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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Entrevista de Cássio Rodrigo para o Site #VoteLGBT

1. Quais são suas principais propostas para a população LGBT? 

– Atuar junto com a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, com as Coordenações de Políticas para as Populações Negra e Indígena e da Diversidade Sexual, bem como com outros órgãos da Pasta, no sentido de ampliar as ações de enfrentamento ao racismo, à homofobia, à xenofobia e a outras formas de intolerância, principalmente por meio da divulgação das leis estaduais que proíbem esse tipo de crime no estado de São Paulo; 

– Buscar a implementação de fundos para custear ações de enfrentamento ao racismo, à homofobia, à xenofobia e às demais formas de discriminação e preconceito; 

– Atuar junto à Secretaria de Segurança Pública, visando a ampliação e descentralização da DECRADI (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) para o interior do Estado de São Paulo; 

– Buscar a interlocução com a Secretaria de Segurança Pública para a ampliação do escopo da disciplina de Direitos Humanos, ministrada para a Polícia Civil e Militar, visando à quebra de estigmas para com a população negra e LGBT; 

– Atuar junto à Defensoria Pública do Estado de São Paulo para interiorização do atendimento do Núcleo de Combate à Discriminação; 

– Criar um núcleo junto ao mandato para receber as denúncias e demandas por segurança pública com os recortes do racismo, homofobia, xenofobia e demais registros de discriminação ou intolerância. 

– Fomentar, junto à Secretaria de Estado da Cultura, a inserção de diferentes grupos culturais, como a cultura popular, o samba, a tradicional, a negra, a LGBT, a cigana, a nordestina, a dos povos latino-americanos, dentre outras, nos programas já estabelecidos – Circuito Cultural Paulista e Virada Cultural Paulista; 

– Buscar a ampliação dos Editais ProAC de Diversidade Cultural – Hip Hop, Negro, Indígena, Tradicional e LGBT; 

– Fomentar e ampliar a ação do Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual – Museu da Diversidade Sexual, visando seu fortalecimento e plena efetivação; 

– Dar visibilidade aos produtores e artistas negros, ciganos, indígenas, LGBT e deficientes nos programas e projetos culturais do estado de São Paulo; 

– Realizar a interlocução com o governo para a ampliação dos programas e projetos sociais, visando o incremento das questões de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero, deficiência e geracional; 

– Articular, junto ao governo de São Paulo, o incremento de programas de geração de renda e trabalho, com enfoque de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero, deficiência e geracional; 

– Buscar junto ao governo o fomento, ampliação, implementação e monitoramento do Selo Paulista da Diversidade, como forma de inserir, nos meios formais de trabalho, o recorte de gênero, raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero e deficiência; 

– Articular, junto à rede estadual de educação, a ampliação das atividades, projetos e programas de combate ao bullying, como a ampla divulgação e distribuição da cartilha estadual de combate ao bullying. 

2. Quais outras propostas da sua candidatura você gostaria de destacar? 

– Criar o debate, junto às prefeituras, sobre a importância da cultura e da produção cultural, visando a criação de linhas de fomento municipais em todo o Estado de São Paulo; 

– Fomentar a profissionalização de grupos artísticos formados por pessoas com deficiência, visando a inserção artística plena desses grupos na produção cultural paulista; 

– Fomentar, fortalecer e buscar a plena efetivação do Selo de Acessibilidade Comunicacional nos equipamentos da Secretaria de Estado da Cultura, bem como junto às prefeituras paulistas; 

– Articular a inserção de programas e projetos voltados para a economia criativa no âmbito estadual, como forma de geração de renda e trabalho, com profissionalização e inserção no mercado formal e informal; 

– Articular, junto à rede estadual de educação, a ampliação das atividades, projetos e programas relativos às Leis 10.639/03 e 10.645/2008, que incluem, no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. 

