo que mata tudo aquilo que vai na contramão do que eles julgam ser “normal”.

Não queremos uma classe privilegiada, onde gays tem super poderes e estão acima de outros cidadãos, o que nos queremos são políticas reparadoras. Queremos nos sentir brasileiros também, com todos os direitos garantidos e para isso queremos as nossas crianças educadas para a diversidade. Queremos que o “Brasil sem Homofobia” seja um braço salvador para essas crianças que hoje gritam, choram e morrem, braço salvador que infelizmente eu não tive.



Também quer desabafar sobre a homofobia escolar? Mande o relato por e-mail, que publico no blog.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Manifestações Contra a Homofobia Agita Militância LGBT

Gay baleado por militar no Rio de Janeiro
Aconteceu hoje (19), ao meio dia, um ato pedindo pela aprovação de leis que criminalizam a homofobia, promovido pela Frente Parlamentar contra a Homofobia. No protesto, cerca de 30 manifestantes recolheram assinaturas para pressionar o Congresso Nacional a aprovar o PLC 122, que tramita desde 2006. “Não há punição [à homofobia], porque não há uma lei que puna. Temos a lei Maria da Penha, que criminaliza a violência contra as mulheres, e a lei contra o racismo. A homofobia tem que estar no mesmo patamar”, afirmou o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP), presidente da Frente Parlamentar contra a Homofobia.

No Rio de Janeiro, manifestantes que apoiam a causa LGBT organizam a “Caminhada da Paz”, um ato contra a homofobia promovida pelo sargento-marginal Ivanildo Ulisses Gervásio e pela aprovação do PLC 122/06. Ivanildo interceptou o jovem Douglas, que estava num parque com amigos e  namorado. O sargento atirou no abdômen do rapaz, que foi socorrido e passa bem. Ivanildo aguarda julgamento preso. Desde julho deste ano, foram registradas 1.572 denúncias de homofobia através do Disque Cidadania LGBT, serviço oferecido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Gay agredido por marginais em São Paulo
Em São Paulo, militantes LGBTs também se manifestaram no domingo (21), num ato de repúdio à violência homofóbica na Av. Paulista. O crime foi cometido por cinco jovens de classe média – sendo quatro menores de idade – que estudam juntos num colégio particular situado no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo. Das 3h às 6h30, o grupo agrediu quatro rapazes em momentos isolados. Uma das vítimas perdeu a consciência e teve seus pertences roubados, enquanto outra foi atingida por duas lâmpadas fluorescentes no rosto.

Ainda em São Paulo, militantes LGBTs e alunos da Universidade Presbiteriana Mackenzie, organizam manifestação contra o Chanceler e Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. O Dr. Augustus Nicodemus, publicou no site da universidade uma carta em nome da Universidade, ele se posiciona contra a aprovação do PL-122, citando passagens bíblicas e alegando que a cultura brasileira está cada vez mais distante das referências de certo e errado. A ação do Chanceler do Mackenzie, além de fundamentalista e assustadoramente maniqueísta, contraria o Estado de Direito democrático e laico.

A homofobia está generalizada no Brasil e não podemos nos intimidar. A ofensiva de grupos homofóbicos e fundamentalistas tem que aumentar ainda mais a nossa resistência. Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, trangenêros e héteros que apoiam a causa LGBT devem marcar presença nesses atos. Temos que exigir da justiça que os quatro marginais que foram liberados da Febem, retornem para a instituição e que o jovem maior de idade, retorne para a detenção provisória. Não podemos dividir a sociedade com marginais perigosos, que colocam em risco a vida de cidadãos de bem. Vamos marcar presença nas manifestações e o nosso posicionamento contra a homofobia.

