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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Sobre Memórias de um Gigolô, Heranças Culturais e Saudosismo

Assistindo o musical "Memórias de um Gigolô", ambientado na São Paulo da década de 30, fiquei pensando em qual herança cultural deixaremos para as futuras gerações. Estamos vivendo um marasmo em vários setores de produção musical, artística e arquitetônica.

Na década de 30, o então presidente Getúlio Vargas, criou a estrutura dos sindicatos ligados ao governo, até mesmo para equilibrar as disputas de classes que foram tão acaloradas naquela época. Foi um período de intensa produção no país e que hoje observamos vários traços arquitetônicos deixados por aquela época.

Nossa cidade foi construída com o crescimento industrial e estamos migrando nossas atividades para o serviço, deixando inúmeros imóveis vazios e sem uma outra forma viável de ocupação. Muitos dos imóveis, que ocupavam as grandes empresas de São Paulo, estão virando igrejas e alguns sendo demolidos para a construção de outros imóveis, frios e envidraçados, sem nenhuma conexão com o seu entorno.

Na música, apesar de gostar de muitas produções que estão fazendo sucesso, não consigo identificar algo que irá marcar de verdade nossa geração. Temos muitos cantores que estouram nas paradas e depois de alguns anos não ouvimos mais.

Vivemos numa época da informação descartável, onde diariamente somos bombardeados pelos mais diversos assuntos, que tem uma validade reflexiva muito curta, até cair no completo esquecimento.

Ainda falando sobre "Memórias de um Gigolô", me chamou a atenção a forma que eles idolatravam os anos 30, da mesma forma que hoje recordamos com muito saudosismo dos anos 80 e 90. Já ouvi esse papo antes, dos meus pais falando dos anos 60 e 70, acho que essa defesa da sua época não terá fim, sempre seremos impactados pelo o que de melhor existiu em nossa geração e tudo isso nos moldará como cidadãos.

Gosto muito da produção musical dos anos 80 e 90, principalmente no que se refere ao Pop Rock Nacional e a MPB. Provavelmente estamos replicando o mesmo comportamento da veneração dos anos 30, retratado no musical e talvez daqui alguns anos, Ivete Sangalo seja a nova Elis Regina e o Luan Santana e novo Tom Jobim.

sábado, 25 de abril de 2015

Meu Ibira: O presente é todo nosso

Um dos orgulhos dos paulistas e paulistanos, é o Parque do Ibirapuera. Um verdadeiro pulmão de resistência, na maior cidade da América Latina e que parece um verdadeiro coração de mãe. Todo mundo se encontra no Ibira e convivem muito bem.

Pensando nesses frequentadores, apaixonados pelo Ibirapuera, a Rede Globo resolveu presentear a cidade com o aplicativo "Meu Ibira". A interação do app é bem parecida com a do Facebook, com um mural onde podemos visualizar as atividades dos amigos. Na categoria explorar, encontramos as atividades do parque, divididas em categorias, como esporte, bem-estar, cultura, brincadeiras, natureza, entre outros. Um grande diferencial do app é um mapa, onde encontramos todos os pontos interessantes, com fotos e curiosidades do parque.

Um dos meus cantinhos prediletos do Ibirapuera, é o Museu AfroBrasil, dedicado a valorização da cultura negra, o museu conta com várias exposições itinerantes e uma permanente, sobre a história do orixás. Todas as vezes eu vou ao parque, tenho que ir ao Museu.

Também gosto muito da fonte, presente do Grupo Pão de Açucar, na ocasião do aniversário de 450 anos da Cidade de São Paulo. Sentar no gramadinho e ficar vendo o show pirotécnico, é arrebatador. Tem também o "Planetário", que marcou a infância de quase todos os moradores de São Paulo. O parque é um dos pontos mais democráticos da cidade, onde todas as tribos se encontram.

A aplicação ainda está muito lenta. Tive que tentar algumas vezes para concluir o meu cadastro. Como o app foi lançado hoje, deve estar enfrentando alguns bugs. Também não consegui localizar os meus amigos, talvez nenhum tenha baixado. Seria muito bom se a Secretaria de Estado da Cultura desenvolvesse um app parecido. Temos um ótimo circuito cultural na região central, pouco aproveitado pela população.


sábado, 25 de janeiro de 2014

São Paulo em Fotos

Algumas imagens que registrei desta cidade que tanto amo. Cidade sensível, cidade nervosa, cidade bonita, cidade de todas e todos.

Prefeitura de São Paulo
Casa das Rosas
Museu AfroBrasil
Câmara Municipal de São Paulo
Auditório do Ibirapuera
Um dos edifícios mais bonitos do centro
Catedral da Sé
Secretaria Municipal de Educação
São Paulo e suas desigualdades
São Paulo da Diversidade
São Paulo das chuvas
São Paulo dos alagamentos
São Paulo de todas e todos

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O Quilombo da Barra Funda está em festa! Camisa Verde e Branco celebra seus 100 anos

Ontem fui na celebração que abriram as comemorações dos 100 anos de história da Camisa Verde e Branco. O início remonta a 1914, quando foi criado o "Grupo Carnavalesco Barra Funda", liderado por Dionísio Barbosa, filho de escravos e um dos primeiros negros a nascerem livres no Brasil. Nesse grupo carnavalesco, os homens saíam pelas ruas do bairro da Barra Funda vestidos de camisas verdes e calças brancas.

Durante o Estado Novo, os integrantes do Grupo Carnavalesco Barra Funda foram confundidos com simpatizantes da Ação Integralista Brasileira, partido político de Plínio Salgado, e por isso perseguidos pela polícia de Getúlio Vargas, até deixarem de desfilar em 1936. De certa forma, para época, esse grupo era considerado um Quilombo urbano devido às características e costumes de seus integrantes.

