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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A Pedra no Meio do Caminho da Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história

Será que a vida afetiva será sempre como o poema “Quadrilha” de Carlos Drummond de Andrade? Sempre haverá encontros e por últimos desencontros? O poema retrata a história de três amores desencontrados: O de João para Tereza, o de Raimundo para Maria e o de Joaquim para Lili, porém as três mulheres não correspondiam esse amor.

A vida seguiu o seu rumo, João saiu do país, Tereza dedicou-se a religião, Raimundo morreu de desastre, Joaquim suicidou-se e ironicamente a Lili que não amava ninguém se casou com um homem que podemos concluir que ela também não amava, pois a forma com que ele é retratado no poema (J. Pinto Fernandes), nos passa a impressão de impessoalidade. Lili não tinha intimidade com J. Pinto Fernandes, pois se tivesse, ele não seria tratado com tanta formalidade. J. Pinto Fernandes poderia ser um J. P. na vida de Lili, mas o coração dela sempre foi inacessível.

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Desconfio que Lili foi uma pedra no meio do caminho de Joaquim e de J. Pinto Fernandes. Joaquim se suicidou, não sabemos o motivo, mas pode ter sido por causa de Lili, por conta dos desencontros amorosos decorrentes às investidas que o mesmo fazia para conquistar o coração de pedra de Lili. Temos que nos brindar das “Lilis” que encontramos no meio do caminho e que de forma imperceptível brinca com os sentimentos alheios, levando um ao suicídio e o outro a um casamento infeliz e sem intimidade.

Com o suicídio de Joaquim, Maria, apaixonada por Joaquim, não conseguiu ter uma vida afetiva, ela viveu a sombra desse fatídico acontecimento. Não sabemos em quais condições Joaquim se suicidou, pode ter sido na frente de Maria, num momento em que ele estava desesperançado por conta da brutalidade de Lili e com os nervos a flor da pele ele ceifou a sua vida na presença da doce e pobre Maria. Enquanto isso, Lili estava em algum lugar do Mundo sendo uma pedra no meio do caminho de J. Pinto Fernandes e fazendo dele o homem mais infeliz do Mundo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Vida Tratada com Respeito

O que dizer para um pai de família que perdeu três filhos e a encontra-se com sua esposa entre a vida e a morte num hospital? Devido às chuvas ocasionadas na região metropolitana de São Paulo, houve um desabamento de terras e a casa dessa família foi atingida, a mulher na tentativa de salva um dos filhos ficou gravemente ferida, mas não morreu, encontra-se em estado grave no hospital e o pai, que no momento do acidente estava trabalhando, também se encontra no hospital. O choque da vida real foi tão grande, que a estrutura humana não foi capaz de agüentar a vida real.

O ocorrido foi em Santana do Parnaíba, município pobre da grande São Paulo que faz divisa com Barueri, município que agrega os condomínios de luxo na região de Alphaville. Essa discrepância é assustadora, o luxo e a miséria fazendo fronteiras, de um lado famílias desoladas por morarem num terreno acidentado e que não resistem às fortes chuvas, de outras famílias que moram com condomínios de luxo, que acham um charme um terreno acidentado e gastam um valor que dava para construir uma casa com terraplanagem.

Ainda hoje, em algumas regiões de São Paulo, o volume da água não abaixou e enquanto isso, uma empresa estatal, que deveria trabalhar para não deixar que casos como esse aconteça, age de forma incompetente, brinca com a vida do ser humano e faz propaganda em regiões que ela não atua. A SABESP — empresa pública de São Paulo — começou a veicular comercial de televisão em Estados em que não distribui água: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Maranhão, Pará e Acre. No ano passado, o governador de São Paulo aumentou o orçamento de publicidade da estatal para 313 milhões, contra 166 milhões em 2008. É hora de acordarmos e cobrarmos da SABESP o slogan – A Vida Tratada com Respeito - que ela vende.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Cidade Doente

Estava na academia, quando o instrutor passou por mim e disse: Nossa, que cara de cansado! E ainda estou... Ontem fiquei mais de 5 horas preso no transito por conta dos pontos de alagamentos da Marginal Tietê. Sai de casa por volta das 7 horas da manhã e cheguei à empresa ao meio dia. Um percurso que faço em uma hora, ontem foi feito em cinco. Na empresa, fomos dispensados uma hora antes, imaginávamos que a cidade estaria um caos no finalzinho da tarde, que nada, cheguei à academia em menos de 20 minutos, percurso que gasto em média uma hora.

