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domingo, 29 de novembro de 2009

Fique Sabendo

O Programa Estadual DST/Aids de São Paulo, vinculado a Secretaria de Estado da Saúde, foi criado em 1983 por um grupo de técnicos da área da saúde liderados pelo médico Paulo Roberto Teixeira. Na época, pouco se sabia sobre a doença e sua forma de transmissão e o grande objetivo do programa era pesquisar e conhecer a dimensão da epidemia, esclarecer a população para evitar o pânico e a discriminação aos grupos considerados vulneráveis e garantir o atendimentos aos casos verificados e orientar os profissionais de saúde no manejo dos pacientes. Hoje o objetivo do programa é diminuir a vulnerabilidade da população do Estado de São Paulo em adquirir Doenças Sexualmente Transmissíveis e HIV/aids; melhorar a qualidade de vida das pessoas já afetadas e reduzir o preconceito, a discriminação e os demais impactos sociais negativos das DST/HIV/AIDS.

No Brasil, os portadores de HIV/aids dispõem de tratamento universal e gratuito e o empenho do programa ajudou na redução de mortalidade entre os infectados. A análise da sobrevida de pacientes diagnosticados em 1992, no CRT DST/Aids, apontou que apenas 22,8% sobreviviam após 36 meses de acompanhamento, percentual este que subiu para 79,2% entre os diagnosticados em 1997. No caso da transmissão vertical do HIV, o impacto positivo das intervenções assistenciais, laboratoriais, profiláticas e medicamentosas no Estado de São Paulo, é demonstrado pela redução da taxa de transmissão de 16% em 1997, para uma taxa de 3,2% em 2002.

Além do trabalho voltado à assistência aos portadores de DST/aids, o Programa Estadual DST/Aids realiza inúmeras atividades no campo da prevenção às DST/aids, e também dispõe de um núcleo de articulação com as organizações não-governamentais, com objetivo de avaliar os projetos encaminhados pelas mesmas a serem financiadas pelo Estado, coordenar os processos de concorrência pública, promover, ampliar a aprimorar a interlocução e a efetivação de parcerias institucionais da sociedade civil com os programas governamentais.

Os primeiros casos da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (aids) no Brasil foram descritos no início da década de 80, em São Paulo. Embora inicialmente vinculado aos homens que fazem sexo com outros homens (HSH), particularmente nos países industrializados e na América Latina, o HIV se disseminou rapidamente entre os diversos segmentos da sociedade, alcançando paulatinamente mulheres, crianças e homens com prática heterossexual. Essa disseminação se deu não só, embora principalmente, pela via sexual, mas também pela via sangüínea, através do compartilhamento de seringas e agulhas por usuários de drogas injetáveis, em transfusões de sangue e hemoderivados e, ainda, pela transmissão vertical (transmissão da mãe para a criança na gestação, parto ou durante o aleitamento materno), na medida em que as mulheres foram sendo atingidas pela epidemia.

Assim, se no início a infecção pelo HIV parecia limitar-se a determinados segmentos da população (homossexuais, hemofílicos e usuários de drogas), com o tempo ela passou a ocupar espaços na população geral. As ocorrências atuais caminham para um processo de pauperização e feminização da epidemia. Ao atingir particularmente a população de adultos jovens em todo o mundo, a aids foi responsável por milhares de Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP) do final dos anos 80 a meados dos 90, sendo a principal causa de morte na população entre 15 e 49 anos em vários países, inclusive no Brasil. No Município de São Paulo, em 1995, a aids foi a segunda causa na hierarquia dos APVP para os homens e a primeira para as mulheres.

Ao longo da história, foram identificados 314.294 casos de aids em homens e 159.793 em mulheres. Em 1985, havia 15 casos da doença em homens para 1 em mulher. Hoje, a relação é de 1,5 para 1. Em 2004, pesquisa de abrangência nacional estimou que no Brasil cerca de 593 mil pessoas, entre 15 a 49 anos de idade, vivem com HIV e aids (0,61%). Deste número, cerca de 208 mil são mulheres (0,42%) e 385 mil são homens (0,80%). A mesma pesquisa mostra que quase 91% da população brasileira de 15 a 54 anos citou a relação sexual como forma de transmissão do HIV e 94% citou o uso de preservativo como forma de prevenção da infecção.

