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sexta-feira, 3 de março de 2017

A Geni da vez

No Rio de Janeiro, um jovem foi encontrado nu na praia, com marcas de violência, infelizmente ele veio a falecer no hospital. Amigos disseram em sua página do Facebook que ele sempre teve medo de ser vítima de homofobia. Infelizmente, nos, LGBT, somos a Geni da vez. 

Enquanto não houver a criminalização da Homofobia e Transfobia esses crimes ficarão impunes e continuarão a jogar pedra, água e bosta na gente, achando que somos feitos para apanhar e bons para cuspir. 

Segundo a OMS, o Brasil é o 11º país com mais crimes de homicídios, é um dado alarmante e qualquer pessoa poder falar que viver no Brasil é perigoso para qualquer pessoa, sendo hétero, homossexual, travestis ou transexual, mas segundo Grupo Gay da Bahia, o Brasil é o país que mais mata lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, superando índices de países do Oriente Médio e da África, que pune com pena de morte a homossexualidade.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Vídeo com Beijo Gay do “Parafernalha” Gera Comentários Homofóbicos

O canal de humor “Parafernalha” foi alvo de comentários homofóbicos na internet. Após publicar um vídeo  de humor sobre os piores momentos para uma festa surpresa, a página recebeu citações negativas sobre dois atores se beijam.

O vídeo já teve mais de 800 mil visualizações pelo YouTube. Nele, os atores brincam com várias situações vistas como ruins para ser surpreendido com uma festa de aniversário, e, no fim, mostram dois casais se beijando. Só que o que revoltou alguns internautas foi o grupo exibir uma cena de uma relação entre homossexuais.

O ator e empresário Felipe Neto, idealizador do "Parafernalha", repudiou as manifestações homofóbicos e frisou que "apesar do vídeo ter uma cena quase explícita de sexo heterossexual (o que colocamos de propósito), as críticas avassaladoras são contra um beijo gay que acontece na cena seguinte. Ninguém comenta a cena de sexo, apenas ficam ofendidos pelo beijo homossexual".

O canal já publicou outros dois vídeos com beijo gay, no qual também causou manifestações homofóbicas por parte dos internautas. Num vídeo em que ensina 'como não terminar um namoro', os atores Daniel Curi e Victor Lamoglia interpretam um casal de namorados. Já em outro vídeo, fala sobre "coisas de carnaval", o comediante Lucas Salles dá um beijo por engano em Daniel Curi, que está fantasiado de mulher.

 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Militantes LGBT realizam protesto durante a partida entre Irã x Nigéria

Durante a partida das seleções do Irã x Nigéria, o Movimento LGBT realizou um protesto contra a homolesbotransfobia de ambos os países. Irã e Nigéria pertencem ao grupo de nações que condenam a homossexualidade com pena de morte. No protesto, ativistas colocaram uma enorme bandeira do movimento gay na fachada de um prédio e enforcaram dois bonecos, um representando as mortes ocorridas naqueles países.

Durante o protesto, diversos iranianos pararam para ver e até tirar fotos da manifestação. Para o iraniano Mihda, que é radicado nos Estados Unidos e não quis revelar seu sobrenome, os protestos são legítimos e todos estão otimistas no país por uma maior abertura política. Ele, por exemplo, disse não se importar com a orientação sexual do seu filho, que ele nunca perguntou qual é. No entanto, Mihda se recusou a tirar uma foto diante da bandeira gay.

A partida Irã x Nigéria, foi apelidada de "Jogo da Morte". No Irã, gays são enforcados. No norte da Nigéria, perdem a vida a pedradas. A Capital paranaense também irá sediar o jogo entre Argélia x Russia, no dia 26. Na Argélia, homossexuais podem ser condenados a 14 anos de prisão, e na Rússia, embora oficialmente não existam leis contra gays, eles são cada vez mais apartados da sociedade e perseguidos.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Tem alguém que nos odeia

O suspense "Tem alguém que nos odeia" estreia dia 17 de julho na sala experimental do Teatro Augusta, para temporada até 03 de outubro. Texto de Michelle Ferreira recebe direção de José Roberto Jardim. No elenco estão Ana Paula Grande e Bruna Anauate. 

O texto escrito em 2011, aborda a relação privada e amorosa de duas mulheres, Maria, brasileira, e Cate, estrangeira, que decidem morar juntas em São Paulo. Dentro do antigo e decadente apartamento – herdado por Maria – elas vivem em conflito. Em meio a esse ambiente turbulento, a violência e horror batem a sua porta, invadindo o seu lar. Elas, então, se veem obrigadas a enfrentar agressões físicas e psicológicas de algum homofóbico do prédio, que se torna um inimigo invisível e constantemente presente. 

Num clima de suspense e desconfiança, elas lidam com a impunidade da justiça brasileira, com uma moradora que as considera um mau exemplo, com um padre que as tenta convencer de que são grandes pecadoras, com uma síndica que nada pode fazer e com suas angústias pessoais. A peça coloca em xeque a temática da tolerância, da coexistência entre diferentes grupos, os protocolos sociais, a justiça, religião e o papel de cada indivíduo diante das questões públicas.

