Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Casamento, por Luis Fernando Veríssimo

O tão discutido casamento homossexual não deixa de ser uma sequência natural da longa e estranha história de uma convenção, a união solene entre duas pessoas, que começou no Éden. A Bíblia não esclarece se Adão e Eva chegaram a se casar, formalmente. Deve ter havido algum tipo de solenidade. 

Na ausência de um padre, o próprio Criador, na qualidade de maior autoridade presente, deve ter oficiado a cerimônia. No momento em que Deus perguntou se alguém no Paraíso sabia de alguma razão para que aquele casamento não se realizasse, ninguém se manifestou, mesmo porque não havia mais ninguém. A cerimônia foi simples e rápida apesar de alguns problemas — Adão não tinha onde carregar as alianças, por exemplo — e Adão e Eva ficaram casados por 930 anos. E isso porque na época ainda não existiam os antibióticos. 

Mais tarde, instituiu-se o dote. Ou seja, as mulheres, como caixas de cereais, passaram a vir com brindes. O pai da noiva oferecia, digamos, dez cântaros de azeite e dois camelos ao noivo e ainda dizia: 

— Pode examinar os dentes. 

— Deixa ver... 

— Da noiva não, dos camelos! 

Houve uma época em que os pais se encarregavam de casar os filhos sem que eles soubessem. 

Muitas vezes, depois da cerimônia nupcial, os noivos saíam, ofegantes, para a lua de mel, entravam no quarto do hotel, tiravam as roupas, aproximavam-se um do outro — e apertavam-se as mãos. 

— Prazer. 

— Prazer. 

— Você é daqui mesmo? 

Eram comuns os casamentos por conveniência, pobres moças obrigadas a se sujeitar a velhos com gota e mau hálito para salvar uma fortuna familiar, um nome ou um reino. Sonhando, sempre, com um Príncipe Encantado que as arrebataria. O sonho era sempre com um Príncipe Encantado. Nenhuma sonhava com um Cavalariço ou com um Caixeiro Viajante Encantado. 

Mais tarde veio a era do Bom Partido. As moças não eram mais negociadas, grosseiramente, com maridos que podiam garantir seu futuro. Eram condicionadas a escolher o Bom Partido. Podiam namorar quem quisessem, mas na hora de casar... 

— Vou me casar com o Cascão. 

— O quê?! 

— Nós nos amamos desde pequenos. 

— O que que o Cascão faz? 

— Jornalismo. 

— Argk! 

A era do Bom Partido acabou quando a mulher ganhou sua independência. Paradoxalmente, foi só quando abandonou a velha ideia romântica do ser frágil e sonhador que a mulher pôde realizar o ideal romântico do casamento por amor, inclusive com o Cascão. Só havendo o risco de o Cascão preferir casar com o Rogério.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Águas Turvas

“Águas turvas” é o primeiro romance do jornalista político e apresentador de TV Helder Caldeira. Ambientado na cidade de Holden, nas colinas do Condado de Worcester, durante a crise econômica que sacudiu os Estados Unidos entre os anos de 2008 e 2011. O livro é cheio de encontros e desencontros, contando a história a partir de vários personagens, mas todos se centrando na história de Justin e Gabriel. 

Gabriel é um jovem médico brasileiro, que largou sua vida de agricultor e foi em busca do seu sonho em Massachusetts, levando em sua bagagem apenas a necessidade de um recomeço. Justin é herdeiro de uma tradicional família americana, que apesar da crise que assombram os seus negócios, vivem em momentos de harmonia. 

A aproximação de Gabriel ao seio da Família Thompson é um fator preponderante para o desencadeamento de vários fatos, onde serão revelados todos os segredos, medos e mistério que envolve a família. Diferente da maioria dos romances gays, onde a aceitação da sexualidade é usada como pano de fundo, em "Águas Turvas" encontramos personagens bem resolvidos.
“A verdade não é um instrumento de libertação. Tão somente, a verdade é uma porção racional de águas turvas que se choca, de forma permanente e sistemática, contra os rochedos subjetivos da mentira.” (Helder Caldeira, 2014, p.201) 
Todos nos somos envoltos pelas águas turvas, onde os seixos sãos os nossos sentimentos e segredos mais ocultos. Nossos atos podem alterar momentaneamente o curso do rio, mas o destino é persistente e levará as águas turvas até o encontro da realidade, onde todos se confrontam com os seus segredos. 