Maiores informações sobre a situação da epidemia no Brasil acesse o site do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e acompanhe a programação da Rádio DSFM, na segunda-feira (30/11), das 8:00 às 9:00 horas, estarei ao vivo no estúdio da rádio abordando a questão da epidemia no Brasi.

sábado, 28 de novembro de 2009

Unidade de Saúde Casarão Brasil

No “Dia Mundial da Luta Contra a Aids”, a comunidade do Bairro Cerqueira Cesar ganha a “Unidade de Saúde Casarão Brasil”. A Unidade de Saúde visa atender toda comunidade e oferecerá: exames gratuitos, resultados, possibilidades para as DSTS, contará com três consultórios, sala de coleta e profissionais especializados, construído num espaço de 49m² adequado ao atendimento DST, com estimativa de atendimento de 90 pessoas ao dia e seu horário de atendimento será de segunda a sexta das 10:00 às 17:00 horas, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde.

Na ocasião da inauguração, haverá a presença Dr. Lourinaldo Cordeiro Alves, Biomédico, especialista em saúde pública, técnico do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, que fará uma explanação sobre o tema: Avanços Alcançados e Desafios para Prevenção de Doenças Sexualmente Transmitidas. O evento é aberto ao público e o Casarão Brasil conta com a presença de toda a comunidade.

SERVIÇO:

Inauguração da Unidade Saúde Casarão Brasil
Data: 01 dezembro de 2009 – terça-feira
Horário: 19 horas
Local: Casarão Brasil
Rua Frei Caneca, 1057 – SP – São Paulo
11.3171.3739
www.casaraobrasil.com.br

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Amor: O Signo da Vida

Quando eu era criança, acreditava que o amor era o grande signo da vida e que tudo era possível quando não estamos sozinhos. Sonhava em encontrar alguém para dividir minha vida por inteiro, nunca pensei numa pessoa encantada, nos meus sonhos, a pessoa que estava ao meu lado, dando significado a minha vida, era alguém comum, de fácil alcance dentre as mais de seis bilhões de pessoas que temos no mundo. O tempo passou e eu fiquei a procurar por alguém especial, durante esse tempo todo varias pessoas passaram pela minha vida, porém desempenharam papeis minoritários, julgo que se não houve nada “além”, é porque na verdade eram apenas pessoas com algumas afinidades em comum.

Pior do que não amar e não ser amado é amar e não ser amado. Amar sozinho não está nos planos de ninguém, sempre sonhamos com um amor compassado, no ritmo certo da vida, mas nem sempre é o que encontramos na vida real, fora da plataforma dos sonhos afetivos. Dizem que durante uma vida inteira encontramos em média duas pessoas pela qual seriamos capazes de dar nossa vida por elas, essas estimativas são camufladas por conta do próprio comportamento humano. Estamos vivendo a era da velocidade, onde os jornais são banalizados pelos sites de noticias atualizados em tempo real. Essa velocidade da vida, esse desenrolar dos fatos afeta a nossa forma de nos relacionarmos, muitas das vezes, por conta da velocidade dos acontecimentos na era digital, deixamos passar batido um alguém que mudaria por completo a nossa vida, que dariam os significados que tanto almejamos.

Por alguns momentos, para ser mais exato, por alguns anos, acreditei ter encontrado “a pessoa” que me ajudaria a significar a minha vida e de fato encontrei, mas não para sempre como idealizava, encontrei por apenas seis anos. Foram seis anos sentido o perfume das rosas e o encravar dos espinhos, com a vida sempre fui realista e nunca esperei apenas pelos bons momentos, aliás, acredito que os maus sãos mais freqüentes e necessários que os bons momentos e por isso que julgo ser indispensável uma vida a dois, pois, na dor, o sofrimento é dividido. Hoje, vivencio meus momentos sozinho, confesso que as alegrias encontram-se bem próximas da apatia e as tristezas ficam bem ao lado do desespero. As conquistas não têm o mesmo sabor quando não são compartilhadas, divididas e vivenciadas com outra pessoa.