São Paulo é uma cidade maravilhosa, aqui temos ótimas opções de cinemas, teatros, shows e espetáculos, sem contar na gastronomia. São Paulo é uma cidade que acolhe todas as cores, gostos e tendências e isso é maravilhoso, porém, há um preço a ser pago por morar numa cidade com 11 milhões de habitantes. Na saída da Dutra para a Marginal Tietê há um enorme grafite, no desenho, o artista retratou uma cidade vermelha, banhada por um rio verde. No rio há um enorme monstro saindo das águas e dois homens tentando conter o monstro, navegando no rio há homens de lata/robôs e em uma das jangadas há até um cachorro de lata.

Acredito que o artista se inspirou na cidade de São Paulo para desenvolver o seu trabalho. No grafite a cidade é vermelha, creio que o artista tentou expressar uma cidade doente, prestes a explodir; o rio é verde, condenado e ignorado pelas habitantes da cidade; o monstro saindo do rio está prestes a destruir tudo e poucos estão interessados em conte-lo; no rio está o homem, navegando em suas águas imundas e ignorando tudo o que está a sua volta, o cenário de destruição está tão intrínseco ao ser humano, que ele não tem o porquê lutar contra isso, pois ele nasceu nesse cenário de destruição.

A maior cidade do Brasil está estrangulada pelo progresso. Em nome da riqueza impermeabilizamos o nosso solo, impedindo o livro escoamento da água, sem contar com a poluição dos rios devido ao esgoto e lixo que escoamos no mesmo. São Paulo está doente e todos nos fazemos parte desse câncer que aos poucos mata a nossa cidade, o nosso país. Não vejo uma saída para os grandes problemas climáticos que desenvolvemos no mundo, porém temos que acordar e usar com responsabilidade os recursos naturais que existem no nosso planeta e emitir o mínimo possível de CO2, se isso não for feito, que venha 2012 e com ele a destruição definitiva do nosso planeta. Espero que os lideremos mundiais não estejam fazendo turismo em Copenhague e que medidas ambiciosas sejam tomadas para conter o Aquecimento Global.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As grandes Estrelas do Mundo LGBTT vão REVELAR

No próximo dia 14 de dezembro, segunda-feira, o autor Gabriel Cavalcante lança o livro "As grandes estrelas do mundo LGBTT vão REVELAR". O coquetel acontece a partir das 19 horas, no Casarão Brasil, em São Paulo.

A festa, restrita a convidados e imprensa, contará com a presença das principais drag queens e transexuais da cena paulistana, que inspiraram a publicação, entre elas a lendária Miss Biá e Léo Áquilla, considerado o maior transformista do Brasil.

Para o autor, mais do que fazer um registro documental, o livro faz uma grande homenagem aos artistas que dedicaram seu profissionalismo aos palcos, buscando dignificar um segmento de arte alternativo, que ainda hoje não possui tanta visibilidade na esfera cultural.

As páginas são recheadas de revelações curiosas e algumas bombásticas, acompanhadas de muitas fotografias.

"Trata-se de uma publicação destemida, sem juízo de valor ou hierarquia no mundo dos espetáculos. Convidei pessoas de várias gerações para participar desta obra, que pretendia ser a mais aberta possível. Os artistas retratados foram muito receptivos e acreditaram no projeto", diz Gabriel. Segundo ele, a maior preocupação também era a de promover uma leitura rápida e prazerosa, o que acredita ter conseguido com o produto final.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Em Dia com o Planeta

Hoje, estava comendo uma barrinha de cereal da marca Nutre, fabricada pela empresa Nutrimental, e vi o selo “Em Dia com o Planeta. Carbono Neutro”. Deduzi que se tratava de alguma campanha que visa controlar a emissão de CO2 no Planeta. Está sendo amplamente divulgado no mídia que a emissão de CO2 está acarretando sérios prejuízos ao mundo e muitos ainda pensam que a conseqüências mais sérias virão daqui a muitos anos, ledo engano, o Mundo já está deficiente, está doente, morrendo diante dos nossos olhos e pouco ou quase nada está sendo feito para mudar essa realidade.