Apesar do exagero da beleza plástica, conflitando as desventuras da trama, “Águas Turvas” é um livro envolvente, daqueles que te faz entrar na história e projetar o que acontecerá no capitulo seguinte. O autor tem personalidade na sua narrativa, com personagens fortes e bem estruturados, surpreende positivamente seus leitores.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Participe do livro "Orgias Literárias da Tribo"

Se você gosta de escrever, tem mais de 18 anos, reside no Estado de São Paulo e faz parte assumidamente de uma das siglas LGBT – Gays, Lésbicas, Bissexuais ou Transgêneros – você pode ser um dos 10 novos autores selecionados pelo escritor Fabrício Viana para compor o livro "Orgias Literárias da Tribo" - Nosso dia dia, desejos e sentimentos. Para isso, entre no site do projeto, leia as regras, preencha a ficha de inscrição e envie suas produções literárias.

O livro é resultado de um projeto criado pelo escritor Fabrício Viana e que conta com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, da Secretaria de Estado da Cultura e da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo - Programa de Ação Cultural - 2013.

A obra terá contos, poesias e diversos textos ligados ao tema “Nosso dia a dia, desejos e sentimentos” da comunidade LGBT. A seleção dos 10 autores será feita priorizando as produções literárias inéditas e também a sua sinergia e originalidade com o tema proposto.

O período para a entrega do material vai do dia 08/01/2014 até 06/02/2014. Após o término, será publicado no site em até 15 dias corridos a lista dos 10 autores escolhidos. 

Cada autor um receberá 10 livros pela cessão de direitos autorais, participará de dois eventos em São Paulo – um deles é a noite de autógrafos - e terá seu livro comercializado nas principais redes literárias do país, inclusive em alguns comércios específicos da comunidade LGBT. Diferente de algumas coletâneas produzidas no mercado literário, não será cobrado nenhum valor de participação ou para os autores selecionados.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Simpósio Estadual de Literatura LGBT

Entre os dias 26 e 29 de maio de 2013 será realizado o 1º Simpósio Estadual de Literatura LGBT - SIMEL LGBT, organizado pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo em parceria com o Programa USP - Diversidade da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo. O Simpósio terá como tema principal "As personagens LGBT e sua construção estética na Literatura Brasileira" e contará com dezenas de comunicações, palestras, atividades artísticas e culturais.

A atividade conta, também, com o apoio institucional da Coordenação Estadual de Políticas para a Diversidade Sexual, da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, e da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Apresentação: Porque uma Literatura LGBT? 

Parafraseando Roland Barthes, a literatura é a institucionalização da subjetividade. O poeta, contista, novelista ou romancista cala no exercício da escrita o seu colocar-se no mundo e, nessa presença silenciosa da escrita, os valores ideológicos e políticos se manifestam por meio dos procedimentos composicionais que revelam um mundo ficcional performativo com o qual o leitor se identifica e tenciona no ato da leitura. São políticos e ideológicos também o campo do desejo e da sexualidade os quais se tornam campo neutro no acordo da leitura entre autor e leitor. Essa neutralização dos desejos e da sexualidade é, em nossa sociedade heteronormativa, a naturalização do que se aceita como norma, isto é, não se evidenciam os desejos ou as identidades das personagens desde que estejam adequadas a uma determinada norma. Com isso, a obra de ficção pode arvorar-se universal à medida que pressupõe identidades (sejam raciais ou de gênero) dominantes? Tal questionamento pode ajudar-nos a compreender a importância da especificação de uma literatura LGBT quando nos dispomos a questionar esses pressupostos.

Os Estudos Culturais tem feito esse exercício de colocar em questão esses pressupostos que marcam a literatura canônica ao se debruçar nas chamadas literaturas homoeróticas. Contudo, destacamos duas observações: a primeira de cunho terminológico e a segunda, conceitual.

O movimento LGBT no Brasil e no Mundo ampliou o termo homossexual para as siglas que compreendam tanto as diferentes orientações sexuais, quanto as identidades de gênero. Acompanhando tal discussão, referir-se à literatura homoerótica ou homossexual é restringir-se à orientação sexual, negligenciando obras de ficção que tematizam as experiências de travestis e transexuais. Por isso, buscamos tratar de uma literatura LGBT que possa contemplar tanto obras de ficção que tratem das orientações sexuais, como também das diferentes expressões de gêneros. Para tanto, interessa-nos debater neste Simpósio as literaturas de ficção LGBT.

A segunda observação, de cunho conceitual, refere-se à compreensão da literatura. Para tanto, serve-nos a observação de Antonio Candido em O direito à literatura:

"A função da literatura está ligada à complexidade de sua natureza, que explica inclusive o seu papel contraditório mas humanizador (talvez humanizador porque contraditório). Analisando-a, podemos distinguir pelo menos três faces: ela é uma construção de objetos autônomos como estrutura e significado; ela é uma forma de expressão, isto é, manifesta emoções e a visão de mundo dos indivíduos e dos grupos; ela é uma forma de conhecimento, inclusive como incorporação difusa e inconsciente. (...) Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável".

