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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Índia expõe cartas que mostram a intimidade de Gandhi

Exposição em Nova Délhi vai exibir a partir desta quarta-feira a coleção de cartas pessoais trocadas entre Mahatma Gandhi e o fisiculturista sul-africano Herman Kallenbach com quem o líder pacifista teria mantido um relacionamento amoroso. O material foi comprado pelo governo indiano no ano passado, antes de ir a leilão pela casa Sotheby's, em Londres, na tentativa de ocultar a intimidade de Gandhi. A organização da mostra não informou se vai exibir a coleção completa, o que inclui juras de amor trocadas entre eles.

A data de abertura da exposição coincide com o 65º aniversário do assassinato de Gandhi por um extremista hindu. "Esses documentos esclarecem os anos de Gandhi antes de se tornar um líder político", disse o chefe do Arquivo Nacional, Mushirul Hasan, responsável pela mostra.

Gandhi viveu em Johannesburgo com Kallenbach por dois anos a partir de 1907, antes de retornar à Índia em 1914, onde ajudou a unificar o movimento político contra o domínio colonial britânico.

A relação com Kallenbach é tema de especulações e boatos há anos. A proximidade entre os dois foi recentemente contada no livro Grande Alma: Mahatma Gandhi e Sua Luta com a Índia, do jornalista americano Joseph Lelyveld. "Como você tomou completamente a posse de meu corpo?", afirma Gandhi em uma carta para Kallenbach reproduzida na publicação.

"Esta é a escravidão com uma vingança", ressalta o homem conhecido como o pai da independência da Índia em outro trecho.

Diante da proibição das vendas do livro em algumas partes da Índia, Lelyveld negou ter sugerido em seu livro a bissexualidade de Gandhi. "A palavra bissexual não aparece em qualquer parte do livro", escreveu ele mais tarde. 

A Índia tem manifestado sua inquietação com os leilões dos pertences privados de Gandhi, considerados um insulto à memória de um homem que rejeitou a riqueza material.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A maior ação de destruição a terreiros de Umbanda e Candomblé no Brasil completa 100 anos

Alagoas lembra hoje os cem anos do dia em que - nas vésperas do Carnaval - uma massa de populares, liderada por veteranos de guerra e políticos, invadiu, depredou e queimou os principais terreiros de Xangô em Maceió, espancando líderes e pais de santo dos cultos afros. Considerada um dos mais emblemáticos casos de racismo e intolerância religiosa do Brasil, a noite fatídica daquele 2 de fevereiro de 1912 ficou conhecida como “O Quebra de Xangô”.

O movimento foi organizado por integrantes da Liga dos Republicanos Combatentes em Maceió, sob a liderança do sargento do Exército Manoel da Paz, veterano da guerra de Canudos, na Bahia. “Muitos foram pegos de surpresa e apanharam pelas ruas até chegar à delegacia, na calada da noite. Outros tiveram a oportunidade de fugir para estados como Bahia, Pernambuco e Sergipe”, assegura o professor de História e pesquisador Célio Rodrigues, o “Pai Célio”, um dos grandes difusores da religião de matriz africana no Estado.

Também denominada como Operação Xangô, o movimento tinha um forte viés político com o objetivo de afastar do poder o então governador do Estado, Euclides Malta, que já administrava Alagoas por 12 anos seguidos e era considerado um amigo dos líderes religiosos massacrados.

Na época do Quebra, o movimento que desencadeou a postura intolerante contra a religião de matriz africana contou com o apoio da imprensa oposicionista, notadamente o Jornal de Alagoas. Nos trechos de seus artigos e matérias, termos pejorativos sempre eram direcionados ao governador por este se relacionar com os xangôs. Na série de matérias intituladas “Bruxaria”, publicada nos dias consequentes ao episódio, a suposta relação de Euclides Malta com os xangôs denota a mãe de santo Tia Marcelina como sua “feiticeira” protetora.

“Os relatos são de que a multidão induzida pela Liga dos Republicanos Combatentes - oposição - entrou quebrando tudo que via pela frente, no auge do ritual, quando alguns seguidores ainda tinham o santo na cabeça. Bateram nos filhos de santo e queimaram objetos sagrados numa grande fogueira”, diz Fernando Gomes.

O pesquisador Célio Rodrigues acrescenta que foi uma perseguição também aos negros em geral. “Essa Liga foi feita para dizimar as religiões de matriz africana e, por tabela, os negros, pois naquela época Maceió era habitada por muitos ex-escravos e seguramente uma das maiores cidades negras do Brasil”, defende ele.

O governador Teotonio Vilela Filho assinou, nesta quarta-feira (1º), às 17h30, um pedido de perdão oficial do Governo de Alagoas a todas as comunidades de terreiros de Alagoas

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Novo Club Gay Revoluciona com Tecnologia 3D

No coração do movimento gay paulistano, região da república e Arouche, o Shiva abre suas portas com festas destina aos ursos, homens com barba, barriguinha e pelos. A Bear Planet 3D Experience acontece no dia 22 de outubro, sábado.

O Shiva vai funcionar na Rua Bento Freitas, 353, com vários diferenciais que a coloca na frente de muitas casas da região. A casa contará com um open air, terraço que funciona como fumódromo, lounge, duas pistas, jardim snooker e cliperama. Vai ser a primeira casa a utilizar óculos prismáticos em uma festa.