Serviço:

Caminhada pela Paz – Rio de Janeiro Domingo - 21 de novembro - concentração às14hoo
Av. Vieira Souto (esquina com a Rua Farme de Amoedo) - Praia de Ipanema

Ato em Repúdio à Violência na Av. Paulista – São Paulo Domingo – 21 de novembro – concentração às 15h00
Av. Paulista, nº 1578 - Bela Vista (em frente o vão livre do Masp)

Protesto Contra o Chanceler e Reverendo – São Paulo Quarta-Feira – 24 de novembro – concentração às 16h30 – manifestação às 18 horas
Rua da Consolação, 930 - Cerqueira César

terça-feira, 30 de março de 2010

O Vereador mais Incoerente de Todos os Tempos

Carlos Apolinário está no cenário politico há muito tempo, seu primeiro cargo público foi como deputado estadual no ano de 1982, depois foi reeleito mais duas vezes como deputado estadual, em 1994 foi eleito deputado federal e no ano de 2000 foi eleito vereador, sendo reeleito em 2004. A experiência política de Carlos Apolinário é inquestionável, com formação em direito e tendo nas mãos concessão de rádios, ele tinha tudo para ser um grande defensor dos direitos humanos, mas não é o que acontece.

Recentemente o vereador apresentou na câmara um projeto de lei que veta a realização da Parada Gay na Av. Paulista, com o claro intuito de enfraquecer a visibilidade e o tom reivindicatório do evento. Depois que a Marcha para Jesus saiu da Av. Paulista, essa não é a primeira vez que parlamentares ligados a igreja evangélica tenta desarticular o movimento gay, jogando para uma região de pouca visibilidade um movimento de cunho político que tenta mostrar para a sociedade que devemos conviver com a Diversidade. A Marcha para Jesus não acontece porque evangélicos são mortos por expressarem a sua fé, mas sim com o único intuito de evangelizar, de fazer um dia de festa para "glorificar o nome do Senhor Jesus", diferente da Parada Gay, que acontece para mostrar quantos somos e questionarmos até quando seremos órfãos políticos?

Troquei alguns emails com o vereador em questão e nesses emails o vereador disse que é "a favor de um Estado laico e também de um Estado onde todos são iguais perante a lei". É uma declaração politicamente correta, mas será mesmo que o Sr. Carlos Apolinário é a favor de um Estado laico? Carlos Apolinário também apresentou um projeto que muda algumas regras da lei do silêncio, essas mudanças beneficia em especial as igrejas evangélicas que realizam vigílias durante a madrugada, faltando com respeito aos cidadãos, que não tem o direito de ter uma noite de sono tranquila. Com as novas regras, as denuncias ao Psiu só terá que acontecer com a presença de um fiscal da prefeitura, ou seja, se alguém ligar para o Psiu, esse munícipe terá que receber em casa esses fiscais, no horário em que a ocorrência está acontecendo, ou seja, de madrugada. Se a queixa proceder, o reclamante tem que se identificar para que a multa ao estabelecimento/igreja seja aplicada, mas isso não é o bastante, Carlos Apolinário também reduziu os valores das multas, tirando da mesma o caráter punitivo que antigamente continha mais rigor.

O vereador em questão, também é autor do projeto que institui o "Dia do Orgulho Hétero", nas trocas que email que tive com o parlamentar, ele disse que "sobre o Dia do Hétero, apenas criei um contraponto a propostas na Câmara que criava o Dia da Lésbica e Dia do Homossexual. Não é contra, é a favor dos que entendem que não está fora de moda ser hétero", eu respondi dizendo que "é difícil viver numa sociedade onde héteros não são aceitos por suas famílias, onde héteros são mortos diariamente pelo simples fato de quererem expressarem a sua sexualidade. Espero que a heterossexualidade volte a estar na moda e que vocês ultrapassem a barreira de pelo menos 12% de héteros na sociedade".

Temos que aproveitar as discussões que serão geradas por conta do tema da Parada Gay de São Paulo - Vote Contra a Homofobia, Defenda a Cidadania - e colocar em evidência parlamentares totalmente descomprometidos com os direitos humanos. Temos que limpar os legislativos do fundamentalismo religioso e exigir um Estado Laico de fato. A teocracia é tão repugnante, que duvido que alguém que vive numa democracia queira viver em país como o Irá, Iraque ou Paquistão. O Estado não é religião e temos que varrer da política os parlamentares que querem instituir nos legislativos as extensões de suas vidas religiosas. Não ao fundamentalismo religioso e sim ao Estado Laico, temos que lutar por isso.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Homem Heterossexual não Contrai HIV

O lutador Marcelo Dourado, integrante do BBB10, meteu o dedo onde não foi chamado e fez um desserviço público em rede nacional. Elenita falava sobre a estatística de mulheres casadas que contraem o vírus, que hoje em dia é bastante grande, quando Dourado entrou no assunto e disse que conhece alguns médicos que já lhe disseram que "a probabilidade de se pegar AIDS é muito maior entre homossexuais, pois é mais fácil de se contrair a doença fazendo sexo anal" e acrescentou que quanto ao fato das mulheres estarem se infectando numa velocidade bem maior que os homens é porque os “maridos dessas mulheres são no mínimo bissexuais, pois pelo que ouvi de alguns médicos a pessoa tem que ter sido passivo em alguma vez".