Aborda-la apenas em seu aspecto temático é perder a particularidade que a diferencia de outras áreas de saber. Não se deve compreender a literatura apenas como um meio de expressão dos pensamentos e da visão de mundo do autor sem condenar de imediato a especificidade literária e atribuir-lhe papel secundário. Como observa Tzvetan Todorov, o que é dito na literatura torna-se tão importante quanto o "como" se diz. Desse modo, a abordagem do texto literário tanto na leitura quanto na sua elaboração passa pelas três fases apontadas acima por Candido: construção de objetos autônomos como estrutura e significado, forma de expressão que manifesta emoções e visão de mundo e forma de conhecimento como incorporação difusa e inconsciente. Nesse sentido, tratar da tematização das expressões afetivas e de gênero das personagens sem atentar-se para a sua especificidade composicional é relega-la às outras áreas de saber.

O desafio posto e que se busca enfrentar neste Simpósio deve-se, então, a dois aspectos: desnaturalizar os pressupostos consagrados pela crítica literária nas obras de ficção, isto é, romper este acordo entre autor e leitor, tornando-o incômodo no exercício de leitura; mas fazendo-o dentro dos instrumentais teóricos acumulados pela crítica literária sobretudo a partir do estruturalismo francês. Obviamente, não significa reproduzi-los acriticamente, pois nem rompimento se efetiva sem o exercício de desconstrução e ressignificação desses instrumentais teóricos. Pode parecer tarefa impossível, mas que para abandonar o prefixo é preciso o primeiro passo.

Inscrições para comunicação 

As pessoas interessadas em participar das sessões de comunicações devem enviar um resumo expandido (de 50 a 70 linhas, em fonte Times New Roman, tamanho 12, entrelinha simples) para o e-mail generos.etnias@sp.gov.br, com a sugestão temática a ser abordada, contendo título, nome do autor (sendo dois autores o número máximo permitido por comunicação), instituição de ensino (ou orientador, caso desejar, no caso de discentes de graduação), endereço completo e número de telefone. Na mensagem de envio deve-se escrever "Submissão de resumo". Todos os resumos expandidos serão avaliados pela Comissão Organizadora do evento e a data limite para as propostas de comunicação via e-mail será o dia 10 de maio de 2013. Os resultados serão divulgados no dia 20 de maio de 2013. Os resumos expandidos devem adequar-se às seguintes linhas temáticas:

1 - A construção das personagens LGBT na Literatura Brasileira: Sendo a principal linha temática do Simpósio, as comunicações devem compreender análises das mais diferentes manifestações literárias escritas por autoras e autores brasileiros que tratem de personagens identificadas textualmente como LGBT ou que explore a nuança entre a indefinição tanto da expressão de gênero quanto a do desejo.

2 - Personagens LGBT em obras ficcionais estrangeiras: as comunicações podem tratar de obras de ficção de escritoras/es estrangeir@s cujo tema aborde personagens LGBT.

3 - Concepções sobre literatura LGBT: Comunicações que problematizem os aspectos conceituais da especificação tanto na abordagem temática quanto nos procedimentos técnico-estéticos de uma literatura LGBT.

Para efeitos de inscrição no Simpósio, serão priorizadas as que forem apresentar comunicações, estudantes de graduação ou pós-graduação da área de Letras ou de escritores e escritoras que já tenham obras publicadas que quiserem participar como ouvintes.

Para participar como ouvinte, deverá encaminhar inscrição até o dia 22 de maio no e-mail generos.etnias@sp.gov.br. Na mensagem de envio deve-se escrever "Ouvinte". No caso de estudante, deverá encaminhar comprovante institucional de matrícula e, no caso de escritor@s, deverá indicar no corpo de e-mail a obra de sua autoria já publicada.

A inscrição será gratuita e garantirá às pessoas participantes hospedagem, translado hotel/USP/hotel e material do Simpósio, no número máximo de 100 inscrições.

Serviço:

I Simpósio Literatura e Diversidade
De 26 a 29 de maio de 2013
Local: Auditório Lupe Cotrin da ECA-USP Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária Horário: das 10:00 às 18:00

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Após sair do armário, herói gay de "X-Men" pede namorado em casamento

A editora Marvel Comics, que publica as histórias em quadrinhos com os super-heróis mais populares do mundo, decidiu casar o Northstar, um personagem gay, no número que saiu à venda na quarta-feira (23) nos Estados Unidos.

