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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Prazer Coletivo: Luzes e Vapores

"Quero sexo, vapor, calor
Suor, toalha, peitos nus
Mas também poltrona e plateia,
Debaixo da tela e sem luz"
O Espaço Entre Homens, da Associação da Parada do Orgulho LGBT, discute, no próximo dia 20/08, o tema:

PRAZER COLETIVO: LUZES E VAPORES

Saunas gays e “cinemões”. Dois estabelecimentos a respeito dos quais homens gays não são neutros. Para uns, é puro erotismo, fantasia e aventura. Para outros, lugares de repulsa, falta de higiene, risco à saúde – e você? O que pensa a respeito?

Saunas e cinemas são opostos e similares ao mesmo tempo.

Enquanto, em uma, a claridade, o calor e o desfile sem pudor de corpos seminus ditam as regras; nos outros, o ritmo é dado pela escuridão – cortada por apenas uma fonte de luz – e pelas roupas, que, não raro, informam a origem e a profissão dos frequentadores e são retiradas apenas por breves períodos, nunca de forma completa.

Enquanto as primeiras se destacam pela disseminação em São Paulo, com a inauguração de novos e ousados espaços nos anos recentes e em bairros de elite, os primeiros, que já proliferavam em regiões decadentes, vêm sofrendo contínuas baixas diante de esforços por parte da prefeitura.

Ainda assim, eles têm pontos em comum.

Em ambos, o prazer dificilmente é algo individual, privado, escondido. Mesmo quando a penetração ocorre em espaços reservados, os ensaios, os jogos de sedução e a excitação são vividos em público e, não raro, todo o processo ocorre de forma coletiva, com a participação de terceiros, quartos, quintos ou mais!

Esses lugares, que traduzem, no dia a dia, comportamentos pouco explorados da experiência sexual de homens que fazem sexo com homens, suscitam reflexões e questionamentos.

- Seriam eles espaços libertários, em que a sexualidade encontra uma forma mais pura de expressão?

- Seriam eles lugares de informação e/ou sociabilidade, em que amizades e contatos são travados e contribuem para a inserção de gays que assim se reconheceram recentemente?

– Seriam eles lugares em que se propagam os comportamentos de risco, ou, ao contrário, em que a prática do sexo seguro é observada com mais frequência, inclusive quando comparados a relacionamentos monogâmicos?

- Quem vai, quem usa, quem transa, como, com quem e por quê?

Venha discutir com a gente esses e outros tópicos, com direito a comes e bebes e participação de frequentadores de saunas e cinemões – sem toalhas e sem telonas!

Contamos com sua presença! E, na próxima reunião, continuaremos no tema “Prazer Coletivo”, falando de sex clubs. Aguarde!

Quando?
20/08/2009, às 19h

Onde?
Praça da República, 386 - Sala 22 - Centro
01045-000 - São Paulo, SP
Tel.: (11) 3362-8266

Quem?
Adoradores de vapor, performers de palco-e-tela, garotos de programa, plateia e voyeurs, cidadãos comuns e “de bem”. Bis, tris, gays, unos, trans, homens, mulheres, héteros, lésbicas e qualquer um que queira participar.

Sugestão de Leitura
Para auxiliar na discussão sobre os cinemões: http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=5481

Sobre o Entre Homens
Gerenciado por Murilo Sarno, o Espaço Entre Homens é uma iniciativa da Associação da Parada do Orgulho GLBT que visa a refletir com o público gay, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino. Todos são convidados a participar, e a entrada é franca.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Viva La Vida

Tenho a impressão que errei no compromisso sagrado de “amar e ser amado”, ou melhor, erramos, não posso assumir a culpa de um fracasso sozinho, nem muito menos despender toda essa culpa para a outra parte, o erro no relacionamento afetivo é sempre bilateral, não importa o rumo que as situações tomaram, independente do que aconteça e até mesmo em caso de traições, o erro é de ambos.

Rompi com um relacionamento de mais de seis anos e confesso: estou triste por conta disso. Nos últimos anos de minha vida, me dediquei muito nessa relação e se pudesse voltar atrás, faria tudo novamente. Vivemos momentos mágicos, como o nosso encontro numa igreja evangélica inclusiva, as viagens que fizemos juntos, os passeios aos finais de semana, os musicais que sempre fizemos questão de ir a todos, enfim, foram momentos bons e que hoje fazem parte da seleção das melhores memórias.