Tanto Lena quanto Dourado ressaltaram também a importância de se usar preservativo, mas Dourado deixou uma ressalva: "Com minhas namoradas eu não uso mesmo, é impossível cara, eu confio nelas, se estão comigo é porque isso é verdadeiro, eu acredito nisso". Dourado também disse "com 37 anos só namorei 3 garotas, portanto só transei sem camisinha com 3 mulheres até hoje, todas em quem eu confiei". Pelo visto o boxeador passa mais tempo no seu universo paralelo, que é a academia, do que vivendo no mundo real, com milhões de portadores do vírus HIV, sendo eles: heterossexuais, homossexuais e bissexuais.

É dever da Rede Globo exibir o bate papo na piscina e aproveitar a ocasião para frisar que TODAS as pessoas que tem uma vida sexual ativa e se abstém de meios profiláticos para a prevenção de DSTs, estão sujeitas a contrair o vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. É papel das redes de televisão entreter e informar a população, mesmo a Rede Globo tendo editado a programação, o dialogo foi exibido no pay-per-view, o que não exime a responsabilidade da emissora. O Secretário Estadual de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cortes, divulgou uma nota rebatendo os comentários de Dourado. Segue a nota na integra:

Com relação ao que disse, hoje, o lutador Marcelo Dourado, em bate papo com demais colegas do BBB10, da TV Globo, acredito que é preciso lembrar que a epidemia de AIDS é um grande problema de saúde pública em todo o mundo. Apesar dos esforços empreendidos nos últimos anos e os reconhecidos avanços obtidos, são inúmeros os desafios que ainda temos pela frente. Diminuir a cada ano o número de novos casos de AIDS, enfrentar o estigma e o preconceito que ainda cercam a doença e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/AIDS são alguns destes desafios.

As informações disponíveis, amplamente divulgadas em todas as campanhas de prevenção das DST/AIDS, deixam claro quais são os meios de transmissão da AIDS. Qualquer relação sexual, homossexual ou heterossexual, sem o uso correto do preservativo, acarreta risco de transmissão do vírus da AIDS. Qualquer informação diferente, além de contrariar todas as evidências em que se baseia a política de prevenção em nosso País, é um desserviço à nossa população. Traz desinformação, reforça preconceitos de gênero e orientação sexual e acentua o estigma às pessoas que vivem com HIV/AIDS.

Não trabalhamos mais com a noção de grupo de risco. Acredito que informações equivocadas, sem embasamento científico, mais o preconceito e a desigualdade de gênero são, infelizmente, os principais fatores de risco para a infecção pelo HIV/AIDS em nossa sociedade. Enquanto a ciência não descobre a cura para o vírus, vamos continuar levando à população as informações sobre os meios de transmissão, sobre o respeito aos direitos humanos e sobre o direito ao pleno exercício da sexualidade com responsabilidade.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Teste de Sexo e/ou Sexualidade dos Bebês

- Achei um teste para descobrir o sexo do bebê – contou-me a minha irmã.

- Sério, como? – perguntei curioso.

- Bom, você tem que pegar a idade da avó materna, somar com 9 e por último com o mês de gravidez, se dar par é menina, se dar ímpar é menino. – contou a minha irmã fazendo o teste para saber qual será o sexo do bebê que ela está esperando. – Olha será um menino – contou-me com alegria. (Ex: 59 (idade da avó) + 9 + 8 (mês da gravidez) = 76 - meu caso).

- Nossa, será se isso dá certo mesmo? – perguntei incrédulo.

- Sim, eu já fiz o meu teste e o da Larissa. Deu certo. Vou fazer o seu.

Algum tempo depois...

- Repeti o seu teste e o da Fúlvia, o seu dá par e o dela da impar. Estou achando que isso não tem nada a ver.