Nesta nova revista, o mutante Northstar --nome que oculta a personalidade de Jean-Paul Beauvier, um dos integrantes dos X-Men--, aparecerá de joelhos para pedir a mão de seu antigo namorado, Kyle Jinadu.

Intitulado "Astonishing X-Men", o número que oficializa o casamento de Northstar será lançado nesta quarta, assim como suas versões digitais.


 Desta forma, os criadores situam seus leitores diante de um dos assuntos sociais mais comentados nos Estados Unidos atualmente, o casamento entre homossexuais, que, por sua vez, não é autorizado na maioria dos Estados.

O tema também ganhou evidência durante a campanha eleitoral das presidenciais, já que Obama declarou publicamente seu apoio à união entre gays.

"O universo da Marvel sempre refletiu o mundo em que vivemos através da janela e, por isso, tentamos que nossos personagens, suas relações e histórias estejam ancoradas na realidade", disse o editor-chefe da editora, Axel Alonso, em comunicado.

Segundo Alonso, as equipes de Marvel estão trabalhando um ano para "assegurar que o casamento de Northstar e Kyle reflita essa realidade".

Além do lançamento previsto para esta quarta, a Marvel também confirmou que o episódio do casamento do mutante e seu namorado também será retratado na próxima edição das aventuras X-Men, que deverá chegar ao mercado em um mês.

O personagem Northstar se firmou como herói da Marvel em 1979, quando se tornou um dos integrantes da equipe "Alpha Flight" e um dos antagonistas de outros populares super-heróis.

A partir de 1983, os criadores transformaram este personagem em um dos mais populares da Marvel. Nesta época, além de ter se tornado um medalhista olímpico, Northstar também aparecia como um bem-sucedido empresário.

No entanto, a identidade sexual do super-herói só foi relevada publicamente em 1992, enquanto sua aproximação com Kyle começou a partir de 2009.

"Essa história é universal e está no centro de tudo o que escrevo: um poderoso amor entre duas pessoas que precisam lutar por isso e contra todo o resto", disse uma das autoras da história, Marjorie Liu, no mesmo comunicado.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Dona Flor e seus dois Maridos

Nesse final de semana, assiste a peça "Dona Flor e seus dois Maridos", em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso. O  texto é considerada um dos clássicos da literatura brasileira que conquistou o público no cinema e na TV, a obra Dona Flor e Seus Dois Maridos adaptada ao teatro está em cartaz desde outubro de 2007, sendo vista por mais de 600.000 pessoas e se apresentado em mais de 150 cidades em todo Brasil.

Para contar essa história de sucesso, o diretor Pedro Vasconcelos escalou Fernanda Vasconcelos como Flor, Marcelo Faria como Vadinho e Duda Ribeiro como Dr. Theodoro, além de mais 11 atores. A história acontece na Bahia de Amado, ambientada nos anos 40, com as músicas de Dorival Caymmi e muita dança, comidas e festa. A temporada foi prorrogada até o dia 20 de maio.

Ficha Técnica:

Elenco: Fernanda Vasconcelos, Marcelo Faria, Duda Ribeiro, Ana Paula Bouzas, Val Perré, Elvira Helena, Candé Faria, Marco Bravo, Lidiane Ribeiro, Saulo Segreto, Lis Schwabacher, Lisieux Maia, Carla Cristina e Fabio Nascimento.
Adaptação: Pedro Vasconcelos e Marcelo Faria
Direção: Pedro Vasconcelos
Realização: Faria & Vasconcelos

Serviço:

Dona Flor e Seus Dois Maridos
Até 20 de maio
Sextas R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia-entrada)
Sábados e Domingos: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia-entrada)
Horários: Sextas às 21h30
Sábados às 21h
Domingos às 18h
Classificação: 16 anos
Duração: 110 minutos
Ingressos: www.ingressorapido.com.br

Teatro Sérgio Cardoso
Sala Sérgio Cardoso - 835 lugares
Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista
São Paulo - SP

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O Punhal Cigano na Casa das Rosas

No próximo dia 10 de abril, às 19h, o escritor Gil 7 lança na Casa das Rosas a obra O Punhal Cigano, um romance que aborda a cultura cigana e os preconceitos durante séculos. O evento conta com apoio da Secretaria de Estado da Cultura por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias – ACGE.

Michel é um jovem cigano que do dia para a noite é acusado de ser um assassino. Através de O Punhal Cigano, Gil 7 mostra a realidade desse povo. Para o autor, o livro é como se fosse um direito de resposta aos ciganos, procurando desmistificar a história e o pré-julgamento de que todo cigano é ladrão.

“A discriminação contra os ciganos atravessou séculos e ainda se faz presente nos dias atuais. Os estereótipos de ladrões, vagabundos, a atribuição de características negativas, sentimentos de hostilidade e o medo são responsáveis por perseguições constantes registradas nos mais diferentes países”, afirma Gil.

