Pesquisar este blog

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Paqueras Liquidas

A paquera para o ser humano é o equivalente a dança do acasalamento para outras espécies, aquele momento de tudo ou nada, onde em alguns instantes saberemos se seremos ou não agraciados pela concessão da copulação com a presa almejada. 
Segundo o dicionário “paquera” significa o “ato ou efeito de paquerar, tentativa de namoro, paquerador”.

Os recursos visuais e gestuais sempre foram aliados de uma boa paquera. Dizem que ao passar por uma pessoa pela rua, quando os olhares se cruzaram, bastam apenas três segundos para ela olhar pra trás e confirmar o interesse.

Algumas paqueras servem apenas para massagear o ego, tem pessoas que passarão a vida inteira cruzando por outras pessoas nas ruas e olhando para trás, mas a ação de parar, observar e chegar no alvo, é um ato de coragem. Numa fase do ápice do amor liquido, qualquer atitude sem o recurso de alguma tecnologia, é um ato inovador. 

Após o expediente, como era de costume, Luís Fernando saiu do trabalho e foi para a faculdade. Pegava todos os dias o ônibus que seguia para as Perdizes, ali mesmo na Paulista com a Consolação. As 18h30m o movimento era intenso, vários ônibus parando no ponto, pessoas correndo para embarcar, se esbarrando com as pessoas que desembarcava. 

No meio daquele vai e vem de pessoas, Luís Fernando avistou um homem barbudo – não tanto quanto ele – parado, como se estivesse em câmera lenta, não sendo abalado pela agitação social que São Paulo passa para todos os seus filhos. Os dois se olhavam em meio à multidão, tentando descobrir um meio de se aproximarem, mas impedidos pela penetração dos olhares, que deixou ambos constrangidos. 

O ônibus do homem barbudo encostou na plataforma, Luís Fernando avistava o homem seguindo seu destino, mas preocupado com quem vinha atrás, preocupado se Luís Fernando também seguiria o mesmo destino.

Com o ônibus partindo, Luís Fernando ficou procurando o homem barbudo dentro do ônibus, o olhar que momentos antes era de esperança, transformou-se em despedida... até lembrar-se que naquela mesma tarde ele havia baixado um aplicativo de celular, esses que cruzam pessoas com localizações, onde a paquera rola de forma não presencial. Luís Fernando era o terceiro da lista, estava lá com aquela barba farta e sorriso fechado, exatamente que forma que atraiu o outro homem barbudo.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Ordem de Despejo

Alguns astrônomos acreditam que daqui há 100 anos as condições climáticas estarão bem precárias para a sobrevivência da raça humana e que os sinais de extinção estarão muito mais presentes no nosso cotidiano. 

Existe uma corrida para tentar salvar a raça humana. A NASA fará em 2025 a primeira viagem rumo a colonização de marte, será apenas um experimento para testar as possibilidades de adaptação do homem, esses primeiro habitantes irão para ficar, se a Missão for um sucesso, esses percursores serão os heróis e as heroínas do Novo Mundo. 

Muito se fala da interferência do homem no ecossistema e que isso desencadearia o “Fim do Mundo”. Dias atrás, conversando com um astrônomo, ele disse que a natureza é muito maior do que qualquer interferência humana e que a extinção do homem é algo certo e irreversível. 

Fiquei pensando na possibilidade de outras civilizações terem sido extintas neste Mundo, talvez mais ou menos evoluídas que a nossa. Nós somos apenas um sopro em todo esse processo de evolução, viemos apenas para apagar as luzes e deixar que tudo comece novamente, talvez com outras espécies de animais, talvez sem a raça humana, ou talvez com ela diferente do que conhecemos hoje. 

A última geração à viver na Terra parece que está muito próxima, talvez quatro gerações futuras verão o fim de tudo isso, com um Mundo quase inabitável, com a maioria dos animais já extintos e com escassez de alimentos e água potável. 