- Hum, talvez... Será se temos que levar em consideração o fato de sermos gays? – contei dando risada.

- Talvez. – respondeu minha irmã se divertindo.

- Pois bem. Estão na numerologia as explicações que a ciência tanto busca para entender a sexualidade humana. Sou gay porque sou homem eu sou par, e a Fúlvia é lésbica porque é ímpar. Simples assim. – conclui.

Fiquei intrigado com esse teste. Nos héteros da família deu certo, nos gays não. Estou curioso para fazer o texto com o Douglas, mas ultimamente estou tendo pouquíssimo contato com ele. No final de semana ele me ligou, até que conversamos bastante, mas são tantos assuntos para serem abordados, que nem dá tempo de nos falarmos muito, ultimamente ele mal responde os emails... Ainda faltam 9 dias para ele voltar, e sei que serão 9 longos dias. Sorte a minha estar fazendo faculdade.

Concurso Cultural – Uma Luz para Davi

Quer ganhar de presente o livro “Uma Luz para Davi” de Marli Porto? O Blog Passageiro do Mundo em parceria com a autora lhe dá esse presente. Para isso, basta responder a pergunta abaixo nos comentários do post “Uma Luz para Davi”. A melhor resposta recebera um exemplar do livro em qualquer lugar do Brasil.

Você já viveu uma história de amor que alterou o rumo de sua vida?

As respostas serão aceitas até a meia-noite do dia 15 de fevereiro. A melhor resposta será divulgada no dia 17 de fevereiro, abaixo da resposta é necessário deixar um endereço de email para contato.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Flora é Gay

Nos últimos capítulos da novela A Favorita, que terminará dia 16, Flora (Patrícia Pillar) estará completamente louca. E seu comportamento deixará claro o real motivo de sua fúria e perseguição eterna com relação à Donatela (Claudia Raia).

Na verdade, o que sempre uniu a bandida à sua maior vítima foi um amor doentio que, a partir da rejeição no passado, se transformou no ódio que todo o público acompanhou nos últimos meses. Num determinado instante, Flora chega a declarar à antiga parceira de dupla: "Eu te amo e a gente nunca mais vai se afastar. Nem por homem nem por dinheiro, por nada nesse mundo". Como prova desse amor cego e sem limites, Flora chega a matar Dodi.

Costumo dizer que quando temos algo a esconder, agimos com violência, esse é o grande motivo da homofobia, nesse sentido, a arte imitou a vida perfeitamente. Em outra cena, Flora chamou o Silveirinha de maricona e perguntou se ele iria se esbaldar no parque Trianon.

Certa vez disse para a minha mãe que o Pastor Silas Malafaia tem sérios problemas com a sua sexualidade, pois não há outra explicação para tanto ódio dele para com a comunidade gay, podemos dizer o mesmo do Pastor Julio Severo e de grupos como Skinreads. Quando uma pessoa está bem consigo mesma, e é resolvida, a sexualidade de terceiros não agride em nada. É lindo ver um hétero bem resolvido. Quando você se deparar com uma pessoa extremamente homofóbica, desconfie: Pode tratar-se de um homossexual, alguém que não aceita a sua sexualidade.

Concurso Cultural – 7 olhares

Quer ganhar de presente o livro “7 Olhares - Depoimentos Sobre a Homossexualidade na Adolescência” de Diego Ramos e Felipe Glück? O Blog Passageiro do Mundo em parceria com os autores lhe dá esse presente. Para isso, basta responder a pergunta abaixo nos comentários do post “7 olhares”. A melhor resposta recebera um exemplar do livro em qualquer lugar do Brasil.

Qual a maior dificuldade encontrada pelos adolescentes ao assumirem sua homossexualidade?

As respostas serão aceitas até a meia-noite do dia 13 de janeiro. A melhor resposta será divulgada no dia 15 de janeiro, abaixo da resposta é necessário deixar um endereço de email para contato.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Gente Estranha no Mc Donalds

Ontem fui ao Mc Donalds com o Douglas, constatei o que o Airbone mencionou em seu blog, é uma grande verdade: As pessoas que freqüentam o Mc Donalds, são estranhas. Estávamos em nossa mesa, e na mesa ao lado, estava um casal se beijando. Depois de alguns malhos, o casal começa a conversar. O menino era uma menina, saiam flores dos seus lábios, e quando ele se levantou para ir ao banheiro, constatamos com o nosso Gaydar que aquele mano, no fundo era uma mona, uma visível mona.