O romance já é a terceira obra do autor, que escreveu Contos ciganos, A cigana da rosa e outros e O círculo da Vida.

Para o povo cigano, o punhal simboliza força, poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, com o poder de transmutar energias. O punhal também servia para abrir matas, sendo também, um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo e, além disso, ainda hoje é usado na cerimônia cigana de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos, em seguida os pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.



Serviço:

Lançamento do Livro O Punhal Cigano
Onde: Casa das Rosas – Avenida Paulista, 37 – Bela Vista – São Paulo
Quando: 10/04/12, às 19 horas
Entrada franca

domingo, 1 de abril de 2012

João Nery na Casa das Rosas – A trajetória do primeiro homem transexual brasileiro

A Secretaria de Estado da Cultura por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias, junto com as Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU promovem o lançamento do livro “Viagem Solitária” de João Nery, no dia 03 de abril, às 19h, na Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37.

No dia 04 de abril, às 19h, como continuidade da ação, João Nery realiza uma palestra magna, no Auditório Nelson Carneiro, na FMU, Av. Liberdade, 899, para alunos dos mais variados cursos da Universidade, abordando temas como diversidade sexual, identidade de gênero, direitos LGBT e história do Movimento Homossexual Brasileiro – MHB.

As ações, construídas com a coordenação do Curso de Serviço Social da FMU, contam ainda com a parceria da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo e da Coordenação Estadual de Política Públicas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo.

João Nery é um homem transexual de 61 anos, psicólogo e autor de “Viagem Solitária”, livro autobiográfico onde narra sua infância triste e confusa, a adolescência conturbada, a perda de seu diploma de psicologia – que deixou de ter validade com a mudança de sexo – as dificuldades jurídicas quanto ao seu novo nome, os quatro casamentos e seu maior orgulho, a paternidade.

João nasceu mulher, mas sentia-se na condição de aprisionado a um corpo estranho, uma sensação que ele reconheceu desde muito cedo. Durante a Ditadura Militar, em 1977, se submeteu à primeira cirurgia de mudança de sexo. Naquela época, as clínicas e os hospitais ainda não estavam liberados para fazer esse tipo de cirurgia e os médicos que se propunham a realizá-las eram considerados mutiladores, a ponto do médico que operou o João chegar a ser indiciado por lesão corporal, devido à outra cirurgia de mudança de sexo que realizou.

A obra é um mergulho profundo na questão do gênero como identidade individual, mostrando as alegrias e tristezas, derrotas e vitórias e principalmente a coragem de quem decide se transformar naquilo que escolheu ser.

Lançamento de “Viagem Solitária”

03 de abril
Horário 19h
Local: Casa das Rosas – Av. Paulista, 37
Público alvo: aberto

04 de abril
Horário 19h
Local: Auditório Nelson Carneiro da FMU – Av.Liberdade,899
Público alvo: aberto, com ênfase no corpo discente e docente do complexo FMU

sexta-feira, 30 de março de 2012

Coletânea de poesias Substância Rara é lançada na Casa das Rosas



O cantor, compositor e poeta Adler Luís lança sua coletânea de poesias intitulada de Substância Rara no dia 30 de março, na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, localizada na Avenida Paulista, nº 37.

Em Substância Rara, o cantor, compositor e poeta maranhense equaciona seu passado no presente através das palavras. As poesias relembram lugares de sua trajetória na vida, cidades como São Luís, Rio de Janeiro e São Paulo, que lhe serviram de inspiração.

O evento tem início às 19h e conta com apoio da Secretaria de Estado da Cultura, do Governo de São Paulo, por meio de sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias – ACGE. O lançamento tem patrocínio da editora Linear B e do evento O Autor na Praça, que acontece na Praça Benedito Calixto, onde os autores apresentam seus livros.

Serviço:
Substância Rara na Casa das Rosas
30 de março de 2012 às 19h
Casa das Rosas, Avenida Paulista, 37
Bela Vista – SP
Entrada Franca

domingo, 11 de dezembro de 2011

Meu livro favorito em 2011 [Meme das Antigas - 2011]


Li pouquíssimos livros nesse ano, a rotina de trabalho durante o dia e muitos eventos durante a noite que temos na Secretaria da Cultura, não é fácil. Mas um livro que gostei muito e que foi lançado pela Imprensa Oficial e com o apoio da Secretaria de Estado da Cultura foi o livro “Com a Palavra Luiz Gama – Poemas, artigos, cartas, máximas, da professora Ligia Fonseca Ferreira.