O sofrimento na ruptura é sempre muito doloroso, é natural ficarmos por um tempo sem chão, desconfortável. Todas as lembranças que tenho do meu passado próximo, o Douglas está ao meu lado e acabamos descobrindo, que na verdade éramos mais amigos do que namorados, e isso é muito importante num relacionamento, mas não é tudo. A amizade é fundamental para a harmonia de um relacionamento afetivo, e como o Douglas disse a pouco tempo atrás: “nos nós divertimos muito” e foi verdade, nesses seis anos tivemos muitos atritos, mas todos são invalidados diante de tantos momentos bons que compartilhamos e essa é a magia da vida.

Não acredito no fim e/ou morte do amor, acredito na não continuidade da manutenção do mesmo, pois amor sempre é amor, ele sempre fica guardando num cantinho escondido, um pouco adormecido e às vezes fervendo numa lembrança. Tenho muitos pontos em comum com o Douglas, principalmente no que se refere a gostos culturais e essa é a maior base da sustentação de uma amizade. Muitos amigos me perguntam se nos “terminamos para valer e se não tem volta”, sim, foi para valer, mas nada na vida é estático, podemos estar cometendo um erro... a vida não é imutável e muitos erros são passiveis de reparo.

O que fazer diante desse momento? Viva La Vida! Esta noche es una noche de celebracion...Celebracion de una vida, que és apenas una! Y tenemos que vivir cada momento de nuestras vidas como se fossem unicos... intensamente, con gran amor! Vamos celebrar nuestros momentos juntos... Y en la vida o que importa é ser feliz. Nada más... Viva la Vida!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Contador de Histórias

Sábado, fui ao cinema com um amigo, ao cinema, assisti “O contador de História”, baseado em fatos reais e em cartaz nos cinemas de todo o Brasil desde o último dia 07 de agosto. Roberto Carlos Ramos nasceu nos anos 70 na periferia de Belo Horizonte e era o caçula de uma família pobre e de muitos filhos. Na esperança de um futuro melhor, sua mãe concede sua guarda a Febem (Fundação para o Bem-Estar do Menor), atual Fundação Casa, que veiculava campanhas publicitárias dizendo serem capazes de mudar o destino dos menores abandonados no Brasil, transformando-os em doutores.

Roberto vê a vida com os olhos de crianças, mas não demorou muito para a Febem mostrar a dura realidade do descaso promovido pelo Estado ao menores que estão sob sua custodia. Em pouco tempo, ele percebeu que para se manter na Febem, ele teria que se incluir ao grupo, tornar-se um menor infrator, não demorou muito e ele fugiu, não uma, mas várias vezes.

A vida do menino começa a mudar quando o seu caminho se cruza com Margherite Duvas, pedagoga francesa que está estudando no Brasil e se interessou no caso do Roberto. Margherite passa a tratar Roberto como fosse o seu filho e prova que carinho, dedicação e amor materno são capazes de mudar uma vida predestinada à violência e a miséria que assolam as ruas do Brasil.

Graças a Margherite, Roberto estudou e conseguiu tornar-se, anos depois, um contador de histórias conhecido internacionalmente. Imitando a generosidade de sua protetora, ele mesmo adotou mais de 20 meninos de rua, e assim como ele, muitos já haviam sido tachados de "irrecuperáveis".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Netinho de Paula na ESP

Em meados do semestre passado, a lista de discussão da “Escola de Sociologia e Política de São Paulo – ESP” começou a discutir o possível ingresso na escola do terceiro vereador mais votado na cidade de São Paulo, o ex-pagodeiro, empresário e apresentador de TV, Netinho de Paula. A polêmica gerada foi pelo fato da faculdade ter regime semestral, mas não iniciar turmas no segundo semestre, ou seja, o Netinho ingressaria na faculdade no segundo semestre, o que me causou muita estranheza.