Foi uma festa muito bonita, com a presença do Grupo de percussão feminina Ilú Obá de Min. Gostei muito da temática que destaca a história do Bairro da Barra Funda e a valorização da Cultura Negra. Nesse Carnaval de 2014 para entrar na passarela do samba, a Camisa Verde e Branco pedirá a licença a todos os Orixás, Deuses, Santos e aos Mestres Dionísio Barbosa, Seu Inocêncio Tobias, Dona Sinhá e Carlos Alberto Tobias, pois o Quilombo está em festa e a Camisa Verde e Branco celebra 100 anos de história.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Eleição do Conselho Estadual LGBT

Fiquei um pouco afastado do blog, por conta da Eleição do Conselho Estadual LGBT, onde disputei por uma vaga no segmento de gays. Foram dias corridos, onde tive que me dividir entre a campanha e o meu trabalho na Câmara de Vereadores.

Infelizmente não consegui pegar uma vaga de suplente, mesmo sendo o segundo gays mais votado do Estado, tendo um total de 22% dos votos da grande São Paulo. Estou analisando a possibilidade de entrar com um pedido de revisão no critério de distribuição de vagas, pois me senti prejudicado em ver gays que tiveram pouco mais de décimo da minha votação, ocupando cadeiras.

Tenho ciência que devemos respeitar a representatividade regional, mais também existe a representatividade dos votos e provei nas urnas que tenho o apoio da Comunidade LGBT em São Paulo, local onde se concentra um agenda ativa do Movimento LGBT e que justificaria a permanência de dois gays como suplente, até mesmo pelo fato da processo não ter sido esvaziado na Grande São Paulo, o que infelizmente aconteceu no interior.

Gostaria de agradecer muito todos os votos que obtive, fiz uma campanha intensa no Facebook e tenho certeza que muitos dos leitores do blog acompanharam esse processo e me deram o seu voto de confiança.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Estudante da USP é espancado e denuncia homofobia

Dois homens foram presos na terça-feira por tentativa de homicídio após terem espancado o estudante de Direito da Universidade de São Paulo (USP) André Baliera, de 27 anos. Ele voltava a pé para casa pela Rua Henrique Schaumann, em Pinheiros, na zona oeste, quando foi agredido.

Por volta das 19 horas, Baliera viu que alguém mexia com ele de dentro de um carro. Segundo a vítima, era o também estudante Bruno Portieri, de 25 anos, que o ofendia por sua orientação sexual. O universitário começou a discutir e Portieri saiu do carro.

Baliera fez menção de pegar uma pedra para se defender. Foi quando o motorista do veículo - o personal trainer Diego de Souza, de 29 anos - desceu e começou a agredi-lo. Ele só parou de bater no universitário quando policiais militares chegaram para ver o que ocorria e detiveram ele e o amigo.

Com escoriações na cabeça, dores no corpo e sem dormir, Baliera ainda estava confuso e transtornado na tarde da terça-feira. "Assumo que trocamos ofensas. Mas a atitude deles era de como se bater em alguém fosse a coisa mais comum do mundo."

Na noite de segunda, após a prisão, Portieri deu entrevista à TV Record e culpou a vítima pela agressão. "Apanhou de besta porque, se tivesse seguido o caminho dele, não teria apanhado." Segundo sua irmã, Portieri é "do bem" e estava no lugar errado na hora errada. "Foi um momento de fúria, não foi por homofobia. A imprensa está dando muita atenção para o caso, mas o menino (Baliera) está vivo", disse Polianne Portieri.

Joel Cordaro, advogado dos dois agressores, dá outra versão. "Tudo começou porque eles pararam na faixa de pedestre e a vítima mostrou o dedo do meio. Eles foram provocados", afirma. Segundo ele, não seria possível saber que André era homossexual apenas o vendo atravessar a rua. O advogado já entrou com pedido de habeas corpus.

Reação - André cursa o último ano de Direito. Na faculdade ajudou a criar o Grupo de Estudos sobre Direito e Sexualidade (Geds). Também trabalhou no Centro de Combate à Homofobia da Prefeitura de São Paulo. Amigos e integrantes de movimentos anti-homofobia já planejam nas redes sociais passeata na Avenida Paulista, "escrachos" (protesto em frente à casa dos agressores) e outras ações. 

Para o deputado federal Jean Wyllys, não foi um fato isolado. "Casos assim são uma reação à própria visibilidade da comunidade LGBT."

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Encontro de Frentes do Empreendedorismo discutem ações para 2012

O deputado Itamar Borges, coordenador da Frente Parlamentar do Empreendedorismo de da Guerra Fiscal reuniu na Assembleia Legislativa as Frentes Parlamentares de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Congresso Nacional e da Câmara Municipal de São Paulo, com a Secretaria do Micro Empreendedor Individual da PMSP e 20 representantes de entidades empresarias e órgãos de governo para preparação da solenidade de formalização de 450 mil Microempreendedores Individuais no Estado de São Paulo, que se realizará no próximo dia 19 de dezembro.

O encontro terá como foco o balanço das ações realizadas em 2011, os desafios para 2012, a comemoração por São Paulo atingir a marca de 450 MEI cadastrados e a identificação de ameaças e oportunidades relacionadas ao seguimento.