Serviço: 

Tem alguém que nos odeia
Gênero: Suspense
Estreia dia 17 de julho, às 21h, no Teatro Augusta – Sala Experimental
Temporada: quartas e quintas, às 21h. Até dia 3 de outubro
Duração: 70 minutos
Capacidade: 35 lugares
Censura: 14 anos.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Mostra "Fora Feliciano" reúne cartuns e caricaturas no GGB

Segue em cartaz até 31 de maio, na sede do Grupo Gay da Bahia (GGB), no Pelourinho, a exposição Fora Feliciano: Caricaturas e Charges Contra a Homofobia. A mostra, organizada pelo fundador do GGB, Luiz Mott, reúne 50 cartoons de 27 artistas de todo o país, entre eles os cartunistas Simanca e Cau Gomez, do Jornal A TARDE.

De acordo com o GGB, a proposta da exposição é divulgar a indignação nacional com a nomeação do deputado Marco Feliciano à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, além de exigir a sua renúncia.

"Que esse registro de nossa história permita não só aos nossos contemporâneos, mas também às futuras gerações, tomar conhecimento que estávamos presentes e ativos nesse momento crucial de luta pela cidadania contra a homofobia, racismo, machismo e intolerância", declarou Mott. 

Além da mostra, uma sessão especial de combate à homofobia será realizada na Câmara Municipal de Salvador no dia 17 de maio, às 9h.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Novo PLC 122 dá aval para homofobia religiosa

As manifestações de religiosos sobre homossexuais feitas dentro de templos está fora da sugestão de substitutivo ao projeto de lei (PLC 122/2006) que criminaliza a homofobia, entregue na terça-feira à Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado pelo Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD-LGBT). 

O CNCD-LGBT integra a estrutura da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República e sua composição é formada de 15 representantes do governo e 15 da sociedade civil. Na avaliação da senadora Ana Rita (PT-ES), presidente da CDH, a nova proposta é completamente diferente da que tramita na Casa. "É uma proposta que trata do ódio e da intolerância contra todas as pessoas, idosos, crianças, adolescentes, deficientes e também contra as pessoas do movimento LGBT", explicou.

O substitutivo diz que constitui crime de intolerância, com pena prevista de um a seis anos, "impedir, restringir a expressão e a manifestação de afetividade, identidade de gênero em espaços públicos ou privados de uso coletivo, exceto em templos de qualquer culto, quando estas expressões e manifestações sejam permitidas às demais pessoas".

"As autonomias que as igrejas têm nas suas estruturas, nas suas sedes, nos seus locais, nós não podemos fazer interferência, mas as manifestações públicas vão ter um outro contexto", explicou a representante da Rede Nacional de Negras e Negros LGBT Janaína Oliveira.

A intenção do senador Paulo Paim (PT-RS), que vai relatar a proposta, é pedir regime de urgência para que, depois de votado o relatório na comissão, a matéria siga direto para votação no plenário da Casa. "O substitutivo não é um adendo à Lei 7.716, conhecida como Lei do Racismo, ela é uma lei autônoma, que vai tratar especificamente dos crimes de ódio e intolerância", explicou o presidente do CNCD-LGBT, Gustavo Bernardes. Ele acredita que a nova proposta vai abrir um caminho de diálogo com os segmentos que até agora resistem à proposta. 

Segundo as entidades que integram o movimento, a nova proposta reforça a necessidade de enfrentamento de crimes de ódio e intolerância à população LGBT. Os crimes previstos na proposta têm pena aumentada de um sexto à metade se a ofensa também for motivada por raça, cor, etnia e religião. O texto também ressalta que, sob "nenhuma hipótese", as penas previstas na lei serão substituídas por pagamento de fiança.

sábado, 30 de março de 2013

Homofobia: Sobre Violação de Direitos Humanos e Agressão Materna

No metrô, percebi que um cara com características de skinhead estava me olhando e fazendo sinal de negativo com a cabeça. Não sei em que momento ele começou a me observar. Eu estava distraído, mexendo no meu celular, pouco me importante com quem estava ao redor, literalmente fechado em meu mundo.

Aquela situação me deixou preocupado, subindo as escadas rolante, ele se virou e novamente fez sinal de negativo com a cabeça, depois me olhou mais duas vezes antes de sair da estação. Era mais de meia noite, havia pouca movimentação em frente a estação. Acendi um cigarro e fiquei esperando o cara seguir o seu caminho, para depois seguir o meu com mais tranquilidade. Esse situação me deixou extremamente triste. Não sei o porque aquele cara estava me olhando com ar de reprovação.

Hoje, me deparo com um vídeo de muito mal gosto, postado por Rafael Araujo. No vídeo ele finge ser gay para ver a reação da mãe dele. Numa atitude cheia de preconceito, a mulher começa a agredir o rapaz, mostrando sua intolerância e falta de respeito com uma comunidade que sofre com tantas agressões no Brasil, muitas das vezes sendo mutilados e mortos por conta de sua orientação sexual.

Não consigo definir o comportamento dessa senhora. Não posso chama-la de animal, pois ao contrário dela, o instinto animal defende a sua prole. No discurso fundamentalista, chamam os gays de aberração. Se somos aberrações, o que seria essa senhora? Senti vergonha de ver esse vídeo, de ver uma mulher completamente insana, agredindo o que naturalmente ela deveria proteger.



Por conta de lideranças fundamentalistas, como a dos Deputados Marco Feliciano, Jair Bolsonaro, João Campos e Senadores Magno Malta e Marcelo Crivela e ainda de pastores como Silas Malafaia, esse comportamento é estimulado cada vez mais em nossa sociedade. Fico estarrecido quando ouço que a aprovação do PLC 122 tornaria o gay como um cidadão privilegiado. O mínimo que deveríamos ter, num país tão cheio de intolerância como o Brasil, é respaldo jurídico para que os crimes homofóbicos sejam punidos com o agravante de ódio.

