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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Banda do Fuxico Termina com Acidente na Av. São Luís

Como em todos os anos, a edição de 2012 do bloco de Carnaval da Banda do Fuxico foi um sucesso. Milhares de pessoas tomaram as ruas do Centro de São Paulo, formando um grande bloco no Largo do Arouche, que deveria seguir pela Praça da República, Avenida São Luis, Rua Xavier de Toledo, Praça Ramos de Azevedo, Teatro Municipal, Rua Conselheiro Crispiniano, Largo Paissandu, Avenida São João, Avenida Ipiranga, Igreja da Consolação, Rua Rego Freitas e novamente no Largo do Arouche. Mas um acidente na Av. São Luís interrompeu o bloco.

Neste ano, o carro estava bem mais alto que no ano anterior e já na Praça da República os participantes que estavam e cima do trio tinham que se abaixar, alguns se deitavam para não encostarem nos fios de alta tensão. Quando entramos na São Luís, vários participantes desceram do carro, pois a Avenida é cortada de fora a fora com fios de alta tensão dos ônibus elétricos. Eu fiquei com preguiça de descer, meu objetivo era chegar com o carro na Viera de Carvalho e de lá ir embora.

Quando estávamos no meio da Avenida o barman e um funcionário da brigada de incêndio pegaram uma garrafa pet vazia e com ela dobrada estavam erguendo o fio para não encostar no carro. Quando vi a cena, pensei em descer, senti que aquilo iria da merda. Mas não tive tempo, logo após a barra de ferro do trio bateu  no fio de alta tensão e tudo começou estourar. Saiam faíscas para todos os lados e o funcionário da brigada de incêndio começou a gritar, pedindo para todos terem calma e não encostarem nos ferros.

Ficamos todos nos chão, não sei precisar por quanto tempo, talvez 10 ou 15 minutos e nesse meio tempo faíscas saindo dos fios e todo mundo gritando em cima do carro. Começamos a descer do carro um por um e sempre com a recomendações para não segurar nas barras de ferro, mas é impossível descer de um trio, sem sair rolando pela a escada, se não segurarmos as  barras de ferro. Quase cai quando desci do carro, pois estava com as pernas moles de tanto nervoso e graças a Deus, a brigada de incêndio conseguiu evacuar todo o carro sem nenhum ferido.

Quando cheguei em casa, ainda estava assustado. A tensão nervosa atacou o meu estomago e passei mal a noite inteira. Agradeci a Deus por tudo isso não ter virado uma tragédia, pois a situação que estávamos ali, todos jogados no chão e amontoado, se um pegasse na barra de ferro, certamente todos seriam eletrocutados.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A maior ação de destruição a terreiros de Umbanda e Candomblé no Brasil completa 100 anos

Alagoas lembra hoje os cem anos do dia em que - nas vésperas do Carnaval - uma massa de populares, liderada por veteranos de guerra e políticos, invadiu, depredou e queimou os principais terreiros de Xangô em Maceió, espancando líderes e pais de santo dos cultos afros. Considerada um dos mais emblemáticos casos de racismo e intolerância religiosa do Brasil, a noite fatídica daquele 2 de fevereiro de 1912 ficou conhecida como “O Quebra de Xangô”.

O movimento foi organizado por integrantes da Liga dos Republicanos Combatentes em Maceió, sob a liderança do sargento do Exército Manoel da Paz, veterano da guerra de Canudos, na Bahia. “Muitos foram pegos de surpresa e apanharam pelas ruas até chegar à delegacia, na calada da noite. Outros tiveram a oportunidade de fugir para estados como Bahia, Pernambuco e Sergipe”, assegura o professor de História e pesquisador Célio Rodrigues, o “Pai Célio”, um dos grandes difusores da religião de matriz africana no Estado.

Também denominada como Operação Xangô, o movimento tinha um forte viés político com o objetivo de afastar do poder o então governador do Estado, Euclides Malta, que já administrava Alagoas por 12 anos seguidos e era considerado um amigo dos líderes religiosos massacrados.

Na época do Quebra, o movimento que desencadeou a postura intolerante contra a religião de matriz africana contou com o apoio da imprensa oposicionista, notadamente o Jornal de Alagoas. Nos trechos de seus artigos e matérias, termos pejorativos sempre eram direcionados ao governador por este se relacionar com os xangôs. Na série de matérias intituladas “Bruxaria”, publicada nos dias consequentes ao episódio, a suposta relação de Euclides Malta com os xangôs denota a mãe de santo Tia Marcelina como sua “feiticeira” protetora.