Questionei uma professora se o primeiro semestre era pré-requisito para o segundo, ela me informou que não, mas isso é impossível. No primeiro semestre estudamos uma infinidade de pensadores e sem sombra de dúvidas os professores farão menção dos mesmos, e quem não os estudou, como acompanhará as aulas? Estou prestes a descobrir observando o Netinho de Paula que está matriculado na minha classe. Ontem tivemos aula de Antropologia, a professora fez menção a alguns autores evolucionistas, se houve a citação sem maiores esclarecimentos, podemos concluir que o segundo semestre tem o primeiro como pré-requisito.

Não sei ao certo como foi o ingresso do cantor na faculdade, pois para o curso de sociologia, não há vestibular no segundo semestre. Talvez ele tenha feito uma prova de equivalência de conhecimentos ou no próximo semestre ele cursará o primeiro, mas achei estranho o fato dele dizer que ingressou na faculdade por conta de um convite da mesma, espero que isso não seja uma estratégia de marketing da faculdade e que o Netinho tenha ingressado na mesma por meios legais, pois a faculdade mantém um bom nome desde os anos 30. O vereador comentou que muitos professores estão presentes na Câmara e foi através de alguns deles que veio o convite para o seu ingresso no curso superior.

Espero que a experiência política do Netinho de Paula venha impactar o curso de forma positiva. Na classe existem muitos alunos que já estão na política, mas são assessores, sindicalistas e militântes e todos contribuem de forma positiva com suas experiências, tenho certeza que com o Netinho não será diferente, ele dará uma grande contribuição, aliás, ele é vereador da maior cidade do Brasil.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Um Verdadeiro Arraso

Ontem, a convite do meu amigo Pedro Pitanga e do badalado cantor Léo Granieri, fui a última edição da Jungle Party, festa temática promovida Maurici Salles e Hugo Henrique Vaz. A festa aconteceu no Club Cally, localizando na Serra da Cantareira. Apesar de ter nascido em São Paulo, fui a primeira vez que fui a Serra da Cantareira, dizem que lá tem uns pontos turísticos lindos, várias cachoeiras e lagos para tomar banho e muitos clubes e sítios. Um verdadeuri oásis dentro da cidade de São Paulo, dia volto a serra, e, na ocasião, farei turismo ecológico.

A festa estava marcada para começar às 13 horas, marquei de sair de casa as 12:30 e com os contratempos, chegaríamos lá por volta das 14 horas, foi o que aconteceu. Me surpreendi quando percebi que fui o primeiro a chegar, fiquei morrendo de vergonha, mas imaginei que a festa já estaria bombando uma hora após a abertura. Pelo contrário, o serviço de vallet nem estava funcionando e o chefe da segurança estava dando as últimas orientações para os demais seguranças sobre as normas de procedimentos no evento.

Minutos depois, o Pedro Pitanga e o Léo Granieri saíram da casa, eles estavam passando o som, disse que iriam tomar um banho e já estariam voltando, fiquei pensando: Caralho! Madruguei na festa... Mas logo após eles saírem, a entrada foi liberada, peguei uma caipirinha e fiquei esperando a casa encher. Fiquei supresso com a quantidade de pessoas bonitas que frequentam essas festas, e garanto que eram bonitas de verdade, pois no inicio da festa eu não estava bêbado e os meus cinco sentidos ainda davam conta do meu corpo.

A festa começou a encher, eu peguei outra caipirinha e fui dançar... Momentos depois, um amigo sugeriu: Vamos tomar tequila? Eu olhei para ele e disse: Agora, to doido! E viramos uma, duas, três, quatro, cinco, seis tequilas durante a noite, não preciso nem comentar que sai do meu corpo, fiz uma viagem astral naquela balada e tive momentos agradabilíssimos que amigos, bebidas e boa música justificam por si só. Entre as doses de tequila, intercalamos outras caipirinhas e algumas Smirnoff Ace.

Saímos da casa por volta da meia noite, deixei o Pedro Pitanga e o Léo próximo da casa do Pedro e segui viagem para Arujá. Chegando a casa, do jeito que eu estava, me joguei na cama, resultado: Cheguei à empresa atrasado, mas to aqui, feliz da vida por conta do final de semana maravilhoso que eu tive. E semana que vem tem mais, só que dessa vez vamos uma pouco mais longe, não me refiro na quantidade de tequilas, mas quem sabe... Vamos mais longe, pois, a festa é em Ribeirão Preto, na Gladiators do Projeto Babylon, será uma festa temática, com decoração do império romano com nada mais, nada menos que o DJ Paulo Agulhari no comando do som e com um maravilhoso pocket show do cantor Léo Granieri, e desta vez, a festa é open bar a noite toda, ou seja, a viagem astral poderá ser ainda melhor.