Não precisa de Gaydar para perceber que o tal menino é gay, mas ficou a questão no ar uma questão: As mulheres não conseguem ver os trejeitos dos seus namorados e ficantes? Acho que não. Quando eu tinha 12 anos, uma menina vivia correndo atrás de mim, na época, confesso: Eu era bem afeminado, e ela, era cega, uma perturbada que tirou a paz de um gay de 12 anos que queria ser o mais discreto possível, só queria paz, e acabei tendo a escola inteira torcendo pelo o meu romance com a dita cuja. Beijei a mocreia, não agüentava mais o coro “Marcos viadinho”. Foi o meu primeiro beijo.

Ainda no Mc Donalds, o Douglas me contou uma história que me matei de rir: Quando entrou uma nova gerente na empresa que ele trabalha, a vice-presidente a convidou para almoçar, elas foram num restaurante bem bacana. Quando os pratos chegaram, a vice-presidente pediu para o garçom cortar a carne para ela, colocou o prato de lado e continuou conversando com o pessoal que estava presente. Quando o garçom terminou, a nova gerente olhou para ele e pediu para que ele cortasse a carne dela também, ela pensou que aquilo era algum protocolo, algo chique, mas o que ela não percebeu é que a vice-presidente é deficiente, e usa uma prótese. Como ela tem muita grana, a prótese é canadense, quase perfeita, e se não fosse por conta da inércia da mão, ela teria um braço perfeito. Nem preciso contar que a história se espalhou para a empresa inteira, e a nova gerente é motivo de piada até hoje.

Creio que assim como enquadramos o casal como estranhos pelo fato do menino ser visivelmente gay e a menina não perceber, o Douglas e eu também fomos enquadrados por conta das altas risadas que soltamos quando ele estava me contando o caso acima. Na mesma mesa que estavam o primeiro casal, sentou outro casal, eles começaram a rir da nossa risada, mas eles também eram estranhos, pois, estavam ensaiando um texto no Mc Donalds. Acho que eles aproveitam que a parte superior do restaurante é pouco movimentada e vão lá ensaiar, só que ontem foi atípico. É por esses e outros casos que já vi no Mc Donalds, que tenho que concordar com o Airbone: O público do Mc Donalds é estranho, muito estranho. Tenho medo, pois faço parte desse público.

Concurso Cultural – A Guerra de Clara

Quer ganhar de presente o livro “A Guerra de Clara” de Clara Kramer? O Blog Passageiro do Mundo em parceria com a Editora Ediouro lhe dá esse presente. Para isso, basta responder a pergunta abaixo nos comentários do post “A Guerra de Clara”. A melhor resposta receberá um exemplar do livro em qualquer lugar do Brasil.

Você arriscaria a sua vida para salvar a vida de um refugiado de guerra?

As respostas serão aceitas até a meia-noite do dia 5 de dezembro. A melhor resposta será divulgada no dia 8 de dezembro, abaixo da resposta é necessário deixar um endereço de email para contato.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Casarão Brasil – Associação GLS

Ontem fui ao coquetel de apresentação do Casarão Brasil – Associação GLS. O Casarão será um espaço de convivência para a comunidade como um todo: gays, héteros, bissexuais e transgêneros, enfim, todas as cores do arco-íris terão representatividade na ONG do Casarão, a mesma foi instituída com o objetivo maior de defender a diversidade de gênero.

O espaço foi idealizado pelo empresário Douglas Drummond. Nos mais de 500m² encontraremos bistrô, cyber café, consultório médico e psicológico, sala de exames para DSTs, lojas, uma simpática barbearia no piso superior, enfim, será mais do que uma ONG, será uma casa para toda a comunidade, na rua mais gay de São Paulo, na Rua Frei Caneca, 1057.