O livro reúne, pela primeira vez, cerca de 40 textos integrais de Gama, muitos deles inéditos. O volume traz também por um conjunto de artigos e ensaios a ele dedicados por seus contemporâneos. Divide-se em 6 capítulos, cada um deles introduzido por um texto explicativo da autora. Nos três primeiros estão reunidos os poemas, os artigos e cinco cartas endereçadas ao filho e a amigos de Gama. O quarto capítulo traz uma seleção de artigos veiculados na imprensa paulista com a repercussão da sua morte, ocorrida em 24 de agosto de 1882.

Uma seleção de textos sobre Luiz Gama, escritos por personalidades como os futuros fundadores da Academia Brasileira de Letras Lúcio de Mendonça e Valentim Magalhães, aprofunda um pouco mais aspectos de sua personalidade, de seu engajamento na luta pela igualdade e pelos direitos civis, de sua atuação política e de sua generosidade com as causas sociais. Através das máximas que encerram o volume, os leitores terão a oportunidade de descobrir mais um aspecto desconhecido de Luiz Gama que nos legou, igualmente, reflexões filosóficas e morais sobre temas que atravessam os tempos. O livro contém ainda mais de 30 ilustrações.

Este post faz parte do #MemeDasAntigas!!! Um balanço feito entre blogs do ano que está terminando! Quer participar? Visite este post, veja como e junte-se a nós! Não se esqueça de avisar nos comentários para que eu possa incluí-lo na lista dos participantes!

São eles: Hally Rocker do Mode On/Off, Renata Becker do Oui, Madame, André "Hipotermia" SobreiroÉrica LopesLilian do Lá no Cafofo, Ana do Organizando o Caos, Larissa Bohnenberger do O Elemento Fogo, Marcos Rodrigo do Eh Bien..., Evy do Pensamentos Perdidos, Juli_Chan do Hitomi Nyu, Cássia Alves do Busca de Sentidos, Regiane do Pequenas Coisas da Rê, Kel Sodré do Armário de Coisinhas, DaniSohDani do Só Lendo, Marcos Freitas do Passageiro do Mundo, Natalia Máximo do Caleidoscópio Dental, Mah Kaori do MahMind, Rafaela Marinho do Meus Vários Mundos, Janna do Livros Pura Diversão, Cintia Ribeiro do Free To Be Me, Nilza Borba do Pele sem Flor, Ana Carolina do Seis Milênios, Nita do Falando sobre LivrosSam Shiraishi do A Vida Como A Vida Quer, Nara do Minha Fábrica de Sonhos, Camila Batista do It's not too LateNeyara do Capsula de Banca, Lila Ricken do A Luz Difusa do Abajur LilásLetícia do A Garota e Seus Livros, Eve Ramos do Coisinhas, Mog do Mog Universitária... vai comentando aí (com o link, please) que eu vou colocando aqui!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Prorrogação do prazo de inscrição das Campanhas Estaduais de Cultura

A Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias prorroga para 30 de dezembro de 2011 o prazo de inscrição das Campanhas Estaduais de Cultura LGBT (“Laços Afetivos”), consciência negra (“Nós, os Afro-Brasileiros”) e pessoa com deficiência (“Pela Arte se Inclui”).

As Campanhas Estaduais são realizadas pela Secretaria de Estado da Cultura desde 2007, com ampla participação popular e tem como objetivo fazer com que a população conheça a cultura dos segmentos vulneráveis da sociedade para assim estimular o debate sobre o tema e ajudar na quebra de preconceitos e paradigmas.

No ano de 2011, devido ao sucesso das três campanhas, seus prazos de inscrição foram estendidos para 30 de dezembro. Contamos com a participação de todos, pois sua história pode ajudar a diminuir os preconceitos que existem na sociedade.

Mais informações e inscrições em: www.cultura.sp.gov.br/generoseetnias 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

As Brejeiras entrevistam Cássio Rodrigo

Hanna Korich e Laura Bacellar entrevistam Cássio Rodrigo, Assessor de Cultura para Gêneros e Etnias da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Cássio fala, entre outros programas, do Laços Afetivos, em que indivíduos lgbt são convidados a escrever sobre realcionamentos que consideram importantes.

"Laços Afetivos" irá trazer ao conhecimento do grande público as relações familiares entre pais heterossexuais e filhos homossexuais, pais homossexuais e filhos heterossexuais, relações de amizade nos ambientes escolar, de trabalho e familiar, relações de amor entre seres humanos e com outros seres humanos.

Ao final, teremos um livro pungente, revelando as matizes das relações humanas. Esse livro irá reafirmar o compromisso do Estado de São Paulo com os dez anos da Lei Estadual nº 10.948/01 que proíbe e pune toda e qualquer forma de discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero do indivíduo. Maiores informações, acesse o site da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias.