Os coordenadores das Frentes Parlamentares, deputados federais Mendes Thame e Vaz de Lima, o deputado Itamar Borges e o vereador Floriano Pesaro discutiram as necessidades e oportunidades para integrar e fortalecer as políticas públicas para os pequenos negócios, com o envolvimento do governo do Estado e dos Municípios Paulistas. Propuseram também concentrar esforços para que a totalidade das prefeituras de nosso Estado regulamente a Lei Geral em seus municípios. Para isso propuseram o envolvimento do CEPAM.

O secretário do MEI da Capital Natanael dos Anjos falou sobre os esforços e o êxito alcançado no cadastramento de 450 mil Empreendedores Individuais no Estado de São Paulo, sendo 130 mil na cidade de São Paulo. “É preciso dar seqüência a esse programa que tem porta de entrada e de saída, mas que precisa quebrar arestas existentes para ter sustentabilidade. A prefeitura de São Paulo fará um levantamento do perfil dos MEI em cada região da capital e irá procurar parceiros para apoiar esses empreendedores” disse.

Os representantes da FIESP, Marco Antonio dos Reis e Flávio Vital, falaram sobre o compromisso da Instituição com a produção e defesa da competitividade das empresas paulistas.

Wilson Gimenez Jr, do SESCON-SP, abordou as atividades do MEI e a necessidade de se aperfeiçoar a Lei do MEI LC 128, para isentar os Microempreendedores Individuais da declaração de imposto de renda.

Leony da Coordenadoria de Empreendedorismo da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo informou sobre as ações que estão sendo realizadas para a criação do Estatuto Paulista das MPEs, e outras iniciativas, tais como o Portal Via Rápida Empresa e SIL (Sistema Integrado de Licenciamento).

Júlio Perez do CRC falou sobre a necessidade de que os 450 mil empreendedores que se formalizaram dêem continuidade ao processo de tornarem-se empresários e para isso necessitam orientação, conhecimento e assistência técnica.

Júlio Cesar do Sebrae-SP defendeu que os empreendedores precisam de benefícios palpáveis para que a formalização não se transforme em pesadelo.

O deputado Itamar Borges informou sobre a Lei autorizativa aprovada pela ALESP e encaminhada ao Governador para a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Também falou sobre o Termo de Cooperação Técnica entre o SESCON-SP e a Frente Parlamentar para apoiar estudos, pareceres e a criação da Secretaria Executiva da Frente Parlamentar do Empreendedorismo e da Guerra Fiscal da ALESP.


Formalização dos Microempreendedores Individuais no Estado de São Paulo


O evento do dia 19/12 contará com o apoio da Coordenadoria do Empreendedorismo da SDECT, SEBRAE-SP, SEBRAE-NACIONAL, FIESP, FECOMÉRCIO, FACESP, FAESP, SESCON-SP, CRC-SP, ACSP, APM- Associação Paulista de Municípios, UVESP- União dos Vereadores do Estado de São Paulo e CEPAM. Na ocasião, as entidades participantes e órgãos do governo apresentarão os Projetos que realizando para apoio ao MEI e às MPEs. 

Serão convidados a participar do evento deputados estaduais e federais, senadores, prefeitos, vereadores, secretários de estado, Junta Comercial, Banco do Povo Paulista, Investe São Paulo, Institutos de Pesquisas, Dirigentes das Universidades Públicas e Escolas Técnicas – CETPS, Prefeitos Empreendedores do Sebrae, Receita Federal, Comitê Gestor da Lei Geral, Ministério da Previdência, Ministério do Desenvolvimento e outras entidades, além de empreendedores individuais, micro e pequenos empresários.

terça-feira, 27 de março de 2012

Cartaz da 16ª Parada LGBT de São Paulo faz metáfora com campanhas de vacinação

Com o tema Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!, o 16º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo já tem sua arte gráfica definida. A imagem foi concebida pelos artistas visuais Gabriel Victal e Ariel Tonglet – que usaram como referência as campanhas de vacinação populares no país – e será utilizada na identidade visual e todo material gráfico, incluindo as telas dos trios elétricos que compõem a Parada LGBT. A manifestação está marcada para ocorrer em 10 de junho, às 12h, na Avenida Paulista.

O objetivo da arte é reforçar e ampliar o alcance da mensagem transmitida pelo tema. “A ideia não é expor a homofobia como uma doença individual, mas como um vício social que atinge a toda população e, por isso, precisa ser erradicado. A educação e a criminalização são colocadas como formas preventivas de combate a esse vício, portanto, surgiu a ideia de vincular o conceito da Parada deste ano com o das campanhas de vacinação”, explica Victal.

A primeira peça gráfica que apresenta a arte é o cartaz de divulgação do 16º Mês do Orgulho LGBT. Em destaque, aparece a imagem de uma gota, que está introduzida na cultura brasileira desde a década de 1980 para promover as campanhas de vacinação infantil. Nesta versão, o símbolo aparece com as seis cores da bandeira do arco-íris, principal ícone do movimento LGBT mundial.

Para o artista, além de representar a responsabilidade que o Estado tem no amparo de uma população vulnerável, a gota traz ainda outras alusões do imaginário coletivo. “A gota da lágrima, a gota do sangue e até mesmo a gota de esperança são símbolos fortes, presentes no cotidiano de quem é discriminado e luta contra a opressão”, acrescenta o artista.

No lugar da ampola, um ponto de exclamação é a ferramenta utilizada para ministrar essa “vacina”. O sinal dá o tom de palavra de ordem ao tema e o caráter de protesto à imagem, além de representar a urgência da implantação de políticas públicas que combatam o ódio e garantam a cidadania dos LGBT. A mão que o segura no topo da imagem é uma analogia à logomarca da APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo) – entidade que promove as atividades – e, ao fundo, o formato do mapa do Brasil reverbera a gota colorida que cai sob a sua superfície.