Na noite, encontramos algumas pessoas que fazem acontecer na comunidade gay como: Douglas Drummond (idealizador do projeto), Cássio Rodrigo (coordenador do Cads), Dimitri Salles (advogado da Secretária de Justiça), Soninha (vereadora), Salete Campari (a Drag mais militante do Brasil), André Pomba (DJ residente da Loca), Fabrício Viana (escritor), Zen Salles (dramaturgo), Marcos Fernandes (militante gay e político), Ricardo Aguieiras (escritor e militante), Eduardo Cardoso (Assessor de Comunicação da Cads), Westerley Dornellas (maquiador premiado internacionalmente), enfim, à noite foi prestigiada com muitos nomes badalados, entre eles, alguns artistas globais.

Nos fundos do casarão foi montado um pequeno palco, e nele se apresentou uma banda super simpática. A noite também foi abrilhantada por algumas personagens teatrais maquiados pelo Westerley Dornellas. Na entrada foram distribuídas bexigas vermelhas no formato de laço, uma homenagem ao Dia Mundial da Luta contra a AIDS. Quero deixar os meus parabéns para o Douglas Drummond e todos os nomes envolvidos nesse projeto ambicioso. Sabemos que ser militante num país com tantas raízes religiosas e machistas, não é fácil. Quando levantamos essa questão, vemos que a divida que temos com militantes corajosos como o Douglas Drummond, é incalculável.

Concurso Cultural – A Guerra de Clara

Quer ganhar de presente o livro “A Guerra de Clara” de Clara Kramer? O Blog Passageiro do Mundo em parceria com a Editora Ediouro lhe dá esse presente. Para isso, basta responder a pergunta abaixo nos comentários do post “A Guerra de Clara”. A melhor resposta receberá um exemplar do livro em qualquer lugar do Brasil.

Você arriscaria a sua vida para salvar a vida de um refugiado de guerra?

As respostas serão aceitas até a meia-noite do dia 5 de dezembro. A melhor resposta será divulgada no dia 8 de dezembro, abaixo da resposta é necessário deixar um endereço de email para contato.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Você Tem Gaydar?

- Sempre acreditei no Gaydar, posso reconhecer um gay num sobrevôo de Helicóptero. Disse a um amigo quando estavámos na janela de um apartamento que dava uma ampla visão para a rua.

E realmente posso, já pensei em oferecer consultoria para mães que desconfiam que seus filhos sejam gays, ou namoradas que desconfiam de seus namorados, antigamente eu falava que com uma peça de roupa dava para descobrir a sexualidade do indivíduo, hoje nem tanto, os heteros estão se vestindo com roupas que antes só os gays usavam.

Hoje fui ao banco, é raro isso acontecer, depois que inventaram Internet Banking, não entendo o porquê ainda existem tantas pessoas que perdem tempo em filas do banco, eu precisava fazer um deposito, tentei fazer no caixa rápido, mas a empresa não aceita deposito em caixas rápidos, então tive que ir pra fila, na fila avistei uma rapaz com uma camiseta chamativa, bem gay, era um motoqueiro, mas isso não quer dizer nada eu já tive uma moto, era um gay motoqueiro. Eu olhei e pensei: É gay... Ele olhou pra trás e virou-se rapidamente, ai eu confirmei: É gay... Depois de alguns segundo ele olhou pra trás novamente, eu não precisava de mais confirmações, mas acabei tento certeza absoluta: É gay...

Meu gaydar não falha, ele é bem ajustado, o engraçado que minha mãe e minhas irmãs também têm gaydar, quando estou com elas, elas falam: Olha, aquele cara é gay. Então eu acionou o meu gaydar e confirmo, acho que foi a convivência comigo e com a minha irmã, ambos gays que aguçou e gaydar da minha mãe e da minha irmã hétero, mas o gaydar delas não são completamente confiáveis como o meu, as vezes eu discordo delas, e argumento: É apenas um hétero bonito e aparentemente educado.

A Universidade Tufts publicadou em julho no Jornal de Psicologia Experimental Social, a pesquisa 'gaydar', a pesquisa analisou um universo de 15 estudantes, tanto mulheres quanto homens, nela, foram questionados ao grupo a orientação sexual de usuários do site Facebook, os estudantes tinha até 50 segundos para responder, e em 70% dos casos, eles acertaram, na pesquisa foram utilizados apenas perfis de homens, mas o autor da pesquisa pretende realizá-la também com mulheres.