Gravar um vídeo se desculpando, é o minimo que essa senhora deveria fazer, em respeito aos milhares de gays que existem nesse país. Por conta desse tipo de intolerância, agressões homofóbicas ocorrem diariamente nas ruas. Sem contar as agressões que não chegam a se concretizar fisicamente, como a que fui submetido no metro. Fui agredo psicologicamente, por alguém que se sente no direito de julgar o que é certo ou errado em nossa sociedade.

Se a nossa ocupação nas rua não está surtindo efeito, temos que mudar de estratégia e começar a ocupar a ONU, denunciando os abusos que são cometidos aqui no Brasil e a violação do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, no qual nosso país é signatário. Estou cansado de pedir "por favor, me respeite". Está na hora dos movimentos sociais tomarem uma posição realmente efetiva. Está na hora de alguns setores, que recebem dinheiro público, romperem com o Governo e lutar pela causa que esses grupos foram fundados.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

TJ de São Paulo determina libertação de suspeito de homofobia

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou ontem a libertação do personal trainer Diego Mosca Lorena de Souza, um dos dois acusados de agredir o estudante de Direito André Cardoso Gomes Baliera, que denuncia ter sido vítima de homofobia. O suspeito seria solto até a manhã desta quinta-feira. Souza foi preso em flagrante por tentativa de homicídio com o estudante Bruno Protieri, pouco após o espancamento, ocorrido no dia 3 de dezembro, na Rua Henrique Schaumann, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. A decisão judicial também deverá beneficiar Portieiri.

No pedido de habeas corpus que levou à Justiça, o advogado do personal trainer, o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, alegou que os laudos periciais pedidos pelas autoridades que investigam o caso não foram concluídos. "Não há elementos que definem se houve mesmo tentativa de homicídio ou foi só (um caso de) lesão corporal", disse. 

Ao conceder a liminar que autorizou a libertação, o desembargador Newton Neves afirmou que existe um 
conflito sobre o tipo de acusação que pesa sobre os dois. Para o magistrado, "é preciso cautela e análise de fundo dos documentos e teses apresentadas, a fim de se evitar prejuízo a ampla defesa e contraditório o que, por si só, justifica a concessão da liminar pleiteada". 

Para justificar o habeas corpus, Mariz de Oliveira também argumentou que os dois acusados têm emprego fixo e residência conhecida. "Além disso, acrescentei ao pedido um abaixo assinado com 300 assinaturas de pessoas que conhecem os dois e os defendem", afirmou. 

Indignação 

Baliera, que estuda no Largo de Francisco, disse que não há o que contestar na decisão da Justiça. "O que me incomodou profundamente foi a argumentação dos advogados. Além de vítima, agora sou transformado em mentiroso, como se não fosse horrível o suficiente apanhar na rua", afirmou. Ele disse que desde a agressão evita passar no local do incidente, próximo de sua casa. "Eu já evitava a rua e não sei se terei coragem de ir trabalhar normalmente."

domingo, 27 de maio de 2012

Rússia: Passeata LGBT acaba em briga com cristãos e detenção

Dezenas de pessoas foram presas em Moscou neste domingo depois que ativistas da Igreja Cristã Ortodoxa Russa atacaram duas manifestações em defesa de diretos dos LGBT, jogando água contra os participantes e gritando orações. 

Alguns ativistas ortodoxos deram socos em manifestantes, tomaram suas bandeiras da cor do arco-íris - símbolo do movimento LGBT - e as pisotearam diante das câmeras de televisão. 


O confronto ocorreu durante os dois protestos, realizados diante da prefeitura e do Parlamento. Nenhuma das manifestações tinha sido autorizada pelas autoridades de Moscou. 

Quase todos os cerca de 30 participantes homossexuais foram detidos e muito poucos dos quase 50 ativistas cristãos ortodoxos envolvidos. 

O líder do protesto pelos direitos dos gays, Nikolai Alexeyev, afirmou que estava sendo preso por falar com os jornalistas. "Fui detido no protesto do Orgulho na prefeitura de Moscou", escreveu ele no Twitter. "Não tenho palavras." 

A polícia disse à agência estatal de notícias Itar-Tass que cerca de 40 pessoas tinham sido detidas nos protestos. 

"Todos os nossos direitos estão sendo pisoteados aqui na Rússua", disse o manifestante Igor Yasin. "Os nossos direitos não são assegurados e não temos nossa segurança física garantida."

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sobre Tentativa de Assalto e Internação Compulsória

Recentemente saiu na mídia que a Prefeitura Municipal de São Paulo está a um passo de legalizar a internação compulsória de viciados em drogas que vivem em situação de rua. Quando vi a noticia, fiquei estarrecido, achei um absurdo tal ato, pois um tratamento de desintoxicação depende muito mais da vontade do paciente, do que dos recursos disponíveis aplicados. Ainda mantenho a minha posição e tenho certeza que tal ação, se aprovada, será pouco eficiente nos seus objetivos.

Alguns amigos defenderam que a questão é bem mais ampla e que a internação compulsória viria para sanar parte dos nossos problemas de segurança pública, pois muitos desses usuários de drogas passam a cometer pequenos delitos a fim de conseguir dinheiro e objetos para depois trocar por drogas ilícitas. Mesmo com essa explanação, me coloquei contra a questão, pois de nada adiantará um tratamento realizado mediante uma internação forçada.