A arte gráfica será utilizada durante toda a programação também em banners, folders, camisetas, bottons, fundos de palco, possíveis materiais audiovisuais e estará presente em toda as atividades oficiais. A livre reprodução da imagem está previamente autorizada pela APOGLBT e pelos autores, desde que não seja para fins comerciais. Para organizadores de outras Paradas e que desejam utilizar o mesmo tema e arte gráfica do 16º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo, a Associação disponibiliza o arquivo aberto gratuitamente, basta solicitar para leandrorodrigues@paradasp.org.br.

16º Mês do Orgulho LGBT

O Mês do Orgulho LGBT de São Paulo é calendário anual de atividades sócio-politico-culturais promovido pela APOGLBT desde 1997. Em sua 16ª edição, reivindica a aprovação dos projetos Escola Sem Homofobia – que visa preparar os professores da rede pública para o combate ao bullying – e da Lei da Câmara (PLC) 122/06, que pretende criminalizar a homofobia em âmbito nacional, como já ocorre com o racismo.

O tema “Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!” foi escolhido através de uma campanha promovida nas redes sociais, seguida por votação popular no site da entidade.

A programação inicia no dia 08 de maio, com o Ciclo de Leituras Dramáticas, e conta também com o 10º Ciclo de Debates, a 12ª Feira Cultural LGBT, o 12º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, o 12º Gay Day e encerra no dia 10 de junho, com a 16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Para mais informações sobre a programação e demais atividades da APOGLBT, acesse www.paradasp.org.br, curta www.facebook.com/paradasp e siga http://twitter.com/paradasp.

domingo, 25 de março de 2012

José Serra vence as prévias no PSDB


Com pouco mais da metade dos votos, o ex-governador José Serra venceu as prévias internas do PSDB neste domingo e será o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de outubro. Após meses de indefinições e o receio de o PT acabar com sua hegemonia em São Paulo, o PSDB oficializou a pré-candidatura de Serra em evento na Câmara Muncipal.

Com 52,1% (3176 votos), Serra confirmou seu favoritismo e derrotou o secretário estadual de Energia, José Aníbal, que obteve 31,2% (1902 votos). Em terceiro lugar ficou o deputado federal Ricardo Tripoli, com 16,7% (1018 votos). Ou seja, 47,9% rejeitaram o ex-governador. Dos cerca 20 mil filiados aptos a votar, 6.229 compareceram às urnas. O comparecimento não foi obrigatório.

Ao votar, o tucano rebateu críticas de que abandona os mandatos para disputar cargos de maior projeção. Ele afirmou que teve apoio da população em 2006 porque aumentou sua quantidade de votos ao deixar a Prefeitura de São Paulo para disputar o governo do Estado.

“As circunstâncias mudaram. A população compreendeu e ficou do nosso lado. Tanto que eu ganhei no primeiro turno na eleição para governador, com mais votos que eu havia obtido no primeiro turno da eleição para prefeito”, disse.

O ex-governador enfrentará nas urnas o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, pré-candidato petista apadrinhado pelo ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva. Está também na disputa o deputado Gabriel Chalita, pré-candidato do PMDB lançado pelo vice-presidente Michel Temer. Otros pré-candidatos são Celso Russomanno (PRB), Netinho de Paula (PCdoB), Paulinho da Força (PDT) e Soninha Francine (PPS).

Os pré-candidatos do PSDB derrotados nas prévias do partido, o deputado federal Ricardo Tripoli e o secretário estadual José Aníbal (Energia), declararam apoio ao pré-candidato José Serra. Apesar de terem trocado farpas nos bastidores durante a pré-campanha, ambos pregaram a unidade da legenda e declararam que irão trabalhar para eleger Serra prefeito.

"Quero comprimentar o José Serra, com quem eu travei uma disputa extremamente saudável. (...) Eu disse que iria apoiar quem vencesse as prévias. Promessa feita, promessa cumprida!", disse Tripoli, que ficou em terceiro lugar na disputa, com 16,7% dos votos.

Segundo colocado, com 31,2% dos votos, Aníbal declarou que irá apoiar Serra e disse que o partido trabalhará unido na campanha. Serra recebeu 52,1% dos votos - número bem abaixo do esperado pelos aliados, que previam cerca de 70% de apoio no partido. "O partido sai muito fortalecido das prévias, principalmente na sua unidade. Unidade, daqui por diante, vai disputar e vencer a eleição para a prefeitura de São Paulo", declarou  Anibal.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Vote Serra para Vencer


Confira os locais de votação:

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia Internacional Contra a Discriminação Racial


Dia 21 de março é o dia internacional contra a discriminação racial. Para celebrar a data, a Secretaria de Estado da Cultura, por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, junto à Z’Andara produções, organizou um show musical que irá relembrar traços da cultura negra e ainda fazer alusão ao Dia Internacional da Mulher.

As apresentações que irão ocorrem no CEU Caminho do Mar, no Jabaquara, contam com a presença de Zezé Motta declamando poesias junto à voz da cantora Verônica Ferriani, e ainda Grazzi Brasil e Graça Braga interpretando lindas canções que abordam temas raciais e o universo feminino, já que março é o mês em que se comemora o dia da mulher.

Data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março, é em referência ao Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, em Joanesburgo, na África do Sul, 20.000 pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um cartão que continha os locais onde era permitida sua circulação, porém, mesmo tratando-se de uma manifestação pacífica, a polícia do regime do Apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos.