3. Qual sua mensagem para as eleitoras e os eleitores LGBTs? 

Acredito que a comunidade LGBT, unida, possui uma força política da qual nem ela ainda se deu conta. Se pudermos eleger nossos representantes, sim, por serem lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, empenhados e combativos na luta contra a homofobia, poderemos começar a mudar o cenário político atual.

domingo, 28 de setembro de 2014

Entrevista de Floriano Pesaro para o Site #VoteLGBT

1. Quais são suas principais propostas para a população LGBT? 

O respeito ao Estado laico por todas as esferas do poder. 

Equiparar a prática da homofobia/lesbofobia/transfobia e bifobia à prática do racismo como crime inafiançável e imprescritível. 

Fortalecimento do Conselho Nacional LGBT. 

A inclusão, no currículo escolar, de conteúdo relativo a promoção dos direitos humanos, ressaltando a importância da igualdade de gênero, igualdade racial, respeito à diversidade, a inclusão de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, bem como das populações LGBT, indígena e outros grupos vulneráveis social ou economicamente. 

O respeito à orientação sexual e à identidade de gênero, apoiando as leis que estão tramitando no Congresso, como a lei de identidade de gênero, casamento civil igualitário e outras. Implementação, fiscalização e acompanhamento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBT. 

2. Quais outras propostas da sua candidatura você gostaria de destacar? 

Além da inclusão tenho propostas nas áreas da Educação, Gestão Pública (Governo Eletrônico, e a prestação de serviços públicos por meio eletrônico), Reforma Política e Mobilidade Humana. 

Defendo o voto distrital misto com financiamento público de campanha, para que haja mais representatividade na política, além da diminuição de gastos, e adoção de uma cláusula de desempenho para a obtenção de recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e televisão. 

3. Qual sua mensagem para as eleitoras e os eleitores LGBTs? 

Em 2005, antes dos meus dois mandatos de vereador, como Secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, criamos o Centro de Referência da Diversidade – CRD, que trabalha com mulheres, crianças, negros, pessoas com deficiência, idosos, homossexuais, travestis e outros grupos e pessoas em situação de vulnerabilidade. 

Como vereador propus a Lei nº 15.900/13, que incluiu o Dia Municipal de Luta Contra a Homofobia, Lesbofobia e Transfobia no Calendário Oficial da Cidade de São Paulo, e do Projeto nº 147/2013, que institui a Política Municipal de Promoção da Cidadania LGBT e Enfrentamento da Homofobia e lutei contra o Dia do Orgulho Hétero e a proibição da Parada na Av. Paulista. 

Propus também o Projeto de Lei 497/2009 que proíbe discriminação motivada por etnia, deficiência, origem, gênero, classe social e geracional e contra a população LGBT em estabelecimentos comerciais, industriais, de serviços e similares na nossa capital. Isso quer dizer que se ocorrer discriminação em qualquer estabelecimento a empresa também será responsabilizada. O objetivo é difundir a importância de um treinamento adequado aos funcionários desses estabelecimentos e a importância de se cultivar o respeito e a proibição de atitudes discriminatórias, que deverão ser combatidas, independentemente de serem praticadas por empregados ou por clientes. 

Nas eleições 2014 sou candidato a Deputado Federal, meu número é 4544. São Paulo é uma cidade plural, construída por mulheres e homens, vindos de todas as partes do Brasil e do mundo. A diversidade não poderia encontrar melhor lugar para se expressar culturalmente. A cidade com a maior Parada LGBT do mundo não pode mais ser a que ostenta números assustadores de casos de violência de gênero ou motivada por orientação sexual! Vamos lutar para sermos de fato uma cidade de vanguarda, que respeita e coexiste com as diferenças. É essa a contribuição que se espera de nós!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Plano de Governo de Aécio Neves contempla população LGBT