sábado, 8 de agosto de 2009

Segredos

Sempre procurei ser um ser humano autêntico. Nunca fui de esconder os meus sentimentos e jamais me calei numa oportunidade de expressar "eu te amo", "gosto de você" ou "você é importante para mim". Com o tempo, aprendi que nem sempre devemos ser tão "verdadeiros ao extremo" e muitos dos nossos sentimentos tem que ficar restritos ao nosso coração, pois quando são expostos, ficamos a deriva de julgamentos alheios e com todos os nossos pontos de conflitos ao alcance de pessoas que possam nos ferir e manipular.

Atualmente encontro-me em silêncio. Da mesma forma que os judeus que sobreviveram ao holocausto se calaram diante de tanta barbárie que presenciaram durante a segunda guerra, eu também me calei. Não sou um homem perfeito, aliás, não tenho pretensão alguma de alcançar esse título, mas em um fator eu tenho a minha consciência limpa: eu sempre amei de forma intensa e não me arrependo disso, se pudesse, faria tudo novamente.

Confesso que sou um pouco extremista em alguns fatores de minha vida e um desses extremos é o amor. Não tenho vergonha de falar que amo ao extremo e não entendo como esse amor possa ser enfadonho, pois a meu ver, amar nunca é demais. Por outro lado, não posso deixar de admitir que o excesso gera o descaso e isso é facilmente provado no mercado financeiro no que diz respeito a oferta e demanda. Na nossa vida pessoal, essa desvalorização em atos e sentimentos em excesso também ocorre.

Mas o mundo se renova a cada dia e não permitirei que um sentimento de rendição tome conta do meu coração. Vou usar a força do amor que existe dentro de mim para moldar uma nova vida, buscar outros amores e experimentar novos prazeres, pois é disse que somos movidos, pelos prazeres que a vida nos proporciona e pela novidade de cada dia e quando essas novidades se fazem ausentes, temos que cria-las. Hoje, procuro um amor que seja bom pra mim, ou quem sabe re-encontrar esse amor perdido no tempo, pois a vida não pode parar, muito pelo contrário, ela tem pressa para continuar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Busca da Felicidade

Creio que se houvesse uma espécie de Google, no qual pudessemos buscar sonhos, desejos e anseios, o top ranking desse buscador seria sem sombras de dúvidas “a felicidade”. Porque o homem contemporâneo busca tanto a "felicidade"? Penso que essa busca é um comportamento condicionado, repetitivo e aprendido durante a nossa existência. Não acredito em felicidade e em minha concepção, o homem não veio ao mundo para ser feliz, nossa própria existência é incompatível com as definições de felicidade que encontramos por aí.

A religião, historicamente, é a maior manipuladora do pensamento humano. Se ligarmos a televisão, em qualquer horário, veremos um líder religioso convidando os seus telespectadores a visitarem sua igreja, prometendo que nela encontraremos a verdadeira felicidade. Que felicidade é essa? A bíblia é enfática ao dizer que “no mundo tereis aflição” e agora eu pergunto: Como podemos ser felizes estando num mundo de constantes aflições? Num mundo que jaz do malígno? Em outros discursos quanto a felicidade, as religiões judaico-cristã nos direciona a acreditar que a verdadeira felicidade virá como recompensa à sublimação do corpo na Terra, ou seja, os religiosos, que vendem a felicidade, não conseguem estabelecer um consenso quanto ao tema.

São muitos os que confundem felicidade com alegria. Estar alegre não significa que somos felizes. Segundo o dicionário Michaelis, alegria significa: 1 Contentamento, júbilo, prazer moral. 2 Regozijo. 3 Divertimento, festa. 4 Acontecimento feliz. Como podemos observar, o termo alegria nos remete aos prazeres momentâneos, as conquistas diárias e muitas das vezes a seqüencia desses acontecimentos é confundida com a “verdadeira felicidade”. No mesmo dicionário, encontramos para felicidade a definição: 1 Estado de quem é feliz. 2 Ventura. 3 Bem-estar, contentamento. 4 Bom resultado, bom êxito, Felicidade eterna: bem-aventurança. Notamos que segundo o Michaelis, felicidade é uma condição imutável, é a felicidade por si só, sem interferência de fatores externos ao nosso corpo.