“Os relatos são de que a multidão induzida pela Liga dos Republicanos Combatentes - oposição - entrou quebrando tudo que via pela frente, no auge do ritual, quando alguns seguidores ainda tinham o santo na cabeça. Bateram nos filhos de santo e queimaram objetos sagrados numa grande fogueira”, diz Fernando Gomes.

O pesquisador Célio Rodrigues acrescenta que foi uma perseguição também aos negros em geral. “Essa Liga foi feita para dizimar as religiões de matriz africana e, por tabela, os negros, pois naquela época Maceió era habitada por muitos ex-escravos e seguramente uma das maiores cidades negras do Brasil”, defende ele.

O governador Teotonio Vilela Filho assinou, nesta quarta-feira (1º), às 17h30, um pedido de perdão oficial do Governo de Alagoas a todas as comunidades de terreiros de Alagoas

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

As mentiras do PT sobre Pinheirinho

Por Aloysio Nunes Ferreira

Em face da reintegração judicial de posse da área conhecida como Pinheirinho, em São José dos Campos, o PT montou uma fábrica de mentiras para divulgar nas próximas campanhas eleitorais. Em respeito aos leitores da Folha, eis as mentiras, seguidas da verdade:

Mentira 1: “O governo federal fez todos os esforços para buscar uma solução pacífica”.

Verdade: Desde 2004, a União nunca se manifestou no processo como parte nem solicitou o deslocamento dos autos para a Justiça Federal. Em 13 de janeiro de 2012, oito anos após a invasão, quando a reintegração já era certa, o Ministério das Cidades – logo o das Cidades, do combalido ministro Mário Negromonte – entregou às pressas à Justiça um “protocolo de intenções”. Sem assinatura, sem dinheiro, sem cronograma para reassentar famílias nem indicação de áreas, o documento, segundo a Justiça, “não dizia nada”, era uma “intenção política vaga.”

Mentira 2: “Derramou-se sangue, foi um massacre, uma barbárie, uma praça de guerra. Até crianças morreram. Esconderam cadáveres”.

Verdade: Não houve, felizmente, nenhuma morte, assim como nas 164 reintegrações feitas pela Polícia Militar em 2011. O massacre não existiu, mas o governo do PT divulgou industrialmente a calúnia. A mentira ganhou corpo quando a “Agência Brasil”, empresa federal, paga com dinheiro do contribuinte, publicou entrevista de um advogado dos invasores dando a entender que seria o porta-voz da OAB, entidade que o desautorizou. A mentira ganhou o mundo. Presente no local, sem explicar se na condição de ativista ou de servidor público, Paulo Maldos, militante petista instalado numa sinecura chamada Secretaria Nacional de Articulação Social, disse ter sido atingido por uma bala de borracha. Não fez BO nem autorizou exame de corpo de delito. Hoje, posa como ex-combatente de uma guerra que não aconteceu.

Mentira 3: “Não houve estrutura para abrigar as famílias”.

Verdade: A operação foi planejada por mais de quatro meses, a pedido da juíza. Participaram PM, membros do Conselho Tutelar, do Ministério Público, da OAB e dos bombeiros. O objetivo era garantir a integridade das pessoas e minimizar os danos. A prefeitura mobilizou mais de 600 servidores e montou oito abrigos. Os abrigos foram diariamente sabotados pelos autodenominados líderes dos sem-teto, que cortavam a água e depredavam os banheiros.

Mentira 4: “Nada foi feito em São Paulo para dar moradia aos desabrigados”.

Verdade: O governo do Estado anunciou mais 5.000 moradias populares em São José dos Campos, as quais se somarão às 2.500 construídas nos últimos anos. Também foi oferecido aluguel social de R$ 500 até que os lares definitivos fiquem prontos. Nenhuma família será deixada para trás.

Entre verdades e mentiras, é certa uma profunda diferença entre PT e PSDB no enfrentamento do drama da moradia para famílias de baixa renda. O Minha Casa, Minha Vida só vai sair do papel em São Paulo graças ao complemento de R$ 20 mil por unidade oferecido pelo governador Geraldo Alckmin às famílias de baixa renda. Sem a ajuda de São Paulo, o governo federal levaria 22 anos para atingir sua meta.

O PT flerta com grupelhos que apostam em invasões e que torcem para que a violência leve os miseráveis da terra ao paraíso. Nós, do PSDB, construímos casas. Respeitar sentença judicial é preservar o Estado de Direito. É vital que esse princípio seja defendido pelas mais altas autoridades. Inclusive pela presidente, que cometeu a ligeireza de, sem maior exame, classificar de barbárie o cumprimento de uma ordem judicial cercado de todas as cautelas que a dramaticidade da situação exigia.