Semana passada, fui ao casamento de uma amiga. Ela estava deslumbrante, vestido branco, buquê vermelho, daminhas e pajens e festa de arromba. Na cerimônia, cochichei com a minha mãe: “Isso não passa de um teatro, se eles não estiverem dispostos a levar uma vida a dois, todo esse juramento não vale nada”. Acho extremista quando o padre questiona se ambos ficaram um ao lado do outro até que a morte os separe, sabemos que isso não existe e que se não houver a criação e manutenção de mecanismos que levam ambos a alimentarem o prazer de estar junto, esse “pra sempre” não durará muitos anos. Na ocasião do casamento, lembrei-me do matrimonio de uma amiga que foi realizado na mesmo igreja e no qual eu fui um dos padrinhos, além de padrinho, conduzi a noiva até a igreja. Quando cheguei à porta da igreja matriz eu brinquei e perguntei a minha amiga: “Ainda dá tempo de mudar de idéia, se você quiser, arranco com o carro e tiro você daqui”. Minha amiga sorriu e disse que não era necessário, hoje, essa amiga me ligou e disse com uma voz tristonha que teria sido muito melhor se ela tivesse pedido para eu arrancar com o carro e tira-la dali. Fiquei triste com a declaração, fui testemunha dessa união e faço votos que ela dure.

Um dos grandes equívocos que cometemos no que tange os relacionamentos afetivos, é imaginar que o amor é uma ciência exata e tentar desesperadamente resolver a equação “eu = a você”. As pessoas são diferentes, reconhecer essas diferenças e aceita-las é um grande passo no percurso de um relacionamento duradouro. Orgulho, individualismo e falta de dialogo minam qualquer relacionamento, quando estamos com alguém, muitas das vezes temos que ceder, pedir desculpas, dizer que sente muito e que não seria a mesma coisa sem você. Quando somos amados, sentimos, mas às vezes precisamos ouvir com todas as letras um forte e entonado “eu te amo”, ser companheiro e dizer o que sente são ações imprescindíveis para fazer valer todos os dias as juras feitas nos momentos movidos pela paixão.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A Vida em Preto e Branco

Qual é o Verdadeiro Sentido da Vida? Creio que essa é uma das perguntas mais questionadas na humanidade e que na verdade ninguém sabe qual é esse “”sentido, se é que exista um sentido exato. Se eu soubesse o sentido, não diria a ninguém, pois gostaria de chegar lá antes de todo mundo. Muitos dizem que na vida temos que andar sempre à frente, mas isso é algo questionável, e se esse “sempre à frente” for o sentido contrário? Estamos nos autodestruindo, não somos capazes de regular o ecossistema que é a única forma de garantir a nossa vida longa aqui na Terra. Somos incapazes de conter o desmatamento da Amazônia e o Aquecimento Global e de tempos em tempos uma nova profecia de Nostradamus - que anuncia o fim do Mundo - ganha espaço da mídia. O “Fim do Mundo” está iminente? Viveremos para ver esse fim? Se o fim está mesmo próximo, essas preocupações são secundaria, pois ninguém sobreviverá e ele.

Talvez, num passado remoto, alguma civilização estava no “verdadeiro sentido” da vida e essa civilização chegou lá, em algum lugar onde esse sentido nos leva, no lugar para onde todos pensam que caminham e nunca chegam. Essa civilização, acostumada com a vida nômade que estavam levando durante gerações, continuou sua jornada, buscando por outros sentidos de vida, pegando o caminho inverso ou diagonal ao antes percorrido e de lá para cá, toda a humanidade caminha desenfreadamente para a destruição, por um caminho qualquer que não nos leva as respostas que tanto buscamos. Tudo porque a humanidade se habituou a vida nômade. Acredito que o homem caminha firme até a sua auto-aniquilação, alguns se darão conta do fim e rapidamente se voltarão para o caminho contrário, esses ganharão apenas um fôlego de vida, mas o fim já estará marcado.

Às vezes duvido se existe um significado para tudo o que estamos vivendo na Terra. Talvez essas dúvidas existam por conta da destruição dos signos que serviriam para reger nossas vidas. A ciência evolui numa velocidade tão grande a ponto de termos que apertar o nosso passo para acompanhá-la, mas tudo isso a troco de que? Vemos o homem desenfreadamente procurando um elixir da longa vida, ninguém quer deixar esse mundo, talvez isso seja uma fuga, o desconhecido é aterrorizante e nenhum de nos sabemos com certeza o que encontraremos depois da vida. E se a morte for o sentido da vida? Se sim, fugimos durante toda a vida de algo que nos completaria. Na morte, espero encontrar respostas para perguntas que fiz/faço e/ou farei e se elas não forem plausíveis, não responderei pelos meus atos, seja qual for o lugar que eu estiver. Por muito tempo, busquei responder tais perguntas nas religiões, que por sua vez não me responderam, foram superficiais em suas respostas.