No mês passado eu passei quatro dias em Piracicaba, passei muito calor naquela cidade, a temperatura estava em média 2 graus acima da temperatura de São Paulo, mas não ventava na cidade e nem velho o ar condicionado do quarto não dava conta de conter o imenso calor que fazia na cidade. Cheguei a São Paulo aliviado e sem entender o porquê em Piracicaba não venta, em São Paulo temos uma cidade quase toda impermeabilizada, mas o clima é muito mais agradável do que em Piracicaba. Dois dias se passaram e acordei com o rosto cheio de “feridinhas”, fui ao médico e ele diagnosticou que eu estava com foliculite, uma infecção dos folículos pilosos causadas por bactérias do tipo estafilococos. A invasão bacteriana pode ocorrer espontaneamente ou favorecida pelo excesso de umidade ou suor, raspagem dos pêlos ou depilação, uma infecção que pode entrar na moda com o aquecimento global.

Estudos apontam que se nenhuma medida preventiva para o aquecimento global for tomada imediatamente, em 2100 a temperatura da Terra aumentará em média 4º, o Mundo será completamente diferente do que o conhecemos hoje, boa parte da biodiversidade atual, não existirá mais. A autoridade mundial tem que parar de ignorar os avisos da natureza sobre os males que estão sendo acarretados e medidas preventivas, bem como a redução ao máximo da emissão de CO2 tem que serem tomadas.

O aquecimento global é o responsável direto pela onda crescente de desastres ambientais. O volume de Carbono na atmosfera é o maior dos últimos 420 mil anos. A concentração de Carbono é considerada hoje a maior ameaça a humanidade, superando o terrorismo. Essa concentração só pode ser diminuída a partir de projetos ambientais ou de energia limpa. Não podemos fechar os olhos para tais informações e como consumidores, temos que cobrar das empresas responsabilidade social com o planeta. Pesquisei pela internet o que se tratava o selo contido na barrinha de cereal e descobri que se trata de uma campanha que ter por objetivo a neutralização de carbono entre as empresas participantes.

No site “Carbono Neutro”, mantido pela campanha “Em Dia com o Planeta”, temos a relação de todas as empresas participantes, porém acredito que a relação está desatualizada, pois nela não consta a empresa “Nutrimental”, ou talvez a empresa não faça mais parte da campanha, o que é um retrocesso. No site também temos uma ferramenta que calcula quanto emitimos de CO2 em diversas situações, como: transporte, eletricidade, gás natural, etc. Podemos adicionar diversos parâmetros e descobrir a quantia de árvores correspondente ao CO2 emitido anualmente. Descobri que anualmente emito uma quantia de 22 arvores de CO2 para me locomover de Arujá a São Paulo, lamentável, porém, nos temos que cobrar essa responsabilidade social das empresas, governos e entidades não governamentais, temos que consumir produtos de empresas “Em dia com o Planeta”, que repõe aquilo que é tirado da natureza.

Hoje, lideres mundiais estão reunidos em Copenhague, na esperança de chegar a um acordo para conter o Aquecimento Global. Espero que propostas sejam levantadas e que as maiores economias mundiais não fechem os olhos para esse grande problema que deixou o nosso planeta doente. Acredito que o Aquecimento Global é irreversível, pois ele se deu com a revolução industrial, não temos como freias a indústria do mundial e voltamos a ser artesões, mas há como colocar um freio, estipular um limite de emissão de gás, um limite que garantira a nossa vida na Terra.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Carmen Miranda no Casarão Brasil

No dia 8 de dezembro de 2009, às 19 horas, o Correio fará o lançamento oficial do Selo do Centenário de Carmen Miranda, a convite da ABAPC - Associação Brasileira dos Artistas Plásticos de Colagem e do Casarão Brasil, e contará com a presença de autoridades. Artistas plásticos participaram deste importante evento comemorativo com a exposição “No Chica Chica Boom de Carmen Miranda”, expondo os sapatos plataformas, invenção de Carmen.