Os demais 30% que os estudantes erraram, são aquelas homens que nos chamamos de suspeitos, aqueles que não são entendidos, mas só basta uma explicadinha básica para eles entenderem. Na faculdade eu tinha uma amiga que era muito afim de ficar comigo, acabei contanto para ela da minha orientação sexual para ela sair do meu pé. Sempre achei que ela tinha um jeito de gay, depois que contei sobre mim a chamei para ir num bar gay, no Queens, no bar ela falou que tinha vontade de ficar com mulher, para ver como era, eu incentivei, mas ela não deve coragem, na outra semana fomos lá de novo, e não deu outra, ela ficou com a menina e hoje se diz 100% gay, existem muitas pessoas como ela, são gays, não nunca tiveram envolvimentos homossexuais por uma série de fatores, boa parte desses 30% podem se encontrar nesse caso da minha colega.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Existem héteros de mente aberta ou gays de mente fechada?

Recentemente Ronaldo Nazário, ou Ronaldo o Fenômeno como é mundialmente conhecido se envolveu em uma tremenda saia justa com travestis no Rio de Janeiro, de lá para cá todos os programas da mídia impressa e falada noticiaram a vida e o cotidiano de travestis no Brasil, ficamos sabendo que o Brasil tem o maior contingente de travestis do Mundo, que não existe nenhuma pesquisa para detectar-se quem são essas travestis, quais sãos suas necessidade e anseios, coisa que já era previsível, pois o poder de representatividade no Brasil não ampara nenhuma das iniciais da sigla GLBTT, estima-se que tenha na cidade de São Paulo em torno de 30 mil travestis e 6 mil no Rio de Janeiro. Um grupo desse tamanho não tem representatividade nas políticas públicas por falta de liderança, porém temos um outro problema, gay não vota em gay, ou seja, gays não são representados e não têm direitos assegurados, apenas deveres, porque querem, o exercício de cidadania geraria a liberdade social para os gays do Brasil.

A Revista Época dessa semana publicou uma reportagem que tem como tem o cotidiano da vida das travestis no Brasil, na reportagem a travesti Márcia afirmou para a revista que seus clientes são héteros de cabeça aberta, não concordo com a posição da travesti, e argumento com os dados da reportagem dado pelo antropólogo Don Kulick que conta que fez um levantamento com travestis em Salvador, e segundo a tiragem amostral que ele pegou, 27% dos homens que procuram as travestis, procuram para serem passivos, bem sabemos que gays puro sangue como o Léo Carioca, o Jean, o Douglas (meu namorado) e eu, não procuramos travestis pra nos satisfazermos sexualmente, travestis são procurados por héteros, e homem hétero que é hétero de verdade não gosta ou não deveria gostar de ser penetrado, a meu ver, homens que saem com travestis são héteros mal resolvidos, são bissexuais que não querem assumir sua sexualidade, são pessoas que se reprimem, e acham que ficar com uma travesti, com uma mulher de curvas avantajadas e com algo a mais, os eximem de serem gays ou bissexuais.

Já a travesti Flávia que é casada e mora no centro de São Paulo disse que 9 de 10 clientes que ela atende querem ser penetrados, ela afirma que uma travesti que não é bem dotada não adianta ir para as ruas, pois dinheiros ela não ganhará dinheiro. Para mim a definição de gay é: “Gay é o indivíduo (homem ou mulher) que sempre atração por pessoas do mesmo sexo”, levando em consideração que sexo na sua definição mais genérica é o órgão sexual, pênis ou vagina, logo, um indivíduo que sente atração por travestis é gay ou bissexual, e isso se confirma quando boa parte dos cliente procuram o travestis para sentiram o prazer de um corpo feminino com algo a mais penetrando neles.

Não concordo quando dizem que um homem que sai com uma travesti é um hétero com a mente aberta, a meu ver ele é um gay ou bissexual com a mente muito fechada, pois pensam que só pelo fato de estarem saindo com um individuo biologicamente masculino, mas com um corpo feminino não são gays, tais indivíduos são tão gays quanto qualquer outro gay.

E você, o que pensa a respeito, você acha que homens que saem com travestis são heterossexuais de cabeça aberta?

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quinta-feira, 6 de março de 2008

Sem Rótulos






Seja













Sempre











Você







Mesmo