Como determina a Justiça Eleitora para todos os candidatos nas próximas eleições, Aécio Neves (PSDB) divulgou as diretrizes gerais de seu Plano de Governo. O compromisso com a Comunidade LGBT surge oito vezes em seu plano, contemplando também outros segmentos historicamente esquecidos pelo Governo Federal. Aécio usa a sigla "LGBT" seis vezes e a expressão "orientação sexual" outras duas vezes.
Nosso governo buscará a renovação do compromisso com os princípios de igualdade, segurança e paz - o trinômio dos direitos humanos modernos. Será dada forte prioridade às políticas afirmativas em relação aos setores mais vulneráveis de nossa sociedade, em especial às mulheres, idosos, crianças, afrodescendentes, LGBT, quilombolas, ciganos, povos indígenas e pessoas com deficiência.
Tamanha abrangência coloca a Comunidade LGBT nas principais áreas do possível futuro governo, inclusive na superação sistemática da homofobia.

As citações aos LGBT estão condensadas no ponto em que enumera os compromissos com os Direitos Humanos. Dentre as diretrizes estão a elaboração do 4º Plano Nacional de Direitos Humanos para "completar e aperfeiçoar as políticas pública relativas aos Direitos Humanos" e cita dentre as "populações vulneráveis" os LGBT.
Elaboração do 4º Plano Nacional de Direitos Humanos que, no marco dos princípios constitucionais do nosso Estado Democrático de Direito, complete e aperfeiçoe as políticas públicas relativas aos direitos humanos, em especial quanto aos setores mais vulneráveis como mulheres, crianças, idosos, afrodescendentes, LGBT, quilombolas, ciganos, pessoas com deficiências, vítimas da violência e indígenas.
Aécio também pretende estimular os "movimentos afrodescendentes, LGBT, indígena e cigano para a promoção de eventos contra o racismo e a homofobia". E fala da ampliação da "participação da comunidade LGBT nos debates do Programa Brasil Sem Homofobia, e articulação deste programa como iniciativas estaduais e municipais".

O candidato Tucano inova e se compromete a manter uma oitiva permanente, através do Fórum Nacional de Diálogo, das reivindicações dos movimentos sociais que lutam pela garantia de direitos de negros, indígenas, ciganos, quilombolas e LGBT".

A população LGBT também é citada no projeto de articular políticas de saúde, assistência social, educação, previdência, Direitos Humanos e justiça "para garantir que o governo atue de forma permanente e integrada na defesa e no acesso a todos os direitos sociais" de comunidades como a LGBT.

O Plano de Aécio garante ainda o apoio e linhas de pesquisa universitárias relativas a questão étnico racial e de diversidade sexual e organização de Protocolo de Prevenção ao Racismo e Discriminação por Orientação Sexual com "participação de polítidas de justiça, direitos humanos, assitência social, educação, saúde e igualdade racial em ampla parceria com a sociedade civil".

Em entrevista concedida a Folha de São Paulo, em maio de 2013, Aécio declarou ser a favor da união cívil entre homossexuais e afirmou que a polêmica em torno do pastor Feliciano (PSC/SP) "foi longe demais", classificando o congressista como "despreparado".

domingo, 13 de abril de 2014

Love is All You Need?

O filme já é antigo, mas conheci recentemente. O curta conta a história de Ashley, uma jovem adolescente que fruto da “família americana perfeita” nos subúrbios da Califórnia – com duas mães, dois vovôs, dois tios e um irmão mais novo. Mas Ashley tem um problema – ela tem uma queda por um garoto na escola, que é contra tudo o que este mundo já lhe ensinou.

Ashley vive em um mundo onde os termos “gay” e “hétero” são trocados, esta jovem tem que enfrentar o fato de que ela é em hétero em um mundo gay. Esta atração incontestável para o sexo oposto faz com que ela seja alvo constante de abuso verbal e físico, até que ela é guiada a um fim trágico.