Serviço:

Show em comemoração ao dia Internacional Contra a Discriminação Racial
CEU Caminho do Mar
Rua Eng. Armando de Arruda Pereira, 5.241 – Jabaquara, às 20:30
21/03/2012 – Entrada Franca

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Carta em que Serra pede sua inscrição nas prévias do PSDB

À Comissão Executiva do PSDB no município de São Paulo,
Presidente e Deputado Julio Semeghini

Depois da eleição presidencial de 2010, em que saímos vitoriosos em 11 Estados, com o voto e o apoio de 44 milhões de eleitores, manifestei publicamente a disposição de concentrar meu trabalho político, minha atenção e minhas reflexões nas questões nacionais. Foi o que fiz nos últimos meses, expondo ideias e defendendo teses em artigos, palestras, seminários, entrevistas e propostas de ação política encaminhadas ao PSDB, a partidos aliados e vários setores organizados da sociedade.

Nas últimas semanas, ocorreram várias manifestações de integrantes do PSDB –e mesmo de outros partidos, nossos aliados— no sentido de que eu me apresentasse como pré-candidato a prefeito de São Paulo nas eleições deste ano. Para mim, a política não é uma atividade privada, objeto apenas da vontade e do desejo pessoal, ou fruto de ambição íntima. Encaro a política como atividade pública e coletiva, com propósitos determinados, destinada à promoção do bem comum e à melhoria das condições de vida de toda a coletividade.

Aprendi, ao longo da vida, que a ação e os movimentos políticos são, também, subordinados às circunstâncias, à conjuntura, ao momento. Aprendi a reconhecer que o interesse coletivo se sobrepõe, sempre, aos planos pessoais daqueles que abraçaram de fato a causa pública.

Por isso tudo, ouvi bem os argumentos dos meus interlocutores: eleitores, amigos, parlamentares, dirigentes de diferentes partidos, o prefeito Gilberto Kassab e o governador Geraldo Alckmin. Refleti intensamente sobre a situação do país, os dissabores que o processo democrático tem enfrentado diante do avanço da hegemonia de uma força política, o peso e a importância de São Paulo nesse processo.

São Paulo é a maior cidade do país. E é aqui, neste ano, que se travará uma disputa importante para o futuro do município, do Estado e do país. Uma disputa entre duas visões distintas de Brasil, duas visões distintas de administração dos bens coletivos, duas visões de democracia, duas visões distintas de respeito aos valores republicanos.

Não fujo à luta nem fujo às minhas responsabilidades. Com humildade, ofereço meu nome ao PSDB, não apenas à sua direção, mas também aos militantes, simpatizantes, apoiadores e eleitores, como pré-candidato à eleição de prefeito.

Ao me apresentar para a disputa, vou ao encontro de um chamamento de minha própria consciência: quero ser prefeito de São Paulo porque acho que esta imensa cidade cobra o que de melhor o nosso partido e os nossos parceiros têm a lhe dar nesta jornada: experiência, capacidade para inovar, fazer acontecer, unindo os esforços da prefeitura e do governo do Estado. Agradeço às milhares de manifestações de apoio e apreço que recebi nestes três últimos dias.

Respeitamos, como sempre, os nossos adversários, mas temos clareza de que o nosso partido e os nossos aliados representam o melhor para esta cidade.

Fui favorável e sempre estimulei as prévias para a escolha do nosso candidato e a elas me submeto se o partido considerar tempestiva a minha inscrição. E, se escolhido, tenham certeza, saberei honrar a indicação e, posteriormente, o mandato, fazendo uma administração municipal digna dos nossos sonhos, dos nossos valores, dos nossos antecedentes e daquilo que os paulistanos esperam.

Contem comigo. Saudações tucanas,

José Serra
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Tenho certeza que José Serra está fazendo o melhor para a construção e manutenção do processo democrático do município de São Paulo. O plano de tomada ao poder do PT está a todo vapor e eles vem como lobos para o município de São Paulo, um dos últimos redutos do país onde os direitos humanos ainda estão sendo levados em pauta.

A presidente Dilma Rousseff tem se aliado aos setores mais conservadores deste país, assim como o seu antecessor que pelo menos conseguia manter um dialogo enganoso. Serra, em um sinal de humildade, de homem público que pensa num projeto muito maior do que os seus projetos pessoais entra na disputa para a prefeitura e como militante do PSDB, que anteriormente apoiava Andréa Matarazzo, transfiro meu apoio a José Serra, politico que fez história e colocou São Paulo a frente das principais conquistas para a população LGBT no município e Estado de São Paulo. Veja algumas destas conquistas nas três esferas do governo:
  • No Ministério da Saúde, José Serra deu organicidade ao Programa Nacional de DST/Aids, reconhecendo que o movimento de defesa dos direitos da diversidade sexual era protagonista da luta contra a Aids. Com isso, o combate à epidemia tornou-se política de Estado e, hoje, é referencia mundial.
  • No município de São Paulo, José Serra, homem de visão, instituiu o primeiro órgão de administração pública brasileira voltado à diversidade sexual. Em seu segundo mês de governo frente à prefeitura de São Paulo, em 2005, criou a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual.
  • Ainda em 2005, Serra decretou a criação do Conselho Municipal em Atenção à Diversidade Sexual, espaço de interlocução entre o poder público e a sociedade civil, bem como o Centro de Referência e Combate à Homofobia.
  • Como governador, Serra criou a Coordenação de Políticas Públicas para a Diversidade Sexual, no âmbito da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania; instituiu o Comitê Intersecretarial de Defesa da Diversidade Sexual e o Conselho Estadual de Defesa da Diversidade Sexual e realizou a I Conferencia Estadual LGBT de São Paulo.
  • Em relação às garantias legais para a população LGBT, Serra regulamentou a Lei 10.948, e publicou decreto acerta do uso do nome social na administração pública. Para travestis e transexuais, Serra criou o Ambulatória de Saúde Integral.
  • Em 2007, Serra foi revolucionário ao reformular o Sistema Previdenciário do Estado de São Paulo, instituindo o direito à pensão ao(à) parceiro(a) e fundou o Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito, no âmbito de Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

Serra é o mais preparado para assumir a prefeitura da principal cidade do Brasil. Não podemos entregar esse cargo para alguém que não conhece a periferia da nossa cidade, não respeita os direitos humanos inerentes a população LGBT e que não conseguiu dar conta nem de um exame de qualificação dos estudantes brasileiros. 