Terça-feira (06/09), saindo da Secretaria de Estado da Cultura, local onde trabalho, estava caminhando até o Largo do Arouche, caminho que sempre faço a pé. Passei por um menino de rua, que deveria ter no máximo 12 anos. Ele me pediu 50 centavos, eu disse que não tinha. Ele veio atrás de mim e pediu novamente os 50 centavos, novamente eu disse que não tinha. Furioso ele tirou um faca que estava escondida num cobertor que ele usava sobre os ombros e pediu o meu celular.

Fiquei assustado, virei o corri. No susto, desesperado, dei poucos passos no sentido de um posto móvel policial, que fica em frente a Secretaria da Cultura e cai. Machuquei meu joelho, ombro e região abdominal, que até o momento encontra-se machucada, doendo. Tive que ser medicado, por conta das dores que já estava incomodando bastante e tal fato me levou novamente a refletir sobre a noticia que vi há semanas sobre a internação compulsória.

A questão dos meninos de rua da Cracolândia, vai muito além da questão de saúde pública, tornou-se uma questão de segurança. O Estado é responsável pela nossa integridade física e tal caso se faz necessária uma intervenção imediata. Não podemos continuar dividindo as ruas com pequenos infratores que rejeitam os organismos que o Estado coloca a disposição para que eles deixem as ruas.

Em frente ao local que houve a tentativa de assalto pelo menor infrator, existe um albergue público, local que não tem sua capacidade de lotação atingida. Muitos dos moradores de rua, estão na rua porque não conseguem viver obedecendo regras. Em todos os lugares, na nossa casa, em nosso trabalho e na nossa vida social, obedecemos regras e até mesmo para viver num albergue, existem regras para serem obedecidas, regras que muitos dos moradores de ruas não querem cumprir.

Ainda não tenho uma opinião completamente formada sobre a internação compulsória, mas ela existindo ou não, o Estado tem que intervir sobre a questão desses infratores que passam dias e noites desequilibrando a ordem pública e tirando o direito de outros cidadãos de bem de ir e vir. Não passarei mais naquele lugar com a tranquilidade que passava antes, estou com os meus direitos violados e o Estado tem que intervir, seja acionando a Fundação Casa, ou habilitando clinicas de dependentes químicos para tratar a questão desses dependentes que recusam o tratamento e preferem as ruas, para cometer seus delitos e sustentar o vicio das drogas.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Arnaldo Jabor sambando na cara do Bolsonaro


"Bolsonaro devia ser posto em formol e colocado num museu, para deixar registrado um comprovante de nossa burrice histórica"

Arnaldo Jabor


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

E o troféu vergonha alheia de 2010 vai para...

2010 foi um ano muito difícil para a Militância LGBT, passamos por um processo eleitoral que nos fragilizou e nos empurrou ainda mais para a margem da sociedade. A pauta eleitoral, que deveria ser marcada por políticas econômicas, criação de renda e geração de emprego, se centrou na aprovação do casamento gay. A igreja jogou as suas cartas e o candidato que mais repudiou o movimento LGBT se saiu vitorioso.

Os meses subseqüentes foram marcados pelo ódio, intolerância e fundamentalismo, com o mesmo vermelho que foi festejado a vitória nas urnas, os gays desse país se mancharam. Na Av. Paulista, palco da maior Parada Gay de Mundo, gays não se sentiam mais em casa, a Av. foi tomada por homofobicos, que não aceitavam que aquele lugar era lugar comum para todos.

É uma vergonha dividir a sociedade com o ódio e a intolerância. Conviver com tanta violência é algo inadmissível e doí ainda mais quando percebemos que essa violência é validada pelo poder público. Temos que ganhar mais visibilidade e ter políticos que inclinem suas ações sociais na políticas públicas inclusivas aos cidadãos LGBTs, só assim começaremos a vencer a guerra contra a homofobia.

#MemeDasAntigas – Um Inventário de 2010.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Mas 2010 ainda não acabou, ainda vou tentar...

Acredito que a pior posição que um ser humano pode ficar, é prostrado. Ainda temos 29 dias em 2010 e nesses dias continuarei acreditando na vida e lutando pelo o que acredito. Esse ano que está se findando não foi difícil apenas para mim, foi difícil para milhares de pessoas que me rodeia, ficar no mimimi daqui e mimimi de lá, não é um roteiro apreciado por mim. Tivemos um ano horrível para todos os gays, com crimes de homofobia em diversos pontos do Brasil, sem contar que saímos do processo eleitoral completamente ridicularizados, com a imagem de vendidos aos grupos fundamentalistas desse país.

Nesse ano me envolvi muito com o que acredito, me dediquei a política e a militância LGBT, idealizei e dei forma ao blog da Diversidade Tucana (http://www.diversidadetucana.com.br/), participei de campanhas políticas, estive ao lado de José Serra, Geraldo Alckmin, Aloysio Nunes, Bruno Covas e Ricardo Montoro, nem todos se elegeram, mas tive a alegria de ver a expressiva votação de Aloysio Nunes para senador e Bruno Covas para Deputado Estadual. Junto com a Diversidade Tucana, participei da criação do projeto de Governo do Geraldo Alckmin, onde construímos uma rede de proteção aos cidadãos homossexuais, que permitirá que esse Estado, que já é referência na defesa do Direitos Humanos, avance ainda mais na questão dos direitos dos LGBTs.