Este curta-metragem é o primeiro de um projeto de duas fases idealizado por Kim Rocco Shields, que também escreveu e dirigiu o filme. Vale a pena assistir e refletir. 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Primeiro hit de Hip-Hip Gay é favorito na Premiação do Grammy Awards

Acontece neste domingo, em Los Angeles, a entrega do 56º edição do Grammy Awards, a premiação mais importante do mundo da música. São 82 categorias, que contemplam todos os estilos, desde música clássica e ópera aos mais comerciais como pop, country, rap e rock, o Grammy entrega no palco apenas uma parte dos troféus. 

Na categoria “Canção do Ano”, está o hit gay “Same Love”, da dupla de hip-hop Macklemore & Ryan Lewis. A dupla, que prega o amor sem fronteiras de gênero, também concorre nas categorias “álbum do ano” e “artista revelação”. 

A música compõe o álbum de estréia da dupla e ganhou amplo apoio da Comunidade LGBT dos Estados Unidos. O seu lançamento aconteceu no dia 18 de junho de 2012 e conseguiu alcançar as primeiras posições na Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido. A letra faz referência ao apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Um dos grandes momentos da noite, será a participação de Madonna, no dueto com a dupla Macklemore & Ryan Lewis, na música "Same Love". Durante a apresentação, acontecerá uma cerimonia de casamento coletivo, onde 34 casais, de diferentes orientações sexuais, irão declarar seu amor para o mundo todo.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Contribua para o documentário sobre Relacionamento Aberto

Fabrício Viana, escritor e bacharel em psicologia, tem até o dia 20/08/2013 para arrecadar R$ 8 mil para a produção de um documentário sobre Relacionamento Aberto. Para que este valor seja atingido, Viana utiliza o sistema de doações do site Catarse.Me. “O site é baseado em financiamento coletivo, você entra no link do documentário, clica no botão APOIAR ESTE PROJETO e faz a doação online no valor que quiser.”, explica Viana. 

Quem doar R$ 30,00 ou mais, terá seu nome nos créditos finais do filme. Quem doar R$ 100,00 ou mais, além dos créditos no final do filme ganhará de presente um DVD do documentário autografado. Para empresas e ONGs que desejarem ter sua logomarca no início do filme e no site do documentário, poderá fazer sua doação de R$ 2.500,00 (com limite de até 6 apoiadores). 

“A ideia é que as pessoas ajudem com qualquer valor. Se você só pode R$ 5, ótimo. Se só pode R$ 10, ótimo também. E não só com grana, mesmo já tendo algumas pessoas em mente, preciso de mais contatos para entrevistar, divulgar o projeto em sites e blogs. Estou correndo contra o tempo e toda a ajuda é bem vinda.”, explica Viana. 

Para apoiar o projeto, basta entrar no site do Catarse e clicar me apoiar este projeto. Se você não quer ter seu nome divulgado, na hora do apoio, escolha a opção manter anonimato: mesmo que você se identifique durante a transação, seu nome não será exposto. Se quiser fazer sua doação sem passar pelo Catarse.Me, basta escrever diretamente para o autor. “Eu prefiro que tudo seja feito pelo site Catarse.me, pois se o valor não for atingido, a grana é devolvida e o documentário não é realizado. E eu quero muito produzir! Precisamos mostrar pra sociedade que existem outras formas de se relacionar que não seja apenas a tradicional, aprendida, reproduzida e repassada sem questionamentos”, finaliza Viana. 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Reação de um Garoto ao Conhecer um Casal Gay

Esse vídeo deixa bem claro que o preconceito e o ódio é um comportamento aprendido, condicionado e repetitivo. Uma criança nasce livre de preconceitos. 


Seres humanos como o Pr. Silas Malafaia, Marco Feliciano, Magno Malta, Rozangela Justino, Jair Bolsonaro, entre tantos outros que vão contra os Direitos LGBT e ganham a mídia nacional, são pessoas que aprenderam a discriminar o odiar e hoje fazem isso em nome de Deus e muitos desses usam a tribuna da Casa Legislativa mais importante desse país para destilarem o ódio.