A idéia é criar ou recriar a partir de sapatos plataformas uma concepção nos mais diferentes materiais, traduzindo assim a riqueza da indumentária de Carmen, entre os artistas plásticos convidados estão: Ivan Porterro, Adriana Rizkallah, Del Santo, Miguel de Frias, Vera Ferro, Ligia de Sá, Sheila Oliveira, Adina Worcman, Elza Carvalho, Rosangela Ap, Nino Millán, Carlos Dercoles, Rosina D’Angina, Clarissa Von Uhlendorff e Del Santo.

Sobre o Selo

O selo apresenta a imagem de Carmen Miranda, com indumentária estilizada e multicolorida e adereços que expressam a tropicalidade brasileira e que a fizeram mundialmente conhecida. Foi utilizada a técnica de pintura a guache. O selo foi lançado em Portugal no dia 6/10, data dedicada ao Brasil na 20ª Exposição Filatélica Luso-brasileira – LUBRAPEX, que aconteceu no período de 2 a 11 de outubro, em Évora.

Os Sapatos Plataformas de Carmen

Carmem era baixinha, media pouco mais de 1m50cm, e dispunha de poucas opções que a deixassem mais alta. Procurou um especialista em calçados ortopédicos e acompanhava cuidadosamente os modelos desenvolvidos para ela. Nos palcos, crescia em todos os sentidos, pelo talento, que encantava as platéias, e altura, graças às plataformas. Na era dos musicais hollywoodianos, dos brilhos e exageros, em que ela se tornou um mito, pode-se atribuir a ela grande parte do fascínio que os sapatos exercem sobre as mulheres. Os modelos que ela usava tornaram-se referência na época e até hoje servem como fonte de inspiração.

Enquanto as plataformas reinavam nos pés de Carmem Miranda, a maioria das mulheres tradicionais queria mesmo scarpins com formas arredondadas, de bico redondo e curto, e sandálias de saltos grossos, acompanhadas por pulseirinhas no tornozelo e laços. Contra tudo e contra todos, ela impôs seu estilo e nunca mais saiu de cena. Alguma semelhança com o presente? Boa prova disso são os bicos arredondados da Bottega Veneta e as versões contemporâneas das plataformas de bico fino de Stella McCartney e da Louis Vuitton.

Trajetória

Carmen Miranda é até hoje a cantora brasileira que mais fez sucesso no exterior. Dona de um estilo absolutamente único e particular, tanto na maneira de cantar como na performance de palco, teve uma vida de mito, cheia de glórias e dramas. Nascida em Portugal, veio para o Brasil ainda bebê, fixando-se com a família no Rio de Janeiro. Aos 15 anos começou a trabalhar numa loja de chapéus.

Em 1928 conheceu o compositor e violonista Josué de Barros, que a convidou para participar de um festival beneficente e mais tarde a levou para o rádio. A primeira gravação veio em 1929, pela Brunswick, tendo de um lado o samba "Não Vá Simbora" e o choro "Se o Samba É Moda", ambas de Josué. Carmen gravou alguns outros discos antes de estourar com seu primeiro grande sucesso, a marchinha "Pra Você Gostar de Mim (Taí)" (Joubert de Carvalho), que bateu recordes de venda, com 36.000 cópias.

A partir daí, gravou diversos discos, fez cinema, trabalhou em dupla com sua irmã Aurora, fez parte da história do lendário Cassino da Urca, onde, em 1938 usou pela primeira vez o traje de baiana que a celebrizaria mundo afora. No Cassino conheceu um empresário norte-americano que a convenceu a ir para os Estados Unidos. Acompanhada pelo Bando da Lua, a maior estrela do Brasil deixou uma legião de fãs chorando na sua despedida e chegou à América em 1939 totalmente desconhecida e sem falar inglês. Em pouco tempo fez participações em programas de grande audiência, cantando músicas como "Mamãe Eu Quero", "Tico-tico no Fubá", "O Que É Que a Baiana Tem?" e "South American Way" e se tornou um fenômeno também nos EUA, onde chegou a ser a segunda estrela mais bem paga de Hollywood. No total, participou de dez filmes em Hollywood e ficou conhecida como a Brazilian Bombshell.