Tivemos um mês de novembro muito triste para toda a comunidade LGBT, os crimes que aconteceram em São Paulo e Rio de Janeiro, mostrou a nossa fragilidade e a necessidade de iniciativas do legislativo para punir a homofobia. O caso de homofobia na Av. Paulista, em que um gay foi atingido por uma lâmpada, repercutiu no Mundo inteiro e tal fato não incomodou nem um pouco o executivo do nosso país, que em 8 anos de gestão, nunca fez nenhuma menção de apoio ao PLC 122 e ao casamento civil entre homossexuais.

A militância LGBT tem que se articular, gays estão levando tiros em parques públicos, sendo espancados nas ruas e grupos de militância estão sendo ameaçados por nazistas. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, 198 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram assassinados no Brasil apenas no ano de 2009, seguindo uma tendência anual crescente, e representando uma média de 1 assassinato a cada 2 dias. O ano de 2010 ainda não acabou, ainda vou tentar lutar pelo o que acredito e até o ultimo minuto de 2010 estarei com a bandeira “Homofobia Não” hasteada, lutando até o fim, por essa causa que também será minha em 2011.

#MemeDasAntigas – Um Inventário de 2010.

sábado, 20 de novembro de 2010

A Homofobia Representa a Regressão Social do Brasil

A violência urbana chegou num ponto crítico e as políticas públicas preventivas são fracas e não conseguem estabelecer comunicação com os jovens, prova disso são os casos de violência generalizada por todo o Brasil. No Rio de Janeiro, um sargento que deveria estar servindo a população, se sente acima da lei e atira num jovem com motivações homofóbicas e em São Paulo, pit boys, que não aceitam a sexualidade alheia se sentem no direito de agredir homossexuais.

Tanto os 5 jovens da Av. Paulista como o sargento do Rio de Janeiro, estão repetindo um comportamento condicionado e aprendido por setores fundamentalistas, encabeçados por políticos e religiosos. Sempre pensei em “Qual é a atitude de um homofóbico ao assistir um programa do Silas Malafaia?” Esse pastor se sente no direito de chamar gays de aberrações, imundos e imorais. Políticos como Magno Malta, Marcelo Crivela e Carlos Apolinário fazem de sua atuação política um clamor ao ódio, estabelecendo um discurso retrogrado e que os gays são inimigos da família e da moral social.

As eleições de 2010 foi uma derrota massacrante para o movimento LGBT. A pauta eleitoral que deveria priorizar assuntos de interesse de toda a sociedade, se restringiu apenas aos discursos decorrentes ao aborto e casamento gay. É inadmissível que um país tão importante no cenário internacional deixe de lado assuntos como política externa, reforma tributária, geração de empregos e divisão de renda, para falar apenas em assuntos de interesse da igreja. A pauta eleitoral, comprometeu a laicidade do Estado e ficou mais que provado que estamos vivendo numa teocracia tímida e disfarçada.

Em Estados teocráticos, onde a liberdade individual não é respeitada,  quem vai contra o valores religiosos são mantidos a margem da sociedade e é isso que acontece com a comunidade gay no Brasil. Em oito anos de governo Lula, pouco foi feito para a situação dos LGBTs e com os mais de 80% de popularidade do presidente, em nenhum momento o executivo do nosso país se posicionou publicamente como favorável a aprovação do PLC 122/06 e do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Temos que reagir antes que todos os direitos humanos inerentes aos “grupos de minorias” sejam tirados por completo das discussões políticas. Em São Paulo e Rio de Janeiro temos leis de combate a homofobia, mas os acontecimentos sociais mostram que tais mecanismos se mostram insuficientes, a aprovação do PLC 122 promoveria uma discussão nacional em torno dos direitos dos LGBTs e a importância de respeitar a diversidade sexual.

Amanhã, acontecerão duas manifestações importantes. Em São Paulo, militantes LGBTs se manifestarão num ato de repúdio à violência homofóbica na Av. Paulista. No Rio de Janeiro, manifestantes que apoiam a causa LGBT organizam a “Caminhada da Paz”, um ato contra a homofobia promovida pelo sargento-marginal Ivanildo Ulisses Gervásio e pela aprovação do PLC 122/06. A articulação de todo o movimento LGBT para o sucesso dessas ações é de extrema importância, para mostrar aos nossos governantes que não estamos satisfeitos com a margem da sociedade e que precisamos de políticas públicas que nos defendam e validam a nossa cidadania.

Serviço:

Caminhada pela Paz – Rio de Janeiro
Domingo - 21 de novembro - concentração às14hoo
Av. Vieira Souto (esquina com a Rua Farme de Amoedo) - Praia de Ipanema

Ato em Repúdio à Violência na Av. Paulista – São Paulo
Domingo – 21 de novembro – concentração às 15h00
Av. Paulista, nº 1578 - Bela Vista (em frente o vão livre do Masp)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Manifestações Contra a Homofobia Agita Militância LGBT

Gay baleado por militar no Rio de Janeiro
Aconteceu hoje (19), ao meio dia, um ato pedindo pela aprovação de leis que criminalizam a homofobia, promovido pela Frente Parlamentar contra a Homofobia. No protesto, cerca de 30 manifestantes recolheram assinaturas para pressionar o Congresso Nacional a aprovar o PLC 122, que tramita desde 2006. “Não há punição [à homofobia], porque não há uma lei que puna. Temos a lei Maria da Penha, que criminaliza a violência contra as mulheres, e a lei contra o racismo. A homofobia tem que estar no mesmo patamar”, afirmou o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP), presidente da Frente Parlamentar contra a Homofobia.