Quando alguém se opõe a algo com tanta veemência, é porque aquela luta lhe toca no íntimo, de certa forma esses cidadãos não estão lutando contra o Movimento LGBT, estão lutando contra eles mesmo.

O casamento gay não deveria interferia na vida de nenhuma outra pessoa que não seja gay. Se alguém é contra o casamento gay, não case com um gay. Fico estarrecido quando vejo as manifestações no Brasil, na França, nos EUA e em tanto outros lugares do Mundo. Não estamos lutando pelo direito de ir na Casa das Alianças e comprar um anel de 18 quilates e mostrar isso para quem possa interessar. Estamos lutando pelo direito a herança, pelo direito a previdência, pelo direito de poder financiar um apartamento com o nosso companheiro, pelo direito de morrer e saber que juridicamente deixamos quem amamos a vida inteira amparado pela justiça.

Lutar contra os direitos civis dos homossexuais é negar os direitos constitucionais básicos e fundamentais para a manutenção a vida. Negar os direitos dos homossexuais é banir de todas as formas os avanços econômicos que duas pessoas que se amam querem galgar. Lutar contra os direitos civis de homossexuais é tirar a pureza que todas as crianças nascem com ela e formar cidadãos de segunda classe, que pensam apenas em si mesmo e fazem de tudo para impedir que um terceiro tenha os mesmos direitos que lhe são garantidos.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Barriga de aluguel domina debate sobre casamento gay na França

A circular do Ministério da Justiça da França facilitando a obtenção da nacionalidade francesa para bebês nascidos de uma barriga de aluguel no exterior, mas de pai francês, é o assunto em destaque na imprensa nesta quinta-feira. Os jornais destacam a polêmica que inflamou a classe política no momento em que os deputados analisam o projeto que autoriza o casamento gay na França.

O conservador Le Figaro diz que a circular emitida pelo ministério da Justiça provocou uma verdadeira tormenta no país. A iniciativa da ministra Christiane Taubira despertou a ira da direita e causou mal-estar na esquerda, segundo o jornal. Para Le Figaro, apesar de a ministra ter dito que a gestação por meio de uma barriga de aluguel continuará proibida na França, ela não convenceu ninguém. A direita vê na circular um primeiro passo para, no futuro, autorizar a procriação assistida, como pedem diversas associações de direitos dos homossexuais.

Para o progressista Libération, apesar de não estar no texto sobre o projeto de lei do casamento gay, a circular da ministra da Justiça caiu como uma luva nas mãos dos conservadores. Deputados dizem que o tema reforçou a mobilização da direita contra o casamento homossexual. Os deputados que entraram na batalha sem muita convicção de ganhar agora encontraram um argumento para torpedear o projeto.

Em seu editorial, o católico La Croix retoma uma pergunta feita por um político de centro: a circular do governo foi um erro involuntário ou uma provocação ? Muitos vão criticar a famosa hipocrisia francesa, escreve o jornal. Isso porque vai reconhecer uma criança concebida por meio de uma prática que é proibida na França.

La Croix indaga se a lei que proíbe a barriga de aluguel, criada para evitar o comércio do corpo e motivada pelo respeito devido às mulheres, principalmente as mais pobres, vai resistir por muito tempo.

Le Parisien considera que o tema da "barriga de aluguel" veio atrapalhar o debate sobre o casamento gay. O jornal publica também o depoimento de uma francesa que vive nos Estados Unidos e se diz feliz em poder ajudar casais franceses estéreis a realizarem o sonho de ter filhos.

Sandrine, de 41 anos, diz que para a sociedade americana, não cabe ao Estado dizer quem tem e que não tem o direito de ter filhos. Visto dos Estados Unidos, o debate na França é arcaico, escreve Le Parisien.