As Brejeiras é uma iniciativa da editora Brejeira Malagueta.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Campanha da Secretaria de Estado da Cultura seleciona textos sobre diversidade sexual

A Secretaria de Estado da Cultura está com as inscrições abertas para a campanha participativa “Laços afetivos”, visando à conscientização para a diversidade sexual. Qualquer pessoa pode inscrever-se com textos, depoimentos, crônicas ou reportagens sobre as relações familiares, de amizade, no trabalho e na escola, entre pais e filhos heterossexuais ou homossexuais.

As inscrições podem ser feitas por todos que tiverem boas histórias pelo site da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias. Os melhores trabalhos serão selecionados pelos curadores Laura Bacellar e João Federici. Os ganhadores farão parte de um livro que será distribuído em escolas e bibliotecas para promover uma maior compreensão da diversidade humana.

“A cultura é um dos caminhos para transformar as pessoas e a sociedade. Realizando campanhas como esta, estamos agindo diretamente para reduzir preconceitos, promovendo o reconhecimento e o fortalecimento de grupos hoje discriminados”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.

A ação é coordenada pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias que, desde 2007, realiza campanhas com foco no combate às discriminações e no fortalecimento das identidades. Neste ano, além de “Laços afetivos”, foram lançadas também “Nós, os afro-brasileiros”, visando à conscientização para a diversidade étnica e cultural, e “Pela arte se inclui”, que reunirá exemplos de ações e projetos de inclusão de pessoas com deficiência.

Em “Nós, os afro-brasileiros”, o público poderá inscrever-se com pequenos vídeodocumentários apresentando personagens, fatos, lugares e histórias que tenham como base o fortalecimento da população negra. Os melhores vídeos serão selecionados pelo curador Jéferson DE e exibidos em mostras. O tema dessa campanha foi escolhido através de parceria com o Museu Afro Brasil.

Já em “Pela arte se inclui”, os melhores exemplos de trabalhos ligados à inclusão de pessoas com deficiência nas áreas da literatura, dança, fotografia, teatro, canto, música, circo, desenho e cinema também vão compor um livro/catálogo e participar de programação montada por ocasião das datas comemorativas de pessoas com deficiência.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Das Vantagens de Ser Bobo

Em 12 de setembro de 1970, Clarice Lispector escreveu um breve tratado sobre as vantagens e desvantagens de ser bobo. Num texto de simplicidade poética, ela descreve a alma do inocente:

- O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar no mundo.

- O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando."

- Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.

- O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem.

- Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas.

- O bobo ganha liberdade e sabedoria para viver.

- O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes o bobo é um Dostoievski.

- Há desvantagem, obviamente: Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era a de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro.

- Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa fé, não desconfiar, e portanto estar tranqüilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado.

- O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo nem nota que venceu.

- Aviso: não confundir bobos com burros.

- Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a frase célebre: “Até tu, Brutus?"

- Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!

- Os bobos, com suas palhaçadas, devem estar todos no céu.

- Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

- O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos.

- Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos.

- Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham vida.

- Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.

- Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita o ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!

- Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cimas das casas.

- É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Presente de um Poeta

Meu primeiro contato com Pablo Neruda foi nas aulas de espanhol, minha professora chilena tinha orgulho de falar do seu compatriota e dar-lhe o titulo de melhor poeta contamporaneo. Foram inumeras aulas que a minha professora levara um poema em espanhol do Pablo Neruda e recitava e depois dava paraos alunos também recitarem.

Anos se passaram e o livro “Presente de um Poeta” foi lançado, um verdadeiro presente, onde se encontra os mais lindos poemas de amor de Pablo Neruda, acompanhado de gravuras, num livro em capa dura. Comprei esse livro em 2001 e até hoje é o meu predileto.

Quando estou me relacionando, gosto de compartilhar o melhor de mim e por iniciativa propria, emprestei esse livro ao meu ex-namorado, depois, por diversas vezes recitei o poema:

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

A primeira reação do meu ex foi ressaltar a tristeza contida nesses versos, tristeza que para nos, naquele momento não existia, pois tinhamos um ao outro. Naquele momento, esses versos não faziam o menor sentido, hoje eles são tão vivos. Já não o amo, é verdade, mas talvez o ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Meu Livro Favorito em 2010

Meu livro favorito em 2010 não é nenhum best seller que ficou por semanas na lista dos mais vendidos e também não é nenhuma novidade, pois ele foi lançado em 1936, por Sérgio Buarque de Holanda.  Raízes do Brasil aborda aspectos centrais da história da cultura brasileira. O texto consiste de uma macro-interpretação do processo de formação da sociedade brasileira. Destaca, sobretudo, a importância do legado cultural da colonização portuguesa do Brasil, e a dinâmica dos arranjos e adaptações que marcaram as transferências culturais de Portugal para a sua colônia americana.