Comandando as cabines, na Bear Planet 3D Experience, estão na Pista Pop Shiva os djs Giraldi (Máfia Club Bears), Juliano Lopes (Bear Secreto) e a abertura fica por conta de Raziel. Já na pista Trend tem abertura de Zek Paranhos, seguido de Mark Rocha (Bear Planet@D-Edge), Beto Gomes (Festa Jaca) e José Jr. (A Lôca).

No meio gay, onde o culto ao corpo é reverenciado por muitos como religião. o mesmo acontece no meio bear com seus admiradores. A mesma admiração que muitos tem pelos tonos musculares esculpidos em academia, os chasers tem pelos pelos, barba e barriga dos ursos e suas variantes. São Paulo conta com várias festas destinadas aos gordinhos, onde muitos tiram a camisa e viram sensação na pista.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Porque Voto em Bruno Covas (45145)

Conheci o Bruno Covas através do Oziel, amigo de faculdade, militante do PSDB e assessor do subprefeito da Cidade Tiradentes. Antes de encontra-lo pessoalmente, fui num coquetel da Revista Dinamite, idealizada de DJ Pompa, onde o parlamentar foi homenageado. Quando fui no gabinete do Bruno, vi o prêmio exposto na estante e comentei que estava presente no coquetel. Na nossa reunião, falamos sobre diversidade, frente que o Deputado atua e apresentou diversos projetos que vão de encontro aos anseios da comunidade LGBT. Voto no Bruno porque ele é um político participativo e tem o seu trabalho para provar sua competência.

Marcos Freitas, blogueiro e integrante da Diversidade Tucana


Conheci Bruno Covas quando ele foi trabalhar na Assembleia Legislativa. Isso foi em 2004/2005. Ele sempre foi muito interessado pelo Legislativo. Acompanhava o Plenário, as Comissões e a vivência política ele tinha desde o berço. Bruno chegou ao Parlamento nas eleições de 2006 e ja neste primeiro mandato mostrou a que veio. Preocupado com as oportunidades para a juventude, tem se destacado na Casa Paulista e investido em propostas de políticas publicas na área da educação, principalmente o ensino técnico, na área da cultura e lazer. Bruno Covas é hoje um dos principais defensores dos direitos humanos na Assembléia, com destaque para os direitos LGBT´s. Por tudo isso eu vou votar nele no dia 3, por seus compromissos e por ter acompanhado a sua trajetória no Parlamento.

Rachel Macedo, advogada e integrante da Diversidade Tucana

Também quer deixar o seu apoio ao Bruno Covas e dizer quais os motivos te levam a votar nele? Me mande um emai (marcosfreitas81@gmail.com) com o assunto "Porque Voto em Bruno Covas" e juntos vamos fazer uma corrente do bem em favor da Diversidade.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Stonewall Indiano

Hoje se rompe uma grande barreira na luta contra a homofobia na Índia. A lei 377 do código penal indiano de 1860 que diz que “todo indivíduo que voluntariamente tiver relação sexual tida como contra a ordem natural da natureza, com homem, mulher ou animal, será punido”. foi revogada, tirando os gays indianos da margem da sociedade. Notamos que teoricamente o crime não é era gay e sim praticar o sexo anal. Como nas relações lésbicas não há penetração, o lesbianismo não era crime na índia. A Índia deixa o enorme grupo de países que criminalizavam a homossexualidade. O grupo soma 79 países que punem com a força da lei os indivíduos homossexuais, a grande parte desses países criminaliza a homossexualidade por conta dos valores religiosos.

A corte indiana considerou a lei discriminatória e uma "violação dos direitos fundamentais". A lei é uma herança tempo em que o país era uma colônia britânica e que qualificava sexo entre indivíduos do mesmo gênero como "um atentado contra a natureza". Assim como qualquer outra matéria que é tratada no meio jurídico, a decisão da Alta Corte poderá ser contestada, pois os valores sociais conservadores ainda são fortes no país.

Militantes gays em todo o país comemoraram a decisão do tribunal em Déli e disseram que este é o "Stonewall da Índia", em referência a rebelião provocada por uma batida policial em 1969, no bar gay Stonewall, em Greenwich Village, marcou o lançamento do movimento contemporâneo pelos direitos dos homossexuais, dando origem a Parada do Orgulho Gay de Nova York e se espalhando pelo Mundo inteiro. A luta gay na Índia não está por encerrada, esse é o ponto de partida para os gays indianos começarem a cobrar os diversos direitos fundamentais que lhes são negados. A índia apenas deixou de criminalizar, mas não passou a defender os cidadãos homossexuais dos abusos e das negações sociais.

Estima-se que 8% dos homens homossexuais na Índia são portadores do vírus HIV, em comparação a menos de 1% na população do país. A descriminalização da homossexualidade dará mais segurança aos gays irem ao médico tratarem da infecção e receberem informações sobre os meios de contagio. Lideres hindu, mulçumanos e cristãos se manifestaram contra a medida e com certeza essa história não terminará por aqui. Acabamos de ver o primeiro capitulo da luta das conquistas dos direitos dos cidadãos homossexuais da Índia. Espero que os próximos capítulos sejam tão felizes como quanto este, um verdadeiro marco para a história da conquista dos direitos humanos.