Em 1940 voltou rapidamente ao Brasil, onde a população a recebeu com euforia, à exceção do público do Cassino da Urca, que a tratou com indiferença e frieza. Arrasada, Carmen encomendou uma música sobre a situação, e gravou "Disseram que Voltei Americanizada" (V. Paiva/ L. Peixoto). Depois disso voltou para os EUA e se radicou em Beverly Hills, onde continuou sua carreira de cantora e atriz de cinema e televisão.

Em 1954 as pressões da indústria do entretenimento causaram uma crise de nervos, e a Pequena Notável veio ao Brasil para se tratar e descansar. Voltou para Beverly Hills em 55, e em agosto teve um colapso cardíaco e morreu, depois de passar mal em um programa de televisão. Seu corpo foi embalsamado e veio de avião para o Brasil, onde uma multidão de um milhão de pessoas seguiu o cortejo de seu enterro. Carmen continuou sendo sempre lembrada por meio de shows e discos de homenagens, filmes, documentários sobre sua vida (como o premiado "Banana Is My Business", de Helena Solberg). O Museu Carmem Miranda, no Rio de Janeiro, cidade onde ela viveu, luta para preservar a memória da estrela.

Serviço:

Lançamento Oficial do Selo do Centenário de Carmen Miranda
Exposição: No Chica Chica Boom de Carmen Miranda
Curador: Robert Richard
Local: Casarão Brasil
Rua Frei Caneca, 1057
Data: 08 de Dezembro de 2009
Horário: a partir das 19 horas
Visitação - 9 a 14 Dez 2009 e de 10 a 30 Janneiro 2010 das 10 as 18 horas
Tel: 11 3171.3739

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Depressão: O Mal da Era Moderna

Sabe quando bate aquela “depresãozinha” e da uma vontade de ficar sozinho, sem falar com ninguém? Então, esses momentos são ótimos para reflexões, para reavaliar quem nos somos, queremos ser e o que projetamos para o futuro. São instantes mágicos e o pós-depressão é seguido de muita atitude e renovo. O problema é quando esse instante vira uma constante e essa “depresãozinha” se acentua e torna-se um problema patológico. Nesses casos, a rápida percepção de quem rodeia o individuo, bem como familiares e amigos, é fundamental para o apoio ao mesmo.

O estado de depressão, que de certa forma é até positivo para reflexões, é uma estado natural do ser humano, como indivíduos, temos alterações de humor e ficamos triste, alegres, deprimidos ou apáticos, tudo de acordo com o que estamos vivendo, com a fase de nossas vidas. O individuo deprimido não tem alteração alguma de humor, faça sol ou faça chuva, ele está deprimido e para sair dessa situação ele precisa da ajuda de um profissional.

A depressão é causada por uma falha nos neurotransmissores, que são os agentes químicos que levam a informação de um neurônio para outro. Os neurônios, ao contrário do que se imagina, não estão unidos uns aos outros como as demais células do corpo. Eles possuem um espaço entre eles que precisa ser preenchido por substâncias que tenham a capacidade de transmitir a informação para que ela cheque até o próximo neurônio e assim circular no sistema nervoso e fazer contato com o cérebro.

O desencadeamento da depressão vem por intermédio de não reconhecimento ou pela falta dos papeis sociais. Os papeis sociais nada mais é do que a nossa representatividade no mundo. Na nossa vida, desempenhamos vários papeis sociais, como por exemplo: o papel materno/paterno, os fraternais e os papeis de vida social e profissional. Esses papeis são os nossos guias, dizem quem somos no mundo e quando não os temos, passamos a não ter representatividade alguma. Sempre frisar a importância de um querido, o apreço que temos por familiares e amigos e gratificar quem nos rodeia, pode salvar uma pessoa da depressão.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Debate na Rádio DSFM