Também fiquei pensado na possibilidade do sucesso da missão da NASA de habitar Marte, vencendo o frio que existe naquele planeta e construirmos algo muito semelhando do que existe hoje no Mundo. Se isso ocorrer, essa imigração estará disponível para todo mundo? Pessoas de classes menos abastadas assistirá os demais fugirem da extinção, por não terão condições financeiras de custear essa viagem que custará em torno de 200 mil dólares por pessoa? Acredito que sim e Marte já iniciará a sua ocupação com boa parte da população que contribuiu para a aceleração da escassez dos recursos naturais existentes na Terra, bem como a extinção de muitos animais. 

Se eu conseguir atingir a estimativa de vida do brasileiro, já poderei observar alguns indícios de que a humanidade estará com um problemão para resolver. Até lá, talvez Marte já esteja bem povoada, mas se não estiver, pode ser o fim desse Mundo que conhecemos, dando oportunidade para desencadear um outro processo evolutivo.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Os Dez Mandamentos do Relacionamento Gay

1 - Antes de começar um relacionamento, espere terminar a vez do seu coleguinha.

2 - Se for amor a primeira vista, diga isso o segundo ou terceiro encontro.

3 - Fale do seu ex apenas para sua terapeuta ou advogada. 

4 - Se não for responder, não visualiza.

5 - Terceiros só serão aceitos quando convidado por ambas as partes.

6 - Redes sociais de casais só tá valendo se for de gêmeos siameses.

7 - Deixe as pesquisas do passado para os museólogos.

8 - Melhor estar ao lado de sapo desencanado ao invés de um principie (des)encantado.

9 - Comunique imediatamente a outra parte o início e o término do relacionamento.

10 - Se você não for correspondido, ame o próximo.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sobre o musical do Chaplin e Canalização de Energias

Semana passada, assisti a reestreia do “Chaplin – O Musical”, no Teatro Procópio Ferreira. A obra de Marcos Rey, adaptada por Miguel Falabella, tem como protagonista Jarbas Homem de Melo, interpretando Chaplin, que conta a trajetória de sucesso de um dos maiores artistas do cinema, abordando desde a sua infância, sua origem humilde e pobre, mostrando seus conflitos com um lar desestruturado e ressaltando sua forte amizade com seu irmão mais velho, Sidney, interpretado por Marcelo Antony.

Sidney teve papel fundamental na carreira de Chaplin, iniciaram suas trajetórias artísticas em Londres, até que Chaplin recebe um convite de uma produtora de filmes de hollywood e Sidney dividido entre sua mãe, que sofria de Alzheimers e a carreira e amizade com o irmão, acaba escolhendo ficar em Londres com a mãe .

O musical, com canções originais do autor Christopher Curtis e alguns versões para a produção brasileira, retrata de uma forma envolvente a forma com que Chaplin abdicou de toda sua vida, e nome do sucesso, não hesitando em deixar sua mãe em uma clínica médica, para viver do outro lado do continente. Posteriormente, com sua carreira artística consagrada, Chaplin recebe uma visita surpresa de Sidney, que decide ficar nos Estados Unidos e cuidar da carreira artística do seu irmão.
Fiquei pensando sobre as escolhas que fazemos e até que ponto realmente vale a pena se abdicar de tudo em nome de uma determinada área de nossas vidas, nossas escolhas nos definem, norteiam toda nossa vida. Chaplin optou exclusivamente pelo sucesso e para isso fez escolhas que talvez eu não as faria, como não estar presente na velhice da mãe, demitir o irmão por conta de divergências políticas e não acompanhar o momento do nascimento do seu filho, que logo após ao parto veio a falecer.

Existem áreas nas nossas vidas que acabam sendo nossos pilares de sustentação, onde canalizamos as energias que nos norteiam, porém temos que tomar cuidado para não nos centrarmos em apenas um eixo, como ficou bem evidente no musical do Chaplin, que canalizou todas as suas energias para sua vida profissional.

Eu tenho basicamente duas áreas da minha vida que precisam sempre estar bem trabalhadas, quando uma das duas não estão bem, percebo que todas as outras também acabam ficando mal. Dosar a importância e as expectativas que jogamos para as diversas áreas é uma tarefa árdua e diária, precisamos estar bem no conjunto, para ter uma vida plena e feliz.