Serra não é um político de conveniência, é um homem público sério, que tem história e todas as competências para voltar para a prefeitura de São Paulo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Todo Mundo Apóia Andrea Matarazzo

Vídeo onde expresso meu apoio ao Andrea Matarazzo, pré-candidato a prefeitura de São Paulo. Tenho certeza que ele vencerá as prévias do PSDB e será o melhor prefeito que a capital paulista já teve.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Banda do Fuxico Termina com Acidente na Av. São Luís

Como em todos os anos, a edição de 2012 do bloco de Carnaval da Banda do Fuxico foi um sucesso. Milhares de pessoas tomaram as ruas do Centro de São Paulo, formando um grande bloco no Largo do Arouche, que deveria seguir pela Praça da República, Avenida São Luis, Rua Xavier de Toledo, Praça Ramos de Azevedo, Teatro Municipal, Rua Conselheiro Crispiniano, Largo Paissandu, Avenida São João, Avenida Ipiranga, Igreja da Consolação, Rua Rego Freitas e novamente no Largo do Arouche. Mas um acidente na Av. São Luís interrompeu o bloco.

Neste ano, o carro estava bem mais alto que no ano anterior e já na Praça da República os participantes que estavam e cima do trio tinham que se abaixar, alguns se deitavam para não encostarem nos fios de alta tensão. Quando entramos na São Luís, vários participantes desceram do carro, pois a Avenida é cortada de fora a fora com fios de alta tensão dos ônibus elétricos. Eu fiquei com preguiça de descer, meu objetivo era chegar com o carro na Viera de Carvalho e de lá ir embora.

Quando estávamos no meio da Avenida o barman e um funcionário da brigada de incêndio pegaram uma garrafa pet vazia e com ela dobrada estavam erguendo o fio para não encostar no carro. Quando vi a cena, pensei em descer, senti que aquilo iria da merda. Mas não tive tempo, logo após a barra de ferro do trio bateu  no fio de alta tensão e tudo começou estourar. Saiam faíscas para todos os lados e o funcionário da brigada de incêndio começou a gritar, pedindo para todos terem calma e não encostarem nos ferros.

Ficamos todos nos chão, não sei precisar por quanto tempo, talvez 10 ou 15 minutos e nesse meio tempo faíscas saindo dos fios e todo mundo gritando em cima do carro. Começamos a descer do carro um por um e sempre com a recomendações para não segurar nas barras de ferro, mas é impossível descer de um trio, sem sair rolando pela a escada, se não segurarmos as  barras de ferro. Quase cai quando desci do carro, pois estava com as pernas moles de tanto nervoso e graças a Deus, a brigada de incêndio conseguiu evacuar todo o carro sem nenhum ferido.

Quando cheguei em casa, ainda estava assustado. A tensão nervosa atacou o meu estomago e passei mal a noite inteira. Agradeci a Deus por tudo isso não ter virado uma tragédia, pois a situação que estávamos ali, todos jogados no chão e amontoado, se um pegasse na barra de ferro, certamente todos seriam eletrocutados.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

As mentiras do PT sobre Pinheirinho

Por Aloysio Nunes Ferreira

Em face da reintegração judicial de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, o PT montou uma fábrica de mentiras para divulgar nas próximas campanhas eleitorais. Em respeito aos leitores da Folha, eis as mentiras, seguidas da verdade:

Mentira 1: “O governo federal fez todos os esforços para buscar uma solução pacífica”.

Verdade: Desde 2004, a União nunca se manifestou no processo como parte nem solicitou o deslocamento dos autos para a Justiça Federal. Em 13 de janeiro de 2012, oito anos após a invasão, quando a reintegração já era certa, o Ministério das Cidades – logo o das Cidades, do combalido ministro Mário Negromonte – entregou às pressas à Justiça um “protocolo de intenções”. Sem assinatura, sem dinheiro, sem cronograma para reassentar famílias nem indicação de áreas, o documento, segundo a Justiça, “não dizia nada”, era uma “intenção política vaga.”

Mentira 2: “Derramou-se sangue, foi um massacre, uma barbárie, uma praça de guerra. Até crianças morreram. Esconderam cadáveres”.

Verdade: Não houve, felizmente, nenhuma morte, assim como nas 164 reintegrações feitas pela Polícia Militar em 2011. O massacre não existiu, mas o governo do PT divulgou industrialmente a calúnia. A mentira ganhou corpo quando a “Agência Brasil”, empresa federal, paga com dinheiro do contribuinte, publicou entrevista de um advogado dos invasores dando a entender que seria o porta-voz da OAB, entidade que o desautorizou. A mentira ganhou o mundo. Presente no local, sem explicar se na condição de ativista ou de servidor público, Paulo Maldos, militante petista instalado numa sinecura chamada Secretaria Nacional de Articulação Social, disse ter sido atingido por uma bala de borracha. Não fez BO nem autorizou exame de corpo de delito. Hoje, posa como ex-combatente de uma guerra que não aconteceu.