Não acredito que um criador criou a homem e deu a ele o livro arbítrio a fim de buscar por verdadeiros adoradores e que os verdadeiros adoradores herdarão o reino dos céus e aqueles que se recusarem a adorar o criador padecerá no inferno. Toda essa história entra em conflito com a onisciência, onipotência e onipresença. Se Deus sabe de todas as coisas (passado, presente e futuro), tem todo o poder e está em todo lugar, quando ele criou o homem ele sabia quem seria os seus verdadeiros adoradores e quem caminharia para o inferno, com base nisso: Onde fica o nosso livre arbítrio? Pelo fato de sermos pré-destinados por Deus, não existem verdadeiros adoradores, tais seres já foram criados com esse intuito. Parei com a religião quando me dei conta que o livre arbítrio vai contra a onisciência, onipresença e onipotência de Deus. Religião é uma ótima fuga para quem não consegue significar sua vida e não convive bem com algumas respostas, pois nela, quando nos as encontramos, nos firmamos que existem conhecimentos que só pertence a Deus.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vote Contra a Homofobia: Defenda a Cidadania

Nesta quarta-feira, participei da reunião que definiu o tema do 14ª Mês do Orgulho LGBT de São Paulo. Na reunião anterior havia sido definido que a temática abordaria a as eleições de 2010 e a importância de voto no combate a homofobia, abordagem pertinente, pois bem sabemos que muitos dos projetos pró-LGBTs não chegam nem a serem apreciados pelos parlamentares, por conta das bancadas de fundamentalistas que se instauraram nos legislativos de todo o Brasil inteiro. Somente com a educação para o voto “consciente”, conseguiremos tirar o Brasil das garras homofóbicas que dificultam a convivência social dos LGBTs.

Para reunião, foram convocados militantes LGBTs, representantes de ONGs e todos os demais membros da sociedade, porém, não haviam mais de 15 presentes para essa discussão de extrema importância. A escolha do tema foi unanime e sem grandes polêmicas, haviam temas que contemplavam o ano eleitoral e a copa do Mundo, mas foi decido que a melhor saída era frisar apenas a questão eleitoral, afim de fortalecer ainda mais a temática, e a questão da homofobia no esporte, poderá ser debatida em 2014, ocasião em que o Brasil será sede da Copa do Mundo.

O tema escolhido foi “Vote contra a homofobia: defenda a cidadania”, acredito que com essa temática, poderemos promover excelentes debates políticos e mostrar para toda a sociedade quem são os políticos homofóbicos, fundamentalistas e que governam em nomes de grupos, esquecendo-se que vivemos em sociedade e que a política tem que ser feita para todos. A questão no “Voto” no tema foi uma escolha unanime, já o lugar do verbo “defender”, também foi sugerido o verbo “conquistar”. A comunidade gay ainda tem muito a conquistar, mas acredito que todos são cidadãos, temos essa conquista, o fato de termos direitos negligenciados, não nos anulam como cidadãos, ainda somos, porém, com menos direitos, o verbo “defender” foi uma escolha assertiva.

Essa será a primeira parada que abordará a questão do voto, porém, a associação da Parada quer fugir do conceito “gay vota em gay”. Estamos com o PLC 122 sob a apreciação da Comissão de Direitos Humanos, bem sabemos que se não fossem por políticos que governam em nome de grupos, esse projeto já estaria aprovado. Temos que ter políticos que governam em nome do coletivo, não podemos responder ao descaso que somos submetidos criando bancadas LGBTs nos legislativos de todo o Brasil, na política só pode existir uma bancada, e essa é a bancada tem que governa para todos. Espero que as discussões de 2010 sejam enriquecedoras para todos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Passeio Ciclístico da Diversidade Sexual de São Paulo

No próximo dia 28 de novembro (sábado) acontecerá em São Paulo o Passeio Ciclístico da Diversidade Sexual de São Paulo – Venha pedalar contra a homofobia. O evento tem a proposta de criar uma alternativa de atividade esportiva para a Comunidade LGBT e simpatizantes e foi idealizado pelo grupo SP Gay Bikers, um grupo de amigos que criou o primeiro grupo gay de amantes de bike do Brasil, pela KFuture Sports, empresa de gestão esportiva e CADS – Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual – Secretaria de Participação e Parceria – Prefeitura de São Paulo. E conta e conta com o apoio da Secretaria de Esporte, Lazer e Recreação de São Paulo e da SP Turis.