Serviço: 

Chaplin - O Musical
Teatro Procópio Ferreira: Rua Augusta, 2823 - Informações: 3083-4475
De 05/09 à 18/10 - quintas e sextas, às 21h, sábados, às 17h e 21h e domingos, às 16h e 20h
De R$ 25 a R$ 200

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Sobre Memórias de um Gigolô, Heranças Culturais e Saudosismo

Assistindo o musical "Memórias de um Gigolô", ambientado na São Paulo da década de 30, fiquei pensando em qual herança cultural deixaremos para as futuras gerações. Estamos vivendo um marasmo em vários setores de produção musical, artística e arquitetônica.

Na década de 30, o então presidente Getúlio Vargas, criou a estrutura dos sindicatos ligados ao governo, até mesmo para equilibrar as disputas de classes que foram tão acaloradas naquela época. Foi um período de intensa produção no país e que hoje observamos vários traços arquitetônicos deixados por aquela época.

Nossa cidade foi construída com o crescimento industrial e estamos migrando nossas atividades para o serviço, deixando inúmeros imóveis vazios e sem uma outra forma viável de ocupação. Muitos dos imóveis, que ocupavam as grandes empresas de São Paulo, estão virando igrejas e alguns sendo demolidos para a construção de outros imóveis, frios e envidraçados, sem nenhuma conexão com o seu entorno.

Na música, apesar de gostar de muitas produções que estão fazendo sucesso, não consigo identificar algo que irá marcar de verdade nossa geração. Temos muitos cantores que estouram nas paradas e depois de alguns anos não ouvimos mais.

Vivemos numa época da informação descartável, onde diariamente somos bombardeados pelos mais diversos assuntos, que tem uma validade reflexiva muito curta, até cair no completo esquecimento.

Ainda falando sobre "Memórias de um Gigolô", me chamou a atenção a forma que eles idolatravam os anos 30, da mesma forma que hoje recordamos com muito saudosismo dos anos 80 e 90. Já ouvi esse papo antes, dos meus pais falando dos anos 60 e 70, acho que essa defesa da sua época não terá fim, sempre seremos impactados pelo o que de melhor existiu em nossa geração e tudo isso nos moldará como cidadãos.

Gosto muito da produção musical dos anos 80 e 90, principalmente no que se refere ao Pop Rock Nacional e a MPB. Provavelmente estamos replicando o mesmo comportamento da veneração dos anos 30, retratado no musical e talvez daqui alguns anos, Ivete Sangalo seja a nova Elis Regina e o Luan Santana e novo Tom Jobim.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Frequência "Gay"

O Portal MixBrasil, em parceria com a Rádio 89 FM, lançou uma campanha intitulada "Frequência Gay", que alerta para as alarmantes estatísticas de assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, por motivação de ódio, no Brasil. Apesar da campanha exibir os dados como só fossem gays assassinados no Brasil, isso é um equivoco, essa estatística é contabilizada pelo Grupo Gay da Bahia e nela entra todos os crimes contra a população LGBT.

No filme, a Rádio 89 FM avisou que a música a ser tocada a seguir estaria em uma frequência que, segundo foi descoberto, somente homossexuais poderiam ouvir. Para registrar a reação de algumas pessoas, foram instaladas câmeras escondidas em um táxi com a estação sintonizada.

Apesar de a música tocada ser ouvida por todos, poucos passageiros assumiram que estavam ouvindo, alguns revoltados com o fato. Ao final, os ouvintes eram comunicados que, na verdade, a Frequência Gay não existe, afinal, somos todos iguais, independentemente da orientação sexual.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

O Ravengar da minha infância

O grande papel da arte é nos sensibilizar, mexer com o nosso imaginário, muitas das vezes criando outra realidade. Quando eu era criança, na época que a novela "Que rei sou eu?" era exibida, morava um homem na minha rua que se parecia muito com o Ravengar, personagem de Antônio Abujamra, pai do Clayton, meu melhor amigo.