Quando criança e ainda no início da adolescência, um dos meus sonhos era ser jornalista, tudo o que envolvia mídia me fascinava, cheguei até a escrever alguns artigos para o jornalzinho do colégio. Imaginava que um dia poderia ser ancora de um telejornal ou até mesmo locutor de rádio, cheguei a me inscrever no vestibular para Comunicação Social na Metodista e na UMC, acabei não cursando, me envolvi em outros projetos, cursei administração e atualmente curso Ciências Políticas.
Justificar
Segunda-Feira (30/11), entrei pela primeira vez num estúdio de uma rádio, participei de um debate na rádio DSFM de Suzano, confesso que fiquei fascinado. No estúdio havia uma mesa grande com toda a parafernália para a rádio funcionar e na dimensão da mesa haviam sete microfones para apresentadores e convidados. A precisão que os operadores tem com o tempo, me chamou a atenção, a todo o momento o rapaz que comandava as vinhetas e reportagem avisa ao ancoras: “Estamos tantos minutos adiantados” Deve ser um trabalha gratificante.

O debate que participei foi decorrente ao “Dia Mundial da Luta Contra a AIDS”, além da minha presença, havia a presidente da ONG Elas por Elas, a Secretária de Saúde de Poá e um médico urologista de Suzano. Foi um debate muito proveitoso, o médico urologista levou uma matéria que informava a estagnação de numero de infectados, houve um salto de 33 milhões para 33,4 milhões de infectados, esse aumento se deve ao fator da maior qualidade de vida dos infectados, ou seja, o numero de óbitos está diminuindo cada vez mais.

Também foi abordada a questão da mulher estar se infectando mais que o homem e para explicar esse fenômeno apontamos a liberação sexual feminina e a conquista ao mercado de trabalho; o dilema dos profissionais do sexo com os clientes que pagam mais pela pratica de Bareback; a maior vulnerabilidade dos jovens e para explicar isso apontamos o conservadorismo das famílias brasileiras e a falta de dialogo com os filhos; também apontamos a importância das ONGs num país com dimensões continentais onde o poder público nem sempre conhece todas as particularidades regionais e frisamos a atuação da campanha “Fique Sabendo” que está realizando testes de DSTs em vários municípios do Brasil.

Foi um dialogo proveitoso, onde apontamos a necessidade de maior atuação do poder público para o combate a epidemia e o incentivo das ONGs nas pequenas cidades, onde muitas das vezes o precário sistema de saúde não contempla a comunidade com informações de profilaxia. Ter acesso a informações e aos exames de DSTs e tratamento universal é gratuito é um direito de todos os brasileiros. Para saber os locais de realização dos exames, acesse o site do Fique Sabendo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia Mundial da Luta Contra a AIDS

Desde 1981, quando começaram os surtos de duas doenças raras entre jovens homossexuais masculinos nos EUA, e mais tarde em 1984, quando descobriram que tais surtos se tratavam do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), uma doença que destrói o sistema imunológico do indivíduo, o Mundo nunca mais foi o mesmo. As doenças raras se tratavam da pneumocisti carinii, uma forma de pneumonia, e um câncer, o sarcoma de Kaposi que normalmente infectavam homens mais velhos, ambas as doenças eram desenvolvidas por conta da infecção ao HIV. Em 1985, cientistas conseguiram desenvolvem um teste para diagnosticar a infecção pelo HIV.

Quando criança, fiquei vulnerável ao vírus por conta de uma transfusão de sangue que fui submetido, foi em 1983, no "boom" da infeção. Naquela época pouco se falava da nova doença, a sociedade médica pouco sabia das sua causas e conseqüências, tudo era obscuro, incerto. Messes depois, o governo solicitou que as pessoas que foram submetidas à transfusão de sangue realizassem os exames de detecção ao HIV, para a minha sorte, o meu deu negativo e não fiquei entre as primeiras vitimas de HIV no Brasil, vitimas que tiveram suas vidas ceifadas. Mas a apreensão da sociedade não cessou com a descoberta do exame, pois mesmo depois de 85, muitas pessoas continuaram sendo infectadas por intermédio da transfusão de sangue.