Publicado na Folha de S. Paulo

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Confundindo os nomes

Semana passada, conduzi uma reunião com um coordenador de um importante museu do Estado de São Paulo. Durante toda a reunião troquei o nome do rapaz, não sei dizer o que aconteceu. Mesmo anotando o nome dele num papel, para não confundir depois, a confusão era inevitável. 

Depois da reunião, me encontrei com meu chefe e disse que havia feito a reunião e nas minhas considerações troquei no nome novamente. Hoje liguei para ele:

- Oi Eduardo, tudo bem?

- Não é Eduardo, é Ricardo - ele me corrigiu.

- Me desculpe Eduardo! Depois a risada foi inevitável e perguntei o que poderia fazer para não confundir mais o nome dele. Ele disse que não sabia. 

Não sei porque estou cometendo esse ato falho, quinta-feira tenho outra reunião com ele e já estou assustado, se trocar o nome novamente ele pensará que estou de brincadeira.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

The Monster Symphony - Uma história de amor nos sucesso de Lady Gaga

Já conheço a Banda Aston há um bom tempo, desde que eles lançaram um cover clássico de uma das músicas que eu mais gosto, aliás, uma das músicas que é um hino para minha vida, Viva la Vida.


Já coloquei essa música várias vezes no meu blog, inclusive nessa versão. Viva la Vida diz muito de mim, ouço quando estou triste ou alegre, sempre nesses extremos... No momento estou triste, mas passa, tudo na vida passa... E não me venham com aquela piada idiota que até uva passa. Mas o motivo desse post não é para novamente postar a música Viva la Vida e sim um outro vídeo que encontrei da banda, que foi lançado no final do ano passado e me surpreendeu demais.

Em novembro do ano passado, o Grupo Aston gravou o clipe The Monster Symphon, uma seleção de músicas de Lady Gaga contando uma envolvente história de amor ao som de Bad Romance, Paparazzi, Telephone, Alejandro e Judas. Tem mais de uma semana que estou ouvindo esse clipe e não me canso de ouvir.

O Grupo Aston é australiano, formou em 2009. O sucesso da internet veio após a blogueira Paris Hilton publicar um dos seus videos. Recentemente, após o boom do sucesso na internet do vídeo da seleção de  Lady Gaga, o grupo assinou contrato com a gravadora Warner Music. Espero ver em breve o Aston no Brasil e quem sabe com um concerto num local a altura deles, na Sala São Paulo.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Governo Dilma faz operação semelhante ao do Pinheirinho

Na semana passada, em reunião fechada com representantes do comitê internacional do Fórum Social Mundial, Dilma Rousseff critica duramente ação policial contra sem teto em São Paulo e diz que o governo federal jamais faria ação semelhante. Menos de uma semana se passou e me deparo com uma noticia no Correio Brasiliense que diz que o Governo Federal retirou 70 famílias de invasão em fazenda da União.


PM acompanha invasor durante a retirada:
Agefis derrubou moradias com a ajuda de três tratores
Durante a desocupação, a Delegacia do Meio Ambiente (Dema) prendeu 29 pessoas acusadas de invadir com intenção de ocupar terras da União, crime descrito no artigo 20 da Lei nº 4.947, de 1966. As penas para quem comete o delito são de seis meses a três anos de prisão. Cada um dos acusados poderá responder em liberdade, caso uma fiança de R$ 1 mil seja paga. Três pessoas também responderão pelo crime de desacato a autoridade, descrito no artigo 331 do Código Penal. As penas são de seis meses a dois anos.

O agricultor José Pereira Gonçalves, 48 anos, estava em um assentamento em Brazlândia com a mulher e dois filhos e, desde a última sexta-feira, fez um barraco na Fazenda Sálvia. Natural do Maranhão, José diz que gostaria de dar uma vida melhor para os filhos por meio do trabalho na lavoura. “Não quero nada de ninguém. Queria só um pedaço de chão para plantar, mas, como não deu certo, vou esperar uma oportunidade. O governo tinha de ajudar quem precisa. Essa terra está parada”, lamentou.