Eu tinha uma rotina muito definida. Dormia muito cedo, para acordar às 6 da manhã, assistir Vovó Mafalda, Jaspion, Power Rangers e Thundercats. Depois ia pra rua e passava na casa do Cleyton, filho do "Ravengar", na maioria das vezes ficávamos brincando na casa dele e as vezes chamávamos os outros meninos para brinca também. Nos dias que eu não passava na casa do Clayton, ele sempre passava na minha.

Nessa época tive que militar no Movimento LGBT pela primeira vez, os meninos da rua me chamavam de "Marcos Bicha", eu reclamei e de forma muito natural eles justificaram que era pelo fato de ter outro Marcos na mesma rua e que ele morava lá antes de mim e por isso ele tinha o direito de ser chamado de Marcos.

Fiquei alguns dias sem sair na rua, o apelido me incomodava. Como pedido de desculpas, todos os meninos se reuniram e foram me chamar em casa. Falaram que iriam me chamar de "Marcos da Esquina". Achei melhor, mas se fosse hoje eu também questionaria. Nunca fiz ponto na esquina para me chamarem assim.

Hoje, refletindo sobre o assunto, percebo que a minha relação com o Clayton era muito conturbada. Brigávamos muito e depois das brigas eu sempre ia pra minha casa e as vezes a mãe dele ia me chamar, falava que nos éramos amigos e não podíamos brigar. Ela pedia para eu ir lá na casa dela, fazer as pazes e pedir para ele sair debaixo do carro. Ele saia e íamos brincar novamente. Só teve um vez que entramos em confronto corporal, quando ele me chamou de "Filho da Puta".

Sempre que ia na casa dele, ia embora quando o pai dele chegava. Tinha muito medo. Enxergava aquele homem como o próprio Ravengar. Na maioria das vezes ia correndo, chegava em casa cansado e gritando "Ravengar, Ravengar". Minha mãe mandava eu parar de ser besta, dizendo que ele não era o "Ravengar".

Me mudei de Santo André ainda muito pequeno, com uns 12 anos, nunca mais vi o Clayton, mas a morte do ator e diretor Antônio Abujamra me trouxeram essas maravilhosas lembranças, provando que ele cumpriu sua missão como artista, mexendo com o imaginário de pessoas de todas as idades.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A moda da "mangina" e a desconstrução do falocentrismo

Uma nova moda que está tomando conta do instagram é a "Mangina", que consiste numa selfie em que o homem deve ficar totalmente pelado e esconder o pênis entre pernas.

Vi muitos comentários pelo Facebook e em alguns site de noticias, que a "Magina" nada mais é que um meio de burlar as regras do Instagram, com o objetivo de postar uma foto pelado, sem que ela seja denunciada. Pode até ser, não descarto essa hipótese, mas não vejo um efeito diferente ao de uma foto de cueca ou de sunga, que são amplamente divulgadas nas redes sociais.

Eu acredito que a "mangina" resulta de um trabalho dos movimentos sociais, que luta pela desconstrução de uma sociedade machista, homofobica e heterormativa. Quando um homem esconde o seu falo, simbolo maior de uma sociedade que prega a submissão feminina, imitando uma vagina, abrimos a discussão de gênero em nossa sociedade.

Quando um homem abre mão de alguns símbolos de sua masculina e mesmo por brincadeira, dá visibilidade aos símbolos femininos, eles estão desprovidos de uma cultura machista ou num processo de desconstrução.

Estamos numa sociedade que tenta destruir tudo aquilo que ameaça um ordem que eles julgam como natural do processo e nesse mundo o papel dos homens é manter sua masculinidade e o da mulher é ser submissa.

Mesmo que os adeptos da "mangina", não tenham o objetivo de desconstruir uma cultura machista, eles estão nesse processo. A luta pela igualdade é tão árdua, que muitas das vezes os pequenos gestos passam desapercebidos.


domingo, 26 de abril de 2015

A evolução do pinto

Certa vez, quando eu era criança, eu e minhas irmãs fomos com minha mãe numa feira livre, que ficava próximo de casa. Na feira havia um barraca que vendia pintinhos, ficamos entusiasmado quando vimos e imediatamente começamos a campanha para minha mãe compra-los. Ela comprou os três, um pra mim e os outros dois para cada uma das minhas irmãs.