A felicidade definida nos dicionários, e a mesma felicidade definida por Aristóteles. Em “Ética a Nicâmaco”, Aristóteles defini que “felicidade é, portanto, algo absoluto e auto-suficiente, sendo também a finalidade da ação”, ou seja, a felicidade se justifica por si só, e não pelos atos que praticamos e/ou os que são dedicados a nós. Ainda no mesmo texto, Aristóteles completa que “a felicidade não reside, por conseguinte, na recreação; e seria mesmo estranho que a recreação fosse o fim, e um homem devesse passar trabalhos e suportar agruras durante a vida inteira simplesmente para divertir-se.” Aristóteles nos deixa uma bela critica quanto ao que chamamos de recompensa ao trabalho. O ser humano que trabalha 11 meses e tira 1 de férias e se justifica feliz por conta disso, segundo Aristóteles, ele não é feliz. A felicidade independe da ação, o homem que é feliz, não precisa de meios que justifique essa tal felicidade.

Concordo com a posição de Aristóteles no que diz respeito ao estado de plenitude da felicidade, porém, não acredito que possamos alcançar esse “estado de espírito”, enfim, não acredito na felicidade. Acredito que milhões de pessoas no mundo inteiro buscam algo que na verdade não existe, é utópico. Ao contrário do filósofo, acredito que o homem por si só é vazio e triste e os que se dizem felizes, se apegam as seqüencias de momentos de alegria e estes por sua vez confundem tais momentos com a felicidade.

Temos que nos apegar aos momentos, mas não podemos creditar tais momentos na busca e encontro de um amor ou ao prazer que temos de estar com amigos e familiares, mas sim na harmonia que conseguimos estabelecer por equilibrar tais momentos. Quanto a felicidade, ela é uma verdade inquestionável, é algo eterno e o seu descrédito começa em sua própria definição: nada no mundo é uma verdade inquestionável, tudo é passível de mudanças, nada se permanece imutável, senão, seria irreal. Vamos nos apegar ao momentos de alegria, e, a felicidade, deixamos somente na definição, na apreciação dos poetas e na mente dos amantes incondicionais.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Guia de Etiqueta para o Término de um Relacionamento Afetivo

O término de uma relação é sempre um assunto delicado, às vezes isso ocorre por conta da intimidade que o casal adquiriu ao longo dos tempos ou até mesmo porque a outra parte não espera por uma ruptura. Ontem, conversando com um amigo, fiquei sabendo que o ex-namorado dele terminou ao som de “Seamisai” de Laura Pausini. O ex-namorado do cara não teve coragem de dizer o que sentia e botou a música para rolar.