No Rio de Janeiro, manifestantes que apoiam a causa LGBT organizam a “Caminhada da Paz”, um ato contra a homofobia promovida pelo sargento-marginal Ivanildo Ulisses Gervásio e pela aprovação do PLC 122/06. Ivanildo interceptou o jovem Douglas, que estava num parque com amigos e  namorado. O sargento atirou no abdômen do rapaz, que foi socorrido e passa bem. Ivanildo aguarda julgamento preso. Desde julho deste ano, foram registradas 1.572 denúncias de homofobia através do Disque Cidadania LGBT, serviço oferecido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Gay agredido por marginais em São Paulo
Em São Paulo, militantes LGBTs também se manifestaram no domingo (21), num ato de repúdio à violência homofóbica na Av. Paulista. O crime foi cometido por cinco jovens de classe média – sendo quatro menores de idade – que estudam juntos num colégio particular situado no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo. Das 3h às 6h30, o grupo agrediu quatro rapazes em momentos isolados. Uma das vítimas perdeu a consciência e teve seus pertences roubados, enquanto outra foi atingida por duas lâmpadas fluorescentes no rosto.

Ainda em São Paulo, militantes LGBTs e alunos da Universidade Presbiteriana Mackenzie, organizam manifestação contra o Chanceler e Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. O Dr. Augustus Nicodemus, publicou no site da universidade uma carta em nome da Universidade, ele se posiciona contra a aprovação do PL-122, citando passagens bíblicas e alegando que a cultura brasileira está cada vez mais distante das referências de certo e errado. A ação do Chanceler do Mackenzie, além de fundamentalista e assustadoramente maniqueísta, contraria o Estado de Direito democrático e laico.

A homofobia está generalizada no Brasil e não podemos nos intimidar. A ofensiva de grupos homofóbicos e fundamentalistas tem que aumentar ainda mais a nossa resistência. Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, trangenêros e héteros que apoiam a causa LGBT devem marcar presença nesses atos. Temos que exigir da justiça que os quatro marginais que foram liberados da Febem, retornem para a instituição e que o jovem maior de idade, retorne para a detenção provisória. Não podemos dividir a sociedade com marginais perigosos, que colocam em risco a vida de cidadãos de bem. Vamos marcar presença nas manifestações e o nosso posicionamento contra a homofobia.

Serviço:

Caminhada pela Paz – Rio de Janeiro Domingo - 21 de novembro - concentração às14hoo
Av. Vieira Souto (esquina com a Rua Farme de Amoedo) - Praia de Ipanema

Ato em Repúdio à Violência na Av. Paulista – São Paulo Domingo – 21 de novembro – concentração às 15h00
Av. Paulista, nº 1578 - Bela Vista (em frente o vão livre do Masp)

Protesto Contra o Chanceler e Reverendo – São Paulo Quarta-Feira – 24 de novembro – concentração às 16h30 – manifestação às 18 horas
Rua da Consolação, 930 - Cerqueira César

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Homofobia no Twitter

Motivados pelos casos de homofobia em São Paulo e no Rio de janeiro, os usuários do Twitter colocaram na primeira posição dos TTs (Trending Topics) a tag #homofobiaNao. O twitter funciona como um termômetro social, as tags são interpretadas como clamores e anseios sociais e ter um “Não a Homofobia” entre os assuntos mais comentados dessa importante rede social é uma grande vitória para o movimento LGBT e para todos aqueles que primam por uma sociedade mais justa e igualitária para todos.

Como os homofóbicos não estão somente nas ruas, nos agredindo e atirando em nos, houve uma ofensiva e a tag #homofobiasim foi criada, até o momento sem forças para entrar nas 10 posições dos TTs e ganhar visibilidade. O fato de pessoas exporem a sua homofobia, numa rede social tão importante como o Twitter, é assustador. Pesquisando sobre a tag, encontrei algo mais estarrecedor, o Twitter @HomofobiaSim, que em menos de uma hora de criação, estava com mais de 15 mil seguidores, mais que o triplo de seguidores do twitter @HomofobiaNao.

Como pano de fundo desse cenário, temos a Universidade Mackenzie, que declarou a sua homofobia diante da sociedade, mas no seu processo de seleção aceita gays na instituição e o Pink Money proveniente dos mesmo. Também temos o exército Brasileiro, que covardemente baleou um gay após a realização da Parada Gay do Rio de Janeiro, que clamava por Não Homofobia. E em São Paulo, temos o ato repugnante na Av. Paulista, onde 5 marginais de classe média alta fizeram vários ataques contra gays.

A necessidade de se aprovar uma lei que criminaliza a homofobia nunca se fez tão necessária. A importância da participação de todos na manifestação que ocorrerá em frente a Universidade Mackenzie é de extrema importância. Vamos nos unir nesse momento, mostrar a uniformidade do Movimento LGBT e de todas as pessoas que apoiam a causa gay e sente nojo da homofobia que brota de nossa sociedade. É importante denunciarmos o perfil @HomofobiaSim e todos os usuários que fizeram uso da tag #HomofobiaSim para o site SaferNet Brasil, as denúncias recebidas pelo site são reportadas ao Ministério Público Federal.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Caem as Máscaras dos Homofóbicos da Av. Paulista

Nenhum individuo nasce homofobico, as crianças são livres de preconceitos e atitudes extremas são frutos de convivência social e fatores familiares que despertam as pessoas para ódio. Certa vez a minha sobrinha me perguntou se o meu namorado (hoje ex) era o meu marido. Disse que não, mas que namorava com ele e o amava, da mesma forma que os seus pais se amam. Ela passou a ser referir muito a ele como tio e isso prova que os ambientes familiares, abertos para a tolerância, influência muito uma criança e define o adulto que ela se tornará.