Uma amiga da minha mãe, evangélica, e que provavelmente só teve um homem em toda a sua vida, foi vítima do HIV. Em sua segunda maternidade, ela necessitou fazer uma transfusão. Algum tempo se passou, e ela começou a perder peso rapidamente, ela até ficou feliz, pois precisava emagrecer, mas começou a se preocupar quando começou a ficar muito abaixo do seu peso. Ela procurou um médico, e foi diagnosticado que ela tinha HIV. Tempos depois ela faleceu, o caixão foi lacrado. Ela deixou três filhos e o marido. Dos quatro, apenas o filho mais velho não estava contaminado com o vírus. O marido foi para Minas, o escândalo foi muito grande e a convivência deles na sociedade tornou-se impossível. Imaginem: Nos anos 80 as pessoas imaginavam que HIV se pegava com o toque.

Com o avanço da medicina, houve uma melhoria na sobrevida das pessoas que vivem com a AIDS. Estima-se que há 630 mil infectados no Brasil e que 230 mil pessoas não sabem da infecção. Em 1980 existiam 15 homens para cada mulher infectada, hoje essa estimativa está em 15 homens para 10 mulheres, esse fenômeno pode ser explicado pela maior independência da mulher em relação ao homem, a conquista ao mercado de trabalho e a luta do movimento feminista para a liberdade sexual.

Tenho amigos que convivem com o HIV. Apesar de todos os avanços da medicina, sabemos que o coquetel de medicamentos é uma tortura para os que têm que conviver o mesmo. Espero ver um dia a cura da AIDS, mas, antes disso, espero ver uma sociedade consciente, uma sociedade que não troca a sua integridade física por alguns momentos de prazer sem camisinha num sexo casual. Espero que o dia de hoje seja de reflexão, e que a sociedade consiga evoluir na grande luta contra a AIDS.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lua Nova

Sexta-Feira, assisti ao filme Lua Nova, continuação do filme Crepúsculo, que estréio nos cinemas de todo o Brasil no dia 20 de novembro. No filme Crepúsculo a frágil e desastrada Bella Swan (Kristen Stewart) se muda para Forks, uma pequena e monótona cidade, fria e chuvosa sem nenhuma perspectiva até conhecer Edward Cullen (Robert Pattinson) e descobrir que ele é um vampiro, mas já é tarde demais, porque ela já esta apaixonada e para sua sorte ele também esta. Apesar dos perigos que ela corre perto dele ela não aceita se separar.

Em Lua Nova Edward decididamente convencido de que é mais seguro para Bella ficar longe dele decide então ir embora dizendo “Prometo que esta será a última vez que vai me ver”. Então ela mergulha numa depressão que parece não ter fim até encontrar conforto na companhia de seu então melhor amigo Jacob Black (Taylor Lautner) que nada mais é do que um lobisomem, ou seja, inimigo dos vampiros. Mas é com ele que Bella se sente segura quando começa a sentir a ameaçadora volta de Victória que pretende vingar a morte de James, com a sua morte, pois Victória acha que tem que ser um parceiro pelo outro.

Nas aventuras perigosas e atrevidas que Bella vive com Jacob ela encontra uma forma de ouvir a voz de Edward em sua mente, sempre que ela se coloca em perigo sem que ele esteja perto para protegê-la, ela ouve sua voz a reprimindo. Jacob se afasta de Bella para que ela não corra perigo e isso faz com que ela entre na mais profunda tristeza. Desta vez Bella se surpreende com os homens-lobos e com uma forte família de vampiros que dominam a espécie e que moram na Itália, os Volturi, eles representam um grande perigo para Bella e para os Cullens no decorrer da trama. Bella terá que salvar a vida do seu grande amor e em troca disso arruma mais alguns inimigos, os Volturi.

Lua Nova não é o tipo de filme que arrancará lagrimas de uma multidão de pessoas e nem ficará marcado para sempre na memória de maioria, mas confesso que em algumas cenas senti um forte nó na garganta e me segurei para não chorar junto com a Bella a dolorosa perda do seu grande amor. Não existe razão para o amor e nesse ponto a vida real e a ficção se entendem muito bem. Jacob Black sempre deixou bem claro os seus sentimentos pela Bella e ela nunca o iludiu, sempre deixou bem claro que o seu amor estava nas mãos Edward Cullen e que Jacob Black é um amigo querido que ela que sempre por perto. Creio que intermediar a convivência entre lobos e vampiros será o ponto alto de “Eclipse”, a continuação da saga dos vampiros.