Em casa, tivemos que montar uma estrategia para manter a integridade física dos pintos, nos tínhamos 4 cachorros, que não viam aqueles pequenos animais como amigos, mas sim como comidas. Fizemos um cercadinho para colocar os pintinhos, que deixou os cachorros ainda mais alvoroçados.

Os pintos começaram a crescer e as vezes escapavam do cercadinho, tornando o quintal uma verdadeira bagunça, com os cachorros correndo atrás dos pintos e a gente correndo atrás do cachorros, por sorte os cachorros nunca conseguiram pegar os pintos.

Com o passar do tempo, os pintos começaram a parecer galinhas. A beleza daquele bichinho amarelinho, começou a desaparecer, os pintos estavam virando galinhas, o que para nos foi extremamente assustador. Na nossa cabeça, uma vez pinto, pra sempre pinto. Tivermos que dar as galinhas para uma vizinha, pois quando elas cresceram, ficamos com medo.

Na terça-feira, começou a circular uma foto pelo Facebook de um pinto numa caixinha, com os dizeres "lembrança do meu aniversário". Achei de extremo mal gosto oferecer pintos para uma criança e sabemos que esses pintos, na maioria dos casos, serão maltratados pelas crianças, até mesmo pela sua fragilidade e quando virarem galinhas, serão abandonadas nas ruas.

Tramitam pelo Brasil Projetos de Lei que tornam o ato de distribuir animais um crime, independentemente de constatados maus-tratos ou não. É o caso do PL 554/2014, do estado de São Paulo, que prevê multa de R$ 4.250,00 por animal encontrado em situação semelhante à da festa infantil.

Manter um pinto num apartamento é fácil. Quero saber o que irá acontecer quando virar galinha? A mãe chamará o filho pra fazer o abate e ensinar a ele como se faz uma galinhada?

sábado, 25 de abril de 2015

Meu Ibira: O presente é todo nosso

Um dos orgulhos dos paulistas e paulistanos, é o Parque do Ibirapuera. Um verdadeiro pulmão de resistência, na maior cidade da América Latina e que parece um verdadeiro coração de mãe. Todo mundo se encontra no Ibira e convivem muito bem.

Pensando nesses frequentadores, apaixonados pelo Ibirapuera, a Rede Globo resolveu presentear a cidade com o aplicativo "Meu Ibira". A interação do app é bem parecida com a do Facebook, com um mural onde podemos visualizar as atividades dos amigos. Na categoria explorar, encontramos as atividades do parque, divididas em categorias, como esporte, bem-estar, cultura, brincadeiras, natureza, entre outros. Um grande diferencial do app é um mapa, onde encontramos todos os pontos interessantes, com fotos e curiosidades do parque.

Um dos meus cantinhos prediletos do Ibirapuera, é o Museu AfroBrasil, dedicado a valorização da cultura negra, o museu conta com várias exposições itinerantes e uma permanente, sobre a história do orixás. Todas as vezes eu vou ao parque, tenho que ir ao Museu.

Também gosto muito da fonte, presente do Grupo Pão de Açucar, na ocasião do aniversário de 450 anos da Cidade de São Paulo. Sentar no gramadinho e ficar vendo o show pirotécnico, é arrebatador. Tem também o "Planetário", que marcou a infância de quase todos os moradores de São Paulo. O parque é um dos pontos mais democráticos da cidade, onde todas as tribos se encontram.

A aplicação ainda está muito lenta. Tive que tentar algumas vezes para concluir o meu cadastro. Como o app foi lançado hoje, deve estar enfrentando alguns bugs. Também não consegui localizar os meus amigos, talvez nenhum tenha baixado. Seria muito bom se a Secretaria de Estado da Cultura desenvolvesse um app parecido. Temos um ótimo circuito cultural na região central, pouco aproveitado pela população.