Mentira 3: “Não houve estrutura para abrigar as famílias”.

Verdade: A operação foi planejada por mais de quatro meses, a pedido da juíza. Participaram PM, membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público, da OAB e dos bombeiros. O objetivo era garantir a integridade das pessoas e minimizar os danos. A prefeitura mobilizou mais de 600 servidores e montou oito abrigos. Os abrigos foram diariamente sabotados pelos autodenominados líderes dos sem-teto, que cortavam a água e depredavam os banheiros.

Mentira 4: “Nada foi feito em São Paulo para dar moradia aos desabrigados”.

Verdade: O governo do Estado anunciou mais 5.000 moradias populares em São José dos Campos, as quais se somarão às 2.500 construídas nos últimos anos. Também foi oferecido aluguel social de R$ 500 até que os lares definitivos fiquem prontos. Nenhuma família será deixada para trás.

Entre verdades e mentiras, é certa uma profunda diferença entre PT e PSDB no enfrentamento do drama da moradia para famílias de baixa renda. O Minha Casa, Minha Vida só vai sair do papel em São Paulo graças ao complemento de R$ 20 mil por unidade oferecido pelo governador Geraldo Alckmin às famílias de baixa renda. Sem a ajuda de São Paulo, o governo federal levaria 22 anos para atingir sua meta.

O PT flerta com grupelhos que apostam em invasões e que torcem para que a violência leve os miseráveis da terra ao paraíso. Nós, do PSDB, construímos casas. Respeitar sentença judicial é preservar o Estado de Direito. É vital que esse princípio seja defendido pelas mais altas autoridades. Inclusive pela presidente, que cometeu a ligeireza de, sem maior exame, classificar de barbárie o cumprimento de uma ordem judicial cercado de todas as cautelas que a dramaticidade da situação exigia.

Publicado na Folha de S. Paulo

sábado, 28 de janeiro de 2012

Presidente Dilma: Fala demais por não ter nada a dizer

A oposição está aproveitando o fato da ação de reintegração de pose no Pinheirinho para fazer uma oposição suja, medíocre e medonha. A operação da Polícia Militar em cumprimento da ordem de reintegração de posse do Pinheirinho foi finalizada quarta-feira (25). A operação terminou com 32 detidos. 

A Polícia fez apenas o que determinou a lei e o Estado em suas atribuições disponibilizou a corporação para isso. Dilma Rousseff ao dizer que a ação é uma barbárie e garantir que o Governo Federal não faria o mesmo é assumir que a sua gestão vai contra os princípios de legalidade do nosso Estado de direito. Dilma tem se mostrado fraca em sua gestão, com um discurso que vai contra princípios constitucionais, princípios que quando ela tomou pose para presidência jurou cumprir.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Hair


Sexta-feira, assisti o musical Hair, que está em cartaz no Teatro Frei Caneca. O espetáculo conta de história de jovens americanos que em plena Guerra do Vietnã  conhecia as dores e as delícias de uma época sui generis: o amor livre, o rock psicodélico, a filosofia oriental, a descoberta de drogas como o LSD e o estilo de vida dos hippies. Por outro lado, assistia ao primeiro conflito internacional televisionado e se indignava com os horrores da segregação racial e sexual. Neste caldeirão de acontecimentos, ‘Hair’ estreava em um pequeno teatro off-Broadway, em 1967. Não precisou de muito tempo para se tornar um fenômeno, migrar para o circuito principal e se propagar em dezenas de montagens ao redor do planeta.

"A paz há de lavar o mundo, o amor vai derramar", diz a versão de "Aquarius", que abre o musical "HAIR". As emoções transmitidas pela magnífica montagem brasileira realmente lavam o público e derramam-se sobre as poltronas do teatro. A missão de paz dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho tem alvo certeiro nos corações dos espectadores de qualquer idade. Hair não é apenas um musical. É a celebração de uma nova era, a negação de todos os formatos dramáticos e musicais até seu surgimento em 1967. Um painel de contracultura viva, pulsando, mostrando novas possibilidades de conteúdo e forma em cena.

A montagem brasileira custou R$ 5,5 milhões, sendo R$ 2 milhões via leis de incentivo fiscal. Ao todo, mais de cem pessoas trabalham no espetáculo. Para as novas gerações, que não assistiram à montagem brasileira de 1969, dirigida por Ademar Guerra, e cuja única referência é o filme "Hair", de Milos Forman, considerado uma traição ao musical, é uma oportunidade de conhecer o espetáculo que marcou uma geração.

Serviço:

Teatro Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 6º andar
Tel: (11) 3472-2226 / 2229-2230
Quintas, às 21h. Sextas, às 21h30. Sábados, às 18h e 21h30. Domingos, às 18h.
Ingressos: R$130 (qui / sex) e R$ 160 (sáb / dom)
Temporada até 29 de abril

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Comemoração do Dia da Consciência Negra

Em comemoração à Semana da Consciência Negra, dois eventos marcaram o final de semana paulistano. A quinta edição do Encontro Paulista de Hip Hop e do Show da Consciência Negra, ambos promovidos pela Secretaria de Estado da Cultura, reuniram ao todo 17 mil pessoas, em clima de descontração e sem incidentes no sábado e no domingo, respectivamente no Memorial da América Latina e na Praça da Luz.

No V Encontro Paulista de Hip Hop, as 9 mil pessoas que passaram pelas áreas interna e externa do Memorial conferiram uma programação com bate-papos, apresentações, oficinas de dança, grafite, workshops de DJ e contação de histórias, que aconteceram simultaneamente, além do show de encerramento do grupo Racionais Mc´s.