A mãe de um dos adolescentes envolvidos na agressão homofobica ocorrida na Av. Paulista declarou que nunca incentivou o seu filho a ter ódio de homossexuais. Os pais declararam que seus filhos não praticam artes marciais e que são jovens "normais", que saem para se divertir a noite e que a briga foi obra do acaso. Eliezer Domingues Lima, pai do marginal Jonathan Lauton Domingues (sim, posso chamar uma pessoa que responde aos crimes de agressão corporal, formação de quadrilha e roubo, de marginal), foi além e disse que não podem tratar o seu filho como um criminoso. Os valores sociais estão se invertendo, para o Sr. Eliezer Domingues Lima, espancar pessoas na rua, roubar e liderar uma quadrilha, não é crime.

À esquerda, Massetti, pai do menor infrator e homofóbico
O pai de um dos envolvidos, é um mafioso italiano, foragido no Brasil e que adotou a identidade de Carlos Massetti, mas o seu nome verdadeiro é Leonardo Badalamenti. Carlos Massetti foi preso pela Interpol no dia 23 de maio do ano passado, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, onde mora com o filho infrator, que faz jus ao provérbio de que “filho de peixe, peixinho é”. Carlos Massatti usa este nome desde que veio morar no Brasil, há 16 anos. Era casado com Soraia Costa, mãe de G.M, que deu um depoimento dizendo que a agressão do filho foi “uma coisa infantil”. O infrator G.M. é neto de Gaetano Badalamenti, conhecido como o poderoso Dom Tano, do clã Cosa Nostra, na Sicília. Badalamenti morreu em 2004, aos 81 anos, numa prisão dos Estados Unidos, onde cumpria pena de 15 anos por assassinatos e tráfico de drogas.

O criminoso italiano conseguiu um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 12 de agosto deste ano, obteve o julgamento final, com o arquivamento do processo. “Não se revela processualmente viável, na via estreita do processo de “habeas corpus”, a discussão em torno da identidade do paciente em questão, que sustenta não ser ele o súdito estrangeiro que poderia vir a ser reclamado, pela República Italiana, ao Governo do Brasil [...] Arquivem-se os presentes autos”, disse o processo.

O governo italiano não formalizou o pedido de extradição com os documentos probatórios da culpa do acusado. De acordo com a acusação da Interpol, Massetti participava de um grupo que colocava títulos falsos no mercado e a meta era embolsar U$ 1,0 bilhão. Na época, Massetti alegou ser “preso político e vítima de um clamoroso erro judiciário”. Na época, segundo o diretor da Interpol no Brasil, delegado federal Jorge Pontes, Carlos Massetti representa um caso típico de lavagem de identidade. “Assim como os criminosos nazistas, ele criou uma nova identidade e, assim, um dos mais notórios mafiosos vivia tranquilo no Brasil”, disse.

O agressor Jonathan Lauton Rodrigues,
de 19 anos, é instrutor de Jiu-Jítsu
O agressor Jonathan Lauton Rodrigues, de 19 anos, é instrutor de Jiu-Jítsu na modalidade MMA, na academia Ryan Gracie Tean, da Vila Mariana. A academia retirou o site deles na segunda, a noite, onde haviam 3 fotos desse de Jonathan. No google imagens, é possível ver uma foto do criminoso, ele é o primeiro da esquerda. É importante ressaltar que as ideologias das artes marciais não prega ódio e violência. Quando adolescente, pratiquei Jiu Jitsu e nunca foi motivado a violência, o meu instrutor sempre ressaltou que a nossa arte não deveria ser usada para a disseminação do ódio.

No seu perfil do Orkut, o filho do mafioso dizia: "Se você não encontrar algo pelo qual vale a pena viver, encontre algo pelo qual valha à pena morrer”. No perfil, uma foto com um cigarro na boca, que faz lembrar o charuto usado pelos mafiosos. Além disso, havia comunidades como “treta de amigo meu é treta minha tbem” (sic), “quem fecha chega junto sempre”. Os outros menores infratores são V.L.C, morador do bairro Vila Mariana, G.P.P., morador do Itaim Bibi, e J.G.B.B. Os perfis já foram retiradas da internet.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Onda Crescente de Homofobia

Na última quinta-feira (11), o Chanceler e Reverendo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das maiores e mais influentes Universidades do Brasil, Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes publicou uma carta onde ele, em nome da Universidade se posicionava contra a aprovação da Lei da Homofobia, citando passagens bíblicas e alegando que a cultura brasileira está cada vez mais distante das referências de certo e errado.

Da mesma forma que o Chancelar e Reverendo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, sentiu-se no direito de se manifestar, membros da sociedade civil também se manifestarão contra o ato homofobico, fundamentalista e heterenormativo do Dr. Augustus Nicodemos Gomes Lopes. No dia 24/11, quarta-feira, militantes LGBTs, alunos da Universidade Mackenzie e a sociedade civil se manifestará contra o ato da instituição Mackenzie, que compactua com a ilegalidade promovida pelo Estado Brasileiro.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, após a Parada Gay, um jovem foi baleado no Arpoador, a polícia acredita que o tiro foi disparado por um militar. A agressão teria sido motivada por homofobia - justamente o tema principal de combate da 15° Parada Gay do Rio. Na manhã da próxima quinta-feira (18), o oficial do Exército responsável pelo patrulhamento na área foi intimado a depor na delegacia do Leblon (14°DP) sobre o caso.  O jovem foi internado e recebeu alta do hospital na segunda-feira (15).