Achei a idéia péssima, pois além de estigmatizar uma música tão bonita, prova que a pessoa não tem condição alguma para o diálogo e sem contar que não somos obrigados saber italiano a não ser que ele tenha escolhido a versão que a Laura canta com o Gilberto Gil, mas mesmo assim, a idéia foi péssima. Pensando nisso, elaborei um pequeno “Guia de Etiqueta para o Término de um Relacionamento Afetivo”, são dicas simples do que não fazer na ocasião término, pois antes de qualquer coisa, temos que pensar: "Ai, e se fosse no meu!".
  • Nunca termine um relacionamento expressando o que você sente ao som de uma música, trecho de um filme ou recitando uma poesia, a outra pessoa não merece odiar para sempre aquela música, filme ou poesia porque você não soube expressar os seus sentimentos.
  • Não termine no transito, principalmente se você estiver em São Paulo e a pessoa que estiver levando o pé estiver dirigindo. Na verdade, nunca sabemos como as pessoas reagirão nesses casos e o zelo pela integridade física de ambos vem em primeiro lugar.
  • Não termine depois de uma noite de amor, isso poderá gerar uma grande confusão mental no rejeitado, a não ser que a intenção seja castigar e fazer a outra parte se lembrar para sempre do que perdeu, mas se for esse o caso, você não passa de uma vagabunda que não respeita os sentimentos alheios.
  • Nunca termine por Orkut, Twitter, FaceBook ou blogs, ninguém merece ter um momento desses divulgado amplamente na internet, a não ser que o relacionamento seja virtual, mas nesse caso, existe o e-mail.
  • Se você traiu, não termine na presença do amante, ninguém merece estar cara a cara com o grande álibi da separação, ainda mais se o amante for muito mais gostoso e bonito do que o seu namorado.
  • Não termine em datas comemorativas, não importa ser é aniversário do cachorro ou o dia da bandeira, lembre-se, aquele dia será para sempre marcado com esse fatídico episódio.
  • Jamais termine por telefone ou vídeo conferência, a não ser que você tenha uma liminar concedida pela justiça que impeça que o seu namorado se aproxime de você, nesse caso, o fim é inevitável.
  • Não peça para assessores, secretários, procuradores ou seguranças terminarem em seu nome, não existe nada pior do que a falta de uma conversa franca, um face to face.
  • Não termine na presença de outras pessoas, a não ser que o relacionamento seja a três, a quatro e por ai em diante, lembre-se: esse é um momento que diz respeito apenas aos envolvidos na relação.
Espero que essas dicas ajudem a minimizar os estragos gerados com o término de um relacionamento e no caso de dúvidas, coloque-se no lugar da outra pessoa e imagine como você se sentiria caso ocorresse uma ruptura. Quando nos colocamos no dos outros, as chances de errar são bem menores. Os términos sempre são complicados, muitas das vezes são despedidas permanentes e dói saber que aquele alguém que compartilhou tantos momentos foi embora da nossa vida, foi viver e desbravar outros amores.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Dor do Fim

Relacionamentos deveriam ter prazo de validade, um começo e uma data previamente agendada para o termino, e, após isso, continuamos a vida sem grandes agravantes. O rompimento é muito doloroso, muitos comparam a dor da ruptura de uma relação afetiva, com a dor da morte. Quando rompemos, enterramos naquele momento toda uma vida que estaria por vir, os momentos de amor, carinho e reciprocidade, enfim, as trocas que todo o casal tem no decorrer de uma vida a dois. Existem casos que não deveriam ter um começo, meio e fim, devia apenas existir e transcender os limites do tempo. Na verdade, gostaríamos que o "pra sempre" de fato existisse, mas nunca aprendemos que o “pra sempre” sempre acaba e que tudo é eterno enquanto dura.

Meu avô morreu antes do aniversário de 50 anos de casamento, deixou a minha avó sem amparo sentimental. Ele a ensinou a amar, a viver a dois, mas nos quase 50 anos que eles viveram juntos, ele se esqueceu de ensina-lá a viver sozinha, sem o seu cuidado, carinho e dedicação. Fiquei muito triste com a morte do meu avô, não pude ir ao velório e enterro, ele morreu no Paraná e na época não tínhamos condições financeiras favoráveis para que a família inteira viajasse, foi apenas o meu pai. Minha avó morreu um ano e um dia depois por não suportar a convivência consigo mesma, por não reaprender a viver sozinha depois que experimentou a delicia de amar e viver. Sinto saudades dos meus avôs, eles eram carinhosos e nos tratavam com uma particularidade inexplicável.

No enterro da minha avó, eu fui. Isso já tem mais de 15 anos, ela morreu na porta do hospital, não houve tempo para o socorro, ela teve pressão alta e em toda a sua vida, ela nunca apresentou nenhum problema de saúde, era uma velhinha dura na queda. Prefiro dizer que ela morreu de saudades, a pressão alta foi apenas uma resposta que o corpo deu por não agüentar o um ano e um dia que ela passou sem o carinho, com a ausência do meu avô. Fiquei muito abalado quando o caixão desceu a cova, não suportei quando começaram a jogar terra naqueles sete palmos e me refugiei em outro tumulo qualquer, onde olhos alheios não pudessem me alcançar, um primo veio atrás de mim, ele não chorava, creio que suas lágrimas secarram, mas o seu olhar foi confortante, foi um olhar de cumplicidade, que compactuava com a dor que eu estava sentido. Hoje, minha avó descansa ao lado do meu avô.