Tem como objetivo proporcionar uma atividade gratuita à população tendo como foco ampliar a interação da população LGBT por meio do esporte, promovendo a livre orientação sexual, a liberdade, justiça social, democracia, pluralidade e diversidade de gêneros, além de ampliar a discussão quanto à utilização de bicicletas nas grandes cidades como alternativa de transporte com responsabilidade ambiental.

A concentração será no Largo do Arouche, a partir das 21h00 e percorrerá as principais vias e pontos turísticos do centro e arredores. Contará também com apoios técnico e médico, bem como da polícia militar, da guarda civil metropolitana e da CET. Poderão participar as pessoas com idade de 14 a 65 anos de ambos os sexos.

Dentre as ações que serão realizadas, estão previstas premiações para ciclista mais original e bike mais enfeitada.

O evento busca também a participação da sociedade através do trabalho voluntário.

Inscrições e informações no site www.ciclismodiversidade.wordpress.com ou pelo email ciclismodiversidade@gmail.com.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Traveleirinho: O Primeiro CD Independente de Dillah Dilluz

O ator Edivaldo Barreto, que dá vida à Drag Queen DILLAH DILLUZ, lançará seu primeiro CD independente TRAVILEIRINHO, dia 13 de novembro, a partir das 20h, sexta-feira, na Associação Casarão Brasil, presidida por Douglas Drummond.

O lançamento / show é aberto ao público que pode levar 1 quilo de alimento não perecível para será doado a Associação Aliança pela Vida, que presta apoio às pessoas com HIV/AIDS.

Com vasta experiência em teatro, DILLAH DILLUZ que estudou com Antunes Filho e trabalhou com Carlos Alberto Sofredinni, entre outros, também deixou sua marca no cinema nacional com uma ponta no filme CARANDIRU de Hector Babenco.

TRAVILEIRINHO é um cd de paródias hilárias, compostas pelo próprio artista, que também já compôs para Silvetty Montilla, Michelly Summer, Salete Campari, entre outras artistas da cena gay brasileira. Agora é a vez de DILLAH emprestar voz às suas composições que faz, parodias de canções famosas interpretadas por cantores como: Maria Bethânia, Ana Carolina, Preta Gil, Cazuza, e Zezé de Camargo e Luciano.

O CD chega ao mercado com a missão de divertir, de maneira inteligente, os ouvidos mais exigentes e provocar gargalhadas na carrancas mais sérias, com participação especial de Valentinni, Ginger Hot, DJ Jura, e do Psicólogo Fabrício Vianna.

TRAVILEIRINHO é um cd verde, amarelo, azul, e branco... e cor de rosa. CHOQUE!

Serviço:

Show / Lançamento do 1º cd de Dillah Dilluz - TRAVILEIRINHO
Dia: 13 de novembro de 2009 – sexta-feira
Horário: 20 horas
Entrada: 1 kg de alimentos não perecíveis
Local: Casarão Brasil
Rua Frei Caneca, 1057
Tel./info.: 11 3171.3739
Ao lado da igreja e próximo ao metrô Consolação.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

E-Dub

Na viagem que fiz para Piracicaba, tive a oportunidade de conhecer a E-Dub, melhor boate gay da região de Piracicaba. Vários convites já haviam sidos feitos para conhecer a boate através do Pedro Pitanga da Ômega Hitz e ele sempre argumentava que a balada era tudo de bom e que eu precisava conhecer. Vontade não faltava... Quando surgiu a possibilidade de participar do Seminário de Políticas Públicas e da Parada Gay de Piracicaba, entrei logo em contato com o Pedro para constatar se ele estaria na E-Dub, ele disse que sim e para melhorar ainda mais a noite, o Leo Granieri também estaria na balada, achei luxo.