Jonathan Lauton Domingues, o agressor.
 Em São Paulo, os quatro menores que estavam detidos na Fundação Casa, foram liberados, o juiz não acredita que a série de agressões promovida pelos jovens na Av. Paulista tenha a motivação de homofobia. Jonathan Lauton Domingues, amigo dos quatro menores e que também participou do ato homofobico, também foi liberado e deverá responder em liberdade aos crimes de formação de quadrilha, agressão corporal gravíssima e roubo. A mãe de um dos menores, que pediu punição para o filho, disse após a liberação que o assunto está encerrado.

Eliezer Domingues Lima, pai de Jonathan Lauton Domingues, disse que o filho tem pavio curto e que: "É um menino muito bonito e foi assediado por homossexuais. Ele pediu para parar, eles não pararam. Aí, virou briga". A justificativa do pai valida a atitude do filho e contraria o depoimentos das vitimas, que estavam parados num ponto de táxi e foram atacados de forma inusitada. Sou gay e gostaria de perguntar ao Sr. Eliezer Domingues Lima se eu tenho o direito de espancar uma mulher hétero, caso seja paquerado na rua.

Não podemos nos calar diante de tantos atos de homofobia, temos que fazer presença na manifestação contra o ato do Chanceler e Revendo da instituição Mackenzie, que dá legitimidade a todos esses atos de homofobia e temos que protestar contra o ato que ocorreu na Av. Paulista, cobrando das autoridades severidade nas apurações e justiça. Não podemos nos contentar com a margem da sociedade, pagamos impostos como todos os cidadãos e atos como esse, de covardia extrema, tem que ser extinto de uma sociedade “civilizada”.


Serviço:

Manifestação contra a Universidade Presbiteriana Mackenzie
Dia 24/11/2010 - Quarta Feira - Concentração às 16h30
Manifestação às 18h00

sábado, 16 de outubro de 2010

Vitor Abdala, o Mister Brasil Diversidade, posa para editorial de moda

O Mister Brasil Diversidade Vitor Abdala posou para editorial de moda da revista A Capa de outubro. Vitor, de 22 anos, foi clicado por Janna de Francisco e Tiago Farina, com styling de Leandro Lourenço e Diogo Brasiliano e make up de Israel Scobar.

Um dos destaques da edição nº 38 é uma conversa do repórter Marcelo Hailer com o cartunista Laerte sobre sua adesão ao cross-dressing. Laerte, conhecido por tirinhas como "Piratas do Tietê" e "Hugo", explicou por que resolveu assumir publicamente sua identidade feminina. "É uma nova rede de possibilidades de viver, de transformar, de fazer amigos e de influenciar pessoas", comenta Laerte na entrevista.

Em outros destaques, o colunista Tino Monetti perguntou a 50 personalidades que músicos gostariam de ver ao vivo, com quem e onde. O repórter Rodrigo de Araújo foi atrás de pessoas que trabalham por trás do mercado de sexo em São Paulo.

Marcelo Hailer também assina reportagem sobre Alexandre Ivo, rapaz de 14 anos cujo assassinato por ter sido motivado por homofobia. O repórter foi a São Gonçalo para conhecer a família do estudante e descobriu que ainda muito pouco foi feito para punir os culpados.

A revista atual é distribuída em cerca de 100 estabelecimentos como bares, restaurantes, saunas e clubes nos principais pontos de interesse gay de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Florianópolis. Para outros meios de distribuição, acesse o site da revista ACapa.




quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Porque não Voto em Dilma Rousseff

Para quem não sabe porque o nome de uma das Ruas no Ibirapuera se chama Sargento Mário Kozel Filho. Todos devem saber e lembrar.

Mário Kosel Filho nasceu em 6 de julho de 1949, em São Paulo. Era filho de Mário Kosel e Therezinha Vera Kosel. Fazia parte do Grupo Juventude, Amor, Fraternidade, fundado pelo padre Silveira, da Paróquia Nossa Senhora da Aparecida, no bairro de Indianópolis, do qual faziam parte mais de 30 jovens. O símbolo do grupo, uma rosa e um violão foram idealizados por Mário Kosel, que era carinhosamente chamado de Kuka.

Kosel, fazia parte da 5ª Companhia de Fuzileiros do 2º Batalhão, no 4º Regimento de Infantaria Raposo Tavares, em Quitaúna teve a vida brutalmente ceifada, na madrugada de 26 de junho de 1968, em um atentado terrorista vil e covarde, posto em prática por grupos radicais de esquerda, formados por muitas das pessoas que estão no poder hoje.

Dilma Rousseff era uma das 2 mulheres que estavam dentro do carro que jogou a bomba em cima de Kosel, que morreu sem a menor chance de defesa, pois estava de costas verificando se havia feridos dentro do outro carro que colidiu com um poste, após os tiros de advertência do soldado Rufino.

Talvez o corpo despedaçado de Kosel assombre a mente de Dilma Rousseff, talvez não, mas cabe aos brasileiros usarem a consciência e não colocarem o país nas mãos dessa mulher, pois quem participou do assassinato de um verdadeiro servidor da pátria, JAMAIS pode se tornar presidente do Brasil.