Nunca estamos prontos para o termino, até mesmo quando recebemos indícios que a relação está chegando ao fim. O rompimento é muito doloroso, ainda mais quando ambos fazem parte do mesmo convívio social, os encontros passam a ser inevitáveis e até mesmo consensuais. Creio que isso ocorre quando no fundo há uma dúvida se o que foi feito é o certo e caso não for, ambos estão ali, no mesmo convívio, sobre certo “domínio”. O fim de uma relação sem intervenção natural da morte pode se chamar de “morte em vida”, pois esse fim representa a ruptura de todos os eventos que viriam a surgir e o cancelamento de todos os planos, até mesmo aqueles que fazemos/fiziamos de forma expontânea, seguindo as rotinas diárias. O fim sempre dói, ainda mais quando existe amor para recomeçar.

domingo, 2 de agosto de 2009

Bareeback e Cinema Pornô: O Impacto no Comportamento Gay

"Gosto de sexo, eu não vou negar
Gosto de cama, não vivo sem ela

Gosto de pornô, de atores bombando

Cenas pre-condom, cavalo sem sela"


O Espaço Entre Homens, da Associação da Parada do Orgulho LGBT discute, NO PRÓXIMO DIA 06/08, o tema: Bareeback e Cinema Pornô: O Impacto no Comportamento Gay

'Bareback' é uma palavra que, em inglês, significa originalmente cavalgar sem sela. Mais recentemente, foi adotada pelos gays para se referir a um conjunto de pessoas que têm fetiche por sexo sem camisinha e não levam em conta o risco de infecção por DST/Aids, ou mesmo utilizam essa probabilidade como um 'tempero a mais' – mas terminou adquirindo um terceiro significado: virou gíria e tem sido usada para se referir a qualquer sexo sem camisinha. Com esse último significado, 'bareback' foi adotado pela indústria do pornô gay: filmes gays bareback = filmes gays sem camisinha.

Desde o início da epidemia de HIV, o cinema pornô gay, ao contrário do heterossexual - que permanece refratário até hoje -, logo adotou a camisinha como padrão em suas cenas. Os filmes anteriores a isso ficaram conhecidos como 'pre-condom' (pré-camisinha).

Os maiores estúdios e principais produtores , como Titan, Falcon, ChiChi LaRue, BelAmi, Colt e Lucas Entertainment, que constituem o que chamamos de "indústria mainstream" mantêm a estratégia do sexo seguro até hoje. O mesmo é seguido pelas produtoras nacionais.

No entanto, de uns anos para cá, produções com características mais amadoras, geralmente gravadas no Leste Europeu e distribuídas sobretudo pela internet, trouxeram uma nova onda ao cinema pornô gay: são os filmes bareback, que, a exemplo das produções mainstream heterossexuais, não usam camisinha.

Inicialmente marginais, esses filmes têm crescido em número e conquistado um público cada vez maior, a ponto de fazer frente aos maiores estúdios – e, dizem os especialistas, de dominar o mercado nos próximos anos!

E agora?

A maior vulnerabilidade dos gays ao HIV é conhecida.

- Seriam esses filmes uma resposta a uma demanda de público, que se queixa(va) de não ter produções mostrando sexo sem camisinha, como os heterossexuais sempre tiveram?

- Será que eles estimulam o comportamento de risco na vida real?

- É uma estratégia comercial ou uma irresponsabilidade social?

- Por que causam mais polêmica que os filmes héteros, indústria em que praticamente todos os filmes são bareback?

Para discutir o tema, a Associação da Parada convida a todos para uma terça feira "Entre Homens" super especial, com direito a comes e bebes, fotos e análises de atores pornôs característicos de cada período (anos 70 até os dias de hoje) e... Trechos de filmes!

Quando?
06/08/2009, às 19h

Onde?
Praça da República, 386 - Sala 22 - Centro
01045-000 - São Paulo, SP
Tel.: (11) 3362-8266

Quem?
Homens gays, bis, trans, múlti, pans, uni... Mulheres, travestis, héteros... Todos são bem-vindos! O convidado especial é João Marinho, editor da revista Sex Boys, com 5 anos de experiência no mercado erótico nacional, e apreciador inveterado de filmes pornôs.

Sobre o Entre Homens
Gerenciado por Murilo Sarno, o Espaço Entre Homens é uma iniciativa da Associação da Parada do Orgulho GLBT que visa a refletir com o público gay, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino. Todos são convidados a participar, e a entrada é franca.