Fui a balada no sábado passado (07/11), além da programação normal, houve uma festa pré-parada na boate. O Léo estava hospedado no mesmo hotel que eu, marquei de irmos juntos. A entrada da balada estava movimentada e a rádio Ômega Hitz estava com a sua unidade móvel, sob o comando do locutor Molina, que também participou de toda a programação do seminário. A drag Rubia era a hostess da balada, a Dimmy Kieer também compareceu a balada, elas, juntamente com o Léo, fizeram uma farra generalizada ao vivo na rádio Ômega Hitz cantando “I’m a Single Ladies” da Beyoncé, foi inevitável não mergulhar os meus pensamentos em São Paulo e/ou a quem ficou em São Paulo.

A casa tem uma mega-estrutura, pista, bares, camarotes e um espaçoso lounge, o sistema de ventilação da casa é o ponto forte, a pista principal é toda equipada de um sistema de ventilação no chão, é impossível passar calor na E-Dub. A cartela de bebida incluía a tão apreciada tequila, mas não fiquei motivado em tomar tequila sozinho, tomei vários drinks chamado “Green”, caipirinhas e um drink que levava o nome de casa, uma batida de pêssego. Não preciso dizer que fiquei super simpático.

Saímos da casa por volta das 7 da manhã com a pista super animada, o DJ Davis Dee, que tive a oportunidade de conhecer na Parada Gay, confessou que comanda o som até o ultimo cliente sair da pista, em São Paulo, cansei de sair das baladas ao som das vassouras da equipe de limpeza. Sou assim mesmo, difícil de sair, mas quando saio, tenho que me divertir até não agüentar mais. Pretendo voltar na E-Dub em outras ocasiões e da próxima vez acompanhado para virar algumas tequilas e potencializar a curtição.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Parada do Orgulho Gay em Piracicaba

Participei das comemorações da diversidade me Piracicaba. Foram quatro dias com uma agenda de assunto pontuais e pertinentes ao movimento LGBT. O encontro foi promovido pela Ong Casvi, organizadora da Parada LGBT de Piracicaba, com o intuito de capacitar a militância LGBT para os assuntos inerentes as políticas inclusivas ao cidadão LGBT.

Cheguei à cidade no dia 05/11, os participantes do evento foram hospedados no hotel Nacional - um hotel estilo anos 70 e totalmente repaginado (palavras do Vitor da Ong Joana Darc da Baixada Santista). Fiz o Check in e fui para a solenidade de abertura do evento que aconteceu na Câmara de Vereadores de Piracicaba. Na solenidade, foi apresentada uma enquete realizada pela ONG Casvi que questiona a homofobia no município de Piracicaba, também estavam presentes representantes do poder público de Piracicaba, o político Renato Simões - autor da lei estadual 10.948-01 -, vereadores de Araras e Americana e o Anselmo Figueiredo – representante da ONG Casvi.

Na Sexta, dia 06/11, participei de uma discussão em grupo sobre homofobia nos municípios participantes, fui alocado no subgrupo Arujá, Monte-Mor, Capivari e Iracemápolis, das cidades participantes, Arujá, cidade que eu representei, é a que tem a situação mais critica. Em Arujá, as travestis são marginalizadas, pois vivem exclusivamente da prostituição nas margens da Rodovia Presidente Dutra, a cidade não possuiu hospital público, nem Centros de DST/AIDS, não há ONGs na luta dos direitos dos cidadãos LGBT e nem eventos sociais simpatizantes a causa gay.

Com base na discussão em grupo, os representantes dos municípios de Arujá, Monte-Mor, Capivari e Taboão da Serra (que posteriormente foi convidado para integrar a ação), se comprometeram em estudar a criação da “Semana da Diversidade” com uma agenda pontual em todos os municípios. Espero que as idéias discutidas saiam de fato do campo das idéias e tornem ações sociais de impacto na nossa sociedade. Ainda no dia 06, tivemos discussões sobre Juventude LBGT, Mercado de Trabalho para o cidadão LGBT e uma esclarecedora palestra sobre “Estado Laico” com Daniel Souto Maior, da ONG Brasil para Todos de São Paulo.

No Sábado, 07/11, fomos agraciados com a palestra da Doutora em Antropologia Regina Facchini que abordou as questões sobre "Gênero e Heteronormatividade", logo após, tivemos uma mesa redonda sobre Diversidade Sexual com Clara Cavalcanti, Lula Ramires, Carla Machado e Anselmo Figueiredo, ainda no dia 07, tivemos um bate papo polêmico sobre Mídia LGBT e finalizando a programação do dia, foram apresentadas as propostas das discussões dos grupos das cidades participantes.