Já o palco montado entre a Pinacoteca do Estado e a Estação da Luz recebeu shows como os de Vanessa Jackson, Orquestra Filarmônica Afro, Virgínia Rosa, Leandro Lehart e Margareth Menezes, reunido um total de 8 mil expectadores. O Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, foi ao local durante a apresentação da banda Soul Connection e conversou com o rapper Rappin‘ Hood e integrantes do movimento negro nos bastidores.

Além das ações voltadas para o público infantil como pinturas de rosto, esculturas com bexiga, oficina de contação de histórias, apresentação de capoeira e maculelê, o Show da Consciência Negra estendeu suas atrações também para a Galeria Olido onde se apresentaram Rose Calixto, com show em tributo a Clara Nunes, o grupo de dança Babalotim e a peça infantil “Pedro e o lobo”, em uma parceria com a Secretaria Municipal de Cultura.

O evento da Praça da Luz homenageou ainda os 80 anos de fundação da Frente Negra Brasileira, primeiro movimento político organizado voltado para as demandas da população negra brasileira. Um de seus integrantes, o escultor, ator, poeta e ativista social Abdias do Nascimento, que morreu neste ano, também foi lembrado.

Para a realização do show, a Secretaria de Estado da Cultura contou com o apoio da Coordenação Estadual de Políticas para as Populações Negra e Indígena e do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra, da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, da Coordenadoria de Assuntos da População Negra da Prefeitura de São Paulo, da Fundação Procon e da Defensoria Pública do Estado.

sábado, 19 de novembro de 2011

Um Final de Semana Destinado a Consciência Negra

Margareth Menezes, Virgínia Rosa, Leandro Lehart e Sandália de Prata estão entre as atrações do evento promovido pelo Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo que oferece ainda oficinas, apresentações de capoeira e outras atividades.



O tradicional Show da Consciência Negra, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura desde 2007 para comemorar o dia 20 de novembro, será realizado este ano na Praça da Luz (ao lado da Estação da Luz). Entre as diversas atrações está o encontro entre as cantoras Margareth Menezes e Virgínia Rosa – que encerram o show –, além dos cantores Leandro Lehart, Vanessa Jackson e do grupo Sandália de Prata, que faz show com participação de Rappin’ Hood.

Neste ano, a Secretaria de Estado da Cultura, para a realização do show, conta com a parceria, como co-realizadores, da Coordenação Estadual de Políticas para as Populações Negra e Indígena, da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania, e da Coordenadoria de Assuntos da População Negra, da Secretaria Municipal de Participação e Parceria - Prefeitura de São Paulo, além do apoio do Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra.

O 5º Show da Consciência Negra, além da mudança de local, traz como novidade a descentralização das ações, ocorrendo apresentações, no dia 19 de novembro, às 14 horas, no Parque da Juventude, numa parceria com o Programa Cultura Livre, da Secretaria de Estado da Cultura, Galeria Olido, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, e Parque da Água Branca, em parceria com a Fundação ITESP.

Estão programadas ainda ações voltadas para o público infantil como pinturas de rosto, esculturas com bexiga, oficina de contação de histórias, e muito mais, para ocorrerem na Praça da Luz, durante todo o dia 20 de novembro.

O evento homenageia ainda os 80 anos de fundação da Frente Negra Brasileira, primeiro movimento político organizado voltado para as demandas da população negra brasileira. Um de seus integrantes, o escultor, ator, poeta e ativista social Abdias do Nascimento, que morreu neste ano, também será lembrado.

Além das atrações artísticas, haverá também um espaço destinado para atividades de cidadania, com a participação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, a Fundação PROCON e a Secretaria Municipal de Saúde.

Outras duas atividades ainda compõem a grade de programação do Dia da Consciência Negra: a tradicional Missa em Comemoração à Consciência Negra, promovida pela Pastoral Afro, que irá ocorrer às 15 horas, do dia 20 de novembro, na Catedral da Sé, e a VIII Marcha da Consciência Negra, que terá concentração às 10 horas, nas proximidades do Vão Livre do MASP e saída prevista para às 14 horas, em cortejo pelas principais ruas da Cidade de São Paulo, promovida pelo movimento negro de São Paulo e cujo tema é "Do luto à Luta - contra o genocídio da juventude negra".

Para mais informações sobre a Marcha, acessar: www.20denovembrosp.blogspot.com ou marchadaconsciencianegra2011@gmail.com.

O 5º Show da Consciência Negra terá início às 9h, com a apresentação do grupo feminino de percussão Ilú Obá Demin e, dentre os destaques, estão os shows de Vanessa Jackson, às 10h45; Leandro Lehart, às 15h30; Sandália de Prata com participação de Rappin’ Hood, às 16h40; e Margareth Menezes, às 20h40. Confira abaixo, a programação completa.

Esperamos contar com a presença de todas e todos nessas atividades de reflexão, de luta e de visibilidade da comunidade negra paulistana e paulista.



Outras Programações:

FEPAQ SÃO PAULO - Feira Paulista de Assentamentos e Quilombos
Dias 19 e 20 de Novembro de 2011
Das 09h às 18h
Parque da Água Branca
Av. Francisco Matarazzo, 455
13h - Show de Adler São Luís

VIII Marcha da Consciência Negra - Do Luto à Luta - contra o genocídio da juventude negra
Dia 20 de Novembro de 2011
10h - Concentração MASP - Museu de Arte de São Paulo
Av. Paulista

Missa em Comemoração ao Dia da Consciência Negra
Dia 20 de Novembro de 2011 - 15 horas
Catedral da Sé
Praça da Sé - Centro - S.P.