O livro foi escrito na forma de um longo ensaio histórico, tendo sido dividido em sete partes: Fronteiras da Europa, Trabalho e Aventura , Herança Cultural , O Semeador e O Ladrilhador, O Homem Cordial, Novos Tempos e Nossa Revolução. O livro foi publicado originalmente pela Editora José Olympio, tendo sido posteriormente objeto de várias reedições ao longo do século XX. É considerado um dos mais importantes clássicos da historiografia e da sociologia brasileira. Raízes do Brasil foi traduzido e editado também em italiano, espanhol e japonês, alemão e francês.

Raízes do Brasil é uma obra que pretende traçar o perfil da formação da sociedade brasileira, apontando as contribuições que os países europeus tiveram na composição da nossa cultura. Elucida o processo rural, que se originou no Brasil, visto que a sociedade era baseada, exclusivamente, na agricultura. Traz também um destaque a abolição dos escravos, colocando-a como o marco histórico que divide em duas fases a História brasileira. Esse novo fato foi de extrema importância, o qual caracterizou a época urbanística e o predomínio da fase marcada pelo intelectualismo do nativo brasileiro. Este adquiriu novos preceitos e novas prioridades, substituindo o valor atribuído a terra para as questões do intelecto, como a busca de um diploma de Bacharel.


 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Oficina Literária Marli Porto

Toda sexta-feira é dia de Oficina Literária no Casarão Brasil, curso direcionado aos amantes da leitura e que agora buscam criar seu próprio texto.

As aulas serão das 14h às 15h30 ou das 16h às 17h30, com a escritora Marli Porto.

Economista de formação e professora da rede de ensino estadual, Marli aposta na Literatura GLS, desenvolvendo trabalhos literários como ‘Uma Luz para Davi’, recente lançamento voltado à temática homossexual.

Venha fazer este exercício literário e aprenda a contestar a sua opinião com sensibilidade e espírito criativo, além de apontar para os critérios de avaliação.

Se existe um escritor dentro de você, esta é a sua chance de descobrir.

Serviço:

OFICINA LITERÁRIA
Todas as sexta das 14h00 às 15h30 e 16h00 às 17h30
entrada gratuitaCasarão Brasil
Rua Frei caneca, 1057
Informações: (11) 3171-3739 – contato@casaraobrasil.org.br

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Inauguração do Centro de Memória e Estudos da Diversidade Sexual

Com o intuito de preservar a história do movimento LGBT, será inaugurado o Centro de Memória e Estudos da Diversidade Sexual.

A inauguração será realizada no dia 10 de setembro, às 19h30 no Casarão Brasil. O projeto é uma parceria com a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads) e Casarão Brasil - CABAG.

O espaço servirá para abrigar acervos artísticos, e documentais de momentos importantes do movimento homossexual e de identidade de gênero no Brasil. O projeto também prevê a criação do Museu da Comunidade GLS.

O Casarão Brasil está recebendo livros, fotos, revistas, jornais, arquivos em áudio e demais periódicos. As Associações GLS também podem ajudar encaminhando seu material. Faça parte desta historia!

Serviço:

INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE MEMÓRIA E ESTUDOS DA DIVERSIDADE SEXUAL
Dia: 10 de setembro de 2010.
Horário: 19h30
entrada gratuita

Casarão Brasil
Rua Frei caneca, 1057
Informações: (11) 3171-3739
www.casaraobrasil.org.br
Entrega de material de segunda-feira a sexta, das 10h às 18h.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O Curioso Caso dos Quatro

Livro do escritor Maikon Garcia, com temática LGBT e distribuído gratuitamente pela Internet, que conta a história de Chris é um jovem de vinte anos que após perder sua namorada acaba conhecendo Luiz, um cara intrigante, com uma namorada histérica e uma família de malucos. Essa nova amizade acaba mexendo com seus sentimentos, transformando-os em uma conturbada paixão. Porém, Chris acaba se apaixonando também por Bruna a misteriosa irmã de Luiz. Confuso acerca de seus sentimentos ele passa a viver um arriscado romance bissexual com os dois irmãos. O Curioso Caso dos Quatro poderá chocar alguns leitores com seu conteúdo erótico realístico, mas não poderia ser diferente, pois se passa num mundo onde os jovens parecem não ter limites; onde sexo, amor, preconceitos e imaturidade se misturam para criar uma história envolvente e dramática.

Para conferia a história completa, faça o download o livro.