A agricultora Maria Silva, 39 anos, estava acampada na Fazenda Sálvia com a irmã, Rita Silva, 45. As duas são paraibanas e vieram para Brasília na esperança de conseguirem ser incluídas em um programa de reforma agrária. “A situação é precária no nosso estado. Viemos para cá em busca de um lugar para viver bem. Essa fazenda podia ser dividida entre o povo, mas ninguém consegue nada de graça”, disse.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Presidente Dilma: Fala demais por não ter nada a dizer

A oposição está aproveitando o fato da ação de reintegração de pose no Pinheirinho para fazer uma oposição suja, medíocre e medonha. A operação da Polícia Militar em cumprimento da ordem de reintegração de posse do Pinheirinho foi finalizada quarta-feira (25). A operação terminou com 32 detidos. 

A Polícia fez apenas o que determinou a lei e o Estado em suas atribuições disponibilizou a corporação para isso. Dilma Rousseff ao dizer que a ação é uma barbárie e garantir que o Governo Federal não faria o mesmo é assumir que a sua gestão vai contra os princípios de legalidade do nosso Estado de direito. Dilma tem se mostrado fraca em sua gestão, com um discurso que vai contra princípios constitucionais, princípios que quando ela tomou pose para presidência jurou cumprir.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"Nos desculpem pela forma como a igreja tem tratado vocês"

Um grupo de cristãos que foram a Parada LGBT em Chicago e que ao invés de xingarem e dizerem que todos vão para o inferno e estão com o demônio no corpo, colocaram faixas com a seguinte frase:

"Nos desculpem pela forma como a igreja tem tratado vocês"


Linda atitude do grupo e mais bonito ainda foi a reação de um dos participantes da Parada LGBT que deu um abraço muito caloroso no grupo religioso.

Não espero aceitação de grupos evangélicos, espero respeito pelo que sou. Sou de família evangélica, cresci na igreja e sei muito bem como o preconceito está enraizado nas religiões, não somente nas igrejas evangélicas, mas também na católica e em algumas da linha espirita.

Espero ver um dia manifestações como essa em Paradas aqui no Brasil e que evangélicos entendam que de forma alguma queremos afronta-los, apenas lutamos pelo direito de sermos o que somos. Defendemos a liberdade de expressão, não só para nós, mas também para todas as igrejas terem o livre direito ao culto. Unidos, mesmo cada um na sua tribo, somos mais.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Andrea Matarazzo conquista a Zona Sul

No 2o debate entre os pré-candidatos do PSDB a prefeito de São Paulo, Andrea Matarazzo conquistou os militantes da Zona Sul com suas propostas para a cidade e região.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Hair


Sexta-feira, assisti o musical Hair, que está em cartaz no Teatro Frei Caneca. O espetáculo conta de história de jovens americanos que em plena Guerra do Vietnã  conhecia as dores e as delícias de uma época sui generis: o amor livre, o rock psicodélico, a filosofia oriental, a descoberta de drogas como o LSD e o estilo de vida dos hippies. Por outro lado, assistia ao primeiro conflito internacional televisionado e se indignava com os horrores da segregação racial e sexual. Neste caldeirão de acontecimentos, ‘Hair’ estreava em um pequeno teatro off-Broadway, em 1967. Não precisou de muito tempo para se tornar um fenômeno, migrar para o circuito principal e se propagar em dezenas de montagens ao redor do planeta.

"A paz há de lavar o mundo, o amor vai derramar", diz a versão de "Aquarius", que abre o musical "HAIR". As emoções transmitidas pela magnífica montagem brasileira realmente lavam o público e derramam-se sobre as poltronas do teatro. A missão de paz dos diretores Charles Möeller e Claudio Botelho tem alvo certeiro nos corações dos espectadores de qualquer idade. Hair não é apenas um musical. É a celebração de uma nova era, a negação de todos os formatos dramáticos e musicais até seu surgimento em 1967. Um painel de contracultura viva, pulsando, mostrando novas possibilidades de conteúdo e forma em cena.

A montagem brasileira custou R$ 5,5 milhões, sendo R$ 2 milhões via leis de incentivo fiscal. Ao todo, mais de cem pessoas trabalham no espetáculo. Para as novas gerações, que não assistiram à montagem brasileira de 1969, dirigida por Ademar Guerra, e cuja única referência é o filme "Hair", de Milos Forman, considerado uma traição ao musical, é uma oportunidade de conhecer o espetáculo que marcou uma geração.

Serviço:

Teatro Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 6º andar
Tel: (11) 3472-2226 / 2229-2230
Quintas, às 21h. Sextas, às 21h30. Sábados, às 18h e 21h30. Domingos, às 18h.
Ingressos: R$130 (qui / sex) e R$ 160 (sáb / dom)
Temporada até 29 de abril