No Domingo, aconteceu a "III Parada do Orgulho Gay de Piracicaba", cheguei à concentração um pouco cedo, pois ajudei na organização dos últimos detalhes. Creio que haviam por volta de umas três mil pessoas na praça, mas a multidão não parava de chegar, o numero de participantes aumentavam a cada minuto. O tempo estava fechado e ameaçou a chover, foram apenas alguns pingos para refrescar o público. No final da festa, a polícia contabilizou mais de 30 mil pessoas nas ruas, numero que surpreendeu todos da organização. Foi uma festa linda, a ONG Casvi está de parabéns pelo show da diversidade promovido em Piracicaba.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vá ao Teatro

O Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), estão realizando, até o dia 13 de Dezembro de 2009, na cidade de São Paulo, a campanha “Vá ao Teatro”. A ideia é estimular que as pessoas assistam aos espetáculos que estão em cartaz, ajudando assim na formação de plateia e na difusão cultural. Os ingressos disponibilizados pela produção dos espetáculos serão vendidos a um valor de R$ 5,00 (cinco reais).

As produções participantes garantem um mínimo de 10% da lotação da sala de apresentação para a campanha. Os ingressos do Vá ao Teatro só são encontrados nas bilheterias da campanha no Poupatempo de Itaquera, Santo Amaro e São Bernardo do Campo, além dos pontos de venda do Ingresso Rápido e da bilheteria móvel que vai circular pela cidade.

Entre os espetáculos participantes estão:

Avenida Q

Baseado na idéia original de Lopez e Marx, o espetáculo conta com humor, a história de Princeton, um jovem recém formado, em NY, que projeta viver na Avenida A(onde vivem os ricos), mas acaba se mudando para a Avenida Q, com pouco dinheiro e cheio de sonhos. Genero: Comedia Musical. Recomendado a partir de 14 anos. Autor: Jeff Whitty Direção: Charles Moeller e Cláudio Botelho Elenco: André Dias, Sabrina Korgut, Cláudia Neto, Fred Silvera, Mauricio Xavier, Renato Rabelo, Renata Ricci e Gustavo Klein Teatro: Procópio Ferreira – Rua Augusta, 2823 – Jardins (11) 3083.4475 Quinta a Sabado, 21hs. Domingo, 19hs.

AS PONTES DE MADISON

A emocionante história de amor entre Francesca e Robert, que em apenas quatro dias vivem uma avassaladora paixão e, depois, um longo desencontro, preenchido por raro e intenso amor. Genero: Romance. Recomendado a partir de 14 anos. Autor: Robert James Waller Direção: Regina Galdino Elenco: Marcos Caruso, Jussara Freire, Luciene Adami e Paulo Coronato Teatro Renaissance - Alameda Santos, 2233 - (11) 3069.2285/2286 Sexta 21.30hs, Sabado 21hs, Domingo 19hs.

DE ARTISTA E LOUCO TODO MUNDO TEM UM POUCO

A história de uma mãe super protetora, que coloca o filho em situações complicadas com sua namorada, com a ajuda de um carteiro maluco. Autor: Ronaldo Ciambroni Teatro: Bibi Ferreira - AV: Brigadeiro Luiz Antonio,931 - Bela Vista Telefone: 3105-3129 Sabado e Domingo, 23.59hs.

DETERMINADAS PESSOAS - WEIGEL

A peça narra a trajetória de Heléne e seu parceiro Bertold Brecht exilados por vários países da Europa durante a chegada de Hitler ao poder. Genero: Drama. Recomendado a partir de 16 anos. Autor: Esther Goes e Ariel Borghi Direção: Ariel Borghi Elenco: Esther Góes, e participacao especial de Ariel Borghi Tetaro Alfa - Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 (11) 5693.4000 Sabado, 21hs. Domingo, 20hs.

I LOVE NEIDE!

Na peça Eduardo Martini encarna a personagem Neide Boa Sorte, que saiu de uma “brincadeira” no programa HEBE do SBT, uma psicóloga que destila todo o seu bom mau humor quando trata de assuntos como a sinceridade feminina, casamento, família, comportamento, etc. Autor: Marcelo Saback e Pablo Diego Teatro Uniao Cultural - Rua Mario Amaral, 209 - Paraiso - (11) 2148.2900/04/05 Sexta, 21.30hs. Sabado, 21hs. Domingo, 20hs.